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      <title>A formação do povo brasileiro by César Ramos</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-01-04 01:33:12 UTC</pubDate>
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         <title>Romance Indianista</title>
         <author>cesarramos5</author>
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         <description><![CDATA[<div>O Romance Indianista marca a primeira geração romântica da poesia brasileira, e surgiu da busca de um herói nacional, a "verdadeira" representação da nação, em uma época onde o branco europeu era visto como o colonizador e o negro como o escravizado vindo de África. Dessa forma a figura idealizada do índio como herói nacional surge, um indivíduo que segue o princípio do "bom selvagem" de Rousseau, que não foi corrompido pela sociedade.<br><br>Uma vez que o Romance Nacionalista foi influenciado pelo europeu, a idealização indígena presente nas obras é análoga à feita quanto os cavaleiros medievais, compartilhando traços semelhantes, ambos sendo figuras carregadas de valores como a coragem e a honra.<br><br>No Romantismo Indianista há também uma exaltação da natureza e uma estética nativista apresentada junto ao índio, além do resgate de mitos e lendas nativas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-04 01:33:12 UTC</pubDate>
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         <title>Pátria-acolhedora </title>
         <author>cesarramos5</author>
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         <description><![CDATA[<div>Como os mitos de fundação de um país influenciam na sua cultura e sentimento de pertencimento?<br><br>Os mitos fundadores são histórias simbólicas, carregadas de sentido, que buscam explicar a origem dos povos e de sua cultura através de contos, fábulas e músicas. Acredita-se que todo Estado Nacional moderno tenham um mito de criação, baseando-se em contos mitológicos e personagens fictícios.&nbsp;<br>Uma característica fundamental para os mitos de fundação é a mescla de acontecimentos reais com relatos fantástico, seja para engrandecer uma figura histórica, seja para aproximar o povo ao mito.&nbsp;<br>No romantismo nacionalista, o uso do mito fundador é peça fundamental e é utilizado como característica narrativa. No contexto do século XIX, de recém independência portuguesa, o Brasil encontrou na figura do indígena guerreiro idealizado, principalmente os dos povo tupi-guarani, juntamente com a figura do branco europeu explorador, aquele cujo desbrava os mares em busca de riquezas. O brasileiro, a partir desta visão será a mistura desses dois povos.<br>Vão ser baseado nesses mitos fundadores que José de Alencar e muitos autores da vertente indianista utilizaram como base para a criação de suas obras, que influenciam e muito na percepção do que é ser brasileiro nos dias atuais.&nbsp; &nbsp; &nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-04 01:33:12 UTC</pubDate>
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         <title>Características da Obra </title>
         <author>MayssaMansour</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>&nbsp;A obra é narrada em terceira pessoa, com o narrador onisciente, o que indica que o narrador seja o próprio José de Alencar;</li><li>O cenário é retratado como a floresta e as tribos do ceará do século XVI;</li><li>Romance Nacionalista;</li><li>Contado em forma de prosa poética;</li><li>Como Romance é importante realçar a idealização das personagens, como Martim que é caracterizado quase como um cavaleiro medieval;</li></ul><div>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-23 23:08:53 UTC</pubDate>
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         <title>Personagens da Obra </title>
