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      <title>Poesia virtual by Carla Pinto Coelho</title>
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      <description>21 de Março - Dia Mundial da Poesia - Escola Secundária Rainha Dona Amélia</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-03-15 10:30:06 UTC</pubDate>
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         <title>A selva é redonda</title>
         <author>cpcoelhoport</author>
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         <description><![CDATA[<p>Os macacos comem bananas porque</p><p>era a fruta que tinham mais à mão.</p><p>Se tivessem mais à mão morangos, os</p><p>macacos comeriam na mesma bananas,</p><p>porque os morangos são muito difíceis de</p><p>descascar. As bananas são comidas por</p><p>macacos porque são os animais com mais</p><p>mãos que têm ali à mão. As bananas não</p><p>têm mãos mas têm casca, que é uma espécie</p><p>de mão à volta da banana. As bananas prefe-</p><p>riam ter mãos mas saiu-lhes antes casca.</p><p>Ser casca não deve ser fácil, passar a vida</p><p>a ser deitado fora. Os árbitros de futebol</p><p>têm duas mãos, uma para cada cartão.</p><p>Os macacos também arbitram as bananas,</p><p>comendo-as. Os macacos não mostram</p><p>os cartões às esposas. Preferem seduzi-las</p><p>usando a inteligência. Não sei como vim</p><p>parar à selva. Talvez tenha corrido demais</p><p>atrás da bola.</p><p><br/></p><p>Rui Costa</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 10:39:40 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Uma palavra morre<br>Quando é dita –<br>Dir-se-ia –<br>Pois eu digo<br>Que ela nasce<br>Nesse dia</p><p><br/></p><p>Emily Dickinson</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 18:00:55 UTC</pubDate>
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         <title>Instante </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A cena é muda e breve:<br>Num lameiro,<br>um cordeiro<br>a pastar ao de leve;<br>Embevecida,<br>a mãe ovelha deixa de remoer;<br>E a vida<br>pára também, a ver.</p><p><br/></p><p>Miguel Torga</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-16 18:46:35 UTC</pubDate>
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         <title>E azul e branca essa bandeira avança... (André Sousa 11ºC2)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><em>Dúvida? Não, mas luz, realidade e o sonho que, na luta, amadurece. O de tornar maior esta Cidade. Eis o desejo que traduz a prece. Só quem não sente o ardor da juventude poderá vê-la, de olhos descuidados. Porto - palavra exacta, nunca ilude. Renasce, nela, a ala dos namorados!&nbsp;</em><strong><em>Deram tudo por nós estes atletas.</em></strong><em>&nbsp;Seu trajo tem a cor das próprias veias e a brancura das asas dos poetas... Ó fé de que andam nossas almas cheias... Não há derrotas quando é firme o passo. Ninguém fala em perder! Ninguém recua... E a mocidade invicta em cada abraço a si mais nos estreita. A Pátria é sua. E, de hora a hora, cresce o baluarte! Lembro a Torre dos Clérigos, às vezes... Um anjo dá sinal quando ele parte... São sempre heróis! São sempre Portugueses!&nbsp;</em><strong><em>E, azul e branca, essa bandeira avança... Azul, branca, indomável, imortal, como não pôr no Porto uma esperança se "daqui houve nome Portugal"?</em></strong></p><p><br/></p><p><strong><em>Pedro Homem de Mello</em></strong></p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-17 14:09:04 UTC</pubDate>
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         <title>As Pessoas Sensíveis</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>As pessoas sensíveis não são capazes<br>De matar galinhas<br>Porém são capazes<br>De comer galinhas<br><br>O dinheiro cheira a pobre e cheira<br>À roupa do seu corpo<br>Aquela roupa<br>Que depois da chuva secou sobre o corpo<br>Porque não tinham outra<br>O dinheiro cheira a pobre e cheira<br>A roupa<br>Que depois do suor não foi lavada<br>Porque não tinham outra<br><br>«Ganharás o pão com o suor do teu rosto»<br>Assim nos foi imposto<br>E não:<br>«Com o suor dos outros ganharás o pão»<br><br>Ó vendilhões do templo<br>Ó construtores<br>Das grandes estátuas balofas e pesadas<br>Ó cheios de devoção e de proveito<br><br>Perdoai-lhes Senhor<br>Porque eles sabem o que fazem</p><p><br/></p><p>-Sophia de Mello Breyner</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-17 16:02:06 UTC</pubDate>
