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      <title>Noticias Alfabetização letramento by Taciane Rizzo</title>
      <link>https://padlet.com/tacyrizzo/ljj86aml5kls340j</link>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-05-06 22:47:52 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2024-05-20 19:57:51 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Qual a situação atual da alfabetização no Brasil?</title>
         <author>tacyrizzo</author>
         <link>https://padlet.com/tacyrizzo/ljj86aml5kls340j/wish/2982344460</link>
         <description><![CDATA[<p>No Brasil, <strong>metade dos alunos que estão na faixa dos 7 anos não conseguem ler e escrever </strong>de uma forma minimamente adequada. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), a partir das provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) dos anos de 2019 e 2021, houve uma <strong>queda no desempenho da alfabetização</strong>, mostrando que, em 2019, 54,8% das crianças avaliadas foram consideradas alfabetizadas.&nbsp;</p><p><br></p><p>Mas desde a Avaliação Nacional de Alfabetização, que começou a ser implementada desde 2014, o Brasil já apresentava indicadores bem preocupantes, o que se agravou durante a pandemia de Covid-19, que impactou todas as etapas da educação, entre elas a alfabetização.</p><p><br></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/escolas/qual-a-situacao-atual-da-alfabetizacao-no-brasil">https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/escolas/qual-a-situacao-atual-da-alfabetizacao-no-brasil</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-07 00:13:35 UTC</pubDate>
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         <title>Estácio abre inscrições para programa gratuito de alfabetização e letramento de jovens e adultos.</title>
         <author>tacyrizzo</author>
         <link>https://padlet.com/tacyrizzo/ljj86aml5kls340j/wish/2982384580</link>
         <description><![CDATA[<p>Há 6 anos, o Instituto Yduqs - responsável por ações sociais em diversas unidades de ensino superior — realiza, em parceria com a Estácio, o Programa de Alfabetização e Letramento de Jovens e Adultos. A edição do primeiro semestre de 2024 marca a ampliação do programa, que agora contempla uma nova etapa educacional em que os alfabetizandos poderão fortalecer os conhecimentos adquiridos. Neste segundo módulo, os estudantes terão a oportunidade de exercitar a leitura, interpretação de texto e escrita.</p><p><br></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://oglobo.globo.com/rio/bairros/tijuca-e-zona-norte/noticia/2024/01/29/estacio-abre-inscricoes-para-programa-gratuito-de-alfabetizacao-e-letramento-de-jovens-e-adultos.ghtml">https://oglobo.globo.com/rio/bairros/tijuca-e-zona-norte/noticia/2024/01/29/estacio-abre-inscricoes-para-programa-gratuito-de-alfabetizacao-e-letramento-de-jovens-e-adultos.ghtml</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-07 00:40:47 UTC</pubDate>
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         <title>Brasil tem 10 milhões de analfabetos, apesar da queda na taxa em 2022</title>
         <author>tacyrizzo</author>
         <link>https://padlet.com/tacyrizzo/ljj86aml5kls340j/wish/2982389752</link>
         <description><![CDATA[<p>Não conseguir ler nem mesmo o título desta reportagem é a realidade de quase 10 milhões de brasileiros. Apesar da queda na taxa de analfabetismo no País em 2022, os números ainda são altos, principalmente ao se tratar de idosos, da população do Nordeste e de pretos e pardos. É o que revela os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no início de junho deste ano. Essa realidade dificulta o cumprimento da meta do Plano Nacional de Educação (PNE) de erradicar o analfabetismo até 2024.