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      <title>Diário de leituras by Clara Vieira Fornasari</title>
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      <description>Este padlet é destinado às leituras das obras literárias da disciplina TL405.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-10-06 14:07:58 UTC</pubDate>
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         <title>Diário &quot;Reino dos bichos e dos animais é o meu nome&quot; - Stella do Patrocínio e nota conjunta de &quot;Diário do hospício/O cemitério dos vivos&quot; - Lima Barreto</title>
         <author>c169213</author>
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         <description><![CDATA[<p>Essas leituras estão ocorrendo de forma concomitante e sao muito complementares, embora a ligeira distância temporal. </p><p>Estava muito empolgada para ler estes livros pois trazem temáticas que me interessam muito como """transtornos mentais""""" e seus diagnósticos e """"tratamentos"""", além de retratar os manicômio antes da Reforma Psiquiátrica (no caso de Stella, há os dois momentos). </p><p>Essas temáticas também me tocam de forma muito pessoal, visto que sou vista como paciente psiquiátrica desde 2018. Me frustra ver que continuo nesta posição até hoje, perante a visão médica psiquiátrica. Sinto que durante meu tratamento ao longo desses anos (ou o que chamam de "tratramento para transtornos" ????) foi muitas vezes compulsório, em que eu não participei das decisões efetivamente e não tive minha subjetividade incluída e discutida. E não falo apenas das consultas médicas e dos medicamentos, mas também da psicoterapia que em muitos me encheu o saco ("mas é autoconhecimento, eles dizem").</p><p>Por isso, as falas de Stella, em especial, estão me tocando muito. São duras, subversivas e dão uma linguagem à loucura. </p><p>Não há nada de louco em seu falatório, ou há tudo de louco! É a expressão da subjetividade por excelência, o "tratamento" por excelência, o "estudo de caso" como deveria ser. </p><p>Por fim, eu, Clara, não quero ser curada; não quero trocaria minha loucura por nada; não gostaria de ser outra pessoa, outro sujeito.</p><p>Notas e citações: </p><p>"Eu não sabia/ Aprendi quando fui agarrada por relação sexual/ E quando fui fodida" p.103, parte V.</p><p>"Eu não queria me formar" p. 77, parte II. </p><p>"Não sei o que tem aqui dentro." p.89, parte IV</p><p>Foucault: manicômios são instituições sociais voltadas para o controle dos corpos e para a psiquiatrização da loucura. </p><ul><li><p>Stella foi sequestrada. Foi localizada como sujeito psiquiátrico! Virou sua identidade: se proclamava como "doente mental". &gt;&gt; "Estava com muita saúde. Me adoeceram"</p></li><li><p>Preservação da memória VS memoricídio "Ouvi-la é aliar-se à luta antimanicomial" - Anna Carolina Vicentini Zacharias, revista Cult</p></li></ul><p><br/></p><p>É surreal que uma pessoa tenha passado cerca de 30 anos ano em um manicômio.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-06 14:44:02 UTC</pubDate>
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         <title>Diário &quot;Diário do hospício/ O cemitério dos vivos&quot; - Lima Barreto </title>
         <author>c169213</author>
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         <description><![CDATA[<p>Estas obras de Lima ficaram muito mais ricas depois do primeiro seminário e de leituras complementares. Fiquei um pouco frustada com a leitura meio apressada que tive que fazer, acho que pode ter prejudicado um pouco minha leitura no sentido de apreensão de Insights e sensações. </p><p>Mas as falas da professora Laísa no primeiro seminário e a leitura do prefácio de Bosi na edição da Companhia das Letras trouxeram pontuações importantes sobre a ficção/autoficção e a escrita de si. Também li um artigo de Lilia Schwarcz sobre Lima, também sobre a mesma temática. Quero reler alguns trechos do <em>Diário do hospício e O cemitério dos vivos para tornar </em>essas associações mais vividas. Mas de qualquer forma, é nítido que Lima está presente em Vicente de Mascarenhas e que Mascarenhas está presente em Lima. Quando passei de uma leitura da outra, essa passagem se dissolveu e eu nem lembrei que estava lendo duas obras diferentes. Eu achei honesto esse processo de tratar o diário como um laboratório para a próxima obra. Na minha cabeça todas as obras literárias começam assim e ter e ler essas notas de Lima me ajudaram a ver o processo de composição de uma obra literária.