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         <title>P’ra Frente É Que É Lisboa</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Ergo-me da cama que me aquece<br>Que me prende<br>Que me trama se me chama pra dormir<br>Saio sem demora, já é hora de no escuro<br>Lá de fora o sol resolver surgir</p><p>E acordo sonolento, rabugento<br>Ruminando um lamento por ter de ir trabalhar<br>Mas penso positivo e concluo que estar vivo<br>É motivo mais que bom pra me animar</p><p>E então saio de rompante, torno-me mais confiante<br>Vendo o dia amanhecer<br>Escolho o meu melhor sorriso, e aceito o improviso<br>Que o meu dia vai trazer</p><p><br/></p><p>Fotografia do Pixabay</p><p>Excerto de uma música d’<em>Os Quatro e Mei</em>a</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-17 16:39:05 UTC</pubDate>
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         <title>Não digas nada!</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Não digas nada!</p><p>Nem mesmo a verdade</p><p>Há tanta suavidade em nada se dizer</p><p>E tudo se entender -</p><p>Tudo metade</p><p>De sentir e de ver...</p><p>Não digas nada</p><p>Deixa esquecer</p><p><br/></p><p>Talvez que amanhã</p><p>Em outra paisagem</p><p>Digas o que foi vã</p><p>Toda essa viagem</p><p>Até onde quis</p><p>Ser quem me agrada...</p><p>Mas ali fui feliz</p><p>Não digas nada.</p><p><br/></p><p>Fernando Pessoa, Cancioneiro.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-17 16:41:34 UTC</pubDate>
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         <title>Todas as cartas de amor são ridículas </title>
         <author>beatrizsilva2006</author>
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         <description><![CDATA[<p>Todas as cartas de amor são<br>Ridículas.<br>Não seriam cartas de amor se não fossem<br>Ridículas.</p><p>Também escrevi em meu tempo cartas de amor,<br>Como as outras,<br>Ridículas.</p><p>As cartas de amor, se há amor,<br>Têm de ser<br>Ridículas.</p><p>Mas, afinal,<br>Só as criaturas que nunca escreveram<br>Cartas de amor<br>É que são<br>Ridículas.</p><p>Quem me dera no tempo em que escrevia<br>Sem dar por isso<br>Cartas de amor<br>Ridículas.</p><p>A verdade é que hoje<br>As minhas memórias<br>Dessas cartas de amor<br>É que são<br>Ridículas.</p><p>(Todas as palavras esdrúxulas,<br>Como os sentimentos esdrúxulos,<br>São naturalmente<br>Ridículas.)</p><p><br/></p><p>-Fernando Pessoa </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-17 22:52:50 UTC</pubDate>
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         <title>“Se eu pudesse trincar a terra toda” de Fernando Pessoa </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Se eu pudesse trincar a terra toda<br>E sentir-lhe um paladar,<br>Seria mais feliz um momento...<br>Mas eu nem sempre quero ser feliz.<br>É preciso ser de vez em quando infeliz<br>Para se poder ser natural...<br><br>Nem tudo é dias de sol,<br>E a chuva, quando falta muito, pede-se.<br>Por isso tomo a infelicidade com a felicidade<br>Naturalmente, como quem não estranha<br>Que haja montanhas e planícies<br>E que haja rochedos e erva...<br><br>O que é preciso é ser-se natural e calmo<br>Na felicidade ou na infelicidade,<br>Sentir como quem olha,<br>Pensar como quem anda,<br>E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,<br>E que o poente é belo e é bela a noite que fica...<br>Assim é e assim seja...</p><p><br/></p><p>Maria Guinapo 11 C2 </p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-18 14:08:04 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Eduardo salema </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A ler depressa e devagar, que beleza há na nossa língua escrita. </p><p>Desigual, livro doce e terno e violento, as palavras são leves e pesadas, puro na inocência terrível nas zonas sombrias da natureza humana.- Afonso Reis Cabral </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-18 20:56:08 UTC</pubDate>
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         <title>Quando vier a primavera</title>
         <author>cpcoelhoport</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-03-19 11:17:24 UTC</pubDate>
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         <title>Os bons vi sempre passar</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Ao desconcerto do mundo<br><br>Os bons vi sempre passar<br>No mundo graves tormentos;<br>E para mais me espantar,<br>Os maus vi sempre nadar<br>Em mar de contentamentos.<br>Cuidando alcançar assim<br>O bem tão mal ordenado,<br>Fui mau, mas fui castigado:<br>Assim que só para mim<br>Anda o mundo concertado</p><p><br/></p><p>-Luís de Camões</p><p><br/></p><p>Joana Cordeiro 11.ºC2</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-19 16:18:17 UTC</pubDate>
