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      <title>Povos indígenas do Brasil by Daniela Reis Lima</title>
      <link>https://padlet.com/danyrreislima/l16llhge3db0plva</link>
      <description>Padlet criado para compartilhar pesquisas sobre os povos indígenas brasileiros. Produzido por alunos da 2ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual José Leitão. Orientação da professora Daniela Reis.  </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-04-07 19:53:57 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2024-04-22 11:02:56 UTC</lastBuildDate>
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         <title></title>
         <author>danyrreislima</author>
         <link>https://padlet.com/danyrreislima/l16llhge3db0plva/wish/2945819641</link>
         <description><![CDATA[<p>A abertura deste padlet não poderia ser feita de outra forma que não fosse a comemoração de uma vitória para a representatividade literária indígena do Brasil. Estou falando da condecoração do escritor, ativista, ambientalista e filósofo Ailton Krenak na Academia Brasileira de Letras. Trata-se&nbsp; do primeiro indígena a ocupar uma cadeira no referido espaço.&nbsp;</p><p>Este é um momento de alegria para o povo brasileiro, em especial, para as comunidades indígenas que ao longo de mais de 500 anos vêm perdendo espaço para o colonialismo.&nbsp;</p><p>Viva a Krenak! Viva a diversidade dos povos indígenas!&nbsp;</p>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/KRL2rvzOsys?si=4TMbFNkEmrmbkofp" />
         <pubDate>2024-04-07 20:17:39 UTC</pubDate>
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         <title>Povos krenak</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/danyrreislima/l16llhge3db0plva/wish/2955444685</link>
         <description><![CDATA[<div>Os Krenák ou Borun constituem-se nos últimos Botocudos do Leste, nome atribuído pelos portugueses no final do século XVIII aos grupos que usavam botoques auriculares e labiais. São conhecidos também por Aimorés, nominação dada pelos Tupí, e por Grén ou Krén, sua auto-denominação. O nome Krenák é o do líder do grupo que comandou a cisão dos Gutkrák do rio Pancas, no Espírito Santo, no início do século XX. Localizaram-se, naquele momento, na margem esquerda do rio Doce, em Minas Gerais, entre as cidades de Resplendor e Conselheiro Pena, onde estão até hoje, numa reserva de quatro mil hectares criada pelo SPI, que ali concentrou, no fim da década de 20, outros grupos Botocudos do rio Doce: os Pojixá, Nakre-ehé, Miñajirum, Jiporók e Gutkrák, sendo este o grupo do qual os Krenák haviam se separado.<br><br>Os Krenák pertencem ao grupo lingüístico Macro-Jê, falando uma língua denominada Borun. Apenas as mulheres com mais de quarenta anos são bilíngües, enquanto os homens, jovens e crianças de ambos os sexos são falantes do português. Nos últimos três anos vêm envidando esforços para que as crianças voltem a falar o Borun.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=iZP2djIn8NA" />
         <pubDate>2024-04-15 17:31:07 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Guarani-Kaiowá</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/danyrreislima/l16llhge3db0plva/wish/2955444783</link>
         <description><![CDATA[<div>POPULAÇÃO:<br>As populações Proto-guarani, que deram aos guarani da época da conquista (1500) e de hoje (susnik 1975) tem uma história marcada por intensos movimentos de traslado dentro dos espaços por eles considerados apropriados como ocupação de território. 31.000 habitantes aproximadamente.<br><br><br>LÍNGUA:<br>&nbsp;De acordo com o linguista Aryon Dall Igna Rodrigues os ñandeva, kaiowa e myba falam dialetos do idioma guarani que se inclui na família linguística Tupi-guarani do trono linguístico Tupi.<br><br><br>LOCALIZAÇÃO:<br>Habitando a região sul do Mato Grosso do Sul, os Kaiowá distribuem suas aldeias por uma área que se estende até os rios Apa, Dourados e Ivinha, ao norte, indo rumo ao sul até Serra de Mbarakaju e os afluentes do Rio Jejuí.<br><br><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=QV0LNJwcYUY" />
         <pubDate>2024-04-15 17:31:12 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Povos kariri-xocó</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/danyrreislima/l16llhge3db0plva/wish/2955445017</link>
         <description><![CDATA[<div>Nome:<br>Seu cotidiano é muito semelhante ao das populações rurais de baixa renda que vendem sua força de trabalho nas diferentes atividades agropecuárias da região.<br><br>Língua:<br>Denominação kariri-xocó foi adotada como consequência das mais recentes fusão, ocorrida há cerca de 100 anos entre kariri de Porto Real de colégio e parte dos xocó da ilha fluvial sergipana de São Pedro.<br><br>Localização:<br>Localizado na região baixo São Francisco, no município Alagoas do porto real do colégio, estão ligadas à ponte que serve de eixo entre a região sul e o nordeste brasileiro, como parte BR-101<br><br>População :<br>De acordo com dados fornecidos pelo FUNAI, em 1997 a população kariri-xoco estava estimado em 1.500 pessoas, número que vinha sendo repetido desde, pelo menos, 1993.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=NLaLsAPfKyU" />
         <pubDate>2024-04-15 17:31:23 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Macuxi</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/danyrreislima/l16llhge3db0plva/wish/2955445279</link>
         <description><![CDATA[<div>Povos de filiação linguística karib habitam a região das Guianas,entre as cabeceiras dos rios Branco e Rupununi, território atualmente partilhado entre o Brasil e a Guiana. Em 2004, a população Macuxi no Brasil era estimada em torno de 19 mil pessoas, cerca da metade dessa cifra era encontrada na vizinha Guiana.&nbsp;<br>A linguagem do povo macuxi era a mais populosa das línguas caribes. Sendo falada por 30 mil pessoas no Brasil e na Guiana.<br>Seu nome também é escrito Makushi, Makusi e também conhecido como Teweya ou Teueia.&nbsp;<br><br>Como vivem os índios macuxi:&nbsp;<br>Vivem em aldeias ligados por trilha e caminhos, com casas construídas em volta de um pátio central alimentação.<br><br>Da tribo macuxi: é comum comerem carne de caça e peixes, mas isso não ocorre várias de região, já que em algum território não há caça.<br><br>O que vestem: hoje em dia o macuxi se veste como o homem branco.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/5bTFYesylIU?si=U6j_2bgfSnLyGzbf" />
         <pubDate>2024-04-15 17:31:35 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Povos Bororo</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/danyrreislima/l16llhge3db0plva/wish/2955548204</link>
         <description><![CDATA[<div>O termo bororo significa língua nativa, "pátio da aldeia".<br>O território de ocupação bororo atingia a Bolívia,a oste; o centro sul de Goiás, ao leste; as margens da região dos formadores do Rio Xingu; ao norte e ao sul, chegava até as proximidades do Rio Miranda (Ribeiro, 1970 -77).<br>&nbsp;Boe wadáru é o termo usado pelos bororo para designar sua língua original. Posteriormente, um novo paradigma simplificou a classificação de línguas indígenas, de modo que a língua bororo foi enquadrada no tronco linguístico macru-jê (mansos,1950; greenberg,1957).<br>&nbsp;A partir da década de 70, tem-se observado um crescimento populacional, de modo que, de 626 indivíduos registrados pelo padre Uchoa - pesquisador desses povos - em 1979, existe hoje um montante de aproximadamente 1.024 indivíduos registrados.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=iDGEjvx9YkM" />
         <pubDate>2024-04-15 18:59:15 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Nambikwara</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/danyrreislima/l16llhge3db0plva/wish/2955556227</link>
         <description><![CDATA[<p>Famosos na história da etnologia brasileira por terem sido contatados “oficialmente” pelo Marechal Rondon e por terem sido estudados pelo renomado antropólogo Claude Lévi-Strauss, os Nambiquara vivem hoje em pequenas aldeias, nas altas cabeceiras dos rios Juruena, Guaporé e (antigamente) do Madeira.</p><p><br></p><p><strong>Autodeterminação: </strong>Anunsu</p><p><br></p><p><strong>Nomes</strong></p><p>O termo Nambiquara é de origem Tupi e pode ser glosado como “orelha furada”. Foi a partir da penetração da Comissão Rondon no interior do Mato Grosso que os índios até então referidos como “Cabixi” passaram a ser designados “Nambiquara”, termo pelo qual são conhecidos até hoje.</p><p><br></p><p><strong>Outros nomes</strong></p><p>Se o nome “Nambiquara” é uma designação genérica dos povos que habitam a Chapada dos Parecis, o Vale do Guaporé e a região mais ao norte, há por outro lado uma profusão de nomes utilizados pelos índios para designar os subgrupos Nambiquara.</p><p><br></p><p>Entre os Nambiquara do norte, existem os Da’wandê, os Da’wendê, os Âlapmintê, os Yâlãkuntê (Latundê), os Yalakalorê, os Mamaindê e os Negarotê. Entre os Nambiquara do sul, estão os Halotésu, os Kithaulhu, os Sawentésu, os Wakalitesu e os Alakatesu. E entre os Nambiquara do vale do Guaporé, encontramos os Wasusu, os Sararé, os Alãntesu, os Waikisu e os Hahãitesu.</p><p><br></p><p><strong>Outras grafias</strong></p><p>O etnônimo ainda pode ser grafado de outras formas: Nambikwara, Nambicuara e Nhambicuara.Assim, desde o início do século XX, este termo é usado para designar os diversos grupos que ocupavam a região que compreende o noroeste do estado do Mato Grosso e as adjacências do estado de Rondônia, entre os afluentes dos rios Juruena e Guaporé até as cabeceiras dos rios Ji-Paraná e Roosevelt.</p><p><br></p><p><strong>Língua</strong></p><p>Os grupos que ocupavam e que ainda ocupam a Chapada dos Parecis, o Vale do Guaporé e a região norte, entre o rio Iquê e os rios Cabixi e Piolho, falam línguas da família lingüística Nambiquara. Trata-se de uma família lingüística sem qualquer relação comprovada com outras famílias lingüísticas da América do Sul.</p><p>De acordo com a classificação de David Price (1972), a família lingüística Nambiquara pode ser dividida em três grandes grupos de línguas faladas em diferentes regiões do território Nambiquara. São elas: Sabanê, Nambiquara do norte e Nambiquara do sul.</p><p>*Com exceção da língua Sabanê, que conta hoje com menos de 20 falantes, as outras línguas Nambiquara encontram-se bem preservadas.</p><p><br></p><p><strong><em>Sabanê:</em></strong>A língua Sabanê, falada por grupos que habitavam o extremo norte do território Nambiquara, provavelmente ao norte do rio Iquê, na região entre os rios Tenente Marques e Juruena, apresenta grandes diferenças em relação às outras duas línguas.</p><p><br></p><p><strong><em>Nambiquara do norte:</em></strong>Os grupos falantes da língua Nambiquara do norte habitavam os vales do rio Roosevelt e do rio Tenente Marques e também a região mais a noroeste, que inclui a área banhada pelos rios Cabixi e Piolho. Eles são designados: Da’wandê, Da’wendê, Âlapmintê, Yâlãkuntê (Latundê), Yalakalorê, Mamaindê e Negarotê.</p><p><br></p><p><strong><em>Nambiquara do sul:</em></strong>A língua classificada como Nambiquara do sul é falada no restante do território Nambiquara, que pode ser dividido de acordo com três áreas dialetais: o vale do Juruena, a região formada pelos rios Galera e Guaporé e o vale do Sararé.</p><p>Na região do vale do Juruena encontram-se os grupos que são referidos na bibliografia como “Nambiquara do cerrado” ou “Nambiquara do campo”. Eles se situam no nordeste da chapada dos Parecis e são designados: Halotésu, Kithaulhu, Sawentésu, Wakalitesu e Alakatesu.