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      <title>Cortiço - 2G by Amanda Santos Franco da Silva Abe</title>
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      <description>Poste aqui o seu material, é só clicar no ícone + ali embaixo, à direita :-)</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-10-27 15:11:34 UTC</pubDate>
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         <title>O determinismo científico, histórico e na literatura: ‘O Cortiço’ de Aluisio Azevedo </title>
         <author>nathanypeter</author>
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         <description><![CDATA[<div>“- Que tens tu, Jeromo?... perguntou-lhe a companheira, estranhando-o. - Espera, respondeu ele, em voz baixa: deixa ouvir! Firmo principiava a cantar o chorado, seguido por um acompanhamento de palmas. Jerônimo levantou-se, quase que maquinalmente, e seguido por Piedade, aproximou-se da grande roda que se formara em torno dos dois mulatos. Ai, de queixo grudado às costas das mãos contra uma cerca de jardim, permaneceu, sem tugir nem mugir, entregue de corpo e alma àquela cantiga sedutora e voluptuosa que o enleava e tolhia, como à robusta gameleira brava o cipó flexível, carinhoso e traiçoeiro. E viu a Rita Baiana, que fora trocar o vestido por uma saia, surgir de ombros e braços nus, para dançar. A lua destoldara-se nesse momento, envolvendo-a na sua cama de prata, a cujo refulgir os meneios da mestiça melhor se acentuavam, cheios de uma graça irresistível, simples, primitiva, feita toda de pecado, toda de paraíso, com muito de serpente e muito de mulher.”(...)  </div><div>“Mas Jerônimo nada mais sentia, nem ouvia, do que aquela música embalsamada de baunilha, que lhe entontecera a alma; e compreendeu perfeitamente que dentro dele aqueles cabelos crespos, brilhantes e cheirosos, da mulata, principiavam a formar um ninho de cobras negras e venenosas, que lhe iam devorar o coração. E, erguendo a cabeça, notou no mesmo céu, que ele nunca vira senão depois de sete horas de sono, que era já quase ocasião de entrar para o seu serviço, e resolveu não dormir, porque valia a pena esperar de pé.” (cap VII) </div><div>Nesta cena, tem-se Jerônimo, um estrangeiro considerado exemplo de vida, trabalhador, correto em todos os requisitos, sendo cativado pela morena Rita Baiana, que para a sociedade da época, era considerada mulher promíscua e sedutora.  </div><div>Do ponto de vista histórico, esta cena e a caracterização dos personagens, juntamente com o contexto em que se vivia na época, na qual o fim da escravidão e início de uma república, marcam a própria sociedade daquele século. Os europeus eram os corretos, tudo que se relacionava a Europa, era bom! Mas quem eram os europeus? Brancos! É deste contexto, que se inicia a “explicação” (que atualmente seria muito reprimida) para a cativação de Jerônimo para com Rita Baiana.  </div><div>A obra de Aluísio Azevedo, foi escrita e publicada no século XIX, no qual é marcado pelo naturalismo, que tem como característica principal o determinismo, ou seja, os seres humanos são influenciados por seu meio, pelo momento em que vivem e pela sua raça. Por meio do determinismo, na época, entendeu-se que a causa de Jerônimo ter sido corrompido, foi Rita.  </div><div>Recorrendo-se ao determinismo científico, a cena nos faz refletir se é realmente possível, os genes do ser humano determinarem 100%, do que ele é. Os genes determinam por exemplo seu tipo sanguíneo, a cor de seus olhos, de sua pele e de seu cabelo, mas não são capazes de dizer para qual time você torce ou o que você vai fazer no sábado à noite, etc. Como diria o biólogo Richard Dawkins “Podemos ser robôs construídos por genes egoístas, mas somos robôs com um grau nada desprezível de livre-arbítrio.”  </div><div> <br>Nathany Peter</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-06 13:15:17 UTC</pubDate>
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         <title>uma análise interdisciplinar da obra &#39;&#39;O cortiço&#39;&#39; por Camila e Hugo, ambos da 2G</title>
         <author>hsilva2019</author>
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         <description><![CDATA[<div>Partindo da cena do primeiro capítulo em que Bertoleza aceita morar com João Romão, iniciamos nossa análise por meio do audiovisual, esperamos que gostem &lt;3<br><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/OIlwFLhlbwk" />
         <pubDate>2020-11-07 20:57:24 UTC</pubDate>
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         <title>Análise interdisciplinar de o Cortiço, alunas Vanessa (2D) e Danielle (2G)</title>