</p><p>Uma coisa que me deixou muito feliz nessa leitura enquanto leitora foi que talvez pela primeira vez, eu consegui indentificar muito evidentemente uma intertextualidade com duas novelas de Dostoiévski que li nesse ano, <em>A dócil e O sonho de um homem ridículo</em>, principalmente nas questões de análise de questões do íntimo, do fracasso, da dualidade entre a vida doméstica e das ambições individuais e na personagem de Efigênia. Foram muuuuito evidentes essas referências e elas são conversam mesmo uma com a outra e foi mto legal de ver Lima exercitando essa intertextualidade na prática e tendo consciência desse processo. E o mais legal, ele se comparar ao próprio Dostoiévski em algumas de <em>Diário do hospício</em>, tentando trazer uma coletividade, ou tirando a individualização de suas experiências, e escrevendo isso agora lembrei de uma frase de James Baldwin que gala exatamente sobre esse poder da literatura. Parafraseando: achamos que nossa dor, nosso sofrer são únicos, mas quando entramos em uma biblioteca vemos que eles são de todos. </p><p>Inclusive, essa percepção minha de literatura comparada (é isso literatura comparada?) me incentivou a talvez trazer a intertextualidade para o seminário como forma de trabalhar a literatura em sala de aula.</p><p><em> O cemitério dos vivos</em> me deu vontade de criar um alter ego e escrever livremente a partir desse alter ego. Ela chamaria Aniella Estrella.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-06 16:07:35 UTC</pubDate>
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         <title>Notas - poemas de Gregório de Matos</title>
         <author>c169213</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2024-10-07 01:22:07 UTC</pubDate>
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         <title>Diário &quot;Cais-do-Sodré té Salamansa&quot; - Orlanda Amarílis </title>
         <author>c169213</author>
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         <description><![CDATA[<p>Esta leitura me despertou muitas sensações agradáveis. Não esperava gostar, na verdade, gostei muito mais do que imaginei e aproveitei mesmo a leitura, tanto é que li num único dia em poucas horas. O português, que não o brasileiro, sempre foi motivo de recusa na hora da leitura, pois sempre penso que será algo no estilo Eça de Queirós ou até mesmo o livro "Niketche", que não gostei, achei chatíssimo e sei que o português foi um dos motivos. O livro ser em contos também facilitou minha proximidade com a obra. </p><p>A forma como Amarílis cria cenários é impressionante; durante a leitura de todos os contos consegui ser transportada, mesmo que de forma muito efêmera e nebulosa, aos espaços descritos: sempre um calor, uma umidade, um certo urbanismo misturado à natureza; sempre a descrição de árvores e flores, é muito aconchegante tudo isso. A transição, que acontece em alguns contos, de um espaço mais natureza para um espaço mais urbano e vice e versa é tão suave e nostálgico, me deu vontade de estar nesses lugares. Os personagens tão misturados a esses ambientes, suas questões identitárias imersas a eles. É muito bonito. Tive que pesquisar onde ficava o Cais do Sodré e onde ficava e até mesmo o que era Salamansa e quando vi que um lugar ficava em Lisboa e outro em Cabo Verde e me dei conta do título, foi muito legal, até porque os contos inicial e final levam os títulos desse lugar, percorrendo um caminho, um lugar que prenuncia o outro, lugares justapostos. E no meio do livro, entre estes dois contos, temos os outros causos, que divagam entre "metrópole e colônia", é o que talvez aconteça no entremeio e o que acontece com seus habitantes, suas identidades; e tudo de forma muito delicada, terna. Que escrita bonita, de fato.</p><p>O uso de diversas figuras de linguagem também corroboram para essa mescla do ambiente com as pessoas: "os moradores acompanhavam o som cavo da trupida como milho a ser moído para a papa de rolão do meio dia", do conto "Rolando de Nha Concha", que foi o meu preferido!!!! Lindo demaaaais, melhor descrição do processo de morte que já vi e/ou li. Já sabia o que ia acontecer, mas quando é dito que Rolando acorda depois de um tempo tranquilo e sozinho e ele começa a estranhar o redor, é melhor ainda. Neste conto, a mescla da terceira com a primeira pessoa também foi muito inteligente, demonstrando esse limbo de Rolando. </p><p>A questão de como memórias são atividas por algum determinado elemento é muito bonito também: está tudo bem, aí algo engatilha a memória do