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      <title>ROTINA PEDAGÓGICA LÍNGUA PORTUGUESA - PRIMEIRO ANO /ENSINO MÉDIO by Adriana micenio oliveira</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-04-03 09:50:49 UTC</pubDate>
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         <title>Rotina Pedagógica - Língua Portuguesa 1ª Série - 01 a 05/04/2024</title>
         <author>adrianamicenio37</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamicenio37/lgdzeolbhrc4nqh7/wish/2941625423</link>
         <description><![CDATA[<p>D044_P Identificar marcas linguísticas em um texto.</p><p>D053_P Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão.</p><p><br></p><p><strong>Habilidade ou Conhecimento Prévio</strong></p><ul><li><p>Gêneros Textuais: conceito geral;</p></li><li><p>Classes de Palavras;</p></li><li><p>Elementos da Comunicação;</p></li><li><p>Níveis de Linguagem;</p></li><li><p>Funções da Linguagem;</p></li></ul><p><br></p><p><strong>APRESENTAÇÃO DO TEMA</strong></p><p><br></p><p><strong>A modalização do discurso e os efeitos de sentido decorrentes das escolhas de recursos linguísticos e lexicais</strong>  </p><p>Em diversas situações comunicativas, formais e informais, a ação argumentativa pode-se fazer presente. Ou seja, ao nos expressarmos, estamos indicando nosso ponto de vista em relação ao assunto em questão e, quase sempre, nossa intencionalidade é convencer o outro, levá-lo a compartilhar do nosso modo de pensar, concordando com nosso ponto de vista. Por esse motivo alguns estudiosos defendem que não existe interação comunicativa sem modalização. A modalização, todavia, pode ser mais explícita ou mais contida.</p><p> Saber reconhecer e compreender o uso dos modalizadores discursivos desenvolve nosso domínio sobre os recursos linguísticos da nossa língua e nos dá aptidão não só para analisar, mas também para empregar esses recursos com mais criticidade, nas mais diversas situações e vivências.</p><p><br></p><p><strong><em>MODALIZADORES OU INDICADORES MODAIS são marcas linguísticas importantes para a construção do sentido no discurso e para a sinalização da intencionalidade guardada no modo como se transmite a mensagem.</em></strong></p><p><br></p><p><strong>Gêneros Textuais: conceito geral</strong></p><p> Se refere a diferentes tipos de textos que encontramos em nossa comunicação diária, como cartas, notícias, receitas, poesias, entre outros. Cada gênero textual tem suas próprias características estruturais e linguísticas que o distinguem dos demais. Eles são utilizados em contextos específicos para cumprir diferentes objetivos de comunicação.</p><p><br></p><p><strong>Classes de Palavras</strong></p><p>Classes de palavras, também conhecidas como classes gramaticais, são categorias em que as palavras podem ser divididas de acordo com as suas funções e significados na frase. As principais classes de palavras em português são: substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, pronome, preposição, conjunção e interjeição. Cada uma dessas classes desempenha um papel específico na estrutura e no sentido das frases em que são utilizadas.</p><p><br></p><p><strong>Elementos da Comunicação</strong></p><p>Os elementos da comunicação são os componentes essenciais que constituem qualquer ato de comunicação. Eles incluem: </p><p>1. <strong>Emissor: </strong>A pessoa ou entidade que envia a mensagem.</p><p>2.<strong> Receptor: </strong>A pessoa ou entidade que recebe a mensagem.</p><p><strong>3. Mensagem:</strong> A informação transmitida pelo emissor.</p><p><strong>4. Canal:</strong> O meio pelo qual a mensagem é transmitida (pode ser oral, escrito, visual, etc.).</p><p><strong>5. Código:</strong> O sistema de signos e regras utilizados para codificar e decodificar a mensagem.</p><p><strong>6. Contexto:</strong> O ambiente físico, social e cultural em que a comunicação ocorre.</p><p><strong>7. Feedback:</strong> A resposta ou reação do receptor à mensagem.</p><p>Esses elementos trabalham juntos para garantir que a comunicação seja eficaz e compreendida entre as partes envolvidas.