</p><p>Apesar de falarem a mesma língua (Nambiquara do sul), os grupos localizados nessas quatro áreas dialetais têm dificuldades de entender uns aos outros, sendo que os grupos que se localizam no Vale do Guaporé parecem falar um dialeto intermediário entre os dialetos falados no vale do Juruena, ao leste, e no vale do Sararé, à sudoeste do território Nambiquara.</p><p>Os grupos que habitam toda a região do Vale do Guaporé, abaixo do rio Piolho, são conhecidos como: Wasusu, Sararé, Alãntesu, Waikisu, Hahãitesu e são chamados genericamente de ‘Wãnairisu, termo que faz referência a um tipo de corte de cabelo característico dos grupos desta região (Fiorini, 1997: 1).</p><p><br></p><p><strong>Localização </strong></p><p>O território tradicionalmente ocupado pelos Nambiquara pode ser dividido em áreas geográficas. </p><p>A primeira é formada pela Chapada dos Parecis que corresponde à parte oriental do território Nambiquara. Esta região consiste em um planalto que é cortado pelo rio Juruena e seus afluentes: os rios Juína, Formiga, Camararé, Camararézinho, Nambiquara, Doze de Outubro e Iquê.</p><p>A região do Vale do Guaporé corresponde ao oeste do território Nambiquara, entre o limite do planalto acima mencionado e o rio Guaporé. Oitenta e cinco porcento da região é coberta por floresta. Na parte abaixo do planalto, a floresta é mais densa e o solo mais fértil. A floresta diminui à oeste, na direção do rio Guaporé, área que é composta por várzeas e planícies inundáveis. Em direção ao rio Guaporé, correm os rios Cabixi, Piolho, Galera e Sararé. Este último define o limite sul do território ocupado pelos Nambiquara. A região do rio Sararé é separada do restante do Vale do Guaporé pela Chapada de São Francisco Xavier. O rio Guaporé desemboca no rio Madeira, a noroeste.</p><p>No norte da área Nambiquara, as florestas cobrem a região ao longo dos rios Roosevelt e Ji-Paraná, assim como seus afluentes. Em todas as três regiões descritas, o clima é caracterizado por um período chuvoso entre setembro e março e um período seco no restante do ano.</p><p><br></p><p><strong>Dados populacionais</strong></p><p>A estimativa de David Price para o início do século XX era de cerca 5.000 Nambiquara. Já Lévi-Strauss calculou que, nesta época, os Nambiquara somavam um total de 10.000 índios e, em 1938, data em que esteve com alguns bandos Nambiquara, a população estimada por ele era de 2.000 a 3.000 pessoas.</p><p>O censo realizado por Price em 1969, mostrou que, 30 anos depois da passagem de Lévi-Strauss pelo território Nambiquara, esses grupos estavam reduzidos a 550 indivíduos.</p><p>Nas duas últimas décadas observou-se um crescimento populacional entre os grupos desta região. De acordo com o censo registrado pelo ISA, em 1999, a população Nambiquara era de 1.145 pessoas. No último censo realizado pela Funai, em 2002, os Nambiquara somavam cerca de 1.331 indivíduos.</p><p>Apesar do recente crescimento populacional, muitos grupos foram extintos e outros foram reduzidos a poucos indivíduos. Este foi o caso de parte dos grupos Nambiquara do norte, cujos remanescentes juntaram-se a outros grupos mais numerosos, passando a compor um único grupo. Atualmente, alguns remanescentes dos grupos designados Da’wendê, D’awandê e Sabanê, por exemplo, vivem junto com os Mamaindê no Posto Indígena Capitão Pedro.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=cPscbFgVrCQ" />
         <pubDate>2024-04-15 19:06:14 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Kaingang </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/danyrreislima/l16llhge3db0plva/wish/2955564834</link>
         <description><![CDATA[<p>O contato dos kaingang com a sociedade teve início no final do século XVIII e efetivou-se meados do século XIX, quando os primeiros chefes políticos tradicionais (Pá'e ou Rekake) aceitaram aliar-se os conquistadores brancos,(Fag) transformando-se em capitães.</p><p>&nbsp;Os guayanais que viviam na costa atlântica entre Angra dos Reis seriam ascendentes do Kaingang. Os nomes guayaná,gayaná,goainaze,wayanaze... seriam denominação dadas aos Kaingang daquela região.</p><p>O nome Guayaná continuou sendo utilizado até 1843 juntamente com outros como Coroado,Coroando,Shokleng,Xokren.</p><p><br/></p><p>Língua</p><p>A Língua Kaingang pertence a família jê do tronco macro-jê.</p><p><br/></p><p>População&nbsp;</p><p>Estimava-se uma População Kaingang de 25.875 pessoas vivendo em 32 terras indígenas. No entanto,verifica-se a presença de família vivendo nas zonas urbanas e rurais próximas às TIs.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=1mJ2u4IWN3Y" />
         <pubDate>2024-04-15 19:14:17 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Povos Guarani Mbya</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/danyrreislima/l16llhge3db0plva/wish/2958465530</link>
         <description><![CDATA[<p>Os Mbya estão presentes em várias aldeias na região oriental do Paraguai, no nordeste da Argentina (província de Misiones) e no do Uruguai (nas proximidades de Montevideo). No Brasil encontram-se em aldeias situadas no interior e no litoral dos estados do sul – Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul – e em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo em várias aldeias junto à Mata Atlântica. Também na região norte do país encontram-se famílias Mbya originárias de um mesmo grande grupo e que vieram ao Brasil após a Guerra do Paraguai, separam-se em grupos familiares e, atualmente, vivem no Pará (município de Jacundá), em Tocantins numa das áreas Karajá de Xambioá, além de poucas famílias dispersas na região centro-oeste. No litoral brasileiro suas comunidades são compostas por grupos familiares que, historicamente, procuram formar suas aldeias nas regiões montanhosas da Mata Atlântica - Serra do Mar, da Bocaina, do Tabuleiro, etc. (cf. Ladeira, 1992). O nome mbya foi traduzido por “gente” (Schaden), “muita gente num só lugar” (Dooley, 1982).</p><p><br/></p><p>De acordo com o lingüista Aryon Dall'Igna Rodrigues, o Mbya, assim como Kaiowa e Ñandeva são dialetos do idioma Guarani, que pertence à família Tupi-Guarani, do tronco lingüístico Tupi. A língua Guarani é falada por diferentes grupos/povos indígenas (Brasil, Paraguai, Argentina, Uruguai, Bolívia) sendo que, no Paraguai, é língua oficial juntamente com o espanhol. As variações na linguagem são observadas na pronúncia e nas sílabas tônicas (a maioria das palavras guarani é oxítona), mas sobretudo no vocabulário e na sintaxe, de acordo com sistemas culturais próprios dos falantes da língua Guarani.</p><p>Em aldeias onde os Mbya convivem com os Ñandeva, como o caso de algumas situadas no interior do PR e no litoral de SP e SC, observam-se influências dialetais, sobretudo quando ocorrem casamentos mistos.</p><p>Os Guarani Mbya mantém sua língua viva e plena, sendo a transmissão oral o mais eficaz sistema na educação das crianças, na divulgação de conhecimentos e na comunicação inter e entra aldeias, constituindo-se a língua no mais forte elemento de sua identidade. Poucos Mbya, e em sua maioria representantes (ainda jovens) de seus interesses junto à sociedade nacional, falam o português com certa fluência. Crianças, mulheres e velhos são, em grande parte, monolíngües.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=--PvqpLZ1bY" />
         <pubDate>2024-04-17 11:47:52 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Aruá </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/danyrreislima/l16llhge3db0plva/wish/2958486418</link>
         <description><![CDATA[<p>Língua:<br></p><p>O aruá é parte da família linguística tupi-mondé. Atualmente, há cerca de 20 falantes da língua materna.</p><p><br/></p><p>Localização :<br></p><p>O Segundo Eurico Miller (1983), que realizou um trabalho arqueológico pioneiro no alto-médio Guaporé, os Tupi do Guaporé teriam sido originários das dispersões das famílias Tupi vindas do Aripuanã. Na área da planície do alto-médio Guaporé, grupos de agricultores ceramistas atingiram as margens do rio e de seus afluentes cerca de AD 900. Esses grupos seriam falantes do tronco Tupi, família Tupari.</p><p><br/></p><p>Histórico do contato e da ocupação da região:<br></p><p>Na região banhada pelos afluentes e tributários ocidentais do Guaporé e do Mamoré, os jesuítas mantiveram, por aproximadamente 100 anos, aquele que foi, sem dúvida, o maior complexo missionário da América meridional – a Província de Mojos. No seu braço secular, mantido em estado latente, a província atuava como guarda da fronteira do rei de Castela.</p><p><br/></p><p>Organização social:</p><p><br/></p><p>Ainda que as informações sobre os Aruá sejam mínimas, é interessante assinalar que a sociedade comportava, assim como outros grupos da região da bacia do Guaporé, divisões internas. Não ficou clara a natureza dessas subdivisões, sabe-se apenas que definiam a filiação, que era patrilinear.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/0LGJ09-IPCc?si=Z7Chu76CG1W6-m8I" />
         <pubDate>2024-04-17 12:04:40 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Miranha </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/danyrreislima/l16llhge3db0plva/wish/2958486438</link>
         <description><![CDATA[<p>O povo Miranha aparece, na história indígena, como uma espécie de anti-herói. Considerados como "bárbaros" e "antropófagos" pelos naturalistas, seus chefes ficaram conhecidos por vender aos brancos prisioneiros inimigos, membros de hordas rivais, ou mesmo seus próprios(as) filhos(as).</p><p>A língua Miranha é considerada uma variante muito próxima da língua Bora, que faz parte de um conjunto de línguas estreitamente aparentadas entre si, o qual, por sua vez, integra-se à família à qual pertence a língua Uitoto.</p><p>A TI Méria (município de Alvarães, no médio Solimões, AM) foi demarcada em 1929, por aquele órgão e foi homologada apenas em 1993. A TI Miratu (município de Uarini, no médio Solimões, AM) foi demarcada em 1982, pela FUNAI, e homologada em 1991. A delimitação da TI Cuiú-Cuiú (município de Maraã, no Japurá, AM) foi oficialmente reconhecida em 1998 e homologada em 2003.</p><p>Segundo levantamento da UNI-TEFÉ, em fevereiro de 1999 os Miranha somavam uma população total de 613 pessoas. Este número subiu para 836 em 2006 segundo a Funasa.</p><p>Afirmam os Miranha do Solimões que suas terras foram formadas, desde o início, em áreas em que viviam índios de distintas "nações" indígenas. Receberam o nome de Miranha, mas ali viviam indivíduos de diferentes procedências étnicas, que fugiam do "trabalho forçado" das cidades, destacando-se, entre outros, os Issé e os Maku.</p><p><br></p><p>Com suas crises de representatividade, os Miranha, que já haviam tomado em outros momentos a dianteira no movimento indígena no médio Solimões, após a demarcação de suas terras, distanciaram-se, contudo, das discussões em torno da constituição da organização indígena. Sua história não pode deixar de ser vista, entrentanto, como um significativo exemplo de luta pelos direitos de cidadania por um povo marcado pelo estigma da alteridade, apesar do reconhecimento de sua nacionalidade brasileira e do discurso de construção nacional materializado em práticas locais da política indigenista oficial. Assim foi instituído seu lugar social. Porém, o reconhecimento de sua singularidade e a garantia de seus direitos básicos estão longe de ser concretizados.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/knplPCnTqIA?si=ZCZMmHatOrlPI5N0" />
