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      <title>Projeto bimestral — TURMA 1C - ANA CAROLINA RAMOS DOS SANTOS by Ana Carolina Ramos Dos Santos</title>
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      <description>Questão Racial nas Vísceras Brasileiras.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-03-21 21:39:57 UTC</pubDate>
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         <title>Racismo Estrutural (Roteiro)</title>
         <author>a20240894</author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>1.	De modo geral, defina o que é uma estrutura. </p><p>R: É aquilo que sustenta, rege e/ou suporta algo. </p><p> </p><p>2.	O que você entende por “estrutura de uma sociedade”? </p><p><br/></p><p>R: É o conjunto de variáveis que sustentam e determinam a essência de um grupo social. Rege seus comportamentos de forma acumulativa, ou seja, conforme ocorrem novos acontecimentos, suas consequências se acumulam e se adicionam ao retrato de sua respectiva sociedade, se somando cada vez mais a sua estrutura base. </p><p> </p><p>3.	Quais são os componentes mais marcantes da estrutura social do Brasil? </p><p><br/></p><p>R: Os componentes mais marcantes são majoritariamente caracterizados pela desigualdade racial e de gênero, apresentando uma população negra com dificuldades infraestruturais para obter acesso a uma educação íntegra e ao ato de ascender na hierarquia social, ou seja, com poucas chances de ser admitida em um trabalho de alta patente. Também podemos ressaltar os discursos sociais de alto teor racista e misógino e da marginalização e demonização das culturas de matriz africana, e a má distribuição do patrimônio brasileiro por conta da estrutura elitista do país. </p><p> </p><p>4.	Explique as raízes históricas do racismo no Brasil. </p><p><br/></p><p>R: As raízes do racismo nacional provém de práticas e dogmas de caráter preconceituoso, falácias moralistas e científicas e explorações diversas. Como por exemplo, a criminalização da população negra utilizando discursos falsamente zelosos pela integridade moral da sociedade, ou seja, pela crença de que a população negra era depravada e moralmente corrompida, pela mitigação da eugenia como algo íntegro e pela exploração que deu início a tudo isso: o tráfico humano de pessoas feitas escravas, este propagou a ideia da inferioridade “orgânica” do homem negro ao homem branco, uma falácia. </p><p><br/></p><p>5.	Leia o trecho e responda ao que se pede (texto em folha física). </p><p> </p><p>a)	Identifique e explique o estranhamento do argentino. </p><p><br/></p><p>R: O argentino se mostra espantado a partir da sua epifania sobre o quão recente a escravidão, assunto que ele considerava como pouco importante e distante da sua realidade, é do seu tempo atual. Seu estranhamento se dá ao fato de que ainda existiam pessoas vivas que foram feitas escravas durante o regimento do regime escravocrata. </p><p> </p><p>b)	Aponte e explique duas características do processo de abolição da escravidão no Brasil. </p><p><br/></p><p>R: Apesar de a lei áurea ter tido caráter imediato, dito processo não foi simples ou curto, mas um longo processo marcado por séculos de resistência por parte das pessoas feitas escravas e pelo movimento abolicionista brasileiro. Sua duração foi longa em função de seu caráter lucrativo e capitalista. Pois recebeu, além de pressões internas, pressões externas sistematizadas por parte da Inglaterra para coagir o país a abolir seu sistema escravocrata, tendo feito uso de estratégias com base em sua relação comercial com o Brasil. </p><p> </p><p>6.	Liste e explique duas consequências do racismo estrutural no Brasil. </p><p> </p><p>1.	Déficit no acesso a educação e a profissionalização da população negra </p><p>Após a abolição totalitária do sistema escravocrata, o país buscou implementar medidas para “embranquecer” a população brasileira. Para alcançar esse objetivo, implementou projetos governamentais para estimular a vinda de estrangeiros para trabalhar no país, excluindo totalmente a população negra dos eventos de caráter sociopolíticos nacionais. Desta forma, marginalizou a população negra permanentemente na sociedade. Fez isso de tal forma que ela ainda se encontra marginalizada (a população negra se distanciou do centro das grandes cidades após se ver excluída da nação brasileira, ocupando espaços insalubres para habitação que impactam diretamente nos serviçoss aos quais grande parte da população negra tem acesso), com baixas taxas de pessoas pertencentes a esse conjunto social ocupando altas patentes no mercado de trabalho e com baixas taxas de educação plena e superior. </p><p> </p><p>2.	