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      <title>O navio negreiro by Jair Nunes</title>
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      <description>Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!
E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...
Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!
Castro Alves</description>
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      <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>A Perfeição - Clarice Lispector</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>O que me tranquiliza<br>é que tudo o que existe,<br>existe com uma precisão absoluta.<br>O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete<br>não transborda nem uma fração de milímetro<br>além do tamanho de uma cabeça de alfinete.<br>Tudo o que existe é de uma grande exatidão.<br>Pena é que a maior parte do que existe<br>com essa exatidão<br>nos é tecnicamente invisível.<br>O bom é que a verdade chega a nós<br>como um sentido secreto das coisas.<br>Nós terminamos adivinhando, confusos,<br>a perfeição.<br><br>Clarice Lispector </div>]]></description>
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         <title>Faz escuro, mas eu canto</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>(<a href="https://www.pensador.com/autor/thiago_de_mello/">Thiago de Mello</a>)<br>Faz escuro mas eu canto,<br>porque a manhã vai chegar.<br>Vem ver comigo, companheiro,<br>a cor do mundo mudar.<br>Vale a pena não dormir para esperar<br>a cor do mundo mudar.<br>Já é madrugada,<br>vem o sol, quero alegria,<br>que é para esquecer o que eu sofria.<br>Quem sofre 🤬 acordado<br>defendendo o coração.<br>Vamos juntos, multidão,<br>trabalhar pela alegria,<br>amanhã é um novo dia.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <title>Objeto Sujeito - Leminski</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>você nunca vai saber <br>quanto custa uma saudade<br>o peso agudo no peito <br>de carregar uma cidade<br>pelo lado de dentro<br>como fazer de um verso<br>um objeto sujeito<br>como passar do presente<br>para o pretérito perfeito <br>nunca saber direito<br><br>você nunca vai saber<br>o que vem depois de sábado <br>quem sabe um século<br>muito mais lindo e mais sábio<br>quem sabe apenas <br>mais um domingo<br><br>você nunca vai saber<br>e isso é sabedoria <br>nada que valha a pena<br>a passagem pra pasárgada <br>xanadú ou shangrilá<br>quem sabe a chave<br>de um poema <br>e olha lá<br><br><br></div>]]></description>
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         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <title>E então, que quereis?...</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Fiz ranger as folhas de jornal<br>abrindo-lhes as pálpebras piscantes.<br>E logo<br>de cada fronteira distante<br>subiu um cheiro de pólvora<br>perseguindo-me até em casa.<br>Nestes últimos vinte anos<br>nada de novo há<br>no rugir das tempestades.</div><div><br> Não estamos alegres,<br>é certo,<br>mas também por que razão<br>haveríamos de ficar tristes?<br>O mar da história<br>é agitado.<br>As ameaças<br>e as guerras<br>havemos de atravessá-las,<br>rompê-las ao meio,<br>cortando-as<br>como uma quilha corta<br>as ondas.</div><div><strong>Maiakóvski</strong> <br><br></div>]]></description>
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         <title>&quot;Sou feita de retalhos&quot;</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Cora Coralina.</div>]]></description>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Quanta coisa maravilhosa!!!</div>]]></description>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Denise Oliveira<br>Poema Do Amigo Aprendiz- Fernando Pessoa<br><br></div>]]></description>
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      <item>
         <title>Amor é fogo que arde sem se verAmor é fogo que arde sem se ver;É ferida que dói e não se sente;É um contentamento descontente;É dor que desatina sem doer;É um não querer mais que bem querer;É solitário andar por entre a gente;É nunca contentar-se de contente;É cuidar que se ganha em se perder;É querer estar preso por vontade;É servir a quem vence, o vencedor;É ter com quem nos mata lealdade.Mas como causar pode seu favorNos corações humanos amizade,Se tão contrário a si é o mesmo Amor?                           Luís de Camões</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <title>A implosão da mentira (de Affonso Romano de Sant&#39;Anna)</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Fragmento 1<br><br>Mentiram-me. Mentiram-me ontem<br>e hoje mentem novamente. Mentem<br>de corpo e alma, completamente.<br>E mentem de maneira tão pungente<br>que acho que mentem sinceramente.<br><br>Mentem, sobretudo, impune/mente.<br>Não mentem tristes. Alegremente<br>mentem. Mentem tão nacional/mente<br>que acham que mentindo história afora<br>vão enganar a morte eterna/mente.<br><br> Mentem. Mentem e calam. Mas suas frases<br>falam. E desfilam de tal modo nuas<br>que mesmo um cego pode ver<br>a verdade em trapos pelas ruas.<br><br>Sei que a verdade é difícil<br>e para alguns é cara e escura.<br>Mas não se chega à verdade<br>pela mentira, nem à democracia<br>pela ditadura.<br><br>(este é apenas o fragmento 1)<br>(desejando conhecer o poema completo, acesse: <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Amor é fogo que arde sem se verAmor é fogo que arde sem se ver;É ferida que dói e não se sente;É um contentamento descontente;É dor que desatina sem doer;É um não querer mais que bem querer;É solitário andar por entre a gente;É nunca contentar-se de contente;É cuidar que se ganha em se perder;É querer estar preso por vontade;É servir a quem vence, o vencedor;É ter com quem nos mata lealdade.Mas como causar pode seu favorNos corações humanos amizade,Se tão contrário a si é o mesmo Amor?                           Luís de Camões</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175641</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>COMO NÃO FALAR</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Como não falar de miséria?</div><div>Como não falar de miséria,</div><div>se onde e quando estamos</div><div>há miséria?</div><div>Os índices, os números, não são hipóteses,</div><div>mas também não são a miséria.</div><div>São matemática, são estatística.</div><div>A miséria é gente, a miséria respira,</div><div>a miséria nos olha, a miséria grita.</div><div>Silenciosamente grita à nossa volta,</div><div>silenciosamente habita nossas ruas,</div><div>silenciosamente se multiplica.</div><div>Um poema não é nada.</div><div>A foto de Sebastião Salgado não é nada.</div><div>Não são mãos estendidas, não ajudam.</div><div>Entretanto, são inevitáveis</div><div>entre tanta miséria. Como não falar?</div><div>Os filhos perguntam por que a senhora</div><div>mora na rua, mora</div><div>sobre um papelão.</div><div>As crianças</div><div>perguntam por que há</div><div>outras crianças</div><div>que não vivem como elas.</div><div>O que se responde?</div><div>E para quem perguntar</div><div>aonde vão parar</div><div>as safras recordes e as colheitas fartas?</div><div>Pobreza rima com tristeza,</div><div>mas e miséria?</div><div>A miséria nem rima tem.</div><div>Bactéria é rima pobre,</div><div>quase uma pilhéria.</div><div>Nenhuma rima séria</div><div>expõe o que seria,</div><div>nenhuma vaga ideia</div><div>da crueza da miséria.</div><div>Porque a miséria</div><div>só rima com miséria.</div><div>Nada de poetizar nem de romantizar</div><div>a miséria.</div><div>A miséria é a sarjeta, a sujeira,</div><div>a dor, a fome, a paupérie, a seca.</div><div>Miséria urbana, miséria do sertão</div><div>é a mesma miséria sempre</div><div>que reduz a vida ao chão,</div><div>é a falta de provisão,</div><div>é previsão desfavorável</div><div>mesmo na incerteza de um futuro,</div><div>é quando as manhãs já nascem</div><div>mortas</div><div>e as noites opacas se estendem e se prolongam e demoram</div><div>e persistem.</div><div>A miséria é um amontoado de indiferenças</div><div>e contrastes gritantes,</div><div>faca cega,</div><div>lágrima afiada sulcando rostos,</div><div>um cobertor de feltro imundo</div><div>para se esconder aos olhos do mundo.</div><div>A miséria e seu odor inconfundível</div><div>da espera pela morte próxima,</div><div>vida quase,</div><div>vida que resiste forte</div><div>apesar de toda a miséria.</div><div> </div><div>Há miséria, sim.</div><div>Todavia também há</div><div>uma mísera migalha</div><div>de esperança.</div><div>Ah, a esperança...</div><div>Como não falar de esperança?</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>A CASA</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><div>Era uma casa<br> Muito engraçada<br> Não tinha teto<br> Não tinha nada<br> Ninguém podia<br> Entrar nela não<br> Porque na casa<br> Não tinha chão<br> Ninguém podia<br> Dormir na rede<br> Porque a casa<br> Não tinha parede<br> Ninguém podia<br> Fazer <br> Porque penico<br> Não tinha ali<br> Mas era feita<br> Com muito esmero<br> Na Rua dos Bobos<br> Número Zero.<br><br>Marcus Vinicius de Moraes.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Acredite </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Acreditar é ter fé<br>naquilo que ninguém prova.<br>É dispensar a certeza<br>que geralmente comprova.<br>Pois a dúvida é uma dívida<br>e a conta só se renova.<br><br></div><div>Acredite no improvável,<br>acredite no impossível,<br>enxergue o que ninguém vê,<br>perceba o imperceptível<br>e enfrente o que, para muitos,<br>parece ser invencível.<br><br></div><div>Acredite em você,<br>na força da sua fé,<br>nas vezes que você teve<br>que remar contra a maré.<br>Cada “não” que alguém lhe disse<br>deu forças pra que surgisse<br>um desejo de provar<br>que quando a gente tropeça<br>se levanta e recomeça<br>sem parar de caminhar.<br><br></div><div>Acredite em tudo aquilo<br>que lhe torna diferente<br>em tudo que já passou<br>e no que vem pela frente.<br>Acredite e seja forte,<br>não espere pela sorte,<br>não espere por ninguém,<br>pois de tanto esperar<br>você pode estacionar<br>e deixar de ir além.<br><br></div><div>Acredite e não se explique<br>pois poucos vão entender:<br>só se compreende um sonho<br>se o sonhador for você.<br>Há quem possa lhe animar,<br>há quem possa duvidar,<br>há quem lhe faça seguir.<br>Mas não descuide um segundo<br>pois muita gente no mundo<br>quer lhe fazer desistir.<br><br></div><div>Acredite, pense e faça,<br>use sua intuição,<br>transforme sonho em suor,<br>pensamento em ação.<br>Enfrente cada batalha<br>sabendo que a gente falha<br>e que isso é natural,<br>cair pra se levantar,<br>aprender pra ensinar<br>que o bem é maior que o mal.<br><br></div><div>Que primeiro a gente planta<br>e só depois vai colher.<br>O roteiro é sempre este:<br>lutar pra depois vencer.<br>E que a arma mais potente<br>seja sempre a sua mente<br>munida só de bondade.<br>Se você não se entregar,<br>dá até pra acreditar<br>nessa tal humanidade.<br><br></div><div>Enfim, acredite em tudo<br>que é bom e lhe faz bem.<br>Acredite, inclusive,<br>no que lhe faz mal também,<br>já que, pra se proteger,<br>é preciso conhecer<br>o que vai se enfrentar.<br>Que você nunca se esqueça:<br>Não importa o que aconteça<br>Não deixe de ACREDITAR!<br><br></div><div><strong>Bráulio Bessa, Poesia que transforma<br></strong><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>A Estrelinha (Texto Infantil de Martins d’Alvarez)<br><br><br><br>VEJO  À  NOITE  UMA  ESTRELINHA<br>NO  CÉU, PISCANDO,  PISCANDO...<br>MAMÃE  DIZ  QUE  ELA, DE  LONGE,<br>PISCA, PISCA,  ME  CHAMANDO...<br><br>QUANDO  EU  CRESCER  E  PAPAI<br>ME  COMPRAR  UM  AVIÃO,<br>VOU  TE  BUSCAR,  ESTRELINHA,<br>NA  PALMA  DA  MINHA  MÃO.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>SONETO DA FIDELIDADE ( Vinícius de Moraes)</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175647</link>
         <description><![CDATA[<div>De tudo, ao meu amor serei atento<br>Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto<br>Que mesmo em face do maior encanto<br>Dele se encante mais meu pensamento.</div><div>Quero vivê-lo em cada vão momento<br>E em louvor hei de espalhar meu canto<br>E rir meu riso e derramar meu pranto<br>Ao seu pesar ou seu contentamento.</div><div>E assim, quando mais tarde me procure<br>Quem sabe a morte, angústia de quem vive<br>Quem sabe a solidão, fim de quem ama</div><div>Eu possa me dizer do amor (que tive):<br>Que não seja imortal, posto que é chama<br>Mas que seja infinito enquanto dure.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>E eis (Clarice Lispector)</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Poema Declamado por Maria Bethânia</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Segue o teu destino (Fernando Pessoa)</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Segue o teu destino,</div><div>Rega as tuas plantas,</div><div>Ama as tuas rosas.</div><div>O resto é a sombra</div><div>De árvores alheias.</div><div><br></div><div>A realidade</div><div>Sempre é mais ou menos</div><div>Do que nós queremos.</div><div>Só nós somos sempre</div><div>Iguais a nós-próprios.<br><br>[...]</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>O Livro dos Abraços (Eduardo Galeano)</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovakloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: - Pai, me ensina a olhar!</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Assim eu vejo a vida (Cora Coralina)</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175653</link>
         <description><![CDATA[<div>A vida tem duas faces:</div><div>Positiva e negativa</div><div>O passado foi duro</div><div>mas deixou o seu legado</div><div>Saber viver é a grande sabedoria</div><div>Que eu possa dignificar</div><div>Minha condição de mulher,</div><div>Aceitar suas limitações</div><div>E me fazer pedra de segurança</div><div>dos valores que vão desmoronando.</div><div>Nasci em tempos rudes</div><div>Aceitei contradições</div><div>lutas e pedras</div><div>como lições de vida</div><div>e delas me sirvo</div><div>Aprendi a viver.</div><div><br>Cora Coralina<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Fanatismo (Florbela Spanca)</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.<br>Meus olhos andam cegos de te ver. <br>Não és sequer a razão do meu viver,<br>Pois que tu és já toda a minha vida.<br>Não vejo nada assim enlouquecida....<br>Passo no mundo, meu Amor, a ler<br>No misterioso livro do teu ser<br>A mesma história tantas vezes lida. <br>"Tudo no mundo é frágil, tudo passa ..."<br>Quando me dizem isto, toda a graça<br>Duma boca divina fala em mim !<br>E, olhos postos em ti, digo de rastros :<br>"Ah ! Podem voar mundos, morrer astros,<br>Que tu és como Deus : Princípio e Fim ! ..."<br>Esta linda poesia foi musicada e gravada pelo Fagner. Tem no youtube<br> </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Meia Lágrima (Conceição Evaristo)</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175655</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>Não,a água não me escorre entre os dedos,tenho as mãos em conchae no côncavo de minhas palmasmeia gota me basta.Das lágrimas em meus olhos secos,basta o meio tom do soluçopara dizer o pranto inteiro.Sei ainda ver com um só olho,enquanto o outro,o cisco cerceiae da visão que me restavazo o invisívele vejo as inesquecíveis sombrasdos que já se foram.Da língua cortada,digo tudo,amasso o silencioe no farfalhar do meio somsolto o grito do grito do gritoe encontro a fala anterior,aquela que emudecida,conservou a voz e os sentidosnos labirintos da lembrança.<br>Conceição Evaristo<br><br></blockquote><div><br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>SONETO DE FELICIDADE ( VINICIUS DE MORAES)</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175656</link>
         <description><![CDATA[<div>De tudo, ao meu amor serei atento<br>Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto<br>Que mesmo em face do maior encanto<br>Dele se encante mais meu pensamento.<br>Quero vivê-lo em cada vão momento<br>E em louvor hei de espalhar meu canto<br>E rir meu riso e derramar meu pranto<br>Ao seu pesar ou seu contentamento.<br>E assim, quando mais tarde me procure<br>Quem sabe a morte, angústia de quem vive<br>Quem sabe a solidão, fim de quem ama<br>Eu possa me dizer do amor (que tive):<br>Que não seja imortal, posto que é chama<br>Mas que seja infinito enquanto dure.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>PASSARINHOS</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175659</link>
         <description><![CDATA[<div>(Emicida)<br>Despencados de voos cansativos<br>Complicados e pensativos<br>Machucados após tantos crivos<br>Blindados com nossos motivos</div><div>Amuados, reflexivos<br>E dá-lhe antidepressivos<br>Acanhados entre discos e livros<br>Inofensivos</div><div>Será que o sol sai pra um voo melhor?<br>Eu vou esperar, talvez na primavera<br>O céu clareia e vem calor vê só<br>O que sobrou de nós e o que já era</div><div>Em colapso o planeta gira, tanta mentira<br>Aumenta a ira de quem sofre mudo<br>A página vira, o são delira, então a gente pira<br>E no meio disso tudo<br>'Tamo tipo</div><div>Passarinhos soltos a voar dispostos<br>A achar um ninho<br>Nem que seja no peito um do outro</div><div>Passarinhos soltos a voar dispostos<br>A achar um ninho<br>Nem que seja no peito um do outro</div><div>A Babilônia cinza e neon<br>Eu sei meu melhor amigo tem sido o som<br>Okay, tanto o carma lembra Armagedom orei,<br>Busco vida nova tipo ultrassom, achei<br>Cidades são aldeias mortas desafio<br>Não sei se competição em vão que ninguém vence<br>Pense num formigueiro, vai mal quando pessoas viram coisas<br>Cabeças viram degrau<br>No pé que as coisa vão Jão<br>Doideira, daqui a pouco resta madeira nem pro caixão<br>Era neblina hoje é poluição<br>Asfalto quente queima os pé no chão<br>Carros em profusão, confusão<br>Agua em escassez bem na nossa vez<br>Assim não resta nem as barata (é 🤬)<br>Injustos fazem leis e o que resta p'ocês<br>Escolher qual veneno te mata<br>Pois somos tipo</div><div>Passarinhos soltos a voar dispostos<br>A achar um ninho<br>Nem que seja no peito um do outro</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175660</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Quem tem um amigo tem tudo</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175661</link>
         <description><![CDATA[<div>(Emicida)<br>Quem tem um amigo tem tudo<br>Se o poço devorar, ele busca no fundo<br>É tão dez que junto todo stress é miúdo<br>É um ponto pra escorar quando foi absurdo<br>Quem tem um amigo tem tudo<br>Se a bala come, mano, ele se põe de escudo<br>Pronto pro que vier mesmo a qualquer segundo<br>É um ombro pra chorar depois do fim do mundo</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>“Eu sou do tamanho do que vejo”</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175663</link>
         <description><![CDATA[<div>(Alberto Caeiro – Fernando de Pessoa)</div><div>VII </div><div>Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...</div><div>Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,</div><div>Porque eu sou do tamanho do que vejo</div><div>E não do tamanho da minha altura...</div><div> </div><div>Nas cidades a vida é mais pequena</div><div>Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.</div><div>Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,</div><div>Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,</div><div>Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,</div><div>E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.</div><div> </div><div>“O Guardador de Rebanhos”. In <strong>Poemas de Alberto Caeiro</strong>. Fernando Pessoa. (Nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (10ª ed. 1993).</div><div> </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O tempo.</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175664</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><div>A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.<br>Quando se vê, já são seis horas!<br>Quando de vê, já é sexta-feira!<br>Quando se vê, já é natal…<br>Quando se vê, já terminou o ano…<br>Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.<br>Quando se vê passaram 50 anos!<br>Agora é tarde demais para ser reprovado…<br>Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.<br>Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…<br>Seguraria o amor que está à minha frente e diria que eu o amo…<br>E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.<br>Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.<br>A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.<br><br></div><div><strong>Mário Quintana<br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>“Eu sou do tamanho do que vejo”</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175666</link>
         <description><![CDATA[<div>"Alberto Caeiro – Fernando de Pessoa"</div><div>VII </div><div>Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...</div><div>Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,</div><div>Porque eu sou do tamanho do que vejo</div><div>E não do tamanho da minha altura...</div><div> </div><div>Nas cidades a vida é mais pequena</div><div>Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.</div><div>Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,</div><div>Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,</div><div>Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,</div><div>E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.</div><div> </div><div>“O Guardador de Rebanhos”. In <strong>Poemas de Alberto Caeiro</strong>. Fernando Pessoa. (Nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (10ª ed. 1993).</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>O GRÃOZINHO DE AREIA</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Tenho tanto sentimento</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Tenho tanto sentimento<br>Que é frequente persuadir-me<br>De que sou sentimental,<br>Mas reconheço, ao medir-me,<br>Que tudo isso é pensamento,<br>Que não senti afinal.<br><br></div><div>Temos, todos que vivemos,<br>Uma vida que é vivida<br>E outra vida que é pensada,<br>E a única vida que temos<br>É essa que é dividida<br>Entre a verdadeira e a errada.<br><br></div><div>Qual porém é a verdadeira<br>E qual errada, ninguém<br>Nos saberá explicar;<br>E vivemos de maneira<br>Que a vida que a gente tem<br>É a que tem que pensar.<br><br></div><div><strong>Fernando Pessoa</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>EMBRIAGUEM-SE - Charles BaudelaireÉ preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que  e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: &quot;É hora de embriagar-se!Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso&quot;. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <title>A formalística (de Adélia Prado)</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>O poeta cerebral tomou café sem acúcar<br>e foi pro gabinete concentrar-se.<br>Seu lápis é um bisturi<br>                que ele afia na pedra,<br>na pedra calcinada das palavras,<br>imagem que elegeu porque ama a dificuldade,<br>                    o  efeito respeitoso que produz<br>                                  seu trato com o dicionário.<br>Faz três horas já que estuma as musas.<br>O dia arde. Seu prepúcio coça.<br>Daqui a pouco começam a fosforecer coisas no mato.<br>A serva de Deus sai de sua cela à noite<br>                                 e caminha na estrada,<br>passeia porque Deus quis passear<br>                                                   e ela caimha.<br>O jovem poeta,<br>              fedendo a suicídio e glória,<br>rouba de todos nós e nem assina:<br>                'Deus é impecável.'<br>As rãs pulam sobressaltadas<br>             e o pelejador não entende,<br>quer escrever as coisas com as palavras.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title> Me gritaram negra, de Victoria Santa Cruz.                                                Tinha sete anos apenas,apenas sete anos,Que sete anos!Não chegava nem a cinco!De repente umas vozes na rua me gritaram Negra!Negra! Negra! Negra! Negra! Negra! Negra! Negra!“Por acaso sou negra?” – me disse SIM!“Que coisa é ser negra?”Negra!E eu não sabia a triste verdade que aquilo escondia.Negra!E me senti negra,Negra!Como eles diziam Negra!E retrocedi     Negra!Como eles queriam               Negra!E odiei meus cabelos e meus lábios grossos e mirei apenada minha carne tostada                            E retrocedi          Negra!E retrocedi . . .Negra! Negra! Negra! Negra!Negra! Negra! Neeegra!Negra! Negra! Negra! Negra!Negra! Negra! Negra! Negra!E passava o tempo,e sempre amargurada Continuava levando nas minhas costas minha pesada carga                 E como pesava!…Alisei o cabelo,Passei pó na cara,e entre minhas entranhas sempre ressoava a mesma palavra                   Negra! Negra! Negra! Negra!Negra! Negra! Neeegra!Até que um dia que retrocedia , retrocedia e que ia cair Negra! Negra! Negra! Negra!Negra! Negra! Negra! Negra!Negra! Negra! Negra! Negra!Negra! Negra! Negra!E daí?E daí?Negra!Sim Negra!Sou Negra! Negra Negra!Negra sou Negra!Sim Negra!Sou Negra!Negra Negra!Negra sou         De hoje em diante não quero alisar meu cabelo Não quero                       E vou rir daqueles,que por evitar – segundo eles –que por evitar-nos algum disabor Chamam aos negros de gente de cor                                    E de que cor!NEGRA E como soa lindo! NEGRO E que ritmo tem!Negro Negro Negro Negro Negro Negro Negro Negro Negro Negro Negro Negro Negro Negro Negro Afinal Afinal compreendi AFINAL Já não retrocedo AFINAL E avanço segura AFINAL Avanço e espero AFINAL E bendigo aos céus porque quis Deus que negro azeviche fosse minha cor E já compreendi     AFINAL Já tenho a chave! NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO  NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO Negra sou!            </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <title>O NAVIO NEGREIRO Castro AlvesI&#39;                              Stamos em pleno mar... Doudo no espaçoBrinca o luar — dourada borboleta;E as vagas após ele correm... cansamComo turba de infantes inquieta.&#39;Stamos em pleno mar... Do firmamentoOs astros saltam como espumas de ouro...O mar em troca acende as ardentias,— Constelações do líquido tesouro...&#39;Stamos em pleno mar... Dois infinitosAli se estreitam num abraço insano,Azuis, dourados, plácidos, sublimes...Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...&#39;Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velasAo quente arfar das virações marinhas,Veleiro brigue corre à flor dos mares,Como roçam na vaga as andorinhas...Donde vem? onde vai? Das naus errantesQuem sabe o rumo se é tão grande o espaço?Neste saara os corcéis o pó levantam,Galopam, voam, mas não deixam traço.Bem feliz quem ali pode nest&#39;horaSentir deste painel a majestade!Embaixo — o mar em cima — o firmamento...E no mar e no céu — a imensidade!Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!Que música suave ao longe soa!Meu Deus! como é sublime um canto ardente Pelas vagas sem fim boiando à toa!Homens do mar! ó rudes marinheiros,Tostados pelo sol dos quatro mundos!Crianças que a procela acalentaraNo berço destes pélagos profundos!Esperai! esperai! deixai que eu bebaEsta selvagem, livre poesiaOrquestra — é o mar, que ruge pela proa,E o vento, que nas cordas assobia.............................................................Por que foges assim, barco ligeiro?Por que foges do pávido poeta?Oh! quem me dera acompanhar-te a esteiraQue semelha no mar — doudo cometa!Albatroz! Albatroz! águia do oceano,Tu que dormes das nuvens entre as gazas,Sacode as penas, Leviathan do espaço,Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.IIQue importa do nauta o berço,Donde é filho, qual seu lar?Ama a cadência do versoQue lhe ensina o velho mar!Cantai! que a morte é divina!Resvala o brigue à bolinaComo golfinho veloz.Presa ao mastro da mezenaSaudosa bandeira acenaAs vagas que deixa após.Do Espanhol as cantilenasRequebradas de langor,Lembram as moças morenas,As andaluzas em flor!Da Itália o filho indolenteCanta Veneza dormente,— Terra de amor e traição,Ou do golfo no regaçoRelembra os versos de Tasso,Junto às lavas do vulcão!O Inglês — marinheiro frio,Que ao nascer no mar se achou,(Porque a Inglaterra é um navio,Que Deus na Mancha ancorou),Rijo entoa pátrias glórias,Lembrando, orgulhoso, históriasDe Nelson e de Aboukir.. .O Francês — predestinado — Canta os louros do passadoE os loureiros do porvir!Os marinheiros Helenos,Que a vaga jônia criou,Belos piratas morenosDo mar que Ulisses cortou,Homens que Fídias talhara,Vão cantando em noite claraVersos que Homero gemeu ...Nautas de todas as plagas,Vós sabeis achar nas vagasAs melodias do céu! ...IIIDesce do espaço imenso, ó águia do oceano!Desce mais ... inda mais... não pode olhar humanoComo o teu mergulhar no brigue voador!Mas que vejo eu aí... Que quadro d&#39;amarguras!É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!IVEra um sonho dantesco... o tombadilhoQue das luzernas avermelha o brilho.Em sangue a se banhar.Tinir de ferros... estalar de açoite...Legiões de homens negros como a noite,Horrendos a dançar...Negras mulheres, suspendendo às tetasMagras crianças, cujas bocas pretasRega o sangue das mães:Outras moças, mas nuas e espantadas,No turbilhão de espectros arrastadas,Em ânsia e mágoa vãs!E ri-se a orquestra irônica, estridente...E da ronda fantástica a serpenteFaz doudas espirais ...Se o velho arqueja, se no chão resvala,Ouvem-se gritos... o chicote estala.E voam mais e mais...Presa nos elos de uma só cadeia,A multidão faminta cambaleia,E chora e dança ali!Um de raiva delira, outro enlouquece,Outro, que martírios embrutece,Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra,E após fitando o céu que se desdobra,Tão puro sobre o mar,Diz do fumo entre os densos nevoeiros:&quot;Vibrai rijo o chicote, marinheiros!Fazei-os mais dançar!...&quot;E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais...Qual um sonho dantesco as sombras voam!...Gritos, ais, maldições, preces ressoam! E ri-se Satanás!...VSenhor Deus dos desgraçados!Dizei-me vós, Senhor Deus!Se é loucura... se é verdadeTanto horror perante os céus?!Ó mar, por que não apagasCo&#39;a esponja de tuas vagasDe teu manto este borrão?...Astros! noites! tempestades!Rolai das imensidades!Varrei os mares, tufão!Quem são estes desgraçadosQue não encontram em vósMais que o rir calmo da turbaQue excita a fúria do algoz?Quem são? Se a estrela se cala,Se a vaga à pressa resvalaComo um cúmplice fugaz,Perante a noite confusa...Dize-o tu, severa Musa,Musa libérrima, audaz!...São os filhos do deserto,Onde a terra esposa a luz.Onde vive em campo abertoA tribo dos homens nus...São os guerreiros ousadosQue com os tigres mosqueadosCombatem na solidão.Ontem simples, fortes, bravos.Hoje míseros escravos,Sem luz, sem ar, sem razão. . .São mulheres desgraçadas,Como Agar o foi também.Que sedentas, alquebradas,De longe... bem longe vêm...Trazendo com tíbios passos,Filhos e algemas nos braços, N&#39;alma — lágrimas e fel...Como Agar sofrendo tanto,Que nem o leite de prantoTêm que dar para Ismael.Lá nas areias infindas,Das palmeiras no país,Nasceram crianças lindas,Viveram moças gentis...Passa um dia a caravana,Quando a virgem na cabanaCisma da noite nos véus ...... Adeus, ó choça do monte,... Adeus, palmeiras da fonte!...... Adeus, amores... adeus!...Depois, o areal extenso...Depois, o oceano de pó.Depois no horizonte imensoDesertos... desertos só...E a fome, o cansaço, a sede...Ai! quanto infeliz que cede,E cai p&#39;ra não mais s&#39;erguer!...Vaga um lugar na cadeia,Mas o chacal sobre a areiaAcha um corpo que roer.Ontem a Serra Leoa,A guerra, a caça ao leão,O sono dormido à toaSob as tendas d&#39;amplidão!Hoje... o porão negro, fundo,Infecto, apertado, imundo,Tendo a peste por jaguar...E o sono sempre cortadoPelo arranco de um finado,E o baque de um corpo ao mar...Ontem plena liberdade,A vontade por poder...Hoje... cúm&#39;lo de maldade,Nem são livres p&#39;ra morrer. .Prende-os a mesma corrente— Férrea, lúgubre serpente —Nas roscas da escravidão.E assim zombando da morte,Dança a lúgubre coorteAo som do açoute... Irrisão!...Senhor Deus dos desgraçados!Dizei-me vós, Senhor Deus,Se eu deliro... ou se é verdadeTanto horror perante os céus?!...Ó mar, por que não apagasCo&#39;a esponja de tuas vagasDo teu manto este borrão?Astros! noites! tempestades! Rolai das imensidades!Varrei os mares, tufão! ...VIExiste um povo que a bandeira emprestaP&#39;ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...E deixa-a transformar-se nessa festaEm manto impuro de bacante fria!...Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,Que impudente na gávea tripudia?Silêncio. Musa... chora, e chora tantoQue o pavilhão se lave no teu pranto! ...Auriverde pendão de minha terra,Que a brisa do Brasil beija e balança,Estandarte que a luz do sol encerraE as promessas divinas da esperança...Tu que, da liberdade após a guerra,Foste hasteado dos heróis na lançaAntes te houvessem roto na batalha,Que servires a um povo de mortalha!...Fatalidade atroz que a mente esmaga!Extingue nesta hora o brigue imundoO trilho que Colombo abriu nas vagas,Como um íris no pélago profundo!Mas é infâmia demais! ... Da etérea plagaLevantai-vos, heróis do Novo Mundo!Andrada! arranca esse pendão dos ares!Colombo! fecha a porta dos teus mares </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>No meio do caminho </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>NO MEIO DO CAMINHO<br>No meio do caminho tinha uma pedra<br>tinha uma pedra no meio do caminho<br>tinha uma pedra<br>no meio do caminho tinha uma pedra.<br><br></div>]]></description>
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         <title>Poesia Padre MAURO</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175674</link>
         <description><![CDATA[<div>O Padre Poeta, Mauro José Ramos, lança hoje seu livro 'Ancoradouro – Olhares Poéticos', no MACC<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Alegria, Alegria, de Caetano Veloso</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Letra<br>Caminhando contra o vento<br>Sem lenço, sem documento<br>No sol de quase dezembro<br>Eu vou<br>O sol se reparte em crimes<br>Espaçonaves, guerrilhas<br>Em Cardinales bonitas<br>Eu vou<br>Em caras de presidentes<br>Em grandes beijos de amor<br>Em dentes, pernas, bandeiras<br>Bomba e Brigitte Bardot<br>O sol nas bancas de revista<br>Me enche de alegria e preguiça<br>Quem lê tanta notícia<br>Eu vou<br>Por entre fotos e nomes<br>Os olhos cheios de cores<br>O peito cheio de amores vãos<br>Eu vou<br>Por que não, por que não<br>Ela pensa em casamento<br>E eu nunca mais fui à escola<br>Sem lenço, sem documento<br>Eu vou<br>Eu tomo uma coca-cola<br>Ela pensa em casamento<br>E uma canção me consola<br>Eu vou<br>Por entre fotos e nomes<br>Sem livros e sem fuzil<br>Sem fome sem telefone<br>No coração do brasil<br>Ela nem sabe até pensei<br>Em cantar na televisão<br>O sol é tão bonito<br>Eu vou<br>Sem lenço, sem documento<br>Nada no bolso ou nas mãos<br>Eu quero seguir vivendo, amor<br>Eu vou<br>Por que não, por que não...<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Desejo - Vitor Hugo</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Desejo primeiro que você ame,<br>E que amando, também seja amado.<br>E que se não for, seja breve em esquecer.<br>E que esquecendo, não guarde mágoa.<br>Desejo, pois, que não seja assim,<br>Mas se for, saiba ser sem desesperar.</div><div>Desejo também que tenha amigos,<br>Que mesmo maus e inconsequentes,<br>Sejam corajosos e fiéis,<br>E que pelo menos num deles<br>Você possa confiar sem duvidar.<br>E porque a vida é assim,</div><div>Desejo ainda que você tenha inimigos.<br>Nem muitos, nem poucos,<br>Mas na medida exata para que, algumas vezes,<br>Você se interpele a respeito<br>De suas próprias certezas.<br>E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,<br>Para que você não se sinta demasiado seguro.</div><div>Desejo depois que você seja útil,<br>Mas não insubstituível.<br>E que nos maus momentos,<br>Quando não restar mais nada,<br>Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.</div><div>Desejo ainda que você seja tolerante,<br>Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,<br>Mas com os que erram muito e irremediavelmente,<br>E que fazendo bom uso dessa tolerância,<br>Você sirva de exemplo aos outros.</div><div>Desejo que você, sendo jovem,<br>Não amadureça depressa demais,<br>E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer<br>E que sendo velho, não se dedique ao desespero.<br>Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e</div><div>é preciso deixar que eles escorram por entre nós.</div><div>Desejo por sinal que você seja triste,<br>Não o ano todo, mas apenas um dia.<br>Mas que nesse dia descubra<br>Que o riso diário é bom,<br>O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.</div><div>Desejo que você descubra,<br>Com o máximo de urgência,<br>Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,<br>Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.</div><div>Desejo ainda que você afague um gato,<br>Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro<br>Erguer triunfante o seu canto matinal<br>Porque, assim, você se sentirá bem por nada.</div><div>Desejo também que você plante uma semente,<br>Por mais minúscula que seja,<br>E acompanhe o seu crescimento,<br>Para que você saiba de quantas<br>Muitas vidas é feita uma árvore.</div><div>Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,<br>Porque é preciso ser prático.<br>E que pelo menos uma vez por ano<br>Coloque um pouco dele<br>Na sua frente e diga “Isso é meu”,<br>Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.</div><div>Desejo também que nenhum de seus afetos morra,<br>Por ele e por você,<br>Mas que se morrer, você possa chorar<br>Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.</div><div>Desejo por fim que você sendo homem,<br>Tenha uma boa mulher,<br>E que sendo mulher,<br>Tenha um bom homem<br>E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,<br>E quando estiverem exaustos e sorridentes,<br>Ainda haja amor para recomeçar.</div><div>E se tudo isso acontecer,<br>Não tenho mais nada a te desejar”.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Vou-me embora pra Pasárgada - Manuel Bandeira</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote>Vou-me embora pra Pasárgada<br><br>Lá sou amigo do rei<br><br>Lá tenho a mulher que eu quero<br><br>Na cama que escolherei Vou-me embora pra Pasárgada<br><br>Vou-me embora pra Pasárgada<br><br>Aqui eu não sou feliz<br><br>Lá a existência é uma aventura<br><br>De tal modo inconseqüente<br><br>Que Joana a Louca de Espanha<br><br>Rainha e falsa demente<br><br>Vem a ser contraparente<br><br>Da nora que nunca tive E como farei ginástica<br><br>Andarei de bicicleta<br><br>Montarei em burro brabo<br><br>Subirei no pau-de-sebo<br><br>Tomarei banhos de mar!<br><br>E quando estiver cansado<br><br>Deito na beira do rio<br><br>Mando chamar a mãe-d'água<br><br>Pra me contar as histórias<br><br>Que no tempo de eu menino<br><br>Rosa vinha me contar<br><br>Vou-me embora pra Pasárgada Em Pasárgada tem tudo<br><br>É outra civilização<br><br>Tem um processo seguro<br><br>De impedir a concepção<br><br>Tem telefone automático<br><br>Tem alcalóide à vontade<br><br>Tem prostitutas bonitas<br><br>Para a gente namorar E quando eu estiver mais triste<br><br>Mas triste de não ter jeito<br><br>Quando de noite me der<br><br>Vontade de me matar<br><br>— Lá sou amigo do rei —<br><br>Terei a mulher que eu quero<br><br>Na cama que escolherei<br><br>Vou-me embora pra Pasárgada.</blockquote><div><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>SONETO DE FIDELIDADE  -Vinicius de Moraes           &quot;De tudo, ao meu amor serei atento                   Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Quero vivê-lo em cada vão momento E em louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento.                    E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama               Eu possa me dizer do amor (que tive):Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure.  </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Vou-me Embora pra Pasárgada Vou-me embora pra PasárgadaLá sou amigo do reiLá tenho a mulher que eu queroNa cama que escolherei Vou-me embora pra PasárgadaVou-me embora pra PasárgadaAqui eu não sou felizLá a existência é uma aventuraDe tal modo inconseqüenteQue Joana a Louca de EspanhaRainha e falsa dementeVem a ser contraparenteDa nora que nunca tive E como farei ginásticaAndarei de bicicletaMontarei em burro braboSubirei no pau-de-seboTomarei banhos de mar!E quando estiver cansadoDeito na beira do rioMando chamar a mãe-d&#39;águaPra me contar as históriasQue no tempo de eu meninoRosa vinha me contarVou-me embora pra Pasárgada Em Pasárgada tem tudoÉ outra civilizaçãoTem um processo seguroDe impedir a concepçãoTem telefone automáticoTem alcalóide à vontadeTem prostitutas bonitasPara a gente namorar E quando eu estiver mais tristeMas triste de não ter jeitoQuando de noite me derVontade de me matar— Lá sou amigo do rei —Terei a mulher que eu queroNa cama que escolhereiVou-me embora pra Pasárgada. </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Autor Manuel Bandeira<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Adoniran Barbosa</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Letras</div><div>La la laia laia<br>Tu du rururu, tu du rururu, tu du rururu (laia laia)<br>Não posso ficar nem mais um minuto com você<br>Sinto muito amor, mas não pode ser<br>Moro em Jaçanã<br>Se eu perder esse trem<br>Que sai agora às onze horas<br>Só amanhã de manhãNão posso ficar nem mais um minuto com você<br>Sinto muito amor, mas não pode ser<br>Moro em jaçanã<br>Se eu perder esse trem<br>Que sai agora às onze horas<br>Só amanhã de manhãAlém disso mulher, tem outra coisa<br>Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar<br>Sou filho único<br>Tenho minha casa pra olharNão posso ficar<br>Não posso ficar nem mais um minuto com você<br>Sinto muito amor, mas não pode serMoro em Jaçanã<br>Se eu perder esse trem<br>Que sai agora às onze horas<br>Só amanhã de manhãAlém disso mulher, tem outra coisa<br>Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar<br>Sou filho único<br>Tenho minha casa prá olhar<br>Não posso ficar<br>La la laia laia<br>Du du du (laia laia)<br>La, la, laia laia<br>Du du du (laia laia)</div><div>Fonte: <a href="https://www.lyricfind.com/">LyricFind</a></div><div>Compositores: Adoniran Barbosa</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;terra molhada&quot; &lt;3</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><mark>"você surgiu assim, calma como brisa<br>e eu te vi sorrindo e fiquei<br>estremecida<br>da cabeça aos pés<br>paralisada<br>e não me movi<br>por 50 dias e 50 noites<br>um corvo achou que eu era espantalho<br>você foi embora no bater das asas do pássaro."<br><br>"algumas coisas pertencem ao incerto,<br>como o número de vezes que te vi e minhas pernas tremeram (245)."<br><br>Thalita Coelho em "Terra Molhada" pela Editora Patuá</mark></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>uma humilde homenagem a grande obra de ana cristina césar, ana c, ana cristina c, ana</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>"é muito claro<br>amor<br>bateu<br>para ficar<br>nesta varanda descoberta<br>a anoitecer sobre a cidade<br>em construção<br>sobre a pequena constrição<br>no teu peito<br>angústia de felicidade<br>luzes de automóveis<br>riscando o tempo<br>canteiros de obras<br>em repouso<br>recuo súbito da trama"</div><var><strong>ANA C. </strong></var><div>Para quem quiser conhecer mais da autora, existe esse vídeo que é muito bom <a href="https://www.youtube.com/watch?v=KqJ7Pn3rTFg">https://www.youtube.com/watch?v=KqJ7Pn3rTFg</a><br><br>Ainda sobre poesia marginal, estilo que a Ana C. se dedicou tem essa entrevista com Chacal, grande poeta brasileiro &lt;3<br><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ArZVmq4Q6D0&amp;t=178s">https://www.youtube.com/watch?v=ArZVmq4Q6D0&amp;t=178s</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Como desaparecer completamente<br>Autor: Ian Simão</div>]]></description>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Pais e filhos ♡<br>- Renato Russo</div>]]></description>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Poética <br>- Vinícius de Moraes</div>]]></description>
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         <title>Canção do Exílio de Gonçalves Dias</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Minha terra tem palmeiras,<br>Onde canta o Sabiá;<br>As aves, que aqui gorjeiam,<br>Não gorjeiam como lá.<br><br>Nosso céu tem mais estrelas,<br>Nossas várzeas têm mais flores,<br>Nossos bosques têm mais vida,<br>Nossa vida mais amores.<br><br></div><div>Em cismar – sozinho – à noite –Mais prazer encontro eu lá;<br>Minha terra tem palmeiras;<br>Onde canta o Sabiá.<br><br>Minha terra tem primores,<br>Que tais não encontro eu cá;<br>Em cismar – sozinho – à noite –Mais prazer encontro eu lá;<br>Minha terra tem palmeiras,<br>Onde canta o Sabiá.<br><br>Não permita Deus que eu morra,<br>Sem que eu volte para lá;<br>Sem que eu desfrute os primores<br>Que não encontro por cá;<br>Sem qu'inda aviste as palmeiras,<br>Onde canta o Sabiá.<br><br></div>]]></description>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Versos Soltos.</div>]]></description>
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         <title>AMOR FEINHO</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Adélia Prado</div>]]></description>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Soneto do Amor Total<br>Vinicius de Moraes </div>]]></description>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>As Sem-Razões do Amor.</div>]]></description>
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         <title>Saber Viver</title>
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         <description><![CDATA[<div>Cora Coralina</div>]]></description>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Ó Viajante</div>]]></description>
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         <title>Esperança</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title>Poemeto de Amor ao Próximo - Elisa Lucinda</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Poemeto de amor ao próximo<br><br>Me deixa em paz. <br>Deixe o meu, o dele, o dos outros em paz!<br>Qualé rapaz, o que é que você tem com isso?<br>Por que lhe incomoda o tamanho da minha saia?<br>Se eu sou índia, se sou negra ou branca, <br>se eu como com a mão ou com a colher,<br>se cadeirante, nordestino, dissonante, <br>se eu gosto de homem ou de mulher, <br>se eu não sou como você quer?<br>Não sei por que lhe aborrece<br>a liberdade amorosa dos seres ao seu redor.<br>Não sei por que lhe ofende mais <br>uma pessoa amada do que uma pessoa armada!?<br>Por que lhe insulta mais<br>quem de verdade ama do que quem lhe engana?<br>Dizem que vemos o que somos, por isso é bom que se investigue: <br>o que é que há por trás do seu espanto, <br>do seu escândalo, do seu incômodo<br>em ver o romance ardente como o de todo mundo, <br>nada demais, só que entre seres iguais?<br>Cada um sabe o que faz <br>com seus membros,<br>proeminências,<br>seus orifícios,<br>seus desejos, <br>seus interstícios.<br>Cada um sabe o que faz,<br>me deixe em paz.<br>Plante a paz. <br>Esta guerra que não se denomina<br>mas que mata tantos humanos, estes inteligentes animais,<br>é um verdadeiro terror urbano e ninguém aguenta mais.<br>“Conhece-te a ti mesmo”<br>este continua sendo o segredo que não nos trai.<br>Então, ouça o meu conselho<br>deixe que o sexo alheio seja assunto de cada eu,<br>e, pelo amor de deus, <br>vá cuidar do seu.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Em pleno século XXI o  mundo parou, uma ameaça invisível, real  e mortal fez a minha geração literalmente frear, parar, se isolar.Aconteceu nos dias em que o mundo dominava a tecnologia e também nos tempos em que a corrupção dominava o planeta.Nunca na história da minha geração ouviu-se tanto as pessoas falar em Deus, clamar por sua misericórdia e pedir sua proteção.Ficamos isolados em nossas casas, usando somente a tão requisitada tecnologia para nos comunicarmos, se informar, estudar, trabalhar, tivemos que nos reinventar, buscar soluções rápidas e aprender da noite pro dia novas maneiras de viver.A minha geração achou tanto tempo, aquele mesmo tempo que nunca sobrava na louca correria da vida, da era da tecnologia, do trabalho, do conquistar, do ter mais e mais...  Nesses dias a minha geração, pôde refletir que diante desta realidade que ameaçou o planeta, a espécie humana, todos nos igualamos, falamos por um momento a mesma língua, sentimos a mesma dor, tivemos medo de um inimigo comum.Entretanto diante desta ameaça meus(nossos) olhos puderam contemplar a união dos povos, a solidariedade, o amor, a ajuda ao próximo, nosso planeta visto de cima menos poluído, nossas águas mais límpidas e cristalinas, nossa atmosfera com menos gases, ajuda humanitária chegando, animais à solta passeando, leões marinhos visitando nossas orlas e tantas outras situações positivas meus olhos puderam contemplar, minha geração pôde viver. Por Edilaine Porto Jaraguari-MS 16 de maio 2020.</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175699</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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      <item>
         <title>A historia de cajuína</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Muitas vezes, por tras de uma musica, uma pintura ou um poema não sabemos a história, e essa letra tão interessante , eternizada pelo grande artista esconde um tragico acontecimento, o suicidio de um aoutro grande compositor TORQUATO NETO, que resolveu dar cabo da vida ao 28 anos de idade e a magoa do compositor e amigo, por não estar ao lado dele quando ele mais precisara.<br>coisas tristes da arte.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Alma Minha Gentil, que te Partiste</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Alma minha gentil, que te partiste<br>Tão cedo desta vida descontente,<br>Repousa lá no Céu eternamente,<br>E viva eu cá na terra sempre triste.<br><br>Se lá no assento Etéreo, onde subiste,<br>Memória desta vida se consente,<br>Não te esqueças daquele amor ardente,<br>Que já nos olhos meus tão puro viste.<br><br>E se vires que pode merecer-te<br>Algũa cousa a dor que me ficou<br>Da mágoa, sem remédio, de perder-te,<br><br>Roga a Deus, que teus anos encurtou,<br>Que tão cedo de cá me leve a ver-te,<br>Quão cedo de meus olhos te levou.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title> MARGARETH DOS SANTOS</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>"SONHE"<br>Clarice Lispector<br>Seja o Que você quer ser porque você <br>Possui apenas uma vida e nela só tem <br>Uma chance de fazer aquilo que quer<br>Tenha felicidade bastante para fazê-la doce<br>Dificuldades para fazê-la forte.<br>Tristeza para fazê-la HUMANA.<br>E esperança suficiente para fazê-la Feliz<br>As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.<br>Elas sabem fazer melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.</div>]]></description>
         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[Soneto de Fidelidade (1946), Vinicius de Moraes
Vinicius de Moraes (1913-1980) foi um poeta e compositor brasileiro. ... Além de ter sido um dos mais famosos compositores da música popular brasileira e um dos fundadores, nos anos 50, do movimento musical Bossa Nova, foi também importante poeta da Segunda Fase do Modernismo.

