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      <title>iniciação à atividade filosófica by apontamentos filosóficos.</title>
      <link>https://padlet.com/afonsobarbosa01/apontamentosfilosoficos00</link>
      <description>abordagem introdutória à filosofia e ao filosofar</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2017-12-07 15:51:18 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>afonsobarbosa01</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>1. A origem do filosofar<br>    </strong>A filosofia surgiu na Grécia antiga há cerca de 2500 anos, no séc. VI a. C.<br>    Os primeiros filósofos foram Tales de Mileto (c. 624-546 a. C.) e Pitágoras (c. 580-500 a. C.), sendo ambos igualmente os fundadores do que hoje chamamos «ciência» (que eles não distinguiam da filosofia).<br>    A própria palavra «filosofia» foi inventada pelos gregos, e significa literalmente «amor da sabedoria».<br>    A filosofia é, portanto, um amor ao saber que nasce da relação que mantemos com o mundo que nos rodeia e se desenvolve a partir da problematização e do questionamento das crenças que formamos sobre o mesmo.<br>    Não existe uma definição universal da filosofia, aceite por todos os filósofos, dado que cada filósofo apresenta uma definição tendo em conta o seu próprio sistema filosófico e o seu modo de interpretar a vida e o mundo.<br>    Em vez de definir a filosofia talvez seja mais adequado caracterizá-la.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-12-07 16:43:50 UTC</pubDate>
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         <author>afonsobarbosa01</author>
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         <description><![CDATA[<div>3<strong>. A filosofia espontânea e a filosofia sistemática<br>   </strong>A filosofia espontânea traduz-se num pensamento comum, uma sabedoria popular, não exigindo um conhecimento da história da filosofia nem evidenciando grande complexidade conceptual e argumentativa. Esta é pouco rigorosa; não obedece necessariamente a uma sequência lógica; pode recorrer a conceitos<br>ou ideias insuficientemente fundamentados; não exige fundamentação racional e questiona-se de forma avulsa.<br>   A filosofia sistemática traduz-se num pensamento rigoroso em termos conceptuais, apresentado sob a forma de argumentação crítica, subjacente à qual se encontram determinados conhecimentos da tradição filosófica. Já esta assenta em enunciados precisos e rigorosos; estabelece encadeamentos lógicos<br>entre os enunciados; tem por base conceitos ou ideias que resultam de procedimentos de demonstração e prova; exige uma fundamentação racional<br>das ideias defendidas e questiona-se de forma rigorosa.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-12-07 16:48:30 UTC</pubDate>
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         <author>afonsobarbosa01</author>
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         <description><![CDATA[<div>4<strong>. O objeto da filosofia<br>   </strong>A Filosofia procura uma compreensão do real na sua totalidade.<br>   A filosofia tem como objeto de estudo os problemas fundamentais acerca da natureza da realidade, do conhecimento e do valor.<br>   Para que um problema seja filosófico, tem de poder ser resolvido ou estudado<br>recorrendo exclusivamente ao pensamento, apesar de podermos usar informação empírica obtida pelas ciências.<br>   A filosofia ocupa-se de problemas fundamentais que exprimimos através de conceitos como os de realidade, conhecimento, valor, beleza, justiça, arte, bem moral, etc.<br>   Para garantir que um determinado problema é genuinamente filosófico, temos de ser muito rigorosos ao formular a pergunta que o exprime.<br>   Alguns exemplos de problemas centrais da filosofia: Será que a vida tem sentido? O que é o conhecimento? Os animais têm direitos? Haverá justificação para a autoridade do estado? Como podemos saber que o mundo não é uma ilusão? O que é uma lei da física?<br>   Os conceitos<sup>*</sup> desempenham um papel muito importante na filosofia, pois precisamos de definir, ou pelo menos caracterizar com muita precisão alguns conceitos centrais relacionados com os problemas que queremos discutir.<br>   A problematização e análise rigorosa dos conceitos constitui uma importante fase do trabalho filosófico. <br><sub>* um conceito é uma noção ou ideia geral, como estado, planeta, gene, beleza, verdade, etc. distingue-se a extensão (as coisas a que esse conceito se aplica) de um conceito da sua intensão (a propriedade que determina a sua extensão).</sub></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-12-07 17:16:36 UTC</pubDate>
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         <author>afonsobarbosa01</author>