Altos índices de violência contra pessoas negras </p><p>Por conta da estigma estruturado a respeito do alinhamento moral da população negra, ela foi vilanizada e demonizada de forma subliminar no consciente social. Desta forma, o racismo se tornou também institucional, se enraizando dentro de grupos responsáveis por serviços de manutenção da sociedade, como a polícia militar. De acordo com estatísticas, a maior parte dos mortos em operações policiais são pessoas de pele negra. Além disso, a maior parte das pessoas negras com histórico criminal limpo já foi enquadrada por policiais simplesmente em razão de seu tom de pele. Essa vilanização impede o aproveitamento pleno da essência íntegra de um indivíduo, pois suas práticas e jeitos de ser também são vilanizados e reprimidos pela sociedade. Como resultado, força uma adaptação aos estigmas sociais e gera a perda da identidade própria, mesmo que o abandono dela propriamente digo nem sequer seja capaz de garantir a segurança e integrida</p><p>de de um cidadão. </p><p> </p><p>  </p><p> </p><p> </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 21:42:33 UTC</pubDate>
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         <title>Síntese Redações </title>
         <author>a20240894</author>
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         <description><![CDATA[<p>Assim como expresso pela música "A Carne" escrita por Elza Soares, há uma exiguidade de valorização em relação às culturas de matriz africana e indígena no contexto social. Este déficit existe em função da exclusão da população negra e indígena e suas heranças culturais da sociedade brasileira por parte do racismo institucional exercido pelo governo, como por exemplo a iniciativa exercida em 1890 que configurava a prática da capoeira como um crime. Como consequência, a população negra e sua identidade cultural foi marginalizada e demonizada pelo corpo social e governamental. Além disso, o corpo educacional falha na missão de ensinar sobre o legado cultural africano e indígena, impossibilitando sua valorização. É importante ressaltar também o período colonial, que estruturou as primeiras práticas que apagaram a herança cultural das sociedades originárias, como as missões da igreja católica cujo objetivo era o de apagar e eliminar as religiões indígenas e africanas. Como resultado da intensa opressão cultural e social, esses povos foram marginalizados e se concentraram em locais afastados dos centros urbanos, sofrendo até os dias atuais com acesso deficiente a direitos básicos, como saneamento básico, proteção assegurada pelo estado e serviços de saúde. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 23:04:42 UTC</pubDate>
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         <title>Discrepancies between raw and makeup (Racism in USA X in Brazil)</title>
         <author>a20240894</author>
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         <description><![CDATA[<p>The key differences between racism in the USA and in Brazil are deeply related with exposure levels. In the USA, after the slavery abolition, the governmental entities have made it explicit that they didn't recognise black people as humans with equivalent rights to white people, but rather as people with rights to some extent that had a lower value to white people's rights. This has been made explicit through the implementation of politics such as segregation. By the other hand, racism in Brazil has been through two different levels of exposure. The first level of exposure was made clear by the denial of any rights for black people in the society, such as the right to work that has perpetuated through the implementation of interventions to attract foreign work from Europe. To sum up, the Brazilian government strived for the complete exclusion of black people from its society. The second level of exposure has attempted to hide the racism through politics such as "Ventre Livre", striving for preserving Brazil's image around the world by hiding and denying to possess a racist society.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 23:06:28 UTC</pubDate>