         <pubDate>2024-04-17 12:04:41 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Ticuna</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Os Ticunas configuram o mais numeroso povo indígena na Amazônia brasileira. Com uma história marcada pela entrada violenta de seringueiros, pescadores e madeireiros na região do Rio Solimões, foi somente nos anos 1990 que Ticuna lograram o reconhecimento oficial da maioria de suas terras. Hoje enfrentam o desafio de garantir sua sustentabilidade econômica e ambiental, bom como qualificar as relações com a sociedade envolvente mantendo viva sua riquíssima cultura. Não por acaso, às máscaras, desenhos e pinturas desse povo ganharam repercussão internacional.<br></p><p>A língua Ticuna é amplamente falada em uma área extensa por numerosos falantes (acima de 30.000) cujas comunidades se distribuem por três países: Brasil, Peru e Colômbia. No lado brasileiro, o número de comunidades ascende a um alto número de aldeias (cerca de 100) contidas em diversas áreas localizadas em vários municípios do estado do Amazonas (entre os quais estão Benjamin Constant, Tabatinga, São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antonio do Içá, Jutaí, Fonte Boa, Tonantins, Beruri). A maior parte das aldeias encontra-se ao longo/ nas proximidades do rio Solimões.<br>No início, mantiveram sua tradicional distribuição espacial em malocas clânicas e, na década de 1970, havia mais de cem aldeias. Hoje, essa distribuição das aldeias ticuna se modificou substancialmente. Sabe-se ainda que alguns índios desceram o rio até Tefé e outros municípios do médio Solimões, outros se fixaram no município de Beruri, no baixo curso do Solimões, bastante próximo à cidade de Manaus.<br>No alto Solimões, contudo, os Ticuna são encontrados em todos os seis municípios da região, a saber: Tabatinga, Benjamim Constant, São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá e Tonantins. Sua população está distribuída em mais de 20 Terras Indígenas.<br></p><p>“De acordo com seus mitos, os Ticuna são originários do igarapé Eware, situado nas nascentes do igarapé São Jerônimo (<em>Tonatü</em>), tributário da margem esquerda do rio Solimões, no trecho entre Tabatinga e São Paulo de Olivença. Ainda hoje é essa a área de mais forte concentração de Ticuna, onde estão localizadas 42 das 59 aldeias existentes” (Oliveira, 2002: 280).</p><p>Esse povo vivia no alto dos igarapés afluentes da margem esquerda do rio Solimões, no trecho em que este entra em terras brasileiras até o rio Içá/Putumayo. Houve um intenso processo de deslocamento em direção ao Solimões.</p><p>No início, mantiveram sua tradicional distribuição espacial em malocas clânicas e, na década de 1970, havia mais de cem aldeias. Hoje, essa distribuição das aldeias ticuna se modificou substancialmente. Sabe-se ainda que alguns índios desceram o rio até Tefé e outros municípios do médio Solimões, outros se fixaram no município de Beruri, no baixo curso do Solimões, bastante próximo à cidade de Manaus.</p><p>No alto Solimões, contudo, os Ticuna são encontrados em todos os seis municípios da região, a saber: Tabatinga, Benjamim Constant, São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá e Tonantins. Sua população está distribuída em mais de 20 Terras Indígenas.<br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-17 12:05:18 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Gavião Parkatêjê</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Depois de uma traumática "pacificação", ocorrida na década de 1970, na qual perderam 70% da população,os gaviões venceram a crise populacional e reconstruiram seu modo de vida. A aldeia kaikoturé, erguida em 1984, traduz em sua concepção o projeto de futuro dos parkatêjê: Reproduzindo o desenho circular tradicional das aldeias timbira, possui casas de alvenaria servidas por rede de água, luz e esgoto. </p><p>O nome "Gavião" foi atribuído a diferentes grupos Timbira por viajantes do século passado que desse modo destacavam seu caráter belicoso. Dentre os assim chamados, Curt Nimuendajú qualificou de "ocidentais", "de oeste", ou ainda "da mata", aos que vivem na bacia do Tocantins, a fim de os distinguir assim dos Pukôbjê e Krinkatí, do alto Pindaré no Estado do Maranhão, também conhecidos por aquela designação.</p><p>Os Gaviões falam um dialeto da língua Timbira Oriental, pertencente à família Jê.</p><p><br/></p><p>A partir de 1981, com o funcionamento sistemático da escola do Posto da Funai e com a intensificação das relações com os vários segmentos da sociedade nacional, ocorreu, de forma acentuada, a difusão da língua portuguesa exatamente no plano do cotidiano, inclusive entre as crianças e adolescentes.</p><p>Por outro lado, a retomada dos ciclos cerimoniais de longa duração acentuou o uso da língua original em ocasiões rituais, com cantos, discursos etc.</p><p><br/></p><p>Os Gaviões vivem na Terra Indígena Mãe Maria, localizada no município de Bom Jesus do Tocantins, no sudeste do Estado do Pará. Situada em terras firmes de mata tropical, apresenta como limites os igarapés Flecheiras e Jacundá, afluentes da margem direita do curso médio do Tocantins.</p><p><br/></p><p>A partir de 1975, vinte e cinco anos após a fase de "pacificação", durante a qual perderam 70% de sua população, os Gaviões passaram a apresentar franca tendência para o crescimento demográfico. 0 processo de recuperação passou por soluções tais como a reintegração de homens e mulheres Gaviões que haviam sido criados entre os civilizados ou no seio de outros povos indígenas, o casamento com mulheres regionais, busca de esposas entre os Pukôbjê, a incorporação de famílias ou indivíduos de etnias indígenas não-timbira, e até de homens brancos, numa política consciente de voltarem a ser muitos outra vez.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-17 12:08:37 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Avá-canoeiro</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Até a década de 1960, o grupo era conhecido como “Canoeiro” na literatura, em razão da grande habilidade na utilização de canoas nos primórdios do contato com os colonizadores. Segundo Couto de Magalhães, que teve a oportunidade de recolher um vocabulário junto a um casal do grupo no Aldeamento Estiva, em 1863, quando era Presidente da Província de Goiás, os Canoeiro “tem esse nome, por se terem tornado célebres os seus ataques contra os navegantes do (Rio) Maranhão, a quem acometiam em levíssimas ubás e com agilidade tal, que chegavam sem ser pressentidos, retirando-se sem sofrer dano”. <br>A língua avá-canoeiro pertence à família tupi-guarani, do grande tronco linguístico tupi. Com a separação dos dois grupos conhecidos de Avá-canoeiro desde o início do século 19, foram desenvolvidas significativas diferenças dialetais entre o grupo do médio Araguaia e o do alto Rio Tocantins. O linguista Aryon Rodrigues comparou várias línguas da família tupi-guarani com a língua avá-canoeiro em meados dos anos 80. Baseado no vocabulário recolhido por Couto de Magalhães em 1863 e em uma lista colhida por um missionário do SIL em 1974, Rodrigues concluiu que a língua dos Avá-Canoeiro estaria muito mais próxima linguisticamente dos povos Tapirapé, Asurini do Tocantins, Suruí do Tocantins, Parakanã, Guajajara e Tembé, ou seja, de povos da família tupi-guarani mais setentrionais, em comparação aos Guarani do sul e sudeste.<br><br><br>Os Avá-Canoeiro estavam morando nas matas de galeria das margens das cabeceiras do Rio Tocantins, conhecido como Rio Maranhão em seu alto curso, uma região de planalto, quando foram encontrados pelos primeiros colonizadores do Brasil Central na segunda metade do século 18. Em razão dos massacres violentos, os Avá-Canoeiro iniciaram um processo irreversível de mudança das matas junto aos rios, onde andavam em canoas e estavam mais expostos aos colonizadores. Parte do grupo continuou vivendo na região de cabeceiras do Rio Tocantins, como refugiados em lugares inóspitos, quando teve a população reduzida drasticamente, enquanto outra parte deslocou-se, ao que tudo indica, em grupos separados, para a bacia do Rio Araguaia, o principal afluente do Rio Tocantins.<br><br><br>Os primeiros registros da presença dos Ãwa em afluentes do Rio Araguaia, como as cabeceiras dos rios Crixás-Açú e Rio do Peixe, ao sul da Ilha do Bananal, são da década de 1830. Nos anos que se seguiram, os registros dão conta de uma movimentação cada vez mais para o norte, incluindo a travessia para o Mato Grosso, a chegada do grupo na Ilha do Bananal e, por fim, no sul do Pará no fim do século 19. O grupo passou a disputar o mesmo território de ocupação tradicional dos Karajá e Javaé, localizado dentro e fora da grande ilha fluvial. Na primeira metade do século 20, os moradores regionais e os Javaé se lembram de centenas de “Cara Preta” morando em aldeias situadas em locais recônditos do vale do Rio Javaés, que se tornou o seu território principal de movimentação até o contato em 1973.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=T9hSRn2UuF4" />
         <pubDate>2024-04-17 12:53:22 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Tupari</title>
         <author>leitaojose485</author>
         <link>https://padlet.com/danyrreislima/l16llhge3db0plva/wish/2958553021</link>
         <description><![CDATA[<div>Em seus contatos iniciais com os não-indígenas, nas primeiras décadas do século XX, os Tupari os denominaram <em>Tarüpa</em>, "maus-espíritos", por serem portadores de doenças e outras adversidades. Os Tupari compartilharam com outros povos de Rondônia um histórico do contato marcado primeiramente pela exploração e expropriação por seringalistas, e a partir da década de 1980 também por madeireiros e garimpeiros. Nos últimos anos os Tupari vêm procurando reverter esse quadro e lutam, com outros povos da região, contra a instalação de barragens no rio Branco.<br>Modo de vida<br>A regra de residência tradicional entre os Tupari é uxorilocal, o que quer dizer que o noivo passa a morar com seu sogro, precisando trabalhar para ele. Mas se o esposo for mais idoso, especialmente se for um líder, ele leva a jovem consigo.<br>Em relação aos ornamentos, os homens Tupari usavam uma folha amarela que lhes cobria o pênis. O nariz era furado, assim como os lábios e lóbulos das orelhas. Através do orifício do septo nasal traziam um canudo da grossura de um lápis, ou um bastãozinho colorido que quase lhes tapava as fossas nasais, tornando-as mais abertas. Espetavam nos lábios pedacinhos de madeira finos, ou estão dois espinhos de porco-espinho. Nas orelhas usavam brincos de pedacinhos de madrepérola e contas de vidro.<br><br><br>As casas comunais foram descritas por Caspar como circulares, abobadadas. A aldeia era então constituída por duas habitações comunais. Na casa principal Caspar estimou morarem perto de cem pessoas, cerca de 30 famílias. E na casa menor cerca de dez famílias. O centro não era habitado por pessoa alguma. Um grande círculo de jarras de chicha era separado por um corredor largo. Desse corredor, seguiam-se pequenas passagens que conduziam às redes (:86).<br>Entre as duas casas havia uma pequena praça, com galinheiros e uns ranchos-depósitos. Na praça, os homens costumavam sentar em banquinhos esculpidos de madeira.Vestiam ainda colares, braceletes e fitas de algodão nos pulsos e nas pernas. Alguns usavam um cinturão de pequenas contas negras. Todos, porém, tinham o corpo pintado, de alto a baixo, com pintas e riscos pretos ondulados. Alguns tinham também o rosto pintado. O cabelo escorrido era repartido ao meio e em alguns chegava quase ao ombro. Raspavam as sobrancelhas, barba e todos os pelos no corpo.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=0KwNfcoegKg" />
