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      <title>A EJA em estações: Explore o Ensino de Linguagens by Fernanda Araujo Dias Mendes Xavier</title>
      <link>https://padlet.com/fernandaxavier12/AEJAEMESTACOES</link>
      <description>Uma viagem pelas práticas lúdicas e multimodais para o ensino de Linguagens na EJA</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-06-06 17:04:41 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-07-20 00:55:55 UTC</lastBuildDate>
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         <title>1ª ESTAÇÃO - Nathália e Gustavo</title>
         <author>fernandaxavier12</author>
         <link>https://padlet.com/fernandaxavier12/AEJAEMESTACOES/wish/3481606270</link>
         <description><![CDATA[<p>O Repente como Grito das Cidades do Nordeste: Voz e Cidadania no EJA </p><p>Nossa ideia foi transformar o repente, uma manifestação cultural tão marcante do Nordeste, em uma ferramenta pedagógica potente para as turmas de EJA na Bahia. A proposta é ir além do ensino tradicional, utilizando a poesia cantada para dar voz aos nossos alunos, incentivando a denúncia social e a afirmação da cidadania a partir das suas próprias vivências. </p><p> </p><p>Por Que o Repente para o EJA? </p><p>Escolhemos o repente por ser uma decisão que se alinha perfeitamente com a realidade do nosso público. Diferente de outras formas de expressão que podem parecer distantes, o repente já faz parte do imaginário e da memória afetiva de muitos alunos do EJA. Ele não exige formalidades complexas ou performances que possam intimidar. Pelo contrário, sua força está na simplicidade, na rima que cativa e na capacidade de transformar o cotidiano em poesia. É uma forma de arte que celebra a oralidade, a sabedoria popular e a resiliência do nosso povo nordestino, valores que ressoam profundamente com a trajetória dos alunos do EJA. </p><p> </p><p>Como a Metodologia Funciona? </p><p>A metodologia que propomos é prática, colaborativa e centrada no aluno, desenhada para ser acessível e envolvente para pessoas mais velhas: </p><p>1. Ativando Nossas Lembranças e os Gritos do Nordeste </p><p>Tudo começa com uma boa roda de conversa. Queremos que os alunos se sintam à vontade para compartilhar suas memórias e percepções. Vamos perguntar: "Vocês conhecem algum repentista famoso? Algum nome que a gente ouvia na rádio, nas feiras, nas festas aqui na Bahia ou no Nordeste?" E para conectar com a nossa realidade local: "Alguém lembra de algum repente que ouvia na infância? E quais são os assuntos que mais 'giram' nas conversas aqui nas nossas cidades do Nordeste? Quais os desafios que enfrentamos e, por outro lado, o que nos dá orgulho na nossa terra?" O objetivo é colher esses "gritos" e "cantos" do cotidiano para dar corpo ao nosso trabalho. </p><p> </p><p>2. O Repente: Nossa Voz Cantada e de Denúncia </p><p>Depois de ativar a memória, vamos mergulhar no repente. Vamos explicar que ele é mais do que uma canção; é uma poesia que denuncia, que celebra e que se expressa com rima e improviso. Apresentaremos áudios e vídeos de repentistas, dando preferência a exemplos com dicção clara e temas que falem da vida no Nordeste, de lutas sociais ou de celebrações culturais. A cada exemplo, a gente para para conversar: "Sobre o que esse repente está falando? Ele está elogiando ou criticando? A gente consegue entender a mensagem?" O foco será na rima simples e na ideia de que os versos "cabem" em uma melodia ou um ritmo de fala. </p><p> </p><p>3. "O Repente é Nosso!": Produção Colaborativa </p><p>Essa é a parte mais emocionante. A turma vai escolher um tema que surgiu na nossa roda de conversa – algo bem real e que afete a vida deles aqui na Bahia. Pode ser a falta d'água no bairro, a importância do posto de saúde, ou a força da nossa comunidade. A produção será coletiva, verso a verso, para que todos se sintam seguros e participem. Os professores podem começar um verso, e a turma vai ajudando a construir o próximo, pensando na rima e no sentido. Não há certo ou errado; o importante é a mensagem ser clara e a rima fluir, mesmo que simples. Essa