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      <title>Linha do Tempo da Educação Ambiental by Thays Mendes</title>
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      <description>Evolução da Educação Ambiental no Brasil, no Mundo e em Florianópolis</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-10-27 23:28:08 UTC</pubDate>
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         <title>1962: Publicação de &#39;Primavera Silenciosa&#39;</title>
         <author>tmms94</author>
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         <description><![CDATA[O livro 'Primavera Silenciosa', da bióloga Rachel Carson, trouxe uma nova consciência sobre os perigos do uso indiscriminado de pesticidas, inspirando movimentos de preservação ambiental em todo o mundo.]]></description>
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         <pubDate>2024-10-27 23:28:09 UTC</pubDate>
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         <title>1972: Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano</title>
         <author>tmms94</author>
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         <description><![CDATA[Realizada em Estocolmo, esta conferência marcou a primeira grande discussão mundial sobre questões ambientais, levando à criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.]]></description>
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         <pubDate>2024-10-27 23:28:09 UTC</pubDate>
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         <title>1987: Relatório Brundtland</title>
         <author>tmms94</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Em 1983 foi criada pela Assembléia Geral da ONU, a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento - CMMAD, que foi presidida por Gro Harlem Brundtland, na época primeira-ministra da Noruega</strong> e Mansour Khalid, daí o nome final do documento. A comissão foi criada em 1983, após uma avaliação dos 10 anos da Conferência de Estocolmo, com o objetivo de promover audiências em todo o mundo e produzir um resultado formal das discussões.</p><p><strong>O trabalho surgido dessa Comissão, em 1987, o documento Our Common Future (Nosso Futuro Comum) ou, como é bastante conhecido, Relatório Brundtland, apresentou um novo olhar sobre o desenvolvimento</strong>, definindo-o como o processo que “satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”. É a partir daí que o conceito de desenvolvimento sustentável passa a ficar conhecido.</p><p>Elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, o Relatório Brundtland aponta para a incompatibilidade entre desenvolvimento sustentável e os padrões de produção e consumo, trazendo à tona mais uma vez a necessidade de uma nova relação “ser humano-meio ambiente”. Ao mesmo tempo, esse modelo não sugere a estagnação do crescimento econômico, mas sim essa conciliação com as questões ambientais e sociais.</p><p>O documento enfatizou problemas ambientais, como o aquecimento global e a destruição da camada de ozônio (conceitos novos para a época), e expressou preocupação em relação ao fato de a velocidade das mudanças estar excedendo a capacidade das disciplinas científicas e de nossas habilidades de avaliar e propor soluções.</p><p><strong>Soluções</strong></p><p>Entre as medidas apontadas pelo relatório, constam soluções, como:</p><ul><li><p>diminuição do consumo de energia;</p></li><li><p>limitação do crescimento populacional;</p></li><li><p>garantia de recursos básicos (água, alimentos, energia) a longo prazo;</p></li><li><p>preservação da biodiversidade e dos ecossistemas;</p></li><li><p>diminuição do consumo de energia e desenvolvimento de tecnologias com uso de fontes energéticas renováveis;</p></li><li><p>aumento da produção industrial nos países não-industrializados com base em tecnologias ecologicamente adaptadas;</p></li><li><p>controle da urbanização desordenada e integração entre campo e cidades menores;</p></li><li><p>atendimento das necessidades básicas (saúde, escola, moradia);</p></li><li><p>o desenvolvimento de tecnologias para uso de fontes energéticas renováveis e o aumento da produção industrial nos países não-industrializados com base em tecnologias ecologicamente adaptadas.</p></li></ul><p><strong>Metas</strong></p><p>Em âmbito internacional, as metas propostas são:</p><ul><li><p>banimento das guerras;</p></li><li><p>proteção dos ecossistemas supra-nacionais como a Antártica, oceanos, etc, pela comunidade internacional;</p></li><li><p>implantação de um programa de desenvolvimento sustentável pela Organização das Nações Unidas (ONU).</p></li><li><p>adoção da estratégia de desenvolvimento sustentável pelas organizações de desenvolvimento (órgãos e instituições internacionais de financiamento).</p></li></ul><p><strong>Medidas para implantação de um Programa de Desenvolvimento Sustentável</strong></p><p>Algumas outras medidas para a implantação de um programa minimamente adequado de desenvolvimento sustentável são:</p><ul><li><p>uso de novos materiais na construção;</p></li><li><p>reestruturação da distribuição de zonas residenciais e industriais;</p></li><li><p>aproveitamento e consumo de fontes alternativas de energia, como a solar, a eólica e a geotérmica;</p></li><li><p>reciclagem de materiais reaproveitáveis;</p></li><li><p>consumo racional de água e de alimentos;</p></li><li><p>redução do uso de produtos químicos prejudiciais à saúde na produção de alimentos.