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      <title>Ler e Escrever no Portal da Amazônia  by Danielle de Nazaré Lopes</title>
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      <description>O processo de inserção do educando na cultura letrada</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-11-05 15:11:54 UTC</pubDate>
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         <title>Verbete Alfabetização ( Gabriel)</title>
         <author>danielle6b07cf13</author>
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         <description><![CDATA[<div>Um pensar curioso sobre a unidade da linguagem escrita capaz de caracterizar toda funcionalidade cultural, política e sócio-histórica, em um sistema de comunicação normativo que imprime dialogismo, discursividade e contextualização, nutre-se quanto ao seu poder de multi dimensionalizar o ofício que a inspira, tal qual as suas razões finalísticas, por meio dos gêneros textuais que pode assumir. O texto encontra no gênero “verbete” um corpo objetivo e sintético - características elementares ao seu cunho funcional explicativo - consonante a pequenos registros de elucidação semântica de uma palavra.</div><div>As abordagens conceituais sobre a alfabetização como um fenômeno social de múltiplos fatores decorre de amplas e complexas análises teórico-práticas. Logo, lançar mão a um registro discursivo e sumário, que ancore a definição de conceito e a cosmo espacialidade semântica circundante ao fenômeno da alfabetização, é uma justificativa sustentável a este texto (in)formativo. E por que não dialogar com Sonia Kramer em “Verbete - Alfabetização” sobre a pontualidade deste conjunto de práticas sociais fundamentais à seguridade dos direitos para a humanização de crianças, jovens e adultos na apropriação do mundo simbólico e da cultura escrita?</div><div>Alfabetização. sf. Transposição da cognoscitividade concreta à simbólico-abstrata do tenro e/ou rijo sujeito educacional, como condição sine qua non à construtiva inter-relação a se estabelecer com a leitura e escrita. Processo pelo qual decorre a endoculturação linguística sistematizada, e a permissividade interlocutiva entre o sujeito que opera a linguagem escrita e a epistemologia sócio-histórica do espírito humano, produzida e registrada nas discursividades textuais em seus diversos gêneros. Quando considerada a dimensão prática, caracteriza-se como o próprio processo de aquisição e instrumentalização à linguagem, mediante à progressão dos “momentos discursivos de diálogo e interação” (SMOLKA, 2012). Alfabetizar é, portanto, a seguridade qualitativa de uma interlocução permeada de semântica para com os textos que leem e que produzem, os sujeitos - ou melhor, agentes - educacionais. Tal sistematização enviesa-se nos contextos em que estes textos e essa interlocução se inspiram de significados e múltiplos sentidos. A alfabetização deve ser realizada como prática de liberdade (FREIRE, 1987), a plena e pragmática participação do ser social na produção e desdobramento da cultura, onde se faz, também, ser histórico, de leitura do mundo que o escreve e que, de mesmo modo, contribui à dissertação; a necessidade discursiva desta prática é ineludível, e exclama pela expoência das artes e literatura, na comunhão entre os diversos gêneros textuais. (BAKHTIN apud KRAMER, 2010). O reconhecimento valorativo da linguagem necessita ultrapassar as fronteiras da demarcação temporal, territorial escolar e de ofício - muitas vezes, quando não sempre, ligadas ao aspecto mecânico, reprodutivista e instrumental da linguagem escrita - para introjetar-se às estruturas da razão orgânica da criança em seus muitos estágios de desenvolvimento. Pois é a partir da discursividade apropriativa da escrita e da leitura que desenvolvemos vínculo com a linguagem em essência; que podemos compreender, sentir, experienciar e intervir sobre a natureza do mundo material e simbólico, tal como sobre o universo particular que somos e que se encontra em contínua expansão interlocutiva com a socioculturalidade que nos envolve cotidianamente. Pensar o ser humano em suas múltiplas dimensões ontológicas, e a diplomacia dialógica entre todas elas, é conceber o rudimento da linguagem em seu grau de sofisticação intelectiva, como possibilidade e elucidação da própria reflexão. Isto é, no entrelaço da diversidade estrutural humana nasce a necessidade da “diversidade textual que caracteriza a produção humana” (KRAMER, 2006), como formas de expressar, falar, produzir, dissertar os conjuntos contextuais em que constituímos o espírito humano no tempo histórico e no espaço social. E assim produzimos arte, poemas, contos, crônicas, mais obras literárias, música, dança, teatro, mídias e toda condição concretamente necessárias para construir agentes linguísticos imersos nas águas da palavra que é própria, gerada pela interlocução entre ser e mundo, ser e ser, e que a manifestam segundo a autenticidade de sua própria arte de dissertar-se na existência presente. Por fim, na imanência do que não é dito, à alfabetização nos estágios de ensino infantil e fundamental, quando medidas as práticas docentes e os saberes pedagógicos ao ensino da linguagem, cumpre o encargo de suscitar na criança a capacidade do prazer pela leitura interpretativa e escrita contextual do mundo humano; do domínio qualitativo na leitura dialógica e escrita autoral do mundo humano; das justas condições e espaços educacionais para a leitura literária e escrita autoral do mundo humano, como finalidade primacial no cumprimento de seu papel responsivo, quanto à formação cultural e humana (KRAMER, 2010).&nbsp;</div><div><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-05 15:12:38 UTC</pubDate>