colaboração garante que ninguém se sinta sobrecarregado ou intimidado pela escrita. </p><p> </p><p> </p><p>4. O Grande Encontro de Vozes: Celebrando Nossas Poesias </p><p>Para finalizar, teremos nosso próprio "Encontro de Repentistas". Não será uma competição, mas uma celebração da coragem e da expressão. Os alunos vão ler (ou até "cantarolar", se sentirem à vontade) os repentes que criaram. O ambiente será de muito aplauso e reconhecimento, reforçando a importância da voz de cada um. Os repentes serão escritos em um cartaz ou em um "Livro de Repentes da Turma", criando um registro concreto da nossa produção coletiva. </p><p>Essa metodologia, acreditamos, não só ensina sobre o repente, mas, mais importante, empodera os alunos do EJA, mostrando que a sua voz, a sua história e a sua cultura são instrumentos poderosos de cidadania no nosso Nordeste e em todo o Brasil.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-06 17:04:41 UTC</pubDate>
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         <title>2ª ESTAÇÃO - Jefter e Stefani</title>
         <author>fernandaxavier12</author>
         <link>https://padlet.com/fernandaxavier12/AEJAEMESTACOES/wish/3481606272</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>Etapa 1 - Música como meio de denúncia: </p><p>      A primeira etapa foi pensada na identificação de letras musicais que abordem temáticas sociais, funcionando em leituras de letras de RAP, para conhecimento mútuo de narrativas expressas em canções. </p><p><br></p><p>Etapa 2 - As letras e suas vivências: </p><p>      Após a primeira leitura e identificações com as temáticas sociais, as turmas compostas por jovens adultos e idosos, mostrarão letras que encaixem em um contexto social específico, demonstrando suas identificações em representações musicais, levando a um conhecimento mútuo de vivências e histórias que podem ser características presentes em canções. </p><p><br></p><p>Etapa 3 - Vozes que transcendem: </p><p>     Ao final, apresentaríamos uma proposta de atividade envolvendo suas vivências, pediríamos que fizessem não uma poesia, mas que falassem suas realidades em formato de texto, identificando os verbos presentes em seu texto ou qualquer que seja o conteúdo trabalhado. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-06 17:04:42 UTC</pubDate>
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         <title>3ª ESTAÇÃO - Thiago e Ramon</title>
         <author>fernandaxavier12</author>
         <link>https://padlet.com/fernandaxavier12/AEJAEMESTACOES/wish/3481606274</link>
         <description><![CDATA[<p>Etapa 1- Explicação breve sobre a vida no sertão e como os artistas musicais  o retratam.</p><p><br></p><p>Etapa 2- ATIVIDADE CAIXA DE VERSOS.</p><ul><li><p>Será disponibilizado uma caixa de papelão decorada com imagens do sertão e que armazena papéis com versos curtos de trechos de músicas.</p></li><li><p>Os alunos se dividirão em grupos e escolherão um papel da caixa.</p></li><li><p>Cada aluno ler o trecho escolhido em voz alta para a turma.</p></li></ul><p>Etapa 3- Socialização</p><ul><li><p>A dinâmica será mediada por perguntas como:</p><p>O que esse verso quer dizer?</p><p>Ele fala de algum sentimento?</p><p>A música diz sobre abandonar a terra natal?</p></li></ul><p><br></p><p>Materiais utilizados</p><ul><li><p>Caixa de papelão decorada;</p></li><li><p>Trechos de músicas:</p><ul><li><p><em>Asa branca</em> - Luiz Gonzaga </p></li><li><p><em>Eu só quero um xodô</em> - Dominguinhos </p></li><li><p><em>Sabiá</em>- Luiz Gonzaga</p></li><li><p><em>A triste partida</em>- Patativa</p><p><br></p></li></ul></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-06 17:04:42 UTC</pubDate>
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         <title>4ª ESTAÇÃO - Cleisla, Danielle e Milene </title>
         <author>fernandaxavier12</author>