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Epitáfio                               Devia ter amado mais          Ter chorado mais                  Ter visto o sol nascer       Devia ter arriscado mais         E até errado mais                  Ter feito o que eu queria fazer Queria ter aceitado                As pessoas como elas são Cada um sabe a alegria           E a dor que traz no coração   O acaso vai me proteger Enquanto eu andar distraído  O acaso vai me proteger Enquanto eu andar           Devia ter complicado menos Trabalhado menos                Ter visto o sol se pôr        Devia ter me importado menos                                  Com problemas pequenos  Ter morrido de amor      Queria ter aceitado                  A vida como ela é                    A cada um cabe alegrias         E a tristeza que vier                 O acaso vai me proteger Enquanto eu andar distraído  O acaso vai me proteger Enquanto eu andar                   O acaso vai me proteger Enquanto eu andar distraído  O acaso vai me proteger Enquanto eu andar Compositores: Sérgio De Britto Álvares Affonso / Eric Silver    </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Retrato (1939), de Cecília Meireles A poesia de Cecília é assim: intimista - quase como uma conversa a dois autobiográfica, auto reflexiva, construída a partir de uma relação de intimidade com o leitor. A sua lírica também gira muito em torno da transitoriedade do tempo e de uma reflexão mais aprofundada acerca do sentido da vida.Eu não tinha este rosto de hoje,Assim calmo, assim triste, assim magro, Nem estes olhos tão vazios, Nem o lábio amargo.Eu não tinha estas mãos sem força,Tão paradas e frias e mortas; Eu não tinha este coração Que nem se mostra.Eu não dei por esta mudança,Tão simples, tão certa, tão fácil:— Em que espelho ficou perdida a minha face?</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175709</link>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Meus oito anos</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Casimiro de Abreu<br><br></div><div><em>Oh! que saudades que tenho<br>Da aurora da minha vida,<br>Da minha infância querida<br>Que os anos não trazem mais!<br>Que amor, que sonhos, que flores,<br>Naquelas tardes fagueiras<br>À sombra das bananeiras,<br>Debaixo dos laranjais!<br></em><br></div><div>Como são belos os dias<br>De despontar da existência!<br>– Respira a alma inocência<br>Como perfumes a flor;<br>O mar é – lago sereno,<br>O céu – um manto azulado,<br>O mundo – um sonho dourado,<br>A vida – um hino d’amor!<br><br></div><div>Que auroras, que sol, que vida,<br>Que noites de melodia<br>Naquela doce alegria,<br>Naquele ingênuo folgar!<br>O céu bordado d´estrelas,<br>A terra de aromas cheia,<br>As ondas beijando a areia<br>E a lua beijando o mar!<br><br></div><div>Oh! dias de minha infância!<br>Oh! meu céu de primavera!<br>Que doce a vida não era<br>Nessa risonha manhã!<br>Em vez das mágoas de agora,<br>Eu tinha nessas delícias<br>De minha mãe as carícias<br>E beijos de minha irmã!<br><br></div><div>Livre filho das montanhas,<br>Eu ia bem satisfeito,<br>Da camisa aberto o peito,<br>– Pés descalços, braços nus –<br>Correndo pelas campinas<br>À roda das cachoeiras,<br>Atrás das asas ligeiras<br>Das borboletas azuis!<br><br></div><div>Naqueles tempos ditosos<br>Ia colher as pitangas,<br>Trepava a tirar as mangas,<br>Brincava à beira do mar;<br>Rezava as Ave-Marias,<br>Achava o céu sempre lindo,<br>Adormecia sorrindo<br>E despertava a cantar!<br><br></div><div>[…]<br><br></div><div>Oh! que saudades que tenho<br>Da aurora da minha vida,<br>Da minha infância querida<br>Que os anos não trazem mais!<br>– Que amor, que sonhos, que flores,<br>Naquelas tardes fagueiras<br>À sombra das bananeiras,<br>Debaixo dos laranjais!<br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>“O Bonito me encanta, Mas o sincero...Ah! Esse me fascina.”(Clarice Lispector)</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <title>&quot;Desejo a vocês...</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Fruto do mato<br>Cheiro de jardim<br>Namoro no portão<br>Domingo sem chuva<br>Segunda sem mau humor<br>Sábado com seu amor."<br><br>(Carlos Drummond de Andrade)<br><br></div>]]></description>
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         <title>A CORRIDA DA VIDA</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div> A corrida da vida | Bráulio Bessa Na corrida dessa vida é preciso entender que você vai rastejar, que vai cair, vai sofrer e a vida vai lhe ensinar que se aprende a caminhar e só depois a correr. A vida é uma corrida que não se corre sozinho. E vencer não é chegar, é aproveitar o caminho sentindo o cheiro das flores e aprendendo com as dores causadas por cada espinho. Aprenda com cada dor,com cada decepção,com cada vez que alguém lhe partir o coração.O futuro é obscuro e às vezes é no escuro que se enxerga a direção. Aprenda quando chorar e quando sentir saudade,aprenda até quando alguém lhe faltar com a verdade.Aprender é um grande dom.Aprenda que até o bom vai aprender com a maldade. Aprender a desviar das pedras da ingratidão,dos buracos da inveja, das curvas da solidão,expandindo o pensamento fazendo do sofrimento a sua maior lição. Sem parar de aprender,aproveite cada flor,cada cheiro no cangote,cada gesto de amor,cada música dançada e também cada risada,silenciando o rancor. Experimente o mundo,prove de todo sabor, sinta o mar, o céu e a terra,sinta o frio e o calor,sinta sua caminhada e dê sempre uma parada pelo caminho que for. Pare, não tenha pressa,não carece acelerar, a vida já é tão curta, é preciso aproveitar essa estranha corrida que a chegada é a partida e ninguém pode evitar! Por isso é que o caminho tem que ser aproveitado,deixando pela estrada algo bom pra ser lembrado,vivendo uma vida plena,fazendo valer a pena cada passo que foi dado. Aí sim, lá na chegada,onde o m é evidente, é que a gente percebe que foi tudo de repente,e aprende na despedida que o sentido da vidaé sempre seguir em frente. -Bráulio Bessa Disponível em: https://www.brauliobessa.com/post/a-corrida-da-vidaData de Acesso: 15/05/2020 </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Recomece (Bráulio Bessa)</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <title>Ariano Suassuna</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Não sou nem otimista, nem pessimista</div><div>Os otimistas são ingênuos, e os pessimistas amargos. </div><div>Sou um realista esperançoso. </div><div>Sou um homem da esperança. </div><div>Sei que é para um futuro muito longínquo.</div><div>Sonho com o dia em que o sol de deus vai espalhar justiça pelo mundo</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>A Átis</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div> <strong>Não minto: eu me queria morta. <br>Deixava-me, desfeita em lágrimas: "Mas, ah, que triste a nossa sina! <br>Eu vou contra a vontade, juro, Safo". "Seja feliz", eu disse, "E lembre-se de quanto a quero.<br> Ou já esqueceu? Pois vou lembrar-lhe<br>Os nossos momentos de amor. <br>Quantas grinaldas, no seu colo, — Rosas, violetas, açafrão — Trançamos juntas! Multiflores Colares atei para o tenro Pescoço de Átis; os perfumes Nos cabelos, os óleos raros Da sua pele em minha pele! [...] Cama macia, o amor nascia <br>De sua beleza, e eu matava A sua sede" [...} Cai a lua, caem as plêiades e É meia-noite, o tempo passa e Eu só, aqui deitada, desejante. — Adolescência, adolescência, Você se vai, aonde vai? — Não volto mais para você, Para você volto mais não. </strong><br><br></div>]]></description>
         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Meus oito anos</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Casimiro de Abreu<br><br></div><div><em>Oh! que saudades que tenho<br>Da aurora da minha vida,<br>Da minha infância querida<br>Que os anos não trazem mais!<br>Que amor, que sonhos, que flores,<br>Naquelas tardes fagueiras<br>À sombra das bananeiras,<br>Debaixo dos laranjais!<br></em><br></div><div>Como são belos os dias<br>De despontar da existência!<br>– Respira a alma inocência<br>Como perfumes a flor;<br>O mar é – lago sereno,<br>O céu – um manto azulado,<br>O mundo – um sonho dourado,<br>A vida – um hino d’amor!<br><br></div><div>Que auroras, que sol, que vida,<br>Que noites de melodia<br>Naquela doce alegria,<br>Naquele ingênuo folgar!<br>O céu bordado d´estrelas,<br>A terra de aromas cheia,<br>As ondas beijando a areia<br>E a lua beijando o mar!<br><br></div><div>Oh! dias de minha infância!<br>Oh! meu céu de primavera!<br>Que doce a vida não era<br>Nessa risonha manhã!<br>Em vez das mágoas de agora,<br>Eu tinha nessas delícias<br>De minha mãe as carícias<br>E beijos de minha irmã!<br><br></div><div>Livre filho das montanhas,<br>Eu ia bem satisfeito,<br>Da camisa aberto o peito,<br>– Pés descalços, braços nus –<br>Correndo pelas campinas<br>À roda das cachoeiras,<br>Atrás das asas ligeiras<br>Das borboletas azuis!<br><br></div><div>Naqueles tempos ditosos<br>Ia colher as pitangas,<br>Trepava a tirar as mangas,<br>Brincava à beira do mar;<br>Rezava as Ave-Marias,<br>Achava o céu sempre lindo,<br>Adormecia sorrindo<br>E despertava a cantar!<br><br></div><div>[…]<br><br></div><div>Oh! que saudades que tenho<br>Da aurora da minha vida,<br>Da minha infância querida<br>Que os anos não trazem mais!<br>– Que amor, que sonhos, que flores,<br>Naquelas tardes fagueiras<br>À sombra das bananeiras,<br>Debaixo dos laranjais!<br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lágrimas ocultas</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Florbela Espanca <br><br><br></div><div>Se me ponho a cismar em outras eras<br>Em que ri e cantei, em que era q'rida,<br>Parece-me que foi noutras esferas,<br>Parece-me que foi numa outra vida...<br><br>E a minha triste boca dolorida<br>Que dantes tinha o rir das Primaveras,<br>Esbate as linhas graves e severas<br>E cai num abandono de esquecida!<br><br>E fico, pensativa, olhando o vago...<br>Toma a brandura plácida dum lago<br>O meu rosto de monja de marfim...<br><br>E as lágrimas que choro, branca e calma,<br>Ninguém as vê brotar dentro da alma!<br>Ninguém as vê cair dentro de mim!</div><div> </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>&quot;Desejo a vocês...</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Fruto do mato<br>Cheiro de jardim<br>Namoro no portão<br>Domingo sem chuva<br>Segunda sem mau humor<br>Sábado com seu amor."<br><br>(Carlos Drummond de Andrade)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>AMOR IDEAL – POESIA DE BRÁULIO BESSA</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Repare, que tanta gente no mundo<br>Corre em busca de um amor<br>Alguém que seja ideal<br>Aquela altura<br>Aquela cor<br>Aquele extrato bancário<br>Aquele belo salário<br><br></div><div>A quem ligue para a idade<br>Para raça, religião<br>Mas quem busca perfeição<br>Não busca amor de verdade<br><br></div><div>O ideal é amar<br>Inclusive o diferente<br>Afinal, que graça tem<br>Amar uma cópia da gente?<br><br></div><div>Procure sem ter critérios<br>O amor tem seus mistérios<br>E deixa a gente atordoado<br>Você sai para procurar<br>E ao invés de achar<br>Acaba sendo achado<br><br></div><div>E quando o amor lhe acha<br>Não tem para onde correr<br>Finda logo essa besteira<br>De mil coisas para escolher<br><br></div><div>Finda todo preconceito<br>É como se no seu peito<br>Coubesse o mundo inteiro<br>Com todo tipo de gente<br>E aceita que o diferente<br>É só alguém verdadeiro<br><br></div><div>Percebe que a estrada é repleta de amor<br>E você, nessa jornada,<br>Vai sorrir, vai sentir dor<br>Vai errar e acertar<br>Na peleja para encontrar<br>Um sentimento real<br><br></div><div>E uma dica, companheiro<br>Se o amor for verdadeiro,<br>Já é o AMOR IDEAL.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Sempre Clarice Lispector!</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>“Aprenda a se preservar. A falar pouco ou quase nada. Aprenda que coisas do coração são coisas sagradas, e só devem ser ditas a quem vai ouvi-las com carinho e ficar feliz junto contigo. Alguém que, ao ouvir que algo te incomoda, vais torcer muito pra que isso passe, e que você supere. Desabafo a gente faz a quem torce verdadeiramente pra que os ventos mudem, e os caminhos bons apareçam na nossa frente. “<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Fernando Pessoa</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>“Há tanta suavidade em nada dizer e tudo entender...”<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Carlos Drummond de Andrade </div>]]></description>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>No meio do caminho<br>No meio do caminho tinha uma pedra<br>tinha uma pedra no meio do caminho.<br>tinha uma pedra <br>no meio do caminho tinha uma pedra <br>Nunca me esquecerei desse acontecimento<br>na vida de minhas retinas tão fatigadas.<br>Nunca me esquecerei que no meio do caminho<br>tinha uma pedra<br>tinha uma pedra no meio do caminho<br>no meio do caminho tinha uma pedra.<br>Carlos Drummond de Andrade<br>In Alguma Poesia<br>Ed. Pindorama,1930.</div>]]></description>
         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Elogio da Dialéctica</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<h1>Bertolt Brecht</h1><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Motivo</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Eu canto porque o instante existe<br>e a minha vida está completa.<br>Não sou alegre nem sou triste:<br>sou poeta.<br><br>Irmão das coisas fugidias,<br>não sinto gozo nem tormento.<br>Atravesso noites e dias<br>no vento.<br><br>Se desmorono ou se edifico,<br>se permaneço ou me desfaço,<br>— não sei, não sei. Não sei se fico<br>ou passo.<br><br>Sei que canto. E a canção é tudo.<br>Tem sangue eterno a asa ritmada.<br>E um dia sei que estarei mudo:<br>— mais nada.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>No meio do caminho<br><br></div><div>No meio do caminho tinha uma pedra <br>tinha uma pedra no meio do caminho <br>tinha uma pedra <br>no meio do caminho tinha uma pedra <br>Nunca me esquecerei desse acontecimento <br>na vida de minhas retinas tão fatigadas <br>Nunca me esquecerei que no meio do caminho <br>tinha uma pedra <br>tinha uma pedra no meio do caminho <br>no meio do caminho tinha uma pedra. <br>Carlos Drummond de Andrade <br>In Alguma Poesia <br>Ed. Pindorama,1930.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175735</link>
         <description><![CDATA[<div>O amor, quando se revela,<br>Não se sabe revelar.<br>Sabe bem olhar p'ra ela,<br>Mas não lhe sabe falar.<br><br>Quem quer dizer o que sente<br>Não sabe o que há de dizer.<br>Fala: parece que mente...<br>Cala: parece esquecer...<br><br>Ah, mas se ela adivinhasse,<br>Se pudesse ouvir o olhar,<br>E se um olhar lhe bastasse<br>P'ra saber que a estão a amar!<br><br>Mas quem sente muito, cala;<br>Quem quer dizer quanto sente<br>🤬 sem alma nem fala,<br>🤬 só, inteiramente!<br><br>Mas se isto puder contar-lhe<br>O que não lhe ouso contar,<br>Já não terei que falar-lhe<br>Porque lhe estou a falar...</div><div><a href="https://www.pensador.com/autor/fernando_pessoa/"><br>Fernando Pessoa<br></a><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Tanto Amar</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Amo tanto e de tanto amar<br>Acho que ela é bonita<br>Tem um olho sempre a boiar<br>E outro que agita</div><div>Tem um olho que não está<br>Meus olhares evita<br>E outro olho a me arregalar<br>Sua pepita</div><div>A metade do seu olhar<br>Está chamando pra luta, aflita<br>E metade quer madrugar<br>Na bodeguita</div><div>Se seus olhos eu for cantar<br>Um seu olho me atura<br>E outro olho vai desmanchar<br>Toda a pintura</div><div>Ela pode rodopiar<br>E mudar de figura<br>A paloma do seu mirar<br>Virar miúra</div><div>É na soma do seu olhar<br>Que eu vou me conhecer inteiro<br>Se nasci pra enfrentar o mar<br>Ou faroleiro</div><div>Amo tanto e de tanto amar<br>Acho que ela acredita<br>Tem um olho a pestanejar<br>E outro me fita</div><div>Suas pernas vão me enroscar<br>Num balé esquisito<br>Seus dois olhos vão se encontrar<br>No infinito</div><div>Amo tanto e de tanto amar<br>Em Manágua temos um chico<br>Já pensamos em nos casar<br>Em Porto Rico<br><br>- Chico Buarque</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>DEUS</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Casimiro de Abreu <br></strong><br></div><div><strong>Eu me lembro! Eu me lembro! – Era pequeno<br> E brincava na praia; o mar bramia,<br> E, erguendo o dorso altivo, sacudia,<br> A branca espuma para o céu sereno.</strong></div><div><strong>E eu disse a minha mãe nesse momento:<br> “Que dura orquestra! Que furor insano!<br> Que pode haver de maior do que o oceano<br> Ou que seja mais forte do que o vento?”</strong></div><div><strong>Minha mãe a sorrir, olhou pros céus<br> E respondeu: – Um ser que nós não vemos,<br> É maior do que o mar que nós tememos,<br> Mais forte que o tufão, meu filho, é Deus.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div> </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Pegadas na Areia<br><br>Sonhei que estava caminhando na praia<br>juntamente com Deus.<br>E revi, espelhado no céu,<br>todos os dias da minha vida.<br>E em cada dia vivido,<br>apareciam na areia, duas pegadas :<br>as minhas e as d’Ele.<br>No entanto, de quando em quando,<br>vi que havia apenas as minhas pegadas,<br>e isso precisamente<br>nos dias mais difíceis da minha vida.<br><br>Então perguntei a Deus:<br>"Senhor, eu quis seguir-Te,<br>e Tu prometeste ficar sempre comigo.<br>Porque deixaste-me sozinho,<br>logo nos momentos mais difíceis?<br><br>Ao que Ele respondeu:<br>"Meu filho, Eu te amo e nunca te abandonei.<br>Os dias em que viste só um par de pegadas na areia<br>são precisamente aqueles<br>em que Eu te levei nos meus braços."</div><div><br>Margaret Fishback Powers<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Renovadora e reveladora do mundoA humanidade se renova no teu ventre.Cria teus filhos,não os entregues à creche.Creche é fria, impessoal.Nunca será um larpara teu filho.Ele, pequenino, precisa de ti.Não o desligues da tua força maternal.Que pretendes, mulher?Independência, igualdade de condições...Empregos fora do lar?És superior àquelesque procuras imitar.Tens o dom divinode ser mãeEm ti está presente a humanidade.Mulher, não te deixes castrar.Serás um animal somente de prazere às vezes nem mais isso.Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.Tumultuada, fingindo ser o que não és.Roendo o teu osso negro da amargura.</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Cora Coralina</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Mãe</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Renovadora e reveladora do mundo<br>A humanidade se renova no teu ventre.<br>Cria teus filhos,não entregue á creche.<br>Creche é fria, impessoal.<br>Nunca será um lar para teus filhos.<br>Ele pequenino, precisa de ti<br>Não o desligues da tua força mental<br>Que pretendes, mulher?<br>Independência, igualdade de condições...<br>Empregos fora do lar?<br>É superior àqueles que procurar imitar<br>Tens o dom do divino de ser mãe<br>Em ti está presente a humanidade<br>Mulher, não te deixes castrais.<br>Serás um animal somente de prazer e ás vezes nem mais isso<br>Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar<br>Tumultuada, fingindo ser o que não és<br>Roendo o teu osso negro da amargura<br>Cora Coralina</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>UM APRENDIZ – BRÁULIO BESSA</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175745</link>
         <description><![CDATA[<div>Sendo eu, um aprendiz<br>A vida já me ensinou que besta<br>É quem vive triste<br>Lembrando o que faltou<br><br></div><div>Magoando a cicatriz<br>E esquece de ser feliz<br>Por tudo que conquistou<br><br></div><div>Afinal, nem toda lágrima é dor<br>Nem toda graça é sorriso<br>Nem toda curva da vida<br>Tem uma placa de aviso<br>E nem sempre o que você perde<br>É de fato um prejuízo<br><br></div><div>O meu ou o seu caminho<br>Não são muito diferentes<br>Tem espinho, pedra, buraco<br>Pra mode atrasar a gente<br><br></div><div>Mas não desanime por nada<br>Pois até uma topada<br>Empurra você pra frente<br><br></div><div>Tantas vezes parece que é o fim<br>Mas no fundo, é só um recomeço<br>Afinal, pra poder se levantar<br>É preciso sofrer algum tropeço<br><br></div><div>É a vida insistindo em nos cobrar<br>Uma conta difícil de pagar<br>Quase sempre, por ter um alto preço<br><br></div><div>Acredite no poder da palavra desistir<br>Tire o D, coloque o R<br>Que você tem Resistir<br><br></div><div>Uma pequena mudança<br>Às vezes traz esperança<br>E faz a gente seguir<br><br></div><div>Continue sendo forte<br>Tenha fé no Criador<br>Fé também em você mesmo<br>Não tenha medo da dor<br><br></div><div>Siga em frente a caminhada<br>E saiba que a cruz mais pesada<br>O filho de Deus carregou<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>SONETO DA FIDELIDADE - Vinícius de Moraes </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><div>De tudo, ao meu amor serei atento<br>Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto<br>Que mesmo em face do maior encanto<br>Dele se encante mais meu pensamento.<br><br>Quero vivê-lo em cada vão momento<br>E em louvor hei de espalhar meu canto<br>E rir meu riso e derramar meu pranto<br>Ao seu pesar ou seu contentamento.<br><br>E assim, quando mais tarde me procure<br>Quem sabe a morte, angústia de quem vive<br>Quem sabe a solidão, fim de quem ama<br><br>Eu possa me dizer do amor (que tive):<br>Que não seja imortal, posto que é chama<br>Mas que seja infinito enquanto dure.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Frida Kahlo</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>“Onde não puderes amar, não te demores.”<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.Clarice Lispector LISPECTOR, C. A Hora da Estrela. 12 ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175750</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Anunciação</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175751</link>
         <description><![CDATA[<div>Voam-me pássaros em torno,<br>numa ciranda sem motivos.<br>A estrada é fria.<br>Estou de branco.<br>Brilha uma estrela em minha mão.<br><br>Revoam pássaros em torno.<br>Meu ombro esquerdo vai ferido.<br>Medrosos passos vão levando<br>a fina sombra do meu corpo.<br><br>Volteiam folhas,<br>dança o vento<br>e a gaze clara do vestido.<br>Minha cabeça vai pendida<br>e há uma estrela em minha mão.<br><br>Que estranho caminho andado,<br>de branco, na estrada fria,<br>por entre pássaros voando,<br>por sobre flores caindo<br>e o ombro esquerdo sangrando.<br><br>O mar canta em meus ouvidos <br>e a Montanha inacessível<br>estende ramos de paz<br>Passam âncoras e cruzes<br>e há uma estrela em minha mão.<br><br>Por que me levam de branco,<br>na fria estrada de pedra,<br>com este ombro sangrando,<br>entre perfumes e asas</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Soneto 18</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Se te comparo a um dia de verão<br>És por certo mais belo e mais ameno<br>O vento espalha as folhas pelo chão<br>E o tempo do verão é bem pequeno.<br><br>Às vezes brilha o Sol em demasia<br>Outras vezes desmaia com frieza;<br>O que é belo declina num só dia,<br>Na terna mutação da natureza.<br><br>Mas em ti o verão será eterno,<br>E a beleza que tens não perderás;<br>Nem chegarás da morte ao triste inverno:<br><br>Nestas linhas com o tempo crescerás.<br>E enquanto nesta terra houver um ser,<br>Meus versos vivos te farão viver.</div><div><a href="https://www.pensador.com/autor/william_shakespeare/"><br>William Shakespeare</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Recomece (trecho)Quando a vida bater forte e sua alma sangrar,quando esse mundo pesado lhe ferir, lhe esmagar...É hora do recomeço.Recomece a LUTAR.Quando tudo for escuro e nada iluminar,quando tudo for incerto e você só duvidar...É hora do recomeço.Recomece a ACREDITAR.Quando a estrada for longa e seu corpo fraquejar,quando não houver caminho nem um lugar pra chegar...É hora do recomeço.Recomece a CAMINHAR.</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175753</link>
         <description><![CDATA[<div>Recomece (trecho) de Bráulio Bessa ( literatura de cordel)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Tecendo a Manhã</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175754</link>
         <description><![CDATA[<div>Um galo sozinho não tece uma manhã:<br>ele precisará sempre de outros galos.<br>De um que apanhe esse grito que ele<br>e o lance a outro; de um outro galo<br>que apanhe o grito de um galo antes<br>e o lance a outro; e de outros galos<br>que com muitos outros galos se cruzem<br>os fios de sol de seus gritos de galo,<br>para que a manhã, desde uma teia tênue,<br>se vá tecendo, entre todos os galos.<br><br>E se encorpando em tela, entre todos,<br>se erguendo tenda, onde entrem todos,<br>se entretendendo para todos, no toldo<br>(a manhã) que plana livre de armação.<br>A manhã, toldo de um tecido tão aéreo<br>que, tecido, se eleva por si: luz balão.<br><br>João Cabral de Melo Neto</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Poema do Renunciamento José Ángel Buesa</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Passarás por minha vida sem saber que passaste<br>Passarás em silêncio por meu amor e, ao passar,<br>fingirei um sorriso, como um doce contraste<br>de dor de querer-te... e jamais o saberás.<br><br>Sonharei com o nácar virginal de tua testa;<br>sonharei com teus olhos de esmeralda de mar;<br>sonharei com teus lábios desesperadamente;<br>sonharei com teus beijos... e jamais o saberás<br><br>Talvez passes com outro que te diga ao ouvido<br>essas frases que ninguém como eu te dirá;<br>e afogando para sempre meu amor inadvertido,<br>te amarei mais que nunca... e jamais saberás.<br><br>Eu te amarei em silêncio, como algo inacessível,<br>como um sonho que nunca conseguirei realizar;<br>e o longínquo perfume de meu amor impossível<br>roçará teus cabelos... e jamais o saberás<br><br>E se um dia uma lágrima denuncia meu tormento<br>o tormento infinito que devo ocultar<br>te direi sorridente: "não é nada...foi o vento".<br>Me enxugarei a lágrima... e jamais o saberás</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Fernando Pessoa: O amor, quando se revela, Não se sabe...</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175758</link>
