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      <title>“O Nordeste na literatura brasileira: a seca em prosa e verso”. by MARIA CLARISSE TEIXEIRA CARDOSO</title>
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      <pubDate>2022-12-08 22:35:51 UTC</pubDate>
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         <title>Os sertões - Euclides da Cunha</title>
         <author>teixeiravitoria</author>
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         <description><![CDATA[<div>O livro "Os sertões" de Euclides da cunha, 1902, é uma das obras mais simbólicas do escritor pré-modernista. A obra conta os acontecimentos da Guerra de Canudos que ocorreu durante 1896 e 1997, no interior da Bahia. No livro, pode-se o seguinte trecho que retrata a seca e suas consequências:<br><br>"[...] Visam, de um modo geral, atenuar a última das consequências da seca - a sede; e o que há a combater e a debelar nos sertões do Norte - é o deserto. O martírio do homem, ali, é reflexo de tortura maior, mais ampla, abrangendo a economia geral da vida. Nasce do martírio secular da terra."</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-08 22:40:08 UTC</pubDate>
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         <title>Honestidade - Braúlio Bessa</title>
         <author>teixeiravitoria</author>
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         <description><![CDATA[<div>Trecho do cordel que retrata as dificuldades enfrentadas no sertão brasileiro e a resiliência da população:<br><br>"Eu já vi muita família</div><div>passando por precisão,</div><div>cinco, sete, até dez filhos</div><div>na seca lá do sertão</div><div>no meio da desigualdade</div><div>vencendo a dificuldade</div><div>sem nenhum virar ladrão."</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-08 22:40:35 UTC</pubDate>
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         <title>O Auto da Compadecida, Ariano Suassuna</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A grande a obra o auto da compadecida escrita por Ariano Suassuna, foi desenvolvida inicialmente como uma peça teatral, encenada pela primeira no ano de 1956. Logo depois foi transformado em livro e em seguida filme. A história em si dessa obra acaba trazendo um leque de elementos que representam firmemente a cultura nordestina, abordando o cordel e a questão do sertão de Lampião e Maria Bonita. A obra conta a história de João Grilo e Chicó de forma uma muito engraçada.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-08 22:49:11 UTC</pubDate>
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         <title>O Quinze, Raquel de Queiroz</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong>O livro o “ O quinze” de Raquel de Queiroz é um clássico de que fala de uma das piores secas que foram enfrentadas pelo Nordeste, no ano de 1915. Esse momento de seca acaba sendo contado pela professora Conceição, que está vivendo um romance com o criador Vicente. Eles acabam sendo obrigados a migrarem com a para o sertão.</strong></div><div><strong>	Raquel foi a primeira mulher a conseguir ganhar o prêmio literário mais importante da língua portuguesa, o “Prêmio Camões”<br></strong><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-08 22:52:14 UTC</pubDate>
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         <title>Asa Branca”, de Luiz Gonzaga: A seca no Sertão</title>
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         <description><![CDATA[<div>“Asa Branca” é uma música bastante conhecida, a música discorre sobre a seca no sertão Nordestino, e os problemas que são gerados pela seca para a população, e também em questão da saída das pessoas do Nordeste.<br><br>                                Trecho da música "Asa Branca"<br>“Quando olhei a terra ardendo, quão fogueira de São João. Eu perguntei a Deus do céu, uai! Por que tamanha judiação?”</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-08 23:08:59 UTC</pubDate>
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         <title>A seca - Alceu Valença</title>
         <author>teixeiravitoria</author>
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         <description><![CDATA[<div>A letra da música apresenta as características da paisagem do nordeste, apresentando os aspectos da seca no sertão:<br><br>"Nas patas do meu cavalo</div><div>Galopei do meu sertão</div><div>Vi a seca, vi a fome</div><div>Lobisomem e assombração</div><div>Riacho virou caminho</div><div>Graveto virou tição</div><div>E as pedras ardendo em brasa<br><br></div><div>Asa Branca na amplidão</div><div>Riacho virou caminho</div><div>De pedras ardendo em fogo</div><div>No poço secou a água</div><div>Menino morreu sem nome</div><div>Na Caatinga o homem chora</div><div>O boi que morreu de sede</div><div>A roça que era verde<br><br>A seca torrou garrancho</div><div>Senhor mande chuva pro Nordeste!<br>Senhor mande chuva pro Sertão!"</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-08 23:11:20 UTC</pubDate>
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         <title>Sertão Sangrento - Vidas Secas</title>
         <author>teixeiravitoria</author>