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         <description><![CDATA[<div>5<strong>. Método da filosofia<br>   </strong>O método da filosofia é a discussão crítica. Baseia-se no exercício reflexivo, na<br>investigação conceptual assente na argumentação racional.<br>   A filosofia não é uma disciplina empírica, é um estudo conceptual e a priori.<br>   Queremos dizer que a filosofia se ocupa de problemas que não se podem resolver recorrendo à experiência empírica – temos de os resolver recorrendo ao pensamento.<br>   Apesar disso, a filosofia é a priori, por duas razões. Em primeiro lugar, porque não compete à filosofia recolher essas informações empíricas. Em segundo lugar, porque essas informações empíricas não permitem, por si, resolver os problemas da filosofia: é preciso pensar cuidadosamente.<br><sub>Exemplo: podemos saber imensas coisas sobre arte mas essa informação não responde, só por si, ao problema de saber o que é a arte.</sub><br>   A filosofia é uma atividade crítica porque consiste em procurar boas razões, ou seja, bons argumentos para aceitar ou recusar ideias sobre os seus problemas.<br>   A filosofia opõe-se ao dogmatismo que se recusa a analisar cuidadosa e imparcialmente as ideias, declarando-as verdadeiras ou falsas sem boas razões para isso. Assim, fazer filosofia implica avaliar cuidadosamente os nossos preconceitos mais básicos. <br>   A filosofia exige abertura de espírito e disponibilidade para pensar livremente, pondo muitas vezes em causa os nossos preconceitos mais queridos.<br><sub>Exemplo: muitos de nós pensamos que a escravatura está errada mas nunca pensámos seriamente porquê.</sub></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-12-07 17:32:57 UTC</pubDate>
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         <author>afonsobarbosa01</author>
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         <description><![CDATA[<div>8<strong>. As dimensões da filosofia<br></strong>A sabedoria a que a Filosofia aspira exprime-se numa dupla faceta: o conhecimento e o saber viver. Desta dupla faceta decorrem as duas dimensões da filosofia:<br>- a dimensão teórica e a dimensão prática. A primeira refere-se ao conhecimento,<br>visando distinguir o verdadeiro do falso, o real das aparências;<br>- a dimensão prática remete para o saber-viver. Servindo-se do conhecimento, a<br>filosofia ajuda o Homem a orientar-se na vida.<br><strong>Não basta saber; é preciso bem viver.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-12-07 23:30:32 UTC</pubDate>
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         <author>afonsobarbosa01</author>
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         <description><![CDATA[<div>7<strong>. As teorias filosóficas</strong><br>   As teorias ou teses filosóficas são as respostas dadas aos problemas filosóficos a partir do método da argumentação racional.<br>   Os filósofos podem apresentar diferentes argumentações para as mesmas teorias, bem como diferentes teorias para os mesmos problemas.<br>   O facto de a filosofia ser uma atividade crítica, é exigida uma tomada de posição.<br>   Temos a liberdade de defender qualquer posição em filosofia, mas para que a nossa posição seja filosófica, temos de ter bons argumentos a seu favor e contra as posições contrárias. E temos de conhecer as posições e argumentos de pelo menos alguns dos mais importantes filósofos antigos e contemporâneos que se ocuparam do tema.<br><sub>Exemplo: as posições que temos sobre temas filosóficos antes de estudar filosofia são tão irrelevantes</sub><br><sup>como as opiniões do padeiro que nada sabe de medicina sobre a gripe.</sup><sub><br></sub>As teorias diferem entre si podendo ser influenciadas pelo contexto cultural, social, político, religioso e económico da época histórica em que filósofo vive.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-12-07 23:30:32 UTC</pubDate>
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         <author>afonsobarbosa01</author>
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         <description><![CDATA[<div>9<strong>. Especificidade da filosofia<br>Autonomia:<br></strong>A Filosofia não se reduz à simples memorização de conceitos filosóficos.<br>Ser autónomo implica exercer livremente a capacidade de pensar. Não implica<br>necessariamente rejeitar as ideias dos outros, mas sim analisá-las criticamente e de forma séria, de modo a contribuir para o avanço do conhecimento.<strong><br>Radicalidade<br></strong>O objeto de estudo da Filosofia não pode ser limitado. A atitude filosófica implica que o indivíduo desafie constantemente os seus limites e os do seu conhecimento. Ser radical está associado à ideia de que a Filosofia procura ir à raiz dos problemas, explorando-os até ao limite.<strong><br>Universalidade<br></strong>- As questões filosóficas abordadas são do interesse de todos os seres humanos.<br>- Independentemente das diferenças sociais ou culturais, qualquer ser humano pode contribuir para o desenvolvimento do conhecimento filosófico.