</p><p><br></p><p><strong>Níveis de Linguagem</strong></p><p>Os níveis da linguagem referem-se aos diferentes registros linguísticos que podem ser utilizados dependendo do contexto e da situação de comunicação. Os principais níveis da linguagem incluem:</p><p><strong>1. Formal:</strong> Utilizado em situações mais sérias, acadêmicas ou profissionais, como em documentos oficiais, palestras, apresentações formais, etc.</p><p><strong>2. Informal:</strong> Utilizado em situações cotidianas, entre amigos, familiares e em ambientes mais descontraídos.</p><p><strong>3. Coloquial:</strong> Uma forma de linguagem informal que reflete a fala do dia a dia, com gírias, expressões idiomáticas e um tom mais próximo e informal.</p><p><strong>4. Técnico:</strong> Utilizado em contextos específicos de determinadas áreas do conhecimento, como na medicina, tecnologia, direito, entre outros.</p><p>Cada nível de linguagem possui suas próprias características e é escolhido de acordo com a necessidade de adequação ao contexto comunicativo.</p><p><br></p><p><strong>Funções da Linguagem</strong></p><p>As funções da linguagem descrevem as intenções comunicativas presentes nos atos de fala ou na produção de textos. As principais funções da linguagem são:</p><p><strong>1. Emotiva ou expressiva:</strong> Centrada no emissor, expressa sentimentos, emoções e opiniões pessoais.</p><p>2<strong>. Conativa ou apelativa:</strong> Focada no receptor, busca influenciar ou persuadir o interlocutor, como em instruções, ordens e convites.</p><p><strong>3. Referencial ou informativa:</strong> Tem o objetivo de transmitir informações objetivas e referências sobre o mundo exterior.</p><p><strong>4. Metalinguística:</strong> Relacionada à própria linguagem, utilizada para explicar, definir ou esclarecer o significado de uma palavra ou expressão.</p><p><strong>5. Fática:</strong> Visa estabelecer, prolongar ou interromper a comunicação, como em cumprimentos e saudações.</p><p>6<strong>. Poética:</strong> Destaca a forma estética da linguagem, priorizando a mensagem em si e a sua construção artística.</p><p>Cada função da linguagem se destaca em diferentes contextos comunicativos, contribuindo para a compreensão e eficácia da comunicação.</p><p><br></p><p><br></p><p><strong>                   REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS</strong></p><p><br></p><p>Currículo do Estado do Espírito Santo. Secretaria da Educação. Ensino Médio: área de Linguagens e Códigos / Secretaria da Educação, 2020. Disponível em: Currículo ES 2020 - Ensino Médio - Língua Portuguesa - Google Drive. Acesso em 15/03/2024; </p><p><br></p><p>DUCROT, O. Polifonia y Argumentación: Conferencias del Seminario Teoria de la Argumentacióny Análisis del Discurso. Cali: Universidad del Valle, 1988.</p><p><br></p><p> KOCH, I. G. V. Argumentação e Linguagem. 7ª edição. São Paulo: Cortez, 2002. </p><p><br></p><p>NEVES, M. H. M. Gramática de usos do português. São Paulo: Editora UNESP, 200</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-03 09:54:57 UTC</pubDate>
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         <title>ROTINA PEDAGÓGICA 1ª SÉRIE - 08 a 12/04/2024</title>
         <author>adrianamicenio37</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamicenio37/lgdzeolbhrc4nqh7/wish/2941658675</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>DESCRITORES</strong></p><p>D017_P Reconhecer o gênero de um texto.</p><p>D027_P Distinguir ideias centrais de secundárias ou tópicos e subtópicos em um dado gênero textual. </p><p>D028_P Reconhecer o assunto de um texto lido.</p><p><br></p><p><strong>HABILIDADE OU CONHECIMENTO PRÉVIO</strong></p><p><br></p><p>Analisar como escolhas de regularidades dos gêneros (composicionais e estilísticas) geram efeitos de sentidos de representação e expressão de diferentes subjetividades, processos identitários e valores. </p><p>Analisar as condições de produção, circulação e recepção de textos. </p><p>Reconhecer os sinais de pontuação.