         <link>https://padlet.com/fernandaxavier12/AEJAEMESTACOES/wish/3481606275</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>No capítulo 8: <em>Palavras de pedra, duras e secas </em>do livro de Língua Portuguesa da EJA, o modo como a seção é distribuída contribui para a perpetuação de estigmas sobre o nordeste. Ele retrata a região como um lugar, majoritariamente, de fome, miséria, seca e sofrimento, desconsiderando a complexidade sociocultural e histórica do território e de seus sujeitos. Apesar da presença de escritores como João Cabral de Melo Neto e José Amélio Almeida, que desempenharam um papel significativo na denúncia das desigualdades e no reconhecimento da linguagem regional, a seleção de textos está focada exclusivamente em contextos de escassez, restringindo a visão do nordeste a um lugar estagnado no tempo, condenado a seca. </p><p>  </p><p>O capítulo, dessa forma, não propõe uma reflexão crítica acerca da temática, contribuindo para uma identificação limitada marcada por dor e marginalização, ao invés de ampliar os sentidos de pertencimento dos educandos (maioria nordestinos). Pensando nisso, propomos a reformulação desse capítulo, buscando valorizar a complexidade e a diversidade da cultura nordestina, bem como estimular o pensamento crítico e a criatividade dos estudantes. Para isso, pensamos na criação de um acervo de histórias e memórias com produções diversas, intitulado<em> Museu vivo: Debulhando o Sertão. </em>Pretendemos, assim, apresentar o sertão nordestino a partir da perspectiva dos próprios sertanejos.&nbsp; Dessa forma, a atividade funcionaria da seguinte forma: </p><p>  </p><p><strong>Etapa 01:</strong> Resgatando os conhecimentos prévios.</p><p><br></p><p>    •Os alunos observarão imagens que retratem o nordeste brasileiro e farão uma associação com a música "Conheço o Meu Lugar" de Belchior. Em seguida, a professora guiará os alunos com perguntas como: "como você definiria o Nordeste em uma palavra?", "como essa região é vista pelas demais partes do país?" "O lugar em que você vive se parece com as imagens apresentadas?". A partir disso, a professora fará uma discussão sobre os estigmas em torno do Nordeste <em>da ficção</em>, como diria Belchior, e o Nordeste do coração dos nordestinos. </p><p>  </p><p><strong>Etapa 02:</strong> Construindo memórias</p><ul><li><p>Cada um dos alunos será convidado pela professora a contribuir com elementos que representem sua vivência e percepção do sertão, como objetos simbólicos, histórias orais, produções escritas (como cartas, poemas, bilhetes, diários), fotografias, pinturas, danças, músicas ou comidas e, até mesmo, com a produção de um glossário, reunindo as gírias e/ou expressões mais utilizadas por sua comunidade. </p></li></ul><p>  </p><p><strong>Etapa 3:</strong> Levantamento e construção do acervo</p><p>  </p><ul><li><p>Com a ajuda da professora, os alunos farão o levantamento e a seleção dos materiais que desejam apresentar no dia da exposição, compartilhando com os demais colegas e retirando as dúvidas. </p></li></ul><p>  </p><p><strong>Etapa 4:</strong> Socialização</p><p>  </p><ul><li><p>A culminância ocorrerá em um dia específico, previamente definido e autorizado pela escola, com a exposição aberta a comunidade.&nbsp; &nbsp;</p></li></ul><p>   </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-06 17:04:42 UTC</pubDate>
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         <title>5ª ESTAÇÃO - Maria Isabel e Carla</title>
         <author>fernandaxavier12</author>
         <link>https://padlet.com/fernandaxavier12/AEJAEMESTACOES/wish/3481606276</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Sugestão de atividade.</strong></p><p><strong>&nbsp;</strong></p><p>O capítulo 13 do livro didático Diálogos com a EJA Volume VI, Língua Portuguesa, constrói uma abordagem sobre mulheres, suas vivências e as formas como são retratadas pela sociedade. Essa seção traz atividades a partir de charges, gráficos e textos literários canônicos, sobre mulheres brasileiras e seus históricos de luta. Apesar dessa abordagem, o livro pouco investe em discussões acerca das temáticas e ao tentar fazê-las, são resumidas a perguntas voltadas ao que o autor quis dizer ou ainda, um direcionamento a atividades de gramática, utilizando termos técnicos. Observamos que essa forma de conduzir as atividades e a aprendizagem do conteúdo são pouco funcionais, visto que, ela dificulta o desenvolvimento da criticidade do aluno e condiciona a atividade somente ao uso gramatical, sem explorar o texto e as discussões que poderiam ser realizadas a partir dele.