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         <title>Quilombo Aldeia (Playlist)</title>
         <author>a20240894</author>
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         <description><![CDATA[<p>Quilombo Aldeia</p><p>Composição: Kaê Guajajara, Rincon Sapiência e Victoria Matos Reis de Souza.</p><p>Álbum: Kaê Guajajara, Forest Club, 2024</p><p>Em 2024, houve um avanço na luta pelos direitos indígenas, como por exemplo, entre março e dezembro de 2024, foi registrada redução superior a 96% na abertura de novos garimpos em relação ao mesmo período de 2022. A área de influência do garimpo ilegal no território foi reduzida em 91,11%. Em razão disso, algumas discussões sobre a possibilidade de um futuro sustentável capaz de respeitar a cultura dos povos ancestrais se iniciou, trazendo otimismo em certos aspectos para integrantes e figuras do movimento defensor dos direitos dos povos originários.</p><p>Quilombo Aldeia, na voz de Kaê Guajajara e Ricon Sapiência e lançada em 2024, é uma música de forte caráter futurista em seu ritmo e de natureza resistente em sua letra. A música em sua essência critica a imposição cultural, violência e marginalização contra os povos indígenas e resistência negra enquanto oferece uma perspectiva otimista e resiliente sobre sua capacidade de abalar as estruturas da sociedade e possibilitar a preservação da ipseidade e autenticidade dos povos originários.</p><p>O conjunto dos versos "Mesmo com o cimento tocando meus pés", "Mesmo depois a gente falar a língua deles", "Depois de quase habitar a pele deles" e "La energía de mis ancestros me aleja de todo mal" introduz a mensagem principal da obra, alegando que, mesmo após as fortes imposições culturais e o apagamento da cultura indígena quase definitivo, a herança cultural indígena ainda persiste. Em "Nós somos sementes rachando muros e prédios", a letra evidencia a capacidade de fazer mudanças e devastar a estrutura social do país por meio do uso de elementos de construções urbanas versos elementos da natureza, pequenos em tamanho, mas fortes e capazes de trazer mudança. Em "Construindo o mundo novo na chuva ou no sol", a mensagem de mudança e revolução do mundo se torna ainda mais evidente, complementando o verso citado anteriormente. No conjunto das passagens "Falaram que nos viram de mãos armadas", "Nós tava de mão dada", "Nosso amor é uma vingança" e "Por toda memória saqueada" faz alusão a violência sistematicamente praticada contra os povos originários, a exploração e a a marginalização, e propõe como vingança por toda a violência praticada a capacidade de ser feliz apesar de todo o mal feito para assegurar que os povos originários nunca pudessem usufruir dos direitos humanos em sua totalidade.</p><p>Quilombo Aldeia é uma canção intensa e contrastante, que explora a dualidade e contrasta a capacidade de resistir apesar das adversidades criadas contra as sociedades luminares. A música provoca um sentimento de resistência e força ao contrastar o ódio praticado contra os povos originários no Brasil e oferecer como resposta a resiliência indígena, evidenciando a sua capacidade de superar as adversidades impostas socialmente. Seus versos denunciam problemas sociais, e, simultaneamente, os transforma em força e declara a resistência dos oprimidos apesar de</p><p> tudo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 23:08:23 UTC</pubDate>
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         <title>Eva no era Blanca</title>
         <author>a20240894</author>
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         <description><![CDATA[<p>Cuándo tus colores</p><p>Se deshacen en sangre,</p><p>Todas las Evas recuerdaran de ti.</p><p>Cuándo en el medio ensangrentado,</p><p>En el jardín de las manzanas aplastadas,</p><p>Ellos dicen que eres serpiente,</p><p>No les mostre los dientes.</p><p>Muestra tu piel.</p><p>Y tu alma hecha para volar en el sol.</p><p>—Mello Over (Ana Carolina Ramos S.)</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 23:16:43 UTC</pubDate>