         <pubDate>2024-04-17 12:56:27 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Munduruku</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Esse povo indígena é pertencente à família lingüística Munduruku, do tronco Tupi. Sua autodenominação é Wuy jugu e, segundo os saberes difundidos oralmente entre alguns anciãos, a designação Munduruku, como são conhecidos desde fins do século XVIII, era o modo como estes eram denominados pelos <a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Parintintin">Parintintins</a>, povo rival que estava localizado na região entre a margem direita do rio Tapajós e o rio Madeira. Esta denominação teria como significado “formigas vermelhas”, em alusão aos guerreiros Munduruku que atacavam em massa os territórios rivais.<br><br>Os Munduruku estão situados em regiões e territórios diferentes nos estados do Pará (sudoeste, calha e afluentes do rio Tapajós, nos municípios de Santarém, Itaituba, Jacareacanga), Amazonas (leste, rio Canumã, município de Nova Olinda; e próximo a Transamazônica, município de Borba), Mato Grosso (Norte, região do rio dos Peixes, município e Juara). Habitam geralmente regiões de florestas, às margens de rios navegáveis, sendo que as aldeias tradicionais da região de origem ficam nos chamados “campos do Tapajós” , classificados entre as ocorrências de savana no interior da floresta amazônica.<br><br>A população munduruku concentra-se majoritariamente na Terra Indígena de mesmo nome, com a maioria das aldeias localizadas no rio Cururu, afluente do Tapajós. Dados mais recentes sobre sua distribuição populacional e a situação das terras podem ser encontrados ao lado em "Terras habitadas".<br><br>As primeiras notícias sobre o contato das frentes colonizadoras com os Munduruku datam da segunda metade do século XVIII, sendo a primeira referência escrita feita pelo vigário José Monteiro de Noronha, em 1768, que os denominou “Maturucu”, quando foram avistados às margens do rio Maués, tributário do rio Madeira, antiga Capitania do Rio Negro – atual Estado do Amazonas –, onde atualmente existem comunidades desta etnia cuja história de contato e relações com a sociedade nacional apresenta aspectos distintos das comunidades Munduruku situadas na região do alto Tapajós. Hoje, a maioria da população Munduruku da bacia do Madeira habita a Terra Indígena Coatá-Laranjal, que teve os trabalhos de demarcação física concluídos também em 2001. Há registro também de comunidades fora dos territórios demarcados, ao longo da rodovia Transamazônica, próximas ao município de Humaitá, no Amazonas.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/PQdZ_3_r8nA?si=DTEzVcA-8S7wbOma" />
         <pubDate>2024-04-17 13:00:37 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Araweté </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/danyrreislima/l16llhge3db0plva/wish/2958558889</link>
         <description><![CDATA[<div>Os Araweté são um povo tupi-guarani de caçadores e agricultores da floresta de terra firme. "Estamos no meio", dizem os Araweté da humanidade. Habitamos a terra, este patamar intermediário entre os dois céus e o mundo subterrâneo, povoados pelos deuses que se exilaram no começo dos tempos. Os Araweté dizem viver agora "na beira da terra": sua tradição fala de sucessivos deslocamentos a partir de algum lugar a leste (o centro da terra), sempre em fuga diante de inimigos mais poderosos. Toda sua longa história de guerras, mortes e fugas, e a catástrofe demográfica do "contato", se não se apagam da memória araweté, nunca chegaram a diminuir seu ímpeto vital e alegria. &nbsp;<br><br>A língua araweté pertence à grande família Tupi-Guarani. É possível que os Araweté, como vários outros grupos tupi da região, sejam os descendentes da tribo dos Pacajás, objeto de intensa atividade missionária por parte dos jesuítas durante o século XVII. As crônicas missionárias registram que parte desse numeroso povo resistiu à catequese, retornando à floresta. Mas a língua araweté, se comparada às línguas faladas por seus vizinhos tupi-guarani mais próximos (os Asuriní do Koatinemo, os Parakanã, os Asuriní do Trocará, os Suruí, os Tapirapé), todas elas bastante semelhantes entre si, mostra-se bastante diferenciada. Isto sugere que a separação dos Araweté foi mais antiga, ou mesmo que eles podem ter vindo de outra região do Brasil.<br><br>Os Araweté, em 2021, vivem em 23 aldeias na região do igarapé Ipixuna, afluente da margem direita do Médio Xingu. O Ipixuna é um rio de águas negras, encachoeirado, que corre em um leito rochoso na direção Sudeste/Noroeste. A vegetação dominante na bacia do Ipixuna é a floresta aberta com palmeiras, onde as árvores raramente ultrapassam 25 metros. Nos arredores da aldeia há extensas áreas de "mata de cipó", onde lianas e plantas espinhosas tornam a caminhada difícil. O terreno é pontilhado de irrupções graníticas que em seu topo se cobrem de cactos e bromélias. A caça é abundante, dada a grande quantidade de árvores frutíferas, que atraem os animais O regime de chuvas é bem marcado, com uma estação seca que se estende de abril a novembro, e uma chuvosa nos meses restantes. Entre agosto e novembro o rio se torna impraticável, expondo extensos lajeiros e formando poços de água estagnada propícios à pesca.</div>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-17 13:00:54 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Xavante </title>
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         <description><![CDATA[<div>Os Xavante tornaram-se famosos no Brasil em fins da década de 1940, com a massiva campanha que o Estado Novo empreendeu para divulgar sua “Marcha para o Oeste”. A campanha promoveu a equipe do SPI (Serviço de Proteção aos Índios) por seu trabalho de “pacificação dos Xavante.” No entanto, o grupo local que foi “pacificado” pelo SPI em 1946 constituía apenas um dentre os diversos grupos xavante que habitavam o leste do Mato Grosso, região que o Estado brasileiro então procurava franquear à colonização e à expansão capitalista. Na versão Xavante, é importante notar, foram os “brancos” os “pacificados”. De meados da década de 1940 a meados da de 60, grupos xavante específicos estabeleceram relações pacíficas diversificadas com representantes da sociedade envolvente – representantes diferenciados entre si, incluindo equipes do SPI, missionários católicos e protestantes.<br><br>Os Xavante - autodenominados A´uwe (“gente”) - formam com os Xerente (autodenominados Akwe) do Estado do Tocantins, um conjunto etnolinguístico conhecido na literatura antropológica como Acuen, pertencente à família lingüística Jê, do tronco Macro-Jê. No período colonial e imperial, grupos Acuen também foram identificados pelos etnônimos “xacriabá” e “acroá”. Essas designações foram produzidas por não-índios visando identificar e distinguir os diversos sub-grupos Acuen que controlavam um amplo território no centro-oeste brasileiro. Além disso, na literatura de viajantes, bandeirantes e missionários os Acuen, como grupos do chamado Brasil Central, ficaram conhecidos como Tapuias, em oposição aos grupos do tronco Tupi, denominados Tamoios e localizados no litoral brasileiro.<br><br>Os Xavante somavam, em 2020, cerca de 22.256 pessoas abrigadas em diversas Terras Indígenas que constituem parte do seu antigo território de ocupação tradicional há pelo menos 180 anos, na região compreendida pela Serra do Roncador e pelos vales dos rios das Mortes, Kuluene, Couto de Magalhães, Batovi e Garças, no leste matogrossense. Afora as Terras Indígenas Chão Preto e Ubawawe que são contíguas a TI Parabubure, as demais terras xavante - Marechal Rondom, Maraiwatsede, São Marcos, Pimentel Barbosa, Areões e Sangradouro/Volta Grande - são geograficamente descontínuas. Localizadas em meio a um conjunto de bacias hidrográficas responsáveis pela rica biodiversidade regional e, portanto, base do modo de vida tradicional indígena, essa região vem sofrendo impactos ambientais (dificilmente reversíveis) desde a década de 1960 devido à sua incorporação pela agropecuária extensiva, processo intensificado a partir da década de 1980 pela crescente implementação da produção de grãos para exportação, em especial, a soja.</div>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-17 13:01:22 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Guajajara </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Os Guajajara são um dos povos indígenas mais numerosos do Brasil(13.100 em 2000 em espaços indígenas, segundo os dados do Funaí). Todas as terras indígenas habitadas pelos guajajara estão situadas no centro de Maranhão, nas regiões dos rios Pindaré, Grajaú, Mearim, Zutia. São cobertas pelas florestas altas da Amazônia e por matas de cerradão, mais baixas, sendo estas matas de transição entre florestas amazônicas e cerrados.</p><p>Além de Guajajara este grupo tem uma outra autodenominação mais abrangente, Tenetehára, que incluí também os També. Guajajara significa "donos do cocar" e Tenetehára significa "somos os seres humanos verdadeiros". A língua guajajara pertence à família Tupi-Guarani, sendo as línguas mais próximas o Asunuri, o Avá, o Parakanã, o Suruí, o Tapirapé e o També, que lhe é muito semelhante.</p><p>Sua história de mais de 380 anos de contato foi marcada por aproximação com os brancos como por recusas totais, submissões, revoltas e grandes tragédias. A revolta de 1901 contra os missionários capuchinos teve como respostas a última "guerra contra os índios" na história do Brasil.</p><p><br/></p><p>Os guajajara têm uma história longa e muito singular de contato com os brancos. O primeiro contato pode ter acontecido em 1615, nas margens do rio Pindaré, com uma expedição exploradora francesa. Até os meados do século XVII, os Tenetehára foram assolados pelas expedições escravagistas dos portugueses no médio Pindaré. Esta situação mudou com a instalação das missões jesuítas (1653-1755), que ofereceram certa proteção contra a escravidão, mas implicaram um sistema de dependência e servidão.</p><p>Depois da expulsão dos jesuítas da Colônia pela Coroa, os Tenetehára conseguiram recuperar parte de sua antiga independência, reduzindo os contatos com os colonizadores. A partir de meados do século XIX, foram progressivamente integrados em sistemas regionais de patronagem, com todas as formas conhecidas de exploração extrema (como coletores ou remeiros, por exemplo). A política indigenista da época não articulava qualquer proteção contra estes abusos. Os guajajara, de vez em quando, reagiam violentamente, mas em geral permaneciam submissos.</p><p>A maior revolta, no entanto, foi causada por um empreendimento de missão e colonização dos capuchinhos, a partir de 1897, em Alto Alegre, na região atual de Cana-Brava. Em 1901, o cacique Cauiré Imana conseguiu unir um grande número de aldeias para destruir a missão e expulsar todos os brancos da região entre as cidades de Barra do Corda e Grajaú. Poucos meses depois, os índios foram derrotados pela milícia (composta de contingentes do Exército, da Polícia Militar, de indivíduos da população regional e de guerreiros Canelas) e perseguidos por vários anos, o que fez muito mais vítimas entre os guajajara do que entre os brancos. A revolta de Alto Alegre representa um dos incidentes mais importantes na história deste povo.</p><p>Novos conflitos sangrentos surgiram a partir dos anos 1960 e 70, com a expansão descontrolada de latifúndios no centro do Maranhão, empurrando muitos posseiros para dentro das Terras Indígenas. O maior palco destes conflitos foi de novo Cana-Brava, com o povoado ilegal de São Pedro dos Cacetes, que existiu de 1952 a 1995 e contra o qual os guajajara tiveram que resistir quatro décadas, com apoio apenas esporádico do Governo Federal. Outras ameaças surgiram a partir dos anos 1980, com o Programa Grande Carajás e com a cobiça de pequenas madeireiras regionais.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-17 13:02:15 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Pataxó Hã-Hã-Hãe</title>