         <description><![CDATA[<div>O amor, quando se revela,<br>Não se sabe revelar.<br>Sabe bem olhar p'ra ela,<br>Mas não lhe sabe falar.<br><br>Quem quer dizer o que sente<br>Não sabe o que há de dizer.<br>Fala: parece que mente...<br>Cala: parece esquecer...<br><br>Ah, mas se ela adivinhasse,<br>Se pudesse ouvir o olhar,<br>E se um olhar lhe bastasse<br>P'ra saber que a estão a amar!<br><br>Mas quem sente muito, cala;<br>Quem quer dizer quanto sente<br>🤬 sem alma nem fala,<br>🤬 só, inteiramente!<br><br>Mas se isto puder contar-lhe<br>O que não lhe ouso contar,<br>Já não terei que falar-lhe<br>Porque lhe estou a falar...</div><div><a href="https://www.pensador.com/autor/fernando_pessoa/">Fernando Pessoa</a> Poesias Inéditas (1919-1930).</div><div><br></div><div><br></div><div><br></div><div><br></div><div><br><br></div>]]></description>
         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Mas há a vida</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175759</link>
         <description><![CDATA[<div>Mas há a vida<br>que é para ser<br>intensamente vivida,<br>há o amor.<br>Que tem que ser vivido<br>até a última gota.<br>Sem nenhum medo.<br>Não mata.<br><br>    <em>Clarice Lispector</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175760</link>
         <description><![CDATA[<div>Escreverás meu nome com todas as letras,com todas as datas,e não serei eu.Repetirás o que ouviste,o que leste de mim, e mostrarás meu retrato,e nada disso serei eu.Dirás coisas imaginárias,invenções sutis, engenhosas teorias,e continuarei ausente.Somos uma difícil unidade,de muitos instantes mínimos,isso seria eu.Mil fragmentos somos, em jogo misterioso,aproximamo-nos e afastamo-nos, eternamente.Como me poderão encontrar?Novos e antigos todos os dias,transparentes e opacos, segundo o giro da luz,nós mesmos nos procuramos.E por entre as circunstâncias fluímos,leves e livres como a cascata pelas pedras.Que mortal nos poderia prender?BiografiaEscreverás meu nome com todas as letras,com todas as datas,e não serei eu.Repetirás o que ouviste,o que leste de mim, e mostrarás meu retrato,e nada disso serei eu.Dirás coisas imaginárias,invenções sutis, engenhosas teorias,e continuarei ausente.Somos uma difícil unidade,de muitos instantes mínimos,isso seria eu.Mil fragmentos somos, em jogo misterioso,aproximamo-nos e afastamo-nos, eternamente.Como me poderão encontrar?Novos e antigos todos os dias,transparentes e opacos, segundo o giro da luz,nós mesmos nos procuramos.E por entre as circunstâncias fluímos,leves e livres como a cascata pelas pedras.Que mortal nos poderia prender?BiografiaEscreverás meu nome com todas as letras,com todas as datas,e não serei eu.Repetirás o que ouviste,o que leste de mim, e mostrarás meu retrato,e nada disso serei eu.Dirás coisas imaginárias,invenções sutis, engenhosas teorias,e continuarei ausente.Somos uma difícil unidade,de muitos instantes mínimos,isso seria eu.Mil fragmentos somos, em jogo misterioso,aproximamo-nos e afastamo-nos, eternamente.Como me poderão encontrar?Novos e antigos todos os dias,transparentes e opacos, segundo o giro da luz,nós mesmos nos procuramos.E por entre as circunstâncias fluímos,leves e livres como a cascata pelas pedras.Que mortal nos poderia prender?</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Jeferson Leandro da Silva<br>   AUTOPSICOGRAFIA<br>O poeta é um fingidor<br>Finge tão completamente<br>Que chegava fingir que é dor<br>A dor que deveras sente.<br><br>E o lêem o que escreve,<br>Na dor lida sentem bem, <br>Não as duas que ele teve,<br>Mas só a que eles não têm.<br><br>E assim na calhas da roda<br>Gira, a entreter a razão,<br>Esse comboio de corda<br>Que se chama o coração.<br><br>   </div>]]></description>
         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Clarice Lispector</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Superando o que foi vivido de desinteressante, conseguiremos viver bem o presente, e construir o futuro com sabedoria.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Cora Coralina</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Saber viver<br></strong><br></div><div>Não sei.. Se a vida é curta</div><div>Ou longa demais pra nós,</div><div>Mas sei que nada do que vivemos,</div><div>Tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.</div><div><br></div><div>Muitas vezes basta ser,</div><div>Colo que acolhe,</div><div>Braço que envolve,</div><div>Palavra que conforta,</div><div>Silencio que respeita,</div><div>Alegria que contagia,</div><div>Lágrima que corre,</div><div>Olhar que acaricia,</div><div>Desejo que sacia,</div><div>Amor que promove.</div><div><br></div><div>E  isso não é coisa de outro mundo,</div><div>É o que sentido a vida,</div><div>É o que faz com que ela</div><div>Não seja nem curta,</div><div>Nem longa demais,</div><div>Mas que seja intensa,</div><div>Verdadeira, pura...</div><div>Enquanto durar.<br><br></div><div> <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>A morte não é nada</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175766</link>
         <description><![CDATA[<div>Agostinho de Hipona<br><br>A morte não é nada.</div><div>Eu somente passei para o outro lado do caminho.</div><div>Eu sou eu, vocês são vocês.</div><div>O que eu era para vocês, eu continuarei sendo.</div><div>Me deem o nome que vocês sempre me deram, </div><div>falem comigo como vocês sempre fizeram.</div><div>Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, </div><div>eu estou vivendo no mundo do Criador.</div><div>Não utilizem um tom solene ou triste, </div><div>continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos.</div><div>Rezem, sorriam, pensem em mim.</div><div>Rezem por mim.</div><div>Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, </div><div>sem ênfase de nenhum tipo.</div><div>Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.</div><div>A vida significa tudo o que ela sempre significou.</div><div>O fio não foi cortado.</div><div>Porque eu estaria fora de seus pensamentos, </div><div>agora que estou apenas fora de suas vistas?</div><div>Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do caminho...</div><div>Você que aí ficou, siga em frente...</div><div>A vida continua, linda e bela como sempre foi.<br><br>Agostinho de Hipona (354-430) foi um filósofo, escritor, bispo e teólogo cristão africano, que deixou uma obra literária gigantesca, sendo 113 trabalhos, 224 cartas e mais quinhentos sermões. Nasceu em Tagate, pequena cidade da Numídia, atual Argélia, na África. Foi educado em Cartago, grande centro de paganismo e a maior cidade do Ocidente latino, depois de Roma. De volta à cidade natal abre uma escola particular, onde ensinou gramática e retórica durante treze anos. </div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Diziam-me</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175767</link>
         <description><![CDATA[<div>Edith Stein<br><br>Diziam-me: o Senhor quer vir até junto de ti,</div><div>O Salvador está à porta do teu coração.</div><div>Recebi com alegria esta mensagem.</div><div>Agora que se aproxima o dia – quase que tenho medo.</div><div> </div><div>O grande Deus, Ele vem até junto deste pobre filho.</div><div>É possível que Ele goste de estar comigo?</div><div>Temo que não encontre em mim nada de belo:</div><div>Sou tão pequeno – é o Senhor do mundo.</div><div> </div><div>Que tenho, pois, que dizer-lhe para O acolher?</div><div>Quem poderá ajudar-me? Quem me dará um bom conselho?</div><div>Quero perguntar à amável Mãe de Deus,</div><div>Que sabe o que agrada a Jesus.</div><div> </div><div>Maria diz: “Meu filho, não temas.</div><div>O meu Filho quer os pequeninos com ternura,</div><div>Vê-los bem e felizes é o seu desejo.</div><div>Prepara-te com muita alegria só para Ele.</div><div> </div><div>Diz-Lhe quando Ele vier: Recebe o meu coração como presente,</div><div>E ensina-me Tu mesmo o que a Ti te dá alegria.</div><div>Eu Te ofereço tudo o que tenho com muito gosto,</div><div>E presto atenção a cada uma das Tuas Palavras”.<br><br><br>Edith Stein (1891 – 1942), de origem judaica, doutorou-se em filosofia, tendo sido uma das dez primeiras mulheres da Alemanha a obter tal título. Frequentou o círculo de pensadores aglutinados em torno da fenomenologia, vindo a ser assistente de seu fundador, o filósofo Edmund Husserl (1859 – 1938). Destinada a uma trajetória intelectual brilhante, teve sua carreira acadêmica abortada devido às limitações que, ainda naquela época, pesavam contra as mulheres. Profundamente impactada pela leitura da autobiografia de Teresa de Ávila (1515 – 1582), converteu-se ao catolicismo, exercendo intensa atividade no meio católico, como professora, conferencista, tradutora e escritora. Em 1933, levando sua conversão às últimas consequências, tornou-se freira, entrando para a austera ordem das Carmelitas Descalças.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Ariano Suassuna</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>“O otimista é um tolo.</div><div>O pessimista, um chato.</div><div>Bom mesmo é ser um realista esperançoso.”<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Rubens Alves – Poemas &amp; Versos</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>“Cartas de amor são escritas não para dar notícias, não para contar nada, mas para que mãos separadas se toquem ao tocarem a mesma folha de papel.”<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Poeminho do Contra</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175770</link>
         <description><![CDATA[<div>Mario Quintana<br><br>Todos esses que aí estão</div><div>Atravancando meu caminho,</div><div>Eles passarão...</div><div>Eu passarinho!</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Vou-me Embora pra Pasárgada(Manuel Bandeira)Vou-me embora pra PasárgadaLá sou amigo do reiLá tenho a mulher que eu queroNa cama que escolhereiVou-me embora pra PasárgadaVou-me embora pra PasárgadaAqui eu não sou felizLá a existência é uma aventuraDe tal modo inconseqüenteQue Joana a Louca de EspanhaRainha e falsa dementeVem a ser contraparenteDa nora que nunca tiveE como farei ginásticaAndarei de bicicletaMontarei em burro braboSubirei no pau-de-seboTomarei banhos de mar!E quando estiver cansadoDeito na beira do rioMando chamar a mãe-d’águaPra me contar as históriasQue no tempo de eu meninoRosa vinha me contarVou-me embora pra PasárgadaEm Pasárgada tem tudoÉ outra civilizaçãoTem um processo seguroDe impedir a concepçãoTem telefone automáticoTem alcaloide à vontadeTem prostitutas bonitasPara a gente namorarE quando eu estiver mais tristeMas triste de não ter jeitoQuando de noite me derVontade de me matar— Lá sou amigo do rei —Terei a mulher que eu queroNa cama que escolhereiVou-me embora pra Pasárgada.</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175772</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Ou isto ou aquilo</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Ou se tem chuva e não se tem sol,<br>ou se tem sol e não se tem chuva!<br><br>Ou se calça a luva e não se põe o anel,<br>ou se põe o anel e não se calça a luva!<br><br>Quem sobe nos ares não  no chão,<br>quem  no chão não sobe nos ares.<br><br>É uma grande pena que não se possa<br>estar ao mesmo tempo nos dois lugares!<br><br>Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,<br>ou compro o doce e gasto o dinheiro.<br><br>Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…<br>e vivo escolhendo o dia inteiro!<br><br>Não sei se brinco, não sei se estudo,<br>se saio correndo ou fico tranquilo.<br><br>Mas não consegui entender ainda<br>qual é melhor: se é isto ou aquilo.<br><strong><em><mark>Cecília Meireles.</mark></em></strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Família é tudo igual Autora:Cecília Meireles     </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Família é tudo igual.Cada uma é especial!Tem pai,mãe,filho,tio,primo e avô,mais aqueles que surgiram pelo caminho e a família também adotou.Tem família com e sem animal de estimação,com e sem bebê,tem família que não para de crescer! Tem família que briga no almoço e faz as pazes no jantar..Tem família que se espalha,mas se reúne para rezar.Tem família de todo tipo e cada uma é especial porque família é tudo igual,mas a minha é mais legal.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>RETRATO                        CECÍLIA MEIRELES                 Eu não tinha este rosto de hoje,  Assim calmo, assim triste, assim magro,Nem estes olhos tão vazios,Nem o lábio amargo.Eu não tinha estas mãos sem força,Tão paradas e frias e mortas;Eu não tinha este coraçãoQue nem se mostra.Eu não dei por esta mudança,Tão simples, tão certa, tão fácil:— Em que espelho ficou perdidaa minha face?         </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br><strong>Jessica Euzebio,<br>Pedagogia.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>A Quadrilha</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>João amava Teresa que amava Raimundo<br>que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili<br>que não amava ninguém.<br>João foi pra os Estados Unidos, Teresa para o convento,<br>Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,<br>Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes<br>que não tinha entrado na história.<br><br>*** Afinal na dança do amor ninguém tem par....</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Cassia Eller💕</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Amar é para poucos ou para os loucos ...</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Morte e Vida Severina retrata a trajetória de Severino, que deixa o sertão nordestino em direção ao litoral em busca de melhores condições de vida. Severino encontra no caminho outros nordestinos que, como ele, passam pelas privações impostas ao sertão.A aridez da terra e as injustiças contra o povo são percebidas em medidas nada sutis do autor. Assim, ele retrata o enterro de um homem assassinado a mando de latifundiários.Assiste a muitas mortes e, de tanto vagar, termina por descobrir que é justamente ela, a morte, a maior empregadora do sertão. É a ela que devem os empregos, do médico ao coveiro, da rezadeira ao farmacêutico.Nota, ao vagar pela Zona da Mata, onde há muito verde, que a morte a ninguém poupa. Retrata, contudo, que a persistência da vida é a única a maneira de vencer a morte.No poema, Severino pensa em suicídio jogando-se do Rio Capibaribe, mas é contido pelo carpinteiro José, que fala do nascimento do filho.A renovação da vida é uma indicação clara ao nascimento de Jesus, também filho de um carpinteiro e alvo das expectativas para remissão dos pecados.</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Morte e vida severina de João Cabral Melo Neto</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Canção do exílio</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Gonçalves Dias<br><br></div><div><em>Minha terra tem palmeiras</em><br><em>Onde canta o Sabiá,</em><br><em>As aves, que aqui gorjeiam,</em><br><em>Não gorjeiam como lá.<br></em><br></div><div><em>Nosso céu tem mais estrelas,</em><br><em>Nossas várzeas têm mais flores,</em><br><em>Nossos bosques têm mais vida,</em><br><em>Nossa vida mais amores.<br></em><br></div><div><em>Em cismar, sozinho, à noite,</em><br><em>Mais prazer encontro eu lá;</em><br><em>Minha terra tem palmeiras,</em><br><em>Onde canta o Sabiá.<br></em><br></div><div><em>Minha terra tem primores,</em><br><em>Que tais não encontro eu cá;</em><br><em>Em cismar – sozinho, à noite –</em><br><em>Mais prazer encontro eu lá;</em><br><em>Minha terra tem palmeiras,</em><br><em>Onde canta o Sabiá.<br></em><br></div><div><em>Não permita Deus que eu morra,</em><br><em>Sem que eu volte para lá;</em><br><em>Sem que desfrute os primores</em><br><em>Que não encontro por cá;</em><br><em>Sem qu’inda aviste as palmeiras,</em><br><em>Onde canta o Sabiá.</em></div>]]></description>
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         <title>Mãe</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Renovadora e reveladora do mundo<br>A humanidade se renova no teu ventre.<br>Cria teus filhos,<br>não os entregues à creche.<br>Creche é fria, impessoal.<br>Nunca será um lar<br>para teu filho.<br>Ele, pequenino, precisa de ti.<br>Não o desligues da tua força maternal.<br><br>Que pretendes, mulher?<br>Independência, igualdade de condições...<br>Empregos fora do lar?<br>És superior àqueles<br>que procuras imitar.<br>Tens o dom divino<br>de ser mãe<br>Em ti está presente a humanidade.<br><br>Mulher, não te deixes castrar.<br>Serás um animal somente de prazer<br>e às vezes nem mais isso.<br>Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.<br>Tumultuada, fingindo ser o que não és.<br>Roendo o teu osso negro da amargura.<br><br>Cora Coralina</div>]]></description>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title>DA OBSERVAÇÃO</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Mario Quintana <br><br>Não te irrites, por mais que te fizerem<br>Estuda, a frio, o coração alheio.<br>Farás, assim, do mal que eles te querem,<br>Teu mais amável e sutil recreio.</div><div><br>Mario Quintana<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto da Fidelidade </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>(Vinícius de Moraes)<br><br></div><div>De tudo, ao meu amor serei atento<br> Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto<br> Que mesmo em face do maior encanto<br> Dele se encante mais meu pensamento.<br><br></div><div>Quero vivê-lo em cada vão momento<br> E em louvor hei de espalhar meu canto<br> E rir meu riso e derramar meu pranto<br> Ao seu pesar ou seu contentamento.<br><br></div><div>E assim, quando mais tarde me procure<br> Quem sabe a morte, angústia de quem vive<br> Quem sabe a solidão, fim de quem ama<br><br></div><div>Eu possa me dizer do amor (que tive):<br> Que não seja imortal, posto que é chama<br> Mas que seja infinito enquanto dure.<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Língua portuguesa</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Olavo Bilac</div>]]></description>
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      <item>
         <title>Poesia de Elis Regina</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Letras</div><div>Poema é noite cheia de amargura<br>Poema é a luz que brilha lá no céu Poema é ter saudade de alguém,<br>Que a gente quer e que não vem Poema é um cantar de um passarinho<br>Que vive ao léu, perdeu seu ninho<br>É a esperança de um encontrar Poema é a solidão da madrugada<br>Um ébrio triste na calçada<br>Querendo a lua namorar Poema é um cantar de um passarinho<br>Que vive ao léu, perdeu seu ninho<br>É a esperança de um encontrar Poema é a solidão da madrugada<br>Um ébrio triste na calçada<br>Querendo a lua namorar</div>]]></description>
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      <item>
         <title>Presságio</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>( Fernando Pessoa)<strong><br></strong><br></div><div>O amor, quando se revela,<br>Não se sabe revelar.<br>Sabe bem olhar pra ela,<br>Mas não lhe sabe falar.<br><br></div><div>Quem quer dizer o que sente<br>Não sabe o que há de dizer.<br>Fala: parece que mente…<br>Cala: parece esquecer…<br><br></div><div>Ah, mas se ela adivinhasse,<br>Se pudesse ouvir o olhar,<br>E se um olhar lhe bastasse<br>Pra saber que a estão a amar!<br><br></div><div>Mas quem sente muito, cala;<br>Quem quer dizer quanto sente<br>🤬 sem alma nem fala,<br>🤬 só, inteiramente!<br><br></div><div>Mas se isto puder contar-lhe<br>O que não lhe ouso contar,<br>Já não terei que falar-lhe<br>Porque lhe estou a falar<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>O sonho </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote>(Clarice Lispector)<br><br><em>Sonhe com aquilo que você quer ser,<br>porque você possui apenas uma vida<br>e nela só se tem uma chance<br>de fazer aquilo que quer.<br><br>Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.<br>Dificuldades para fazê-la forte.<br>Tristeza para fazê-la humana.<br>E esperança suficiente para fazê-la feliz.<br><br>As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.<br>Elas sabem fazer o melhor das oportunidades<br>que aparecem em seus caminhos.<br><br>A felicidade aparece para aqueles que choram.<br>Para aqueles que se machucam<br>Para aqueles que buscam e tentam sempre.<br>E para aqueles que reconhecem<br>a importância das pessoas que passaram por suas vidas.</em></blockquote><div><a href="https://www.todamateria.com.br/poetas-brasileiros/"><sub>https://www.todamateria.com.br/poetas-brasileiros/</sub></a></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Pela luz dos olhos teus</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175798</link>
         <description><![CDATA[<div>(Vinícius de Moraes)<strong><br></strong><br></div><div>Quando a luz dos olhos meus<br>E a luz dos olhos teus<br>Resolvem se encontrar<br>Ai que bom que isso é meu Deus<br>Que frio que me dá o encontro desse olhar<br>Mas se a luz dos olhos teus<br>Resiste aos olhos meus só p’ra me provocar<br>Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar<br>Meu amor, juro por Deus<br>Que a luz dos olhos meus já não pode esperar<br>Quero a luz dos olhos meus<br>Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará<br>Pela luz dos olhos teus<br>Eu acho meu amor que só se pode achar<br>Que a luz dos olhos meus precisa se casar.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>AS BORBOLETAS</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>(Vinicius de  Morais)<br><br></div><div>Brancas<br>Azuis<br>Amarelas<br>E pretas<br>Brincam<br>Na luz<br>As belas<br>Borboletas.<br><br>Borboletas brancas<br>São alegres e francas.<br><br>Borboletas azuis<br>Gostam muito de luz.<br><br>As amarelinhas<br>São tão bonitinhas!<br><br>E as pretas, então...<br>Oh, que escuridão!<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Autopsicografia</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>(Fernando Pessoa)<br><br>O poeta é um fingidor</div><div>Finge tão completamente</div><div>Que chega a fingir que é dor</div><div>A dor que deveras sente.</div><div><br></div><div>E os que leem o que escreve,</div><div>Na dor lida sentem bem,</div><div>Não as duas que ele teve,</div><div>Mas só a que eles não têm.</div><div><br></div><div>E assim nas calhas de roda</div><div>Gira, a entreter a razão,</div><div>Esse comboio de corda</div><div>Que se chama coração.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title>Caroliny Machado</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>autora AMANDA LOVELACE<br><br></div>]]></description>
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         <title>Rupi Kaur</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>aluna Caroliny Machado<br><br></div>]]></description>
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         <title>Aluna Tamara Regina Elias da Silva</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Acreditamos que a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.<br>Se a nossa opção é progressiva, se estamos a favor da vida e não da morte, da equidade e não da injustiça, do direito e não do arbítrio, da convivência com o diferente e não de sua negação, não temos outro caminho se não viver a nossa opção.<br>Encarná-la, diminuindo, assim, a distância entre o que dizemos e o que fazemos.</div><div><a href="https://www.pensador.com/autor/paulo_freire/"><br>Paulo Freire<br></a><br></div>]]></description>
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         <title>Aluna Jacqueline de Brito Rocha</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>“Não há como percorrer o caminho certo ou adequado, pois aquilo era novo, sem comparativos. Tudo bem, acreditei tantas vezes e minhas preces e anseios não vingaram, mas agora eram outras pessoas na história. Você, eu. Outro enredo, outra trilha.”</div><div><strong><br>Gabito Nunes</strong></div>]]></description>
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         <title>coração é terra que ninguém vê</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>cora coralina</div>]]></description>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title>Poesia de Paulo Freire 💕</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Mago da Educação Brasileira e distinto de grandes conquistas...</div>]]></description>
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         <title>Mila Couto 💕</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Sabias palavras ...</div>]]></description>
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         <title>Thomas Carlyle 💕</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>De fato!</div>]]></description>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[De hoje em diante todos os dias ao acordar, direi: Eu hoje vou ser feliz! Vou lembrar de agradecer ao sol pelo seu calor e luminosidade, sentirei que estou vivendo, respirando...