</p><p>Para finalizar o capítulo, é sugerido uma atividade de vlog e resenha, para que cada aluno escolha um filme, reportagem ou documentário que aborde a vivência de mulheres e faça um vídeo sobre ele. Acreditamos que a proposta é interessante e atual, se considerarmos o uso das mídias para sua realização. No entanto, uma vez que sugestão da atividade é para ser realizada de maneira individual, observamos que ela pode ser um empecilho para alguns alunos.</p><p>Como esperado, na educação de Jovens e Adultos, podemos encontrar uma sala de aula plural, com pessoas não alfabetizadas, não letradas e tão pouco alfabetizadas digitalmente. O Brasil, é um país que se digitalizou antes de ser alfabetizado, a proposição de uma atividade como essa é não pensar nas pessoas que podem ter um celular, mas não sabem utilizar todas as ferramentas presentes nesse aparelho eletrônico. Deste modo, para repensar essa proposta, sugerimos a seguir uma atividade que estimule os alunos a pensarem nas questões de gênero não como um assunto distante da realidade deles, mas como uma problemática que os cerca diariamente.</p><p><strong>Atividade: As mulheres que nos cercam</strong></p><p><strong>Etapas</strong></p><p><strong>1. Roda de conversa inicial</strong></p><p>Inicia-se com uma pergunta motivadora:</p><p>“Por que tantas mulheres que fazem tanto pela comunidade não tem o seu trabalho reconhecido?”</p><p>Em seguida, levantaremos outros questionamentos para ampliar a discussão:</p><p>- Quem são essas mulheres?</p><p>- Que tipo de trabalho elas fazem?</p><p>-&nbsp; Você acha que elas recebem reconhecimento pela realização desse trabalho?</p><p>O professor atua como mediador dessa discussão, podendo inserir novos questionamentos com base nas respostas.</p><p><strong>2. Escolha da mulher a ser homenageada:</strong></p><p>Cada estudante escolhe uma mulher da comunidade, do convívio ou da família para homenagear. A escolha deve partir de uma reflexão não só afetiva, mas social: <em>Por que homenagear essa mulher também é uma forma de denúncia ou visibilidade?</em></p><p><strong>3. Entrevista ou conversa com a homenageada:</strong></p><p>Se possível, os alunos devem conversar com a mulher escolhida, ouvir um pouco de sua história, escutar suas dificuldades, conquistas e desafios enfrentados como mulher e o que ela acredita necessitar ou não de mudança.</p><p><strong>4. Produção textual simples:</strong></p><p>Com base na entrevista, cada estudante escreverá um texto de forma livre (uma carta, um bilhete, etc), enfatizando a razão para homenagear a trajetória da mulher escolhida.</p><p>Para alunos com dificuldade de escrita, o professor pode apoiar com escrita mediada ou permitir que a atividade seja realizada em dupla.</p><p><strong>5. Construção de um mural coletivo</strong></p><p>Construiremos um mural de homenagens da seguinte maneira:</p><p>- Nome da homenageada;</p><p>- Foto ou desenho (se possível);</p><p>- O pequeno texto produzido pelo estudante.</p><p><strong>6. Socialização e convite à comunidade:</strong></p><p>Inicialmente, o mural será exposto na sala e cada aluno deverá apresentar a mulher homenageada para a turma, localizando-a no mural. Nessa oportunidade, o professor poderá até mesmo mencionar como curiosidade algumas figuras femininas famosas, reais ou fictícias, cujas histórias se entrelacem com as narrativas trazidas pelos alunos</p><p>Após a socialização entre os estudantes, o mural será fixado nos corredores da escola para a apreciação de todos. Caso seja possível, a escola pode convidar as mulheres homenageadas para visitarem o mural.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-06 17:04:42 UTC</pubDate>
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         <title>6ª ESTAÇÃO - Gabriel e Thainy</title>
         <author>fernandaxavier12</author>
         <link>https://padlet.com/fernandaxavier12/AEJAEMESTACOES/wish/3481606278</link>