&nbsp;</p><p>De acordo com os dados, a taxa de analfabetismo caiu de 6,1% em 2019 para 5,6% em 2022, isso corresponde a uma redução de 0,5 ponto porcentual dessa taxa no País, ou seja, cerca de 490 mil analfabetos a menos. O levantamento mostrou também que mais da metade das pessoas que não sabiam ler e escrever tinham 60 anos ou mais e que a taxa de analfabetismo de pretos e pardos é duas vezes maior do que a dos brancos. Ao analisar as regiões do País, o Nordeste tinha a taxa mais alta, de 11,7%, e o Sudeste, a mais baixa, de 2,9%. Os detalhes podem ser conferidos neste&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/37089-em-2022-analfabetismo-cai-mas-continua-mais-alto-entre-idosos-pretos-e-pardos-e-no-nordeste#:~:text=A%20taxa%20de%20analfabetismo%20recuou,%2C8%25%20para%20o%20Sudeste">link.</a>&nbsp;</p><p>Desde 2014, o Plano Nacional de Educação (PNE) possui metas e estratégias para a política educacional que deveriam ser cumpridas até 2024. A Meta 9 diz que o objetivo é elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e, até o final do PNE, erradicar o analfabetismo absoluto, que compreende a incapacidade de ler e escrever, e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional, que é a incapacidade de compreender textos simples.&nbsp;</p><p>Além disso, conforme os itens estimados, as taxas entre pessoas com 15 anos ou mais deveriam ter caído para 6,5% em 2015, porém, a meta intermediária só foi alcançada em 2017 pelo Brasil.&nbsp;</p><p><br></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://jornal.usp.br/atualidades/brasil-tem-10-milhoes-de-analfabetos-apesar-da-queda-na-taxa-em-2022/">https://jornal.usp.br/atualidades/brasil-tem-10-milhoes-de-analfabetos-apesar-da-queda-na-taxa-em-2022/</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-07 00:44:16 UTC</pubDate>
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         <title>Brasil: 56% das crianças do 2º ano do Ensino Fundamental não aprenderam a ler e escrever</title>
         <author>osbridgertons</author>
         <link>https://padlet.com/tacyrizzo/ljj86aml5kls340j/wish/2991356463</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>No momento em que milhões de meninas e meninos voltam às aulas no Brasil, o Fundo da ONU para Infância, Unicef. faz um alerta: mais da metade das crianças do 2º ano do Ensino Fundamental da rede pública não está alfabetizada no Brasil, segundo os dados disponíveis.&nbsp;Para o Unicef, a alfabetização, etapa fundamental da trajetória escolar de crianças e adolescentes, precisa ser prioridade em todos os municípios brasileiros.&nbsp;</p><p><br></p><p><strong>Reflexo da pandemia de Covid-19</strong></p><p><br></p><p>Assim, a agência avalia que é urgente implementar as ações previstas no Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, lançado em 2023 pelo Ministério da Educação, que busca assegurar que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2° ano do Ensino Fundamental. Segundo o recente Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica, 56,4% das crianças nesta etapa de formação na rede pública não atingiram o nível esperado de alfabetização. Isso contribui para um número expressivo de alunos em todo o país que frequentam a escola sem dominar a leitura e escrita. O cenário, que já preocupava antes da pandemia de Covid-19, se agravou ao longo dela. Em 2019, 39,7% de crianças não estavam alfabetizadas no 2º ano do Ensino Fundamental na rede pública.</p><p>Segundo a agência da ONU, a piora das estimativas leva a uma crise urgente, que precisa ser enfrentada em cada município brasileiro, com apoio de todos os estados e do Governo Federal.</p><p><br></p><p><strong>Trajetória escolar</strong></p><p><br></p><p>Na avaliação da chefe de Educação do Unicef no Brasil, Mônica Dias Pinto, ciclos de alfabetização incompletos têm um impacto significativo na trajetória escolar de crianças e adolescentes, resultando em reprovações e abandono. Ela destaca que a falta de habilidades de leitura e escrita dificulta o aprendizado e o acompanhamento das atividades escolares. Para Mônica Dias Pinto, os estudantes, ao enfrentarem repetidas reprovações, muitas vezes abandonam a escola. Até podem tentar retornar, mas acabam acumulando atrasos acadêmicos.