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         <description><![CDATA[<p>Habitam a Reserva Indígena Caramuru-Paraguassu, no sul da Bahia, nos municípios de Itajú do Colônia, Camacã e Pau-Brasil. Vivem também na Terra Indígena Fazenda Baiana, no município de Camamu, no baixo-sul da Bahia.</p><p>A população da RI Caramuru-Paraguaçu compreendia, em 2005, 2.147 indivíduos, sendo 1.139 homens e 1.008 mulheres. Já os habitantes da Fazenda Baiana somavam 72 pessoas (33 homens e 39 mulheres). Os dois conjuntos populacionais totalizavam 2.219 pessoas.</p><p>A RI Caramuru-Paraguaçu compõe uma faixa que se estende do rio Cachoeira ou Colônia, ao norte, até o Pardo, ao sul. À margem direita do rio Colônia foi, em 1927, instalado o Posto Caramuru, ao norte da reserva, em área formada por extensos pastos artificiais. O único rio que corta a reserva é um riacho de água salobra, sugestivamente denominado Salgado. A água para consumo humano provém da estocagem da água de chuva ou, esporadicamente, abastecimento por caminhão pipa ou tambores mediante pagamento de frete.</p><p><br></p><p>As línguas das várias etnias compreendidas sob o etnônimo Pataxó Hãhãhãe não estão mais operativas, salvo por vocábulos lexicais. Até 1911, as línguas pataxó e kamakã estavam, seguramente, em plena vigência, o que significa que o violento contato a que os índios foram compelidos, através do SPI (Serviço de Proteção aos Índios), causou-lhes terrível impacto, atingindo também as línguas nativas. No caso da língua pataxó, ela persistiu, no mínimo, até 1938, quando Curt Nimuendaju encontrou falantes estabelecidos na Reserva Caramuru-Paraguaçu. M. de Wied-Neuwied, F. Martius, B. Douveille, C. Nimuendaju e Maria Aracy Lopes da Silva e Greg Urban coligiram vocabulários entre os Pataxó setentrionais ou Hãhãhãe, em distintos períodos, mas apenas Wied-Neuwied recolheu-o entre os chamados Pataxó meridionais. Nimuendaju observou, a esse respeito, que não obstante o seu vocabulário divergisse muito daquele que o príncipe tomou de um grupo Pataxó na Vila do Prado, em 1816, ele acreditava tratar-se de vocabulários de uma mesma nação.</p><p>Um vago parentesco da língua Pataxó com a família lingüística <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Maxakali#L.C3.ADngua">Maxakali</a> já havia sido suscitado desde C. Loukotka. Martius reuniu as línguas Macuni, Copoxô, Cumanaxô, Panhame e Monoxô, Pataxô e Malali, e mais algumas outras, no grupo lingüístico dos “Goytacás”, admitindo algum parentesco com o grupo Jê.</p><p><br></p><p>A composição genealógica dos diversos sub-grupos indígenas, etnicamente definidos, que compõem o conjunto englobado pelo etnônimo “<em>Pataxó Hãhãhãe</em>”, são uma via de acesso à compreensão das redes de parentesco que permitem articular, na Reserva, os vários subgrupos etnicamente definidos e que logram construir uma englobante totalidade social e étnica, hoje recoberta pelo etnônimo Pataxó-Hãhãhãe – que se situa no nível mais elevado desse sistema hierarquizado e composto por subsistemas igualmente definidos em termos étnicos.</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-17 13:42:07 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Xingu</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Estão ainda articulados em uma rede de trocas especializadas, casamentos e rituais inter-aldeões. Entretanto, cada um desses grupos faz questão de cultivar sua identidade étnica e, se o intercâmbio cerimonial e econômico celebra a sociedade alto-xinguana, promove também a celebração de suas diferenças.<br><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://acervo.socioambiental.org/acervo/publicacoes-isa/almanaque-socioambiental-parque-indigena-do-xingu-50-anos"><br></a>Apesar do intenso intercâmbio entre diferentes povos do Parque, cada qual mantém a sua língua. Nele estão representadas as seguintes <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://pib.socioambiental.org/pt/c/no-brasil-atual/linguas/troncos-e-familias">famílias linguísticas</a>:<br><ul><li><strong>Família Tupi-Guarani (do tronco Tupi):</strong> <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Kamaiur%C3%A1">Kamayurá</a> e <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Kaiabi">Kaiabi</a><br></li><li><strong>Família Juruna (do tronco Tupi): </strong><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://pib.socioambiental.org/pt/povo/yudja">Yudja</a><br></li><li><strong>Família Aweti (do tronco Tupi e com uma única língua):</strong> <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Aweti">Aweti</a><br></li><li><strong>Família Aruak:</strong> <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Mehinako">Mehinako</a>, <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Wauj%C3%A1">Wauja</a> e <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Yawalapiti">Yawalapiti</a><br></li><li><strong>Família Karib:</strong> <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Ikpeng">Ikpeng</a>, <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Kalapalo">Kalapalo</a>, <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Kuikuro">Kuikuro</a>, <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Matipu">Matipu</a>, <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://pib.socioambiental.org/pt/povo/nahukua">Nahukwá</a> e <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://pib.socioambiental.org/pt/povo/naruvoto">Naruvotu</a><br></li><li><strong>Família Jê (do tronco Macro-Jê): </strong><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Kis%C3%AAdj%C3%AA">Kĩsêdjê</a> e <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Tapayuna">Tapayuna</a><br></li><li><strong>Língua não classificada em qualquer família:</strong> <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Trumai">Trumai</a><br></li></ul>População <br>A viabilidade de se ter a população do Parque para todas as etnias em um mesmo ano é recente, graças ao trabalho desenvolvido pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) na área de saúde, em convênio com a Funasa (Fundação Nacional da Saúde). No passado, os censos ou estimativas ficaram ao sabor do itinerário dos pesquisadores. Tendo em vista essas limitações, para se ter uma idéia da evolução demográfica do Alto Xingu foi elaborado o quadro abaixo, dividido em três colunas (sendo as duas primeiras referenciadas em pesquisa de Pedro Agostinho, 1972).<br><br><br>Um dos motivos centrais da cosmologia no Alto-Xingu é a diferença entre os modelos originais dos seres, presentes nos mitos, e suas atualizações posteriores. Por exemplo, costuma-se dizer que o pequizeiro original dava frutos muito maiores, com polpa abundante e caroços pequenos; que as primeiras flautas eram espíritos aquáticos, mas seu descobridor as escondeu, fabricando réplicas de madeira, que jamais puderam reproduzir a voz potente do original. Os primeiros seres humanos foram entalhados em madeira pelo demiurgo, que também tentou ressuscitá-los; como fracassou, a morte definitiva passou a ser comemorada na <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://pib.socioambiental.org/pt/povo/xingu/1548">cerimônia do ''Kwarup''</a>, onde troncos dessa mesma madeira servem de símbolo do morto. Os gêmeos Sol e Lua, além de modeladores dos índios alto-xinguanos, são também seus modelos, já que a maioria de suas aventuras míticas consiste na realização inaugural de práticas mais tarde adotadas pelos humanos: luta, escarificação, xamanismo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-17 13:47:51 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Baniwa</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Os Baniwa vivem na fronteira do Brasil com a Colômbia e Venezuela, em aldeias localizadas às margens do Rio Içana e seus afluentes Cuiari, Aiairi e Cubate, além de comunidades no Alto Rio Negro/Guainía e nos centros urbanos de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel e Barcelos (AM). Já os Kuripako, que falam um dialeto da língua baniwa, vivem na Colômbia e no Alto Içana (Brasil).<br>Ambas etnias aparentadas são exímias na confecção de cestaria de arumã, cuja arte milenar lhes foi ensinada pelos heróis criadores e que hoje vem sendo comercializada com o mercado brasileiro. Recentemente, têm ainda se destacado pela participação ativa no movimento indígena da região. Esta corresponde a um complexo cultural de 22 etnias indígenas diferentes, mas articuladas em uma rede de trocas e em grande medida identificadas no que diz respeito à organização social, cultura material e visão de mundo.<br><br><br>Desde os tempos coloniais, o nome Baniwa é usado para todos os povos que falam línguas da família Aruak ao longo do Rio Içana e seus afluentes. Deve-se enfatizar, porém, que não se trata de uma auto-designação. É um nome genérico usado por esses índios quando se fazem representar em contextos multiétnicos ou diante do mundo não-indígena. Walimanai significa "os outros novos que vão nascer" e é uma auto-designação usada em contraste com os antepassados, Waferinaipe, os heróis culturais e divindades que criaram e prepararam o mundo para os vivos, os seus descendentes, os Walimanai de hoje. Essas comunidades indígenas mais freqüentemente usam como auto-designações os nomes das suas fratrias como Hohodene, Walipere-dakenai ou Dzauinai.<br><br><br>A vida religiosa baseia-se tradicionalmente nos grandes ciclos mitológicos e rituais relacionados aos primeiros ancestrais e simbolizados pelas flautas e trombetas sagradas, na importância central do xamanismo (pajés e rezadores, ou donos-de-canto) e em uma rica variedade de rituais de dança, chamados pudali, associados aos ciclos sazonais e ao amadurecimento de frutas.<br>Os rituais de iniciação tradicionalmente são celebrados na época das primeiras chuvas e amadurecimento de certas frutas, quando se tem uma turma de meninos de dez a treze anos, prontos para receber os ensinamentos sobre a natureza do mundo. É absolutamente proibido para as mulheres e os não-iniciados verem as flautas e trombetas sagradas, sob pena de morte.</div>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-17 13:52:02 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Waujá</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>São habitantes do Parque Indígena do Xingu, os Wauja são notórios pela singularidade de sua cerâmica, o grafismo de seus cestos, sua arte plumária e máscaras rituais. Além da riqueza de sua cultura material, esse povo possui uma complexa e fascinante mito-cosmologia, na qual os vínculos entre os animais, as coisas, os humanos e os seres extra-humanos permeiam sua concepção de mundo e são cruciais nas práticas de xamanismo. Falantes de uma língua maipure da família arawak, os Wauja constituem, ao lado dos Mehinako, Yawalapiti, Pareci e Enawene Nawe, o grupo dos mairupe centrais (Payne 2001 apud Franchetto 2001: 116). Os Waujá habitam as proximidades da lagoa Piyulaga, que pode ser traduzida por "lugar" ou "acampamento de pesca", e que também dá o nome à aldeia. A lagoa está ligada por um canal à margem direita do baixo rio Batovi, na região ocidental da bacia dos formadores do rio Xingu, estado do Mato Grosso. