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      <title>Revolução Farroupilha by Uma Pessoa</title>
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      <description>Turma: 85
Produzido pela equipe 7: Eric, Marina, Maria Fernanda e Laura C.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-11-08 18:56:58 UTC</pubDate>
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         <title>O início da revolução</title>
         <author>mogassawara500</author>
         <link>https://padlet.com/mogassawara500/na3by8d0qamc/wish/302270665</link>
         <description><![CDATA[<div>A “Guerra dos Farrapos” começou no Rio Grande do Sul. Começou em 1835 e terminou em 1845. A principal causa do conflito foi pelas dificuldades econômicas. Durante o governo imperial, os produtores gaúchos se revoltaram contra o governo, descontentes com a concorrência desleal da Argentina e do Uruguai, que podiam vender carnes por preços mais acessíveis. Assim, a economia gaúcha começou a cair.</div><div>Os gaúchos acreditavam que o governo imperial pudesse salvar a pecuária do Rio Grande do Sul, encarecendo as taxas de importação uruguaia e argentina. Os grandes estancieiros também batalhava por uma maior liberdade administrativa para o estado.</div><div>Em 1834, o governo instituiu novos impostos par os gaúchos, o que provocou o início de uma rebelião.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-08 19:04:56 UTC</pubDate>
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         <title>Motivos do conflito </title>
         <author>mogassawara500</author>
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         <description><![CDATA[<div>- Sem incentivo do crescimento econômico do Rio Grande do Sul;<br> - Altas taxas sobre os produtos rio-grandenses, como charque (carne seca e salgada), erva-mate, couros, gado,etc;<br> - Incentivo apenas para a importação de charque dos países de Prata;<br> - Rebanho esgotado;<br> - Sem indenizações de guerra;<br> - Grandes fazendas produzindo pouco;<br> - Sequências de guerras;<br> - Sem incentivo ao crescimento social do Rio Grande do Sul;<br> - Gaúchos  reivindicando  o direito de escolher o governador de sua província.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-08 19:05:44 UTC</pubDate>
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         <title>República Juliana</title>
         <author>mogassawara500</author>
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         <description><![CDATA[<div>Não demorou muito para que a revolta se espalhasse pelo sul do país, chegando em Santa Catarina, onde foi aclamada a República Juliana, que contou por ajuda de Davi Canabarro e Giuseppe Garibaldi -um revolucionário italiano.<br> Várias medidas foram tomadas, entre elas a convocação de eleições, que saiu vitorioso o coronel Joaquim Xavier Neves. A vitória não foi aceita entre os gaúchos, que nomearam o Padre Vicente Ferreira dos Santos Cordeiro como verdadeiro vencedor. Escolheram Laguna como capital da República Juliana, as cores verde, amarelo e branca foram escolhidas como oficiais, e extinguiram os impostos que eram cobrados pelo comércio do gado e da indústria campestre.<br> No entanto, o governo imperial reagiu e escolheu o marechal Francisco José de Sousa Andréas como presidente de Santa Catarina. Governou de 1839 a 1840.<br> A República Juliana foi considerada um braço da Revolução Farroupilha. Findou-se em 15 de novembro de 1839 durante um ataque violento a Laguna, o qual os seus inimigos fizeram uso não só da marinha como também da cavalaria e da infantaria para derrotá-los.</div><div>O resultado foi o total aniquilamento da esquadra farroupilha, a reconquista de Laguna e a matança de todos os chefes da marinha rio-grandense, com exceção de Garibaldi e Canabarro, que conseguiram fugir.</div><div>Garibaldi veio para o Brasil com o único objetivo de contribuir na luta dos farrapos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-08 19:07:44 UTC</pubDate>
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         <title>Tratado de Poncho Verde</title>
         <author>mogassawara500</author>
         <link>https://padlet.com/mogassawara500/na3by8d0qamc/wish/302274323</link>