</p></li></ul><p>A médica norueguesa Gro Harlem Brundtland, que à frente da Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas coordenou a elaboração do documento, diz que a humanidade está avançando. Mas ainda está longe de fazer o que é necessário e a realidade impõe, de maneira contundente, a cooperação internacional.</p><p><em>“Em um mundo globalizado, estamos todos interconectados. Os ricos estão vulneráveis às ameaças contra os pobres e os fortes, vulneráveis aos perigos que atingem os fracos”.</em></p><p>Nesse cenário, ela preconiza o estabelecimento de um novo consenso de segurança.</p><p><strong><em>“Não haverá paz global sem direitos humanos, desenvolvimento sustentável e redução das distâncias entre os ricos e os pobres. Nosso Futuro Comum depende do entendimento e do senso de responsabilidade em relação ao direito de oportunidade para todos“.</em></strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-27 23:28:09 UTC</pubDate>
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         <title>2009: Declaração Universal dos Direitos da Mãe Terra</title>
         <author>tmms94</author>
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         <description><![CDATA[<p>A ideia de direitos da Mãe Terra surgiu em 2009, quando o presidente da Bolívia, Evo Morales Ayma, proclamou o dia 22 de abril como o Dia Internacional da Mãe Terra.&nbsp;</p><p>A Carta da Terra é um documento que propõe um modo de vida sustentável, que respeite a dignidade da Terra e os direitos que ela tem de ser cuidada. A Carta da Terra propõe uma ética do cuidado, que utilize os bens escassos de forma racional para não prejudicar o capital natural nem as gerações futuras.&nbsp;</p><p>A Declaração Universal dos Direitos da Mãe Terra afirma que a Mãe Terra é um ser vivo, uma comunidade indivisível e auto-regulada de seres interrelacionados. A declaração também afirma que todos os seres da Mãe Terra têm direitos específicos da sua condição e apropriados para o seu papel e função</p><p>O Presidente da Bolívia, o indígena aymara <a rel="noopener noreferrer" href="https://www.ihu.unisinos.br/ihu.unisinos.br/171-noticias-2013/524163-evo-morales-pega-duro-na-onu">Evo Morales Ayma</a> em seu pronunciamento na <strong>ONU</strong> no dia 22 de abril de 2009, ao se discutir se o dia 22 de abril continuaria a ser o <strong>Dia da Terra</strong> ou se deveria ser o <strong>Dia da Mãe Terrra</strong> elencou ele alguns destes direitos:</p><ul><li><p>“Direito à vida e a existir;</p></li><li><p>Direito a ser respeitada;</p></li><li><p>Direito à regeneração da sua bio-capacidade e continuação dos seus ciclos e processos vitais livre das alterações humanas;</p></li><li><p>Direito a manter a sua identidade e integridade como seres diferenciados, autorregulados e interrelacionados;</p></li><li><p>Direito à agua como fonte de vida;</p></li><li><p>Direito ao ar limpo;</p></li><li><p>Direito à saúde integral;</p></li><li><p>Direito de estar livre da contaminação, poluição e resíduos tóxicos ou radioativos;</p></li><li><p>Direito a não ser alterada geneticamente e modificada na sua estrutura, ameaçando assim a sua integridade ou funcionamento vital e saudável;</p></li><li><p>Direito a uma plena e pronta restauração depois de violações aos direitos reconhecidos nesta Declaração e causados pelas atividades humanas”.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-27 23:28:09 UTC</pubDate>
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         <title>1988: Constituição Federal do Brasil</title>
         <author>tmms94</author>
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         <description><![CDATA[A Constituição Federal de 1988 incluiu, pela primeira vez, um capítulo dedicado ao meio ambiente, estabelecendo o direito de todos a um meio ambiente ecologicamente equilibrado.]]></description>
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         <pubDate>2024-10-27 23:28:09 UTC</pubDate>
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         <title>1999: Política Nacional de Educação Ambiental</title>
         <author>tmms94</author>
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         <description><![CDATA[A promulgação da Política Nacional de Educação Ambiental estabeleceu diretrizes para a educação ambiental em todos os níveis de ensino no Brasil, promovendo a consciência e a prática ambiental.]]></description>
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         <pubDate>2024-10-27 23:28:09 UTC</pubDate>
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         <title>2006: Projeto &#39;Revolução dos Baldinhos&#39;</title>
         <author>tmms94</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong><em>“A Agricultura Urbana é uma declaração de amor à cidade.”</em></strong> professor Clarilton Ribas, CCA/UFSC.</p><p>&nbsp;</p><p>A produção excessiva de lixo é um problema grave vivido pela nossa sociedade. Dentro de uma tradição cada vez mais consumista, nos deparamos constantemente com restos de papéis, plásticos, vidros e resíduos orgânicos que muitas vezes não sabemos onde depositar ou onde serão despejados no final de ser percurso.</p><p>Criado em 2008, o projeto Revolução dos Baldinhos caminha em busca de uma solução para o problema do lixo em Chico Mendes, Novo Horizonte e Santa Glória, três das nove comunidades do Bairro Monte Cristo, em Florianópolis, que não contam com um sistema de coleta frequente.