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      <title>Percurso EDU225 by Cinthia Carvalho</title>
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      <description></description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-03-11 23:32:25 UTC</pubDate>
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         <title>11/03/24</title>
         <author>ngoogol10100</author>
         <link>https://padlet.com/ngoogol10100/ln7y59duxp07u5wh/wish/2914627980</link>
         <description><![CDATA[<p>O meu primeiro registro da disciplina vem de um lugar de desconforto. Desconfortável com as apresentações, como sempre. Esse primeiro momento de integração com novas pessoas sempre foi algo muito difícil para mim mas, que com o tempo, tenho aprendido a superar.</p><p><br></p><p>Mas saí do encontro me perguntando mais uma vez durante a graduação o que sempre me indaguei: o que fazer pra construir uma conexão com os alunos pela primeira vez? Que dinâmica fazer? Onde procurar por ideia delas?</p><p><br></p><p>São respostas que eu gostaria de encontrar prontas e esperando por mim em algum lugar, mas que tenho aprendido a aceitar a ausência delas. Cada caso será um caso e eu vou sobreviver ao desconforto inicial como sempre fiz!</p><p><br></p><p>Também me senti meio perdida e amedrontada com a parte burocrática da homologação do estágio. Mas ao mesmo tempo, também tentei focar no fato de que essa "papelada" é o único obstáculo me separando de uma experiência muito boa e que espero desde que iniciei na licenciatura.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-11 23:35:36 UTC</pubDate>
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         <title>Texto com leitura obrigatória (!)</title>
         <author>ngoogol10100</author>
         <link>https://padlet.com/ngoogol10100/ln7y59duxp07u5wh/wish/2915408466</link>
         <description><![CDATA[<p>Primeiro texto da disciplina e já me peguei pensando sobre como pesquisadores de humanas falam "nada com nada" ou "tudo com tudo". Eles tem muita certeza de que a gente quer ouvir o que eles dizem, será? Só assim para ser possível divagar tanto enquanto fala. Confesso estar um pouco desacostumada com essa falta de objetividade na escrita. Mas acho que faz parte da natureza do que eles trabalham, ser assim.</p><p><br></p><p>Na verdade, também acho que tenho um pouco de inveja deles. Dessa confiança de que serei escutado. Como isso pode afetar meu comportamento em sala de aula? Como vou dar aula se fico pensando que ninguém queria estar ali me ouvindo? Tendo a tentar ser objetiva para não tomar o tempo das pessoas e para reduzir o meu tempo de desconfiança comigo mesma.</p><p><br></p><p>Quando me imagino dando aula, sinto como se fosse o pai-professor de Diego e que estivesse o arrastando à força para a praia. Os alunos não tem a opção de não me ouvirem falando sobre biologia, e isso me faz ter um pouco de pena deles.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-12 10:39:14 UTC</pubDate>
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         <title>18/03/24 - Memórias da escola</title>
         <author>ngoogol10100</author>
         <link>https://padlet.com/ngoogol10100/ln7y59duxp07u5wh/wish/2923629878</link>
         <description><![CDATA[<p>Esse movimento de revisitar meu passado escolar não foi algo novo. Em outros momentos também tive que realizá-lo e, por isso, - ou por diversos outros motivos - dessa vez foi uma experiência um tanto quanto menos conturbada. </p><p><br></p><p>Por mais que eu considere como positivo o saldo de meu tempo de escola, encontro algo diferente ao analisá-lo de uma forma crítica. Temos a tendência a lembrar somente das coisas boas, porém, ao fazer esse exercício de avaliação de detalhes sob minha visão enquanto docente em formação percebi que certas experiências causaram mais impacto na pessoa que sou hoje do que imaginava. </p><p><br></p><p>Preciso sempre lembrar de como professores me marcaram tanto de forma positiva quanto negativa para nunca deixar que o cansaço do cotidiano se sobreponha ao meu compromisso com a formação cidadã de meus alunos. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-18 17:10:42 UTC</pubDate>
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         <title>Uma caixinha de bis</title>
         <author>ngoogol10100</author>
         <link>https://padlet.com/ngoogol10100/ln7y59duxp07u5wh/wish/3056695738</link>
         <description><![CDATA[<p>Vira e mexe me pego pensando em uma conversa que tive com um professor da EJA por conta de uma aula em que ele levou os alunos da turma para realizarem um lanche-aula na cantina da escola. Lembro que ele comprou tudo e não tinha avisado a turma com antecedência sobre a atividade, o que fez com que todos fossem pegos desprevenidos. Lembro até hoje da sensação de timidez que assolou a turma antes de todos - inclusive os estagiários - começarem a comer. Depois de um dia longo para todos, aquele momento de se sentar juntos a uma mesa consumindo o alimento e também aprendendo sobre ele foi muito reconfortante. </p><p><br></p><p>Depois disso, o papel amoroso da comida sempre me saltou os olhos quando mobilizado no contexto da aprendizagem. Ao ver a professora levar uma caixa de bis para dividar com a turma em um encontro numa segunda-feira a tarde, não pude deixar de pensar nisso. Me recordei também de quando fiz a mesma coisa ao encontrar com a turma que costumava dar aula aos sábados em um preparatório para o PISM. Meses depois, me encontrei novamente de frente para uma mesa com uma caixinha de bis na fatídica aula de autoavaliação em uma outra disciplina que me fez chorar. Estava tão ocupada em tentar me segurar que não lembrei de pegar o chocolate, mas uma colega de turma colocou alguns dentro da minha mochila. Esse ato de carinho dela, tentando me reconfortar, só foi percebido dias depois, quando os encontrei perdidos entre minhas coisas. </p><p><br></p><p>Se eu acreditasse em mágica, diria que ter comido aquele Bis perdido mas encontrado num momento muito certeiro poderia ter resolvido meus dilemas. Infelizmente não funcionou, mas lembrar da situação de onde ele veio me confortou - assim como o lanche na EJA.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-07-18 14:04:55 UTC</pubDate>