<br>- Não está restrita a um objeto de investigação específico, podendo dedicar-se à<br>investigação de qualquer problemática.<strong><br>Historicidade<br></strong>- A Filosofia não abandona o conhecimento anterior nem as teorias desenvolvidas ao longo da sua história.<br>- As teorias filosóficas sofrem a influência do período histórico em que são criadas, pois os filósofos não são indiferentes à realidade em que estão inseridos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-12-07 23:36:36 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>6<strong>. Os métodos socrático e cartesiano</strong><br>   O método socrático, criado por Sócrates, está associado à douta ignorância, consiste no diálogo, encetado com um ou mais interlocutores, procurando, numa primeira fase, levar os ouvintes à convicção do erro (<strong>ironia</strong>) e, numa segunda fase, conduzí-los à verdade (<strong>maiêutica</strong>), através da argumentação.<br>   Já o método cartesiano, criado por René Descartes, consiste num procedimento que implica: não aceitar nada como verdadeiro que não se apresente à consciência como claro e distinto, sem qualquer margem para dúvidas; dividir cada uma das dificuldades em partes; começando pelo mais simples e fácil de compreender e subindo gradualmente para o mais complexo; fazer enumerações e revisões o mais completas possíveis.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-12-07 23:56:37 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div><strong>1. Áreas da filosofia</strong><br>A <strong>metafísica</strong> estuda a natureza última dos aspetos mais gerais da realidade.</div><div>A <strong>epistemologia</strong> estuda os problemas mais gerais do conhecimento, incluindo a sua natureza, limites e fontes.</div><div>A <strong>ética</strong> estuda a natureza do pensamento ético, os fundamentos gerais e os problemas concretos da vida ética.</div><div>A <strong>lógica</strong> estuda a argumentação válida.</div>]]></description>
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         <author>afonsobarbosa01</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>2. As disciplinas filosóficas<br></strong>As disciplinas filosóficas ocupam-se de problemas metafísicos ou epistemológicos, sendo que alguns desses problemas são de carácter lógico e outros são problemas sobre valores.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-12-08 12:34:41 UTC</pubDate>
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         <author>afonsobarbosa01</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>3. Questões da filosofia<br></strong>As questões da filosofia podem ser lógicas, metafísicas, cosmológicas, ontológicas, gnosiológicas, epistemológicas, religiosas, estéticas, axiológicas, sociais e políticas, antropológicas e existenciais.<br><strong>São exemplos de questões filosóficas:<br>Metafísica: </strong>Qual é a origem do universo?<br><strong>Ontológica</strong>: O que é o ser?<br><strong>Cosmológica</strong>: Qual é a essência do universo?<br><strong>Religiosa</strong>: Qual é o significado das atitudes religiosas?<br><strong>Antropológica</strong>: O que é o ser humano?<br><strong>Axiológica</strong>: O que são os valores?<br><strong>Ética</strong>: O que define o bem do mal?<br><strong>Estética</strong>: O que é ser belo?<br><strong>Epistemológica</strong>: Será a verdade científica refutável ou revisível?<br><strong>Gnosiológicas</strong>: Até onde o conhecimento pode alcançar?<br><strong>Lógica</strong>: A que regras devemos decer para profuzir argumentos válidos? <br><strong>Existencial</strong>: Quem somos?<br><strong>Social</strong>: Qual é o regime político ideal?</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-12-08 12:38:32 UTC</pubDate>
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         <author>afonsobarbosa01</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>4. A filosofia e a ciência<br>   </strong>Se é certo que ciência e filosofia se encontram ligadas pelas perguntas que fazem sobre a realidade, são, no entanto, saberes muito distintos. O objeto da filosofia é o Todo, enquanto a ciência tem objetos de estudo particulares, dando origem a diferentes ciências. <br>   O método da filosofia é a argumentação; a filosofia apresenta argumentos que não podem ser defendidos ou refutados recorrendo a métodos empíricos de prova, daí que as respostas não sejam passíveis de qualquer demonstração ou de qualquer experimentação laboratorial. <br>   Se a ciência trata de evidências, a filosofia trata de vivências, por isso em filosofia as respostas não são únicas nem fechadas, dando antes origem a diversas teorias.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-12-08 12:53:17 UTC</pubDate>