</p><p>Nessas comunidades, sacolas e restos de comida acabavam ficando muito tempo expostos nas ruas, atraindo ratos, insetos e outros animais indesejados, expondo a população à doenças – questão de saúde pública. Incomodados com essa situação, o posto de saúde, escola, creche e a associação de moradores local se reuniram com técnicos do Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro), organização da sociedade civil que trabalha em favor da agricultura de grupo, com o objetivo de encontrarem juntos, uma solução para a gestão de resíduos orgânicos no bairro Monte Cristo.</p><p>As ações desenvolvidas têm foco na sustentabilidade e o aumento da reciclagem dos resíduos orgânicos, que correspondem a 50% em peso do lixo doméstico. Como? Uma combinação de compostagem termofílica* &nbsp;e agricultura urbana. Essa forma de compostagem transforma todos os meses uma média de 12 toneladas de resíduos orgânicos do bairro Monte Cristo em adubo!</p><p>Mais do que uma solução ambiental, a compostagem também integra o programa de educação complementar do CEPAGRO, que cuida de estudos ambientais – “As oficinas são uma estratégia de multiplicação da prática, para que as crianças possam entender o processo e estimular a família a fazer em casa”, explica Júlio Maestri, coordenador executivo do Projeto. “Os alunos depois levam a mini-composteira para a sala de aula, para acompanhar todo o processo de decomposição dos resíduos orgânicos”.</p><p>O Oi Futuro apoia o projeto há um ano, dentre as ações previstas destacamos a formação de jovens empreendedores na produção e comercialização do adubo orgânico, possibilitando a contratação de um grupo de moradores com carteira assinada, o fortalecimento das ações de agricultura urbana na comunidade, bem como articulações para sua ampliação.</p><p>A expectativa é que este modelo de gestão comunitária de resíduos orgânicos e agricultura urbana seja reaplicado em outras comunidades a partir de 2015, tanto em Florianópolis, como pelo país!</p>]]></description>
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         <title>2015: Projeto &#39;Ecoando Sustentabilidade&#39;</title>
         <author>tmms94</author>
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         <description><![CDATA[Focado em comunidades escolares de Florianópolis, o projeto 'Ecoando Sustentabilidade' oferece oficinas e ações de educação ambiental, estimulando práticas sustentáveis desde a infância.]]></description>
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         <pubDate>2024-10-27 23:28:10 UTC</pubDate>
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         <title>COVID 19</title>
         <author>tmms94</author>
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         <description><![CDATA[<p>Com a intrusão da <a rel="noopener noreferrer" href="https://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/606682-covid-19-nao-e-uma-pandemia-mas-uma-sindemia-o-virus-afeta-tambem-a-psique">Covid-19</a> e o <a rel="noopener noreferrer" href="https://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/606213-aquecimento-antropogenico-aumenta-a-frequencia-de-eventos-de-calor-extremo">aumento dos eventos extremos</a>, a natureza e a Terra entraram no radar das preocupações humanas. O fato é que nos encontramos dentro da <a rel="noopener noreferrer" href="https://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/588630-sexta-extincao-em-massa-na-terra-ameaca-mais-de-meio-milhao-de-especies">sexta extinção em massa</a>, agravada pelo <strong>antropoceno</strong> e pelo <strong>necroceno</strong> dos últimos decênios. Por isso, impõe-se outro tipo de relação para com a natureza e para com a Terra, nossa <strong>Casa Comum</strong> para que mantenham sua biocapacidade.</p><p>Isso só ocorrerá, se refizermos o contrato natural com a <strong>Terra</strong> e se considerarmos que todos os seres vivos, portadores do mesmo código genético de base (os mesmos 20 aminoácidos e as 4 bases fosfatadas), formam a grande comunidade de vida como o entende a <a rel="noopener noreferrer" href="https://www.ihu.unisinos.br/174-noticias/noticias-2010/562508-a-carta-da-terra">Carta da Terra</a>. Esta afirma taxativamente que todos eles têm valor intrínseco, independente do uso que fizermos deles, e por isso merecem respeito e são sujeitos de dignidade e de direitos. Repetidamente em sua encíclica ecológica, <a rel="noopener noreferrer" href="http://www.ihuonline.unisinos.br/edicao/469">Laudato Sì'</a>, enfatiza o <strong>Papa Francisco</strong> que “cada criatura possui um valor e um significado próprio”(n.76).</p><p>Todo contrato é feito a partir da reciprocidade, da troca e do reconhecimento de direitos de cada uma das partes. Da <strong>Terra</strong> recebemos tudo: a vida e os meios de vida. Em retribuição temos um dever de gratidão, de retribuição e de cuidado. Mas nós, há muito, rompemos esse contrato natural. Temos submetido a <strong>Mãe Terra</strong> a uma verdadeira guerra, no afã de arrancar-lhe, sem qualquer outra consideração, tudo o que achávamos útil para o nosso uso e desfrute.</p><p>Se não restabelecermos esse laço de <strong>mutualidade duradoura</strong>, ela pode, eventualmente, a não nos querer mais sobre a sua face terrestre. Por isso que a sustentabilidade aqui é essencial, por constituir a base de um refazimento real do contrato natural.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-27 23:40:03 UTC</pubDate>
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