         <author>MayssaMansour</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li><strong>Iracema</strong>: protagonista da história e índia da tribo dos tabajaras, a índia de cabelos negros que conhecia o segredo dos deuses - o segredo da Jurema- para preparar uma bebida alucinógena que é dada aos guerreiros em rituais específicos;</li></ul><div><br></div><ul><li><strong>Caubi</strong>: índio tabajara e irmão de Iracema;</li></ul><div><br></div><ul><li><strong>Araquém</strong>: pajé da tribo tabajara e pai de Iracema e Caubi;</li></ul><div><br></div><ul><li><strong>Martim:</strong> o homem branco português que estava encarregado de colonizar a região. Ficou amigo dos índios potiguaras e depois de batizado recebeu o nome indígena “Coatibo”. Baseado em "Martim Soares Moreno", primeiro colonizador português do Ceará;<br><br></li><li><strong>Irapuã</strong>: antagonista apaixonado por Iracema, é o chefe dos guerreiros tabajaras;</li></ul><div><br></div><ul><li><strong>Moacir:</strong> filho miscigenado de Martim e Iracema, o primeiro brasileiro miscigenado;</li></ul><div><br></div><ul><li><strong>Andira</strong>: Irmão de Araquém e velho guerreiro da tribo tabajara;</li></ul><div><br></div><ul><li><strong>Poti</strong>: amigo de Martim, herói dos índios potiguaras;</li></ul><div><br></div><ul><li><strong>Jacaúna</strong>: chefe dos guerreiros potiguaras, irmão de Poti;</li></ul><div><br></div><ul><li><strong>Batuirité</strong>: avô de Poti e Jacaúna. Teve a visão sobre a destruição de seu povo pelos portugueses;</li></ul><div><br></div><ul><li><strong>Japi</strong>: cachorro de Martim;&nbsp;</li></ul><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-23 23:10:41 UTC</pubDate>
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         <title>Livro em formato PDF</title>
         <author>MayssaMansour</author>
         <link>https://padlet.com/cesarramos5/lf2ptecj3b3uk0pl/wish/2454000701</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-01-23 23:11:12 UTC</pubDate>
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         <title>Áudio Book da Obra </title>
         <author>MayssaMansour</author>
         <link>https://padlet.com/cesarramos5/lf2ptecj3b3uk0pl/wish/2454001024</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Iracema áudio livro <br><br></strong>José de ALENCAR (1829 - 1877)</div><div><strong>Capítulo 17 = 1:31:24</strong></div><div><strong>Capítulo 18 = 1:37:11</strong></div><div><strong>Capítulo 19 = 1:41:31</strong></div><div><strong>Capítulo 20 = 1:45:15</strong></div><div><strong>Capítulo 21 = 1:50:23</strong></div><div><strong>Capítulo 23 = 2:03:40</strong>&nbsp;<br><br></div><div>Iracema, a virgem tabajara consagrada a Tupã, apaixona-se por Martim, guerreiro branco, inimigo de seu povo. Por esse amor abandona a tribo, tornando-se sua esposa. Ao perceber, mais tarde, que Martim sente saudades de sua terra e talvez de alguma mulher, começa a sofrer. Tem o filho, Moacir, enquanto Martim está lutando em outras regiões. Quando ele volta, Iracema está prestes a morrer.<br><br></div><div>Genre (s): Literary Fiction, Romance&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/o_owH-vrIxM" />
         <pubDate>2023-01-23 23:11:44 UTC</pubDate>
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         <title>Contexto Histórico</title>
         <author>MayssaMansour</author>
         <link>https://padlet.com/cesarramos5/lf2ptecj3b3uk0pl/wish/2454021587</link>
         <description><![CDATA[<div>A história de Iracema se passa no século XVII (entre 1603 e 1611), datando da chegada dos portugueses ao continente sul-americano. No entanto, trata-se de uma idealização da imagem dos índios e do traumático processo colonial. A invasão portuguesa não despertou o intenso entusiasmo dos nativos pelos europeus, como a história retrata. Ao contrário: os portugueses trouxeram as doenças, as guerras territoriais, a escravidão e o estupro dos indígenas, e o massacre da população que vivia em território brasileiro.&nbsp;<br><br>Escrito nos últimos anos da primeira geração do romantismo brasileiro, Iracema é uma obra inspirada no forte nacionalismo que caracterizava essas obras românticas. À época, o Brasil era um novo país independente de Portugal, fato que levou artistas de diversos gêneros pensar e construir ideias de identidade cultural, origem nacional e o que significa ser brasileiro.<br><br>Como era o Brasil no século XV, época que a obra é retratada?<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-23 23:52:59 UTC</pubDate>
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         <title>Estilo Literário</title>