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         <title>Segunda carta: Não deixe que o medo do difícil paralise você</title>
         <author>ngoogol10100</author>
         <link>https://padlet.com/ngoogol10100/ln7y59duxp07u5wh/wish/3058232671</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><blockquote><p><em>"Diante do medo, seja do que for, é preciso que, primeiro, nos certifiquemos, com objetividade, da existência das razões que nos provocam o medo. Segundo, se existentes, realmente, compará-las com as possibilidades de que dispomos para enfrentá-las com probabilidade de êxito. Terceiro, o que podemos fazer para, se for o caso, adiando o enfrentamento do obstáculo, nos tornemos mais capazes para fazê-lo amanhã." -</em> 2ª carta, pg 27</p></blockquote><p>Muito importante isso aqui para estar em um só paragrafo. Foi denso de ler, talvez porque nunca antes tinha visto alguém ensinar a superar o medo. E eu vou ter que fazer isso com outros, então não pude passar pro próximo sem antes entender totalmente o que foi dito aqui.</p><p><br></p><blockquote><p>Se minha capacidade de resposta se acha aquém das dificuldades de compreensão do texto, devo, com a ajuda de alguém e não só do professor ou professora que indicou a leitura, procurar superar, pelos menos, algumas das limitações que me dificultam a tarefa. Às vezes a leitura de um texto exige alguma convivência anterior com outro que nos prepara para um passo mais acima. - 2ª carta pg 28</p></blockquote><p>Se acharem que um tema é complicado demais pra eles, que o experienciem sem compromisso! Como um passeio num shopping sem ter dinheiro pra comprar nada... Só se expor a uma possibilidade, a uma realidade além da sua atual, já te guia em seus próximos passos para superá-la</p><p><br></p><blockquote><p>Estudar é um que-fazer exigente em cujo processo se dá uma sucessão de dor, Que prazer, de sensação de vitórias, de derrotas, de dúvidas e de alegria. Mas estudar, por isso mesmo, implica a formação de uma disciplina rigorosa que forjamos em nós mesmos, em nosso corpo consciente. Não pode esta disciplina ser doada ou imposta a nós por ninguém sem que isto signifique desconhecer a importância do papel do educador em sua criação. De qualquer maneira, ou somos sujeitos dela ou ela vira pura justaposição a nós. Ou aderimos ao estudo como deleite, ou o assumimos como necessidade e prazer ou o estudo é puro fardo e, como tal, o abandonamos na primeira esquina. - pg 28</p></blockquote><p><br></p><blockquote><p>é necessário que evitemos igualmente outros medos que o cientificismo nos inoculou. O medo, por exemplo, de nossos sentimentos, de nossas emoções, de nossos desejos, o medo de que ponham a perder nossa cientificidade. O que eu sei, sei com meu corpo inteiro: com minha mente crítica mas também com meus sentimentos, com minhas intuições, com minhas emoções. - pg 29</p></blockquote><p><br></p><blockquote><p>Infelizmente, de modo geral, o que se vem fazendo nas escolas é levar os alunos a apassivar-se ao texto. Os exercícios de interpretação da leitura tendem a ser quase sua cópia oral. A criança cedo percebe que sua imaginação não joga: é quase algo proibido, uma espécie de pecado. Por outro lado, sua capacidade cognitiva é desafiada de maneira distorcida. Ela não é convidada, de um lado, a reviver imaginativamente a estória contada no livro; de outro, a apropriar-se aos poucos, da significação do conteúdo do texto. -pg 30</p></blockquote><p>Me bateu uma tristeza a ler isso. Primeiro achei que fiquei triste pelo meu irmão, e depois triste por ter sido a minha experiência, também</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-07-21 23:32:18 UTC</pubDate>
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         <title>Quinta carta: Primeiro dia de aula</title>
         <author>ngoogol10100</author>
         <link>https://padlet.com/ngoogol10100/ln7y59duxp07u5wh/wish/3058241252</link>
         <description><![CDATA[<blockquote><p>Assumir o medo é não fugir dele, é analisar a sua razão de ser, é medir a relação entre o que o causa e a nossa capacidade de resposta. - pg 44</p></blockquote><p>E qual é a razão do meu medo dos alunos não prestarem atenção no que estou dizendo?</p><p><br></p><blockquote><p>O melhor é dizer aos educandos, numa demonstração de que somos humanos, limitados, o que experimentamos na hora. -pg 45</p></blockquote><p>E o medo deles usarem isso contra mim? De eu perder  o meu lugar de "autoridade"</p><p><br></p><blockquote><p>Falando de seu medo, de sua insegurança, o educador vai fazendo, de um lado, uma espécie de catarse indispensável ao controle do medo, de outro, vai ganhando a confiança dos educandos. Em lugar de procurar esconder o medo com disfarces autoritários facilmente reconhecíveis pelos educandos, o professor o manifestou com humildade. -pg 45</p></blockquote><p><br></p><blockquote><p>fazer fichas diárias com o registro do reações comportamentais, com anotações diárias com o registro de frases e seu significado ao lado, com gestos não claramente reveladores de carinho ou de recusa. (...) Cada vez mais a “classe como texto” vai tendo sua “compreensão” produzida por si mesma e pela educadora. -pg 46</p></blockquote><p>Então minhas anotações devem passar pelo escrutínio do próprio objeto que as originou: os alunos. Acabou a privacidade típica de conselho de classe</p><p><br></p><blockquote><p>O líder operário, no portão da fábrica; a professora, na sua escola, têm ambos muito o que fazer.</p><p>E em matéria de contribuir para fazer o mundo, o nosso mundo, menos ruim, não temos por que distinguir entre ações modestas ou retumbantes. Tudo o que se puder fazer com competência, lealdade, clareza, persistência, somando forças para enfraquecer as forças do desamor, do egoísmo, da malvadez, é importante. - pg 47</p></blockquote><p><br></p><blockquote><p>Minha presença no mundo, com o mundo e com os outros implica o meu conhecimento inteiro de mim mesmo. - pg 48</p></blockquote><p>Desafio pessoal</p><p><br></p><blockquote><p>Imaginemos agora uma classe que, com a presença coordenadora, sensível e inteligente da professora, imaginasse, em diálogo, um sistema de princípios disciplinares, de regras abrangentes que regulassem a vida em grupo da classe. Possivelmente, até com alguns dos princípios rígidos além da conta. A colocação em prática desta “meia constituição” se fundaria num princípio básico – a possibilidade de, por maioria, se poder alterar o sistema de regras. Haveria, naturalmente, mecanismos reguladores do funcionamento das regras mas tudo com um decisivo gosto democrático. -pg 49</p></blockquote><p>Seria tipo fazer um combinado das regras de relacionamento entre os alunos e o educando?</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-07-21 23:50:35 UTC</pubDate>
