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      <title>Mulheres Importantes na minha visão by ANA CAROLINA SCOPEL RAMOS</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-07-30 19:02:22 UTC</pubDate>
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         <title>Tia Ciata </title>
         <author>anascopelramos</author>
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         <description><![CDATA[<p>Nascida no Recôncavo Baiano, em 1854, Hilária Batista de Almeida ainda jovem participou da fundação da Irmandade da Boa Morte e foi iniciada no Candomblé, na Casa de Bambochê da nação Ketu. Mudou-se para o Rio de Janeiro e continuou seus preceitos do santo, mais tarde tornou-se a primeira dama das comunidades negras da Pequena África e uma das responsáveis pela sedimentação do samba carioca.</p><p>Tia Ciata trabalhava constantemente a favor da comunidade negra, sempre deixando sua casa de portas abertas para incentivar, sobretudo, a cultura afro-brasileira. Com essa abertura, ela reunia músicos e compositores amadores para o que viria a se registrar como o samba carioca, ao lado de Pixinguinha, Donga, Heitor dos Prazeres, entre outros, numa época em que as rodas de samba eram proibidas. Assim, no final de 1916, “Pelo Telefone”, o primeiro samba registrado, foi composto na casa da Tia Ciata e tornou-se sucesso de Carnaval no ano seguinte.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-30 19:09:47 UTC</pubDate>
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         <title>Eliane Potiguara</title>
         <author>anascopelramos</author>
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         <description><![CDATA[<p>Primeira escritora indígena do Brasil, Eliane Potiguara teve seu amor pelas histórias despertado por sua avó, Maria de Lourdes de Souza. Sem uma educação formal, dona Lourdes tinha uma grande sabedoria sobre as histórias orais do seu povo. A história de Eliane, assim como a dos povos indígenas, também foi formada por episódios difíceis. Seu bisavô, o indígena potiguara Chico Solón de Souza, desapareceu por volta de 1920. Naquele tempo, a região do povo de Eliane era área de plantação de algodão, onde a mão de obra indígena era explorada, na Paraíba. Os indígenas que não aceitassem as condições podiam ser assassinados e suas famílias sofriam perseguição.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-30 19:14:52 UTC</pubDate>
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         <title>Dandara dos Palmares</title>
         <author>anascopelramos</author>
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         <description><![CDATA[<p>Dandara dos Palmares tem seu nome inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, que fica no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília. A inclusão aconteceu em 2019 e veio 22 anos depois que o marido, Zumbi do Palmares, teve seu nome incluído no mesmo livro oficial.<br><br>Dandara e Luiza Mahin, identificada como líder da Revolta dos Malês na Bahia e mãe de Luís Gama, um dos principais abolicionistas do Império, foram as duas primeiras mulheres negras a receberem a honraria. Antes delas, havia apenas duas mulheres na lista, Ana Néri, pioneira da enfermagem no Brasil, e Anita Garibaldi, que participou da Revolução Farroupilha e do processo de unificação da Itália.<br><br>Companheira de Zumbi dos Palmares, Dandara foi reconhecida como guerreira e estrategista na defesa do Quilombo dos Palmares. Considerado o maior símbolo da resistência negra no Brasil, o Quilombo dos Palmares era refúgio para os povos que lutavam contra a escravização no século 17. Localizado na Serra da Barriga, em União dos Palmares, no então estado de Pernambuco (hoje majoritariamente área de Alagoas), é atualmente patrimônio internacional.<br><br>O Dia Nacional da Consciência Negra é celebrado na data da morte de Zumbi, assassinado em 20 de novembro de 1695. O Quilombo dos Palmares foi tombado pelo Iphan como Patrimônio Histórico, Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico em 1985 e, em 2017, a localidade recebeu o título de Patrimônio Cultural do Mercosul.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-30 19:18:02 UTC</pubDate>