&nbsp;A representante do Unicef afirma que a ausência de oportunidades de aprendizado se torna um fator determinante para a saída definitiva desses alunos do sistema escolar.</p><p><br></p><p><strong>Propostas para reverter o cenário</strong></p><p><br></p><p>O Unicef aponta que para enfrentar esse desafio passa por duas estratégias principais e urgentes, que precisam ser implementadas em paralelo.&nbsp;</p><p>A primeira é investir em práticas pedagógicas de qualidade, voltadas à alfabetização das crianças que estão chegando agora aos primeiros anos do Ensino Fundamental, para que aprendam a ler e escrever na idade certa.&nbsp;A segunda é implementar propostas de recomposição das aprendizagens voltadas a aqueles estudantes que não aprenderam a ler e escrever até o 2º ano do Ensino Fundamental, e agora precisam de um apoio específico para aprender, recuperar o tempo perdido e avançar. As duas propostas são parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, que ainda busca recompor as aprendizagens, com foco na alfabetização de 100% das crianças matriculadas no 3°, 4° e 5° ano afetadas pela pandemia. Até o final de 2023, 100% dos Estados e mais de 90% dos municípios haviam aderido ao programa.</p><p>A chefe de Educação do Unicef no Brasil acredita que é essencial acompanhar de perto a implementação desse programa, avaliando as propostas de alfabetização que estão sendo desenvolvidas em cada município e os resultados concretos delas na redução do analfabetismo no país.</p><p><br></p><p><strong>Como recuperar a aprendizagem de quem ficou para trás?</strong></p><p><br></p><p>Para contribuir no desenvolvimento e na implementação de boas práticas voltadas à recuperação da aprendizagem, o Unicef e parceiros contam com a estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar, em parceria com Secretarias Estaduais de Educação.&nbsp;</p><p>O objetivo é facilitar um diagnóstico amplo sobre a distorção idade-série e o fracasso escolar no País, e oferecer um conjunto de recomendações para o desenvolvimento de políticas educacionais que promovam o acesso à educação, a permanência na escola e a aprendizagem desses estudantes.</p><p><br></p><p><strong>Dados de alfabetização&nbsp;</strong></p><p><br></p><p>O Sistema de Avaliação da Educação Básica é uma avaliação realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, Inep, a cada dois anos para avaliar o desempenho de estudantes em língua portuguesa, matemática e outras disciplinas no 2º, 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e no 3º ano do Ensino Médio. O Ministério da Educação e o Inep estabeleceram, em 2023, a pontuação que define uma criança alfabetizada: 743 pontos.&nbsp; A definição da pontuação é resultado da pesquisa Alfabetiza Brasil, realizada com 251 professores alfabetizadores das cinco regiões brasileiras e das 27 Unidades da Federação e especialistas durante os meses de abril e maio de 2023 com o objetivo de identificar o conjunto de habilidades de leitura e escrita esperadas ao fim do segundo ano do Ensino Fundamental.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://news.un.org/pt/story/2024/02/1827087" />
         <pubDate>2024-05-13 22:27:22 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Entenda a importância de atividades lúdicas na Educação Básica. (Especialistas alertam para o cuidado com o letramento precoce)</title>
         <author>tacyrizzo</author>
         <link>https://padlet.com/tacyrizzo/ljj86aml5kls340j/wish/2991390261</link>
         <description><![CDATA[<p>O que é mais importante para uma criança? Aprender a ler e escrever ou desenvolver <strong>atividades lúdicas</strong> que estimulem sua criatividade? O letramento precoce é um assunto que gera muita controvérsia. Enquanto algumas escolas apostam em atividades ligadas à leitura e à escrita, outras defendem a ideia de que é preciso preparar a criança antes de iniciá-la no mundo das letras.&nbsp;</p><p><br>Ao inserir atividades lúdicas no currículo escolar, nota-se maior entusiasmo em relação ao conteúdo que está sendo trabalhado. Brincando, a criança aprende a respeitar regras, ampliar o relacionamento social e respeitar a si mesmo e aos outros. O lúdico também incentiva que a criança comece a se expressar com maior facilidade, respeite e discorde de opiniões e exerça a liderança.