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         <author>afonsobarbosa01</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>5. Utilidade da filosofia<br>   </strong>Uma das mais importantes críticas que se faz à filosofia é: a filosofia não serve para nada.</div><div>   A filosofia não produz resultados imediatos, o seu valor obtido a longo prazo. </div><div>   A filosofia é importante pelo que:</div><ol><li>amplia a nossa compreensão do mundo;</li><li>ajuda a desenvolver o pensamento crítico;</li><li>ajuda a resolver problemas;</li><li>ajuda a desenvolver competências comunicativas e argumentativas;</li><li>expande os horizontes intelectuais e a liberdade de pensamento e de ação. </li></ol>]]></description>
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         <author>afonsobarbosa01</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>2. O que nos leva a filosofar</strong><br>   Desde sempre o ser humano questionou-se acerca do que o rodeia quando deparado com problemas ou situações das quais não tem conhecimento. <br>   Segundo Karl Jaspers, o que leva o ser humano a filosofar é desencadeado pelo <strong>espanto</strong>, pela <strong>dúvida</strong>, pela <strong>consciência</strong> e <strong>vontade de comunicar</strong>.<br>   O <strong>espanto </strong>resulta de um questionamento da origem das coisas que surge quando admiramos ou pomos em questão o que nos rodeia. Assim, um questionamento sobre a origem de algo não tem um fim utilitário, mas sim um desejo pelo saber.<br>   A <strong>dúvida </strong>de algo que tomamos e temos por garantido. Desconfiamos dela, pois nada nos garante que possamos estar seguros acerca da sua verdade. Portanto, quando duvidamos estamos a filosofar.  <br>   A <strong>consciência</strong> de quando passamos por determinadas situações difícieis ou tristes, refletimos sobre ela: a culpa, o sofrimento, sobre a nossa existência, etc. Ao colocarmos estas questões a nós mesmos, estamos a pensar filosóficamente.<br>   A <strong>vontade de comunicação </strong>é essencial, pois nenhum ser humano consegue viver isolado. Então, ao interagirmos uns com os outros, partilhamos a nossa cultura, as nossas crenças e as nossas opiniões; estando, assim, a filosofar.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-12-08 12:59:25 UTC</pubDate>
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         <title>1.1   O que é a filosofia?</title>
         <author>afonsobarbosa01</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2017-12-09 13:42:23 UTC</pubDate>
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         <title>1.2   Quais são as questões filosóficas?</title>
         <author>afonsobarbosa01</author>
         <link>https://padlet.com/afonsobarbosa01/apontamentosfilosoficos00/wish/214709229</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2017-12-09 13:44:44 UTC</pubDate>
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         <title>1.3   A dimensão discursiva do trabalho filosófico</title>
         <author>afonsobarbosa01</author>
         <link>https://padlet.com/afonsobarbosa01/apontamentosfilosoficos00/wish/215242529</link>
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         <pubDate>2017-12-11 22:27:12 UTC</pubDate>
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         <author>afonsobarbosa01</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>1. Os argumentos</strong><br>&nbsp; &nbsp;Os argumentos são a expressão linguística dos raciocínios.<br>   A argumentação racional é crucial para as respostas às teorias filosóficas.<br>&nbsp; &nbsp;Estes são formados por um determinado número de razões, as <strong>premissas</strong> – não obrigatoriamente verdadeiras – e uma <strong>conclusão</strong>.</div><ol><li>As premissas de um argumento são as razões que o argumento apresenta; estas razões dão-nos a justificação em que nos baseamos para afirmar a conclusão.</li><li>&nbsp;A conclusão de um argumento é a afirmação cuja verdade temos como objetivo justificar.</li><li>Um argumento pode ter várias premissas mas apenas uma conclusão.</li><li>Um argumento é constituído por um conjunto de afirmações relacionadas entre si de tal modo que as premissas servem de fundamento para afirmar a conclusão.</li></ol>]]></description>
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         <pubDate>2017-12-11 22:30:28 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>afonsobarbosa01</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>2. Um bom argumento</strong><br>   Um argumento sólido é um argumento válido com premissas verdadeiras.</div><div>   Um argumento cogente ou bom é um argumento sólido com premissas mais plausíveis do que a conclusão.</div><div>   Assim, um argumento bom ou cogente reúne três condições: <strong>é válido</strong>, <strong>tem premissas verdadeiras</strong> e <strong>tem premissas mais plausíveis do que a conclusão</strong>.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-12-11 22:42:26 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author>afonsobarbosa01</author>