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-17 13:53:23 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Kubeo</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Os índios que vivem às margens do Rio Uaupés e seus afluentes – Tiquié, Papuri, Querari e outros menores – integram atualmente 17 etnias, muitas das quais vivem também na Colômbia, na mesma bacia fluvial e na bacia do Rio Apapóris (tributário do Japurá), cujo principal afluente é o Rio Pira-Paraná. Esses grupos indígenas falam línguas da família Tukano Oriental (apenas os Tariana têm origem Aruak) e participam de uma ampla rede de trocas, que incluem casamentos, rituais e comércio, compondo um conjunto sócio-cultural definido, comumente chamado de “sistema social do Uaupés/Pira-Paraná”. Este, por sua vez, faz parte de uma área cultural mais ampla, abarcando populações de língua Aruak e Maku.<br><br><br>As etnias que estão na região do Rio Uaupés são, além dos Arapaso, Bará, Barasana, Desana, Karapanã, Kubeo, Makuna, Mirity-tapuya, Pira-tapuya, Siriano, Tariana, Tukano, Tuyuca, Kotiria, Tatuyo, Taiwano, Yuruti (as três últimas habitam só na Colômbia). Estão no noroeste da Amazônia, às margens do Rio Uaupés e seus afluentes<br><br><br>O total populacional é de 11.130 no Brasil (em 2001) e 18.705 na Colômbia (em 2000).<br><br><br>Agora que já sabemos um pouco sobre o povo Kubeo, iremos adentrar na linguagem deste povo:<br><br><br>A família lingüística Tukano Oriental engloba pelo menos 16 línguas, dentre as quais o Tukano propriamente dito é a que possui maior número de falantes. Ela é usada não só pelos Tukano, mas também pelos outros grupos do Uaupés brasileiro e em seus afluentes Tiquié e Papuri. Desse modo, o Tukano passou a ser empregado como língua franca, permitindo a comunicação entre povos com línguas paternas bem diferenciadas e, em muitos casos, não compreensíveis entre si.<br><br><br>Em alguns contextos, o Tukano passou a ser mais usado do que as próprias línguas locais. A língua tukano também é dominada pelos Maku, já que precisam dela em suas relações com os índios Tukano. Já as línguas classificadas como tukano ocidentais são faladas por povos que habitam a região fronteiriça entre Colômbia e Equador, como os Siona e os Secoya.<br><br><br>Considerando o significativo número de pessoas da bacia do Uaupés que estão residindo no Rio Negro e nas cidades de São Gabriel e Santa Isabel, estima-se que cerca de 20 mil pessoas falem o Tukano. As outras línguas desta família são faladas por populações menores, predominando em regiões mais limitadas. É o caso dos Kotiria e Kubeo no Alto Uaupés, acima de Iauareté; do Pira-tapuya no Médio Papuri; do Tuyuka e Bará no Alto Tiquié; e do Desana em comunidades localizadas no Tiquié, Papuri e afluentes.<br><br><br>Iremos ver abaixo tbm as etnias e demografia deste povo:<br><br><br><br><br>Kubeo: Autodenominam-se Kubéwa ou Pamíwa. Possuem uma língua bem particular da família Tukano Oriental, sendo por isso algumas vezes classificada como Tukano Central. Em sua grande maioria, se encontram residindo em território colombiano, na região do Alto Uaupés, incluindo seus afluentes Querari, Cuduiari e Pirabatón. No Brasil, ocupam três povoados no Alto Uaupés e estão em pequeno número no Alto Aiari. Estão divididos em aproximadamente 30 sibs nomeados. Estes sibs, por sua vez, estão agrupados em três fratrias não nomeadas que funcionam como unidades para trocas matrimoniais; em outras palavras, ao contrário da maioria das outras etnias do Uaupés, os Kubeo costumam casar-se entre si, pessoas que falam a mesma língua. São especializados na fabricação das máscaras de tururi.<br><br><br>Aluno:Rai Evangelista Leite 2ºA<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-17 13:54:13 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Arikapú</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Os Arikapú, habitantes tradicionais do sul de Rondônia, vivem hoje nas Terras Indígenas Rio Branco&nbsp;e Rio Guaporé. Os primeiros contatos entre esse povo e os não-indígenas ocorreram por volta do início do século 20. Seus relatos orais contam que as cabeceiras do Rio Branco eram habitadas há muito tempo por eles. Além dos <a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Djeoromitx%C3%AD">Djeoromitxí</a>, seus vizinhos tradicionais eram os <a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Makurap">Makurap</a>, os Wayurú e os <a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Aru%C3%A1">Aruá</a>, de língua Tupi.<br>Até muito pouco tempo, a língua dos Arikapú permanecia praticamente desconhecida. Apesar disso, com base nas listas de palavras existentes, foi considerada desde a década dos 30, junto com a língua Djeoromitxí, como pertencente à família lingüística Jabuti.<br>O ambiente tradicional dos Arikapú é a floresta tropical úmida. Segundo seus próprios relatos, sempre viveram nas cabeceiras do rio Branco.<br><br><br>Segundo Franz Caspar (1975), os Arikapú habitavam até 1955 a margem esquerda e os afluentes esquerdos do rio Branco, acima de onde fica hoje a cidade de Alta Floresta d’Oeste. Viviam acima dos Djeoromitxí. Seus vizinhos tradicionais eram também os Makurap e Wayurú de língua Tupi (família Tupari), que moravam rio abaixo, na margem esquerda do rio Branco. Na margem direita, viviam os Tupari, que eram seus inimigos. Mais abaixo ainda, estavam os Aruá de língua Tupi (família Mondé).</div>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-17 13:58:56 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Arara</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/danyrreislima/l16llhge3db0plva/wish/2958645718</link>
         <description><![CDATA[<div>Os Arara ficaram famosos por sua belicosidade e pelos troféus que capturavam dos corpos dos inimigos - cabeças para flautas, colares de dentes e escalpos de face. Mas há muito tempo também que sua facilidade de interação com o mundo exterior, e mesmo para a incorporação de estranhos ao mundo nativo chama atenção para outros aspectos de seu modo de vida. A superposição virtual entre a paixão guerreira e a disposição constante para o estabelecimento de relações solidárias e generosas parece ter sido uma marca de um mundo Arara que hoje cede o passo às relações de contato com o mundo dos brancos.<br><br><br>Originado num cataclismo celeste causado por uma enorme briga entre parentes, o mundo terreno foi o palco de um acordo político entre aqueles que, por serem causadores da tragédia inaugural, foram condenados a viver no chão. A divisão em pequenos subgrupos, independentes e autônomos, mas integrados numa rede de prestação intercomunitária, sobretudo para as temporadas de caça e festas, teria sido estabelecida como uma espécie de pacto a garantir a não repetição dos conflitos que deram origem à vida terrena. Também o etnônimo de que se servem tem relação com o mito de origem: <em>Ukarãngmã </em>- quase que literalmente "povo das araras vermelhas"- é como se denominam, numa referência à participação que aqueles pássaros teriam tido logo após a tragédia que deu origem ao mundo terreno. No mito, foram as araras vermelhas que tentaram levar de volta aos céus muitos dos que de lá caíram.<br><br><br>Falantes de uma língua da família Karib, os Arara pertencem à mesma sub-família dialetal - também chamada de Arara - que incluía os Apiacá do Tocantins (extintos), os Yaruma (extintos) e os <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Ikpeng">Ikpeng</a>, hoje no <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3908">Parque Indígena do Xingu</a>, povos que viviam dispersos por um amplo território que abarcava todo o vale do alto e médio Xingu e o rio Iriri. Em termos geográficos, os povos indígenas desta sub-família Arara ocupam uma posição geográfica intermediária em relação às maiores concentrações demográficas de falantes de línguas da família Karib: o maciço das Güianas e os formadores do alto rio Xingu.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-17 13:59:17 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Bará</title>
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         <description><![CDATA[<p>Os índios que vivem às margens do Rio Uaupés e seus afluentes – Tiquié, Papuri, Querari e outros menores – integram atualmente 17 etnias, muitas das quais vivem também na Colômbia, na mesma bacia fluvial e na bacia do Rio Apapóris (tributário do Japurá), cujo principal afluente é o Rio Pira-Paraná. Esses grupos indígenas falam línguas da família Tukano Oriental (apenas os&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Tariana">Tariana</a>&nbsp;têm origem Aruak) e participam de uma ampla rede de trocas, que incluem casamentos, rituais e comércio, compondo um conjunto sócio-cultural definido, comumente chamado de “sistema social do Uaupés/Pira-Paraná”. Este, por sua vez, faz parte de uma área cultural mais ampla, abarcando populações de língua Aruak e&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Maku#L.C3.ADngua">Maku</a>.</p><p>As etnias que estão na região do Rio Uaupés são, além dos&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Arapaso"><strong>Arapaso</strong></a><strong>,&nbsp;Bará,&nbsp;</strong><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Barasana"><strong>Barasana</strong></a><strong>,&nbsp;</strong><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Desana"><strong>Desana</strong></a><strong>,&nbsp;</strong><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Karapan%C3%A3"><strong>Karapanã</strong></a><strong>,&nbsp;</strong><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Kubeo"><strong>Kubeo</strong></a><strong>,&nbsp;</strong><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Makuna"><strong>Makuna</strong></a><strong>,&nbsp;</strong><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Mirity-tapuya"><strong>Mirity-tapuya</strong></a><strong>,&nbsp;</strong><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Pira-tapuya"><strong>Pira-tapuya</strong></a><strong>,&nbsp;</strong><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Siriano"><strong>Siriano</strong></a><strong>, Tariana, Tukano, Tuyuca,&nbsp;</strong><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Kotiria"><strong>Kotiria</strong></a><strong>, Tatuyo, Taiwano, Yurut</strong>i (as três últimas habitam só na Colômbia). Estão no noroeste da Amazônia, às margens do Rio Uaupés e seus afluentes</p><p>O total populacional é de 11.130 no Brasil (em 2001) e 18.705 na Colômbia (em 2000).</p><p>Para saber mais informações sobre o Noroeste Amazônico&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Etnias_do_Rio_Negro">acesse o verbete especial sobre a região     </a></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p>A família lingüística Tukano Oriental engloba pelo menos 16 línguas, dentre as quais o Tukano propriamente dito é a que possui maior número de falantes. Ela é usada não só pelos Tukano, mas também pelos outros grupos do Uaupés brasileiro e em seus afluentes Tiquié e Papuri. Desse modo, o Tukano passou a ser empregado como língua franca, permitindo a comunicação entre povos com línguas paternas bem diferenciadas e, em muitos casos, não compreensíveis entre si.