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      <title>Práticas clínicas em Psicologia Social by Ana Claudia Assis Rodrigues Figueiredo</title>
      <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/mwo4ms1fvjgwrxbl</link>
      <description>Criado por Ana Claudia</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-06-17 19:28:42 UTC</pubDate>
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         <title>O Que Faz a Clínica Social?</title>
         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/mwo4ms1fvjgwrxbl/wish/2224246515</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 19:30:51 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/mwo4ms1fvjgwrxbl/wish/2224246768</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Nessa caminhada para pensar a clínica social a partir de sua multiplicidade, o pensamento de Deleuze nos convida a ampliar o olhar e pensar essa articulação da prática clínica pelo viés da resistência. A primeira pergunta que nos atravessa nesse pesquisar é: o que faz um(a) profissional atender numa proposta “social”? Assistencialismo? Divulgação de seu trabalho? Não acreditamos que exista apenas uma resposta a essa pergunta, nem que ela seja simples, mas acreditamos que algumas das versões possíveis para essa resposta envolvem a dimensão de encontros e convocações a subjetividade do profissional. Não uma subjetividade endurecida, mas uma subjetividade fluxo, que circula, vagueia, reage ao contexto de um lugar e um momento, e por isso também passa inevitavelmente pelos espaços de criação que escapam à norma, ao instituído, à não reatividade, ao esvaziamento da vida, à redução da vida à sobrevivência biológica, ao absoluto niilismo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 19:31:28 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/mwo4ms1fvjgwrxbl/wish/2224246922</link>
         <description><![CDATA[<div>O atendimento clínico social também existe sob a forma de instituições que se propõe a tal prática. Em muitos casos são instituições formadoras em psicologia clínica, universidades e pós-graduações que precisam oferecer a seus alunos pessoas que irão constituir o “objeto” base para o aprendizado de um fazer clínico. No entanto, de forma paralela, pessoa a pessoa, experiência a experiência, essa forma de atendimento vai sendo articulada fora desses estabelecimentos. Ela aparece em brechas de histórias que são contadas entre parceiros profissionais, em redes invisíveis, fazendo surgir possibilidades, onde antes não existiam, por meio da sensibilização diante de histórias. Diante do esgotamento niilista encontram-se as pessoas a serem atendidas, mas também os articuladores dos encontros e os profissionais, o cuidado de si e o cuidado do outro. A movimentos de pessoas em direção a outras pessoas com impactos que só podem ser seguidos, cartografados, uma dimensão experiencial e política de um fazer.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 19:31:53 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
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         <description><![CDATA[<div>Um exemplo dessas articulações aconteceu recentemente, fim de 2016 e início de 2017. Com a crise financeira do Estado do Rio de Janeiro muitos servidores deixaram de receber seus salários de forma regular, previsível, capaz de sustentar um planejamento orçamentário. Situação improvável até pouco tempo antes, onde ter um emprego público era sinônimo de estabilidade e tranquilidade. Diante do improvável e de uma crise jamais vista no estado, o funcionalismo público estadual virou protagonista de notícias diárias. As histórias de sofrimento pelo atraso de dois, três meses seguidos de salários causou crise e rupturas em muitas vidas. Muitos servidores estaduais haviam contraído dívidas, vendido bens, perdido imóveis e a capacidade de se alimentar, comprar remédios, pagar seus planos de saúde. Cuidados básicos com a vida haviam sido comprometidos. A situação se agravara ainda mais em alguns casos, começaram a ser noticiados servidores com sequelas derivadas de situações cardiológicas e circulatórias provocadas por intenso stress, além alguns suicídios associados ao acentuado sofrimento provocado pela crise. Essas situações improváveis anos atrás, compartilhadas diariamente nos noticiários, provocaram reações em muitos psicólogos clínicos. Um movimento, iniciado nas redes sociais, convidava psicólogos clínicos a atenderem de forma social, ou gratuita, servidores do estado que estavam em sofrimento diante do não pagamento de salários. Surgiram muitas vagas para atendimento psicológico gratuito ou a baixo custo em todo o estado para esses servidores. Vagas que não existiam, que não foram abertas por instituições que ofereciam esse serviço, mas através da articulação de indivíduos, psicólogos clínicos que se sentiram convocados a agir.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 19:32:49 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/mwo4ms1fvjgwrxbl/wish/2224247457</link>
