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      <title>O declinio da saude mental dos jovens LGBT+ em um âmbito religioso by GABRIELA MATOS GOMES SILVA</title>
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      <description>Partilhe as suas ideias e comente as dos outros!</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-09-23 12:36:39 UTC</pubDate>
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         <title>influência religiosa </title>
         <author>gabrielagomes35</author>
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         <description><![CDATA[<p>Primeiramente, para compreender esse tema, é necessário voltar ao passado. A tradição ocidental, fortemente marcada pelas doutrinas religiosas abraâmicas, foi interpretando ao longo dos séculos as passagens sagradas como condenatórias à homossexualidade e à diversidade de gênero. Essa interpretação gerou exclusão social, perseguições e leis contra a chamada “prática” homossexual.</p><p><br/></p><p>No século 4, os valores judaicos e suas interpretações deixaram de ser apenas uma realidade para os fiéis e passaram a constituir lei. Qualquer relação sexual que fugisse da possibilidade de reprodução foi considerada “pecado contra a natureza”. Durante a Alta Idade Média<strong> </strong>(séculos 6 a 9), a Igreja Católica determinou que pessoas confessadas no “pecado da homossexualidade” deveriam cumprir jejuns e longos períodos de penitência. Já no século 11, com a Reforma Gregoriana, a homossexualidade deixou de ser vista apenas como pecado e passou também a ser considerada crime, sujeito a punição civil.</p><p><br/></p><p>Dessa forma, a Igreja Católica foi a principal instituição responsável por consolidar a homossexualidade como um pecado grave e um crime social, sustentando séculos de perseguição. Essa herança moldou a visão negativa do Ocidente em relação à homossexualidade.</p><p><br/></p><p>BBC HISTORY. <em>Sexuality and the Medieval Church</em>. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.bbc.co.uk/history">https://www.bbc.co.uk/history</a>. Acesso em: 23 set. 2025.</p><p>TOMÁS DE AQUINO, Santo. <em>Suma Teológica</em>. II-II, q. 154. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ua000133.pdf">https://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ua000133.pdf</a>. Acesso em: 23 set. 2025.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-23 23:56:19 UTC</pubDate>
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         <title>O risco de uma rejeição. </title>
         <author>gabrielagomes35</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>rejeiçao familiar em ambito religioso.</strong></p><p><br/></p><p>A rejeição familiar vivida por jovens LGBT+ representa um risco grave para a saúde mental. O levantamento nacional do The Trevor Project (2023–2024), com milhares de jovens nos EUA, mostrou que 41% já pensaram em suicídio devido à rejeição familiar motivada por crenças religiosas, evidenciando a urgência de maior visibilidade para o tema.</p><p><br/></p><p>Em 2009, o estudo de Caitilin Ryan, do Family Acceptance Project, demonstrou que altos níveis de rejeição familiar na adolescência aumentam significativamente as chances de depressão, uso de substâncias e tentativas de suicídio na vida jovem-adulta. Mais de 100 pessoas foram analisadas, reforçando que a intervenção familiar pode reduzir esses riscos.</p><p><br/></p><p>Dados do YRBS (Youth Risk Behavior Surveillance System), entre 2015 e 2019, apontaram que 23% de jovens lésbicas, gays e bissexuais tentaram suicídio, contra 5% de jovens heterossexuais. A pesquisa associou essa vulnerabilidade à rejeição familiar e ao bullying escolar, confirmando o peso do ambiente social no agravamento do sofrimento psicológico.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-25 14:43:52 UTC</pubDate>
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         <title>A &quot;cura&quot; forçada </title>
         <author>gabrielagomes35</author>
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         <description><![CDATA[<p>Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostrou que 81% dos brasileiros se declararam contra a homossexualidade masculina e 78% contra a feminina, com reprovação mais intensa entre cristãos devotos. Pessoas sem religião apresentaram maior aceitação.</p><p><br/></p><p>No Brasil, práticas de “cura gay” existiram por 15 anos em um centro psiquiátrico paulistano, envolvendo injeções de insulina, comas induzidos, ataques epilépticos forçados e eletrochoques, até serem encerradas em 1945. A Organização Mundial da Saúde (OMS) apenas em 1989 reconheceu que a homossexualidade não era uma doença (UOL).</p><p><br/></p><p>Segundo pesquisa da Central Única dos Trabalhadores (CUT) com 1.100 pessoas LGBTQIA+, 94% já sofreram violência ou discriminação no atendimento à saúde. Essas experiências estão ligadas a consequências graves, como desconfiança em serviços médicos, abandono de tratamentos, aumento da ansiedade e da depressão.</p><p><br/></p><p>Em um estudo com 310 millennials LGBT+ da Igreja Adventista do Sétimo Dia, observou-se baixa aceitação familiar no contexto religioso e altas taxas de depressão, ideação suicida e comportamentos de risco (como uso de substâncias).</p><p><br/></p><p>Outro levantamento, publicado no PubMed, analisou jovens de 15 a 24 anos entre os jovens trans, 41% afirmaram já ter sido rejeitados por comunidades religiosas, resultando em elevada depressão e ansiedade.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-25 14:57:09 UTC</pubDate>
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         <title>A historia de Rosário Lo negro</title>
         <author>gabrielagomes35</author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Um exemplo da influência religiosa sobre pessoas LGBT+ é a história de Rosário Lo Negro. Rosário Lo Negro, ao descobrir sua homossexualidade, sentiu culpa devido ao discurso da Igreja que a classificava como “ruim” e “desordenada”. Aos 20 anos, entrou no seminário de Agrigento e foi submetido pelo grupo Verdad y Libertad a terapias reparadoras com rituais de nudez, controle da sexualidade e relatórios diários. A prática, incentivada por líderes religiosos e ex-participantes da Igreja, durou cerca de três meses, deixou sérios problemas psicológicos e o levou a buscar psicoterapia.</p><p><br/></p><p>Mesmo condenadas por órgãos de psicologia, essas terapias ainda existem na Itália A Sociedade Italiana de Andrologia (SIA) estima que até 10% dos jovens LGBT+ sejam vítimas dessas práticas corretivas., em ambientes ultracatólicos. O bispo responsável, Dom Baldassarre Reina, afirmou que não são impostas, mas a ideia de voluntariedade é contestada, já que o discurso religioso taxando fiéis como “pecadores” gera violência simbólica e sofrimento psicológico.</p><p><br/></p><p><strong>Referência:</strong><br>IHU UNISINOS. <em>“Minhas palavras ao Sínodo: como ex-seminarista gay, a Igreja não pode nos excluir” – Entrevista com Rosário Lo Nigro</em>. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.ihu.unisinos.br/650505-minhas-palavras-ao-sinodo-como-ex-seminarista-gay-a-igreja-nao-pode-nos-excluir-entrevista-com-rosario-lo-nigro">https://www.ihu.unisinos.br/650505-minhas-palavras-ao-sinodo-como-ex-seminarista-gay-a-igreja-nao-pode-nos-excluir-entrevista-com-rosario-lo-nigro</a>. Acesso em: 29 set. 2025.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-25 15:17:54 UTC</pubDate>
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         <author>gabrielagomes35</author>
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         <pubDate>2025-09-29 11:52:28 UTC</pubDate>
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