Lembrarei de sentir a beleza das árvores, das flores. Vou sorrir mais, sempre que puder. Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades.

Não vou julgar os atos dos meus semelhantes ou companheiros. Vou aprimorar os meus. Lembrarei de ligar para alguém para dizer que estou com saudades!

Reservarei minutos de silêncio, para ter a oportunidade de ouvir. Não vou lamentar nem amargar as injustiças.

Vou pensar no que posso fazer para diminuir seus efeitos. Terei sempre em mente que um minuto passado, não volta mais, vou viver todos os minutos proveitosamente.

Não vou sofrer por antecipação prevendo futuros incertos, nem com atraso, lembrando de coisas sobre as quais não tenho mais ação.

Não vou pensar no que não tenho e que gostaria de ter, mas em como posso ser feliz com o que possuo. E o maior bem que possuo é a própria vida.

Vou lembrar de ler uma poesia e de ouvir uma canção, vou dedicá-las a alguém. Vou fazer alguma coisa para alguém, sem esperar nada em troca, apenas pelo prazer de ver alguém sorrir.

Vou lembrar que existe alguém que me quer bem, vou dedicar uns minutos de pensamento para os que já se foram para que saibam que serão sempre uma doce lembrança, até que venhamos a nos encontrar outra vez.

Vou procurar dar um pouco de alegria para alguém, especialmente quando sentir que a tristeza e o desânimo querem se aproximar.

E quando a noite chegar, vou olhar o céu, para as estrelas e para o luar e agradecer a Deus, porque hoje eu fui feliz!