         <author>daniellefreitas1235</author>
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         <description><![CDATA[<div>Um podcast sobre a morte de Bertoleza através de um olhar crítico científico, histórico e literário. Esperamos que gostem!</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-08 14:33:15 UTC</pubDate>
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         <title>O Cortiço - uma visão interdisciplinar da obra.</title>
         <author>mrosa2019</author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá!<br>Nossa produção será transmitida através de um Podcast e abordará os aspectos literários, históricos e biológicos da obra O Cortiço de Aluísio de Azevedo.<br><br>Integrantes do grupo:<br>Poliane Soares da Silva - 2G<br>Moisés Samuel da Rosa - 2G<br>Pedro Artur Lisboa Burmann - 2G</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-08 23:50:12 UTC</pubDate>
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         <title>O Cortiço - uma visão interdisciplinar da obra.</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Por Andreza Pedrosa (2C) e Eduardo Cesar (2G)<br><br></div><div>O Cortiço </div><div>‘’E durante dois anos o cortiço prosperou de dia para dia, ganhando forças, socando-se de gente. E ao lado o Miranda assustava-se, inquieto com aquela exuberância brutal de vida, aterrado defronte daquela floresta implacável que lhe crescia junto da casa, por debaixo das janelas, e cujas raízes, piores e mais grossas do que serpentes, minavam por toda a parte, ameaçando rebentar o chão em torno dela, rachando o solo e abalando tudo.’’ </div><div>Em questões literárias, o trecho acima mostra a realidade brasileira no século XIX em relação a pessoas pobres que aceitavam qualquer lugar ‘’barato’’ que desse para morar, não importando-se se eram moradias insalubres e dilapidadas. O que nos leva a reflexões sobre desigualdade social, acesso a moradia e a crueldade que foi a urbanização da cidade do Rio, fazendo a literatura cumprir com seu papel social.  </div><div>Já para o lado biológico, por serem lugares de péssimas condições onde habitava a escória da sociedade, as doenças se proliferavam. A doença que mais afetou a área foi a febre amarela. Essa doença é infecciosa, transmitida através de picada de mosquito, sendo causada por um flavivírus. </div><div>Partindo para o ponto histórico, no final do século XIX ocorre no Brasil à abolição da escravidão, sendo possível observar nesta cena a descrição do que veio posteriormente, moradias insalubres ocupadas sobretudo por ex-escravos pertencentes as chamadas “classes perigosas”, que vivenciavam as transformações da cidade do Rio de Janeiro e o seu precário processo de urbanização, sempre desigual e muito preconceituoso, restando as parcelas pobres da cidade o não lugar, o lugar da marginalização, por isso é muito importante pensar: Será o cortiço a imagem das favelas cariocas? </div><div> </div><div> </div><div> </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-09 06:08:16 UTC</pubDate>
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         <title>Trabalho “o cortiço”           João Victor Alves Rocha  2G Trecho do livro:                   Uma bela noite, porém, o Miranda, que era homem de sangue esperto e orçava então pelos seus trinta e cinco anos, sentiu-se em insuportável estado de lubricidade. Era tarde já e não havia em casa alguma criada que lhe pudesse valer. Comentário                   Gostaria de comentar principalmente a parte da fala “ homem de Sangue esperto” o que exatamente quer dizer essa expressão. O sangue muitas vezes na história é usado para descrever uma casta superior como sangue nobre, sangue azul ou sangue real, era para enfatizar e tentar criar uma ideia de superioridade dês do nascimento como se fossem de uma espécie completamente diferente, entretanto não acredito que o autor não usou tal expressão com esse sentido. Já partindo para a biologia o sangue descrito pode ser interpretado como se fosse o DNA da pessoa, o DNA é passado de forma hereditária pela combinação do seu pai e da sua mãe, assim poderia se interpretar que a esperteza dele veio da sua família, embora essa possa ser uma boa interpretação no contesto da frase não faz referência aos seus progenitores logo creio que seja uma teoria descartável.O sentido mais plausível em minha opinião é de um sentido figurado, muitas vezes em poemas ou livros o sangue é visto como a razão da vida, ou a própria fonte da vida, não é pra menos que os vampiros nas histórias se alimentam dele, e muitos rituais antigos utilizavam sangue, então se encararmos o sangue como a própria vida creio que o melhor significado é que ele próprio é esperto ou que ele viveu sua vida sendo esperto.   </title>