         <description><![CDATA[<p>Capítulo 8: Palavras de pedra, duras e secas</p><p><strong>Livro:</strong> <em>Diálogos na EJA</em> – Editora Ação Educativa</p><p><br></p><p>O Capítulo 8 do livro de Língua Portuguesa da EJA aborda o sertão nordestino com um viés que reforça estereótipos de fome, miséria, seca e sofrimento, desconsiderando a riqueza cultural e a complexidade da região e de seus sujeitos. Apesar de trazer autores importantes como João Cabral de Melo Neto, o capítulo restringe o olhar para o Nordeste, perpetuando uma imagem limitada e dolorosa, sem promover uma reflexão crítica ou ampliar o sentimento de pertencimento dos estudantes – muitos deles nordestinos.</p><p>Pensando nisso, propomos um planejamento de aula, a fim de valorizar a diversidade cultural do Nordeste e estimular o pensamento crítico dos educandos por meio da criação de um espaço de memórias intitulado:<br><strong>Museu Vivo: Debulhando o Sertão.</strong></p><p><br></p><p>Etapa 01: Resgatando os conhecimentos prévios</p><p>A aula será iniciada em um ambiente especialmente preparado, ao som da música <strong>"Lamento Nordestino" de Frank Aguiar</strong>, criando um espaço de acolhimento e reflexão. Os alunos serão convidados a compartilhar suas impressões sobre a música, abrindo um diálogo sobre como ela representa o sertão.</p><p>Em seguida, serão expostas <strong>imagens do sertão nordestino</strong>, incluindo elementos como:</p><ul><li><p>Condições climáticas desfavoráveis</p></li><li><p>Escassez de mantimentos</p></li><li><p>Trabalho árduo</p></li><li><p>Sensação de abandono e desesperança</p></li></ul><p>Vamos conduzir uma conversa inicial com perguntas como:</p><ul><li><p>"Como você definiria o Nordeste em uma palavra?"</p></li><li><p>"Como essa região é vista pelas demais partes do país?"</p></li><li><p>"O lugar onde você vive se parece com as imagens apresentadas?"</p></li></ul><p>Esse momento será importante para confrontar os estigmas sobre o Nordeste, questionando a visão limitada que aparece em muitos materiais didáticos e destacando o Nordeste real, rico e diverso.</p><p><br></p><p>Etapa 02: Construindo memórias</p><p>Os alunos serão convidados a contribuir com elementos que representem suas vivências no sertão, podendo ser:</p><ul><li><p>Objetos simbólicos</p></li><li><p>Histórias orais</p></li><li><p>Produções escritas (poemas, cartas, bilhetes, diários)</p></li><li><p>Fotografias</p></li><li><p>Pinturas</p></li><li><p>Danças, músicas, comidas típicas</p></li><li><p>Criação de um glossário com gírias e expressões locais</p></li></ul><p>Neste momento, será feita também a conexão com a <strong>segunda geração modernista</strong>, destacando autores como João Cabral de Melo Neto e suas contribuições para o reconhecimento da cultura nordestina.</p><p>Como recurso lúdico e atual, será exibido um vídeo da plataforma <strong>TikTok</strong> com temática relacionada ao sertão nordestino para aproximar o conteúdo da realidade digital dos alunos.<br><a rel="noopener" href="https://vm.tiktok.com/ZMSSUMgvR/">Link do vídeo: </a><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://vm.tiktok.com/ZMSSUMgvR/">https://vm.tiktok.com/ZMSSUMgvR/</a></p><p><br></p><p>Etapa 03: Levantamento e construção do acervo</p><p>Com a mediação da professora, os alunos irão organizar os materiais coletados e decidir o que será apresentado no dia da exposição. Será um momento de troca, partilha e preparação para a culminância.</p><p><br></p><p>Etapa 04: Socialização – Exposição Museu Vivo: Debulhando o Sertão</p><p>A culminância do projeto será organizada uma <strong>exposição aberta à comunidade escolar e familiares</strong>. Este será um espaço para apresentar as memórias, objetos, produções e saberes dos próprios alunos, valorizando a identidade nordestina por meio das suas próprias narrativas.</p><p><br></p><p>Anexos:</p><p>Link: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://vm.tiktok.com/ZMSSUMgvR/">https://vm.tiktok.com/ZMSSUMgvR/</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-06 17:04:42 UTC</pubDate>
