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      <title>Viagem de  Darwin no  Brasil by Gabriel Rodrigues</title>
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      <description>Criado com um frenesi de  alguém de  recuperação :)</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-12-02 12:22:25 UTC</pubDate>
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         <title>Introdução</title>
         <author>gabrielhrodrigues8</author>
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         <description><![CDATA[<div>O naturalista Charles Darwin fez uma viagem que durou quatro anos e nove meses como objetivo de mapear a costa da América do Sul. Ele não foi convidado para procurar e coletar os materiais, mas sim para fazer companhia ao capitão da embarcação, que buscava uma pessoa com quem pudesse conversar durante a viagem. O navio utilizado tinha o nome de HMS Beagle, em referência à raça de cães.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 12:31:52 UTC</pubDate>
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         <title>Tarefa Diversificada  de  Biologia</title>
         <author>gabrielhrodrigues8</author>
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         <description><![CDATA[<div>Trabalho realizado por Gabriel Hatakeyama Rodrigues ( responsável pela elaboração do trabalho como meio visual) e Matheus Betcer ( responsável pela pesquisa e elaboração dos textos, com o apoio para a escolha de imagens e design geral).</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 12:38:48 UTC</pubDate>
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         <title>Rota Geral</title>
         <author>gabrielhrodrigues8</author>
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         <description><![CDATA[<div>A rota do Beagle começou na Inglaterra no dia 10 de fevereiro de 1831 e teve cerca de 20 paradas. Passou pelo Brasil - em Salvador e Rio de Janeiro -, depois foi para o Uruguai, Montevidéu, Argentina, Patagônia no Chile e Ilha Galápagos, que pertence ao Equador. Em seguida foi para o Haiti, passou pela Nova Zelândia, Austrália e África. Depois desse percurso, ele retornou à Bahia e seguiu para a Inglaterra. Nessa jornada Darwin viu que há muita diversidade de meio ambiente e que cada lugar tem suas características, tanto na vegetação, quanto na fauna e flora.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 12:40:29 UTC</pubDate>
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         <title>Bahia e seu Carnaval</title>
         <author>gabrielhrodrigues8</author>
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         <description><![CDATA[<div>O navio chegou a Salvador (BA) em 28 de fevereiro de 1832. Antes de ancorar na Bahia, passou pelos arquipélagos de São Pedro e São Paulo, a 1.000 km de Natal (RN), e de Fernando de Noronha, a 345 km de Recife (PE). Já no primeiro dia de sua estadia no Brasil, Darwin encantou-se com a exuberância da floresta tropical. "Luxuriante" foi um dos adjetivos que usou para descrever a paisagem local.</div><div>"O dia passou deliciosamente", escreveu no diário que levou a bordo. "Delícia, no entanto, é um termo vago para exprimir os sentimentos de um naturalista que, pela primeira vez, se viu perambulando por uma floresta brasileira."</div><div>Em terra firme, o jovem cientista gostava de embrenhar-se pelas matas úmidas e coletar bichos, plantas e rochas. A cada novo porto onde o Beagle atracava, Darwin enviava suas amostras, desidratadas ou conservadas em álcool, aos cuidados de seu tutor, John Henslow, em Londres. Ao todo, catalogou mais de 5,4 mil peças, entre espécies fósseis e espécimes preservados.</div><div>"Seus professores em Cambridge recebiam o material e distribuíam-no entre os maiores especialistas da época. Resultado: ao voltar à Inglaterra, em 1836, Charles Darwin já era um cientista famoso", observa a geóloga Kátia Leite Mansur, doutora em Geologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenadora do projeto turístico-científico Caminhos de Darwin, que mapeou a região por onde o naturalista passou em sua expedição pelo interior do Rio de Janeiro.<br>Na Bahia, a estadia foi relativamente curta: 18 dias. Tempo suficiente para Darwin testemunhar uma tromba d'água, sofrer um corte no joelho — que lhe deixou de molho por seis dias — e brincar de carnaval pelas ruas de Salvador. Bem, brincar não é exatamente a palavra.</div><div>Hospedado no Hotel do Universo, no antigo Largo do Theatro (atual Praça Castro Alves), Darwin teve, no dia 4 de março de 1832, uma segunda-feira de Carnaval, a infeliz ideia de passear pela cidade.</div><div>Infeliz porque um dos passatempos dos foliões era arremessar "bolas de cera cheias de água", apelidadas de "limões de cheiro", nos incautos transeuntes. De quebra, ainda lambuzavam suas roupas com sacos de farinha. "Difícil manter nossa dignidade", resmungou, em seu diário.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 12:54:15 UTC</pubDate>
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         <title>Burocracia Carioca</title>
         <author>gabrielhrodrigues8</author>