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         <title>Atividades de P.</title>
         <author>ngoogol10100</author>
         <link>https://padlet.com/ngoogol10100/ln7y59duxp07u5wh/wish/3144055181</link>
         <description><![CDATA[<p>Antes de iniciar propriamente o tema desta nota, gostaria de explicitar o meu debate interno sobre a identificação de sujeitos com a qual interagi durante o estágio. Acredito fortemente na importância da identidade individual de cada um deles para uma melhor compreensão de como afetaram a minha prática, mas mensinto extremamente desconfortável em tratar pessoas como objeto de análise. O que sei dos alunos foi por observação e interpretação minha. Logo, qualquer apresentação que eu aqui faça sobre os mesmos seria enviesada e poderia passar uma imagem errada de pessoas reais. Assim justifico minha opção por não mostrar rostos e não citar nomes.</p><p><br></p><p>Um dos vários sujeitos em questão será o foco desta nota. P. é um aluno autista integrado à uma das turmas do 7°ano que conta com acompanhamento excepcional. Apesar de possuir um bolsista que o acompanha durante o período na escola, a professora continua como a responsável pela elaboração e montagem das atividades que ele realiza. São exercícios que trabalham com habilidades motoras e lógicas que estão de acordo com o adequadro para ele - mas a descoberta disso veio após muita tentativa e erro. </p><p><br></p><p>Ao conversar com a professora, a mesma me contou que não recebeu nenhum tipo de instrução válida que pudesse guiar a montagem das atividades, então ela foi selecionando assuntos e exercícios do ensino fundamental I e aplicando com P. para compreender o perfil de tarefas apropriadas para ele. Esse tipo de experimentação e a montagem de atividades específicas para 1 aluno dependem de um nível de dedicação que imagino só ser possível em casos de professores em regime de DE - e mesmo assim os diversos outros compromissos fazem com que isso seja difícil até mesmo para eles. A professora comentou também sobre como P. faz as atividades muito rápido por gostar da recompensa final: um carimbo e um parabéns. Como consequência, ela precisa preparar mais de 10 atividades por aula geminada e já não sabe mais o que trabalhar com ele. Para complicar ainda mais a situação, a família de P. cobra que muitas atividades sejam desenvolvidas com o mesmo e já tiveram situações de atrito com a escola.</p><p><br></p><p>Em vista dessa situação, percebi o quão não estou preparada para lidar com alunos neurodivergentes ou PCDs em sala de aula. Para além da matéria obrigatória de LIBRAS, não tive contato com questões específicas desse público em nenhum momento de minha formação acadêmica para além de um curso de extensão. Assim, o que me sobra - e a todos os outros professores - é o fardo do esforço individual para correr atrás de algo que deveria ser garantido por meio de políticas públicas. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-29 01:15:52 UTC</pubDate>
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         <title>Foto da carta pra Thamiris e as relações de tensão entre ela e alunos</title>
         <author>ngoogol10100</author>
         <link>https://padlet.com/ngoogol10100/ln7y59duxp07u5wh/wish/3144055538</link>
         <description><![CDATA[<p>Esse foi um registro que fiz meio a contra gosto, mas não pude deixar passar.</p><p><br></p><p>Ao fim de uma aula em um dos 7° ano, eu estava como de costume olhando o material que os alunos deixavam nas carteiras antes de sairem correndo para o intervalo e encontrei uma carta para a professora. O caderno estava virado em direção á mesa dela e de uma forma intencionalmente bem visível. Foi a primeira vez que vi esse tipo de manifestação mais "velada" em uma situação de conflito aluno-professor. </p><p><br></p><p>As meninas em questão são bem vocais durante as aulas e discutem bastante com os colegas de turma. Imaginei que teriam o mesmo tipo de comportamento com a professora, mas parece que dessa vez pensaram em fazer diferente. Tenho quase certeza que ela não viu o recado e também não quis mostrar pra ela. </p><p><br></p><p>Por não conseguir acompanhar todas as aulas dessa turma, não sei qual foi o desfecho da história e também não tenho como perguntar para a professora sem entregar que vi o recado e não a avisei. Tomei essa decisão pois ainda carrego em mim um pouco da tendência de não querer interferir na dinâmica das turmas que acompanho em práticas escolares. Para além disso, a aula tinha sido muito estressante para a professora por conta do desrespeito de alguns alunos com os quais ela brigou. Um deles parece ter feito um comentário que conseguiu mexer com o psicológico dela e a mesma ficou na mesa cortando papéis de um aviso escolar para entregar para turma - imagino que como mecanismo para ter tempo de se recuperar. </p><p><br></p><p>Acompanhar essa "troca de chumbo" trouxe a tona uma preocupação que sempre tive em relação à docência: a carga emocional que acompanha o fardo de lidar com pessoas em processo de formação. Assim como apontado por uma pedagoga em outra turma que acompanho ao dar um sermão por uma desavença entre os alunos, a escola também é um lugar de aprendizagem de normas sociais. Ali naquela sala são crianças que respondem aos estímulos que recebem com o instinto mais natural que possa existir. Por mais que por vezes a "intencionalidade maligna" do posicionamento de uma professora que vê os alunos como inimigos em potencial possa tentar me dominar por conta do estresse do cotidiano, imagino que ter em mente que eles ainda estão aprendendo e que são fruto do ambiente em que cresceram possa me confortar nos momentos mais tensos - como por exemplo cortando papéis em silêncio na minha mesa.</p><p><br></p><p>Após parar para pensar, acho que entendi o porquê desse recado das meninas ter me surpreendido tanto: justamente por ser uma estratégia de comunicação e resolução de problemas que eu julgaria estar fora da capacidade de alunos de uma turma de 7° ano. Mas continuo achando a situação bem intrigante.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-29 01:16:50 UTC</pubDate>