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         <title>Olá Solidão</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Eu já fui assim<br>Tão focado em mim<br>Sem querer conselhos de ninguém</p><p>Fiz das nuvens lar<br>Saltei sem olhar<br>Crendo que no fim sairia tudo bem</p><p>Fiz bandeira de um velho ditado<br>Melhor só que mal acompanhado<br>Nem pensava em apoiar os pés no chão<br>Olá, solidão</p><p><br/></p><p>Fotografia Pixabay</p><p>Excerto de <em>Olá Solidão</em>, d’<em>Os Quatro e Meia</em></p><p><br/></p><p>Francisca Mascarenhas, 11°E1</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-19 16:21:50 UTC</pubDate>
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         <title>Amar </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Amar é desejar o sofrimento </p><p>E contentar-se só de ter sofrido,</p><p> Sem um suspiro vão, sem um gemido, </p><p>No mal mais doloroso e mais cruento.</p><p><br/></p><p>É vagar desta vida tão isento </p><p>É deste mundo enfim tão esquecido, </p><p>É pôr o seu cuidar num só sentido </p><p>E todo o seu sentir num só tormento.&nbsp;</p><p><br/></p><p>É nascer qual humilde carpinteiro, </p><p>De rudes pescadores rodeado, Caminhando ao suplício derradeiro.</p><p><br/></p><p>É viver sem carinho nem agrado, </p><p>É ser enfim vendido por dinheiro</p><p> E entre ladrões morrer crucificado.</p><p><br/></p><p>Amar Almeida Garret</p><p>Maria Pais 11E1</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-19 17:57:41 UTC</pubDate>
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         <title>Ama as tuas rosas.
</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Segue o teu destino,<br>Rega as tuas plantas,<br>Ama as tuas rosas.<strong><br>&nbsp;</strong>O resto é a sombra<br>De árvores alheias.</p><p><br/></p><p>A realidade<br>Sempre é mais ou menos<br>Do que nós queremos.<br>Só nós somos sempre<br>Iguais a nós-próprios.</p><p><br/></p><p>Suave é viver só.<br>Grande e nobre é sempre<br>Viver simplesmente.<br>Deixa a dor nas aras<br>Como ex-voto aos deuses.</p><p><br/></p><p>Vê de longe a vida.<br>Nunca a interrogues.<br>Ela nada pode<br>Dizer-te. A resposta<br>Está além dos Deuses.</p><p><br/></p><p>Mas serenamente<br>Imita o Olimpo<br>No teu coração.<br>Os deuses são deuses<br>Porque não se pensam.</p><p><br/></p><p>Ricardo Reis</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-20 17:04:47 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Vem viver a vida, amor<br>Que o tempo que passou<br>Não volta, não<br>Sonhos que o tempo apagou<br>Mas para nós ficou<br>Esta canção</p><p><br/></p><p>José Cid</p><p><br/></p>]]></description>
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         <title>EM TODOS OS JARDINS </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Em todos os jardins hei-de florir,<br>Em todos beberei a lua cheia,<br>Quando enfim no meu fim eu possuir<br>Todas as praias onde o mar ondeia.<br><br>Um dia serei eu o mar e a areia,<br>A tudo quanto existe me hei-de unir,<br>E o meu sangue arrasta em cada veia<br>Esse abraço que um dia se há-de abrir.<br><br>Então receberei no meu desejo<br>Todo o fogo que habita na floresta<br>Conhecido por mim como num beijo.<br><br>Então serei o ritmo das paisagens,<br>A secreta abundância dessa festa<br>Que eu via prometida nas imagens.</p><p><br/></p><p><br/></p><p>Sophia de Mello Breyner </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-20 18:26:31 UTC</pubDate>
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         <title>Porto sentido, Rui Veloso </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Quem vem e atravessa o rio</p><p>Junto à Serra do Pilar</p><p>Vê um velho casario</p><p>Que se estende até ao mar</p><p>Quem te vê ao vir da ponte</p><p>És cascata são-joanina</p><p>Erigida sobre um monte</p><p>No meio da neblina</p><p>Por ruelas e calçadas</p><p>Da Ribeira até à Foz</p><p>Por pedras sujas e gastas</p><p>E lampiões tristes e sós</p><p>E esse teu ar grave e sério</p><p>Num rosto e cantaria</p><p>Que nos oculta o mistério</p><p>Dessa luz bela e sombria</p><p>Ver-te assim abandonado</p><p>Nesse timbre pardacento</p><p>Nesse teu jeito fechado</p><p>De quem mói um sentimento</p><p>E é sempre a primeira vez</p><p>Em cada regresso à casa</p><p>Rever-te nessa altivez</p><p>De milhafre ferido na asa</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-20 20:15:23 UTC</pubDate>