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         <title>La Virgen de los Labios de Sangre </title>
         <author>a20240894</author>
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         <description><![CDATA[<p>En tus labios</p><p>Las palabras silenciosas corren</p><p>Hecho malo de alzheimer social</p><p>Y tus ojos se descomponen </p><p>Con toda la ceguera </p><p>Siendo lavada por él fruto diabólico  </p><p><br/></p><p>Tu piel hecha de tiempo pasado</p><p>Y tus labios siguen sangrando</p><p>Con las migas del fruto</p><p>Qué te expulsó del paraíso </p><p><br/></p><p>Pero cómo explanar</p><p>Que tu no se mudó al infierno</p><p>Con escoja própria?</p><p>Cómo decir y explanar</p><p>Que no has logrado en el cielo </p><p>Porque los árboles se han encorvado</p><p>Pará hacer un hogar para Zeus?</p><p><br/></p><p>Y tú sigues maltratada </p><p>En su tierra quemada</p><p>Y culpada pelo sangre que te corre.</p><p>—Mello Over (Ana Carolina Ramos S.)</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-22 00:05:04 UTC</pubDate>
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         <title>Off, White </title>
         <author>a20240894</author>
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         <description><![CDATA[<p>Se é claro, deus atira sua túnica </p><p>De dia de nuvens off-white</p><p>E torna o mundo mais claro</p><p>Porque, talvez você não saiba </p><p>Ou talvez o mundo tenha se abstido</p><p>Mas Deus veste preto</p><p>Por tantos em seu nome </p><p>Que lhe mandaram por genocídio correio.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-22 00:20:41 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>&quot;Madame Satan&quot;</title>
         <author>a20240894</author>
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         <description><![CDATA[<p>Madame Satan, cujo nome verdadeiro era João Francisco dos Santos (1900-1976), foi um personagem real e mítico da malandragem carioca, representou o alvo preferencial das práticas repressivas e de higienização desse espaço onde conviviam os excluídos da cidadania (os negros marginalizados pela “abolição sem inclusão racial”, os segregados espacialmente pelas reformas urbanas do início do século e os desviantes da heteronormatividade e perseguidos pelo moralismo conservador). Busca-se desvendar o modo como práticas legislativas, institucionais e ilegais, além do discurso científico, vincularam raça e sexualidade desviante. </p><p><strong>Origens e Infância:</strong></p><p>João Francisco nasceu em Glória do Goitá, Pernambuco, e foi trocado por uma égua pela mãe com 8 anos, vivendo em condições semelhantes à escravidão. </p><p><strong>Vida na Lapa:</strong></p><p>Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se tornou conhecido por sua vida noturna e marginal na Lapa, frequentando bares e envolvido em brigas. </p><p><strong>Trajetória Artística:</strong></p><p>Além de sua reputação como malandro, destacou-se no teatro como transformista, participando de espetáculos como "Loucos em Copacabana". </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-22 00:33:51 UTC</pubDate>
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         <title>Pestilence</title>
         <author>a20240894</author>
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         <description><![CDATA[<p>Doomed since a bud</p><p>You hunt us down </p><p>Haunt our descendants </p><p>And close the doors</p><p>So the meds won't come in</p><p><br/></p><p>You tie us up</p><p>Decrease or egos</p><p>And call our resistance a disease</p><p>And when it's all done</p><p>You sell us our own skulls</p><p>As a way of keeping our bodies together </p><p>After you've taken away even our bones</p><p>And left us behind to sulk.</p><p>—Mello Over (Ana Carolina Ramos S.)</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-22 00:42:28 UTC</pubDate>
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         <title>Reflexão Autoral</title>
         <author>a20240894</author>
         <link>https://padlet.com/a20240894/kl3yvz4h5i99herc/wish/3377216693</link>