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         <title>O que é Alfabetização? ( Gabriel)</title>
         <author>danielle6b07cf13</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; Poderíamos inferir alguns caminhos para se chegar a uma conceituação coesa sobre alfabetização. Tomá-la como, segundo Soares (2005), o processo ensino-aprendizagem de tecnologias da linguagem escrita representativa - que demanda certo domínio de técnicas e saberes sistematizados e funcionais dos signos da linguagem dissertativa, bem como de competências psicomotoras ao manuseio instrumental para codificar (e decodificar) o significante e o significado do elemento representado na terminologia simbólica das palavras e grafemas - por exemplo. Ou mesmo pela abordagem denotativa e mais simplificada do dicionário Aurélio, que a concebe como o processo de ensinar e/ou aprender a ler e escrever com precisa compreensão semântica do sistema semiótico da linguagem. Todavia, caso prefira-se uma definição bem mais discursiva, podemos evocar Sonia Kramer (2010) ao registrar sobre a alfabetização o seu caráter permissível, isto é, a introdução da consciência ao mundo da semiologia linguística: produzir leitores e escritores ativos e identitários, aptos a dialogar com a cultura, história e sociedade e, para além da primariedade sócio funcional, capazes de produzir tais substancialidades nas incontáveis interlocuções enunciativas tidas coletivamente, nas muitas cotidianeidades do existir sócio-histórico.</div><div><strong>&nbsp; &nbsp; Um breve tracejo anatômico de uma unidade da linguagem escrita a outra ainda menor e rudimentar: do texto à palavra, ou tão somente sobre a palavra.</strong></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A menor célula de um corpo escrito,</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;constituída da composição e decomposição dos átomos silábicos e grafemas,</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;capaz de abrigar todo o cosmo cognoscível e enredado no tear da abstração humana.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A palavra, que possui a forma de todos os dizeres,</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;e que exprime as inspirações que a precedem;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;aquela que nomeia o que se vê,</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;e disserta sobre o intangível.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A palavra é própria ao pensamento, é a metalinguagem do próprio ser;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;é o poder de ir para além do falar,</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;ou melhor, diria ser o poder falar por vozes outras.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Palavra é a semiologia ao ser que disserta,</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; e que sem ela,</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; ou se desapropriado de sua essência linguística,</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; tornar-se-ia qualquer outro discurso que não ele próprio. – Poesia de registro subjetivo.</div><div>&nbsp; &nbsp; Alfabetizar é tornar viva a palavra no ser. Ou ainda, significar a vida a partir do encontro entre o ser e a palavra. Lucio (2019) suscita a palavra como linguagem em sua legitimidade demonstrativa, por elucidar as relações sociais íntima e efetivamente, pois é “na tonalidade discursiva dos enunciados que o sujeito se constitui.” (p. 151). Portanto, a apropriação da linguagem escrita, da palavra como interlocução sociocultural, pressupõe que seu processo desencadeia-se nas múltiplas incidências das atividades interativas e dialógicas de leitura e escrita como “momentos discursivos” (Smolka, 2012, p. 35).</div><div>&nbsp; &nbsp; É muito pertinente e enriquecedor às linhas aqui dissertadas ‘verbetear’ - no sentido mais notativo da verbalização do gênero - o registro feito por Lucio (2019), quanto à perspectiva Bakhtiniana sobre o existir concreto justificado pela sua própria enunciação, uma vez que as lentes de Bakhtin concebem a linguagem escrita, na sua primazia, como transcritora e tradutora da voz humana, quando mais a palavra apropriada encharcar-se de semântica existencial. Mas este é, como mencionado anteriormente, apenas um ‘verbetear’ das entrelinhas deste discurso. Prossigamos…&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; Existe um universo tão vasto de abordagens sobre a temática proposta, temo a não suficiência momentânea das linhas e espaços deste dissertar para o explorar com maior afinco. Todavia, alfabetizar é um processo que dispõe de dimensões estéticas e ontológicas, que necessitam ser analisadas com certo rigor. O aspecto estético do “o que” (conteúdo) ensinar e o “como” (metodologia) promover condições apropriativas à aquisição da linguagem escrita é a base elementar da execução da prática alfabetizadora. Enquanto que a perspectiva ontológica do “por quê?” (justificativa) e do “para quê?” (finalidade) possibilitar o exercício de práticas discursivas de escrita e leitura, desvela o panorama da funcionalidade aquisitiva da linguagem. Pois “[...] não se ensina ou não se aprende simplesmente a ‘ler’ e a ‘escrever’. Aprende-se (a usar) uma forma de linguagem, uma forma de interação verbal, uma atividade, um trabalho simbólico” (SMOLKA, 1993 apud Lucio 2019, p. 152).”