&nbsp;</p><p><br></p><p>É possível observar que muitas escolas trabalham apenas com a técnica e com o foco nas demandas curriculares, sem priorizar as necessidades das crianças. É importante lembrar que o <strong>letramento precoce</strong> não é prejudicial, desde que a criança esteja preparada, interessada e que ocorra naturalmente.&nbsp;</p><p><br>Respeitar o tempo da criança e trabalhar os conteúdos de forma lúdica é a melhor opção. Além da Escola Espaço Mágico, o Educa Mais Brasil também possui parceria com outras instituições que tentam inserir o lúdico em seu currículo escolar. Dessa forma, você vai permitir que seu filho aprenda brincando e muito mais motivado. Com o Educa Mais, você também consegue bolsas de estudo de até 50% para investir em uma escola de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao-basica">Educação Básica</a> de qualidade. Entre no <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.educamaisbrasil.com.br/">site</a> e procure uma escola próxima de você. A inscrição é gratuita.</p><p><br></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/entenda-a-importancia-de-atividades-ludicas-na-educacao-basica">https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/entenda-a-importancia-de-atividades-ludicas-na-educacao-basica</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-13 23:23:01 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Alfabetização no 2º e 3º ano do Fundamental: estratégias para o cenário atual</title>
         <author>osbridgertons</author>
         <link>https://padlet.com/tacyrizzo/ljj86aml5kls340j/wish/2991417436</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>Educadoras sinalizam possibilidades de trabalho para impulsionar as aprendizagens dos alunos, que retornaram após quase dois anos de ensino remoto emergencial.</p><p>“Estou com uma turma do 3º ano que praticamente não fez o 1º ano em 2020 e completou o 2º em 2021 em três diferentes formatos: primeiro, um retorno presencial facultativo, duas vezes por semana, com rodízio de alunos; depois, ensino remoto e, por fim, o retorno obrigatório para todos, em novembro”, conta a professora Melina Borges Omitto, da EM Professor Mário Chorilli, em Piracicaba (SP).&nbsp;</p><p>Esse relato ajuda a entender o cenário que se repete em diferentes salas de aula do 2º e 3º ano nas escolas públicas do país em 2022. Além de muito trabalho à vista, os educadores salientam que é o momento de ‘recalcular a rota’ para dar conta de tamanho desafio. Normalmente, esses dois anos já exigem que o professor faça um acompanhamento próximo dos alunos para consolidar o processo de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://especial.novaescola.org.br/alfabetizacao-em-foco/">alfabetização</a>. No contexto atual, depois de praticamente um biênio no ensino remoto, o 2º e o 3º ano se tornam ainda mais desafiadores.&nbsp;“É preciso identificar o que ficou desses dois anos anteriores e trabalhar para que eles [<em>os estudantes</em>] avancem”, destaca Melina, que tem uma trajetória de 18 anos como docente, especialmente nos Anos Iniciais do Fundamental. “Faço meu planejamento pensando nas prioridades – primeiro o que é urgente e, depois, o que é importante, e incluo habilidades e competências do 1º e do 2º ano, antes de conseguir chegar às do 3º. Por exemplo, se meu aluno não consegue escrever o nome, como vou trabalhar com o gênero textual bilhete? É algo que requer conhecimentos prévios”, explica.&nbsp; Devido às dificuldades de acesso às tecnologias que muitos estudantes tiveram durante esses dois anos de ensino remoto emergencial, as educadoras ouvidas pela NOVA ESCOLA indicam que uma característica que sempre existiu nas salas de aula se acentuou: as turmas estão ainda mais heterogêneas em relação ao nível de aprendizado. “Agora, é crucial ver a diversidade como uma vantagem”, crava Mazé Nóbrega, consultora de Língua Portuguesa e professora de pós-graduação do Instituto Vera Cruz, em São Paulo (SP). “É hora de pensar nas possibilidades de interlocução com as crianças e delas entre si, com um contínuo acompanhamento dos estudantes, o que vai propiciar que o professor realize boas intervenções.”