         <description><![CDATA[<p>No decorrer das aulas em geral (à exceção das matérias de exatas), a questão racial foi explanada diversas vezes, evidenciando a presença do tema no subliminar das aulas e exercendo uma relação de completude entre as aulas. Como por exemplo, durante as aulas de cartografia do professor Sebastian, ele evidenciou o eurocentrismo presente em projeções cartográficas, tornando explícita a impossibilidade de exercer uma visão imparcial, mas, ainda assim, lidando com o que se enraizou em nossa sociedade de tamanha forma em relação a suposta superioridade europeia de forma implícita.</p><p>Essas informações foram úteis para complementar o eurocentrismo abordado pelo professor Marcelo durante as aulas de história, pois exerceram complemento com os ensinamentos lesionados sobre a visão eurocêntrica sobre a evolução humana ao se dizer respeito à pré-história. Em síntese, as aulas de ambas as disciplinas unificadas formaram fortes argumentos base em relação ao racismo estruturado por meio de um ponto de vista eurocêntrico, o qual foi imposto por meio de conceitos geográficos (políticos e de certa forma físicos) e históricos. Além disso, foi comentado em determinada aula da professora Vânia sobre James Watson, cientista que havia ganhado o prêmio Nobel por sua contribuição na descoberta do DNA. James Watson se utilizou de sua descoberta para racionalizar seu racismo, exercendo uma pseudociência racista assim como a Eugenia comentada pela professora Aline. Além disso, no decorrer das aulas da professora Marcela, comentamos principalmente sobre a marginalização e vilanização da população negra, por meio de textos como “Minotauro de Borges” e o mito de Aracne. Também discutimos explicitamente a questão racial durante as aulas do professor Lucas, nas quais discutimos e analisamos uma discografia dos Racionais MC's, poemas sobre a estrutura opressora e discriminatória ocidental presentes em “Também Guardamos Pedras aqui”, por Luiza Romão e as obras de Ailton Krenak, dando destaque para as discussões sobre como o conjunto composto pela literatura, sociedade e imaginário ocidental foi estruturado em torno de ideias que desprezam as diferenças formas de viver e se impõe sobre os outros. A partir de todas as informações apresentadas, é coeso compreender de forma intimamente pessoal que, por mais que o racismo não me afete de forma direta, ainda cabe a minha pessoa reconhecer a veracidade de tal como um fato social e não buscar racionalizá-lo, além de buscar alterar o imaginário coletivo com ações praticáveis em minha posição, como por exemplo, o ato de refletir e expressar essa reflexão para mitigar o problema.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-22 01:42:25 UTC</pubDate>
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         <title>Conto intertextual</title>
         <author>a20240894</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-03-22 01:49:55 UTC</pubDate>
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         <title>Atividade filosofia </title>
         <author>a20240894</author>
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         <pubDate>2025-03-22 01:50:27 UTC</pubDate>
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         <title>Reine de Cœur </title>
         <author>a20240894</author>
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         <description><![CDATA[<p>Je n'ai pas des romans</p><p>Où est ma complice?</p><p>Je n'aime pas les roses espagnoles</p><p>Ou leur reine de cœur blanche </p><p>Et les jardins de villes monochromatiques </p><p>Et je ne sais pas triste </p><p>Même si tu aimes toutes les roses blanches</p><p>Et tes yeux ne sont pas assez perçants</p><p>Pour apercevoir quelque chose</p><p>Du sang peint en blanc</p><p>De tout les roses noir.</p><p>—Mello Over (Ana Carolina Ramos dos S.)</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-22 02:15:07 UTC</pubDate>
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         <title>Belle époque noir, étoile obscurité </title>
         <author>a20240894</author>