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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Nelson Mandela 💕</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Por mais Empatia.</div>]]></description>
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         <title>Rubem Alves</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Somos donos dos nossos atos<br>mas não donos dos nossos sentimentos.<br>Somos culpados pelo que fazemos<br>mas não pelo que sentimos.<br>Podemos prometer atos,<br>mas não podemos prometer sentimentos.<br>Atos são pássaros engaiolados.<br>Sentimentos são pássaros em voo.</div><div><a href="https://www.pensador.com/autor/rubem_alves/"><br><br></a><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Rubem Alves</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <title>clarice Lispector </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Eu tenho medos bobos e coragens absurdas " <br><br><br></div>]]></description>
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         <title>O MELHOR DOS APRENDIZADOS</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Nem mesmo<br>as dores do sofrimento<br>haverão de te entristecer.<br><br>Creia: elas passarão!<br>Passarão como passam os dias<br>dias de festas, dias de alegrias.<br><br>Imprescindível é não desesperar<br>e sempre ter fé, paciência<br>discernimento, nervos controlados<br>ter calma dentro d'alma<br>porque todo sofrimento<br>um dia se transformará…<br>no melhor dos aprendizados.<br><br>Genesio Cavalcanti <br><br></div>]]></description>
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         <title>Clarice Lispector</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>"Quando eu puder sentir plenamente o outro estarei salva e pensarei: eis meu porto de chegada.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Te Amo</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div> Fernando Pessoa</div>]]></description>
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         <title>O Direito das Crianças – Ruth RochaToda  criança no mundo Deve ser bem protegida Contra os rigores do tempo  Contra os rigores da vida.Criança tem que ter nomeCriança tem que ter larTer saúde e não ter fomeTer segurança e estudar.Não é questão de quererNem questão de concordarOs direitos das criançasTodos têm de respeitar.Tem direito à atençãoDireito de não ter medosDireito a livros e a pãoDireito de ter brinquedos.Mas criança também tem O direito de sorrir.Correr na beira do mar,Ter lápis de colorir…Ver uma estrela cadente,Filme que tenha robô,Ganhar um lindo presente,Ouvir histórias do avô.Descer do escorregador,Fazer bolha de sabão,Sorvete, se faz calor,Brincar de adivinhação.Morango com chantilly,Ver mágico de cartola,O canto do bem-te-vi,Bola, bola,bola, bola!Lamber fundo da panelaSer tratada com afeiçãoSer alegre e tagarelaPoder também dizer não!Carrinho, jogos, bonecas,Montar um jogo de armar,Amarelinha, petecas,E uma corda de pular.</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <title>Se fiquei esperando meu amor passar - Renato Russo</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>"Quando se aprende a amar, o mundo passa a ser seu. Sei rimar, romã com travesseiro, quero minha nação soberana, com espaço, nobreza e descanso... e fiquei tanto tempo duvidando de mim... começo a ficar livre, espero, acho que sim, de olhos fechados não me vejo, e você sorriu pra mim."<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Intervenção de emergência</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Eu ando vendendo <em>glitter</em><br>que é pra ajudar as pessoas a acreditarem no seu brilho próprio<br>Eu ando vendendo <em>glitter</em> mas o biodegradável tá pela hora da morte<br>E o brilho agradável do dourado holográfico na pele faz um bem danado à autoestima e atrapalha um pouco nos métodos contraceptivos, afinal é carnaval,<br>e o seu copo plástico também mata tartarugas marinhas,<br>aliás, <br>você vestido de tartaruga ninja <br>com o copo plástico na mão recriminando meu <em>glitter</em><br>mata menos tartarugas marinhas que a polícia mata pretos, e, ainda assim, você não pode ocupar seu lugar de fala, nem dos pretos, nem das tartarugas, <br>nem dos ninjas.<br> <br>poeta TOM GRITO </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Crisálidas-Versos à Corina</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Guarda estes versos que escrevi chorando,<br>Como um alívio a minha saudade,<br>Como um dever do meu amor; e quando<br>Houver em ti um eco de saudade,<br>Beija estes versos que escrevi chorando.<br><a href="https://www.pensador.com/autor/machado_de_assis/">Machado de Assis</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Paulo Freire</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175831</link>
         <description><![CDATA[<div>Acreditamos que a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.<br>Se a nossa opção é progressiva, se estamos a favor da vida e não da morte, da equidade e não da injustiça, do direito e não do arbítrio, da convivência com o diferente e não de sua negação, não temos outro caminho se não viver a nossa opção.<br>Encarná-la, diminuindo, assim, a distância entre o que dizemos e o que fazemos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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19m]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Velho Negro</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>(Agostinho Neto - Poeta Angolano)<br><br>Vendido<br>e transportado nas galeras<br>vergastado pelos homens<br>linchado nas grandes cidades<br>esbulhado até ao último tostão<br>humilhado até ao pó<br>sempre sempre vencido<br><br>É forçado a obedecer<br>a Deus e aos homens<br>perdeu-se<br><br>Perdeu a pátria<br>e a noção de ser<br><br>Reduzido a farrapo<br>macaquearam seus gestos e a sua alma<br>diferente<br><br>Velho farrapo<br>negro<br>perdido no tempo<br>e dividido no espaço!<br><br>Ao passar de tanga<br>com o espírito bem escondido<br>no silêncio das frases côncanas<br>murmuram eles:<br>pobre negro!<br><br>E os poetas dizem que são seus irmãos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Florbela Espanca</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Fanatismo<br></strong><br></div><div>Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida.<br>Meus olhos andam cegos de te ver.<br>Não és sequer razão do meu viver<br>Pois que tu és já toda a minha vida!<br><br></div><div>Não vejo nada assim enlouquecida...<br>Passo no mundo, meu Amor, a ler<br>No misterioso livro do teu ser<br>A mesma história tantas vezes lida!...<br><br></div><div>"Tudo no mundo é frágil, tudo passa...<br>Quando me dizem isto, toda a graça<br>Duma boca divina fala em mim!<br><br></div><div>E, olhos postos em ti, digo de rastros:<br>"Ah! podem voar mundos, morrer astros,<br>Que tu és como Deus: princípio e fim!..."<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title>O tempo</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.<br><br>Quando se vê, já são 6 horas: há tempo…<br>Quando se vê, já é 6ª-feira…<br>Quando se vê, passaram 60 anos!<br>Agora, é tarde demais para ser reprovado…<br>E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,<br>eu nem olhava o relógio<br>seguia sempre em frente…<br><br>E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.<br><br>Mario Quintana</div>]]></description>
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         <title>Não Digas Nada!Não digas nada!Nem mesmo a verdade Há tanta suavidade em nada se dizer E tudo se entender —Tudo metade  De sentir e de ver...Não digas nada Deixa esquecer Talvez que amanhã Em outra paisagem Digas que foi vã Toda essa viagem Até onde quis Ser quem me agrada...Mas ali fui feliz Não digas nada.   Fernando  Pessoa, in &quot;Cancioneiro&quot;</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>IDEOLOGIA</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Cazuza, poeta da minha juventude. Tristemente, muito atual.<br><a href="https://padlet.com/clubedolivrouny/mzbnbwjpy4mytxyk"><br></a>Meu partido<br>É um coração partido<br>E as ilusões estão todas perdidas<br>Os meus sonhos foram todos vendidos<br>Tão barato que eu nem acredito<br>Eu nem acredito ah<br>Que aquele garoto que ia mudar o mundo<br>Mudar o mundo<br>Frequenta agora as festas do "Grand Monde"</div><div>Meus heróis morreram de overdose<br>Eh, meus inimigos estão no poder<br>Ideologia<br>Eu quero uma pra viver<br>Ideologia<br>Eu quero uma pra viver</div><div>O meu tesão<br>Agora é risco de vida<br>Meu 🤬 and drugs não tem nenhum rock 'n' roll<br>Eu vou pagar a conta do analista<br>Pra nunca mais ter que saber quem eu sou<br>Saber quem eu sou<br>Pois aquele garoto que ia mudar o mundo<br>Mudar o mundo<br>Agora assiste à tudo em cima do muro, em cima do muro</div><div>Meus heróis morreram de overdose eh<br>Meus inimigos estão no poder<br>Ideologia<br>Eu quero uma pra…</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>AMAR SE APRENDE AMANDO</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175842</link>
         <description><![CDATA[<div>Não sei quantas almas tenho<br><br>Não sei quantas almas tenho.<br>Cada momento mudei.<br>Continuamente me estranho.<br>Nunca me vi nem achei.<br>De tanto ser, só tenho alma.<br>Quem tem alma não tem calma.<br>Quem vê é só o que vê,<br>Quem sente não é quem é,<br><br>Atento ao que sou e vejo,<br>Torno-me eles e não eu.<br>Cada meu sonho ou desejo<br>É do que nasce e não meu.<br>Sou minha própria paisagem;<br>Assisto à minha passagem,<br>Diverso, móbil e só,<br>Não sei sentir-me onde estou.<br><br>Por isso, alheio, vou lendo<br>Como páginas, meu ser.<br>O que segue não prevendo,<br>O que passou a esquecer.<br>Noto à margem do que li<br>O que julguei que senti.<br>Releio e digo: "Fui eu ?"<br>Deus sabe, porque o escreveu.</div><div><a href="https://www.pensador.com/autor/fernando_pessoa/"><br>Fernando Pessoa<br></a><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175843</link>
         <description><![CDATA[<div>De hoje em diante todos os dias ao acordar, direi: Eu hoje vou ser feliz! Vou lembrar de agradecer ao sol pelo seu calor e luminosidade, sentirei que estou vivendo, respirando...<br><br>Lembrarei de sentir a beleza das árvores, das flores. Vou sorrir mais, sempre que puder. Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades.<br><br>Não vou julgar os atos dos meus semelhantes ou companheiros. Vou aprimorar os meus. Lembrarei de ligar para alguém para dizer que estou com saudades!<br><br>Reservarei minutos de silêncio, para ter a oportunidade de ouvir. Não vou lamentar nem amargar as injustiças.<br><br>Vou pensar no que posso fazer para diminuir seus efeitos. Terei sempre em mente que um minuto passado, não volta mais, vou viver todos os minutos proveitosamente.<br><br>Não vou sofrer por antecipação prevendo futuros incertos, nem com atraso, lembrando de coisas sobre as quais não tenho mais ação.<br><br>Não vou pensar no que não tenho e que gostaria de ter, mas em como posso ser feliz com o que possuo. E o maior bem que possuo é a própria vida.<br><br>Vou lembrar de ler uma poesia e de ouvir uma canção, vou dedicá-las a alguém. Vou fazer alguma coisa para alguém, sem esperar nada em troca, apenas pelo prazer de ver alguém sorrir.<br><br>Vou lembrar que existe alguém que me quer bem, vou dedicar uns minutos de pensamento para os que já se foram para que saibam que serão sempre uma doce lembrança, até que venhamos a nos encontrar outra vez.<br><br>Vou procurar dar um pouco de alegria para alguém, especialmente quando sentir que a tristeza e o desânimo querem se aproximar.<br><br>E quando a noite chegar, vou olhar o céu, para as estrelas e para o luar e agradecer a Deus, porque hoje eu fui feliz!<br><br>Poeta: Carlos Drummond de Andrade</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>MUDAM-SE OS TEMPOS, MUDAM-SE AS VONTADES</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175844</link>
         <description><![CDATA[<div>Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades<br>Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,</div><div>muda-se o ser, muda-se a confiança; todo o Mundo é composto de mudança,tomando sempre novas qualidades.<br><br></div><div> Continuamente vemos novidades, diferentes em tudo da esperança; do mal ficam as mágoas na lembrança, e do bem (se algum houve), as saudades.<br><br></div><div>O tempo cobre o chão de verde manto, que já coberto foi de neve fria, e, enfim, converte em choro o doce canto.<br><br></div><div>E, afora este mudar-se cada dia, outra mudança faz de mor espanto, que não se muda já como soía.<br><br></div><div>Luís Vaz de Camões </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>O Tempo</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>O Tempo</div><div><a href="https://www.nossapoesia.com/autor/olavo-bilac/"><em>Olavo Bilac</em></a></div><div><br>Sou o Tempo que passa, que passa,<br>Sem princípio, sem fim, sem medida!<br>Vou levando a Ventura e a Desgraça,<br>Vou levando as vaidades da Vida!<br><br>A correr, de segundo em segundo,<br>Vou formando os minutos que correm . . .<br>Formo as horas que passam no mundo,<br>Formo os anos que nascem e morrem.<br><br>Ninguém pode evitar os meus danos . . .<br>Vou correndo sereno e constante:<br>Desse modo, de cem em cem anos<br>Formo um século, e passo adiante.<br><br>Trabalhai, porque a vida é pequena,<br>E não há para o Tempo demoras!<br>Não gasteis os minutos sem pena!<br>Não façais pouco caso das horas!</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Olavo Bilac</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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      <item>
         <title>Obras de Olavo Bilac</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <title>Trecho de &quot;O Tempo&quot;</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <title>Cora Coralina</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende” </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas nascidas em 20 de agosto 1889. Casou-se com Cantídio Tolentino de figueiredo Bretas com quem teve seis filhos. Em junho de 1965, teve seu primeiro livro publicado aos 76 anos de idade, apesar de escrever seus versos desde a adolescência, considerada umas das mais importantes escritora brasileira, foi também poetisa e contista. Poema: Meu destino- Cora Coralina              Meu destinoNas palmas de tuas mãosleio as linhas da minha vida.Linhas cruzadas sinuosas,interferindo no teu destino.Não te procurei, não me procurastes-íamos sozinhos por estradas diferentes.Indiferentes, cruzamos.Passavas com o fardo da vida...Corri ao teu encontro.Sorri. FalamosEsse dia foi marcadocom a pedra brancada cabeça de um peixe.E, desde então caminhamos juntos pela vida...</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175851</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Bom dia, de Lisete Mazzei Marques</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<pre><strong>Que a vida nos sorria
que a vida nos encante
que o mundo abra as portas da sabedoria
que todos os seres tenham alegria
que todos se congreguem
que todos se alertem
que as mãos entrelacem
com a mesma visão
da união de todos os irmãos.
Que as diferenças não os dividam seja de religião, seja de contramão ou qualquer situação...
Que, enfim, no mundo reine o perdão, resplandeça a vida, o amor e a canção.</strong></pre>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lua Adversa</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175855</link>
         <description><![CDATA[<div>Cecília Meireles<br>Tenho fases, como a lua. <br>Fases de andar escondida,<br>fases de vir para a rua...<br>Perdição da minha vida!<br>Perdição da vida minha!<br>Tenho fases de ser tua, <br>tenho outras de ser sozinha.<br>Fases que vão e que vêm, <br>no secreto calendário<br> que um astrólogo arbitrário<br>inventou para meu uso.<br>E roda a melancolia<br>seu interminável fuso!<br>Não me encontro com ninguém<br>(tenho fases, como a lua...)<br>No dia de alguém ser meu<br>não é dia de ser sua...<br>E, quando chega esse dia,<br>o outro desapareceu...</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Paciência paciência </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[VISÃO GERAL
LETRAS
OUVIR
OUTRAS GRAVAÇÕES
OUTRAS PESSOAS TAMBÉM PESQUISARAM
Letras
Mesmo quando tudo 🤬 um pouco mais de calma
Até quando o corpo 🤬 um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e 🤬 pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)
Mesmo quando tudo 🤬 um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo 🤬 um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não…]]></description>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>VISÃO GERAL</div><div><br></div><div>LETRAS</div><div><br></div><div>OUVIR</div><div><br></div><div>OUTRAS GRAVAÇÕES</div><div><br></div><div>OUTRAS PESSOAS TAMBÉM PESQUISARAM</div><div><br></div><div>Letras</div><div>Mesmo quando tudo 🤬 um pouco mais de calma<br>Até quando o corpo 🤬 um pouco mais de alma<br>A vida não para<br>Enquanto o tempo acelera e 🤬 pressa<br>Eu me recuso faço hora vou na valsa<br>A vida tão raraEnquanto todo mundo espera a cura do mal<br>E a loucura finge que isso tudo é normal<br>Eu finjo ter paciência<br>O mundo vai girando cada vez mais veloz<br>A gente espera do mundo e o mundo espera de nós<br>Um pouco mais de paciênciaSerá que é tempo que lhe falta pra perceber<br>Será que temos esse tempo pra perder<br>E quem quer saber<br>A vida é tão rara (tão rara)Mesmo quando tudo 🤬 um pouco mais de calma<br>Mesmo quando o corpo 🤬 um pouco mais de alma<br>Eu sei, a vida não para<br>A vida não para não…</div>]]></description>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[Meu destino, de Cora Coralina
Singelo e cotidiano, Meu destino, da goiana Cora Coralina, merece elogios pela maneira simples e sutil com que relata o encontro amoroso. A poetisa, com a delicadeza dos versos que compõe, faz parecer fácil construir uma relação de afeto duradoura. Meu destino conta uma pequena fábula: a história de duas pessoas que se conheceram e resolvem construir uma relação.
Meu destino
Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas, interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida…
Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.
Esse dia foi marcado
com a pedra branca
da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos
juntos pela vida…
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>O que é, o que é?</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Eu fico com a pureza<br>Da resposta das crianças<br>É a vida, é bonita<br>É bonita<br><br>Viver<br>E não ter a vergonha <br>De ser feliz<br>Cantar e cantar e cantar<br>A beleza de ser<br>Um eterno aprendiz<br><br>Ah! meu Deus!<br>Eu sei, eu sei<br>Que a vida devia ser<br>Bem melhor e será<br>Mas isso não impede<br>Que eu repita<br>É bonita, é bonita<br>E é bonita<br><br>E a vida<br>E a vida o que é?<br>Diga lá, meu irmão<br>Ela é a batida de um coração<br>Ela é uma doce ilusão<br>Êh!   Êh!<br><br>E a vida<br>Ela é maravilhosa ou é sofrimento?<br>Ela é alegria ou lamento?<br>O que é? O que é?<br>Meu irmão<br><br>Há quem fale<br>Que a vida da gente <br>É um nada no mundo<br>É uma gota, é um tempo<br>Que nem dá um segundo<br><br>Há quem fale<br>Que é um divino<br>Mistério profundo<br>É o sopro do criador<br>Numa atitude repleta de amor<br><br>Você diz que é luta e prazer<br>Ele diz que a vida é viver<br>Ela diz que melhor é morrer<br>Pois amada não é<br>E o verbo é sofrer<br><br>Eu só sei que confio na moça<br>E na moça eu ponho a força da fé<br>Somos nós que fazemos a vida<br>Como der, ou puder, ou quiser<br><br>Sempre desejada<br>Por mais que esteja errada<br>Ninguém quer a morte<br>Só saúde e sorte<br><br>E a pergunta roda<br>E a cabeça gira<br>Eu fico com a pureza<br>Da respostas das crianças<br>É a vida, é bonita<br>E é bonita<br><br>Viver...<br><br></div>]]></description>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[Meu destino, de Cora Coralina Singelo e cotidiano, Meu destino, da goiana Cora Coralina, merece elogios pela maneira simples e sutil com que relata o encontro amoroso. A poetisa, com a delicadeza dos versos que compõe, faz parecer fácil construir uma relação de afeto duradoura. Meu destino conta uma pequena fábula: a história de duas pessoas que se conheceram e resolvem construir uma relação. Meu destino Nas palmas de tuas mãos leio as linhas da minha vida. Linhas cruzadas, sinuosas, interferindo no teu destino. Não te procurei, não me procurastes – íamos sozinhos por estradas diferentes. Indiferentes, cruzamos Passavas com o fardo da vida… Corri ao teu encontro. Sorri. Falamos. Esse dia foi marcado com a pedra branca da cabeça de um peixe. E, desde então, caminhamos juntos pela vida…]]></description>
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         <title>Aninha e suas pedras</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Não te deixes destruir…<br>Ajuntando novas pedras<br>e construindo novos poemas.<br>Recria tua vida, sempre, sempre.<br>Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.<br>Faz de tua vida mesquinha<br>um poema.<br>E viverás no coração dos jovens<br>e na memória das gerações que hão de vir.<br>Esta fonte é para uso de todos os sedentos.<br>Toma a tua parte.<br>Vem a estas páginas<br>e não entraves seu uso<br>aos que têm sede.<br>-Cora Coralina.</div>]]></description>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[Dez leis para ser feliz
Augusto Cury
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Pedro Garrido</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Saudade<br>Saudade dentro do peito<br> É qual fogo de monturo<br> Por fora tudo perfeito,<br> Por dentro fazendo furo.<br> <br> Há dor que mata a pessoa<br> Sem dó e sem piedade,<br> Porém não há dor que doa<br> Como a dor de uma saudade.<br> <br> Saudade é um aperreio<br> Pra quem na vida gozou,<br> É um grande saco cheio<br> Daquilo que já passou.<br> <br> Saudade é canto magoado<br> No coração de quem sente<br> É como a voz do passado<br> Ecoando no presente</div><div><a href="https://www.pensador.com/autor/patativa_do_assare/">Patativa do Assaré</a><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Poema em linha reta </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>- Fernando Pessoa, escrito sob o pseudônimo de Álvaro Campos<br><br>Nunca conheci quem tivesse levado porrada.<br>Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.</div><div><br></div><div><br>E eu, tantas vezes reles, tantas vezes 🤬, tantas vezes vil,<br>Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,<br>Indesculpavelmente sujo,<br>Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,<br>Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,<br>Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,<br>Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,<br>Que tenho sofrido enxovalhos e calado,<br>Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;<br>Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,<br>Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,<br>Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,<br>Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado<br>Para fora da possibilidade do soco;<br>Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,<br>Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.</div><div><br>Toda a gente que eu conheço e que fala comigo<br>Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,<br>Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...</div><div><br>Quem me dera ouvir de alguém a voz humana<br>Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;<br>Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!<br>Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.<br>Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?<br>Ó príncipes, meus irmãos,</div><div><br>Arre, estou farto de semideuses!<br>Onde é que há gente no mundo?</div><div><br>Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?</div><div><br>Poderão as mulheres não os terem amado,<br>Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!<br>E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,<br>Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?<br>Eu, que venho sido vil, literalmente vil,<br>Vil no sentido mesquinho e infame da vileza</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Elogio do Aprendizado</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><em>Aprenda o mais simples!</em></div><div><em>Para aqueles</em></div><div><em>Cuja hora chegou</em></div><div><em>Nunca é tarde demais!</em></div><div><em>Aprenda o ABC; não basta, mas</em></div><div><em>Aprenda! Não desanime!</em></div><div><em>Comece! É preciso saber tudo!</em></div><div><em>Você tem que assumir o comando!</em></div><div><em> </em></div><div><em> </em></div><div><em>Aprenda, homem no asilo!</em></div><div><em>Aprenda, homem na prisão!</em></div><div><em>Aprenda, mulher na cozinha!</em></div><div><em>Aprenda, ancião!</em></div><div><em>Você tem que assumir o comando!</em></div><div><em>Frequente a escola, você que não tem casa!</em></div><div><em>Adquira conhecimento, você que sente frio!</em></div><div><em>Você que tem fome, agarre o livro:é uma arma.</em></div><div><em>Você tem que assumir o comando.</em></div><div><em> </em></div><div><em> </em></div><div><em>Não se envergonhe de perguntar, camarada!</em></div><div><em>Não se deixe convencer<br>Veja com seus olhos!</em></div><div><em>O que não sabe por conta própria</em></div><div><em>Não sabe.</em></div><div><em>Verifique a conta</em></div><div><em>É você que vai pagar.</em></div><div><em>Ponha o dedo sobre cada item</em></div><div><em>Pergunte: O que é isso?</em></div><div><em>Você tem que assumir o comando.</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>VIA LÁCTEA</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Soneto XIII<br>Ora (direis) ouvir estrelas! Certo<br>Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,<br>Que, para ouvi-las, muita vez desperto<br>E abro as janelas, pálido de espanto...<br><br></div><div><br>E conversamos toda a noite, enquanto<br>A via-láctea, como um pálio aberto,<br>Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,<br>Inda as procuro pelo céu deserto.<br><br></div><div><br>Direis agora: "Tresloucado amigo!<br>Que conversas com elas? Que sentido<br>Tem o que dizem, quando estão contigo?"<br><br></div><div><br>E eu vos direi: "Amai para entendê-las!<br>Pois só quem ama pode ter ouvido<br>Capaz de ouvir e de entender estrelas.<br>Olavo Bilac</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Infância</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Carlos Drummond de Andrade<br><br>Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.<br>Minha mãe ficava sentada cosendo.<br>Meu irmão pequeno dormia.<br>Eu sozinho menino entre mangueiras lia a história de Robinson Crusoé, comprida história que não acabava mais.<br>No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu a ninar nos longes da senzala e nunca se esqueceu chamava para o café. <br>Café preto que nem a preta velha  café gostoso café bom.<br>Minha ficava sentada cosendo olhando para mim: - Psiu... não acorde o menino.<br>Para o berço onde pousou um mosquito.<br>E dava um suspiro... que fundo!<br>Lá longe meu pai campeva no mato sem fim da fazenda.<br>E eu não sabia que minha história era mais bonita que a de Robinson Crusoé.  <br> </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>TRADUZIR-SE</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175875</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><div>Uma parte de mim<br>é todo mundo:<br>outra parte é ninguém:<br>fundo sem fundo.<br><br>Uma parte de mim<br>é multidão:<br>outra parte estranheza<br>e solidão.<br><br>Uma parte de mim<br>pesa, pondera:<br>outra parte<br>delira.<br><br>Uma parte de mim<br>almoça e janta:<br>outra parte<br>se espanta.<br><br>Uma parte de mim<br>é permanente:<br>outra parte<br>se sabe de repente.<br><br>Uma parte de mim<br>é só vertigem:<br>outra parte,<br>linguagem.<br><br>Traduzir uma parte<br>na outra parte<br>- que é uma questão<br>de vida ou morte -<br>será arte?<br><br></div><h1>FERREIRA GULLAR</h1>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Amo Como ama o amor!</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Fernando António Nogueira Pessoa foi um poeta, filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, astrólogo, inventor, empresário, correspondente comercial, crítico literário e comentarista político português. Fernando Pessoa é o mais universal poeta português.<br><br>..."Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?"...</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>               O Tempo                                       ( Poema de Mario Quintana)  A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.                                Quando se vê, já são seis horas!                              Quando de vê, já é sexta-feira!                     Quando se vê, já é natal…                              Quando se vê, já terminou o ano…                                 Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.                                 Quando se vê passaram 50 anos!                                   Agora é tarde demais para ser reprovado…                              Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.                        Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…                         Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…                                          E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.                                   Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.                                            A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará!                                 </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>         A PALAVRA É DE PRATA E O SILÊNCIO É DE OURO ( Roseana Murray )</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175879</link>