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         <title>Da Minha Aldeia, Alberto Caeiro</title>
         <author>09492</author>
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         <description><![CDATA[<p>Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...<br>Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer<br>Porque eu sou do tamanho do que vejo<br>E não do tamanho da minha altura.</p><p><br/></p><p>Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa)</p><p><br/></p><p>Imagem- Pixabay</p><p>Maria do Carmo Carvalho, 11ºE1</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-20 20:18:54 UTC</pubDate>
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         <title>“Muitas mais virão”</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Outra vez nesta sala<br>Mais uma a ver se vou falar<br>Sobre esta dor que me cala<br>E se é razão pra me enganar<br>Uso a palavra bengala<br>Talvez ajude a progredir<br>Se houver entrada à pala<br>Mais tarde alguém acaba por vir<br>E se esta canção te embala<br>Vai dormir</p><p>Percebi no Natal<br>A festa acontece com a malta a chorar<br>Dei-me conta do mal<br>Que fez a cabeça querer desatinar<br>Pus o pé no pedal<br>Na emergência de quem quer fugir<br>Sem ser muito vocal<br>É sempre possível continuar a fingir</p><p>Pois outras mais virão<br>Muitas mais virão<br>Nunca 'tás à espera<br>Muitas mais virão<br>Muitas mais virão</p><p>Enquanto há tempo<br>Fazemos a festa<br>Fachada desta nossa tristeza<br>Há-de haver festa<br>Num sítio onde a malta se possa juntar<br>Fazemos a festa<br>Com gente cheia desta tristeza<br>Há-de haver festa<br>Até se for pra 'tar a chorar</p><p>No meio das palavras mais sinceras<br>Algumas nunca chegam a soar</p><p>Outra vez nesta sala<br>E agora vais me ouvir falar<br>Não é o amor que me cala<br>Nem é razão pra me enganar<br>Uma patada abismal<br>No peito dos putos, atirados ao chão<br>Agora 'tamos de pé<br>E julgamos 'tar livres desta contradição</p><p>Mas muitas mais virão<br>Muitas mais virão<br>Nunca 'tás à espera<br>Muitas mais virão<br>Muitas mais virão<br>Que não viessem<br>Quem me dera<br>Muitas mais virão<br>Muitas mais virão</p><p>Enquanto há tempo<br>Fazemos a festa<br>Fachada desta nossa tristeza<br>Há-de haver festa<br>Num sítio onde a malta se possa juntar<br>Fazemos a festa<br>Com gente cheia desta tristeza<br>Há-de haver festa<br>Até se for pra 'tar a chorar<br>Há-de haver festa<br>Fachada desta nossa tristeza<br>Há-de haver festa<br>Até se for pra 'tar a chorar</p><p><br/></p><p>Capitão Fausto “Muitas mais virão”</p><p>Madalena Cavaleiro 11 H1</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-20 20:26:22 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/cpcoelhoport/m5y6l9tohb1aecgt/wish/3375556384</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>A MULHER</strong></p><p><br/></p><p>"Ó Mulher! Como és fraca e como és forte!</p><p>Como sabes ser doce e desgraçada!</p><p>Como sabes fingir quando em teu peito</p><p>A tua alma se estorce amargurada!</p><p>Quantas morrem saudosa duma imagem.</p><p>Adorada que amaram doidamente!</p><p>Quantas e quantas almas endoidecem</p><p>Enquanto a boca rir alegremente!</p><p>Quanta paixão e amor às vezes têm</p><p>Sem nunca o confessarem a ninguém</p><p>Doce alma de dor e sofrimento!</p><p>Paixão que faria a felicidade.</p><p>Dum rei; amor de sonho e de saudade,</p><p>Que se esvai e que foge num lamento!"</p><p><br/></p><p>Florbela Espanca</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-20 21:08:40 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Mar português</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Ó mar salgado, quanto do teu sal<br>São lágrimas de Portugal!<br>Por te cruzarmos, quantas mães choraram,<br>Quantos filhos em vão rezaram!<br>Quantas noivas ficaram por casar<br>Para que fosses nosso, ó mar!</p><p>Valeu a pena? Tudo vale a pena<br>Se a alma não é pequena.<br>Quem quer passar além do Bojador<br>Tem que passar além da dor.<br>Deus ao mar o perigo e o abismo deu,<br>Mas nele é que espelhou o céu.</p><p><br></p><p>Fernando Pessoa</p><p><br></p><p>Matilde Ramos, 11ºE1</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-20 21:50:03 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Medo Do Medo</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/cpcoelhoport/m5y6l9tohb1aecgt/wish/3375599933</link>