         <description><![CDATA[<div>No dia 28 de fevereiro de 1845 é anunciada a Pacificação da Revolução Farroupilha. O general David Canabarro está no comando das tropas rio-grandenses. Antonio Vicente da Fontoura, chega do Rio de Janeiro, onde negocia a paz. Ele traz o documento já assinado pelo General Luís Alves de Lima e Silva. O documento é assinado pelo então Presidente da República Rio-grandense, Gomes Jardim, já que Bento Gonçalves está afastado por motivos de saúde, que lhe leva à morte dois anos depois.<br>O documento de pacificação possui 12 as cláusulas:<br><strong>Art. 1°</strong> - Fica nomeado Presidente da Província o indivíduo que for indicado pelos republicanos.<br><strong>Art. 2°</strong> - Pleno e inteiro esquecimento de todos os atos praticados pelos republicanos durante a luta, sem ser, em nenhum caso, permitida a instauração de processos contra eles, nem mesmo para reivindicação de interesses privados.<br><strong>Art. 3°</strong> - Dar-se-á pronta liberdade a todos os prisioneiros e serão estes, às custas do Governo Imperial, transportados ao seio de suas famílias, inclusive os que estejam como praça no Exército ou na Armada.<br><strong>Art. 4°</strong> - Fica garantida a Dívida Pública, segundo o quadro que dela se apresente, em um prazo preventório.<br><strong>Art. 5°</strong> - Serão revalidados os atos civis das autoridades republicanas, sempre que nestes se observem as leis vigentes.<br><strong>Art. 6°</strong> - Serão revalidados os atos do Vigário Apostólico.<br><strong>Art. 7°</strong> - Está garantida pelo Governo Imperial a liberdade dos escravos que tenham servido nas fileiras republicanas, ou nelas existam.<br><strong>Art. 8°</strong> - Os oficiais republicanos não serão constrangidos a serviço militar algum; e quando, espontaneamente, queiram servir, serão admitidos em seus postos.<br><strong>Art. 9°</strong> - Os soldados republicanos ficam dispensados do recrutamento.<br><strong>Art. 10°</strong> - Só os Generais deixam de ser admitidos em seus postos, porém, em tudo mais, gozarão da imunidade concedida aos oficiais.<br><strong>Art. 11°</strong> - O direito de propriedade é garantido em toda plenitude.<br><strong>Art. 12°</strong> - Ficam perdoados os desertores do Exército Imperial.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-08 19:10:28 UTC</pubDate>
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         <title>Bento Gonçalves</title>
         <author>mogassawara500</author>
         <link>https://padlet.com/mogassawara500/na3by8d0qamc/wish/302906770</link>
         <description><![CDATA[<div>Nas estâncias, o proprietário geralmente era uma chefe militar. Bento Gonçalves era um desses chefes militares. Ele estava descontente com as determinações do governo central e acreditava que deveria mudar os rumos políticos e econômicos. Em 1835, ele liderou um exército que ocupou Porto Alegre. Assumiu o controle da província, proclamando a República Rio-Grandense.<br> Bento Gonçalves nasceu em 23/09/1788, e faleceu em 18/07/1847. Foi o principal dirigente da Guerra dos Farrapos. Nasceu em Triunfo, filho de um rico estancieiro. Participou da guerra contra as Províncias Unidas do Rio da Prata (1825-1828).</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-10 20:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Antônio de Souza Neto</title>
         <author>mogassawara500</author>
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         <description><![CDATA[<div>Antônio de Sousa Neto (1803-1866) foi um político e militar brasileiro, um dos mais importantes nomes do Rio Grande do Sul. É reconhecido por seu árduo trabalho na Revolução Farroupilha, como o segundo maior líder.<br><br></div><div>Nascido em Povo Novo. Filho de José de Sousa Neto e de Teutônia Bueno.<br>  Estanceiro no Uruguai e Brasil, com seus campos talados e vazios, tudo que lhe restou foi a Revolução Farroupilha a que se dedicou de corpo e alma. <br>  Enquanto o líder Bento Gonçalves, concentrava-se em ação militar, próximo a Porto Alegre, Netto comandante da 1ª Brigada Ligeira de Cavalaria do Exército Liberal, travava uma batalha contra forças imperiais, próximo ao Arroio Seival, em Bagé.  Mesmo sem o conhecimento de Bento Gonçalves, líder do movimento, Neto e seus pares, pelos princípios republicanos resolveram separar a Província do resto do Império do Brasil e proclamá-la uma nação republicana independente. <br>  Retornou à luta em 1851, na Guerra contra Rosas, com sua cavalaria na brigada de Voluntários Rio-Grandenses, organizada inteiramente à sua custa, o que lhe valeu a promoção de Brigadeiro Honorário do Exército brasileiro, e a transformação de sua brigada em Brigada de Cavalaria Ligeira. <br> Faleceu em 29 de dezembro de 1866.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-10 20:22:29 UTC</pubDate>
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         <title>David Canabarro</title>
         <author>mogassawara500</author>