         <author>MayssaMansour</author>
         <link>https://padlet.com/cesarramos5/lf2ptecj3b3uk0pl/wish/2454036148</link>
         <description><![CDATA[<div>O romantismo foi um movimento literário que surgiu em Jena, na Alemanha, entre 1798 e 1800. Depois espalhou-se pelo resto do mundo, chegando a Portugal em 1825 onde Almeida Garrett publicou o poema "Camões". No Brasil, teve início em 1836 com a publicação de Suspiros poéticos e saudades de Gonçalves de Magalhães.<br><br>Aqui no Brasil, é um movimento dividido em três gerações, com temáticas e características distintas:<br><br><strong>- Primeira Geração:</strong> Nacionalismo, Orgulho, Natureza, Religião, Hinduísmo;<br><br><strong>- A segunda geração:</strong> o mal do século, fuga, solidão, pessimismo extremo, saudade da morte;<br><br><strong>- Terceira Geração:</strong> Condoreirismo, Liberdade, Oratória Advocacia, Transição para o Parnasianismo, Literatura Social e Participativa;<br><br>O movimento pode ser descrito em termos de imaginação, fantasia, sonho, idealização, sonoridade, simplicidade, subjetivismo, sintaxe emocional, liberdade criativa.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-24 00:19:01 UTC</pubDate>
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         <title>José de Alencar</title>
         <author>MayssaMansour</author>
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         <description><![CDATA[<div>A obra Iracema, que o autor chamou de “lenda do Ceará, é uma das mais belas realizações indianistas da prosa romântica. O romance, publicado em 1865, é quase um longo poema em prosa, tal a beleza e plasticidade de suas imagens, a musicalidade de seu vocabulário indianista e a sua densidade lírica.<br><br>José de Alencar (1829-1877) foi um romancista, dramaturgo, jornalista, advogado e político brasileiro. Foi um dos maiores representantes da corrente literária.<br><br>Alencar era colaborador do jornal Diário do Rio, e largou o cargo para se dedicar à política: foi quatro legislaturas seguidas, sendo deputado pelo conservador Ceará é também um dos maiores expoentes do Romantismo no Brasil, como parte da primeira geração de escritores românticos, associados ao indianismo e ao nacionalismo, preocupados principalmente com a consolidação da autêntica cultura brasileira.<br><br>Escreveu ficção indianista, urbana, histórica e provinciana. Também escreveu encenações para o teatro e promoveu textos políticos nos quais criticava a imagem do imperador e abordava a política externa, a diplomacia e a polêmica apologia do trabalho escravo.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-24 00:33:08 UTC</pubDate>
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         <title>Filme &quot;Iracema&quot;</title>
         <author>MayssaMansour</author>
         <link>https://padlet.com/cesarramos5/lf2ptecj3b3uk0pl/wish/2454060423</link>
         <description><![CDATA[<div>Iracema foi adaptado para o cinema em 1979 com o título "Iracema, a Virgem dos Doces Lábios". Dirigido por Carlos Coimbra, também autor do roteiro, o filme procura seguir fielmente a ordem cronológica do romance, bem como reproduzir a Paraíso descrito no século XVI.<br><br>Porém, segundo as críticas, a filmagem acabou sexualizando a imagem de Iracema e suprimindo sua voz em momentos tensos, sendo que no romance a personagem se opõe.<br><br>Em seu estudo comparativo entre o livro e o filme, Marcelo Vieira e Aline Soares apontam a reinvenção da personagem de Iracema, que na adaptação cinematográfica perdeu o status de protagonista em cenas que se colocam diante de personagens masculinos. É o caso, por exemplo, do momento em que Iracema usa seu arco para proteger Martim, que é atacado por Caiubi e Irapuã. No livro, o domínio da cena está com Iracema, cujo bloqueio impede que o índio se aproxime; no filme, o arco e flecha é substituído por uma lança e Iracema é desarmada por Irapuã, coisa que não ocorre no romance.<br><br>Assim, há sobretudo, um enfraquecimento da personagem de Iracema, que é pensada aos moldes do cinema da pornochanchada, vigente à época da produção. A personagem torna-se submissa e passiva, “colonizada”, e a filmagem foi orientada para erotização do corpo nu de Iracema.<br><br>Veja mais sobre o filme de "Iracema — José de Alencar" em: https://histhioriografia2020.ufc.br/trabalhos/iracema-a-virgem-dos-l</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/MajakRM4N6g" />