</p><p><br></p><p>Compreensão X Interpretação X Inferência </p><p>Noções de Pontuação </p><p>Introdução aos Gêneros Literários: Lírico, Épico e Dramático</p><p><br></p><p><strong>APRESENTAÇÃO DO TEMA</strong></p><p><br></p><p>A compreensão, interpretação e inferência são habilidades fundamentais no estudo da língua portuguesa e na apreciação da literatura. Ao explorarmos os conteúdos de "noções de pontuação" e "introdução aos gêneros literários: lírico, épico e dramático" no Ensino Médio, percebemos como essas habilidades se entrelaçam e enriquecem nossa compreensão da linguagem escrita. </p><p>Nas noções de pontuação, a compreensão torna-se essencial para entender como os sinais de pontuação organizam e estruturam o texto, auxiliando na transmissão eficaz das ideias. A interpretação, por sua vez, vai além da simples identificação dos sinais, permitindo-nos reconhecer nuances de ritmo, entonação e ênfase que contribuem para uma leitura mais completa e precisa. Já a inferência nos desafia a extrair significados implícitos a partir das informações apresentadas, compreendendo não apenas o que está explícito, mas também as intenções subjacentes do autor. </p><p>No contexto dos gêneros literários, essas habilidades ganham ainda mais importância. Ao introduzirmos os gêneros lírico, épico e dramático, a compreensão nos permite mergulhar na estrutura e nas características específicas de cada um, compreendendo como elementos como métrica, forma e estilo contribuem para sua expressão única. A interpretação nos permite ir além das palavras, captando os sentimentos, simbolismos e reflexões presentes em cada obra. A inferência, por outro lado, desafia-nos a explorar as entrelinhas, conectando pontos e preenchendo lacunas para alcançar uma compreensão mais profunda e significativa.</p><p><br></p><p><strong>Noções de pontuação</strong></p><p><br></p><p>A pontuação é um dos fatores que garantem a compreensão segura do que se quer comunicar. Por meio dela, empregamos sinais que são colocados no texto escrito, com diversas finalidades:</p><ul><li><p>Estabelecer pausas e realizar uma entonação adequada dos enunciados que compõem o texto; </p></li><li><p>Dar destaque a determinadas palavras ou expressões; </p></li><li><p>Evitar ambiguidade etc.</p></li></ul><p><strong>Exemplo: A Carta - Exaltasamba</strong></p><p>Entenda o que eu vou te dizer</p><p><strong>Dois pontos</strong>, vem<br>De volta pro meu coração<br><strong>Exclamação</strong></p><p>Não posso viver sem você<br>Não tenho razão nem porquê<br>Me acostumar com a saudade<br>Nem <strong>vírgula </strong>vai separar</p><p>Nessa oração<br>Teu nome da minha paixão<br>Não leve a mal<br>Eu sei que não sou escritor<br>É só uma carta de amor<br>De alguém que te quer de verdade</p><p><br></p><p><br></p><p><strong>Introdução aos gêneros literários: lírico, épico e dramático</strong></p><p><br></p><p>Os gêneros literários podem ser classificados em três categorias básicas: gêneros épico, lírico e dramático. </p><p><br></p><p>A Literatura é uma manifestação artística difícil de ser conceituada. Para nos ajudar a melhor entendê-la, Aristóteles, em sua Arte Poética, definiu aquilo que chamamos de gêneros literários. Portanto, é interessante observar que a história da teoria dos gêneros pode ser contada a partir da Antiguidade greco-romana, quando também surgiram as primeiras manifestações poéticas da cultura ocidental.</p><p><br></p><p>Os gêneros literários reúnem um conjunto de obras que apresentam características análogas de forma e conteúdo. Essa classificação pode ser feita de acordo com critérios semânticos, sintáticos, fonológicos, formais, contextuais, entre outros. Eles se dividem em três categorias básicas: gêneros épico, lírico e dramático.</p><p><br></p><p><strong>GÊNERO ÈPICO OU NARRATIVO: </strong>No gênero épico há a presença de um narrador, responsável por contar uma história na qual as personagens atuam em um determinado espaço e tempo. Pertencem a esse gênero literário os seguintes gêneros textuais: Romance, Fábula, Epopeia, Novela, Conto, Crônica e Ensaio.</p><p><br></p><p><strong>GÊNERO LÍRICO:</strong> Os textos do gênero lírico, que expressam sentimentos e emoções, são permeados pela função poética da linguagem. Neles há a predominância de pronomes e verbos na 1ª pessoa, além da exploração da musicalidade das palavras. O seu principal gênero textual é o poema, apresentado por meio de diferentes estruturas utilizadas para a sua composição: ode, soneto, elegia etc. </p><p><br></p><p><strong>GÊNERO DRAMÁTICO</strong>: De acordo com a definição de Aristóteles em sua Arte Poética, os textos dramáticos são próprios para a representação e apreendem a obra literária em verso ou prosa passíveis de encenação teatral. A voz narrativa está entregue às personagens, atores que contam uma história por meio de diálogos ou monólogos. Pertencem ao gênero dramático os seguintes gêneros textuais: Auto, Comédia, Tragédia, Tragicomédia, e Farsa.