         <link>https://padlet.com/afonsobarbosa01/apontamentosfilosoficos00/wish/215246928</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>3. Indicadores de permissa e conclusão</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-12-11 22:54:56 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>afonsobarbosa01</author>
         <link>https://padlet.com/afonsobarbosa01/apontamentosfilosoficos00/wish/215248438</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>4. O que valida um argumento</strong><br>   A validade é uma propriedade ou característica dos argumentos como um todo, e não das premissas nem da conclusão.</div><div>   Num argumento válido, a verdade da conclusão é uma consequência lógica da verdade das premissas. Se as premissas forem todas verdadeiras, a conclusão tem de ser verdadeira.</div><div>   Contudo, para um argumento ser válido, não é necessário ter as premissas verdadeiras.</div><div>   A definição de validade limita-se a afirmar que, na hipótese de as premissas serem verdadeiras, a consequência é a conclusão ser verdadeira. Mas um argumento pode ser válido e ter premissas falsas.</div><div>   Num argumento inválido, a verdade das premissas não garante, ou implica, que a conclusão seja verdadeira. Podemos ter premissas verdadeiras e conclusão falsa. Portanto, a conclusão não é uma consequência lógica das premissas.</div><div> </div>]]></description>
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         <pubDate>2017-12-11 23:06:58 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>afonsobarbosa01</author>
         <link>https://padlet.com/afonsobarbosa01/apontamentosfilosoficos00/wish/215248670</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>5. As proposições<br></strong>   As proposições podem ter valor <strong>verdadeiro</strong> ou <strong>falso, </strong>sendo esta<strong> </strong>afirmativa ou negativa; estas estabelecem relações entre diferentes <strong>conceitos. <br>   </strong>Sendo a sua forma canónica "<strong>S é P</strong>", isto é: <strong>sujeito</strong> (é o ser a quem se atribui o predicado), <strong>cópula</strong> (é o elemento que permite a união entre sujeito e predicado) e <strong>predicado </strong>(é algo que se diz ao sujeito, podendo ser afirmado ou negado). <br>   As <strong>proposições</strong>, <strong>segundo a sua qualidade</strong>, podem ser classificadas como:</div><ul><li><strong>Categóricas </strong>- são proposições que afirmam ou negam sem restrições nem condições.</li><li><strong>Condicionais</strong> -  são proposições que afirmam ou negam sob determinadas condições.</li><li><strong>Disjuntivas - </strong>são proposições que afirmam ou negam em forma de alternativa que se excluem.</li></ul><div>    Para além de serem classificadas segundo a <strong>qualidade,</strong> também se podem classificar segundo a <strong>quantidade:</strong></div><ul><li><strong>Universal -</strong> são proposições nas quais o sujeito é tomado em toda a sua extensão.</li><li><strong>Particular -</strong> são proposições nas quais o sujeito é tomado em apenas parte da sua extensão</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2017-12-11 23:09:07 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>afonsobarbosa01</author>
         <link>https://padlet.com/afonsobarbosa01/apontamentosfilosoficos00/wish/215250766</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>6. Conceitos e termos<br></strong>   Um <strong>conceito</strong> consiste numa determinada realidade a partir de uma representação intelectual.<br>   Estes conceitos podem referir-se a um conjunto de coisas, como por exemplo: a seres, a acontecimentos, a um carácter singular ou até mesmo a uma realidade única. <br>    Os conceitos não têm valor verdadeiro nem falso, porém, do ponto de vista lógico, um conceito não poderá ter reunido em si elementos que se contradizem.</div><div>   Assim, o elemento básico do pensamento é constituído por um <strong>conceito filosófico</strong>, uma síntese que reúne as características comuns a uma diversidade de seres ou as características fundamentais de um ser qualquer.<br>   O <strong>termo</strong> é o elemento básico do discurso e serve para descrever várias realidades, sejam elas materiais, espirituais, concretas ou abstratas.<br>   Os termos podem ser distinguidos em compreensão e extensão.<br>   <strong>Compreensão</strong> de um conceito é o conjunto de qualidades, propriedades, características ou atributos, que definem este conceito. <br>   Enquanto a <strong>extensão </strong>de um conceito é o conjunto de seres, coisas, membros que são abrangidos por ele, sendo elementos da classe lógica que é definida pelo conceito.<br>   </div>]]></description>
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         <pubDate>2017-12-11 23:30:03 UTC</pubDate>
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