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         <description><![CDATA[<div>David Canabarro foi militar brasileiro, nascido em Taquari, província do Rio Grande do Sul em 22 de agosto de 1796.<br> Descendente de imigrantes açorianos, alistou-se num Regimento de Milícias aos 17 anos. Destacou-se na carreira militar desde quando o Brasil era ainda uma colônia portuguesa.<br> Lutou na Guerra dos Farrapos e serviu a República Rio-Grandense, chegando ao posto de general e comandante-em-chefe do exército no final do movimento. Participou da assinatura do tratado de paz assinado com o Império brasileiro em 1845.<br> Com a inesperada invasão do Rio Grande do Sul pelos paraguaios em 1865, foi acusado de traição e incompetência, mas logo ficou provada a injustiça das acusações e Canabarro. <br> Em 12 de abril de 1867, por conta de uma infecção, faleceu.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-10 20:23:20 UTC</pubDate>
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         <title>Luís Alves de Lima e Silva</title>
         <author>mogassawara500</author>
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         <description><![CDATA[<div>Duque de Caxias (1803-1880) foi um militar brasileiro. Foi chamado de “O Pacificador.” <br> Luís Alves de Lima e Silva nasceu na fazenda São Paulo, no Taquaraçu, próximo da Vila Estrela, hoje município de Duque de Caxias, Rio de Janeiro, no dia 25 de agosto de 1803. Filho de Francisco de Lima e Silva e de Cândida de Oliveira Belo, cresceu em meio a uma família de militares.<br> Em 1818, Luís Alves entrou para a Escola Militar do Largo do São Francisco, onde permaneceu até 1821. Foi cadete, alferes e tenente. Quando concluiu o curso, foi incorporado ao 1.º Batalhão de Fuzileiros.<br> Em 1823, participou da luta no combate aos soldados portugueses da Bahia que relutavam a aceitar a Independência do país. Com a vitória do Batalhão, Luís Alves foi promovido a Capitão e com 21 anos recebia a “Imperial Ordem do Cruzeiro”, das mãos de D. Pedro I.<br> No dia 2 de fevereiro de 1833, Duque de Caxias casa-se com Ana Luísa do Loreto Carneiro Vianna de apenas 16 anos.Em dezembro do mesmo ano nasce Luísa de Loreto. Em 24 de junho de 1836 nasce sua segunda filha, Ana de Loreto. O filho Luís Alves Júnior faleceu na adolescência.<br> Após pacificar três províncias, faltava só o Rio Grande do Sul onde a “Guerra dos Farrapos” entrava no seu sétimo ano. Foi nomeado "presidente da província do Rio Grande do Sul"e "Comandante das Armas". Reorganizou as forças imperiais e depois de dois anos saiu vitorioso.<br>  Após a vitória do Brasil na Guerra do Paraguai, Caxias com 66 anos recebe o título de “Duque”, com medalhas e condecorações. <br>  Duque de Caxias faleceu no Rio de Janeiro, no dia 7 de maio de 1880. Em 1962 foi nomeado pelo Governo Federal o “Patrono do Exército”. Em sua homenagem, o dia 25 de agosto, dia de seu nascimento, é comemorado o “Dia do Soldado”. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-10 20:24:31 UTC</pubDate>
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         <title>Giuseppe Garibaldi </title>
         <author>mogassawara500</author>
         <link>https://padlet.com/mogassawara500/na3by8d0qamc/wish/302907274</link>
         <description><![CDATA[<div>Giuseppe Garibaldi (1807-1882) nasceu em Nice, França, no dia 4 de julho de 1807, quando essa cidade ainda era italiana, e pertencia ao reino da Sardenha. Aos 18 anos, como aprendiz da marinha, embarcou em inúmeras viagens.<br>  Em 1832, na Ucrânia encontrou alguns exilados italianos pertencentes ao movimento nacionalista de unificação da Itália, na época dividida em vários Estados absolutistas. O movimento "Jovem Itália", ao qual Garibaldi aderiu imediatamente era dirigido por Giuseppe Mazzini. <br> Em 1836, segue para o Rio Grande do Sul, onde luta ao lado dos farroupilhas na Revolta dos Farrapos e se torna mestre em guerrilha.<br> Três anos depois, vai para Santa Catarina auxiliar os farroupilhas a conquistar Laguna. Lá conhece Ana Maria Ribeiro da Silva, que também lutava na revolução. Com a derrota dos republicanos, Garibaldi foi para Montevidéu com sua mulher, que ficou conhecida como Anita Garibaldi.<br> Em 1849 Garibaldi e Anita seguem para os combates em Roma, mas são perseguidos e durante longa fuga, próximo de Ravenna, a caminho de Veneza, Anita é acometida pela febre tifoide e não resiste.