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         <description><![CDATA[<div>Letra da música Vidas Secas que denuncia a realidade vivida no sertão brasileiro em períodos de seca:<br><br>"Carne podre decomposta</div><div>Vidas secas expostas<br><br></div><div>Carcaças e ossos</div><div>Por todo lugar</div><div>É a paisagem</div><div>Que se pode admirar<br><br></div><div>Você ainda vive</div><div>Isso não é sorte</div><div>Grite para o céu</div><div>Chame pela morte<br><br></div><div>Chão esturricado</div><div>Sem água e alimento</div><div>Urubus e Carcarás</div><div>Visões de um Sertão Sangrento<br><br></div><div>Desgraça na terra</div><div>E no céu um ideal</div><div>Destinado ao inferno</div><div>Tudo sempre termina mal"</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-08 23:12:24 UTC</pubDate>
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         <title>Encontro de Lampião com Eike Batista”, de El efecto: O Cangaço</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Essa música fala sobre a passagem de um grupo de cangaceiros que era um movimento agressivo que lutava contra a desigualdade social do Nordeste. O cangaço era comandado pelo famoso rei do cangaço, que se chama Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-10 17:47:42 UTC</pubDate>
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         <title>Trecho de Vidas Secas</title>
         <author>clarisset1</author>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><blockquote><strong>“Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos”</strong></blockquote><div>&nbsp;<br>A família de retirantes estava em busca de terras desconhecidas e comida. Essas pessoas eram “infelizes” não só pela seca mas também por não possuírem posse de terra e dignidade humana, por exemplo.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-11 21:12:25 UTC</pubDate>
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         <title>Os Retirantes de Cândido Portinari</title>
         <author>clarisset1</author>
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         <description><![CDATA[<div>Portinari, com a tela “Os Retirantes”, procurou mostrar o sofrimento do povo, o tema central da pintura é a seca, a qual&nbsp;provocou a migração e a morte de muitas pessoas no nordeste.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-11 21:13:30 UTC</pubDate>
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         <title>O Vaqueiro - Juvenal Galeno</title>
         <author>clarisset1</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>“O Vaqueiro”, poema escrito por Juvenal Galeno, descreve o modo de vida do povo do nordeste. Nos versos, ao tratar do sertão,&nbsp;o autor traz duas estações distintas, o inverno e a seca. É possível perceber isso nos seguintes versos: </strong><br><br></div><blockquote>(...) Assim esta vida!... Se é tempo de inverno,&nbsp;<br>Bem cedo nós vamos o leite tirar, &nbsp;<br>E após o almoço... que faça ela os queijos,&nbsp;<br>Qu’eu saio a cavalo, qu’eu vou campear.&nbsp;<br>A vida qu’eu levo, Ouvi-me cantar.&nbsp;<br>Se é tempo de seca, que longas fadigas,&nbsp;<br>Abrindo as cacimbas pra o gado beber!&nbsp;<br>As ramas cortando, que a rês me suplica&nbsp;<br>Num berro mais triste que o triste gemer!&nbsp;<br>A vida qu’eu levo,&nbsp;<br>Ouvi-me dizer.&nbsp;<br>(GALENO, 1965, p. 49)&nbsp;</blockquote><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-11 21:36:37 UTC</pubDate>
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         <title>Último Pau-De-Arara</title>
         <author>clarisset1</author>
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         <description><![CDATA[<div>Os seguintes versos da música “Último Pau-De-Arara” retratam a realidade vivida pelos nordestinos no período da seca<br><br></div><blockquote>A vida aqui só é ruim quando não chove no chão&nbsp;<br>Mas se chover dá de tudo fartura tem de montão&nbsp;<br>Tomara que chova logo tomara meu deus tomara&nbsp;<br>Só deixo o meu cariri no último pau-de-arara&nbsp;<br>Enquanto a minha vaquinha tiver o couro e o osso&nbsp;<br>E puder com o chocalho pendurado no pescoço&nbsp;<br>Eu vou ficando por aqui que deus do céu me ajude&nbsp;<br>Quem sai da terra natal em outros cantos não para&nbsp;<br>Só deixo o meu cariri no último pau-de-arara&nbsp;</blockquote><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-11 21:40:41 UTC</pubDate>
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         <title>Morte e vida severina - João Cabral de Melo Neto;</title>
         <author>clarisset1</author>
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         <description><![CDATA[<div>A vida “severina” é uma vida sofrida. Severino é um retirante, entre muitos, que foge da seca, da fome e da terra de pedra. No entanto, em sua jornada só encontra a morte. Realidade essa de muitos nordestinos da época.<br><br></div><blockquote>Somos muitos Severinos<br>iguais em tudo na vida.&nbsp;</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-11 21:43:33 UTC</pubDate>
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         <title>A Bagaceira - José Américo de Almeida;</title>
         <author>clarisset1</author>