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         <title>Experiências da regência - aula prática</title>
         <author>ngoogol10100</author>
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         <description><![CDATA[<p>Apesar das provocações feitas em sala sobre a tradição da sequência teoria &gt; prática, acabei mantendo essa mesma configuração durante a minha regência por questões de organização do calendário.</p><p><br></p><p>O preparo para anterior à aula prática não foi simples, mas também não foi difícil a ponto de dizer que nunca repetiria. Imagino que qualquer tipo de atividade seja complicada em sua primeira aplicação e que, com a rotina de aplicá-la mais vezes, podemos a aperfeiçoar. De qualquer modo, gostaria de destacar como foi bom ter uma rede de contribuidores para o desenvolvimento da atividade. Conversei com o monitor da disciplina onde tive contato com o experimento que utilizei e ele consultou o professor da universidade responsável para poder me indicar onde coletar as plantas. Uma aluna da qual sou monitora se ofereceu para doar as aguapés utilizadas na prática. Tanto a professora que acompanho quanto a técnica do laboratório do colégio também foram imprescindíveis para o manejo do material no laboratório e para o atendimento dos meninos. Sei que nem sempre essa será a realidade que encontrarei em outras escolas, mas essa experiência prática foi muito importante para eu compreender que está tudo muito mais do que bem pedir ajuda para a construção de atividades, pois a educação só tem a ganhar com o esforço coletivo.</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-29 01:17:11 UTC</pubDate>
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         <title>Frustrações do tempo corrido</title>
         <author>ngoogol10100</author>
         <link>https://padlet.com/ngoogol10100/ln7y59duxp07u5wh/wish/3144056209</link>
         <description><![CDATA[<p>Durante todo este semestre senti como se estivesse correndo contra o tempo e que os dias não tinham mais horas o suficiente para o tanto de tarefas a serem feitas. Ao conversar com a professora, essa rotina maluca parece ser muito semelhante também à dela e é o que me espera no futuro. </p><p><br></p><p>No meu presente, contudo, a correria me causou extrema frustração no centexto do estágio. Após o fim das aulas era o único momento onde a professora tinha tempo de respirar e podia conversar conosco sobre a experiência de trabalho dela apontando observações e desafios do ofício. Eu gostaria muito de ter tido tempo para essas conversas em todos os dias, mas como dependia de transporte público para chegar dentro do horário em meu outro estágio às 13 da tarde, isso não era possível. Alguns dias eu fiquei e me atrasei, o que me deixava frustrada por me atrasar. Em outros eu saía e conseguia chegar a tempo, mas me sentia frustrada por estar me privando dessa experiência de troca com a professora. E os piores dias eram aqueles onde eu saía correndo da escola para esperar o ônibus mas ele atrasava e eu, também. </p><p><br></p><p>Houveram também dias de quarta onde precisei me ausentar do estágio para participar de outros eventos também importantes para a minha formação. No fundo cheguei a me sentir egoísta por escolher me ausentar da sala de aula, mas no fim das contas quem mais perdeu com isso, fui eu. Sempre que possível tentei compensar indo em outros dias da semana - o que me colocava novamente em uma posição de ter que escolher entre ir para o João XXIII ou assistir minhas aulas na universidade. </p><p><br></p><p>Em uma sexta-feira onde apliquei minha regência, tive que me submeter à situação de assistir uma aula online da universidade enquanto estava dentro de sala de aula acompanhando a aula do 8° ano. Neste momento a professora estava tratando sobre métodos contraceptivos, uma temática da qual eu gostaria muito de ter observado a forma como ela regia o assunto com a turma para poder aprender a lidar com assuntos mais sensíveis. Entretanto, não consegui pois precisava dividir minha atenção entre ela e a aula síncrona da universidade. </p><p><br></p><p>Ao ouvir o professor dizer que "quem não está nessa aula vai tomar pau por falta", senti um vazio muito grande dentro de mim. Mesmo ele tendo dito "na brincadeira", não pude deixar de me sentir cansada de ter que abrir mão de algo importante para mim - a experiência de estar presente em corpo e mente no estágio - por obrigações burocráticas como a presença em uma aula pelo celular onde não interagi em absolutamente momento nenhum. Essa passagem exemplifica bem uma grande frustração que tive durante todo o semestre: minha falta de tempo para me dedicar ao que me interesso - a educação - por conta de compromissos esvaziados de sentido para mim mas que não posso deixar de lado.</p><p><br></p><p>Entretanto, algumas de minhas fontes de estresse ainda me fazem os olhos brilharem. Algo externo à experiência do estágio mas muito importante para reafirmar minha relação com a educação foi a organização de uma Feira de Ciências para jovens em situação de semiliberdade atendidos pela ONG PEMSE. Foi iniciativa de um professor de lá procurar ajuda da universidade e tive o enorme prazer de poder ajudá-lo com o evento. A Feira acabou por cair na data do último dia de minha regência e já tinha me conformado de que não poderia estar presente com os meninos no período da manhã, mas por imprevistos do planejamento de aula da professora do João XXIII, tudo se encaixou e consegui - na correria, como sempre - participar desde o início.</p><p><br></p><p>E novamente me vi em uma situação onde todo o estresse e correria vale pena ao ver o resultado frente a frente. Poder mostrar as Ciências e a universidade para meninos novos mas que já passaram por tanta coisa que os levou para o lugar que estão no momento é algo sem preço. Poder conhecer e conversar com um professor que trabalha com educação prisional e entender um pouco mais dessa outra faceta do mesmo campo foi fascinante. Ver os meninos participando, fazendo perguntas e apresentando os trabalhos que desenvolveram também foi algo que sempre carregarei comigo. A foto é de um dos bonequinhos "estilo criança esperança" que eles fizeram para decorar a Feira e que trouxe de lembrança!</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-29 01:18:59 UTC</pubDate>