         <pubDate>2023-01-24 01:02:57 UTC</pubDate>
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         <title>Trechos da Obra </title>
         <author>MayssaMansour</author>
         <link>https://padlet.com/cesarramos5/lf2ptecj3b3uk0pl/wish/2454060728</link>
         <description><![CDATA[<div>O <strong>primeiro capítulo</strong> retrata o final da história, quando Martim e seu filho Moacir deixam as terras do Ceará<br><br>“<em>Um jovem guerreiro cuja tez branca não cora o sangue americano; uma criança e um rafeiro que viram a luz no berço das florestas, e brincam irmãos, filhos ambos da mesma terra selvagem.<br></em><br></div><div><em>A lufada intermitente traz da praia um eco vibrante, que ressoa entre o marulho das vagas:<br></em><br></div><div><em>— Iracema!...<br></em><br></div><div><em>O moço guerreiro, encostado ao mastro, leva os olhos presos na sombra fugitiva da terra; a espaços o olhar empanado por tênue lágrima cai sobre o jirau, onde folgam as duas inocentes criaturas, companheiras de seu infortúnio</em>.”<br><br>No <strong>segundo capítulo</strong> da obra, o autor apresenta a protagonista:<br><br>“<em>Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira.<br></em><br></div><div><em>O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.<br></em><br></div><div><em>Mais rápida que a corça selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas</em>.”<br><br>“<em>Diante dela e todo a contemplá-la está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo</em>.”<br><br>Moacir veio ao mundo no momento em que Poti e Martim saem para lutar. Quando retornam, Iracema está muito debilitada e acaba morrendo.<br><br>“<em>O cristão moveu o passo vacilante. De repente, entre os ramos das árvores, seus olhos viram, sentada à porta da cabana, Iracema com o filho no regaço e o cão a brincar. Seu coração o arrastou de um ímpeto, e toda a alma lhe estalou nos lábios:<br></em><br></div><div><em>— Iracema!...<br></em><br></div><div><em>A triste esposa e mãe soabriu os olhos, ouvindo a voz amada. Com esforço grande, pôde erguer o filho nos braços e apresentá-lo ao pai, que o olhava extático em seu amor.<br></em><br></div><div><em>— Recebe o filho de teu sangue. Chegastes a tempo; meus seios ingratos já não tinham alimento para dar-lhe!</em>”</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-24 01:03:36 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Análises complementares </title>
         <author>MayssaMansour</author>
         <link>https://padlet.com/cesarramos5/lf2ptecj3b3uk0pl/wish/2454106192</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Cenas comentadas sobre o filme "Iracema, a Virgem dos Doces Lábios 1979”:<br><br><a href="https://youtu.be/IQ7V3VkScmc/">https://youtu.be/IQ7V3VkScmc/</a></div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/Aj1JYDLKuvQ" />
         <pubDate>2023-01-24 02:25:28 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Análise da Obra</title>
         <author>MayssaMansour</author>
         <link>https://padlet.com/cesarramos5/lf2ptecj3b3uk0pl/wish/2455155244</link>
         <description><![CDATA[<ul><li>Escrito em<mark> terceira pessoa</mark>, o narrador é culto. O trabalho linguístico realizado por Alencar situa a obra no gênero <mark>prosa poética</mark>, pois o autor privilegia aspectos relacionados à forma poética, como ritmo, aliteração e uso. Metáforas completas, comparações e apartes.</li><li>José de Alencar faz uma alegoria do processo de colonização do Brasil e de toda a América.</li><li>Para mostrar tamanho contraste dos personagens e para a valorização do elemento<mark> indígena nacional</mark>, José de Alencar utiliza-se de termos e expressões que remetam à linguagem do selvagem, aproximando o leitor da narrativa histórica e indianista.</li><li>A figura do herói nacional, o índio, representada nessa primeira geração romântica, faz referência ao herói medieval, ou seja, o índio foi retratado com características idealizadas.