</p><p>Nesta segunda reportagem do <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://especial.novaescola.org.br/alfabetizacao/">Especial Alfabetização</a>, detalhamos, com o apoio de educadoras alfabetizadoras, quais as estratégias possíveis para o trabalho com o 2º e 3º ano do Ensino Fundamental.</p><p><br></p><p><strong>A BNCC e o ciclo da alfabetização</strong></p><p><br></p><p>“Os anos de 2020 e 2021 seriam complexos para a alfabetização com ou sem pandemia, porque foram justamente o biênio da efetiva implantação da BNCC”, comenta Heloísa Jordão, doutora em Linguagem e Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE-USP), professora do Ensino Fundamental (Anos Iniciais e Finais) na rede municipal de São Paulo (SP) e formadora de professores há mais de 15 anos nas redes públicas paulistas.&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/40/o-que-a-bncc-propoe-para-a-alfabetizacao">Este guia completo da Base</a>, elaborado pela NOVA ESCOLA, reforça alguns dos pontos cruciais do documento, como o foco em habilidades e competências essenciais que os alunos devem desenvolver a cada ano, o olhar para os quatro campos de atuação (vida cotidiana, artístico-literário, práticas de estudo e pesquisa e vida pública) como eixos estruturantes e o destaque para o multiletramento por meio do trabalho com diferentes gêneros textuais.&nbsp; Além desses aspectos, chama a atenção a mudança do fim do ciclo da alfabetização, que passou do 3º para o 2º ano. “Com isso, o 2º ano se torna uma etapa com a qual precisamos ter bastante cuidado”, salienta a consultora Mazé.</p><p>“Mas ainda que a Base considere 1º e 2º anos como ciclo de alfabetização, é interessante colocarmos o 3º nesse pacote, já que ele foca fortemente em leitura e escrita”, completa. Ao final do 3º ano, é esperado que os alunos tenham fluência para ler e escrever e percebam as regularidades do sistema ortográfico e os principais padrões da escrita (segmentação de palavras, pontuação, paragrafação). <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://novaescola.org.br/trilha-bncc-ciclo-de-alfabetizacao">Esta série de reportagens especiais da NOVA ESCOLA</a>, produzida em 2021, traz o aprofundamento desses temas.</p><p><br></p><p><strong>Sondagens, hipóteses de escrita e possibilidades de intervenção</strong></p><p><br></p><p>No trabalho com a alfabetização no 2º e 3º ano, é preciso mais do que nunca realizar sondagens periódicas para investigar o que o aluno já sabe. “Uma [<em>avaliação</em>] diagnóstica que inclua palavras de sílabas simples e complexas é uma boa opção”, diz Mazé. Ela destaca que essas sondagens requerem olhar atentamente para as <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://novaescola.org.br/conteudo/9766/blog-alfabetizacao-hipoteses-escrita-pre-silabico-silabico-como-avancar">hipóteses de escrita</a> das crianças e devem ocorrer de maneira constante ao longo de todo o ano.&nbsp; Com apoio da especialista, construímos um material que lista todas as hipóteses (icônica, garatuja, pré-silábica, silábica, silábico-alfabética, alfabética e ortográfica) e traz, como complemento, sugestões de atividades para cada uma dessas fases:</p><p><br></p><p>“Quando pensamos em crianças no ciclo de alfabetização, há uma diversidade de saberes que deve ser explorada nas sondagens”, observa a consultora. “Podemos ter, por exemplo, uma criança alfabética que ainda está muito fixada na ideia de duas letras para cada sílaba e que não lida bem com sílabas complexas – e que precisa, então, ser desafiada para entender outras organizações silábicas. Uma possibilidade é brincar com essa ideia de, se colocar a letra “r” em uma determinada posição, a palavra vira outra, como em ‘pato’ e ‘prato’.”