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      <title>Entre Rios, Matas e Saberes: o povo Guarani Mbya e a conservação da biodiversidade by Beatriz Carvalho de Andrade Costa</title>
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      <description>A partir da leitura do livro A vida não é útil, de Ailton Krenak, e das reflexões feitas nas aulas de PLIPT, o 9º ano desenvolveu uma atividade interdisciplinar com Biologia, cujo tema foi a conservação da biodiversidade a partir da perspectiva dos povos originários. O objetivo foi compreender e evidenciar como diferentes povos indígenas brasileiros protegem a biodiversidade e quais são as suas práticas sustentáveis.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-04-11 21:30:33 UTC</pubDate>
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         <title>Quem são os Guarani Mbya?</title>
         <author>profbeatrizcarvalhohistoria</author>
         <link>https://padlet.com/profbeatrizcarvalhohistoria/lofqw3e27rh43sds/wish/3406678072</link>
         <description><![CDATA[<p>Digite seu texto aqui</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-11 21:30:33 UTC</pubDate>
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         <title>Qual é a cosmovisão desse povo?</title>
         <author>profbeatrizcarvalhohistoria</author>
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         <description><![CDATA[<p>Digite seu texto Na cosmovisão Guarani, o nosso planeta não é considerado uma posse, mas sim um ser chamado <strong><em>Nhandecy</em></strong>, que tem consciência e trata todos com compaixão. <em>Nhandecy</em> é nossa mãe, e todos nós — plantas, animais e seres humanos — somos seus filhos. Por isso, devemos respeitar e honrar todos os nossos irmãos.</p><p>Essa visão desafia profundamente a lógica ocidental, que tende a enxergar a natureza como algo separado da humanidade, um recurso a ser explorado e dominado. Para os Guarani Mbya, ao contrário, a vida está entrelaçada em relações de afeto, reciprocidade e espiritualidade.</p><p>Os Guarani Mbya são um povo profundamente ritualístico. Seus rituais servem como ponte entre o mundo material e o mundo espiritual, permitindo o contato com os ancestrais — que não são apenas humanos, mas também estrelas, peixes, árvores e todos os seres que possuem alma.</p><p>No entanto, a cosmovisão desse povo não se baseia apenas no aspecto espiritual, mas também na colaboração concreta dentro da comunidade. Um exemplo disso é o <strong>Puxirum</strong>, uma prática que consiste na ajuda mútua e incondicional entre todos os membros da aldeia. O Puxirum não é apenas uma divisão de tarefas, mas um gesto de partilha de sonhos, esperanças e de vida em coletivo.</p><p><br>aqui</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-11 21:30:33 UTC</pubDate>
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         <title>Quais são as tecnologias ancestrais desenvolvidas por esse povo e qual o papel delas na conservação da biodiversidade?</title>
         <author>profbeatrizcarvalhohistoria</author>
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         <description><![CDATA[<p>As tecnologias ancestrais do povo Guarani Mbya estão presentes em suas práticas tradicionais, que contribuem diretamente para a proteção da biodiversidade. Um exemplo disso é a forma como nomeiam formações vegetais e relevos, o que representa um modo próprio de classificar, conhecer e se relacionar com a natureza.</p><p><br/></p><p>Esse povo possui diversos saberes, como o uso de plantas medicinais para a cura de doenças. Para preservar as espécies animais que utilizam na alimentação, evitam a caça durante o período de reprodução, especialmente quando os animais estão com filhotes. Da mesma forma, realizam o plantio de plantas consideradas sagradas e fundamentais para sua cultura, como milho, mandioca, batata-doce e tabaco.</p><p><br/></p><p>Quando recebem a visita de parentes de outras aldeias, trocam sementes, garantindo a diversidade e continuidade do cultivo. Essa troca fortalece a soberania alimentar e impede o desaparecimento de espécies vegetais importantes. Todas essas práticas são realizadas com base na agroecologia, sem uso de agrotóxicos e respeitando os ciclos naturais. Utilizam técnicas como adubação verde e rotação de culturas, que permitem a recuperação do solo sem recorrer a produtos químicos.</p><p><br/></p><p>A Coordenação Regional (CR) Litoral Sudeste, com apoio de instituições em São Paulo, tem desenvolvido projetos de incentivo à agricultura nas comunidades Guarani Mbya, visando o fortalecimento cultural e a recuperação ambiental de áreas degradadas. Entre as iniciativas implantadas com o apoio das aldeias, destacam-se o cultivo tradicional do milho, a implantação de quintais agroflorestais, hortas, galinheiros e tanques de peixes.</p><p><br/></p><p>Um dos principais focos desses projetos é a implantação de <strong>Sistemas Agroflorestais (SAFs)</strong>, com o objetivo de recuperar espécies em risco e restaurar áreas degradadas da Mata Atlântica, por meio do plantio de árvores nativas e, em alguns casos, exóticas. Essas ações mostram como os saberes tradicionais indígenas se alinham com práticas sustentáveis modernas, preservando a biodiversidade e garantindo a continuidade dos modos de vida Guarani.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-11 21:30:33 UTC</pubDate>