personagem, uma memória de quando este vivia em sua terra, uma reminiscência. Tem um conto, "Esmola de Merca", que eu adorei como ele começa no passado, sendo usado o pretérito perfeito e depois o mais que perfeito quando Titina tem memórias reativadas pela cama de ferro. Ai sério, muito delicado. </p><p>Um outro conto que achei lindíssimo foi "Desencanto", a personagem divagando nos seus pensamentos, ora triste por estar na "metrópole", ora resignada, pensando que não tinha como ter sido diferente, pensando no trabalho, no cansaço, mas mesmo assim indo trabalhar; ao mesmo almejando e não almejando mudar de vida. Eu fiquei completamente presa nos pensamentos dessa personagem e queria ressaltar o trecho mais bonito deste conto: "O homem do chapéu preto está junto dela. Pressente-o pelo faro que já tem dessas aproximações. Um sussuro fá-la estar atenta./ 'Estás bem, pá?'/ 'Malandro, estás a fazer-te prá mulata.'/ Riem baixo e esse riso é uma afronta.": duas pessoas que sentem o peso e o cansaço da vida encotram esse momento tão leve; me lembrou muito quando era CLT com escala 6x1 e ainda estudava, eu desejava todos os dias sair de lá, mas me faltava coragem e também sentia muito cansaço, mas sempre que ria com meus colegas de trabalho era muito leve. </p><p>O tema destes contos é bem evidente, a questão de pessoas colonizadas e seu conflito entre habitar a metropóle e/ou sua terra materna, mas sinceramente, esse tema se dissipou perante as formas poéticas de Amarílis, lindíssimo!!!</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-25 19:16:07 UTC</pubDate>
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         <title>Diário &quot;Memórias de Martha&quot; - Júlia Lopes de Almeida</title>
         <author>c169213</author>
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         <description><![CDATA[<p>De longe o livro mais agradável e gostoso de ler da lista. Júlia escreve de uma maneira muito elegante, fluida e é bem impressionante encontrar essa fluidez e facilidade na leitura em um livro do século XIX. Acho que foi o único livro que consegui ler sem a pressão total de ser uma obra obrigatória para uma disciplina de faculdade, tanto é que o li antes de dormir em questão de três noites. </p><p>A Martha teve uma vida muito miserável e eu fiquei bem triste lendo as memórias dela (inclusive o capítulo inicial, da Martha relatando a morte do pai é incrível!! "Na morte, não era o pavor da cova negra o que me assustava mais, era a presença do Pai do Céu, de que me falavam a todo instante, como uma punição para as minhas travessuras e um prêmio para virtudes que eu não conhecia e me pareciam de assombro!" - capítulo I). </p><p>Assim, sério que ela não teve um momento verdadeiramente feliz? Que tristeza. E a Júlia foi até que maldosa, não deixou a Martha nem ter amigas, resumiu a existência inteira da coitada em tristeza, mas foi uma bela descrição da existência, Júlia realmente entregou talento - eu amo o melodrama. </p><p>O capítulo em que Martha relata sua viagem a Palmeira é a coisa mais linda do mundo! Me senti dentro de um quadro impressionista, queria viver todos aqueles momentos, sentir a paz imensa de estar na natureza, as descrições são impecáveis (nada brasileiras, mas ok, amei mesmo assim). Me lembrou muito de um filme chamando "Piquenique na montanha misteriosa". E me doeu demais quando ela ouviu o diálogo em inglês entre o Luiz e a americana. </p><p>Um outro momento do livro que me indagou bastante foi quando Martha encontra Clara Sylvestre, já mais velhas. Fiquei pensando muito em Clara e queria muito saber sobre as suas memórias também, mas o momento que de fato me chamou atenção foi quando Clara disse a Martha: "Adeus, Martha. Não pense mais em mim; eu não mereço a sua amizade. Mas fique certa de que há muito tempo eu não tinha uma alegria como a que tive agora, vendo que...". Foi uma fala muito emblemática: o que Clara quis dizer? Ela foi sarcástica? Quis jogar algo na cara de Martha? Ficou feliz por ver Martha miserável? E o mais interessante foi observar como Martha interpretou esse fato; Martha diz a si mesma: "Mas tinha ficado no meu ouvido a sua frase melancólica - 'eu não mereço nada'...", mas não foi isso que Clara disse... Estaria Martha subvertendo a realidade? Criando uma que a agradaria mais? Tentando dar algum valor a sua existência? Não sei... mas fiquei com pena de Martha ao ler esse seu pensamento. </p><p>Trechos que gostei:</p><p>"Com que orgulho eu penso na desvelada solicitude que tem, em geral, a mulher brasileira para o filho amado! Não o repudia nunca, trabalha ou morre por ele, Coração cheio de amor, perdoemos-lhe os erros da educação que lhe transmite e abençoemo-la pelo que ama e pelo que padece!" Capítulo IX (aqui a Júlia falou apeas verdades em palavras chiques)</p><p><br/></p><p>"As crianças pensam; e as impressões que sentem são as mais duráveis e profundas muitas vezes." Capítulo I (está sendo um deleite discutir e observar a questão da memória na literatura)</p><p><br/></p><p>"Por que eu não teria igual direito a possuir tudo, como a Lucinda, sem pedir ou aceitar esmolas?" Capítulo I (tão inocente a Júlia, mas tão dramática).