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      <title>Os alunos do século XXI by </title>
      <link>https://padlet.com/nbarra/l0fbfuqgqunr</link>
      <description>Padlet referente à atividade à distância do dia 17 de Março de 2016  realizada no contexto da u.c. de PEDA dos Mestrados em Ensino (Prof(a). Carolina Carvalho).</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2016-03-20 21:27:01 UTC</pubDate>
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         <title>A escola mudou pouco,
mas os adolescentes mudaram muito</title>
         <author>nbarra</author>
         <link>https://padlet.com/nbarra/l0fbfuqgqunr/wish/101999681</link>
         <description><![CDATA[<div><br>A sociedade e subsequentemente os alunos mudaram muito. A mudança de valores que ocorria tradicionalmente em duas ou mais décadas ocorre agora no espaço de uma geração impulsionada pela dita sociedade da informação. A escola assente em procedimentos e paradigmas pré-digitais tem dificuldade em dar resposta aos alunos de uma sociedade para a qual esta não se encontra preparada seja ao nível dos seus profissionais bem como do posicionamento desta face à sociedade. A sociedade nas últimas décadas transformou-se radicalmente seja pela influência das tecnologias de informação, economia, geopolítica bem como pela rutura parcial para com os valores e referências tradicionais onde o papel, autoridade e prestígio social da escola foram diminuídos. À escola é exigido cada vez mais que esta forme bons profissionais quando na sua essência falta à matéria-prima da escola, os alunos, a humanidade. O lado perverso desta nossa sociedade de mercado assente numa economia digital e no livre arbítrio e empreendorismo é ausência parcial de referências, marcos que orientem os alunos na construção do seu projeto de vida. A indefinição do papel a desempenhar na sociedade associada a uma desvalorização da escola assente numa matriz pré-digital conduz à desmotivação e a reações adversas dos alunos à escola. A escola, ao contrário de gerações anteriores, passou a ser um ambiente estranho e pouco desejável aos alunos antes de mais pela indisciplina que graça na relação entre alunos e professores bem como na forma se implementa o processo de ensino-aprendizagem analógico e desadequado face à forma de trabalhar dos designados “nativos digitais” (indivíduos que nasceram, cresceram e aprenderam desde cedo com as tecnologias de informação). A escola que passou a ser em democracia uma “escola de massas” vê-se assim confrontada permanentemente com a heterogeneidade procurando erroneamente ao longo já de várias décadas centrar a sua resposta educativa e pedagógica na homogeneidade. Ora, o paradigma e formas de aprender digitais assentam exatamente no princípio oposto de chegar ao conhecimento percorrendo um de vários caminhos de forma palpável, direta e não abstrata. À escola na sua essência falta assim uma ligação a um tempo onde o acesso à informação se processa a distância de um clique onde o conhecimento brota não tanto da exposição ao professor mas do desenvolvimento de trabalhos e projetos colaborativos do interesse dos alunos onde para lá da memorização de teoremas e conceitos se fomenta o aprender a pensar. Na sociedade do século XXI, na qual os alunos se encontram profundamente impregnados graças a exposição destes aos media e às tecnologias digitais importa muito mais “saber fazer” do que pura e simplesmente “conhecer”. Ora, a escola e uma parte considerável dos seus profissionais (envelhecimento do corpo docente) oriundos de uma época e sociedades pré-digitais e liberais têm dificuldades em acompanhar e ensinar alunos cuja matriz de referências e valores, abstração, cognição e de posicionamento face à realidade se transformou radicalmente. À escola cabe antes de mais afirmar-se como um lugar de excelência, conhecimento e trabalho suportada nas tecnologias digitais que deverão ser sempre perspetivadas como ferramentas ao serviço da educação. Estas, na minha opinião, poderão criar a ponte entre os estímulos, sobrecarga de informação e princípio do prazer imediato que rodeiam as crianças e adolescentes das designadas sociedades digitais contemporâneas face à estruturação de competências e de um conhecimento que se quer profundo, estruturado eventualmente abstrato construído a longo prazo. Os paradigmas, conceitos e teoremas ensinados não mudam, as formas e estratégias de os ensinar é que podem mudar adequando-se à realidade e aocontexto do público-alvo não se devendo de cair na tentação do facilitismo e de ausência de esforço e dedicação por parte dos alunos. A escola deverá assim afirmar-se como a instituição de referência da sociedade que cria a ponte entre o informal e formal, o destruturado vs. estruturado, a informação vs. conhecimento, o prazer imediato face à realização pessoal de longo prazo conferindo referências e métodos aos alunos face a uma sociedade grande parte dela desregulada. A missão desta em contraciclo com o valor social atribuído viu-se desta forma reforçada instruindo e, com um fulgor renovado, educando os seus estudantes. A escola como instituição enfrenta assim o colossal desafio de educar e moldar os seus alunos para competirem e prosperarem numa sociedade digital globalizada do século XXI onde as exigências e grau de profundidade das competências requeridas (competências na educação para o século XXI) ao invés de diminuírem aprofundaram-se e poderão cimentar fossos globais entre os alinhados e não-alinhados com a sociedade. A escola deverá assim transformar-se não num local de prazer e recreio para os alunos mas num espaço de educação e trabalho formal onde os alunos se sintam bem, confortáveis, protegidos (indisciplina, agressões,&nbsp;<em>bullying</em>, …) e valorizados pelo esforço e dedicação atribuídos aos estudos. O cimentar de valores e referências bem como a implementação de métodos e estratégias de ensino desafiantes que despertem a curiosidade e atenção dos alunos adequadas à forma de trabalhar dos designados “nativos digitais” constituem desta forma, na minha opinião, as duas principais dimensões a tomar em consideração na educação para o século XXI. &nbsp;<br><br><br><strong>Referências Bibliográficas</strong></div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div>- Martins, C. F. (2015). Quando a escola deixar de ser uma fábrica de alunos.&nbsp;<em>Público</em>. Retirado de&nbsp;<a href="http://www.publico.pt/temas/jornal/quando-a-escola-deixar-de-ser-uma-fabrica-de-alunos-27008265">http://www.publico.pt/temas/jornal/quando-a-escola-deixar-de-ser-uma-fabrica-de-alunos-27008265</a></div><div>- Sanches, A. (2016, 15 de Março). A escola mudou pouco, os adolescentes mudaram muito.&nbsp;<em>Público</em>. Retirado de&nbsp;<a href="https://www.publico.pt/sociedade/noticia/a-escola-mudou-pouco-os-adolescentes-mudaram-muito-1726244">https://www.publico.pt/sociedade/noticia/a-escola-mudou-pouco-os-adolescentes-mudaram-muito-1726244</a></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2016-03-21 13:08:22 UTC</pubDate>
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