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         <description><![CDATA[<div>“A Bagaceira”, livro escrito por José Américo de Almeida, narra a história da vida dos retirantes que, por conta dos períodos de seca, se refugiam na bagaceira dos engenhos (Local, próximo do engenho, em que se acumula o bagaço da cana). O livro tem uma estrutura cíclica que inicia e termina com secas.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-11 21:45:30 UTC</pubDate>
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         <title>Seca - Ivan Kabral</title>
         <author>clarisset1</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title>Seca no Nordeste - autor desconhecido </title>
         <author>clarisset1</author>
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         <pubDate>2022-12-14 01:17:06 UTC</pubDate>
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         <title>“A seca do Ceará” - Leandro Gomes de Barros</title>
         <author>clarisset1</author>
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         <description><![CDATA[<div>A seca do Ceará”, poema escrito por Leandro Gomes de Barros, fala sobre a da seca de 1915.<br><br></div><blockquote>Seca as terras as folhas caem,<br>Morre o gado sai o povo,<br>O vento varre a campina,<br>Rebenta a seca de novo;<br>Cinco, seis mil emigrantes<br>Flagelados retirantes<br>Vagam mendigando o pão,<br>Acabam-se os animais<br>Ficando limpo os currais<br>Onde houve a criação.</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-14 01:27:36 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;ABC do Nordeste flagelado” - Patativa do Assaré</title>
         <author>clarisset1</author>
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         <description><![CDATA[<div>O poema “ABC do Nordeste flagelado”, de Patativa do Assaré, relata o sofrimento causado pela seca no nordeste. Nele é descrito a paisagem, o comportamento dos animais e a tristeza do povo quando não chove nos primeiros meses do ano, pois é a temporada de chuva na região. &nbsp;<br><br></div><blockquote>Ai, como é duro viver<br>nos Estados do Nordeste<br>quando o nosso Pai Celeste<br>não manda a nuvem chover.<br>É bem triste a gente ver<br>findar o mês de janeiro<br>depois findar fevereiro<br>e março também passar,<br>sem o inverno começar.&nbsp;</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-14 01:28:47 UTC</pubDate>
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         <title>Nuvem seca - Ivan Cabral</title>
         <author>teixeiravitoria</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-12-16 22:11:59 UTC</pubDate>
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         <title>Trecho de Vidas Secas</title>
         <author>teixeiravitoria</author>
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         <description><![CDATA[<div>No seguinte trecho da obra “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, é apresentado a realidade na qual o personagem Fabiano vive, cuja existência se baseia em trabalhar a vida inteira e ter que devolver seu dinheiro ao patrão, sendo condenado a viver uma vida miserável.</div><div><br></div><div>“Não se conformou: devia haver engano. [...] Com certeza havia um erro no papel do branco. Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos. Passar a vida inteira assim no toco, entregando o que era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e nunca arranjar carta de alforria!</div><div>O patrão zangou-se, repeliu a insolência, achou bom que o vaqueiro fosse procurar serviço noutra fazenda.</div><div>Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou. Bem, bem. Não era preciso barulho não.”</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-16 23:00:47 UTC</pubDate>
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         <title>Vozes da Seca - Luiz Gonzaga</title>
         <author>teixeiravitoria</author>
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         <description><![CDATA[<div>Letra da música Vozes do Sertão que apresenta em seus versos o pedido de Luiz Gonzaga aos políticos para que intercedam pela seca no nordeste<br><br>"Seu doutor, os nordestinos têm muita gratidão<br>Pelo auxílio dos sulistas nesta seca do sertão<br>Mas doutor, uma esmola a um homem que é são<br>Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão<br><br></div><div>É por isso que pedimos proteção a vosmicê<br>Homem, por nós, escolhido, para as rédias do poder<br>Pois doutor, dos vinte estados, temos oito sem chover<br>Veja bem, mais da metade do Brasil tá sem comer<br><br></div><div>Dê serviço a nosso povo, encha os rios e barragens<br>Dê comida a preço bom, não esqueça a açudagem<br>Livre assim, nós da esmola, que no fim desta estiagem<br>Lhe pagamo inté os juros sem gastar nossa coragem<br><br></div><div>Se o doutor fizer assim, salva o povo do sertão<br>Quando um dia a chuva vim, que riqueza pra nação<br>E nunca mais nós pensa em seca, vai dá tudo neste chão<br>Como vê, nosso destino, mercer tem na vossa mão"</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-16 23:21:19 UTC</pubDate>
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