</p><p><br></p><p><strong>MATERIAL PARA PESQUISA</strong></p><p><br></p><p>Livro Didático “Se liga nas Linguagens – Português”, PNLD 2021 do Ensino Médio. </p><p><br></p><p>Pdf do arquivo disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://abrir.link/mmytK">https://abrir.link/mmytK</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-03 10:40:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>ROTINA PEDAGÓGICA 1ª SÉRIE - 15 A 19/04/2024</title>
         <author>adrianamicenio37</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamicenio37/lgdzeolbhrc4nqh7/wish/2956824631</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>DESCRITORES</strong></p><p>D017_P Reconhecer o gênero de um texto. D043_P Reconhecer recursos estilísticos utilizados na construção de textos. D030_P Reconhecer os elementos que compõem uma narrativa e o conflito gerador.</p><p>D024_P Reconhecer efeito de humor ou de ironia em um texto.</p><p><br></p><p>HABILIDADE OU CONHECIMENTO PRÉVIO</p><p>✓ Gêneros Textuais: conceito geral;</p><p>✓ Gêneros Literários;</p><p>✓ Denotação e Conotação;</p><p>✓ Texto literário e não literário;</p><p>✓ Noções de pontuação.</p><p><br></p><p>✓ Figuras de linguagem;</p><p>✓ Identificação e interpretação de recursos estilísticos (ritmo, sonoridade, imagens, etc.);</p><p>✓ Estudo da estrutura narrativa (estrutura e foco narrativo);</p><p>✓Princípios constitutivos da textualidade: intencionalidade;</p><p>✓ Análise da organização textual: paragrafação e diálogos, etc.</p><p><br></p><p><strong>APRESENTAÇÃO DO TEMA</strong></p><p><br></p><p><strong>Figuras de linguagem; Identificação e interpretação de recursos estilísticos (ritmo, sonoridade, imagens, etc.); Estudo da estrutura narrativa (estrutura e foco narrativo)</strong></p><p>A arte literária nasce da habilidade de composição de escritos, em verso ou em prosa, conforme algumas concepções teóricas e práticas. Seu valor estético é reconhecido de acordo com o interesse universal pelas ideias expressas e pela qualidade de seu estilo. A literatura, portanto, deve ser entendida como um modo de manifestação de ideias, sensações, desejos ou emoções, empregando as palavras de modo peculiar, como matéria-prima ou como ferramenta expressiva, da mesma forma que o pintor usa as cores ou um escultor usa as formas e texturas. Compreender as características estruturais e as possibilidades composicionais de cada gênero literário - sobretudo os mais presentes no cotidiano, como o gênero lírico e o gênero narrativo - possibilita aos nossos estudantes um contato mais profundo com a literatura, seja como leitor, seja como escritor, permitindo que sua expressividade e sua fruição alcancem níveis cada vez mais elevados. Daí, então, a importância de trabalhar em sala de aula os elementos estilísticos, a diversidade de sentido das palavras, as formas de organização e estruturação dos textos literários.</p><p><br></p><p><strong>Princípios constitutivos da textualidade: intencionalidade; Análise da organização textual: paragrafação e diálogos, etc</strong>.</p><p><br></p><p>O ensino de língua portuguesa com perspectiva textual é algo cada vez mais consolidado como estratégia para o desenvolvimento da habilidade de comunicação de nossos estudantes. Isso porque, segundo a estudiosa Costa Val, ”um texto é uma ocorrência linguística falada ou escrita, de qualquer extensão, dotada de unidade sociocomunicativa, semântica e formal [...]”, acrescentando ainda que “as peculiaridades de cada ato comunicativo, tais como: as intenções do produtor, o jogo de imagens mentais que cada um dos interlocutores faz de si e o espaço de perceptibilidade visual e acústica” reproduzem os mecanismos acionados na comunicação face a face.</p><p><br></p><p><strong>Para começar, vamos ler a seguir dois textos:</strong></p><p>TEXTO 1</p><p><strong>Vozes-mulheres</strong></p><p><br></p><p>A voz de minha bisavó</p><p>ecoou criança</p><p>nos porões do navio.