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         <title>7ª ESTAÇÃO - Maurisa e Julliana</title>
         <author>fernandaxavier12</author>
         <link>https://padlet.com/fernandaxavier12/AEJAEMESTACOES/wish/3481666958</link>
         <description><![CDATA[<p> A presente proposta foi elaborada a partir da atividade “Conhecendo o Texto Literário, do Capítulo 5 do livro de Língua Portuguesa da EJA. A atividade engloba os seguintes textos literários:</p><p><br></p><ul><li><p><em>Língua Portuguesa</em>, de Olavo Bilac.</p></li><li><p><em>Vai Ser Rimando</em>, de Emicida.</p></li><li><p><em>Tana Kumuera Ymimiua (nossa língua ancestral)</em>, de Márcia Kambeba.</p><p><br></p></li></ul><p> Tais textos abordam a linguagem como instrumento de identidade, resistência e expressão, embora com estilos, épocas e intenções distintas. A proposta original do livro apresenta questões de compreensão textual. Contudo, ao observar a realidade da turma da EJA, reconhecemos a necessidade de adaptar a atividade para uma forma mais interativa e estimulante. Assim, pensamos em criar um jogo de perguntas, um recurso lúdico e oral que mantém os objetivos da atividade, mas proporciona uma experiência mais significativa.</p><p> Nesse sentido, as perguntas são escritas em papeis coloridos, colocadas dentro de uma caixa decorada, e os alunos, individualmente, ou em duplas, sorteiam uma pergunta por vez para responder oralmente. Durante a atividade, nossa mediação é essencial: ao oferecer dicas e pistas, auxiliando na construção coletiva do sentido, respeitando os diferentes ritmos de aprendizagem.</p><p> Além dos objetivos da proposta adaptada, é importante destacar a diversidade linguística brasileira, tema presente no capítulo e perceptível ao compararmos os textos, mas ausente nas questões da atividade original. Dessa forma, o poema de Márcia Kambeba traz trechos em tupi e trata da resistência indígena; Emicida usa uma linguagem oral e periférica; e Bilac valoriza o português culto e clássico. Desse modo, essa diversidade abre espaço para discutir os diferentes modos de falar e os preconceitos associados a eles.</p><p> Portanto, como ampliação, propomos a atividade “A minha língua é a minha identidade”, em que os alunos compartilham expressões do seu cotidiano, refletindo sobre linguagem, cultura e pertencimento. Assim, essa vivência valoriza a fala dos estudantes da EJA e promove o respeito à pluralidade linguística.</p><p>&nbsp;</p><p><strong>Procedimento Metodológico:</strong></p><ul><li><p>Leitura coletiva dos textos literários: <em>Língua Portuguesa</em>, de Olavo Bilac, <em>Vai Ser Rimando</em>, de Emicida, e <em>Tana Kumuera Ymimiua</em> <em>(nossa língua ancestral)</em>, de Márcia Kambeba, com pausas para explicações e comentários.</p></li><li><p>Exibição da música <em>Vai Ser Rimando</em>, com apoio do livro didático, analisando vocabulário, expressões e o contexto social e cultural da canção.</p></li><li><p>Roda de conversa inicial, para que os alunos compartilhem impressões e dúvidas sobre os textos lidos e a música ouvida.</p></li><li><p>&nbsp;Realização do Jogo das Perguntas: os alunos sorteiam questões adaptadas do livro didático. A professora atua como mediadora, oferecendo dicas e pistas para facilitar a compreensão e promover a participação.</p></li><li><p>Reflexão sobre a diversidade linguística presente nos textos, incentivando os alunos a relatarem palavras e expressões que usam no dia a dia, além de situações em que presenciaram ou vivenciaram preconceito linguístico.</p></li><li><p>Criação de um mural coletivo “A minha língua é a minha identidade”, com gírias, expressões e formas de falar dos próprios alunos, valorizando suas identidades linguísticas e culturais.</p></li></ul><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p><strong>Perguntas adaptadas:</strong></p><p>1.Em qual dos textos o autor mostra orgulho de falar a língua portuguesa?<br><strong>Dica:</strong> Procure palavras como “doce”, “forte”, “viva”...</p><p>2.Em qual poema alguém está lutando para manter a própria língua viva?<br><strong>Dica:</strong> Veja o texto indígena. Qual é a mensagem que ele passa?