<br> Numa nova guerra contra a Áustria em 1859, assumiu o posto de major-general e dirigiu a campanha que terminou com a anexação da Lombardia pelo Piemonte. </div><div>Conquistou ainda a Umbria, Marcas e o reino sulista das Duas Sicílias, porém renunciou aos territórios conquistados, cedendo-os ao rei de Piemonte. Liderou uma nova expedição contra as forças austríacas em 1862 e depois dirigiu suas tropas contra os Estados Pontifícios. </div><div>Participou depois da expedição para a anexação de Veneza. Em sua última campanha, lutou ao lado dos franceses em 1870 e 1871, na guerra franco-prussiana. Participou da batalha de Nuits-Saint-Georges e da libertação de Dijon.</div><div>Por seus méritos militares, Garibaldi foi eleito membro da Assembleia Nacional da França em Bordéus, mas voltou para a Itália elegeu-se deputado no Parlamento italiano em 1874 e recebeu uma pensão vitalícia pelos serviços prestados à nação. Volta para Caprera, onde morre.</div><div>Giuseppe Garibaldi faleceu em Caprera, Itália, no dia 2 de junho de 1882.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-10 20:25:41 UTC</pubDate>
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         <title>A farsa farroupilha</title>
         <author>mogassawara500</author>
         <link>https://padlet.com/mogassawara500/na3by8d0qamc/wish/302907355</link>
         <description><![CDATA[<div>Segundo a imagem romanceada, a “Revolução Farroupilha” foi a luta e o sacrifício do povo gaúcho, unido contra o Império opressor que, sediado no Rio de Janeiro, era surdo às necessidades da província. Uma luta inglória, do Rio Grande do Sul contra todos, em nome da liberdade, do fim da escravidão e por uma república independente.<br> Mas com a pesquisa de alguns historiadores, podemos dizer que a Guerra dos Farrapos foi uma mentira. <br> Teremos que analisar alguns fatos:<br> - "Revolução Farroupilha", isso nunca foi uma revolução. Revoluções são fenômenos transformadores, que redefinem sistemas, economias, sociedades, etc. O Governo Imperial jamais viu a guerra como além de uma rebelião, tornou-se uma Guerra Civil, mas não pode ser considerada uma revolução. Além de não propor alterações sociais profundas o movimento era conservador, visto ser liderado totalmente por grandes estancieiros, a elite local, e seus aliados.<br> - "Sua principal causa foi pela injustiça da concorrência". Na verdade, o buraco era mais embaixo. A desvantagem do charque devia-se ao fato de que o charque uruguaiano era produzido por mão de obra assalariada, enquanto no Rio Grande do Sul a o trabalho era feito por escravos.  Na época, o trabalho escravo já não era rentável e perdia em produtividade para o trabalho assalariado, com o que, podemos concluir que, a maior responsabilidade pela desvantagem econômica era a escravidão, e não comportamental, como sugeriam os líderes farroupilhas.<br> - "A guerra foi uma luta entre o Brasil contra os gaúchos". Para essa afirmação fazer sentido, seria necessário que toda a população gaúcha estivesse de acordo com a "revolução", mas isso nunca aconteceu, boa parte da população permaneceu fiel ao Império<br> - "O movimento era libertador, pois pretendia abolir a escravidão". Não foi muito bem assim, apesar de ter alguns líderes que aboliam isso. No final, os "abolicionistas" foram afastados, e gente como David Canabarro, em segredo, negociaram que mantivessem a escravidão na província.<br> - "A guerra terminou com um tratado digno, onde o governo reconheceu a bravura dos farrapos e a dificuldade de vence-los, não punindo suas lideranças e mantendo-os no exército, com a mesma patente que exercia nas guerras farroupilhas". Sério? Primeiramente, se a guerra foi o Brasil, todas as suas províncias, todos os seus exércitos, contra somente uma parte dos gaúchos, onde a maior parte eram escravos, isso teria chance de acontecer? Uma simples parte de uma província contra outras centenas de exércitos? Acredito que não, pois não teria muitas dificuldades contra alguns estancieiros. Segundo, o governo era firme, dês daquela época o governo era bem rígido com as regras. Poderia existir piedade para aqueles que proclamaram guerra contra o império? A verdade é que o que aconteceu em Ponche Verde não foi um tratado. Para se ter noção, homens como Bento Gonçalves, Antônio de Souza Neto e o Duque de Caxias jamais assinaram o documento, o que caracteriza muito mais a união entre grupos do que um Tratado de Guerra. Além disso, o governo brasileiro sabia bem que os tempos muito próximos trariam conflitos armados com Argentina, Uruguai e Paraguai e por isso, precisava daqueles militares experientes e profundos conhecedores da região, sendo essa a causa real da manutenção da ordem militar. Também foi por esse motivo que não houve uma punição para os rebeldes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-10 20:26:31 UTC</pubDate>