         <description><![CDATA[<div>Esse movimento/fluxo da clínica nessa situação não deve ser lido de forma simplificada, pois nada tem de único e vale sempre refletir sobre o que isso fala da psicologia, escapando à ideia simplista da solidariedade. Situações, especialmente as coletivas que envolvem intenso sofrimento, costumam ser noticiadas convocando a psicologia como saber e prática. Desastres naturais (como deslizamentos, enchentes) e outros provocados pelo homem (desastres com vítimas de armas de fogo, atiradores, desabamentos de construções e barragens...) mobilizam psicólogos que se propõem a atender de forma social ou mesmo voluntária, indivíduos e grupos. Mais que um conjunto de pessoas que se sensibilizam diante do sofrimento humano, os recursos que os profissionais de psicologia disponibilizam são também, em sua essência, recursos políticos. Falam de uma postura e forma de ação no mundo que podemos considerar movimentos de resistência. Tornam a clínica e a psicologia visíveis diante da sociedade como um fazer essencial quando se trata de sofrimento psíquico e cuidado.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 19:33:20 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/mwo4ms1fvjgwrxbl/wish/2224248694</link>
         <description><![CDATA[<div>A reação diante da impossibilidade ultrapassa o acolhimento imediato, articulando junto a um conjunto de outras pessoas e outros profissionais a criação de novos possíveis. O trabalho do clínico jamais escapa dessa articulação, quer seja num consultório privado ou num espaço compartilhado, numa clínica ampliada, uma profunda reflexão sobre como situações se sustentam. Lidar com os impossíveis, fazer surgir daí articulações criativas, diante do que está interrompido, capturado pelo universo da impossibilidade está no fundamento do fazer clínico.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 19:37:00 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/mwo4ms1fvjgwrxbl/wish/2224249123</link>
         <description><![CDATA[<div>Seguindo esse fluxo, que se inicia na sensibilização do psicólogo clínico diante do sofrimento alheio e dos espaços criados para lidar com essa dimensão da dor de forma compartilhada, podemos dar mais um passo nessa contextualização. Se a clínica, e sua atuação ainda que individual possui uma dimensão social, essa dimensão social também dá contornos à psicologia clínica como explorado de forma mais aprofundada por Foucault (1997) em “História da Loucura”, onde conclui que a psicologia nunca possuiria a verdade sobre a loucura, já que era a loucura que detinha a verdade sobre a psicologia. Se a psicologia se constitui como força político social, ainda que em sua dimensão mais íntima de contato com o ser humano, esse contato também dá contornos ao que chamamos de clínica e suas muitas peculiaridades.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 19:38:11 UTC</pubDate>
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         <title>O Que o Social Faz Na Clínica?</title>
         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/mwo4ms1fvjgwrxbl/wish/2224249369</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 19:38:52 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/mwo4ms1fvjgwrxbl/wish/2224249608</link>
         <description><![CDATA[<div>A sensibilidade diante do sofrimento alheio não é exclusividade do psicólogo. No entanto é esperado do psicólogo clínico dentro de um corpo social tal qual vivemos no Brasil, uma postura empática, de compaixão, de cuidado, de acolhimento. Essa postura frequentemente entra em conflito com demandas de valorização da profissão, fantasiada no senso comum como simples e fácil o trabalho do clínico, como “só escutar”. Essa desvalorização da profissão aparece em campanhas publicitárias e na fala popular onde o taxista, o cabeleireiro, a manicure e a agência de viagens se propõe substituir os saberes da clínica e produzir impactos semelhantes na vida das pessoas como os que acontecem em um processo psicoterapêutico. A profissão “terapeuta” também não é regulamentada no Brasil, portanto não fazendo parte do rol das práticas exclusivas da psicologia, situação que confunde a sociedade sobre o que faz a psicologia. Nos primeiros períodos do curso de psicologia é fácil observar entre os estudantes confusão ao descreverem o que é a profissão.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 19:39:25 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/mwo4ms1fvjgwrxbl/wish/2224250361</link>