         <description><![CDATA[<p>Eu não gosto de ir dormir triste<br>Sei lá, não sei<br>Tenho medo da minha cabeça<br>No escuro pensando sem parar</p><p><br/></p><p>Sem parar me levar pra bem longe<br>Onde eu não sei<br>Encontrar meu caminho de volta<br>Chegar onde o medo vai reinar</p><p><br/></p><p>Se o medo então reinar e eu me paralisar<br>Não sei o que vem depois<br>Não sei se vou respirar<br>Será que vou sorrir outra vez?</p><p><br/></p><p>Medo do medo, pavor<br>Será disfarce da dor?</p><p><br/></p><p>Excerto da música <em>Medo do Medo</em> de O Terno</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-20 22:02:36 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Homem do Leme</title>
         <author>carol08machado</author>
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         <description><![CDATA[<p>No fundo do mar<br>Jazem os outros os que lá ficaram<br>Em dias cinzentos<br>Descanso eterno lá encontraram</p><p>E mais que uma onda, mais que uma maré<br>Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé<br>Mas vogando à vontade, rompendo a saudade<br>Vai quem já nada teme, vai o homem do leme</p><p>E uma vontade de rir nasce do fundo do ser<br>E uma vontade de ir correr o mundo e partir<br>A vida é sempre a perder</p><p><br/></p><p>Excerto da música “Homem do Leme” de Xutos &amp; Pontapés</p><p><br/></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-20 22:51:21 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A Terra Gira</title>
         <author>peraltacarvalhomargarida</author>
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         <description><![CDATA[<p>Eu não sei<br>Nem como, nem quando, aqui cheguei<br>Sem saber<br>Dou por mim a viver a correr</p><p>E o mundo segue<br>Sem olhar para nós<br>Queremos tudo<br>Mas vivemos tudo a sós</p><p>A terra gira em contramão<br>Ficamos tontos sem direção<br>Corremos até nos faltar o ar<br>E a vida vai ficando para depois<br>E continuamos os dois a sonhar</p><p><br></p><p>Fotografia Pixabay</p><p>Excerto de <em>A Terra Gira</em>, d'<em>Os Quatro e Meia</em></p><p><br></p><p>Margarida Peralta, 11ºE1</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-20 22:54:45 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Silêncio e tanta gente </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/cpcoelhoport/m5y6l9tohb1aecgt/wish/3376356432</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>Às vezes é no meio do silêncio</p><p>Que descubro o amor em teu olhar</p><p>É uma pedra</p><p>É um grito</p><p>Que nasce em qualquer lugar</p><p>Às vezes é no meio de tanta gente</p><p>Que descubro afinal aquilo que sou</p><p>Sou um grito</p><p>Ou sou uma pedra</p><p>De um lugar onde não estou</p><p>Às vezes sou o tempo que tarda em passar</p><p>E aquilo em que ninguém quer acreditar</p><p>Às vezes sou também</p><p>Um sim alegre</p><p>Ou um triste não</p><p>E troco a minha vida por um dia de ilusão</p><p>E troco a minha vida por um dia de ilusão</p><p>Às vezes é no meio do silêncio</p><p>Que descubro as palavras por dizer</p><p>É uma pedra</p><p>Ou é um grito</p><p>De um amor por acontecer</p><p>Às vezes é no meio de tanta gente</p><p>Que descubro afinal p'ra onde vou</p><p>E esta pedra</p><p>E este grito</p><p>São a história d'aquilo que sou</p><p>Às vezes sou o tempo que tarda em passar</p><p>E aquilo em que ninguém quer acreditar</p><p>Às vezes sou também</p><p>Um sim alegre</p><p>Ou um triste não</p><p>E troco a minha vida por um dia de ilusão</p><p>E troco a minha vida por um dia de ilusão</p><p>Às vezes sou o tempo que tarda em passar</p><p>E aquilo em que ninguém quer acreditar</p><p>Às vezes sou também</p><p>Um sim alegre</p><p>Ou um triste não</p><p>E troco a minha vida por um dia de ilusão</p><p>E troco a minha vida por um dia de ilusão</p><p><br></p><p>Maria Guinot</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 08:34:45 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>96dr8pz6yc</author>
         <link>https://padlet.com/cpcoelhoport/m5y6l9tohb1aecgt/wish/3376362857</link>