&nbsp; O nível seguinte, continua Mazé, envolve explorar os dígrafos (“lh”, “nh”, “ch”) e as marcas de nasalidade com “m” ou “n” no final das sílabas, no interior das palavras. Assim, a sondagem pode compilar palavras com diferentes padrões silábicos (sílabas simples e complexas) e obter informações para que as crianças avancem não só na compreensão do sistema de escrita, mas também na compreensão do sistema ortográfico, descobrindo as regularidades.&nbsp;</p><p>Para auxiliar na construção dessas sondagens, a especialista Heloísa Jordão aponta que algumas habilidades da BNCC do 3º ano dialogam muito com as do 2º ano.</p><p>“Então, um bom caminho de priorização curricular para os professores, pensando nesses alunos, é olhar com bastante carinho para as habilidades de linguística e semiótica (que vão explorar questões ligadas à alfabetização e ortografização) desses dois anos e ver como a BNCC estabelece a progressão dessas habilidades, sempre de forma vinculada aos <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/41/quais-textos-usar-durante-a-alfabetizacao-inicial">campos de atuação</a>. Por exemplo, no campo artístico-literário, a análise linguística pode se dar dentro de um conto de fadas, analisando marcadores temporais.”&nbsp; Para isso, finaliza a educadora, “é interessante considerar as habilidades EF02LP ou EF03LP, da 1 até a 10, da BNCC. Elas podem oferecer uma matriz de referência para elaborar uma avaliação diagnóstica, permitindo entender como está a consolidação da alfabetização – para responder a perguntas como: o aluno já está escrevendo palavras? Consegue escrever uma lista de maneira autônoma? E agora, como vamos fazer para produzir um texto?”.</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-13 23:55:09 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>osbridgertons</author>
         <link>https://padlet.com/tacyrizzo/ljj86aml5kls340j/wish/2991417972</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Agrupamentos produtivos e estratégias</strong></p><p><br></p><p>Atrelada a esse trabalho constante de sondagem, uma das possibilidades mais relevantes, nas palavras das educadoras entrevistadas, são os agrupamentos produtivos. Basicamente, explica Mazé, isso “envolve elaborar propostas que agrupem crianças com hipóteses de escrita diferentes, mas não tão discrepantes, e fazer intervenções nesses agrupamentos”.&nbsp;</p><p><br></p><p><strong>Duplas produtivas</strong></p><p><br></p><p>A professora Ana Teresa Milani, que até 2021 atuou nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º, 2º e 3º ano) na EE Caetano de Campos, em São Paulo (SP), e agora está em uma nova diretoria de ensino, aguardando a atribuição de aulas, conta que, em meio ao complexo período pandêmico, a experiência com duplas produtivas rendeu momentos ricos em sala de aula.&nbsp; “Eu apresentava uma história em quadrinhos sem as falas, e as crianças tinham de contar essa história. Como havia alunos alfabéticos, com condições de escrever, ainda que com erros ortográficos, e crianças não alfabéticas, que ainda não dominavam a escrita e a leitura, organizei duplas produtivas, com um escritor e um colaborador”, recorda. Com isso, ambos discutiam a imagem e construíam a narrativa juntos.</p><p>“A criança não alfabética percebe, por exemplo, que tem condições de contar a história tanto quanto o colega, e a troca entre ambas é muito interessante – e rende outros momentos, como contar essas histórias para o restante da turma. São iniciativas que fazem com que reflitam sobre o porquê da escrita e a sua própria função social: escrevemos para alguém que vai ler.”</p><p>A professora, no entanto, pondera algo que a consultora Mazé também alerta: “Essas duplas têm de estar em níveis próximos, porque, com o pré-silábico e o alfabético juntos, corre-se o risco de haver um copiando o outro como espectador, sem muita troca”.