         <author>jvictorrocha10</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-11-10 00:28:27 UTC</pubDate>
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         <title>O Cortiço - uma visão interdisciplinar da obra.</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Alunas: Isis Rodrigues (2G) e Lua Helena (2A) </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-10 00:46:32 UTC</pubDate>
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         <title>Mateus Amorim- 2B e Rafael Victor- 2G                                     Análise crítica- O Cortiço</title>
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         <description><![CDATA[<div>"Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de água que escorria da altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar; via-se-lhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas despiam, suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pêlo, ao contrário metiam a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas da mão. As portas das latrinas não descansavam, era um abrir e fechar de cada instante, um entrar e sair sem tréguas. Não se demoravam lá dentro e vinham ainda amarrando as calças ou as saias; as crianças não se davam ao trabalho de lá ir, despachavam-se ali mesmo, no capinzal dos fundos, por detrás da estalagem ou no recanto das hortas."<br>O Cortiço, obra clássica Naturalista escrita por Aluísio de Azevedo retrata e faz uma crítica a precariedade da vida dos moradores do cortiço. A obra dá ênfase em diversas características naturalistas sendo elas o zoomorfismo que é reduzir as criaturas ao nível de animais como é mostrado no início do trecho, além do determinismo sendo ele a prova de que os seres humanos são influenciados por seu meio, pela raça e também momento em que vivem.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-10 02:55:53 UTC</pubDate>
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         <title>Trabalho O Cortiço</title>
         <author>csilva2019</author>
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         <description><![CDATA[<div>Apresentação feita por Cayk Uchoa 2I e Thaysa Andrade 2G</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-13 17:51:38 UTC</pubDate>
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         <title>Trabalho interdisciplinar -       O Cortiço</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Alunos: Nícolas Ferreira - 2G<br>Icaro Gabriel - 2D<br><br><strong>Trecho utilizado como base:</strong> “Naquela mulata estava o grande mistério, a síntese das impressões que ele recebeu chegando aqui, ela era luz ardente do meio-dia, ela era a cobra verde traiçoeira, a lagarta viscosa, a muriçoca doida que esvoaçava havia muito tempo em torno do corpo dele, assanhando-lhe os desejos, acordando-lhe as fibras embambecidas pela saudade da terra, picando-lhe as artérias para lhe cuspir dentro do sangue uma centelha daquele amor setentrional, uma nota daquela música feita de gemidos de prazer, uma larva daquela música de cantáridas que zumbiam em torno de Rita Baiana e espalhavam-se pelo ar numa fosforescência afrodisíaca.” </div><div><strong>Em biologia e literatura do século XIX -</strong> podemos associar o trecho ao Naturalismo, bastante influenciado pelo Darwinismo, que tinha como marca a igualação das criaturas todas em nível animal. Podemos ver vários relacionamentos entre a personagem e características animais. </div><div><strong>Em história</strong> - vemos fortes impressões da época na forma de tratamento com as mulheres, como no trecho acima, onde usam o termo “mulata”. </div><div>“E naquela terra encharcada e fumegante naquela umidade quente e dolosa, começou a minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva, uma geração, que parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro e multiplicar-se como larvas no esterco.” Neste segundo trecho, podemos observar como os cortiços eram vistos aos olhos da alta sociedade. Eram associados a esterco, enquanto os moradores, à larvas se reproduzindo.  </div><div> </div><div> </div><div>Nícolas Kaique Luz Ferreira – 2G </div><div>Icaro Gabriel da Cruz Santos – 2D<br> </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-17 17:11:38 UTC</pubDate>
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