</p><p>ecoou lamentos</p><p>de uma infância perdida.</p><p><br></p><p>A voz de minha avó</p><p>ecoou obediência</p><p>aos brancos-donos de tudo.</p><p><br></p><p>A voz de minha mãe</p><p>ecoou baixinho revolta</p><p>no fundo das cozinhas alheias</p><p>debaixo das trouxas</p><p>roupagens sujas dos brancos</p><p>pelo caminho empoeirado</p><p>rumo à favela.</p><p><br></p><p>A minha voz</p><p>ainda ecoa versos perplexos</p><p>com rimas de sangue e fome.</p><p><br></p><p>A voz de minha filha recolhe todas as nossas vozes recolhe em si as vozes mudas caladas engasgadas nas gargantas.</p><p><br></p><p>A voz de minha filha recolhe em si a fala e o ato.</p><p>O ontem – o hoje – o agora.</p><p>Na voz de minha filha se fará ouvir a ressonância o eco da vida-liberdade.</p><p><br></p><p>Conceição Evaristo. Poemas da recordação e outros movimentos. 2017, p. 24 e 25</p><p><br></p><p>TEXTO 2</p><p><br></p><p>Mãezinha, Encontrei um pedaço de espelho na rua. Agora, passo o tempo todo me olhando. A testa, os olhos, o nariz, a boca... Sabe de uma coisa? Descobri que meus olhos são parecidos com os seus, que não podiam ser mais bonitos, e que minha boca e meu nariz são normais. Não gosto que digam que os negros têm nariz achatado e beição. Se Deus existe, com certeza está furioso por ouvir tanta gente criticando sua obra. Como acha que eu ficaria com olhos azuis, narizinho fino e a boca feito uma linha? Horrorosa, não é verdade? Por isso não deixo que passem pente quente em meu cabelo. Não quero ficar parecida com Sara. Prefiro fazer penteados. Como as africanas. [...]</p><p><br></p><p>Teresa Cárdenas. Cartas para a minha mãe, 1997, p.15.</p><p><br><strong>ESTUDOS DE ANÁLISE DOS TEXTOS</strong></p><p><strong><br></strong>1. De que tema tratam os textos? </p><p><strong>O texto 1 trata da Escravização das mulheres africanas e afrodescendentes. O texto 2 trata da reafirmação da identidade e do fenótipo (aparência física) da mulher negra. Outras formas de apresentar a temática dos textos podem ser discutidas e acolhidas.</strong></p><p>2. Que tipos de emoções são revelados nos textos? </p><p><strong>O texto 1 revela, principalmente, o sentimento de inconformismo e de resistência diante da exploração e do apagamento das mulheres. O texto 2, revela um sentimento de saudade da mãe e, ao mesmo tempo, o sentimento de orgulho próprio, de autoestima.</strong></p><p>3. Em qual dos textos a memória é empregada como recurso expressivo? </p><p><strong>O texto 1 apresenta uma expressividade muito forte por meio da memória passada de geração em geração. No texto dois, a saudade e as lembranças da mãe da narradora aparecem, mas não são o principal recurso expressivo.</strong></p><p>4. Em qual dos textos a observação e as relações interpessoais direcionam o desenvolvimento do texto?</p><p><strong>No texto 2, o olhar da narradora para si, através do espelho e para as outras personagens com quem convive/conviveu é a marca principal do desenvolvimento do enredo.</strong></p><p> 5. Como você caracterizaria, física e psicologicamente, as pessoas representadas no texto 1? </p><p><strong>Espera-se que os estudantes as caracterizem como mulheres negras, de diferentes idades e com traços de personalidade fortes como a coragem, a disposição e a resistência. Diversas possibilidades de resposta podem ser discutidas e acolhidas.</strong></p><p><strong>6. </strong>Como você caracteriza, física e psicologicamente, a narradora do texto 2?</p><p><strong>Espera-se que os estudantes percebam as características físicas presentes no próprio texto e acrescentem outras, ressalta-se também que se trata de uma menina negra, ainda criança, mas muito orgulhosa, observadora, esperta e segura. Diversas possibilidades de resposta podem ser discutidas e acolhidas.</strong></p><p>7. Releia os versos finais do poema e faça uma comparação entre a filha do poema de Conceição Evaristo e a filha da carta de Teresa Cárdenas: </p><p>“A voz de minha filha recolhe em si a fala e o ato. O ontem – o hoje – o agora. Na voz de minha filha se fará ouvir a ressonância o eco da vida-liberdade.” </p><p>Que semelhanças podem ser estabelecidas entre essas duas filhas?