</p><p><br></p><p><strong>Agrupamentos por hipóteses de escrita</strong></p><p><br></p><p>Outra proposta é apresentada pela professora Melina, de Piracicaba. “Quando a ideia é agrupar por hipótese, podemos trabalhar com parlendas. Lidar com gêneros dos quais eles já têm na memória e que contam com rimas facilita para que assimilem construções.” Ela dá um exemplo com a parlenda “meio-dia/ macaco assobia/ panela no fogo/ barriga vazia”. “Para os estudantes alfabéticos, posso recortar as letras e pedir que montem o texto todo, letra por letra, com as letras móveis. Já para os silábicos, posso pegar o mesmo texto, mas recortá-lo por sílabas. Já para os pré-silábicos, posso ‘fatiar’ o texto por versos (‘meio-dia’ na primeira tarja, ‘macaco assobia’ na segunda, ‘panela no fogo’ na terceira, ‘barriga vazia’ na quarta).”&nbsp; Com isso, segundo ela, é possível contemplar aqueles que primeiro necessitam entender o formato do texto; depois, os que precisam entender as sílabas, e os demais podem compreender a construção das palavras. Para a formadora Heloísa Jordão, atividades como essa funcionam muito bem, “já que temos todo mundo trabalhando o mesmo texto-base da parlenda, mas com diferentes níveis de complexidade”.</p><p><br></p><p><strong>Leitura e gêneros textuais</strong></p><p><br></p><p>Em meio às diversas propostas que professores do 2º e 3º ano devem colocar em ação, vale não perder de vista a questão da leitura de textos de diferentes gêneros. “Iniciativas com foco no processo investigativo da língua, com jogos, desafios e investigação, podem e devem ser incorporadas. Mas os educadores não podem perder de vista, em meio à priorização curricular, que o trabalho com gêneros é o cerne e que é preciso contemplar ao menos um gênero por campo de atuação”, diz Heloísa.&nbsp; Nesse processo, a especialista elenca algumas possibilidades. “No campo da vida pública, a gente pode trabalhar com manchetes – não precisa ser a notícia inteira. No de práticas de estudo e pesquisa, pode ser uma ficha técnica de animais e, depois, até pensar em projetos relacionados a isso. No de vida cotidiana, textos instrucionais, como receitas, têm uma estrutura textual-discursiva interessante com lista de ingredientes e descrição do modo de preparo.”&nbsp; Como ressalta Melina, os gêneros norteiam as atividades nos Anos Iniciais contemplando todos os eixos: oralidade, leitura, escrita, análise e compreensão da língua e também questões ortográficas. Para consolidar essa missão, ela traz duas possibilidades que já aplicou em sala de aula.&nbsp; “Em vez de preparar uma tradicional caixa com opções de livros, uma sugestão é montar uma caixa de leitura com diferentes gêneros textuais: receita, bula de remédio, folheto de supermercado, carta, e-mail, reportagens e notícias de jornal. É interessante para que percebam que não existe um único formato de texto e que cada um serve para uma função”, explica.</p><p>“Outra alternativa é montar um painel de gêneros textuais. Por exemplo, se trabalhamos a parlenda, podemos colá-la no painel. O mesmo ocorre com a receita, a fábula e a reportagem de jornal. Desse modo, eles visualizam a estrutura do texto, e mesmo os não alfabéticos conseguem perceber a organização.”&nbsp; Por fim, a professora Ana Teresa enfatiza a importância do <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://novaescola.org.br/conteudo/21266/boas-praticas-de-avaliacao-por-que-e-como-diversificar-os-formatos">acompanhamento contínuo dos estudantes</a> para escolhas mais certeiras dos gêneros textuais ou mesmo das estratégias a serem aplicadas com a turma.</p><p>“A sondagem nos ajuda a ver realmente como estão os nossos alunos e a atuar nessa realidade. Então, se o gênero para o 2º ano é bilhete e para o 1º é cantiga, mas os alunos não assimilaram tão bem as questões do 1º ano por conta do ensino remoto, podemos sim trabalhar com cantigas agora [<em>no 2º ano</em>]<em>”,</em> frisa a educadora. “Vale reforçar que, para saber utilizar as palavras, as crianças têm de ser desafiadas sempre, e cabe a nós professores estarmos o tempo inteiro trazendo novidades.”&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-13 23:55:40 UTC</pubDate>
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