</p><p>Em alguns contextos, o Tukano passou a ser mais usado do que as próprias línguas locais. A língua tukano também é dominada pelos Maku, já que precisam dela em suas relações com os índios Tukano. Já as línguas classificadas como tukano ocidentais são faladas por povos que habitam a região fronteiriça entre Colômbia e Equador, como os Siona e os Secoya.</p><p>Considerando o significativo número de pessoas da bacia do Uaupés que estão residindo no Rio Negro e nas cidades de São Gabriel e Santa Isabel, estima-se que cerca de 20 mil pessoas falem o Tukano. As outras línguas desta família são faladas por populações menores, predominando em regiões mais limitadas. É o caso dos Kotiria e Kubeo no Alto Uaupés, acima de Iauareté; do Pira-tapuya no Médio Papuri; do Tuyuka e Bará no Alto Tiquié; e do Desana em comunidades localizadas no Tiquié, Papuri e afluentes.</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p>O Rio Uaupés tem cerca de 1.375 Km de extensão. De sua foz do Rio Negro até a desembocadura do Rio Papuri, o Uaupés está situado em território brasileiro e percorre cerca de 342 Km. Entre este ponto e a foz do Querari, serve de fronteira entre o Brasil e a Colômbia por mais de 188 Km. A partir daí até as suas cabeceiras se situa em território colombiano e percorre 845 Km. Navegando no Uaupés, H. Rice (1910) contou 30 cachoeiras maiores e 60 menores.</p><p>Depois do Rio Branco, o Rio Uaupés é o maior tributário do Rio Negro. Atualmente, o nome Uaupés é o mais usado (no Brasil, já que na Colômbia fala-se mais Vaupés), mas também é conhecido como Caiari. Em seu curso, o Uaupés recebe as águas de outros grandes rios, como o Tiquié, o Papuri, o Querari e o Cuduiari.</p><p>Os principais núcleos de povoamento do Rio Uaupés são a cidade de Mitu, capital do departamento colombiano do Vaupés, e Iaraueté, que é sede de um distrito do município de São Gabriel. Iaraueté, além de ser um centro de ocupação tradicional dos Tariana, abriga também uma grande missão dos salesianos e um pelotão de fronteira do exército. Existem ainda outras duas missões salesianas na bacia do Uaupés, uma em Taracuá (na confluência desse rio com o Tiquié) e outra no Alto Tiquié, chamada Pari-Cachoeira. Também há um destacamento do Exército na confluência do Querari com o Uaupés e outro em Pari-Cachoeira.</p><p><br></p><p>Como princípio básico, a cosmologia tukano combina perspectiva móvel, replicação da organização social em diferentes escalas da existência - corpo, communidade, casa e cosmos, e organização análoga entre níveis diferentes da experiência. O universo é feito de três camadas básicas: céu, terra e "mundo inferior". Cada camada é um mundo em si, com seus seres específicos e podendo ser entendidos tanto em termos abstratos como concretos. Em contextos diferentes, o "céu" pode ser o mundo do sol, da lua e das estrelas, ou o mundo dos pássaros que voam alto, ou os topos achatados dos tepuis (topos achatados das montanhas) dos quais descem as águas ou o mundo dos topos das árvores da floresta, ou mesmo uma cabeça enfeitada com um cocar de penas vermelhas e amarelas de arara, que são as cores do sol. Do mesmo modo, o "mundo inferior" pode ser o Rio dos Mortos debaixo da terra, o barro amarelo debaixo da camada do solo onde enterram-se os mortos, ou o mundo aquático dos rios subterrâneo</p><p><br></p><p>O ciclo anual é pontuado por uma série de festas coletivas, cada uma com seus cantos, danças e instrumentos musicais apropriados, que marcam eventos importantes do mundo humano e natural - nascimentos, iniciações, casamentos e mortes, a derrubada e o plantio de roças e a construção de casas, as migrações dos peixes e pássaros, e a disponibilidade de frutas silvestres e outros alimentos colhidos. Essas assembléias rituais são denominadas "casas", termo que significa ao mesmo tempo um evento ritual, um grupo de pessoas e um mundo simbólico.</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-17 14:00:54 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Sateré-Mawé </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>São chamados regionalmente "Mawés. Ao longo de sua história, já receberam vários nomes, dados por cronistas, desbravadores dos sertões, missionários e naturalistas: Mavoz, Malrié, Mangnés, Mangnês, Jaquezes, Magnazes, Mahués, Magnés, Mauris, Mawés, Maragná, Mahué, Magneses, Orapium.<br><br><br>Autodenominam-se Sateré-Mawé. O primeiro nome - Sateré - quer dizer "lagarta de fogo, referência ao clã mais importante dentre os que compõem esta sociedade, aquele que indica tradicionalmente a linha sucessória dos chefes políticos. O segundo nome - Mawé - quer dizer "papagaio inteligente e curioso e não é designação clânica.<br>A língua Sateré-Mawé integra o tronco lingüístico Tupi. Segundo o etnógrafo Curt Nimuendaju (1948), ela difere do Guarani-Tupinambá. Os pronomes concordam perfeitamente com a língua Curuaya-Munduruku, e a gramática, ao que tudo indica, é tupi. O vocabulário mawé contém elementos completamente estranhos ao Tupi, mas não se relaciona a nenhuma outra família lingüística. Desde o século XVIII, seu repertório incorporou numerosas palavras da língua geral.<br><br><br>Os homens atualmente são bilíngües, falando o Sateré-Mawé e o português, mas, apesar de mais de três séculos de contato com os brancos, nas aldeias mais afastadas ainda se encontra mulheres que só falam a língua materna.<br>Os Sateré-Mawé habitam a região do médio rio Amazonas, em duas terras indígenas, uma denominada TI Andirá-Marau, localizada na fronteira dos estados do Amazonas e do Pará, que vem a ser o território original deste povo, e um pequeno grupo na TI Coatá-Laranjal da etnia Munduruku.<br><br><br>Os Sateré-Mawé também são encontrados morando nas cidades de Barreirinha, Parintins, Maués, Nova Olinda do Norte e Manaus, todas situadas no estado do Amazonas.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/eNIiJi5Hbpw?si=bdi4KodCTR131WIC" />
         <pubDate>2024-04-17 14:02:58 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Cinta-larga</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/danyrreislima/l16llhge3db0plva/wish/2958704785</link>
         <description><![CDATA[<div>Com a denominação "Cinta Larga" ou "Cinturão Largo", confundiam-se, de início, diversos grupos que habitavam a região próxima à fronteira entre Rondônia e Mato Grosso, uma vez que todos usavam algum tipo de cinto e construíam malocas grandes e compridas.Esse grupo Tupi tem na caça sua atividade central, e as festas, onde ela é consumida após complexo ritual, equacionam simbolicamente caça e guerra, revelando, em muito, aspectos da sociedade Cinta Larga e garantindo o equilíbrio do grupo.Localizado no sudoeste da Amazônia brasileira, compreendendo parte dos estados de Rondônia e Mato Grosso, o território tradicional desse grupo se estende a partir das imediações da margem esquerda do rio Juruena, junto ao rio Vermelho, até a altura das cabeceiras do rio Juina MirimA Língua Cinta Larga pertence à família Tupi Mondé, tronco Tupi, assim como as de seus vizinhos Gavião, Suruí Paiter e Zoró.<br>Em 1969 a população Cinta Larga foi estimada em cerca de 2.000 pessoas. Em 1981 seu número não ultrapassava 500 indivíduos, numa estimativa otimista. A partir daí a população voltou a crescer, atingindo a casa dos 1.032 indivíduos em 2001 e, em 2003, estimava-se que este número fosse por volta de 1.300 indivíduos.A caça é atividade que mais interessa ao Cinta Larga: a ela se dedicam assiduamente e é um dos assuntos preferidos na conversa entre os homens. Para seus fins, despendem inúmeras tardes em suas “oficinas”, pequenos acampamentos a cerca de duzentos metros da maloca, no frescor da floresta, onde sós ou em conjunto confeccionam arcos e flechas.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=Pzbl3EO7wgA" />
         <pubDate>2024-04-17 14:39:29 UTC</pubDate>
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         <title> Povos Anambé </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Os Anambé perderam a maioria dos elementos culturais indígenas externos e seu modo de vida se assemelha ao dos sertanejos da região. Suas habitações são do tipo regional, com cobertura de palha ou de cavacos. Salvo pequenos cestos de carga, abanos, peneiras de trançado em espiral, fusos, pilões, ubás, arcos e flechas, todo o equipamento utilizado pelos Anambé é adquirido no comércio. Há umas quatro gerações fazem casamentos interétnicos com os regionais e os cônjuges não-índios e os filhos dessas uniões se integram à vida na aldeia. Nos anos 80, um antigo líder, talvez o único conhecedor das antigas tradições e dos cânticos indígenas tinha uma posição de prestígio, mas a liderança era exercida por um jovem com experiência na vida urbana, escolhido por ter maiores facilidades no trato com os regionais.  A língua Anambé é da família Tupi-Guarani. Nos anos 80, todos os Anambé com mais de 40 anos eram falantes da língua indígena e quase todos os que estavam na faixa de 20 a 30 anos a entendiam, mas usavam correntemente o português.</p><p> Nello Ruffaldi (Cimi-Norte II), 1983.</p><p>Em 1940 eram 60 indivíduos. Mas a população decrescia, por motivo da saída de mulheres que se casavam com regionais e sucessivas epidemias de sarampo. A partir de meados da década de 60, a população Anambé começou a se recuperar; além disso, ao contrário do que acontecia anteriormente, os casamentos interétnicos passaram a atrair o cônjuge não-índio para dentro da Terra Indígena.</p><p>Os levantamentos realizados em 1983 e 1984 pelo Cimi e pela Funai, respectivamente, são divergentes, talvez devido à grande mobilidade da população (por exemplo, entre abril e dezembro de 1982, 12 famílias Anambé, num total de 30 a 35 pessoas, foram transferidas para a <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://pib.socioambiental.org/caracterizacao.php?id_arp=3573">TI Alto Rio Guamá</a> e de lá retornaram para a região de origem). Segundo o CIMI, havia então 61 pessoas na <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://pib.socioambiental.org/caracterizacao.php?id_arp=3578">TI Anambé</a>, entre índios e não-índios e 11 indígenas dispersos nas vizinhanças e cidades da área.</p><p>Segundo a Funai, havia 20 Anambé na TI (e mais 12 não índios), nas vizinhanças moraram 4 Anambé casados com não-índios e mais 8 constituintes de suas famílias que deveriam ser os filhos desses casamentos interéticos, famílias essas que estavam se preparando para entrarem na TI; duas mulheres Anambé em Mocajuba, e um filho de mulher Anambé, um Anambé funcionário da Funai em Itaituba, e outros dispersos pelo rio Cairari e Moju. Nenhum dos dois levantamentos permite chegar a um total de índios Anambé. Dados da Funai de 1996 dão um total de 118 habitantes na TI Anambé, sem distinguir índios de não-índios.</p><p><br></p><p><br></p><p>Os índios Anambé viviam no passado a oeste do rio Tocantins, nas cabeceiras do rio Pacajá, que desemboca no rio Pará (braço do estuário do Amazonas que corre pelo sul de Marajó), perto de Portel. Segundo relato tomado de um líder Anambé pelo pesquisador Fereira Pena, em 1884, viviam desde muito tempo nas cabeceiras do Pacajá, obedecendo a um líder oriundo do ocidente, sábio e guerreiro.</p><p>Os brancos lhes vieram fazer guerra; depois, os jesuítas, que com eles mantinham a paz, começaram a separar as mulheres dos maridos e a levar muitos para Portel, os homens para trabalhar nas roças e remar, as mulheres para lavar roupa e cozinhar. Isso os desgostou muito, levou-os a desobedecer ao chefe e a separarem-se. Índios antropófagos lhes vieram fazer a guerra e eles retiraram-se para as cabeceiras do rio Cururuí, um afluente do Pacajá, formando a aldeia de Tauá, donde depois foram para o lugar onde o diretor de índios quis aldeá-los.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/axQYCn3joPU?si=kS0wN9mNHJOvKx-H" />