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         <description><![CDATA[<p>Dans les jardins,</p><p>Dans le pluie,</p><p>Dans le sang peint avec articles</p><p>Dans les préfère </p><p>Dans les colères </p><p>N'est-ce pas important.</p><p><br/></p><p>L'étoile peut briller</p><p>L'étoile brille!</p><p>Cacher toute l'obscurité</p><p>De notre passé</p><p>Et nous laissant sans nous-mêmes.</p><p><br/></p><p>Pourquoi les passages pour l'avenir</p><p>Sont ne pas ici</p><p>Pourquoi nous tuons notre belle époque </p><p>Pourquoi leur peau n'accepte </p><p>pas la peinture.</p><p><br/></p><p>—Mello Over (Ana Carolina Ramos S)</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-22 15:34:17 UTC</pubDate>
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         <title>Vestido de Jatobá </title>
         <author>a20240894</author>
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         <description><![CDATA[<p>Depois de me despir e me vestir com você </p><p>Depois de me podar e cortar a sua forma</p><p>Querendo fazer jacarandá virar pinheiro  Agora devo trajar folha de jatobá </p><p>Caso contrário, sou menos eu</p><p>E menos vale minha voz, já desfalecida.</p><p><br/></p><p>Pois pra gente só tem valor se é nosso</p><p>Se o feitio é de posse </p><p>Pra que consenso? Isso é coisa de submisso</p><p>De quem não se impõe </p><p><br/></p><p>Duvida? Então me diz, o quê?</p><p>Quando por vontade minha</p><p>Espontaneio e me trajo</p><p>De criações feito as tuas</p><p>Recebo ataques e discussões</p><p>Sobre adequação </p><p>Como se falássemos se é ético </p><p>Se é ético animal vestir humanidade </p><p><br/></p><p>Então me diz, a droga que você consome</p><p>Que me torna objeto </p><p>Que retorce Vladmir e me torna ninfeta</p><p>Desde meus cedos implumes</p><p>É suficiente quando a dosagem é sobre amor?</p><p>Pois pouco te importa</p><p>Se o corpo não aceita a forma</p><p>Se a dor enche o âmago </p><p>Porque minha dor te irrita</p><p>Porque você é governo</p><p>E eu mera cidadã de cor contra lei</p><p><br/></p><p>E quando eu me imponho, é loucura</p><p>Porque você é Alienista</p><p>Quando eu sangro orgânico, é nojento </p><p>Mas quando sangro artificial</p><p>É troféu molecular</p><p><br/></p><p>Por trás das cortinas, você me caça </p><p>Após me caçar no palco</p><p>Mas me assombra de outro jeito </p><p>Se torna espírito obsessor</p><p>E me ofusca e consome</p><p>Porque o ódio é número simétrico do amor</p><p>E você, você é governo!</p><p>Então sou concubina</p><p>Pra me explorar e ser margem</p><p>Enquanto os troféus?</p><p>Os troféus são da miss branca de neve </p><p>Envenenada pela maçã da ignorância </p><p>E se não sou assim</p><p>Então não é normal.</p><p>—Mello Over (Ana Carolina Ramos dos S.)</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-22 16:02:06 UTC</pubDate>
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         <title>Brasil Império </title>
         <author>a20240894</author>
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         <description><![CDATA[<p>A hipótese de uma alma</p><p>A cor amaldiçoada que não nasceu da maldição </p><p>Mas lhe foi imposto</p><p>Por um imperativo</p><p><br/></p><p>Acho que a receita de como ter um feudo </p><p>Não serve para nós </p><p>E quando serve</p><p>É porque nossas almas não são condizentes</p><p>E são "como eles"</p><p>Mas sem o nós </p><p>Só o eles e a alma</p><p>Que já não é mais nossa outra vez</p><p><br/></p><p>E quando condizem</p><p>Contradizem o nosso</p><p>E nossa dinastia frágil retorna ao pó </p><p>E a monarquia nos pisa</p><p>Então como estratégia, </p><p>Entramos nos olhos do imperador</p><p>Porque poeira também importa</p><p><br/></p><p>Sua coroa</p><p>Esconde as nossas cartas</p><p>E nossos protestos</p><p>São pisoteados e rasgados por anjos</p><p>Que mais parecem diabretes</p><p>Porque eles vieram de nós, não nós deles</p><p>E porque a tirania da mão divina</p><p>Pesa sobre as crianças </p><p>E nos nomadiza</p><p>Do nosso eu.</p><p>—Mello Over (Ana Carolina Ramos dos S.)</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-22 17:48:49 UTC</pubDate>
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         <title>Bonus: Coletânea física dos poemas escritos</title>
         <author>a20240894</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-03-22 21:39:13 UTC</pubDate>
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