         <description><![CDATA[<div><br><em>O silêncio é uma caixa<br> imensa onde cabem<br> e ressoam<br> todas as palavras<br> e há que pescá-las com cuidado.<br> Existem as redondas<br> e macias,<br> palavras vaga-lumes,<br> que iluminam a boca<br> de amor e doçura,<br> e outras com espinhos,<br> essa é melhor deixar<br> no fundo da caixa do mundo.</em></div><div><em>Dentro do silêncio<br> as palavras iluminadas<br> nadam<br>como peixes dourados</em>.<br><br></div><div><em>In Quem vê cara não vê coração, ed. Callis &amp; Instituto Houaiss, 2012</em></div><div><br> <br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>O RETRATO </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>E NÃO TINHA ESSE ROSTO DE HOJE<br>ASSIM CALMO,ASSIM TRISTE, ASSIM MAGRO<br>NEM ESTES OLHOS TÃO VAZIOS<br>NEM O LÁBIO AMARGO<br><br>EU NÃO TINHA ESTAS MÃOS SEM FORÇA<br>TÃO PARADAS E FRIAS E MORTAS,<br>EU NÃO TINHA ESTE CORAÇÃO QUE NEM SE MOSTRA<br><br>EU NÃO DEI POR ESTA MUDANÇA<br>TÃO SIMPLES,TÃO CERTA,TÃO FÁCIL<br>-EM QUE ESPELHO FICOU PERDIDA <br>A MINHA FACE?<br><br>                         CECILIA MEIRELES<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Comentário do poema escolhido por GEOVANA DA SILVA PEREIRA </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Meus 8 anos <br>( Casimiro de Abreu)<br><br>Ei Giovanna, <br><br></div><div>Verdade o que você disse: em algum momento da vida, toda criança ou adolescente ouviu este poema. <br><br></div><div>Ao ler, lembrei-me da minha infância, eu tive uma professora de literatura na qual me inspiro até hoje, pois, em uma de suas avaliações, teríamos que RECITAR e INTERPRETAR o poema sugerido por ela. Fizemos em grupo, foi muito divertido. Meus 8 anos, foi um poema marcante. <br><br></div><div>Muito legal reviver tudo isso. <br><br></div><div>Abraços. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Meus Tempos de Criança       Ataulfo Alves                                   Eu daria tudo que eu tivesse       Pra voltar aos dias de criança      Eu não sei pra que que a gente cresce                                               Se não sai da gente essa lembrança                                      Aos domingos, missa na matriz  Da cidadezinha onde eu nasci      Ai, meu Deus, eu era tão feliz       No meu pequenino Miraí             Que saudade da professorinha  Que me ensinou o beabá          Onde andará Mariazinha            Meu primeiro amor, onde andará?Eu igual a toda meninada      Quanta travessura que eu fazia Jogo de botões sobre a calçada  Eu era feliz e não sabia                                                                                         </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>O Bicho, Manuel Bandeira</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>As sem-razões do amor<br></strong><br></div><div><br>Eu te amo porque te amo.<br>Não precisas ser amante,<br>e nem sempre sabes sê-lo.<br>Eu te amo porque te amo.<br>Amor é estado de graça<br>e com amor não se paga.<br><br></div><div><br>Amor é dado de graça,<br>é semeado no vento,<br>na cachoeira, no eclipse.<br>Amor foge a dicionários<br>e a regulamentos vários.<br><br></div><div><br>Eu te amo porque não amo<br>bastante ou de mais a mim.<br>Porque amor não se troca,<br>não se conjuga nem se ama.<br>Porque amor é amor a nada,<br>feliz e forte em si mesmo.<br><br></div><div><br>Amor é primo da morte,<br>e da morte vencedor,<br>por mais que o matem (e matam)<br>a cada instante de amor.<br><br>Carlos Drummond de Andrade<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Mãos dadas</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br>Não serei o poeta de um mundo caduco.<br>Também não cantarei o mundo futuro.<br>Estou preso à vida e olho meus companheiros.<br>Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.<br>Entre eles, considero a enorme realidade.<br>O presente é tão grande, não nos afastemos.<br>Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.<br><br>Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,<br>não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,<br>não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,<br>não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.<br><br>O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,<br>a vida presente.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>REFLEXÃO</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá a falência.<br>Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.<br>É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito de sua alma.<br>É agradecer a DEUS a cada manhã pelo milagre da vida.<br>Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos . É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não".  É ter segurança pra receber uma crítica, mesmo que injusta.<br><br>                                   Augusto Cury</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Peço Silêncio </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Agora me deixem tranquilo.<br>Agora se acostumem sem mim.<br><br>Eu vou fechar os olhos<br><br>E só quero cinco coisas,<br>Cinco raízes preferidas.<br><br>Uma é o amor sem fim.<br><br>A segunda é ver o outono.<br>Não posso ser sem que as folhas<br>Voem e voltem à terra.<br><br>A terceira é o grave inverno,<br>A chuva que amei, a carícia<br>Do fogo no frio silvestre.<br><br>Em quarto lugar o verão<br>Redondo como una melancia.<br><br>A quinta coisa são teus olhos,<br>Matilde minha, bem amada,<br>Não quero dormir sem teus olhos,<br>Não quero ser sem que me olhes:<br>Eu troco a primavera<br>Pra que tu fiques me olhando.<br><br>Amigos, isso é tudo o que quero.<br>É quase nada e quase tudo.<br><br>Agora, se querem que se vão.<br><br>Vivi tanto que um dia<br>Terão de esquecer-me com força,<br>Apagando-me do quadro negro:<br>Meu coração foi interminável.<br><br>Mas porque peço silêncio<br>Não creiam que vou morrer:<br>Pois é exatamente o contrário:<br>Acontece que vou viver.<br><br>Acontece que sou e que sigo.<br><br>Não será, pois, senão que dentro<br>De mim crescerão cereais,<br>Primeiro os grãos que rompem<br>A terra para ver a luz,<br>Porém a mãe terra é escura:<br>E dentro de mim sou escuro:<br>Sou como um poço em cujas águas<br>A noite deixa suas estrelas<br>E segue só pelo campo.<br><br>Trata-se de que tanto vivi<br>Que quero viver outro tanto.<br><br>Nunca me senti tão sonoro,<br>Nunca tive tantos beijos.<br><br>Agora, como sempre, é cedo.<br>Voa a luz com suas abelhas.<br><br>Deixem-me só com o dia.<br>Peço permissão para nascer<br><br><strong><em>Pablo Neruda, </em></strong><em>poeta chileno - graduado em pedagogia </em></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Tem os que passam                 </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175889</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Tem os que passam            E tudo se passa              Com passos já passados.  <br><br>Tem os que partem           Da pedra ao vidro      Deixam tudo partido.    <br><br>E tem, ainda bem,              Os que deixam                        A vaga impressão             De ter ficado.   <br><br><br>Alice Ruiz<br> <br><br>]</div>]]></description>
         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Rubem Alves</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.<br><br>Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.<br><br>Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.</div><div><a href="https://www.pensador.com/autor/rubem_alves/"><br>Rubem Alves<br></a><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Vinicius de Moraes<br>Eu poderia suportar, embora<br>Não sem dor, que tivessem<br>Morrido todos os meus amores,<br>Mas enlouqueceria se morressem<br>Todos os meus amigos</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Aninha e Suas Pedras</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Não te deixes destruir…<br>Ajuntando novas pedras<br>e construindo novos poemas.<br>Recria tua vida, sempre, sempre.<br>Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.<br>Faz de tua vida mesquinha<br>um poema.<br>E viverás no coração dos jovens<br>e na memória das gerações que hão de vir.<br>Esta fonte é para uso de todos os sedentos.<br>Toma a tua parte.<br>Vem a estas páginas<br>e não entraves seu uso<br>aos que têm sede.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>   </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>                              <strong><em>A Bailarina </em></strong></div>]]></description>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>BILHETE<br>Se tu me amas, ama-me baixinho<br>Não o grites de cima dos telhados<br>Deixa em paz os passarinhos<br>Deixa em paz a mim!<br>Se me queres,<br>enfim,<br>tem de ser bem devagarinho, Amada,<br>que a vida é breve, e o amor mais breve<br>ainda...</div>]]></description>
         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Quem sabe um dia</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Quem Sabe um Dia<br><br>Quem sabe um dia<br>Quem sabe um seremos<br>Quem sabe um viveremos<br>Quem sabe um morreremos!<br><br>Quem é que<br>Quem é macho<br>Quem é fêmea<br>Quem é humano, apenas!<br><br>Sabe amar<br>Sabe de mim e de si<br>Sabe de nós<br>Sabe ser um!<br><br>Um dia<br>Um mês<br>Um ano<br>Um(a) vida!</div><div><a href="https://www.pensador.com/autor/mario_quintana/"><br>Mario Quintana<br></a><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>A um carneiro morto</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Misericordiosíssimo carneiro<br>Esquartejado, a maldição de Pio<br>Décimo caia em teu algoz sombrio<br>E em todo aquele que for seu herdeiro!<br><br>🤬 seja o mercado vadio<br>Que te vender as carnes por dinheiro,<br>Pois tua lã aquece o mundo inteiro<br>E guardas as carnes dos que estão com frio!<br><br>Quando a faca rangeu no teu pescoço,<br>Ao monstro que espremeu teu sangue grosso<br>Teus olhos - fontes de perdão - perdoaram!<br><br>Oh! tu que no perdão eu simbolizo,<br>Se fosse Deus, no Dia do Juízo,<br>Talvez perdoasses os que te mataram!<br><br>Augusto dos Anjos</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>BILHETE</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Se tu me amas, ama-me baixinho<br>Não o grites de cima dos telhados<br>Deixa em paz os passarinhos<br>Deixa em paz a mim!<br>Se tu me queres,<br>enfim,<br>tem de ser bem devagarinho, Amada,<br>que avida é breve, e o amor mais breve <br>ainda.<br><br>MÁRIO QUINTANA</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Fuzileiros Navais     </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Quando se houverem acabado os soldados no mundo - Quando reinar a paz absoluta - Que fiquem pelo menos os fuzileiros como exemplo de tudo de belo e fascinante que eles foram!            <br><br>Rachel de Queiroz<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title>Saber Viver - Cora Coralina</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title>SABER VIVER</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><blockquote>Não sei…<br>se a vida é curta<br>ou longa demais para nós.<br>Mas sei que nada do que vivemos<br>tem sentido,<br>se não tocarmos o coração das pessoas.<br><br><br>Muitas vezes basta ser:<br>colo que acolhe,<br>braço que envolve,<br>palavra que conforta,<br>silêncio que respeita,<br>alegria que contagia,<br>lágrima que corre,<br>olhar que sacia,<br>amor que promove.<br><br><br>E isso não é coisa de outro mundo:<br>é o que dá sentido à vida.<br><br><br>É o que faz com que ela<br>não seja nem curta,<br>nem longa demais,<br>mas que seja intensa,<br>verdadeira e pura…<br>enquanto durar.</blockquote><div><br>Cora Coralina</div><blockquote><br></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>📹Amor é fogo que arde sem se ver </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Camões</div>]]></description>
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         <title>Fernando Pessoa</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Depois de tudo.</strong></div><div><br></div><div>De tudo ficaram três coisas:<br><br></div><div>A certeza de que estamos sempre a começar...<br><br></div><div>A certeza de que é preciso continuar...<br><br></div><div>A certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar.<br><br></div><div>Por isso devemos:<br><br></div><div>Fazer da interrupção um caminho novo...<br><br></div><div>Da queda, um passo de dança...<br><br></div><div>Do medo, uma escada...<br><br></div><div>Do sonho, uma ponte...<br><br></div><div>Da procura, um encontro.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>O mundo é um moinho </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>(Cartola)<br>Ainda é cedo, amor<br>Mal começaste a conhecer a vida<br>Já anuncias a hora de partida<br>Sem saber mesmo o rumo que irás tomar</div><div>Preste atenção, querida<br>Embora eu saiba que estás resolvida<br>Em cada esquina cai um pouco a tua vida<br>Em pouco tempo não serás mais o que és</div><div>Ouça-me bem, amor<br>Preste atenção, o mundo é um moinho<br>Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho<br>Vai reduzir as ilusões a pó</div><div>Preste atenção, querida<br>De cada amor tu herdarás só o cinismo<br>Quando notares estás à beira do abismo<br>Abismo que cavaste com os teus pés</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Foi um rio que passou em minha vida</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>(Paulinho da Viola)<br>Se um dia<br>Meu coração for consultado<br>Para saber se andou errado<br>Será difícil negar</div><div>Meu coração tem manias de amor<br>Amor não é fácil de achar<br>A marca dos meus desenganos<br>Ficou, ficou<br>Só um amor pode apagar<br>A marca dos meus desenganos<br>Ficou, ficou<br>Só um amor pode apagar</div><div>Porém, ai porém<br>Há um caso diferente<br>Que marcou um breve tempo<br>Meu coração para sempre<br>Era dia de Carnaval<br>Carregava uma tristeza<br>Não pensava em novo amor<br>Quando alguém que não me<br>Lembro anunciou<br>Portela, Portela.<br>O samba trazendo alvorada<br>Meu coração conquistou</div><div>Ai, minha Portela<br>Quando vi você passar<br>Senti meu coração apressado<br>Todo meu corpo tomado<br>Minha alegria voltar</div><div>Não posso definir aquele azul<br>Não era do céu<br>Nem era do mar<br>Foi um rio que passou em<br>Minha vida<br>E meu coração se deixou levar<br>Foi um rio que passou em<br>Minha vida</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Coração Leviano</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>(Paulinho da Viola)<br>Trama em segredo teus planos<br>Parte sem dizer adeus<br>Nem lembra dos meus desenganos<br>Fere quem tudo perdeu</div><div>Ah coração leviano não sabe o que fez do meu<br>Ah coração leviano não sabe o que fez do meu (mas trama)<br>Este pobre navegante meu coração amante</div><div>Enfrentou a tempestade<br>No mar da paixão e da loucura<br>Fruto da minha aventura<br>Em busca da felicidade</div><div>Ah coração teu engano foi esperar por um bem<br>De um coração leviano que nunca será de ninguém</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Mulheres de cor</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Nossas costas<br>Contam histórias<br>Que a lombada<br>De nenhum livro<br>Pode carregar.<br><br>- Rupi Kaur</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>A Lua que menstrua</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>(Elisa Lucinda)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Fernanda Montenegro recitando Simone Beauvoir </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Outros jeitos de usar a boca</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175919</link>
         <description><![CDATA[<div>(Rupi Kaur)</div>]]></description>
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      <item>
         <title>Amar - Carlos Drummond</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Que pode uma criatura senão,<br>entre criaturas, amar?<br>amar e esquecer, amar e malamar,<br>amar, desamar, amar?<br>sempre, e até de olhos vidrados, amar?<br><br></div><div><br>Que pode, pergunto, o ser amoroso,<br>sozinho, em rotação universal,<br>senão rodar também, e amar?<br>amar o que o mar traz à praia,<br>o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,<br>é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?<br><br></div><div><br>Amar solenemente as palmas do deserto,<br>o que é entrega ou adoração expectante,<br>e amar o inóspito, o cru,<br>um vaso sem flor, um chão de ferro,<br>e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e<br>uma ave de rapina.<br><br></div><div><br>Este o nosso destino: amor sem conta,<br>distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,<br>doação ilimitada a uma completa ingratidão,<br>e na concha vazia do amor a procura medrosa,<br>paciente, de mais e mais amor.<br><br></div><div><br>Amar a nossa falta mesma de amor,<br>e na secura nossa amar a água implícita,<br>e o beijo tácito, e a sede infinita.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Deixa passar o meu povo - Noemia de Sousa</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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      <item>
         <title>Rubem Alves – A pipa e a flor.</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>“Há olhos que agradam e acariciam a gente como se fossem mãos”.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Mario Quintana (1906-1994) - Os Poemas</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175925</link>
         <description><![CDATA[<div>Os poemas são pássaros que chegam<br>não se sabe de onde e pousam<br>no livro que lês.<br><br>Quando fechas o livro, eles alçam voo<br>como de um alçapão.<br>Eles não têm pouso<br>nem porto<br>alimentam-se um instante em cada par de mãos<br>e partem. E olhas, então, essas tuas mãos vazias,<br>no maravilhado espanto de saberes<br>que o alimento deles já estava em ti…</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Lino Poeta</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175927</link>
         <description><![CDATA[<div>   (13/04/2020 )<br>VERSOS DE BEM AMOR<br>E só depois<br>De chorar um rio inteiro<br>Ver todas minhas vergonhas <br>Humilhadas, sem afeto<br>De um amor perdido <br>Em total abandono<br>Vi-me novamente<br>Envolto em bela primavera<br>A vida volta pulsar <br>Vou me despedir do antigo<br>E deixar o novo brilhar.<br>instagram : linopoeta</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>O tempo passa? Não Passa.</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Carlos Drummond de Andrade, declamado pelo incrível rei Roberto Carlos.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[Caminhando
Geraldo Vandré
Caminhando e cantando e seguindo a cancao
Somos todos iguais bracos dados ou nao
Nas escolas nas ruas campos construcoes
Caminhando e cantando e seguindo a cancao
Vem vamos embora que esperar nao e saber
Quem sabe faz a hora nao espera acontecer
Vem vamos embora que esperar nao e saber
Quem sabe faz a hora nao espera acontecer
Pelos campos ha fome em grandes plantacoes
Pelas ruas marchando indecisos cordoes
Ainda fazem da flor seu mais forte refrao
E acreditam nas flores vencendo o canhao
Vem vamos embora que esperar nao e saber
Quem sabe faz a hora nao espera acontecer
Vem vamos embora que esperar nao e saber
Quem sabe faz a hora nao espera acontecer
Ha soldados armados…
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Relógio</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Tenho tanto sentimento</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Tenho tanto sentimento<br>Que é frequente persuadir-me<br>De que sou sentimental,<br>Mas reconheço, ao medir-me,<br>Que tudo isso é pensamento,<br>Que não senti afinal.<br><br>Temos, todos que vivemos,<br>Uma vida que é vivida<br>E outra vida que é pensada,<br>E a única vida que temos<br>É essa que é dividida<br>Entre a verdadeira e a errada.<br><br>Qual porém é a verdadeira<br>E qual errada, ninguém<br>Nos saberá explicar;<br>E vivemos de maneira<br>Que a vida que a gente tem<br>É a que tem que pensar.</div><div><a href="https://www.pensador.com/autor/fernando_pessoa/"><br>Fernando Pessoa</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Clarice Lispector</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Pendura tua alma no varal e deixa que as coisas ruins evaporem!</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>A solidão e plenitude Clarice Lispector</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Que minha solidão me sirva de companhia<br>Que eu tenha a coragem de me enfrentar<br>Que eu saiba ficar com o nada...<br>E, mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><em>Dois e Dois são Quatro <br>- Ferreira Gullar</em></strong><br>"Como dois e dois são quatro<br>Sei que a vida vale a pena<br>Embora o pão seja caro<br>E a liberdade pequena<br>Como teus olhos são claros<br>E a tua pele, morena<br>como é azul o oceano<br>E a lagoa, serena<br><br></div><div><br></div><div>Como um tempo de alegria<br>Por trás do terror me acena<br>E a noite carrega o dia<br>No seu colo de açucena<br><br></div><div>Sei que dois e dois são quatro<br>sei que a vida vale a pena<br>mesmo que o pão seja caro<br>e a liberdade pequena."<br><br></div>]]></description>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>O apanhados de desperdícios </div>]]></description>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>O apanhados de desperdícios </div>]]></description>
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         <title>Metade - Oswaldo Montenegro</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Monte Castelo</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Ainda que eu falasse a língua do homens.<br>E falasse a língua do anjos, sem amor, eu nada seria.</div><div>É só o amor, é só o amor.<br>Que conhece o que é verdade.<br>O amor é bom, não quer o mal.<br>Não sente inveja ou se envaidece.</div><div>O amor é o fogo que arde sem se ver.<br>É ferida que dói e não se sente.<br>É um contentamento descontente.<br>É dor que desatina sem doer.</div><div>Ainda que eu falasse a língua dos homens.<br>E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.</div><div>É um não querer mais que bem querer.<br>É solitário andar por entre a gente.<br>É um não contentar-se de contente.<br>É cuidar que se ganha em se perder.</div><div>É um estar-se preso por vontade.<br>É servir a quem vence, o vencedor.<br>É um ter com quem nos mata a lealdade.<br>Tão contrário a si é o mesmo amor.</div><div>Estou acordado e todos dormem, todos dormem, todos dormem.<br>Agora vejo em parte, mas então veremos face a face.</div><div>É só o amor, é só o amor<br>Que conhece o que é verdade</div><div>Ainda que eu falasse a língua dos homens<br>E falasse a língua do anjos, sem amor eu nada seria.<br><br>Musica escrita por Renato Russo, com citações do poeta Luís  de Camões e da Bíblia.  </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>CANTO DE GUERRA</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Lino Poeta<br><br>01/06/2020<br><br>Eu não vou cantar o luto<br>Pela morte jovem de meus Pretos irmãos<br>Nem vou escrever <br>Nem um verso sequer<br>Sobre a dor que carrego<br>E que não suporto mais<br>Não vou falar da paz<br>Vocês não querem ouvir<br>Vão dizer que é mi mi mi<br>Não vou chorar<br>Nem vou me queixar<br>As delegacias não resolvem<br>Marielle está morta, MORTA<br>Assassinada pelo capataz<br>George Floyd está  MORTO<br>E tantos outros, quais ?<br>Eu só aceito cantar agora<br>Se for um canto de guerra<br>Junto com meus ancestrais<br><br>instagram : linopoeta<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Clarice Lispector</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Como uma onda no mar (Lulu Santos)</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175944</link>
         <description><![CDATA[<div>Nada do que foi será<br>De novo do jeito que já foi um dia<br>Tudo passa, tudo sempre passará</div><div>A vida vem em ondas<br>Como um mar<br>Num indo e vindo infinito</div><div>Tudo que se vê não é<br>Igual ao que a gente viu há um segundo<br>Tudo muda o tempo todo no mundo</div><div>Não adianta fugir<br>Nem mentir<br>Pra si mesmo agora<br>Há tanta vida lá fora<br>Aqui dentro sempre<br>Como uma onda no mar<br>Como uma onda no mar<br>Como uma onda no mar<br>Como uma onda no mar</div><div>Nada do que foi será<br>(De novo do jeito que já foi um dia<br>Tudo passa, tudo sempre passará</div><div>A vida vem em ondas<br>Como um mar<br>Num indo e vindo infinito)</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Retrato (Cecilia Meireles)</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175945</link>
         <description><![CDATA[<div>Eu não tinha este rosto de hoje,<br>assim calmo, assim triste, assim magro,<br>nem estes olhos tão vazios,<br>nem o lábio amargo.<br><br>Eu não tinha estas mãos sem força,<br>tão paradas e frias e mortas;<br>eu não tinha este coração<br>que nem se mostra.<br><br>Eu não dei por esta mudança,<br>tão simples, tão certa, tão fácil:<br>- Em que espelho ficou perdida<br>a minha face?</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175946</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175947</link>
         <description><![CDATA[4.	Poema: Mascarados – Cora Coralina
Mascarados
Saiu o Semeador a semear
Semeou o dia todo
e a noite o apanhou ainda
com as mãos cheias de sementes.
Ele semeava tranquilo
sem pensar na colheita
porque muito tinha colhido
do que outros semearam.
Jovem, seja você esse semeador
Semeia com otimismo
Semeia com idealismo
as sementes vivas
da Paz e da Justiça.
]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175948</link>
         <description><![CDATA[4.	Poema: Mascarados – Cora Coralina
Mascarados
Saiu o Semeador a semear
Semeou o dia todo
e a noite o apanhou ainda
com as mãos cheias de sementes.
Ele semeava tranquilo
sem pensar na colheita
porque muito tinha colhido
do que outros semearam.
Jovem, seja você esse semeador
Semeia com otimismo
Semeia com idealismo
as sementes vivas
da Paz e da Justiça.
]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>JOSÉ</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175949</link>
         <description><![CDATA[<div><br>A poesia "José" de Carlos Drummond de Andrade.<br><br></div><div><strong>Carlos Drummond de Andrade</strong> nasceu em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por "insubordinação mental". De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do <em>Diário de Minas</em>, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.<br><br></div><div> Escolhi esta poesia, me faz pensar no povo brasileiro, sofrido e que resiste a todas as mazelas da vida, mas segue em frente, apesar de tudo.<br><br></div><div><strong>JOSÉ</strong><br><br>E agora, José?<br>A festa acabou,<br>a luz apagou,<br>o povo sumiu,<br>a noite esfriou,<br>e agora, José?<br>e agora, você?<br>você que é sem nome,<br>que zomba dos outros,<br>você que faz versos,<br>que ama, protesta?<br>e agora, José?<br>(...)<br>José, e agora?<br>Se você gritasse,<br>se você gemesse,<br>se você tocasse<br>a valsa vienense,<br>se você dormisse,<br>se você cansasse,<br>se você morresse...<br>Mas você não morre,<br>você é duro, José!<br>Sozinho no escuro<br>qual bicho do mato,<br>sem teogonia,<br>sem parede nua<br>para se encostar<br>sem cavalo preto<br>que fuja a galope,<br>você marcha, José!<br>José, para onde?<br><br></div><div>Carlos Drummond de Andrade<br><br></div><div> <br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>JOSÉ</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175950</link>
         <description><![CDATA[<div>A poesia "José" de Carlos Drummond de Andrade.<br><br>Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por "insubordinação mental". De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.<br><br> <strong>Escolhi esta poesia, me faz pensar no povo brasileiro, sofrido e que resiste a todas as mazelas da vida, mas segue em frente, apesar de tudo.<br></strong><br><strong><em><mark>JOSÉ</mark></em></strong><br><br><strong>E agora, José?<br>A festa acabou,<br>a luz apagou,<br>o povo sumiu,<br>a noite esfriou,<br>e agora, José?<br>e agora, você?<br>você que é sem nome,<br>que zomba dos outros,<br>você que faz versos,<br>que ama, protesta?<br>e agora, José?<br>(...)<br>José, e agora?<br>Se você gritasse,<br>se você gemesse,<br>se você tocasse<br>a valsa vienense,<br>se você dormisse,<br>se você cansasse,<br>se você morresse...<br>Mas você não morre,<br>você é duro, José!<br>Sozinho no escuro<br>qual bicho do mato,<br>sem teogonia,<br>sem parede nua<br>para se encostar<br>sem cavalo preto<br>que fuja a galope,<br>você marcha, José!<br>José, para onde?<br><br>Carlos Drummond de Andrade</strong><br><br> <br><br>Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) - Cultura Brasileira</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Clarice LispectorClarice Lispector (1920-1977) foi uma escritora e jornalista brasileira, de origem judia, foi reconhecida como uma das mais importantes escritoras do século XX.Fez parte do Terceiro Tempo Modernista, que com seu romance inovador e com sua linguagem altamente poética, põe em cheque os modelos narrativos tradicionais. &quot;A Hora da Estrela&quot; foi seu último romance, publicado em vida.  Não quero excessos, quero a intensidade - Entrelinhas E Sons PASSIONALSou um ser totalmente passional.Sou movida pela emoção, pela paixão…. tenho meus desatinos…Detesto coisas mais ou menos.Não sei conviver com pessoas mais ou menosNão sei amar mais ou menos.Não me entrego de forma mais ou menos.Se você procura alguém coerente, sensata, politicamente correta, racional, cheia de moralismo… ESQUEÇA-ME!Se você sabe conviver com pessoas intempestivas, emotivas, vulneráveis, amáveis, que explodem na emoção… ACOLHA-ME!Se você se assusta com esse meu jeito de ser, AFASTE-SE!Se você quiser me conhecer melhor. APROXIME-SE!Se você não gosta de mim, IGNORE-ME!E quando eu partir… não chore. Clarice Lispector O poema é a fotografia de mim mesma, mostra a intensidade na maneira de viver de pensar e agir, os altos e baixos, a meiguice e explosão , assim sou eu....intensa. </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175951</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>P A S S I O N A L</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175952</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><div>Sou um ser totalmente passional.<br>Sou movida pela emoção, pela paixão…. tenho meus desatinos…<br>Detesto coisas mais ou menos.<br>Não sei conviver com pessoas mais ou menos<strong><br></strong><br></div><div>Não sei amar mais ou menos.<br>Não me entrego de forma mais ou menos.<br>Se você procura alguém coerente, sensata, politicamente correta, racional, cheia de moralismo… ESQUEÇA-ME!<br>Se você sabe conviver com pessoas intempestivas, emotivas, vulneráveis, amáveis, que explodem na emoção… ACOLHA-ME!<br>Se você se assusta com esse meu jeito de ser, AFASTE-SE!<br>Se você quiser me conhecer melhor. APROXIME-SE!<br>Se você não gosta de mim, IGNORE-ME!<br>E quando eu partir… não chore.<br><br><strong>Clarice Lispector<br></strong> </div><div><strong><mark>O poema é a fotografia de mim mesma, mostra a intensidade na maneira de viver de pensar e agir, os altos e baixos, a meiguice e explosão , assim sou eu....intensa.<br></mark></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Agora preciso de tua mão, não para que...</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175953</link>
         <description><![CDATA[<div>Clarice Lispector<br><br>Agora preciso de tua mão,<br>não para que eu não tenha medo, mas para que tu não tenhas medo.<br>Sei que acreditar em tudo isso será no começo, a tua  grande solidão.<br>Mas chegará o instante em que me darás a mão, <br>não mais por solidão, mas como eu agora...POR AMOR</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>ANA LUCIA FELICIO</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><br>Poema: Meu Destino<br><br>Nas palmas de tuas mãos<br>leio as linhas da minha vida.<br><br>Linhas cruzadas, sinuosas,<br>interferindo no teu destino.<br><br>Não te procurei, não me procurastes – <br>íamos sozinhos por estradas diferentes.<br><br>Indiferentes, cruzamos<br>Passavas com o fardo da vida...<br><br>Corri ao teu encontro.<br>Sorri. Falamos.<br><br>Esse dia foi marcado <br>com a pedra branca da cabeça de um peixe.<br><br>E, desde então, caminhamos<br>juntos pela vida...</blockquote><div><br>Obras de Cora Coralina<br><br></div><div>Cora Coralina (1889-1985) foi uma poetisa e contista brasileira. Publicou seu primeiro livro quando tinha 75 anos e tornou-se uma das vozes femininas mais relevantes da literatura nacional.</div><div>Ana Lins dos Guimarães Peixoto conhecida como Cora Coralina, nasceu na cidade de Goiás, no Estado de Goiás, no dia 20 de agosto de 1889. Filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador, nomeado por Dom Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão. Cursou apenas até a terceira série do curso primário.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Poesia: A Casa</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Autor Vinicius de Moraes<br>Era uma casa<br>Muito engraçada<br>Não tinha teto<br>Não tinha nada<br>Ninguém podia<br>Entrar nela não<br>Por que na casa<br>Não tinha chão<br>Ninguém podia<br>Dormir na rede<br>Por que a casa<br>Não tinha parede<br>Ninguém podia<br>Fazer 🤬<br>Por que penico<br>Não tinha ali<br>Mas era feita<br>Com muito esmero<br>Na rua dos bobos<br>Número zero.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Convite- José Paulo Paes</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Poesia<br>é brincar com palavras<br>como se brinca<br>Com bola, papagaio, pião.<br><br>Só que<br>bola, papagaio, pião <br>de tanto brincar<br>se gastam.<br><br>As palavras não:<br>quanto mais se brinca<br>com elas<br>mais novas ficam<br><br>Como a água do rio <br>que é água sempre nova<br><br>Como cada dia<br>que é sempre um novo dia.<br><br>Vamos brincar de poesia?</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175957</link>
         <description><![CDATA[JOSÉ