</li><li>Iracema também é colocada nesse lugar de <mark>heroína idealizada, </mark>pois, em diversos momentos da obra, o narrador compara-a à natureza, mas suas características são sempre maiores e mais belas: seus cabelos são mais negros e mais longos; seu sorriso, mais doce; seu hálito, mais perfumado; seus pés, mais rápidos. Além disso, ela era a virgem dos lábios de mel e deveria manter-se assim, pois era ela quem possuía “o segredo da jurema e o mistério do sonho.”</li><li>Na cena em que Martim ingere a bebida de Tupã para imaginar sua amada entregando-se a ele, Iracema acaba se entregando verdadeiramente, mesmo sabendo que não poderia ter feito isso, pois agora a morte lhe espera.&nbsp; Esse fato faz uma alegoria à invasão dos portugueses no Brasil, que provocou a<mark> destruição da natureza</mark> ainda intocada, deixando clara a preocupação ambiental de Alencar ao retratar essa ação destruidora.</li><li>Segundo Antonio Candido, é uma melodia falada que move o romance, composta por descrições repletas de<mark> imagens e cores</mark> que ajudam a mesclar a história com elementos naturais típicos do romantismo.</li><li>A <mark>paisagem</mark> é um elemento importante da narrativa: o espaço geográfico em que se situa é a mata virgem do litoral cearense. A <mark>valorização da cor</mark> local, enfatizando a beleza da paisagem descrita, era um <mark>recurso nacionalista</mark> típico da <mark>primeira fase</mark> do Romantismo. Metáforas e comparações destacam a terra paradisíaca do Brasil.</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-24 18:33:33 UTC</pubDate>
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         <title>Resumo da Obra </title>
         <author>MayssaMansour</author>
         <link>https://padlet.com/cesarramos5/lf2ptecj3b3uk0pl/wish/2455175023</link>
         <description><![CDATA[<div>A obra conta a história do casal Iracema, índia dos lábios de mel, detentora do segredo da Jurema e filha do pajé Araquém, da tribo Tabajara&nbsp; e Martim, o colono português que viviam na tribo rival Pitiguara.&nbsp;</div><div>O encontro da jovem com Martim acontece quando Iracema descansava em sua cabana quando se assustou com a imagem de um guerreiro desconhecido e acertou-o no ombro com uma flecha.&nbsp;</div><div>O guerreiro Martim não responde ao ataque, e Iracema percebe que Martim não fará nada contra ela e se levanta para ajudá-lo. Juntos foram aos Tabajaras, tribo de Iracema, onde o Pajé Araquém os recebeu, e para acolhê-los trouxe consigo as indígenas. Martim os rejeita e decide ir embora, mas Iracema não o deixa ir. Os dois caminham pela floresta e acabam se aproximando.</div><div>De volta à cabana, Martim decide ir embora com a rede que Iracema lhe deu de presente e, em seguida,&nbsp; se beijam. Porém ao sair, Martim descobre que uma tribo rival está o caçando.&nbsp;</div><div>A partir de então, Martim sente o coração dividido entre Iracema e a loira que ele ama em sua tribo.&nbsp;</div><div>Martim e Iracema passaram a primeira noite juntos. Logo, ele precisa partir, mas Iracema resolve acompanhá-lo, levando-o ao encontro de seu amigo Poti, que guiará os dois pelo caminho.&nbsp;</div><div>A paixão de Martim por Iracema o leva a optar por ficar com ela, construindo uma cabana para os três em uma tribo amiga. Lá viveram felizes até que Iracema engravidou.&nbsp;</div><div>Uma guerra na tribo Martin o levou, e Poti também.&nbsp;</div><div>Após voltar da guerra, a saudade de sua cidade natal ocupou o coração de Martim, e seus pensamentos foram desviados e Iracema, que estava grávida e com saudades do marido, decidiu sair para procurá-lo após o parto, mas descobriu que ele havia retornado ao campo de batalha.</div><div><br></div><div>Ela recebe a visita de seu irmão Caubi, que conhece o filho de Iracema com Martim, porém, cheia de tristeza e saudade de Martim, Iracema para de produzir leite materno e não consegue mais amamentar seu filho. Quando Martim retorna da guerra, conhece seu filho, que é chamado de Moaci. Logo em seguida, Iracema morre em profunda tristeza e solidão.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-24 18:47:38 UTC</pubDate>
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