</p><p><strong>Ambas herdaram da mãe e de outras antepassadas o desejo de liberdade para serem quem são, para se assumirem mulheres negras, para expressarem o que querem e o que sentem, sem se submeter a imposições de outras pessoas que desejam aprisioná-las em padrões de branquitude.</strong></p><p><br></p><p><strong>REFERENCIAS </strong></p><p><br></p><p>Currículo do Estado do Espírito Santo. Secretaria da Educação. Ensino Médio: área de Linguagens e Códigos / Secretaria da Educação, 2020. Disponível em: Currículo ES 2020 - Ensino Médio - Língua Portuguesa - Google Drive. Acesso em: 03 mar. 2024. </p><p><br></p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Disponível em: &lt; <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://portaldoprofessor.mec.gov.br/">portaldoprofessor.mec.gov.br/</a>&gt;. Acesso em: 03 abr. 2024. </p><p><br></p><p>REVISTA EDUCAÇÃO PÚBLICA. O papel da intencionalidade na construção dos sentidos do texto. Disponível em: . Acesso em: 03 abr. 2024. </p><p><br></p><p>SINISCALCHI, Cristiane; ORMUNDO, Wilton. Se liga nas Linguagens: Português. 1 ed. São Paulo: Moderna, 2020. Disponível em: . Acesso em: 27 fev. de 2024.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-16 12:59:18 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>ROTINA PEDAGÓGICA 1ª SÉRIE - 15 A 19/04/2024</title>
         <author>adrianamicenio37</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamicenio37/lgdzeolbhrc4nqh7/wish/2956825323</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>DESCRITORES</strong></p><p>D017_P Reconhecer o gênero de um texto. D043_P Reconhecer recursos estilísticos utilizados na construção de textos. D030_P Reconhecer os elementos que compõem uma narrativa e o conflito gerador.</p><p>D024_P Reconhecer efeito de humor ou de ironia em um texto.</p><p><br></p><p>HABILIDADE OU CONHECIMENTO PRÉVIO</p><p>✓ Gêneros Textuais: conceito geral;</p><p>✓ Gêneros Literários;</p><p>✓ Denotação e Conotação;</p><p>✓ Texto literário e não literário;</p><p>✓ Noções de pontuação.</p><p><br></p><p>✓ Figuras de linguagem;</p><p>✓ Identificação e interpretação de recursos estilísticos (ritmo, sonoridade, imagens, etc.);</p><p>✓ Estudo da estrutura narrativa (estrutura e foco narrativo);</p><p>✓Princípios constitutivos da textualidade: intencionalidade;</p><p>✓ Análise da organização textual: paragrafação e diálogos, etc.</p><p><br></p><p><strong>APRESENTAÇÃO DO TEMA</strong></p><p><br></p><p><strong>Figuras de linguagem; Identificação e interpretação de recursos estilísticos (ritmo, sonoridade, imagens, etc.); Estudo da estrutura narrativa (estrutura e foco narrativo)</strong></p><p>A arte literária nasce da habilidade de composição de escritos, em verso ou em prosa, conforme algumas concepções teóricas e práticas. Seu valor estético é reconhecido de acordo com o interesse universal pelas ideias expressas e pela qualidade de seu estilo. A literatura, portanto, deve ser entendida como um modo de manifestação de ideias, sensações, desejos ou emoções, empregando as palavras de modo peculiar, como matéria-prima ou como ferramenta expressiva, da mesma forma que o pintor usa as cores ou um escultor usa as formas e texturas. Compreender as características estruturais e as possibilidades composicionais de cada gênero literário - sobretudo os mais presentes no cotidiano, como o gênero lírico e o gênero narrativo - possibilita aos nossos estudantes um contato mais profundo com a literatura, seja como leitor, seja como escritor, permitindo que sua expressividade e sua fruição alcancem níveis cada vez mais elevados. Daí, então, a importância de trabalhar em sala de aula os elementos estilísticos, a diversidade de sentido das palavras, as formas de organização e estruturação dos textos literários.</p><p><br></p><p><strong>Princípios constitutivos da textualidade: intencionalidade; Análise da organização textual: paragrafação e diálogos, etc</strong>.</p><p><br></p><p>O ensino de língua portuguesa com perspectiva textual é algo cada vez mais consolidado como estratégia para o desenvolvimento da habilidade de comunicação de nossos estudantes. Isso porque, segundo a estudiosa Costa Val, ”um texto é uma ocorrência linguística falada ou escrita, de qualquer extensão, dotada de unidade sociocomunicativa, semântica e formal [...]”, acrescentando ainda que “as peculiaridades de cada ato comunicativo, tais como: as intenções do produtor, o jogo de imagens mentais que cada um dos interlocutores faz de si e o espaço de perceptibilidade visual e acústica” reproduzem os mecanismos acionados na comunicação face a face.