         <link>https://padlet.com/gabrielhrodrigues8/msqq620g0nfx45hn/wish/1925048193</link>
         <description><![CDATA[<div>De Salvador, o capitão FitzRoy seguiu para o Rio de Janeiro, onde chegou no dia 4 de abril. Dessa vez, passou mais tempo: 93 dias. "Em maio de 1832, Darwin escapou da morte ao se recusar a participar de uma caçada no rio Macacu, que deságua na Baía de Guanabara. Três dos marinheiros que participaram da caçada morreram vítimas de uma febre fulminante", relata o físico Ildeu de Castro Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).</div><div>Na cidade, o naturalista fixou residência em Botafogo, aos pés do Corcovado. Apenas dois dias depois de sua chegada, não disfarçou seu aborrecimento ao tecer críticas à burocracia local. Segundo consta em suas anotações, Darwin levou um dia inteiro até conseguir autorização para excursionar pelo interior fluminense.</div><div>"Nunca é agradável submeter-se à insolência de homens de escritório, mas aos brasileiros, que são tão desprezíveis mentalmente quanto são miseráveis as suas pessoas, é quase intolerável", reclamou, em 6 de abril de 1832. "Contudo, a perspectiva de florestas selvagens zeladas por lindas aves, macacos e preguiças fará um naturalista lamber o pó da sola dos pés de um brasileiro".</div><div>"Ao desembarcar em Salvador, a relação de Darwin com o Brasil era positiva. Mas, ao chegar ao Rio, pareceu azedar. Darwin reclama muito da burocracia e chega a dizer que é interminável", diz o biólogo Charbel El-Hani, coordenador do Laboratório de Ensino, Filosofia e História da Biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA).</div><div>A cavalo, Darwin e uma comitiva de seis homens empreenderam uma viagem de 16 dias, entre 8 e 24 de abril, até Conceição de Macabu, a 227 km da capital. De maneira geral, a impressão deixada pelos donos de pousada não foi das melhores. Alguns demoravam até duas horas para servir a refeição. "A comida estará pronta quando estiver", respondiam os mais atrevidos. Outros, sequer, tinham garfos, facas ou colheres para oferecer.</div><div>Na Fazenda Campos Novos, em Cabo Frio, os viajantes deram pela falta de uma bolsa com alguns de seus pertences. "Por que não cuidam do que levam?", retrucou o hospedeiro, mal-humorado. "Talvez tenha sido comida pelos cachorros".</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 13:01:43 UTC</pubDate>
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         <title>Darwin e a Escravidão</title>
         <author>gabrielhrodrigues8</author>
         <link>https://padlet.com/gabrielhrodrigues8/msqq620g0nfx45hn/wish/1925097640</link>
         <description><![CDATA[<div>Charles Darwin (1809-1882) passou quatro meses no Brasil, em 1832, durante a sua célebre viagem a bordo do Beagle. Voltou impressionado com o que viu: “Delícia é um termo insuficiente para exprimir as emoções sentidas por um naturalista a sós com a natureza no seio de uma floresta brasileira”, escreveu em seu diário científico. O Brasil, porém, aparece de forma bem menos idílica em seus escritos pessoais: Espero nunca mais voltar a um país escravagista. O estado da enorme população escrava deve preocupar todos que chegam ao Brasil. Os senhores de escravos querem ver o negro como outra espécie, mas temos todos a mesma origem num ancestral comum. O meu sangue ferve ao pensar nos ingleses e americanos, com seus ‘gritos’ por liberdade, tão culpados de tudo isso.&nbsp;<br>“Numa casa em que ficou hospedado no Rio sofreu ao presenciar, “diariamente e a toda hora”, um mulato ser espancado com tal violência que “seria suficiente para quebrar o espírito do mais baixo animal”. Em vez do gorjeio do sabiá, o que ficou no ouvido de Darwin, ao voltar para a Inglaterra, foi um som terrível que o acompanhou por toda a vida:</div><div>Até hoje, se eu ouço um grito ao longe, lembro-me, com dolorosa e clara memória, de quando passei numa casa em Pernambuco e ouvi os urros mais terríveis, logo entendi que era algum pobre escravo que estava sendo torturado, eu me senti impotente como uma criança diante daquilo, incapaz de fazer a mínima objeção.”&nbsp;<br><br>“Para Darwin, a viagem do Beagle foi menos importante pelos espécimes coletados do que pela experiência de testemunhar os horrores da escravidão no Brasil. De certa forma, ele escolheu focar na descendência comum do homem justamente para mostrar que todas as raças eram iguais e, dessa forma, enfim, objetar àqueles que insistiam em chamar os negros de espécies diferentes e inferiores aos brancos”, explica o biólogo Adrian Desmond, da University College London, que, ao lado de James Moore, acaba de lançar Darwin’s sacred cause: race, slavery and the quest for human origins, um estudo que mostra uma inusitada paixão abolicionista do cientista, revelada a partir da redescoberta de diários e cartas pessoais. “A grande revelação desses escritos é que a maior parte das pesquisas de Darwin, por muitos anos, foi sobre raça. Para ele, não havia diferença entre ‘raça’ e ‘espécie’ e sua pesquisa sobre a origem das espécies é também sobre a origem das raças, incluindo-se os humanos. A extensão de seu interesse explícito no combate à ciência de cunho racista é surpreendente, e pudemos detectar um ímpeto moral por trás de seu trabalho sobre a evolução humana, uma crença numa ‘irmandade’ racial que tinha raízes em seu ódio ao escravismo que o levou, junto com outros fatores, a pensar numa descendência comum. Sua ciência não era ‘neutra’, como se acreditava, mas impulsionada por paixão moral e preocupações humanitárias”, observa.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 13:25:00 UTC</pubDate>