         <description><![CDATA[<p>Sou composta por urgências:<br>minhas alegrias são intensas;<br>minhas tristezas, absolutas.<br>Entupo-me de ausências,<br>Esvazio-me de excessos.<br>Eu não caibo no estreito,<br>eu só vivo nos extremos.</p><p>Pouco não me serve,<br>médio não me satisfaz,<br>metades nunca foram meu forte!</p><p>Todos os grandes e pequenos momentos,<br>feitos com amor e com carinho,<br>são pra mim recordações eternas.<br>Palavras até me conquistam temporariamente…<br>Mas atitudes me perdem ou me ganham para sempre.</p><p>Suponho que me entender<br>não é uma questão de inteligência<br>e sim de sentir,<br>de entrar em contato…<br>Ou toca, ou não toca</p><p>Autora:</p><p>Clarice Lispector</p><p><br/></p><p>Eu: Duane Francisco. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 08:40:39 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Liberdade</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/cpcoelhoport/m5y6l9tohb1aecgt/wish/3376363478</link>
         <description><![CDATA[<p>Aqui nesta praia onde</p><p>Não há nenhum vestígio de impureza,</p><p>Aqui onde há somente</p><p>Ondas tombando ininterruptamente,</p><p>Puro espaço e lúcida unidade,</p><p>Aqui o tempo apaixonadamente</p><p>Encontra a própria liberdade.</p><p><br/></p><p>Sophia de Mello Breyner Andresen</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 08:41:18 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>“O amor é um fogo que arde sem se ver”</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/cpcoelhoport/m5y6l9tohb1aecgt/wish/3376376118</link>
         <description><![CDATA[<blockquote><p>“Amor é fogo que arde sem se ver,<br>é ferida que dói, e não se sente;<br>é um contentamento descontente,<br>é dor que desatina sem doer.<br><br>É um não querer mais que bem querer;<br>é um andar solitário entre a gente;<br>é nunca contentar-se de contente;<br>é um cuidar que ganha em se perder.<br><br>É querer estar preso por vontade;<br>é servir a quem vence, o vencedor;<br>é ter com quem nos mata, lealdade.<br><br>Mas como causar pode seu favor<br>nos corações humanos amizade,<br>se tão contrário a si é o mesmo Amor”</p><p><br/></p><p>-Luís Vás de Camões <br></p></blockquote><p><br/></p><p>Ana Rita de Oliveira </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 08:53:54 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/cpcoelhoport/m5y6l9tohb1aecgt/wish/3376418155</link>
         <description><![CDATA[<p>Quando vier a primavera,<br>Se eu já estiver morto,<br>As flores florirão da mesma maneira<br>E as árvores não serão menos verdes que na primavera passada.<br>A realidade não precisa de mim.</p><p>Sinto uma alegria enorme<br>Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.</p><p>Se soubesse que amanhã morria<br>E a primavera era depois de amanhã,<br>Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.<br>Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?<br>Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;<br>E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.<br>Por isso, se morrer agora, morro contente,<br>Porque tudo é real e tudo está certo.</p><p>Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.<br>Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.<br>Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.<br>O que for, quando for, é que será o que é.</p><p>Alberto Caeiro.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 09:37:23 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/cpcoelhoport/m5y6l9tohb1aecgt/wish/3376424109</link>
         <description><![CDATA[<p>Ser poeta é ser mais alto, é ser maior<br>Do que os homens! Morder como quem beija!<br>É ser mendigo e dar como quem seja<br>Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!<br><br>É ter de mil desejos o esplendor<br>E não saber sequer que se deseja!<br>É ter cá dentro um astro que flameja,<br>É ter garras e asas de condor!<br><br>É ter fome, é ter sede de Infinito!<br>Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...<br>é condensar o mundo num só grito!<br><br>E é amar-te, assim, perdidamente...<br>É seres alma, e sangue, e vida em mim<br>E dizê-lo cantando a toda a gente!</p><p><br/></p><p>Florbela Espanca</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 09:42:59 UTC</pubDate>
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         <title>Canção de Engate</title>
         <author>franciscaleitebarreto</author>
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         <description><![CDATA[<p>Tu que buscas companhia</p><p>E eu que busco quem quiser</p><p>Ser o fim desta energia</p><p>Ser o corpo de prazer</p><p>Ser o fim de mais um dia</p><p><br/></p><p>Tu continuas à espera</p><p>Do melhor que já não vem</p><p>E a esperança foi encontrada</p><p>Antes de ti por alguém</p><p>E eu sou melhor que nada</p><p><br/></p><p>Excerto do poema da Canção de Engate de António Variações</p><p><br/></p><p>Francisca Barreto </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 09:54:27 UTC</pubDate>