</p><p><br></p><p><strong>Para começar, vamos ler a seguir dois textos:</strong></p><p>TEXTO 1</p><p><strong>Vozes-mulheres</strong></p><p><br></p><p>A voz de minha bisavó</p><p>ecoou criança</p><p>nos porões do navio.</p><p>ecoou lamentos</p><p>de uma infância perdida.</p><p><br></p><p>A voz de minha avó</p><p>ecoou obediência</p><p>aos brancos-donos de tudo.</p><p><br></p><p>A voz de minha mãe</p><p>ecoou baixinho revolta</p><p>no fundo das cozinhas alheias</p><p>debaixo das trouxas</p><p>roupagens sujas dos brancos</p><p>pelo caminho empoeirado</p><p>rumo à favela.</p><p><br></p><p>A minha voz</p><p>ainda ecoa versos perplexos</p><p>com rimas de sangue e fome.</p><p><br></p><p>A voz de minha filha recolhe todas as nossas vozes recolhe em si as vozes mudas caladas engasgadas nas gargantas.</p><p><br></p><p>A voz de minha filha recolhe em si a fala e o ato.</p><p>O ontem – o hoje – o agora.</p><p>Na voz de minha filha se fará ouvir a ressonância o eco da vida-liberdade.</p><p><br></p><p>Conceição Evaristo. Poemas da recordação e outros movimentos. 2017, p. 24 e 25</p><p><br></p><p>TEXTO 2</p><p><br></p><p>Mãezinha, Encontrei um pedaço de espelho na rua. Agora, passo o tempo todo me olhando. A testa, os olhos, o nariz, a boca... Sabe de uma coisa? Descobri que meus olhos são parecidos com os seus, que não podiam ser mais bonitos, e que minha boca e meu nariz são normais. Não gosto que digam que os negros têm nariz achatado e beição. Se Deus existe, com certeza está furioso por ouvir tanta gente criticando sua obra. Como acha que eu ficaria com olhos azuis, narizinho fino e a boca feito uma linha? Horrorosa, não é verdade? Por isso não deixo que passem pente quente em meu cabelo. Não quero ficar parecida com Sara. Prefiro fazer penteados. Como as africanas. [...]</p><p><br></p><p>Teresa Cárdenas. Cartas para a minha mãe, 1997, p.15.</p><p><br><strong>ESTUDOS DE ANÁLISE DOS TEXTOS</strong></p><p><strong><br></strong>1. De que tema tratam os textos? </p><p><strong>O texto 1 trata da Escravização das mulheres africanas e afrodescendentes. O texto 2 trata da reafirmação da identidade e do fenótipo (aparência física) da mulher negra. Outras formas de apresentar a temática dos textos podem ser discutidas e acolhidas.</strong></p><p>2. Que tipos de emoções são revelados nos textos? </p><p><strong>O texto 1 revela, principalmente, o sentimento de inconformismo e de resistência diante da exploração e do apagamento das mulheres. O texto 2, revela um sentimento de saudade da mãe e, ao mesmo tempo, o sentimento de orgulho próprio, de autoestima.</strong></p><p>3. Em qual dos textos a memória é empregada como recurso expressivo? </p><p>4. Em qual dos textos a observação e as relações interpessoais direcionam o desenvolvimento do texto?</p><p> 5. Como você caracterizaria, física e psicologicamente, as pessoas representadas no texto 1? </p><p>6. Como você caracteriza, física e psicologicamente, a narradora do texto 2?</p><p>7. Releia os versos finais do poema e faça uma comparação entre a filha do poema de Conceição Evaristo e a filha da carta de Teresa Cárdenas: </p><p>“A voz de minha filha recolhe em si a fala e o ato. O ontem – o hoje – o agora. Na voz de minha filha se fará ouvir a ressonância o eco da vida-liberdade.” </p><p>Que semelhanças podem ser estabelecidas entre essas duas filhas?</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-16 12:59:43 UTC</pubDate>
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         <title>Rotina Pedagógica - Língua Portuguesa 1ª Série - 22 a 26/04/2024</title>