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         <title>A situação de dividir a sala com outros protagonistas</title>
         <author>ngoogol10100</author>
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         <description><![CDATA[<p>Sempre que fazia o exercício de imaginar os atores de uma sala de aula no contexto de discussões teóricas durante minha formação, era algo reduzido à somente dois: aluno e professor. Com a aquisição de mais conhecimento em relação às temáticas da educação, também passei a estar ciente de interfências externas no espaço da escola, como aquela exercida pela família, pela igreja, pela cultura e pelo Estado. Contudo, todas essas entidades não são palpáveis e são identificadas por inferência.</p><p><br></p><p>Antes de minha experiência no estágio, nunca tinha parado para pensar nos outros corpos físicos que habitam a sala de aula para além do professor e dos alunos. Eu mesma me materializei como uma intrusa em uma breve parte do cotidiano das turmas que acompanhei. Por ser um colégio de aplicação, os alunos estão acostumados com a presença de estagiários na sala. </p><p><br></p><p>Uma figura também permanente nesta escola com a qual tive contato pela primeira vez foram os bolsistas de apoio a alunos "atípicos". Minha escolha de uso dessa palava me soa carregada de hipocrisia, mas até o momento não achei algo melhor. "Atípicos" no sentido de não atenderem às espectativas de aprendizagem de um sistema homogeneizado, e não de serem fora do normal. Afinal, o normal no ensino público são crianças com severas lacunas na alfabetização, algumas que não sabem ler mesmo já estando no fundamental II, com extrema dificuldade de interpretação e sem um letramento científico. Isso é extremamente sintomático das condições da educação básica brasileira, e o paliativo aparece na figura de bolsistas para as crianças com a "sorte" de possuírem um laudo médico que justifique sua dificuldade de aprendizado. </p><p><br></p><p>Ao estarem presentes fisicamente dentro da sala, tais bolsistas podem ter uma grande influência na relação entre aluno-professor e aluno-aluno. Em diversos momentos os observei conversando com alunos durante a explicação da professora, apresentando uma postura nada profissional e dizendo coisas inapropriadas para os mesmos ou interferindo na aplicação de atividades em sala. Esse tipo de situação me deixava inconformada por razões que ainda não consigo entender muito bem. Uma delas seria o sentimento de empatia ao me colocar no lugar da professora e ver alguém interferindo no meu planejamento didático, imagino. </p><p><br></p><p>Enfim, foi bom ser exposta a esse tipo de situação para que eu me prepare para lidar com atores "coadjuvantes" com síndrome de protagonista dentro do meu futuro ambiente de trabalho!</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-29 01:38:32 UTC</pubDate>
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         <title>A carta de advertência, a necessidade de se tornar &quot;A megera&quot; e meu excesso de paciência</title>
         <author>ngoogol10100</author>
         <link>https://padlet.com/ngoogol10100/ln7y59duxp07u5wh/wish/3144064767</link>
         <description><![CDATA[<p>Ainda em consonância com a situação de conflito com as meninas do 7° ano que escreveram um recado, também trago aqui o recurso da escrita como um registro formal na mediação de conflitos - mas dessa vez com inversão de papéis.</p><p><br></p><p>Devido à natureza do planejamento da minha regência pela professora, foi necessário que eu frequentasse a escola em outros dias dos quais não eram de meu costume. Com isso, acabei por acompanhar algumas aulas por ela ministrada em uma turma do 8° ano. Em situações anteriores, durante momentos de conversa, a mesma já havia comentado como a sua relação com as turmas desse segmento eram extremamente tensas. Ela chegou a dizer que odiava trabalhar com eles, e que eles a odiavam.</p><p><br></p><p>Já cheguei então com as paredes levantadas para esse primeiro encontro, e imagino que ela faz o mesmo movimento todos os dias em que tem que estar com eles no mesmo local. Assim como em todas as outras turmas, a professora só entra em sala quando os alunos se sentam em suas carteiras e fazem o maior silêncio possível para eles - o que significa conversas baixas e nunca um silêncio real. Em vários momentos da aula ela parava de falar, levantava a cabeça, passava a mão no pescoço e olhava o relógio esperando que os alunos diminuíssem a conversa para que ela pudesse prosseguir a aula.</p><p><br></p><p>Em diversos momentos a presenciei tendo que dar sermão nas turmas para deixar claro o quão atrasada no planejamento todos estavam por conta da conversa em sala. Nesse dia em específico, a chamada de atenção explodiu em um tom mais exasperado por conta de dois alunos que não paravam de jogar bolinha de papel uns nos outros. Um deles levou uma advertência oral na aula seguinte, enquanto a outra se safou. E nesse mesmo dia ambos continuaram a chutar bolinhas de papel entre eles, mas ou a professora não viu, ou preferiu não gastar energia com isso.</p><p><br></p><p>Achei curioso ela ter levado, além da advertência preenchida para esse aluno, diversas outras pré-preenchidas e ter avisado isso para a turma como um mecanismo de controle por uma possível punição. E realmente a aula desse dia foi bem mais tranquila! Continuo tendo minhas dúvidas sobre esse tipo de "ameaça" como estratégia para o controle de alunos. Parece ser algo que vai contra muito do que consumi na Faced, mas as vezes ou você se torna uma "Megera" ou é passada para trás pelos alunos.</p><p>[...]</p><p><br></p><p>Bom, pelo menos em alguns dias de trabalho na escola essas parecem ser as únicas opções.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-29 01:39:05 UTC</pubDate>