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
(...)
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho do mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

Carlos Drummond de Andrade]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Carlos Drummond de Andrade</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>(Carlos Drummond de Andrade)<br>É preciso casar João,<br>é preciso suportar António,<br>é preciso odiar Melquíades,<br>é preciso substituir nós todos.<br>É preciso salvar o país,<br>é preciso crer em Deus,<br>é preciso pagar as dívidas,<br>é preciso comprar um rádio,<br>é preciso esquecer fulana.<br>É preciso estudar volapuque,<br>é preciso estar sempre bêbado,<br>é preciso ler Baudelaire,<br>é preciso colher as flores<br>de que rezam velhos autores.<br>É preciso viver com os homens,<br>é preciso não assassiná-los,<br>é preciso ter mãos pálidas<br>e anunciar o FIM DO MUNDO.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O Rappa - O Que Sobrou do Céu</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175959</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175960</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Prazeres Simples</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175962</link>
         <description><![CDATA[<div>"Uma carta escrita à mão<br>achar dinheiro no bolso<br>cochilo depois do almoço…<br>curtir um feriadão<br>ter bicho estimação<br>ser grato e compreender…<br>Um dia vamos morrer<br>e sentir na despedida<br>que as coisas simples da vida<br>nos dão forças pra viver."<br><strong>Bráulio Bessa<br><br></strong><em>Bráulio é um poeta cearense, que divulga seu trabalho pela internet. <br>Possui um estilo simples para lidar com o cotidiano do brasileiro.<br>A partir desse poema, li outros de sua autoria e estou encantada com seu trabalho.</em><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Recomece </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175963</link>
         <description><![CDATA[<div>Quando a vida bater forte<br>e sua alma sangrar,<br>quando esse mundo pesado<br>lhe ferir, lhe esmagar...<br>Recomece a LUTAR.<br>Quando tudo for escuro<br>e nada iluminar, <br>quando tudo for incerto<br>e você só duvidar...<br>É hora do recomeço.<br>Recomece a ACREDITAR.<br>          Bráulio Bessa</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Recomece</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175966</link>
         <description><![CDATA[<div>Quando a vida bater forte<br>e sua alma sangra,<br>quando esse mundo pesado<br>lhe ferir, lhe esmagar...<br>Recomece a LUTAR.<br>Quando tudo for escuro<br>e nada iluminar,<br>quando tudo for incerto<br>e você só duvidar...<br>É hora de recomeço.<br>Recomece a ACREDITAR.<br>      Bráulio Bessa<br>Bráulio Bessa, é um poeta, cordelista, declamador e palestrante brasileiro, nascido no Sertão do Ceará, tornou se<br>" fazedor de poesias". Fez  faculdade de Analise de Sistemas e com isso defendeu o povo e a cultura nordestina. Ficou conhecido no programa encontro da Globo, "poesia e rapadura" e hoje também é conhecido como "grande empreendedor social".</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175967</link>
         <description><![CDATA[Recomece
Quando a vida bater forte
e sua alma sangra,
quando esse mundo pesado
lhe ferir, lhe esmagar...
Recomece a LUTAR.
Quando tudo for escuro
e nada iluminar,
quando tudo for incerto
e você só duvidar...
É hora de recomeço.
Recomece a ACREDITAR.
      Bráulio Bessa
Bráulio Bessa, é um poeta, cordelista, declamador e palestrante brasileiro, nascido no Sertão do Ceará, tornou se
" fazedor de poesias". Fez  faculdade de Analise de Sistemas e com isso defendeu o povo e a cultura nordestina. Ficou conhecido no programa encontro da Globo, "poesia e rapadura" e hoje também é conhecido como "grande empreendedor social".]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175968</link>
         <description><![CDATA[BRÁULIO BESSA – A MÃO DE UM AMIGO
É justo quando um espinho
perfura seu coração
que você se aperreia
por um amigo, um irmão,
um conhecido, um parente
que sinta o que você sente
e lhe estenda a mão.

O mundo gira e tritura
feito um perverso moinho.
Cava buraco, põe pedra
no meio do seu caminho.
E nessa dura jornada
tem muita pedra pesada
que não se tira sozinho.

Avalie só o peso
da pedra da solidão,
da derrota, da tristeza,
da dor, da decepção,
de tantas pedras que a gente
vai enfrentar pela frente
quer você queira ou não.

Não adianta desviar
deixando a pedra pra trás
se lembre que o mundo gira
num movimento voraz
e lhe obriga a voltar
pra dessa vez enfrentar
o que lhe tirou a paz.

É aí nesse momento
confuso, fraco e cansado
que em vez de olhar pra frente
o cabra olha pro lado
e o medo se faz ausente
pois tem gente com a gente
mesmo tudo dando errado.

Tem gente que lhe diz tudo
que você precisa ouvir
sem sequer abrir a boca,
fazendo você sentir
que por mais que seja duro,
que o caminho seja escuro,
a gente tem que seguir.

Tem gente que lhe entende
às vezes sem concordar
que aceita os seus defeitos
sem precisar lhe mudar
e mesmo que você erre
esse alguém não vai julgar.

Gente precisa de gente
pra sentir cumplicidade
sentir amor, confiança,
segurança e lealdade.
Por isso, nesse caminho,
quem quer caminhar sozinho
não é forte de verdade.