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         <title>“ A tua cor favorita”</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>“A cor azul veio de repente e trouxe-me uma imensa tranquilidade,</p><p>que com o passar do tempo,</p><p>se tornou muito mais que uma simples amizade.</p><p><br/></p><p>A cor azul fazia-me lembrar o mar,</p><p>e com o tempo ensinou-me o significado do que é amar.</p><p>O meu porto seguro,</p><p>do qual eu verdadeiramente nunca me quis separar.</p><p><br/></p><p>O som das suas gargalhadas,</p><p>faziam-me lembrar o som das ondas do mar,</p><p>as quais eu podia ficar horas a ouvir</p><p>e me iria para sempre lembrar.</p><p><br/></p><p>Azul como o céu,</p><p>que volta e meia tem umas nuvem para o perturbar,</p><p>mas mesmo assim nunca desiste de brilhar.</p><p><br/></p><p>Azul como a segurança,</p><p>que mesmo depois de tudo nunca me deixou perder a esperança.</p><p>E que sempre me fez sentir como uma criança.”</p><p><br/></p><p>AR</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 10:26:52 UTC</pubDate>
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         <title>Frankenstein </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>“Repousamos; um sonho pode envenenar-nos o sono.</p><p>Levantamos-nos; um pensamento desgarrado estraga-nos o dia. </p><p>Sintamos, idealizamos ou raciocinemos; riamos ou choremos, </p><p>Abracemos a angústia ou expulsamos para longe os cuidados. </p><p>Tanto faz! Trate-se de júbilo ou de mágoa, </p><p>O caminho para a sua partida está sempre livre. </p><p>O Ontem do Homem pode nunca ser igual ao seu Amanhã;</p><p>Nada é imutável, a não ser a mutabilidade!” </p><p><br></p><p>Frankenstein, Mary Shelley </p><p>Editora Relógio D’Água, pág 96</p><p><br></p><p>Diana Barreto, 11C2 n 7</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 15:02:16 UTC</pubDate>
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         <title>Meninos e Meninas </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Todos já vimos</p><p>nos livros, nos jornais, no cinema e na televisão </p><p>retratos de meninas e meninos</p><p>a defender a liberdade de armas na mão</p><p>Todos já vimos</p><p>nos livros, nos jornais, no cinema e na televisão </p><p>retratos de cadáveres de meninos e meninas</p><p>que morreram a defender a liberdade de armas na mão</p><p>Todos já vimos!</p><p>E estão?</p><p>-Fernando Sylvan</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 18:55:02 UTC</pubDate>
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         <title>O sentimento de um ocidental </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Maria Beatriz Pinho 11E1</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 22:21:36 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Conto a conta-gotas o tempo que passa<br>Vejo o Sol lá fora fazendo pirraça<br>Já são quatro e meia está quase na hora<br>De fechar a loja para dar o fora</p><p>Saio para a rua<br>E no vento morno<br>Sinto o cheiro a pão<br>Saindo do forno</p><p>Oiço as sirenes<br>Motores e buzinas<br>Junto à paragem<br>Conversam as meninas</p><p>Sabe-me tão bem<br>Sentar na esplanada<br>A olhar o mundo sem pensar em nada<br>Espreguiçar um pouco<br>Beber uma cola<br>Ver a garotada a jogar à bola</p><p>Sabe-me tão bem<br>Sentar na esplanada<br>A olhar o mundo sem pensar em nada<br>Espreguiçar um pouco<br>Beber uma cola<br>Ver a garotada a jogar à bola</p><p>Só quero, sentir o Sol (sentir o Sol)<br>Sentir o Sol<br>Só quero, sentir o Sol (sentir o Sol)<br>Sentir o Sol</p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p>Excerto de uma música d’Os Quatro e Meia</p><p>Teresa Santos 11°E1</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 23:21:56 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>«Ouviram o que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Mas eu digo-vos: Não resistam a quem vos fizer mal. Se alguém te bater na face direita, apresenta-lhe também a outra. Se alguém te quiser levar a tribunal para te tirar a camisa, dá-lhe também o casaco. Se alguém te obrigar a levar alguma coisa até a um quilómetro de distância, acompanha-o dois quilómetros. Se alguém te pedir qualquer coisa, dá-lha; e a quem te pedir emprestado não lhe voltes as costas.»</p><p><br/></p><p>Bíblia, Mateus 5:38</p><p>Leonor Rodrigues 11⁰C2</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-22 14:10:54 UTC</pubDate>