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         <title>A Apostila Didática</title>
         <author>ngoogol10100</author>
         <link>https://padlet.com/ngoogol10100/ln7y59duxp07u5wh/wish/3144070230</link>
         <description><![CDATA[<p>A professora que acompanhei opta por não utilizar a apostila didática distribuída pela política da PNLD, bem como a própria escola não parece ter preocupação em cumprir com a BNCC de forma religiosa. Imagino que ser um Colégio de Aplicação e uma instituição federal promove uma flexibilidade curricular que resulta em professores com a liberdade de escolha em relação à forma como tratarão suas temáticas específicas. Como apontado pela professora durante uma conversa, a mesma não enxerga o Ensino Fundamental como o momento para o domínio de conceitos teóricos das Ciências. Sua maior preocupação se volta para o desenvolvimento de um pensamento científico nos alunos. </p><p><br></p><p>Para além das dificuldades de aprendizado de conceitos mais complexos,  a maioria ali parece vir de contextos esvaziados de cultura científica. Assim, é muito importante que a professora esteja ciente disso e não somente pregue informações para cabeças que ainda não estão prontas para absorvê-las. </p><p><br></p><p>Mesmo tendo consciência disso, confesso ter mantido uma certa apreensão resultante do contato quase nulo dos alunos com uma fonte de informação que não a oral por meio da figura da professora. Parece que os alunos só tem contato com o conteúdo que a ela fala em sala e com o que eles anotam. A falta de costume de organização de informações na mente e posterior transferência para o papel faz inclusive com que essas anotações sejam de uma qualidade ínfima, sendo reduzida somente às palavras ou desenhos-chave anotados no quadro dentro do contexto da fala da professora mas que sozinhos no caderno perdem o seu sentido.</p><p><br></p><p>Muito provavelmente eles não pesquisarão mais sobre esses assuntos por conta própria e não sei se ela os estimula a consultarem a apostila. Esse material enquanto recurso continua sendo riquíssimo para mim e imagino que mesmo possuindo críticas, ele ainda se configura como um importantíssimo artefato para consulta de informações. O recurso de imagens contidas na apostila, por exemplo, poderiam ter auxiliado muito na materialização de seres microscópicos. </p><p><br></p><p>Me pergunto se eles sairão do ensino fundamental sem ver uma foto real de um protozoário, ou reduzindo todo o reino Fungi à levedura por conta de sua função na produção de alimento. Torço que para nas próximas aulas haja algo mais visual. Nesse sentido, o outro estagiário me contou que ela trouxe um modelo do coronavírus na aula sobre os vírus, porém, como eu ainda não estava presente, não faço ideia de como que ele foi utilizado dentro da sala de aula.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-29 01:56:02 UTC</pubDate>
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         <title>Dinâmina das aulas de Ciências do 7° ano</title>
         <author>ngoogol10100</author>
         <link>https://padlet.com/ngoogol10100/ln7y59duxp07u5wh/wish/3144072642</link>
         <description><![CDATA[<p>Ao acompanhar o segmento sobre microrganismos, tive a impressão de que a professora nas primeiras aulas fez bastante uso do quadro e da conversa. Acho essa abordagem muito interessante, mas senti que alguns conceitos da microbiologia ficaram muito abstratos e que poderiam ter sido melhor trabalhados com o uso de imagens ou vídeos. O João XXIII conta com estrutura para o uso de slides em todas as salas, mas o controle universal vive com defeito e muito tempo da aula é perdido ligando o computador e ajeitando os materiais. Muito provavelmente é por conta disso que a professora opta por se manter no quadro mesmo que em detrimento da compreensão do conteúdo.</p><p><br></p><p>Os alunos parecem usar muito de sua própria experiência como paralelo para entender a matéria. Por exemplo, um aluno disse que a levedura “crescendo” cresce como uma criança virando adulto no contexto da fermentação biológica. Foi a hipótese que ele criou para explicar a situação apresentada pela professora em um contato inicial e, por mais que estivesse conceitualmente errado, foi algo que me chamou a atenção por explicitar como quando livres, os alunos podem fazer associações extremamente diversas. Como era um momento inicial de discussão, entendi que essa analogia do fermento com a criança foi o que o aluno conseguiu fazer para se apropriar do conhecimento, mas me pergunto se ao fim da sequência sobre fungos ele foi capaz de revê-la e criar algo mais próximo do teórico esperado.</p><p><br></p><p>Em outras aulas, a professora também utilizou desenhos esquemáticos no quadro e novas ferramentas, como o próprio corpo ao imitar uma ameba. Antes eu nunca tinha pensado em meu corpo como artefato de ensino! Nesse movimento, ela também envolveu um aluno que estava de cabeça baixa (ou dormindo) no processo ao "fagocitá-lo". Foi uma repreensão transformada em analogia para toda a turma.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-29 02:03:34 UTC</pubDate>
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         <title>Disposição espacial da sala e o &quot;halo&quot; de alunos que prestam atenção em torno da professora</title>
         <author>ngoogol10100</author>
         <link>https://padlet.com/ngoogol10100/ln7y59duxp07u5wh/wish/3144072926</link>