         <author>adrianamicenio37</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>DESCRITORES</strong></p><p><strong>D033_P</strong> Reconhecer posições distintas relativas ao mesmo fato ou mesmo tema </p><p><strong>D055_P</strong> Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la </p><p><strong>D039_P</strong> Reconhecer o sentido das relações lógico discursivas em um texto.</p><p><br></p><p><strong>HABILIDADES OU CONHECIMENTO PRÉVIO</strong></p><p><br></p><p>✓ Estratégia de leitura: apreender os sentidos globais do texto </p><p>✓ Reconhecimento da tese e dos argumentos coerentes usados para sustentá-la</p><p>✓ Leitura e análise de artigo de opinião</p><p> ✓ Princípios constitutivos da textualidade: situacionalidade, informatividade e aceitabilidade</p><p><br></p><p><strong>APRESENTAÇÃO DO TEMA</strong></p><p><br></p><p><strong>Leitura e análise de artigo de opinião </strong></p><p>O gênero discursivo artigo de opinião está no agrupamento dos gêneros da ordem do argumentar, pelas características que lhe são peculiares: a discussão de assuntos ou problemas sociais controversos, buscando chegar a um posicionamento diante deles devido à sustentação de uma ideia, negociação de tomada de posições, aceitação ou refutação de argumentos apresentados. O discurso argumentativo presente no artigo de opinião tem como finalidade a persuasão ou o convencimento do interlocutor, com intenções de que ele compartilhe uma opinião ou realize uma determinada ação. </p><p><br></p><p><strong>Princípios constitutivos da textualidade: situacionalidade, informatividade e aceitabilidade </strong></p><p><br></p><p> O texto é muito mais que a simples soma das frases (e palavras) que o compõe: a diferença entre frase e texto não é meramente de ordem quantitativa; é, sim, de ordem qualitativa. Estudar o texto é estudar uma estrutura dotada de sentido, com objetivações e intenções definidas, pois, de acordo com Florêncio et al. (2009, p. 25-26), “não há, pois, discurso neutro ou inocente, uma vez que ao produzi-lo, o sujeito o faz, a partir de um lugar social, de uma perspectiva ideológica e, assim, veicula valores, crenças, visões de mundo que representa os lugares sociais que ocupa”, e da mesma maneira ocorre com o texto. </p><p><br></p><p><br></p><p><strong>ARTIGO DE OPINIÃO</strong></p><p><br></p><p> O artigo de opinião é um texto jornalístico de caráter argumentativo em que o seu autor (articulista) defende um ponto de vista sobre determinado tema de relevância social. Apresenta características associadas ao gênero jornalístico, como o uso de linguagem acessível, a preferência por verbos na voz ativa, a escrita leve, concisa e agradável, a ausência de elementos coloquiais, salvo exceções, e o uso de períodos curtos nas orações.</p><p> Estruturalmente, é organizado em introdução, desenvolvimento e conclusão. Para desenvolvê-lo, é preciso definir um tema e uma tese (ponto de vista defendido), colocar um título instigante, contextualizar o seu leitor, trazer argumentos com base em uma construção de raciocínio linear e, por fim, apresentar uma solução para o problema ou deixar uma reflexão ao leitor.</p><p> Para desenvolvê-lo, é preciso definir um tema e uma tese, colocar um título instigante, contextualizar o seu leitor, trazer argumentos com base em uma construção de raciocínio linear, e, por fim, apresentar uma solução para o problema ou deixar uma reflexão ao leitor. </p><p>Veja mais sobre "Artigo de opinião" em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://brasilescola.uol.com.br/redacao/artigo-opiniao.htm">https://brasilescola.uol.com.br/redacao/artigo-opiniao.htm</a></p><p><br></p><p>Quais são as características do artigo de opinião? </p><p>O artigo de opinião é um texto que pertence ao universo do jornalismo. Sendo assim, ele apresenta as seguintes características predominantes em textos dessa esfera: </p><p><br></p><ul><li><p>Uso de linguagem acessível, tendo em vista um público universal; </p></li><li><p>Preferência por verbos na voz ativa; </p></li><li><p>Escrita leve, concisa e agradável; </p></li><li><p>Ausência de gírias, palavrões ou outros elementos da linguagem coloquial; </p></li><li><p>Escrita em 1ª pessoa do singular, 1ª pessoa do plural ou 3ª pessoa do singular. 03</p></li></ul><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-19 14:10:53 UTC</pubDate>
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         <title>ro</title>
         <author>adrianamoliveira2</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2024-05-02 10:39:54 UTC</pubDate>
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