         <description><![CDATA[<div>Se a psicologia ajuda a dar contornos políticos a uma sociedade diante de momentos de adversidade, é também nesse encontro, nessa mistura que a sociedade descobre e oferece a mesma psicologia contornos possíveis, formas e possibilidades de atuar que muitas vezes não foram pensadas. Um conhecimento que surge através da experiência do fazer e que a ambos questiona e oferece limites e possibilidades, a mesma dimensão da experiência a qual Pelbart (2016) se refere ao descrever o empirismo radical de William James. É nesse encontro com o social que o clínico se mostra em seu fazer, se faz conhecer diante da população e compreende o que dele é demandado.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 19:40:07 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/mwo4ms1fvjgwrxbl/wish/2224250702</link>
         <description><![CDATA[<div>Despret (2011), psicóloga por formação, descreve sua experiência em seu artigo sobre o segredo na clínica diante do desafio do encontro com uma outra realidade, num pós-guerra, onde essa relação entre a clínica individual, o lugar do psicólogo, o lugar do segredo e o contorno dado como definido pela academia sobre como deveria agir se veem desafiados naquele contexto. Seus contornos conhecidos sobre um fazer já não se sustentam diante daquelas pessoas. E quem sabe a grande armadilha para a clínica em psicologia esteja aí, em sua intensidade para cumprir sua função de criação de novas possibilidades, de acreditar nas pessoas como potencialidades criadoras capazes de se reinventar, ela se sistematize em métodos e técnicas e se torne rígida, e perca a sua própria capacidade de se reinventar. A quem servem as instituições na clínica? E a quem servem as normas estabelecidas sobre o fazer se não puderem ser pensadas e reinventadas? Como manter um contorno que a sustente em sua identidade como fazer e uma profissão sem que esse contorno a sufoque em certezas?&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 19:40:44 UTC</pubDate>
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         <title>O Que Esse Fazer Pode Fazer?</title>
         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/mwo4ms1fvjgwrxbl/wish/2224251141</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 19:41:39 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/mwo4ms1fvjgwrxbl/wish/2224251756</link>
         <description><![CDATA[<div>Acrescentando mais um aspecto dessa multiplicidade sobre a clínica e sua intersecção tão íntima com as demandas sociais, além da relação da experiência individual ao acolher situações de impossibilidade, da questão da criação de novos espaços lisos diante de situações que são políticas e da questão ligada ao próprio contorno que a psicologia só consegue traçar sobre si quando moldada pela sociedade quando a acolhe e valida como prática. Haraway&nbsp; nos convida a ir mais além em nossas reflexões. Convite esse que traz a reflexão sobre as práticas que envolvem cuidado, sofrimento e pesquisa como algo a ser reavaliado por toda a sociedade, toda uma era. Em “A partilha do sofrimento” (Haraway, 2011) sua pesquisa se volta para as relações de cuidado entre pesquisadores e seus objetos vivos de pesquisa, e de forma situada ela explora os espaços de negociação entre a ciência e o cuidado, entre a necessidade de se prosseguir com determinadas pesquisas e que espaços são criados nas relações para que esse sofrimento causado pelo ato de pesquisar seja somente o indispensavelmente necessário. Lendo após escrever as frases logo acima é possível ter um pequeno vislumbre da não simplicidade dessas afirmações. As frases parecem óbvias, afinal, que cientista poderia ser indiferente a infringir dor em um ser vivo? Especialmente sabendo que suas pesquisas frequentemente visam um “bem maior”, criação de medicamentos, cosméticos, técnicas que muitas vezes visam acabar com dores, moléstias, alergias, impactos na natureza? Visam salvar a vida na Terra! No entanto essas afirmações nada possuem de óbvio.