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         <title>Bento Gonçalves pode ser considerado um herói?</title>
         <author>mogassawara500</author>
         <link>https://padlet.com/mogassawara500/na3by8d0qamc/wish/302907417</link>
         <description><![CDATA[<div>Para melhor compreensão, usaremos a perspectivas dos negros da época.<br> Muitos historiadores ocultam a verdade, falando que existiam poucos negros escravizados, porém, vejamos, nos livros está escrito que os donos das estancias geralmente eram chefes militares, que tinham seu próprio exército, constituído pelos seus escravos, correto? Então como poderia se construir um exército sendo que eles tinham poucos escravos? Exatamente, eles não conseguiriam ser fortes o suficiente para "conquistar" uma capital. Acreditam que o sangue africano tem contribuição insignificante na formação da população sul-rio-grandense. Criaram assim o espantoso mito da “Província libertária”, obra do braço livre, inocente, branco e quase independente da escravidão. Essa ideia corroborou para que os líderes farroupilhas fossem deificados após o conflito que prometia liberdade aos negros, mas que os exterminou sem pensar duas vezes, tudo em nome da paz. Paz entre brancos ricos tanto gaúchos, como apoiadores do império.<br> Nesse trabalho já foi dada a biografia do Gonçalves, também escrito o que as pessoas pensam sobre ele. Bem, no imaginário gaúcho e na biografia ele é retratado como “guerreiro durante a maior parte de sua vida e defensor de ideias liberais, pelas quais lutou durante os quase dez anos”. Seu nome é lembrado desse jeito em ruas, museus, praças e os diversos lugares onde encontramos sendo citado o nome dele. <br> Os grandes estancieiros não queriam o separatismo. O objetivo era conseguir mais lucro e menos impostos, através de um Federalismo Monárquico. Queriam depor o presidente da província e colocar outro em seu lugar que atendesse melhor às exigências dos ricos fazendeiros.<br> No dia 18 de setembro de 1835, Bento Gonçalves da Silva reuniu-se com outros ricos estancieiros na Loja Maçônica Philantropia e Liberdade, onde por unanimidade decidiu-se que dali a dois dias, tomariam militarmente a capital, Porto Alegre. Alguns dias depois, nosso “herói da liberdade” leria um manifesto, deixando claro a intenção daquele golpe: “Não nos propusemos outro fim que restaurar o império da lei, afastando de nós um administrador inepto e faccioso, sustentando o trono do nosso jovem monarca e a integridade do império. Viva o Sr. D. Pedro I, imperador constitucional do Brasil!”. Não havia nenhuma intenção de “revolução” contra o Império do Brasil, não existia nenhuma linha do manifesto pregando a liberdade para todos os homens, e se houvesse, a palavra “homem” significava branco. A proclamação da República Rio-Grandense foi feita por Antônio de Sousa Neto. No entanto, o objetivo principal nunca foi proclamar um estado-nação próprio, mas sim mostrar ao Império do Brasil que não estavam satisfeitos com os altos impostos.<br> A maioria dos negros lutavam ao lado de Bento Gonçalves, eram trabalhadores escravizados que fugiram de seus antigos donos (apoiadores do império) e que guerreavam sob a promessa de receberam sua liberdade. Mas como sabemos, para que a guerra continuasse era preciso de dinheiro. Os líderes farroupilhas possuíam grandes terras, e quem trabalhava para produzir o charque era exclusivamente os escravos, sem salários. Ou seja, esses trabalhadores escravizados permaneceram nas fazendas dos líderes durante todo o período de guerra, e a promessa de liberdade não se estendia a eles. Nenhum dos líderes farroupilhas cogitou um dia libertar seus escravos. A promessa era falsa e eram muito pouco os que de fato apoiavam a libertação dos negros. No Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, é possível obter uma cópia do inventário do líder gaúcho. Um documento onde ele deixou a seus filhos os seus maior pertences. E nesse documento o abolicionista deixa mais de 30 escravos como herança para seus filhos. Os escravos representam 48% de toda a fortuna do “herói da liberdade”. Por esses dados, fica evidente que o maior patrimônio deixado por Bento Gonçalves não era constituído pela terra nem pelo gado. Eram <em>seus escravos</em>. Os escravos eram bens móveis importantes. Os negros novamente são relegados ao esquecimento e sua história inventada para limpar a imagens dos senhores brancos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-10 20:27:14 UTC</pubDate>
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