         <pubDate>2024-04-17 14:40:07 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Amanayé</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/danyrreislima/l16llhge3db0plva/wish/2958706782</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Amanagé</em> constitui a autodenominação atual dos índios que habitam o alto curso do Rio Capim, mais conhecidos como Amanayé. O nome significaria “associação de pessoas” e aparece nas fontes sob as variantes Manajo e Amanajo. Uma parte dos Amanayé teria assumido o nome <em>Ararandeuara</em>, em referência ao igarapé que habitam.<br><br><br>A língua Amanayé pertence à família Tupi-Guarani, classificada pelo lingüista Aryon Rodrigues (1984) junto com as línguas <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Anamb%C3%A9">Anambé</a> e <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Turiwara">Turiwara</a>, de grupos que habitam a mesma região. Hoje em dia os Amanayé não usam mais a língua materna devido ao intenso contato, desde a década de 1940, que ocasionou casamentos com moradores brancos e negros da região do rio Capim, sendo estes últimos oriundos de antigo quilombo do Badajós.<br>A despeito da língua não ser mais falada, ela é lembrada pelos mais velhos e por parte dos jovens através da articulação de alguns termos nativos mesclados ao português regional<br><br><br>Os Amanayé estão distribuídos na região do médio rio Capim, onde se localizam as Terras Indígenas Saraua e Barreirinha. A área tradicionalmente ocupada por estes índios situa-se no alto Capim, entre os igarapés Ararandeua e Surubiju, onde foi criada, em 1945, a “Reserva Amanayé”. No entanto, os Amanayé encontram-se fora dessa área.<br><br><br>Segundo Eneida Assis, as famílias amanayé são nucleares e “quem manda na casa é mulher, o homem dedica-se a assuntos externos” (2002:66). A disposição espacial das casas é formada por residências isoladas cercadas por suas respectivas roças, distribuídas em diferentes pontos da área. As casas são de pau-a-pique, com ou sem reboco. A disposição interna varia de acordo com a família, mas o centro da vida doméstica acontece na cozinha, ao redor do fogão de barro à lenha. É ali que se reúne o grupo doméstico, enquanto as visitas são recebidas na sala. Ao lado da moradia, em geral localiza-se a casa de farinha, que também pode ser um local de encontro entre os que estão trabalhando e visitantes.<br><br><br>A maioria das mulheres se casa entre os 15 e 18 anos, e nessa faixa têm seu primeiro filho. A amamentação se prolonga até um ano de idade, mas a partir do segundo mês são introduzidas as papas de carimã e croeira.<br><br><br>A aldeia da Terra Indígena Saraua é composta por seis casas onde vivem 12 famílias, num total de 72 pessoas, que, somadas a duas famílias que vivem e trabalham na Fazenda Tabatinga (fora dos limites da TI), perfazem um total de 87 indivíduos amanayé no ano de 2002. A aldeia tem uma escola que está sob a administração da Prefeitura de Ipixuna do Pará. Até o momento, não há informações sobre a localidade de Barreirinha.<br><br><br>Na TI Saraua, os rios, igarapés e lagos formam um “território das águas”, segundo expressão de Assis, pois constituem os espaços de trabalho e lazer da comunidade indígena. A mata é igualmente importante, sendo fonte de alimentos, remédios e caça. A mata derrubada e convertida em roça é considerada uma espécie de extensão da casa, na qual qualquer um pode buscar alimentos sem perigo.<br><br><br>Os igarapés são os lugares privilegiados para a caça, que existe em dois tipos: as grandes (como anta, porção e veado vermelho) e as pequenas (como paca e capivara). Há também muitos pássaros apreciados. Mas a exploração madeireira tem exercido grande influência nesse esquema produtivo, inclusive na pesca, que constitui a principal fonte de alimento para os Amanayé, em razão do assoreamento de lagos e igarapés. A pesca vem sendo ainda prejudicada pela atividade intensiva de pescadores de São Domingos do Capim.<br><br><br>Alunos:Enzo Abraão, Eduardo Costa, Alan Delon e Jefesson</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/iXM40HL5AuU?si=tQh6AOqLavthkVA1" />
         <pubDate>2024-04-17 14:40:50 UTC</pubDate>
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         <title>Povos fulni-ô</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/danyrreislima/l16llhge3db0plva/wish/2958711413</link>
         <description><![CDATA[<p>Na literatura histórica, e em uma parte da literatura antropológica, os índios de Águas Belas são chamados Carnijós ou Carijós, inclusive Cajaú (Hohenthal, 1960). Não se têm notícias do ano em que foram aldeados; o certo é que, em meados do século XVIII, já eram designados pelo nome de Carnijós. É possível que nesta aldeia tenham se fundido elementos provenientes de vários grupos étnicos que mais tarde se reorganizaram de forma clânica, adotando então o nome do grupo anfitrião: Fulni-ô.  </p><p><br></p><p>A hipótese de que os Fulni-ô foram kariri ficou descartada desde o momento em que uma análise lingüística comparativa concluiu que "a língua dos índios Karnijós difere consideravelmente da dos amerícolas da família kariri" e que o Ia-tê bem pode ser uma língua autônoma, já que "representa as relíquias de uma família lingüística, ainda não computada na relação das línguas americanas do Brasil ou liga-se a alguma família que não tem representantes no nosso território, pelo menos devidamente conhecidos" (Sobrinho, 1935: 49). Recentemente, o lingüista Aryon Dall'Igna Rodrigues (1986) classificou tanto a família kariri como a língua ia-tê como integrantes do tronco macro-jê, embora sem incluir esta língua em uma família particular.</p><p><br></p><p>Os Fulni-ô atualmente habitam o município de Águas Belas, situado na zona fisiográfica do Sertão, a 273 quilômetros da capital do estado de Pernambuco. O município está compreendido no chamado polígono das secas. A região de Águas Belas é cortada de norte a sul pelo rio Ipanema, que desemboca no São Francisco. Em 1980, a população do município era de 37.057 habitantes, dos quais  11.714 viviam na área urbana, e 25.343 na área rural. Esta última cifra inclui a aldeia indígena.</p><p>Desde sua fundação, há mais de duzentos anos, o atual assentamento dos Fulniô esteve ligado à história da cidade de Águas Belas e seus habitantes não-índios. Segundo a tradição, foi um homem branco, chamado João Rodrigues Cardoso, tomou as primeiras iniciativas que deram origem ao povoado de Ipanema, que anos mais tarde se transformaria na cidade de Águas Belas. Mario Melo (1929) diz que o fundador, com a ajuda dos Fulni-ô, erigiu a capela de Nossa Senhora da Conceição, obtendo também do governo a nomeação de seu amigo, Lourenço Bezerra Cavalcanti, para diretor dos aldeados, cargo que havia sido criado em 1757.</p><p>Ao se extinguirem os aldeamentos, os "civilizados" ansiosos por expandir suas possessões empreenderam furiosas investidas contra os Fulni-ô, empurrando-os para a caatinga e tomando-lhes os terrenos cultivados, apropriando-se assim ilegalmente das terras que por direito pertenciam aos indígenas.</p><p>Possivelmente os Fulni-ô tiveram mais sorte que outros grupos indígenas, pois o governo provincial, tendo em vista as invasões das terras indígenas pelos "civilizados", acudiu os índios, mandando demarcar as terras doadas aos Fulniô por cartas régias e alvarás. Em 1875, a terra foi demarcada e entregue aos Fulni-ô (Cerqueira Vianna, 1966; Pinto, 1956; Melo, 1929). Esta demarcação respeitou a doação anteriormente feita à capela de Nossa Senhora da Conceição, cuja superfície era de 759.664 m2 (Pinto. 1956:14).</p><p><br></p><p>Na atualidade a maioria dos Fulni-ô cultiva suas roças, em média de dois a três hectares, utilizando unicamente a força de trabalho disponível da família. Geralmente, vendem uma parte da totalidade de sua produção agrícola. Produzem a forragem e o algodão principalmente com a intenção comercializá-los em sua totalidade. Já o feijão, o milho e a mandioca são cultivados tanto para venda como para consumo pela unidade doméstica.</p><p><br></p><p>A atividade remunerada na qual a unidade doméstica emprega preferencialmente mão-de-obra feminina é a confecção de artefatos de palma. São os homens os que se ocupam de procurar, cortar e transportar a palma da serra para a aldeia. Quando uma família carece de homens, então as mulheres se vêem obrigadas a realizar essa extenuante tarefa.</p><p><br></p><p>Os produtos que se elaboram com maior freqüência são bolsas, esteiras, escovas, chapéus, e abanos. Outros artigos, como sandálias, se fazem sob encomenda. Alguns desses produtos são decorados com fibras pintadas com tinta; dizem os anciãos que seus antepassados usavam corantes que eles mesmos fabricavam.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=M3YSq-cePSM" />
         <pubDate>2024-04-17 14:44:00 UTC</pubDate>
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         <title>Povos Tupiniquim</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p><br/></p><p>Os Tupiniquim são, entre inúmeros povos indígenas, dos mais citados e paradoxalmente mais desconhecidos no Brasil. Tupiniquim é sinônimo de nacional na língua corrente (antropologia tupiniquim, cinema tupiniquim etc.), mas o emprego do termo pouco ajuda a desvendar a realidade de um povo específico que luta pela sua sobrevivência.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><em>Localização ~</em></p><p>Os Tupiniquim habitam três Terras Indígenas no norte do Espírito Santo. Todas estas situam-se no município de Aracruz, próximas a essa cidade e também à de Santa Cruz e à Vila do Riacho.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><em>Nome e língua ~</em></p><p>A auto-denominação Tupiniquim, grafada ao longo dos anos de diferentes maneiras - Topinaquis, Tupinaquis, Tupinanquins, Tupiniquins - significa, conforme o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, de Antenor Nascentes, com apoio no historiador Varnhagen, "Tupi do lado, vizinho lateral", assim traduzindo a expressão Tupin-i-ki.</p><p><br/></p><p><br/></p><p>No século XVI, os Tupiniquim ocupavam uma faixa de terra situada entre Camamu, na Bahia, e o rio São Mateus (ou Cricaré), alcançando a Província do Espírito Santo. Esses índios também viviam na região do rio Piraquê-Açu, onde em 1556 foi fundada pelo jesuíta Afonso Brás a Aldeia Nova. Um surto de varíola, e a criação do Aldeamento dos Reis Magos, em 1580, explicam a decadência da Aldeia Nova, acelerada pelos ataques de formigas que destruíram as plantações dos índios. Os jesuítas e os grupos indígenas passaram a se concentrar em Reis Magos, que logo se tornou um aldeamento populoso onde, conforme Serafim Leite, na sua História da Companhia de Jesus no Brasil, os índios eram quase todos Tupinanquins. O aldeamento dos Reis Magos dará origem à Vila de Nova Almeida, e a Aldeia Nova, à Vila de Santa Cruz.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-17 21:35:12 UTC</pubDate>
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         <title>Referências:</title>
         <author>danyrreislima</author>
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         <description><![CDATA[<div>Texto:<br>www.pibsocioambiental.org<br><br>Vídeos retirados do YouTube:<br>www.youtube.com.br<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-18 18:40:01 UTC</pubDate>
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