         <description><![CDATA[<p>A disposição espacial da sala de aula e sua influência no processo educativo é algo que já tinha tido contato durante a disciplina de Processo Ensino e Aprendizagem. Ao chegar no João XXIII notei que as carteiras, assim como de costume, são dispostas em fileiras e a mesa do professor se encontra ao lado do quadro. Um elemento importante mas não constante nas salas são os bancos acolchoados que os estagiários tem o costume de pegar dos corredores da escola para poderem se sentar.</p><p><br></p><p>Por mais que a infrasestrutura seja fixa, as pessoas que frequentam a sala de aula não o são. Assim, é muito comum observar que alunos juntem suas carteiras, que a professora se movimente dentro da sala de aula e que os alunos se apossem do banco acolchoado quando estagiários não estão presentes mas o esquecem para trás. A posição que os corpos ocupam na sala pode ser assim, também, intencionados e carregados de mensagens. </p><p><br></p><p>Os alunos desafiam professores ao se sentarem fora da conformação de fileiras. Os professores, por sua vez, os negam a possibilidade de escolha de onde sentarem a fim de reafirmar que a escola possuem regras a serem seguidas. Todo o corpo pedagógico se reúne para discutir onde cada aluno irá sentar na produção de um mapa de sala. Estagiários, bolsistas e alunos com acompanhamento especial se sentam no fundo da sala para não serem fonte de distração para o restante da turma.</p><p><br></p><p>A professora que acompanho é bem ciente disso e também faz uso da sua posição na sala de forma intencional. Achei isso muito interessante, pois me lembro de um professor durante meu ensino médio que era o único com o costume de passear pela sala enquanto dava aula. Sempre vi isso como uma maneira de ampliar o "halo" de alunos que prestam atenção no que o professor está falando, disrompendo assim com o costume dos alunos do "fundão" ficarem mais dispersos. Em apresentações de trabalho, por exemplo, a professora que acompanhei sempre se dirigia ao fundo da sala, atrás de todos os alunos. Com isso, a interação entre o grupo apresentante e a professora passava por todos os presentes, diminuindo assim a possibilidade de a conversa se limitar aos dois e o restante da turma se dispersasse. Pretendo fazer o mesmo quando estiver dando aulas! Nem sempre há o efeito desejado, mas continuo achando uma boa estratégia da mesma forma que achava quando eu estava no ensino médio.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-29 02:04:29 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Apresentação de trabalhos para a Feira de Ciências do 8° ano A</title>
         <author>ngoogol10100</author>
         <link>https://padlet.com/ngoogol10100/ln7y59duxp07u5wh/wish/3153531432</link>
         <description><![CDATA[<p>Consigo perceber que a turma tem muito mais facilidade em sentar em silêncio e (talvez) prestar atenção no grupo que está lá na frente apresentando. A dificuldade de fazer com que isso acontecesse nos 7° anos durante as apresentações da atividade de Aprendizagem Baseada em Problemas aplicada durante o segmento de doenças causadas por microrganismos foi algo que tinha me chamado atenção anteriormente. </p><p><br></p><p>Agora ao ver que há outra tipo de comportamento dentro de uma mesma escola, fico me perguntando o que poderia estar envolvido na diferença entre turmas. A primeira variável que me veio em mente foi a questão da idade. Por mais que sejam segmentos próximos entre si, imagino que a capacidade de autocontrole e atenção se tornem mais presentes conforme os alunos envelhecem. Em um outro contexto, a professora comentou comigo sobre como precisamos ter o cuidado de não cobrar mais do que os alunos estão fisiologicamente capazes de oferecer. São pessoas em formação em todos os sentidos possíveis.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-04 11:34:44 UTC</pubDate>
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         <title>Lanche compartilhado da Feira de Ciências</title>
         <author>ngoogol10100</author>
         <link>https://padlet.com/ngoogol10100/ln7y59duxp07u5wh/wish/3153575951</link>
         <description><![CDATA[<p>Como uma proposta associada à temática da Feira de Ciências - "A Vida Fora das Telas" -, os alunos realizaram um lanche compartilhado onde todos contribuiram de alguma forma. Os celulares dos alunos foram confiscados e guardados em uma caixa de madeira depois de etiquetados para que ninguém trocasse de aparelho ao serem retornados. Achei curioso o modo como a professora teve que pensar em tantos possíveis problemas que poderiam acontecer por conta da atividade: ela trouxe a caixa com tranca, as etiquetas e até mesmo um cadeado com temporizador para caso os alunos insistissem em pegá-los de volta antes da hora. </p><p><br></p><p>Felizmente isso não foi o caso da turma onde consegui acompanhar o lanche mas, como relatado em outras situações, novamente houve interferência de um dos bolsistas de acompanhamento. Além de se sentar no meio dos alunos, a bolsista estava mexendo no celular durante o lanche compartilhado e algumas alunas ficaram interagindo com ela. Foi necessário que a professora recolhesse o celular dela também, o que me deixou muito incomodada. Fiquei me perguntando se não há nenhum tipo de supervisor que oriente e/ou repreenda esse tipo de comportamento dos bolsista. Pois agora, além de tomar conta dos alunos, a professora também precisa fazer o mesmo com adultos que deveriam estar ali para ajudar e não atrapalhar.</p><p><br></p><p>Ainda sobre como a professora precisa pensar em todos os problemas possíveis de acontecer, a mesma disse que pode passar 50 anos dando aula e mesmo assim ainda vai ser surpreendida pelo tipo de coisa que acontece em sala de aula. Nesse lanche, por exemplo, dois alunos levaram cada um 1 ovo cru como contribuição. Uma das bolsistas notou e os jogou fora - foi a mesma que também se encarregou de buscar uma faca para ajudar as crianças a cortar as coisas do lanche. </p><p><br></p><p>Acho que essa imprevisibilidade do dia a dia é uma das coisas que mais me estimula e que me prende na licenciatura. Por mais que seja extremamente desgastante resolver problemas em cima da hora, não consigo deixar de me interessar por esse caos que cerca a escola!</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-04 12:12:55 UTC</pubDate>
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         <title>04/10: Último (?) dia de estágio </title>
         <author>ngoogol10100</author>
         <link>https://padlet.com/ngoogol10100/ln7y59duxp07u5wh/wish/3153881764</link>