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         <title>Quais conflitos e ameaças eles sofrem atualmente?</title>
         <author>profbeatrizcarvalhohistoria</author>
         <link>https://padlet.com/profbeatrizcarvalhohistoria/lofqw3e27rh43sds/wish/3406678075</link>
         <description><![CDATA[<p>A Terra Indígena Jaraguá, localizada na zona norte da cidade de São Paulo, é habitada pelo povo Guarani Mbya. Esse mesmo povo também vive nas Terras Indígenas Tenondé Porã e Krukutu, situadas em áreas da zona sul da capital paulista. Além disso, há outras aldeias Guarani espalhadas pelo estado de São Paulo.</p><p>Os Guarani Mbya mantêm uma forte resistência para garantir a sobrevivência de seu povo, enfrentando a negligência dos serviços públicos de saúde e a falta de regularização fundiária, marcada por conflitos com famílias não indígenas. Um dos principais problemas enfrentados é a limitação de espaço: o território disponível é tão pequeno que dificulta a prática de rituais, o cultivo de alimentos, a preservação de sua cultura e, consequentemente, uma vida digna.</p><p>Após muitos pedidos e mobilizações, a terra foi ampliada. No entanto, em 2017, o território foi reduzido novamente ao tamanho original, o que causou grande frustração e sentimento de injustiça entre os membros da comunidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-11 21:30:33 UTC</pubDate>
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         <title>Quais são as conexões desse povo com o pensamento de Ailton Krenak?</title>
         <author>profbeatrizcarvalhohistoria</author>
         <link>https://padlet.com/profbeatrizcarvalhohistoria/lofqw3e27rh43sds/wish/3406678076</link>
         <description><![CDATA[<p>     “Os ameríndios e todos os povos que têm memória ancestral carregam lembranças de antes de serem configurados como humanos. Quando os povos originários se referem a um povo como 'uma nação que fica de pé', estão fazendo uma analogia com árvores e florestas. Pensando as florestas como entidades, vastos organismos inteligentes. Nesses momentos, os genes que compartilhamos com as árvores falam conosco e podemos sentir a grandeza das florestas do planeta. Esse sentimento torna a mobilizar pessoas para a ideia, que já ficou banalizada, de proteger as florestas.” — <em>Ailton Krenak, A vida não é útil</em>, p. 52.</p><p>     O trecho escolhido se relaciona profundamente com o princípio do <strong>“parentesco estendido”</strong> dos Guarani Mbya, que afirma que todos os seres — humanos, animais, plantas, rios, estrelas — estão interligados e fazem parte de uma mesma família. Para os Guarani, todos viemos da mesma mãe: <strong>a natureza</strong>.</p><p>     Assim como Krenak descreve a floresta como um vasto organismo inteligente com o qual compartilhamos genes, os Guarani Mbya compreendem a vida como um grande sistema de relações afetivas e espirituais. Nesse modo de ver o mundo, proteger a floresta não é apenas um dever ambiental, mas um gesto de cuidado com os próprios parentes — uma forma de honrar e preservar a grande rede da vida da qual todos fazemos parte.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-11 21:30:33 UTC</pubDate>
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         <title>O que podemos aprender com os Guarani Mbya?</title>
         <author>profbeatrizcarvalhohistoria</author>
         <link>https://padlet.com/profbeatrizcarvalhohistoria/lofqw3e27rh43sds/wish/3406678077</link>
         <description><![CDATA[<p>Devemos aprender que a Terra não é uma propriedade, mas sim uma mãe para todos nós. Por isso, devemos tratá-la com gratidão e cuidado, entendendo que nosso compromisso com ela não é o da exploração, mas sim o da preservação.</p><p>Também é importante reconhecer que nossa ancestralidade não se limita apenas aos seres humanos, mas inclui outros elementos da natureza, como montanhas, rios, árvores e florestas. Essa visão amplia nosso senso de pertencimento e respeito pelo mundo ao nosso redor.</p><p>A sabedoria do povo Guarani Mbya pode nos ensinar muito nesse sentido. Suas práticas agrícolas tradicionais, que não utilizam agrotóxicos e respeitam os ciclos naturais, são exemplos valiosos de como é possível produzir alimentos de forma sustentável, preservando o solo, a biodiversidade e a vida.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-11 21:30:33 UTC</pubDate>
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         <title>Como os povos originários contribuem para o melhoramento genético das plantas?</title>
         <author>profbeatrizcarvalhohistoria</author>
         <link>https://padlet.com/profbeatrizcarvalhohistoria/lofqw3e27rh43sds/wish/3407241787</link>
         <description><![CDATA[<p>Digite seu texto aqui</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-12 17:37:59 UTC</pubDate>
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