</p><p>3.Em qual música o artista mostra que sabe brincar com as palavras, rimando com estilo?<br><strong>Dica:</strong> Ele é um rapper!</p><p>4.Em qual verso da música do Emicida ele conta que passou por momentos difíceis?<br><strong>Dica:</strong> Tente lembrar: ele fala de “dias de tormenta” ou algo parecido.</p><p>5.Em qual trecho do poema de Márcia Kambeba aparece tristeza ou dificuldade?<br><strong>Dica:</strong> Ela fala sobre a luta dos povos indígenas?</p><p>6.Olavo Bilac fala que a língua portuguesa faz barulho às vezes. Em qual verso ele diz isso?</p><p><strong>Dica:</strong> Procure um verso onde ele fala de um “grito” ou um “ronco”.</p><p>7.Qual dos textos tem palavras bem antigas da nossa língua, que quase não usamos mais?</p><p><strong>Dica:</strong> Veja se você encontra palavras diferentes, difíceis ou mais formais.</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-06 19:07:12 UTC</pubDate>
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         <title>8ª ESTAÇÃO - Gilene e Lara</title>
         <author>fernandaxavier12</author>
         <link>https://padlet.com/fernandaxavier12/AEJAEMESTACOES/wish/3481667008</link>
         <description><![CDATA[<p>LIVRO  DIDÁTICO: DIÁLOGOS  NA EJA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS/ETAPA VII ENSINO MÉDIO 2 </p><p>CAPÍTULO 10 - MULHERES NA LITERATURA 1 CAROLINA MARIA DE JESUS </p><p>Atividade formal escolhida: "APRENDENDO JUNTOS!" página 127 f e 128 v. </p><p><em>Adaptação da atividade:</em> </p><p><br></p><p><strong>Podcast</strong>: Batalha de Argumentos Sobre as Vozes que Resistem!</p><p><br></p><p>Objetivo geral:</p><p>Promover a análise crítica, a comparação entre textos e o desenvolvimento da oralidade por meio de uma dinâmica interativa, onde os estudantes defendem pontos de vista com base nas escritoras Carolina Maria de Jesus e Jarid Arraes.</p><p><br></p><p>Justificativa:</p><p>Ao explorar dois textos tão potentes, o diário de Carolina Maria de Jesus: Quarto de Despejo e o cordel sobre Aqualtune. Percebemos a riqueza de sentidos e questões sociais que ambos despertam. Por isso, pensamos em propor uma atividade que, mais do que interpretar os textos, provocasse os estudantes a se colocarem no lugar das personagens e refletirem sobre suas trajetórias, resistências e contextos históricos. A ideia é transformar o conteúdo em uma experiência viva de uma argumentação, com a escuta e a empatia.</p><p>Descrição da atividade:</p><p>Organizaremos a turma em duplas ou trios. Cada grupo ficará responsável por representar uma das personagens dos textos das autoras  (Carolina ou Jarid Arraes), defendendo sua importância histórica, cultural e simbólica com base nos textos trabalhados em sala. A proposta é clara: entrar numa “Batalha de Argumentos”, onde cada grupo usaria citações, ideias e reflexões extraídas das leituras para sustentar seus pontos de vista.</p><p>Os grupos terão um tempo para se preparar e construir seus argumentos, podendo usar o material didático, anotações e trechos dos textos. </p><p>• Iniciando a batalha: dois grupos se enfrentavam, e um grupo de jurados (composto por alguns alunos convidados) avaliará as falas com base em três critérios:</p><p>1. Clareza e estrutura do argumento;</p><p>2. Coerência com o texto-base;</p><p>3. Criatividade e envolvimento com a fala.</p><p>•Resultados e percepções:</p><p>A atividade será extremamente enriquecedora, especialmente por se sentirem representantes de figuras tão marcantes. A oralidade será exercitada de maneira espontânea, o pensamento crítico será estimulado e os próprios alunos passarão a reconhecer que, apesar de distantes no tempo, Carolina e Jarid Arraes compartilham laços profundos com a luta por dignidade, justiça e liberdade.</p><p>Além disso, será possível aprofundar discussões sobre temas como racismo, pobreza, ancestralidade, maternidade e resistência feminina, tudo de forma dialógica e participativa, gravando e publicando para diversos ouvintes.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-06 19:07:20 UTC</pubDate>
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