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 19:43:14 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/mwo4ms1fvjgwrxbl/wish/2224252208</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Haraway, é bióloga e ainda que o próprio nome da profissão nos convide a pensar em uma relação íntima, de cuidado com a natureza, não é assim que o trabalho funciona em termos práticos para se alcançar objetivos. Toda uma negociação entre reconhecer as necessidades de um projeto em prol da natureza e da vida é acompanhada pela dessensibilização com relação ao sofrimento acaba acontecendo para o andamento do trabalho. Ao se trabalhar com zoologia é necessário matar muitos exemplares das espécies estudadas para que se possa ter esse material armazenado em coleções de museus e sua existência comprovada e possível de ser conferida e checada a cada momento cientificamente. Ao se trabalhar com ecologia, muitos grupos taxonômicos só podem ter sua população estimada a partir de coletas quantitativas, frequentemente envolvendo a morte de centenas a milhares de espécimens. Isso sem mencionar os estudos nas áreas de fisiologia, genética, medicina... estabelecer uma relação de vinculação com essas vidas é se permitir novamente a ser afetado e a reagir diante de uma comunidade científica atrás de brechas e novas possibilidades de trabalhar e produzir uma ciência sob outros parâmetros. A psicologia clínica trabalha com humanos, e produz pesquisas nesse fazer, no entanto, frequentemente esse movimento de afetação e não afetação faz parte da formação do clínico nas diferentes abordagens, exigências e discursos sobre uma boa clínica. Mais que discursos, são necessárias discussões sobre as relações de afetação, produções desse processo de encontro com o sofrimento de outros seres vivos que nunca é simples, sejam eles humanos ou não humanos.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 19:43:58 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/mwo4ms1fvjgwrxbl/wish/2224252438</link>
         <description><![CDATA[<div>As discussões de Haraway (2011) vão dessa forma atravessar os campos da política e da ética saindo da simplicidade das normas e entrando na complexidade das formas de fazer, dos valores que regem toda uma era e se esses valores dão conta do cuidado com o mundo para sua continuidade da vida na própria Terra, onde ela menciona que mais importante que fazer filhos é fazer relações de parentescos, cuidados de si e cuidados do outro. Nesse ponto, podemos voltar a pensar a clínica em psicologia em sua multiplicidade, não apenas incluindo nessa discussão a afetação ao sofrimento alheio como instrumento de potência em se buscar transformações de um fazer, instrumentos que podem nos ajudar a pensar uma clínica não moderna, quanto ampliar a noção de importância das relações de cuidado, tão características das carreiras de saúde, como práticas que transcendem essas relações profissionais, que como sugerido por muitos pensadores (Haraway, 2016; Mol, 2008; Prestrelo et al., 2016) que precisam ser pensadas como paradigmas necessários à sobrevivência humana na Terra. A clínica “social” também ocupa esse lugar, de se pensar e fazer circular relações de cuidado, o que nada tem a ver com assistencialismo, mas como práticas que se atualizam e que vão compor outras formas de experiências das realidades que queremos produzir, políticas de existência. Recorrendo a Mol (2008), pensamos no cuidado como um processo de entrelaçamentos de práticas que se constituem na própria ação de cuidar. Elas não são dadas a priori, são singularizadas e convocadas em cada situação. E a noção de cuidado na clínica em psicologia não se restringe à relação terapeuta cliente.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 19:44:38 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/mwo4ms1fvjgwrxbl/wish/2224253013</link>
         <description><![CDATA[<div>Há muitos atores envolvidos nesse processo e quando compreendemos essa prática pelo que Mol (2008) denominou a lógica do cuidado, somos convocados a pensar sobre toda a rede de atores que permeia a pessoa que busca esse atendimento a partir de um outro referencial, Para Mol (2008):</div><div>A arte do cuidado é descobrir como vários atores (profissionais, medicação, máquinas, a pessoa com a doença e outros envolvidos) podem melhor colaborar para melhorar, ou estabilizar, a situação de uma pessoa. O que fazer e como dividir o que é feito? Na lógica do cuidado pacientes não são um grupo alvo, mas membros cruciais da equipe de cuidado. </div><div>Nesse sentido, o que a clínica pode produzir tem dimensões que atravessam materialidades, mas não se restringe ao aspecto econômico ou assistencialista, trazendo responsabilidades políticas e éticas à sua prática, para além do que é legislado em nosso código.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 19:46:20 UTC</pubDate>
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