Que o amor seja presente,
que sempre lhe fortaleça,
que a vida lhe dê amigos,
que você sempre agradeça,
que a cada sofrimento
esse belo sentimento
nasça, cresça e permaneça.]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Presságio - Fernando Pessoa</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175969</link>
         <description><![CDATA[<div>O AMOR, quando se revela,<br>Não se sabe revelar.<br>Sabe bem olhar p'ra ela,<br>Mas não lhe sabe falar.<br><br>Quem quer dizer o que sente<br>Não sabe o que há de dizer.<br>Fala: parece que mente...<br>Cala: parece esquecer...<br><br>Ah, mas se ela adivinhasse,<br>Se pudesse ouvir o olhar,<br>E se um olhar lhe bastasse<br>P'ra saber que a estão a amar!<br><br>Mas quem sente muito, cala;<br>Quem quer dizer quanto sente<br>Fic a sem alma nem fala,<br>Fic a só, inteiramente!<br><br>Mas se isto puder contar-lhe<br>O que não lhe ouso contar,<br>Já não terei que falar-lhe<br>Porque lhe estou a falar...</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175970</link>
         <description><![CDATA[<div>TOMARA- VINICIUS DE MORAES<br><br>Tomara<br>Que você volte depressa<br>Que você não se despeça<br>Nunca mais do meu carinho<br>E chore, se arrependa<br>E pense muito<br>Que é melhor se sofrer junto<br>Que viver feliz sozinho<br><br>Tomara<br>Que a tristeza te convença<br>Que a saudade não compensa<br>E que a ausência não dá paz<br>E o verdadeiro amor de quem se ama<br>Tece a mesma antiga trama<br>Que não se desfaz.<br><br>E a coisa mais divina<br>Que há no mundo<br>É viver cada segundo<br>Como nunca mais…<br><br>Qualquer paixão tem seus altos e baixos. Tomara fala da angústia que se sente quando se está separado e zangado, torcendo que a mágoa passe e que a paz do amor retorne.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Velho atabaque</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175971</link>
         <description><![CDATA[<div>(<strong>Solano Trindade)<br></strong><br></div><div>Velho atabaque<br><br></div><div>quantas coisas você falou para mim<br><br></div><div>quantos poemas você anunciou<br><br></div><div>Quantas poesias você me inspirou<br><br></div><div>às vezes cheio de banzo<br><br></div><div>às vezes com alegria<br><br></div><div>diamba rítmica<br><br></div><div>cachaça melódica<br><br></div><div>repetição telúrica<br><br></div><div>maracatu triste<br><br></div><div>mas gostoso como mulher...<br><br></div><div>Triste maracatu<br><br></div><div>escravo vestido de rei<br><br></div><div>loanda distante do corpo<br><br></div><div>e pertinho da alma<br><br></div><div>negras sem desodorante<br><br></div><div>com cheiro gostoso<br><br></div><div>de mulher africana<br><br></div><div>zabumba batucando<br><br></div><div>na alma de eu...<br><br></div><div>Velho atabaque<br><br></div><div>madeira de lei<br><br></div><div>couro de animais<br><br></div><div>mãos negras lhe batem<br><br></div><div>e o seu choro é música<br><br></div><div>e com sua música<br><br></div><div>dançam os homens<br><br></div><div>inspirados de luxúria<br><br></div><div>e procriação<br><br></div><div>Velho atabaque<br><br></div><div>gerador de humanidade...<br>             (<em>O poeta do povo</em>, p. 73)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>VOZES D&#39;ÁFRICA          Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?Em que mundo, em qu&#39;estrela tu t&#39;escondes Embuçado nos céus? Há dois mil anos te mandei meu grito,Que embalde desde então corre o infinito...Onde estás, Senhor Deus?...(...)    Minhas irmãs são belas, são ditosas...Dorme a Ásia nas sombras voluptuosasDos haréns do Sultão.Ou no dorso dos brancos elefantesEmbala-se coberta de brilhantesNas plagas do Hindustão.(...)A Europa é sempre Europa, a gloriosa!...A mulher deslumbrante e caprichosa,Rainha e cortesã.Artista — corta o mármor de Carrara;Poetisa — tange os hinos de Ferrara,No glorioso afã!...Sempre a láurea lhe cabe no litígio...Ora uma c&#39;roa, ora o barrete frígioEnflora-lhe a cerviz.O Universo após ela — doudo amante —Segue cativo o passo deliranteDa grande 🤬........................................Mas eu, Senhor!... Eu triste abandonadaEm meio das areias esgarrada,Perdida marcho em vão!Se choro... bebe o pranto a areia ardente;Talvez... p&#39;ra que meu pranto, ó Deus clemente!Não descubras no chão...(...)Como o profeta em cinza a fronte envolve,Velo a cabeça no areal que volveO siroco feroz...Quando eu passo no Saara amortalhada...Ai! dizem: &quot;La vai África embuçadaNo seu branco albornoz...&quot;(...)Não basta inda de dor, ó Deus terrível?!É, pois, teu peito eterno, inexaurívelDe vingança e rancor?...E que é que fiz, Senhor?       que torvo crime  Eu cometi jamais que assim me oprime             Teu gládio vingador?!..............................................(...)      Vi a ciência desertar do Egito...Vi meu povo seguir — Judeu 🤬 —Trilho de perdição.  Depois vi minha prole desgraçada  Pelas garras d&#39;Europa — arrebatada —Amestrado falcão!...🤬! embalde morreste sobre um monte...Teu sangue não lavou de minha fronte  A mancha original.  Ainda hoje são, por fado adverso ,Meus filhos — alimária do universo,Eu — pasto universal...Hoje em meu sangue a América se nutre— Condor que transformara-se em abutre, Ave da escravidão,Ela juntou-se às mais... irmã traidora Qual de José os vis irmãos outrora      Venderam seu irmão..........................................Basta, Senhor! De teu potente braçoRole através dos astros e do espaço Perdão p&#39;ra os crimes meus!...Há dois mil anos... eu soluço um grito...Escuta o brado meu lá no infinito ,Meu Deus! Senhor, meu Deus!!...                  </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175972</link>
         <description><![CDATA[<div>Meu professor da 8ª série fazia a gente decorar este sei ate hoje (1ª estrofe rsrsr..) </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Poema de Luan Jessan</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175974</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Por favor tem tantos anos que você nem acredita.<br><br></div><div>Por dentro, doze ou menos, e me acho mais bonita!<br><br></div><div>Por fora, óculos, algumas rugas, gordurinhas, prata nos tintos cabelos, por dentro sou dourada, alma imaculada, corpo de modelo.<br><br></div><div>Por fora, aluviões batem paixões contra o peito. Paixões por versos, pinturas, filosofia e amigos sem despeito.<br><br></div><div>Por dentro, sei me cuidar, vivo a brincar meio sem jeito. <br><br></div><div>Não me derrota a tristeza, não me oprime a saudade, não me demoro padecente. É por viver contente que conluo sem demora: É a menina que vive por dentro que alegra a menina por fora!<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Poema de Luan Jessan</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175975</link>
         <description><![CDATA[<div>Por fora tem tantos anos que você nem acredita.<br><br></div><div>Por dentro, doze ou menos, e me acho mais bonita!<br><br></div><div>Por fora, óculos, algumas rugas, gordurinhas, prata nos tintos cabelos, por dentro sou dourada, alma imaculada, corpo de modelo.<br><br></div><div>Por fora, aluviões batem paixões contra o peito. Paixões por versos, pinturas, filosofia e amigos sem despeito.<br><br></div><div>Por dentro, sei me cuidar, vivo a brincar meio sem jeito. <br><br></div><div>Não me derrota a tristeza, não me oprime a saudade, não me demoro padecente. É por viver contente que conluo sem demora: É a menina que vive por dentro que alegra a menina por fora!</div>]]></description>
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         <title>📹Tem gente com fome</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Poema de Solano Trindade, com música de José Ricardo </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175977</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><em>Canção do exílio</em></strong></div><div><br></div><div>Minha terra tem palmeiras,<br>Onde canta o Sabiá;<br>As aves, que aqui gorjeiam,<br>Não gorjeiam como lá.<br><a href="http://www.horizonte.unam.mx/brasil/gdias0.html">Gonçalves Dias</a></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Assim Eu Vejo a Vida</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>(Cora Coralina)<br><br>A vida tem duas faces:<br>Positiva e negativa<br>O passado foi duro<br>mas deixou o seu legado<br>Saber viver é a grande sabedoria<br>Que eu possa dignificar<br>Minha condição de mulher,<br>Aceitar suas limitações<br>E me fazer pedra de segurança<br>dos valores que vão desmoronando.<br>Nasci em tempos rudes<br>Aceitei contradições<br>lutas e pedras<br>como lições de vida<br>e delas me sirvo<br>Aprendi a viver.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Motivo</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Poeminha do Contr</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Da Chegada do amor&quot;        (Elisa Lucinda)               Sempre quis um amor que falasse                                   Que soubesse o que sentisse.             Sempre quis um amor que elaborasse                            Que quando dormisse Ressonasse confiança no sopro do sono                           E trouxesse beijo no clarão da amanhecice.                  Sempre quis um amor         Que coubesse no que me disse.                              Sempre quis uma meninice entre menino e senhor                    Uma cachorrice onde tanto pudesse a sem-vergonhice do macho                              Quanto a sabedoria do sabedor.                          Sempre quis um amor cujo BOM DIA!  morasse na eternidade                               De encadear os tempos: passado presente futuro      Coisa da mesma embocadura           Sabor da mesma golada.                Sempre quis um amor de goleadas                              Cuja rede complexa do pano de fundo dos seres não assustasse.                    Sempre quis um amor que não se incomodasse      Quando a poesia da cama me levasse.                          Sempre quis um amor         Que não se chateasse diante das diferenças.                Agora, diante da encomenda         Metade de mim rasga afoita o embrulho                                    E a outra metade é o futuro de saber o segredo que enrola o laço,                                            É observar o desenho do invólucro                                    E compará-lo com a calma da alma o seu conteúdo.          Contudo sempre quis um amor que me coubesse futuro            E me alternasse em menina e adulto                                       Que ora eu fosse o fácil, o sério                                            E ora um doce mistério                      Que ora eu fosse medo asneira                                       E ora eu fosse brincadeira              ultra-sonografia do furor,                     Sempre quis um amor        Que sem tensa corrida de ocorresse.                      Sempre quis um amor que acontecesse  sem esforço                      Sem medo da inspiração por ele acabar.                      Sempre quis um amor de abafar,                                   (não o caso) mas cuja demora de ocaso                     Estivesse imensamente nas nossas mãos.                      Sem senãos.                   Sempre quis um amor com definição de quero              Sem o lero-lero da falsa sedução.                                  Eu sempre disse não à constituição dos séculos                       Que diz que o “garantido” amor é a sua negação.      Sempre quis um amor que gozasse                                      E que pouco antes de chegar a esse céu se anunciasse.        Sempre quis um amor que vivesse a felicidade            Sem reclamar dela ou disso.                   Sempre quis um amor não omisso                                       E que suas estórias me contasse.                                Ah, eu sempre quis um amor que amasse       </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175981</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Velocidade Aumentada</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175983</link>
         <description><![CDATA[<div> Noite</div><div>Ou dia<br><br></div><div>As coisas passam rápido pelos nossos olhos</div><div>Ao ponto que ninguém aprecia</div><div><br><br></div><div>Cedo</div><div>Ou tarde<br><br></div><div>Tudo passa tão rápido</div><div>Que preciso regrar meu sono com um alarme</div><div><br><br></div><div>Abre</div><div>E fecha<br><br></div><div>Não tenho tempo o suficiente</div><div>É longo meu expediente, horas passam como uma flecha</div><div><br><br></div><div>Ocupado</div><div>E livre<br><br></div><div>A noção física de tempo é tão insustentável </div><div>Que no fim: ninguém sente que vive</div><div><br></div><div>Acorda, alimenta, planeja</div><div>Paciência em poucos segundos</div><div>Aproveita a deixa</div><div>Alterar esse sistema é impossível</div><div>Falta mudança, sobra queixa</div><div><br></div><div>Pior que isso:</div><div>É a obrigação de largar na frente da pole.</div><div>Contra sua vontade,</div><div>Em favor da sua necessidade.</div><div>Minha rebeldia se pergunta: Quem está nesse controle?</div><div><br></div><div>Queria acreditar que sou eu e somente eu!</div><div>O problema é ver bons resultados</div><div>As vezes, só vejo decepções</div><div>Sem saber como melhorar minhas ações</div><div><br></div><div>O tempo é a regra universal</div><div>Ninguém foge a ele, estão todos condenados</div><div>Muitos querem o controlar</div><div>Até perceberem que na verdade, só são controlados</div><div><br></div><div>Eu vivo o que me resta</div><div>Pois, parei de reclamar da hora</div><div>O que parece curto</div><div>Também é uma lição para não se jogar fora</div><div><br></div><div>Se submeter ao tempo parece difícil</div><div>Mas, tem que praticar!</div><div>Seus interesses podem ser constantes</div><div>Mas sua concentração deve ser estática</div><div><br></div><div>Minutos são unidades de medida</div><div>E também formas de abstração</div><div>Não destroem seus planos</div><div>Mas te fornecem uma base para medição</div><div><br></div><div>Não preciso de ficção</div><div>Ele nunca parou</div><div>A tática é simples</div><div>Use as dificuldades a seu favor</div><div><br></div><div>Faça seu planejamento</div><div>Mas não se perca em almejar</div><div>Cada coisa no seu tempo</div><div>Cada coisa no seu lugar</div><div><br></div><div>Não se perca no medo</div><div>Principalmente com a maldade</div><div>Coisas boas vem a longo prazo</div><div>Preocupação excessiva traz ansiedade</div><div><br></div><div>O tempo pressiona nos mínimos detalhes</div><div> Quando uma multiplicação o aumenta</div><div>Mas, deixa de impor todo seu medo</div><div>Quando é dividido por 60</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Soneto de felicidade</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175984</link>
         <description><![CDATA[<blockquote><blockquote>De tudo ao meu amor serei atento<br>Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto<br>Que mesmo em face do maior encanto<br>Dele se encante mais meu pensamento.<br><br>Quero vivê-lo em cada vão momento<br>E em seu louvor hei de espalhar meu canto<br>E rir meu riso e derramar meu pranto<br>Ao seu pesar ou seu contentamento<br><br>E assim, quando mais tarde me procure<br>Quem sabe a morte, angústia de quem vive<br>Quem sabe a solidão, fim de quem ama<br><br>Eu possa me dizer do amor (que tive):<br>Que não seja imortal, posto que é chama<br>Mas que seja infinito enquanto dure.</blockquote></blockquote><div><br></div><div><br><em>Vinicius de Moraes<br>Aluna : Nathalia Gomes Romano<br></em><br></div><div><br></div>]]></description>
         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>SONETO DE MAIORio de Janeiro , 1957Suavemente Maio se insinuaPor entre os véus de Abril, o mês cruelE lava o ar de anil, alegra a ruaAlumbra os astros e aproxima o céu.Até a lua, a casta e branca luaEsquecido o pudor, baixa o dosselE em seu leito de plumas 🤬 nuaA destilar seu luminoso mel.Raia a aurora tão tímida e tão frágilQue através do seu corpo transparenteDir-se-ia poder-se ver o rostoCarregado de inveja e de presságioDos irmãos Junho e Julho, friamentePreparando as catástrofes de Agosto...Ouro Preto, maio de 1967</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175985</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>O tempo</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681175986</link>
         <description><![CDATA[<div>A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.<br>Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...<br>Quando se vê, já é sexta-feira...<br>Quando se vê, passaram 60 anos...<br>Agora, é tarde demais para ser reprovado...<br>E se me dessem- um dia-uma outra oportunidade, eu nem olhava o relógio, seguia sempre em frente...<br>E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.<br>Mário Quintana.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>📹Não desiste, negra, não desiste!</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>(Mel Duarte)</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=FfDvjbsCFmM" />
         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>📹Gritaram-me negra</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Vitória Santa Cruz</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=RljSb7AyPc0" />
         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Paulina </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Música Que país é esse <br>Legião Urbana </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Paulina</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Camões </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>PROTESTO</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>(Carlos de Assumpção)<br><br> Mesmo que voltem as costas<br>às minhas palavras de fogo<br>Não pararei de gritar<br>Não pararei<br>Não pararei de gritar<br> <br>Senhores<br>Eu fui enviado ao mundo<br>Para protestar<br>Mentiras ouropéis nada<br>Nada me fará calar<br><br> Senhores<br>Atrás do muro da noite<br>Sem que ninguém o perceba<br>Muitos dos meus ancestrais<br>Já mortos há muito tempo<br>Reúnem-se em minha casa<br>E nos pomos a conversar<br>Sobre coisas amargas<br>Sobre grilhões e correntes<br>Que no passado eram visíveis<br>Sobre grilhões e correntes<br>Que no presente são invisíveis<br>Invisíveis mas existentes<br>Nos braços no pensamento<br>Nos passos nos sonhos na vida<br>De cada um dos que vivem<br>Juntos comigo enjeitados da Pátria<br><br> <br>Senhores<br>O sangue dos meus avós<br>Que corre nas minhas veias<br>São gritos de rebeldia<br>Um dia talvez alguém perguntará<br>Comovido ante meu sofrimento<br>Quem é que está gritando<br>Quem é que lamenta assim<br>Quem é?<br>E eu responderei<br>Sou eu irmão<br>Irmão, tu me desconheces?<br>Sou eu aquele que se tornara<br>Vítima dos homens<br>Sou eu aquele que sendo homem<br>Foi vendido pelos homens<br>Em leilões em praça pública<br>Que foi vendido ou trocado<br>Como instrumento qualquer<br>Sou eu aquele que plantara<br>Os canaviais e cafezais<br>E os regou com suor e sangue<br>Aquele que sustentou           '<br>Sobre os ombros negros e fortes<br>O progresso do país<br>O que sofrera mil torturas<br>O que chora inutilmente<br>O que dera tudo o que tinha<br>E hoje em dia não tem nada<br>Mas se hoje grito não é<br>Pelo que já se passou<br>O que se passou é passado<br>Meu coração já perdoou<br>Hoje grito, meu irmão,<br>É porque depois de tudo<br>A justiça não chegou<br><br>Sou eu quem grita sou eu<br>O enganado no passado<br>Preterido no presente<br>Sou eu quem grita sou eu<br>Sou eu, meu irmão, aquele<br>Que viveu na prisão<br>Que trabalhou na prisão<br>Que sofreu na prisão<br>Para que fosse construído<br>O alicerce da nação<br><br>O alicerce da nação<br>Tem as pedras dos meus braços<br>Tem a cal das minhas lágrimas<br>Por isso a nação é triste<br>É muito grande mas triste<br>E entre tanta gente triste<br>Irmão, sou eu o mais triste<br><br>A minha história é contada<br>Com tintas de amargura<br>Um dia sob ovações e rosas de alegria<br>Jogaram-me de repente<br>Da prisão em que me achava<br>Para uma prisão mais ampla.<br>Foi um cavalo de Tróia<br>A liberdade que me deram<br>Havia serpentes futuras<br>Sob o manto do entusiasmo.<br><br>Um dia jogaram-me de repente<br>Como bagaços de cana<br>Como palhas de café<br>Como coisa imprestável<br>Que não servia mais pra nada.<br><br>Um dia jogaram-me de repente<br>Nas sarjetas da rua do desamparo<br>Sob ovações e rosas de alegria.<br>Sempre sonhara com a liberdade<br>Mas a liberdade que me deram<br>Foi mais ilusão que liberdade <br><br>Irmão, sou eu quem grita<br>Eu tenho fortes razoes<br>Irmão, sou eu quem grita<br>Tenho mais necessidade<br>De gritar que de respirar.<br><br> Mas, irmão, 🤬 sabendo<br>Piedade não é o que eu quero<br>Piedade não me interessa<br>Os fracos pedem piedade<br>Eu quero coisa melhor<br>Eu não quero mais viver<br>No porão da sociedade<br>Não quero ser marginal<br>Quero entrar em toda parte<br>Quero ser bem recebido<br>Basta de humilhações<br>Minha alma já está cansada<br>Eu quero o sol que é de todos<br>Ou alcanço tudo o que eu quero<br>Ou gritarei a noite inteira<br>Como gritam os vulcões<br>Como gritam os vendavais<br>Como grita o mar<br>E nem a morte terá força<br>Para me fazer calar!</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Cantares de Salomão</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><sup>1</sup> cântico dos cânticos, que é de Salomão.<br><br></div><div><sup>2</sup> Beije-me ele com os beijos da sua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho.<br><br></div><div><sup>3</sup> Suave é o aroma dos teus ungüentos; como o ungüento derramado é o teu nome; por isso as virgens te amam.<br><br></div><div><sup>4</sup> Leva-me tu; correremos após ti. O rei me introduziu nas suas câmaras; em ti nos regozijaremos e nos alegraremos; do teu amor nos lembraremos, mais do que do vinho; os retos te amam.<br><br></div><div><sup>5</sup> Eu sou morena, porém formosa, ó filhas de Jerusalém, como as tendas de Quedar, como as cortinas de Salomão.<br><br></div><div><sup>6</sup> Não olheis para o eu ser morena, porque o sol resplandeceu sobre mim; os filhos de minha mãe indignaram-se contra mim, puseram-me por guarda das vinhas; a minha vinha, porém, não guardei.<br><br></div><div><sup>7</sup> Dize-me, ó tu, a quem ama a minha alma: Onde apascentas o teu rebanho, onde o fazes descansar ao meio-dia; pois por que razão seria eu como a que anda errante junto aos rebanhos de teus companheiros?<br><br></div><div><sup>8</sup> Se tu não o sabes, ó mais formosa entre as mulheres, sai-te pelas pisadas do rebanho, e apascenta as tuas cabras junto às moradas dos pastores.<br><br></div><div><sup>9</sup> Às éguas dos carros de Faraó te comparo, ó meu amor.<br><br></div><div><sup>10</sup> Formosas são as tuas faces entre os teus enfeites, o teu pescoço com os colares.<br><br></div><div><sup>11</sup> Enfeites de ouro te faremos, com incrustações de prata.<br><br></div><div><sup>12</sup> Enquanto o rei está assentado à sua mesa, o meu nardo exala o seu perfume.<br><br></div><div><sup>13</sup> O meu amado é para mim como um ramalhete de mirra, posto entre os meus seios.<br><br></div><div><sup>14</sup> Como um ramalhete de hena nas vinhas de En-Gedi, é para mim o meu amado.<br><br></div><div><sup>15</sup> Eis que és formosa, ó meu amor, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas.<br><br></div><div><sup>16</sup> Eis que és formoso, ó amado meu, e também amável; o nosso leito é verde.<br><br></div><div><sup>17</sup> As traves da nossa casa são de cedro, as nossas varandas de cipreste.<br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Ofertas de Aninha</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>(Cora Coralina)<br><br>Eu sou aquela mulher<br>a quem o tempo<br>muito ensinou.<br>Ensinou a amar a vida.<br>Não desistir da luta.<br>Recomeçar na derrota.<br>Renunciar a palavras e pensamentos negativos.<br>Acreditar nos valores humanos.<br>Ser otimista.<br>Creio numa força imanente<br>que vai ligando a família humana<br>numa corrente luminosa<br>de fraternidade universal.<br>Creio na solidariedade humana.<br>Creio na superação dos erros<br>e angústias do presente.<br>Acredito nos moços.<br>Exalto sua confiança,<br>generosidade e idealismo.<br>Creio nos milagres da ciência<br>e na descoberta de uma profilaxia<br>futura dos erros e violências<br>do presente.<br>Aprendi que mais vale lutar<br>do que recolher dinheiro fácil.<br>Antes acreditar do que duvidar.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Recomece (Braulio Bessa)</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><em>Recomece</em> (trecho)</div><blockquote>Quando a vida bater forte<br> e sua alma sangrar,<br> quando esse mundo pesado<br> lhe ferir, lhe esmagar...<br> É hora do recomeço.<br> Recomece a LUTAR.<br><br> Quando tudo for escuro<br> e nada iluminar,<br> quando tudo for incerto<br> e você só duvidar...<br> É hora do recomeço.<br> Recomece a ACREDITAR.<br><br> Quando a estrada for longa<br> e seu corpo fraquejar,<br> quando não houver caminho<br> nem um lugar pra chegar...<br> É hora do recomeço.<br> Recomece a CAMINHAR.</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>JOSÉ (CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE)</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>QUANTAS E QUANTAS VEZES NÃO NOS SENTIMOS  "JOSÉS"?<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Juvenal e o dragão<br>( Leandro Gomes de Barros)<br><br>Juvenal seguiu viagem<br>cada vez mais animado<br>naquela zona esquisita<br>com.seus cachorros de lado<br>foi dormir no outro dia<br>na terra doutro reinado<br><br>Já fazia um mês e tanto<br>que ele andava de viagem<br>no pé de uma grande serra<br>avistou uma carruagem<br>até para dois cavalos<br>era difícil a passagem</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div> Luis de Camões<br><br> Alegres campos, verdes arvoredos, claras e frescas águas de cristal, que em vós os debuxais ao natural, discorrendo da altura dos rochedos; Silvestres montes, ásperos penedos, compostos em concerto desigual, sabei que, sem licença de meu mal, já não podeis fazer meus olhos ledos. E, pois me já não vedes como vistes, não me alegrem verduras deleitosas, nem águas que correndo alegres vêm. Semearei em vós lembranças tristes, regando-vos com lágrimas saudosas, e nascerão saudades de meu bem. <br><br></div>]]></description>
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         <title>Quem diz que Amor é falso ou enganoso</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681176004</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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      </item>
      <item>
         <title>Saber Viver Não sei…se a vida é curta ou longa demais para nós.Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,se não tocarmos o coração das pessoas.Muitas vezes basta ser:colo que acolhe,braço que envolve,palavra que conforta,silêncio que respeita,alegria que contagia,lágrima que corre,olhar que sacia,amor que promove.E isso não é coisa de outro mundo:é o que dá sentido à vida.É o que faz com que ela não seja nem curta,nem longa demais,mas que seja intensa,verdadeira e pura…enquanto durar.</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>SONHO  Beatriz Nascimento</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><strong>Seu nome era dor<br>Seu sorriso<br>dilaceração<br>Seus braços e pernas, asas<br>Seu sexo, seu escudo<br>Sua mente, libertação<br>Nada satisfaz seu impulso<br>De mergulhar em prazer<br>Contra todas as correntes<br>Em uma só correnteza<br>Quem faz rolar quem tu és?<br>Mulher!...<br><br>Solitária e sólida<br>Envolvente e desafiante<br>Quem te impede de gritar<br>Do fundo de sua garganta<br>Único brado que alcança<br>Que te delimita<br>Mulher!<br><br>Marca de mito embotável<br>Mistério que a tudo anuncia<br>E que se expõe dia a dia<br>Quando deverias estar resguardada<br>Seu ritus de alegria<br>Seus véus entrecruzados de velharias<br>Da inóspita tradição irradias<br>Mulher!<br></strong><br><strong>Há corte e cortes profundos<br>Em sua pele, em seu pelo<br>Há sulcos em sua face<br>Que são caminhos do mundo<br>São mapas indecifráveis<br>Em cartografia antiga<br>Precisas de um pirata<br>De boa pirataria<br>Que te arranques da selvageria<br>E te coloque, mais uma vez,<br>Diante do mundo<br>Mulher. </strong></blockquote><div>Fontes:<br>NASCIMENTO, Beatriz. Disponível em: &lt;<a href="http://portal.andes.org.br/imprensa/publicacoes/imp-pub-756373224.pdf">http://portal.andes.org.br/imprensa/publicacoes/imp-pub-756373224.pdf</a>&gt;. Acesso em 20 jun 2020.<br>Imagem: Disponível em: &lt;<a href="https://www.geledes.org.br/poetas-negras-da-literatura-brasileira/">https://www.geledes.org.br/poetas-negras-da-literatura-brasileira/</a>&gt;. Acesso em 20 jun 2020.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Poesia que transforma - Bráulio Bessa</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>A poesia que transforma<br>em tantas formas.<br><br>Quando escrevo deixo de ser eu,<br>me transformo em ninguém<br>para me transformar em todo mundo.<br><br>A poesia é transformação,<br>é verbo e ação.<br><br>Transformar...<br>O ódio em amar<br>O Sertão em mar<br>O silêncio em falar<br>A dor na coluna em dançar<br>A timidez em cantar<br>A desesperança em sonhar<br>O medo de altura em voar e saltar<br>A ré em recomeçar.<br><br>A poesia me transformou<br>e me fez transformador.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Braulio Bessa</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681176008</link>
         <description><![CDATA[<div>Nasceu em Alto Santo, no Ceará. Aos 14 anos, começou a escrever poesia. Em 2011 criou a página Nação Nordestina e ficou conhecido como " embaixador da cultura nordestina na internet", o que o levou ao programa de Fátima Bernardes em 2015. Pouco tempo depois, começou a declamar seus poemas na TV.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681176009</link>
         <description><![CDATA[<div>Poesias que se transforma</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O sonho</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681176010</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>O sonho (Clarice Lispector)</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681176011</link>
         <description><![CDATA[<div>Sonhe com aquilo que você quer ser,<br>porque você possui apenas uma vida<br>e nela só se tem uma chance<br>de fazer aquilo que quer.<br><br></div><div>Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.<br>Dificuldades para fazê-la forte.<br>Tristeza para fazê-la humana.<br>E esperança suficiente para fazê-la feliz.<br><br></div><div>As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.<br>Elas sabem fazer o melhor das oportunidades<br>que aparecem em seus caminhos.<br><br></div><div>A felicidade aparece para aqueles que choram.<br>Para aqueles que se machucam<br>Para aqueles que buscam e tentam sempre.<br>E para aqueles que reconhecem<br>a importância das pessoas que passaram por suas vidas.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Manuel Antônio Alvares de Azevedo, nasceu em São Paulo no dia 12 de setembro de 1831.foi um poeta ,escritor e contista, da segunda geração romântica brasileira.suas poesias  retratam seu mundo interior. é conhecido como o poeta da duvida. sentimento da solidão e tristeza , refletidos em seus poemas, era de fato a saudade da família que ficara no Rio de Janeiro. A poesia Se Eu Morresse Amanhã, foi inscrita por ele alguns dias antes de sua morte,lida em seu enterro pelo pelo escritor Joaquim Manuel de Macedo. expressava  o sentimento de solidão e tristeza em seus poemas, pois sentia falta de sua família, tinha apenas 17 anos quando foi para São Paulo onde iniciou o curso de direito.</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Se Eu Morresse Amanhã<br>se eu morresse amanhã, viria ao menos <br>fechar meus olhos minha triste irmã;<br>minha mãe de saudades morreria se eu morresse amanhã!<br>quanta gloria pressinto em meu futuro!<br>que aurora de porvir e que manhã!<br>eu perdera chorando essas coroas<br>se eu morresse amanhã !<br>que sol! que céu! que doce n'alva<br>acorda a natureza mais louçã!<br>não me batera tanto amor no peito<br>se eu morresse amanhã!<br>mas essa dor da vida que devora <br>a ânsia de glória, o dolorido afã...<br>a dor no peito emudecera ao menos<br>se eu morresse amanhã!<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>outrora</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>outrora eu era daqui, e hoje<br>regresso estrangeiro,<br>forasteiro do que vejo e ouço,<br>velho de mim.<br>já vi tudo, ainda o que nunca vi,<br>nem o que nunca vi,<br>nem o que nunca verei.<br>eu reinei no que nunca fui.<br><br>Fernando Pessoa</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Simplesmente gosto da intensidade...Abomino a mesmice...As idéias curtas...Não gosto de quem não se permite viajar...Ainda que em sonhos&quot;</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681176015</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title>O Encontro Marcado</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>“De tudo , ficaram três coisas...<br> A certeza de que estamos começando...<br> A certeza de que é preciso continuar...<br> A certeza de que podemos ser interrompidos<br> antes de terminar...<br> Façamos da interrupção um caminho novo...<br> Da queda, um passo de dança...<br> Do medo, uma escada...<br> Do sonho, uma ponte...<br> Da procura, um encontro!”<br><br></div><div><br>Fernando Sabino, O Encontro Marcado.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Quando ainda não estávamos no novo normal</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Voltando à vida normal... ao caos de um espaço  esquecido e não valorizado. Desespero e paz, dualidade contraditória de quem ama o que faz e que o pleonasmo permite confirmar.<br>De repente,  um sentimento de calma, um silêncio bom. Terminou o remanso previsto no corre-corre, o estio na tempestade, a trégua na guerra. Sensação inesperada e inexplicável de que tudo vai dar certo. Iniciando o segundo semestre! (KIRK. E.V.)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Psicologia de um vencido.</strong><br><br>Eu, filho do carbono e do amoníaco,<br>Monstro de escuridão e rutilância,<br>Sofro, desde a epigênese da infância,<br>A influência má dos signos do zodíaco.<br><br>Profundissimamente hipocondríaco,<br>Este ambiente me causa repugnância...<br>Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia<br>Que se escapa da boca de um cardíaco.<br><br>Já o verme — este operário das ruínas —<br>Que o sangue podre das carnificinas<br>Come, e à vida em geral declara guerra,<br><br>Anda a espreitar meus olhos para roê-los,<br>E há-de deixar-me apenas os cabelos,<br>Na frialdade inorgânica da terra!<br><br>Augusto dos Anjos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Aprecie as coisas<br>simples da vida.<br>Vai que no futuro...<br>Adeus pertences.<br><br>(@poetasergiovaz)</div>]]></description>
         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Se você faz tudo sempre igual é seguro que nunca se perca, mas é possível que nunca se ache.</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681176023</link>
         <description><![CDATA[<div>Sérgio Vaz</div>]]></description>
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         <title>Blues da piedade CazuzaAgora eu vou cantar pros miseráveisQue vagam pelo mundo derrotadosPra essas sementes mal plantadasQue já nascem com cara de abortadasPras pessoas de alma bem pequenaRemoendo pequenos problemasQuerendo sempre aquilo que não têmPra quem vê a luzMas não ilumina suas minicertezasVive contando dinheiroE não muda quando é lua cheiaPra quem não sabe amarFica esperando alguém que caiba no seu sonhoComo varizes que vão aumentandoComo insetos em volta da lâmpadaVamos pedir piedadeSenhor, piedade!Pra essa gente careta e covardeVamos pedir piedadeSenhor, piedade!Lhes dê grandeza e um pouco de coragemQuero cantar só para as pessoas fracasQue tão no mundo e perderam a viagemQuero cantar os bluesCom o pastor e o bumbo na praçaVamos pedir piedadePois há um…Fonte: Musixmatch</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>O tigre da manhã espreita pelas venezianas.O Vento fareja tudo.Nos cais, os guindastes domesticados dinossauros - erguem a carga do dia.</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681176025</link>
         <description><![CDATA[<div>Mario Quintana.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Vidas&quot;</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Nunca deixe de sonhar por medo de não realizar, erguer a cabeça é continua a caminhar, e se a tristeza vim lhe visitar, deixe ela entrar, logo ela irá se cansar por saber que dentro de você uma guerreira está a se alegrar. <br>E quando alguém lhe faltar com a razão, ferindo seu coração, não se abale,  se refaça com aquela decepção, elas serão necessárias para lhe deixar mais forte e valente para derrotar qualquer barreira que  existir na sua frente.<br>Nunca se esqueça que Deus é contigo e nunca lhe abandonará, sendo Ele seu escudo nada pode lhe parar...</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>José                                            E agora, José?A festa acabou,a luz apagou,o povo sumiu,a noite esfriou,e agora, José?e agora, você?você que é sem nome,que zomba dos outros,você que faz versos,que ama, protesta?e agora, José?Está sem mulher,está sem discurso,está sem carinho,já não pode beber,já não pode fumar,cuspir já não pode,a noite esfriou,o dia não veio,o bonde não veio,o riso não veio,não veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou,e agora, José?E agora, José?Sua doce palavra,seu instante de febre,sua gula e jejum,sua biblioteca,sua lavra de ouro,seu terno de vidro,sua incoerência,seu ódio — e agora?Com a chave na mão quer abrir a porta,não existe porta;quer morrer no mar,mas o mar secou;quer ir para Minas,Minas não há mais.José, e agora?Se você gritasse,se você gemesse,se você tocasse a valsa vienense,se você dormisse,se você cansasse,se você morresse...Mas você não morre,você é duro, José!Sozinho no escuro qual bicho-do-mato,sem teogonia,sem parede nua para se encostar,sem cavalo preto que fuja a galope,você marcha, José!José, para onde?</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681176027</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Carlos Drummond de Andrade</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[<div>Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música.<br>Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes. <br>Rubem Alves</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681176031</link>
         <description><![CDATA[<div><br>- O apanhador de desperdícios<br><br></div><div>Uso a palavra para compor meus silêncios.<br>Não gosto das palavras<br>fatigadas de informar.<br>Dou mais respeito<br>às que vivem de barriga no chão<br>tipo água pedra sapo.<br>Entendo bem o sotaque das águas<br>Dou respeito às coisas desimportantes<br>e aos seres desimportantes.<br>Prezo insetos mais que aviões.<br>Prezo a velocidade<br>das tartarugas mais que a dos mísseis.<br>Tenho em mim um atraso de nascença.<br>Eu fui aparelhado<br>para gostar de passarinhos.<br>Tenho abundância de ser feliz por isso.<br>Meu quintal é maior do que o mundo.<br>Sou um apanhador de desperdícios:<br>Amo os restos<br>como as boas moscas.<br>Queria que a minha voz tivesse um formato<br>de canto.<br>Porque eu não sou da informática:<br>eu sou da invencionática.<br>Só uso a palavra para compor meus silêncios.<br><em>-Memórias Inventadas – As Infâncias de de Manoel de Barros – Manoel de Barros – <br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Vietnã </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.Quando se vê, já são seis horas!Quando de vê, já é sexta-feira!Quando se vê, já é natal…Quando se vê, já terminou o ano…Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.Quando se vê passaram 50 anos!Agora é tarde demais para ser reprovado…Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará. </title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681176033</link>
         <description><![CDATA[<div>Mário quintana </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>(Carlos Drummond de Andrade)</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681176034</link>
         <description><![CDATA[<div>A Máquina do Mundo</div><div><br></div><div>E como eu palmilhasse vagamente<br> uma estrada de Minas, pedregosa,<br> e no fecho da tarde um sino rouco<br> se misturasse ao som de meus sapatos<br> que era pausado e seco; e aves pairassem<br> no céu de chumbo, e suas formas pretas<br> lentamente se fossem diluindo<br> na escuridão maior, vinda dos montes<br> e de meu próprio ser desenganado,<br> a máquina do mundo se entreabriu<br> para quem de a romper já se esquivava<br> e só de o ter pensado se carpia.<br> Abriu-se majestosa e circunspecta,<br> sem emitir um som que fosse impuro<br> nem um clarão maior que o tolerável<br> pelas pupilas gastas na inspeção<br> contínua e dolorosa do deserto,<br> e pela mente exausta de mentar<br> toda uma realidade que transcende<br> a própria imagem sua debuxada<br> no rosto do mistério, nos abismos.<br> Abriu-se em calma pura, e convidando<br> quantos sentidos e intuições restavam<br> a quem de os ter usado os já perdera<br> e nem desejaria recobrá-los,<br> se em vão e para sempre repetimos<br> os mesmos sem roteiro tristes périplos,<br> convidando-os a todos, em coorte,<br> a se aplicarem sobre o pasto inédito<br> da natureza mítica das coisas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Doce Beijo</title>
         <author>jaaaaiiiiiiiir</author>
         <link>https://padlet.com/jaaaaiiiiiiiir/lm0cqgu71l3frkxq/wish/681176035</link>
         <description><![CDATA[<div><br><br>Em um grito <br>A vida nasce<br>Vem o choro de alegria<br>Parece ironia <br>Mas na morte <br>Vem a desarmonia <br>E as pessoas <br>Se tornam frias<br>A tempo de rir <br>Se ferir <br>Amar <br>Se fechar <br>O amor cura<br>A dor machuca <br>A vida vem <br>E com um doce beijo <br>Ela assim se vai<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-15 01:20:15 UTC</pubDate>
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