         <description><![CDATA[<p>À moda de toda a experiência do estágio no João 23, meu último dia de acompanhamento com a turma não saiu como o planejado. Por não conseguir ir no dia de costume, quarta-feira, acompanhei as aulas de sexta juntamente ao 8° ano. O calendário de atividades da professora também foi trocado, então cheguei na escola esperando apresentações de trabalhos e dei de cara com um lanche compartilhado com o qual não pude contribuir com nada. </p><p><br></p><p>Assim como em todos os outros dias, as turmas estavam dispersas e totalmente despreparadas para apresentarem o que faltava para a Feira de Ciências.  Isso causou um grande estresse na professora (de Ciências), que usou grande parte das aulas para conversar com os alunos sobre a frustração provinda do comportamento errático dos alunos. Essa abertura dela com as turmas ao compartilhar os sentimentos ruins com eles é algo que passei a admirar desde a primeira aula que acompanhei. Acho que essa admiração vem muito de um lugar de inveja, porque não consigo me imaginar fazendo isso por mais que eu saiba a importância desse tipo de momento para o desenvolvimento das relações que ocorrem em sala. </p><p><br></p><p>Também não tive como conversar com ela ao fim da aula pelo caos dos alunos que a cercavam e por eu estar correndo contra o relógio como sempre por conta de outros compromissos. Mesmo assim, consegui expressar um pouco de minha gratidão em uma mensagem de texto:</p><p><br></p><blockquote><p>[...]</p><p>Queria aproveitar de uma vez para te agradecer <strong>muito</strong> pela experiência. </p><p>Infelizmente por conta de outros compromissos sinto que perdi a oportunidade de ter participado e me envolvido mais tanto com as turmas quanto com você... Mesmo assim, foi um prazer enorme ter te conhecido e poder observar uma parte do seu trabalho. Te admiro muito como profissonal e agradeço demais por sempre ter se mostrado aberta a compartilhar também as dificuldades com a gente.</p><p>Imagino o quão cansativo seja fazer todas as atividades que você faz e as vezes sentir que o retorno da turma deixa a desejar, mas espero que você continue encontrando esperanças pra continuar mesmo que seja em um comentário bobo de algum aluno.</p><p>Eu adoraria ter tido uma professora de Ciências como você quando estava na escola, de verdade.</p><p>Sucesso - e muita paciência -  para você 🥰</p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-04 15:39:28 UTC</pubDate>
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         <title>Experiências da regência - aula teórica</title>
         <author>ngoogol10100</author>
         <link>https://padlet.com/ngoogol10100/ln7y59duxp07u5wh/wish/3154208712</link>
         <description><![CDATA[<p>Minha regência foi programada para ocupar 3 aulas não geminadas e aplicada nas 3 turmas de 7° ano que acompanhei. A professora foi muito generosa com o tempo cedido para realizarmos nossas intervenções e montou um calendário para que pudéssemos ter noção temporal de quando nossas atividades seriam aplicadas no contexto do plano de aula montado por ela para as turmas. Fiquei tão admirada com essa atenção que não tive coragem de contestar as datas reservadas para mim. </p><p><br></p><p>Prefiro sempre aceitar os percalços que aparecem do que reclamar sobre os mesmos, mas confesso que eles apareceram muito mais do que eu pude imaginar nesse percurso da regência. O próprio início já foi conturbado: em turmas com aula geminada, tive que pegar a segunda em cada turma para dar minha aula 1, vindo logo após a intervenção final do outro estagiário. Me senti muito insegura em como mudar de um assunto de maior interesse dos alunos - os animais, tema da sequência didática de meu colega - para um mais negligenciado e menos cativante: as plantas. Me surpreendi com a recepção positiva das turmas e me prendi nisso para continuar, mas confesso que fui dormir chorando na noite anterior por conta de imprevistos que me abalaram muito psicologicamente.</p><p><br></p><p>Não chorei por medo de dar aula, mas sim por medo dela não ser tão boa quanto poderia por questões que fugiam do meu controle. Encarei minha intervenção como um momento único na minha graduação porque realmente ela é, e estava a sentindo escorrer pelos meus dedos antes mesmo de começar. No fim das contas todos esses problemas sumiram da minha cabeça enquanto eu estava lá na frente com os alunos literalmente dividindo aquele momento comigo, e isso também é uma das coisas que mais amo na licenciatura. A partir do momento em que piso em uma sala de aula, meus problemas pessoais deixam de existir e o meu foco passa a ser todo nas pessoas que estão ali dentro. Foi uma sensação de paz dentro do caos muito boa.</p><p><br></p><p>Não importava mais as faltas que tomei por deixar de ir nas aulas da faculdade para poder aplicar minha regência. Nem lembrava também que tive que descer a pé para o Colégio para economizar dinheiro - e depois gastar o que eu nem tinha para comprar o material da aula prática. Nada disso importa quando você vê um dos alunos "problema" participando da atividade, sendo o mais vocal e tendo a chance de dividir com a turma o que ele sabe sobre um tema que finalmente o cativa por ele gostar. Ver as crianças sendo crianças e brigando para poder desenhar no quadro, ter um aluno te pedindo uma muda de planta para levar para o aquário dele. Poder conversar com um menino com dificuldade de aprendizagem e o ajudar a organizar melhor as informações na cabeça dele. Tudo isso faz sentido pra mim e é muito significante. Esse é o sentido que eu espero muito poder dar para a minha vida no futuro.  </p><p><br></p><p>Claro que toda essa satisfação vem pescada de um mar de problemas em sala. Minha regência não foi um mar de flores e estou muito ciente disso. Saí um pouco cansada de um encontro ou outro, os alunos tiveram a mesma problemática da dispersão que observei durante as aulas da professora e, diferentemente dela, ainda não tenho experiência profissional para lidar da melhor maneira com isso. Mas sinto que aprendi demais com a experiência: sobre o ofício e sobre mim mesma.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-04 21:29:03 UTC</pubDate>
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