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         <title>Cecília Meireles </title>
         <author>anascopelramos</author>
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         <description><![CDATA[<p>Uma das maiores poetas brasileiras, traduzida para idiomas como hindi e urdu, Cecília Meireles nasceu em 1901, no Rio de Janeiro. Filha de um bancário e de uma professora, única sobrevivente dos quatro filhos do casal, perdeu o pai três meses antes do nascimento, e a mãe três anos depois. Acabou sendo criada pela avó materna, Jacinta Garcia Benevides.<br><br>Uma cena lembrada por Ulisses Infante, professor de literatura da Unesp de São José do Rio Preto, em reportagem do jornal O Estado de S.Paulo: no intervalo das aulas da Escola Normal, no Rio, em 1915, uma das alunas decidiu declamar um soneto de Olavo Bilac e foi repreendida pelo inspetor de alunos e, depois, pelo diretor. Diante da ameaça de castigo, as alunas saíram em defesa da colega. Na edição de 19 de junho de O Século, o nome da garota Cecília Meirelles (mais tarde ela tiraria um ‘l’ do sobrenome) aparece na primeira página. Aos 14 anos, tomou partido na briga escolar por direitos e respeito. Direitos, incluindo o direito das mulheres, sempre foram caros à poeta – uma das fundadoras da Legião da Mulher Brasileira.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-30 19:21:48 UTC</pubDate>
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         <title>Ana Néri </title>
         <author>anascopelramos</author>
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         <description><![CDATA[<p>Ana Justina Ferreira Néri (1814 –1880) nasceu na vila de Cachoeira do Paraguaçu, na Bahia. Mesmo sem formação profissional, já que, na época, os cuidados com os doentes eram realizados por religiosas, é considerada a pioneira da enfermagem no Brasil. A primeira escola oficial de enfermagem do Brasil, hoje Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fundada por Carlos Chagas em 1923, recebeu seu nome em 1926. Ana casou-se aos 23 anos com o capitão-de-fragata Isidoro Antônio Néri. Viúva aos 29 anos, dedicou-se à educação de seus três filhos: Justiniano e Antônio Pedro, que se formaram em Medicina, e Isidoro Antônio, que se tornou militar. Ao se iniciar a Guerra do Paraguai (1864-1870), seus três filhos se incorporaram como voluntários às fileiras do Exército. Com a partida deles para a região do conflito, Ana escreve ao governador da Bahia, oferecendo-se para ajudar nos hospitais do Rio Grande do Sul. Sem esperar a resposta, embarcou junto com o exército de voluntários no dia 13 de agosto se 1865. Apesar das grandes dificuldades, como a falta de condições de trabalho, de higiene e de materiais, além do grande número de soldados que precisavam de atendimento médico, destacou-se como enfermeira dedicada. Na capital do Paraguai, sitiada pelo Exército Brasileiro, Ana Néri montou uma enfermaria modelo utilizando-se de recursos financeiros herdados da família. Em 1938, o presidente Getúlio Vargas instituiu o dia 12 de maio como Dia do Enfermeiro em sua homenagem. A data marca o nascimento de outra pioneira da enfermagem, a britânica Florence Nightingale. Morreu em 20 de maio de 1880, aos 65 anos de idade, no Rio de Janeiro. Após sua morte, ainda ocorreram diversas homenagens, dentre elas em 1919, pela Liga das Sociedades da Cruz Vermelha, em Paris, que a reconheceu como pioneira da Enfermagem Brasileira e precursora da Cruz Vermelha Brasileira. Foi criado em Salvador, no Pelourinho, o Museu Ana Néri, para homenagear a ilustre baiana, e resgatar, ao mesmo tempo, a história da enfermagem brasileira do século 19 até a atualidade. Em 2009, Ana Néri foi a primeira mulher a ter o nome inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, que fica no Panteão da Liberdade e da Democracia, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, inaugurado em 1986, em memória do ex-presidente Tancredo Neves.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-30 19:23:59 UTC</pubDate>
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