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         <title>Uma despedida </title>
         <author>gabrielhrodrigues8</author>
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         <description><![CDATA[<div>A primeira parte da passagem de Darwin pelo Brasil chegou ao fim em 5 de julho de 1832. Daqui, a expedição seguiu para o Uruguai e, de lá, para a Argentina. Em setembro de 1835, chegou às Ilhas Galápagos, no Oceano Pacífico, o ponto mais famoso da viagem.</div><div>Darwin não teria colocado mais os pés no Brasil se, em agosto de 1836, ventos contrários não tivessem obrigado o capitão FitzRoy a atracar novamente no país: de 1 a 6 de agosto em Salvador e de 7 a 12 no Recife. Apesar de agnóstico, Darwin deu "graças a Deus" por estar, finalmente, deixando as costas do Brasil. "Espero nunca mais visitar um país de escravos", escreveu no dia 19 de agosto.</div><div>O Beagle retornou à Inglaterra no dia 2 de outubro de 1836. Vinte e três anos depois, em 24 de novembro de 1859, seu tripulante mais ilustre publicaria <em>A Origem das Espécies</em>. Mas, será que a viagem exerceu algum tipo de influência sobre a obra?</div><div>Na opinião dos especialistas, a passagem de Darwin pelo Brasil foi mais importante para a Teoria da Evolução das Espécies do que podemos imaginar. O próprio Darwin é o primeiro a admitir isso. Logo no primeiro parágrafo da introdução, reconhece a importância da expedição para a elaboração de uma das mais revolucionárias teorias da ciência moderna.</div><div>"A natureza brasileira, com sua grandeza e diversidade, teve um impacto muito grande sobre Darwin e sua Teoria da Seleção Natural", afirma a bióloga Magali Romero Sá, vice-diretora de pesquisa e divulgação científica da Fiocruz, e curadora da exposição Darwin - Origens &amp; Evolução, que reúne 295 peças, entre fotos, documentos e fósseis. Ildeu de Castro Moreira assina embaixo: "A passagem de Darwin pelo Brasil foi o passo inicial que o levou, anos depois, a desenvolver A Teoria da Seleção Natural".</div><div>O diário de bordo e as anotações de viagem de Darwin, ricos tanto em descrições geográficas quanto em comentários sociológicos, não se perderam no caminho. Em 1839, viraram livro, <em>Viagem de Um Naturalista ao Redor do Mundo</em>, e, em 2015, ganharam uma edição brasileira, <em>O Diário do Beagle</em>, um calhamaço de 528 páginas lançado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).</div><div>Já o capitão FitzRoy, que comandou o Beagle em duas de suas três viagens, teve um fim trágico. Aos 59 anos, endividado e sofrendo de um transtorno mental, tirou a própria vida, cortando a garganta com uma navalha.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 13:35:41 UTC</pubDate>
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         <title>Considerações Finais </title>
         <author>gabrielhrodrigues8</author>
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         <description><![CDATA[<div>Em minha opinião em referencia ao trabalho,&nbsp; percebi claramente um espanto e mudança constante de uma opinião sociologica de Charles Darwin, chegou em extase ao conhecer a fauna e flora brasileira, entretanto garantiu em dividir sua fortes opiniões contra a escravidão e a "burocracia local" brasileira com sua visão profissional em teor do conjunto biologico da área.&nbsp;</div><div>Percebemos evidentemente que Darwin se espantou com o desperdício social, onde ele em si sendo um profissional de "raças e espécies" teve que se calar perante racistas e escravocratas, percebendo pontuo que ele se calou pois sabia que mesmo com sua forte opinião, não conseguiria resolver uma base social escravocrata sozinha, para mim, sua viagem ao Brasil teve mais em si mesmo um impacto social e pessoal em relação às atrocidades da época, do que propriamente uma agregação profissional, sendo em sua introdução literária de sua principal obra, afirma solenemente, que a Mata Atlântica é apaixonadamente rica em espécies.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 13:49:33 UTC</pubDate>
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         <title>Fontes Bibliográficas </title>
         <author>gabrielhrodrigues8</author>
         <link>https://padlet.com/gabrielhrodrigues8/msqq620g0nfx45hn/wish/1925163702</link>
         <description><![CDATA[<ul><li>http://ead.hemocentro.fmrp.usp.br/joomla/index.php/programa/adote-um-cientista/170-a-viagem-de-darwin</li><li>https://www.bbc.com/portuguese/brasil-50467782</li><li>https://www.geledes.org.br/charles-darwin-e-escravidao-brasil/</li></ul><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 13:51:55 UTC</pubDate>
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