</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-14 14:23:49 UTC</pubDate>
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         <title>Nota &quot;Desmundo&quot; - Ana Miranda</title>
         <author>c169213</author>
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         <description><![CDATA[<p>Queria muito ter conseguido ler este livro com o mesmo prazer e vontade com as quais li os demais livros, mas não rolou. Foi uma leitura extremamente maçante e difícil, infelizmente não consegui passar da metade do livro. Sinto que é um livro que é preciso ter uma postura para lê-lo; não foi uma leitura que eu conseguia realizar dentro do ônibus, por exemplo, ou em outros intervalos ou antes de dormir (inclusive, a leitura deste livro antes de dormir funcionou como um indutor de sono kkkk)... a leitura simplesmente não fluía. E logo que eu peguei o livro, percebi que seria uma leitura que exigiria essa dedicação diferenciada e mais intensa, o que foi difícil de encaixar em minha rotina. </p><p>E teve uma outra questão... quando eu vi que o livro se trataria sobre o período colonial brasileiro e envolveria personagens de Portugal, confesso que já me deu uma grande preguiça, porque já vem todaaa aquela literatura da escola sobre formação da identidade nacional do Brasil etc. Mas não me deixei abalar, até porque todas as leituras da disciplina até agora me surpreenderam positivamente, mas quando eu comecei a ler, o que eu mais temia aconteceu... achei chatíssimo, difícil de ler, palavras por demais rebuscadas, uma poesia em prosa, não só pelas composição das palavras, mas até o jeito que o livro é dividido, ai, foi muito difícil, irritante. Sinto que se eu fizesse uma leitura coletiva deste livro em voz alta e com calma, a experiência poderia ser diferente. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-25 14:30:53 UTC</pubDate>
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         <title>Diário &quot;Barbi&quot; - Teresa Veiga</title>
         <author>c169213</author>
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         <description><![CDATA[<p>Melhores momentos ♥</p><p>"Queria escolher o carro que me havia de levar, para Lisboa ou qualquer povoação no caminho que distasse dali pelo menos ciquenta quilómetros, mas ao fim não resisti a correr para o ponto onde dois faróis me encadearam. Não vi a marca do carro, não vi quem conduzia. Quando isto aconteceu eu nunca tinha medo [uso emblemática dos tempos verbais no passado na primeira oração e no presente na segunda oração]. O tempo dos 'serial killers' ainda vinha longe e já ninguém se lembrava de Jack o Estripador. [por que trazer a historicidade?]" (p.81)</p><p><br/></p><p>"A originalide de Barbi residia na sua mentalidade, uma mentalidade bastante especial como o provava o facto de há três meses andar a viajar à boleia pela Europa, sem nunca lhe ter acontecido nenhum precalço [o único precalço foi a morte, justamente no lugar em que Barbi não estava se demorando a ir embora]." (p. 176) &gt; QUEM É BARBI???? Por que não vemos mais dela? Por que é tão restrita? Por que Angelina recalcou sua morte e só tomou consciência desta morte ao ouvir a música New Boy? A aparição de Barbi me lembrou muito o filme "Teorema" de Pasolini, em que uma figura apenas surge na Itália e se aloja na residência de uma família burguesa. </p><p><br/></p><p>"A outra imagem que fixei foi a de dois homens transportando um corpo tapado com a toalha de renda que pouco antes enfeitava o altar. Viam-se só o cabelos louros a escorrer placas de água e as mãos bamboleantes roçando com indiferença a terra [que imagem idealizada e bela da morte, a descrição do cabelo que escorria água... ela coberta de renda, quase etéreo]." (p.170)</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-06 13:05:17 UTC</pubDate>
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