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         <title>Pedra Filosofal</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Eles não sabem que o sonho</p><p>é uma constante da vida </p><p>tão concreta e definida</p><p>como outra coisa qualquer,</p><p>como esta pedra cinzenta</p><p>em que me sento e descanso, </p><p>como este ribeiro manso, </p><p>em serenos sobressaltos </p><p>como estes pinheiros altos </p><p>que em verde e ouro se agitam </p><p>como estas aves que gritam </p><p>em bebedeiras de azul. </p><p><br/></p><p>Eles não sabem que o sonho</p><p>é vinho, é espuma, é fermento, </p><p>bichinho álacre e sedento, </p><p>de focinho pontiagudo, </p><p>que fossa através de tudo </p><p>num perpétuo movimento. </p><p><br/></p><p>Eles não sabem que o sonho</p><p>é tela, é cor, é pincel, </p><p>base, fuste, capitel. </p><p>arco em ogiva, vitral, </p><p>pináculo de catedral, </p><p>contraponto, sinfonia, </p><p>máscara grega, magia, </p><p>que é retorta de alquimista, </p><p>mapa do mundo distante, </p><p>rosa dos ventos, Infante,</p><p>caravela quinhentista,</p><p>que é Cabo da Boa Esperança, </p><p>ouro, canela, marfim, </p><p>florete de espadachim, </p><p>bastidor, passo de dança., </p><p>Colombina e Arlequim, </p><p>passarola voadora, </p><p>pára-raios, locomotiva, </p><p>barco de proa festiva, </p><p>alto-forno, geradora, </p><p>cisão do átomo, radar, </p><p>ultra som televisão </p><p>desembarque em foguetão</p><p>na superfície lunar. </p><p><br/></p><p>Eles não sabem, nem sonham, </p><p>que o sonho comanda a vida. </p><p>Que sempre que um homem sonha </p><p>o mundo pula e avança</p><p>como bola colorida </p><p>entre a mãos de uma criança.</p><p><br/></p><p>António Gedeão</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-22 22:35:28 UTC</pubDate>
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         <title>Mar Português</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>&nbsp;</p><p>Ó mar salgado, quanto do teu sal</p><p>São lágrimas de Portugal!</p><p>Por te cruzarmos, quantas mães choram</p><p>Quantos filhos em vão rezaram!</p><p><br/></p><p>Quantas noivas ficaram por casar</p><p>Para que fosses nosso, ó mar!</p><p>Valeu a pena? Tudo vale a pena</p><p>Se a alma não é pequena.</p><p><br/></p><p>Quem quer passar além do Bojador</p><p>Tem que passar além da dor.</p><p>Deus ao mar o perigo e o abismo deu,</p><p>Mas nele é que espelhou o céu.</p><p><br/></p><p>Fernando Pessoa           </p><p><br/></p><p>Maria Teles 11ºC2 nº19                                          </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-23 16:40:40 UTC</pubDate>
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         <title>Someone better than me </title>
         <author>ferreirasuedma0304</author>
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         <description><![CDATA[<p>Como eu pude esquecer </p><p>o dia que você mentiu pra mim </p><p>o que eu realmente sou pra você? </p><p>E os momentos que tivemos juntos?</p><p><br/></p><p>Lá no fundo você nunca se sentiu vivo ao meu lado </p><p>e eu odeio admitir </p><p>que te amava </p><p>que as noites que passei ao seu lado </p><p>tiveram significado pra mim</p><p><br/></p><p>Mas eu errei em pensar </p><p>que você sentia o mesmo que eu </p><p>errei em pensar que </p><p>você queria estar ao meu lado </p><p>e que estava feliz</p><p><br/></p><p>Não era mais fácil terminar? </p><p>só quem ia se machucar seria eu </p><p>não era como se você se importasse </p><p>afinal foi tudo uma mentira</p><p><br/></p><p>E mesmo eu te amando </p><p>você deve encontrar </p><p>alguém melhor que eu </p><p>alguém que possa realmente </p><p>te fazer feliz, </p><p>já que eu não pude ser esse alguém</p><p><br/></p><p>Então vá e seja feliz </p><p>com alguém melhor do que eu </p><p>agora eu sou só mais um ex</p><p><br/></p><p>E eu ainda me pergunto </p><p>como pude esquecer </p><p>o dia que você mentiu pra mim</p><p><br/></p><p>Realmente odeio admitir </p><p>que te amo e que mesmo te amando </p><p>você nunca me amou como dizia que amava</p><p><br/></p><p>Então por favor vá </p><p>encontre alguém melhor do que eu </p><p>alguém que mereça o seu amor</p><p><br/></p><p>- Teerak</p><p><br/></p><p><br/></p><p>Suédma Ferreira 11°H1 n°23</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-24 08:00:23 UTC</pubDate>
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