. Por isso torna-se tão evidente o acesso à cultura escrita, os contextos de endoculturação linguística e literária como importância elementar do fenômeno alfabetizador.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; De fato, nestas linhas há uma profunda concordância com Sônia Kramer quanto ao aspecto contextual da alfabetização. Alfabetizar é contextualizar o sujeito ao mundo por ele vivido, o sujeito e o mundo humano aos conhecimentos sobre ambos, pois o que se vive no cotidiano dos espaços socioculturais pela criança, e os saberes que das distintas vivências se conformam, acabam por se misturar, aglutinar-se, emparelhar-se às vivências e saberes escolares, indissociam-se, pois os sentidos funcionais do mundo que se observa pelas lentes da epistemologia escolar incorporam-se à criança, à medida que sua discursividade sistematiza-se e refina suas práticas de leitura e escrita em diálogo com a geografia do território.&nbsp;</div><div>Mas é também relação de ensino, pois desdobra-se na interlocução docência e discência, professor e sujeito educacional nortista, no intercâmbio semantizador entre saberes, práticas e tradições. E a cartografia educacional formal é a possibilidade destas interlocuções, destes múltiplos diálogos e enunciações desta unidade intersubjetiva, e também de polivalências linguísticas singulares e autorais.&nbsp; &nbsp; &nbsp;</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-05 15:22:55 UTC</pubDate>
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         <title>Ambiente Alfabetizador        ( Raiane)</title>
         <author>danielle6b07cf13</author>
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         <description><![CDATA[<div>A alfabetização&nbsp; é o acesso a informação, a construção de conhecimento e o desenvolvimento da consciência crítica, quando se pensa em ambiente alfabetizador ,logo, se pensa que seja um espaço com variedades de livros ,cartazes, figuras , palavras ,e sim é isso mesmo, também , e mesmo com uma sala cheia de atrativos e se não existir uma relação dialógica e cotidiana dos alunos com o espaço e o mediador, perde-se o sentido, tornando ate&nbsp; uma poluição visual.<br>&nbsp;O aprendiz adquire o conhecimento com contato constante com as palavras e tendo participação significativa nas horas de leituras. Assim pode se pensa o espaço escolar como principal mediação, e primordial para o aumento da cultura letrada ,onde ler ,escrever ,adquirir conhecimento não seja um tormento ou segregador,e sim que desperte vontade nos sujeitos&nbsp; ultrapassando os limites do muro da escola ,vale lembrar das palavras de severino , onde a escola deve dialogar com a comunidade, a participação efetiva da escola é sim refletida na sociedade ,este é um espaço marcado por interações entre sujeitos que vivem em constante transformação&nbsp; ,sensações ,imagens e conflito, dessa forma&nbsp;<br>“As crianças em processo de alfabetização devem encontrar dentro do espaço escolar múltiplas possibilidades de aprendizagem e desenvolvimento por meio da palavra, dita, escrita e lida, prevalecendo situações significativas e inserindo a criança em um mundo letrado, compreendendo para quê e por que precisamos ler e escrever.”(Vania Gusmão)<br>As crianças tem interesses diversificados pois cada um possui sua singularidade, cada uma no seu próprio ritmo, é se pensando no âmbito da educação infantil que me fez refletir em como esse processo é importante e marcante, no início da escolarização o aprendiz da língua escrita é capaz de refletir sobre sistemas de representação, se apropriando de seus sinais gráficos e de suas regras de funcionamento, junto com essa questão outra me surgiu, qual a importância do aprender a ler?&nbsp; ,é como se fosse um passarinho voando pela primeira vez, é conhecer o mundo, é se interagir com a sociedade, vivemos permeados por palavras, é impossível pensar viver sem essa habilidade, é como seguir seu próprio caminho, a leitura se torna uma necessidade social, além disso a pratica da leitura possibilitara uma capacidade maior de reflexão nos sujeitos. Então o ambiente alfabetizador não é só a sala de aula com materiais pedagógicos, cartazes, etc. mas todo espaço que a criança compartilha e circula, onde existe a interação com os textos com função social. Para o Smith, quando ambiente a sua volta tem sentido as crianças buscam compreender, ele destaca também que as embalagens, rotulo, propagandas aumenta a percepção da função da linguagem escrita. Seguindo ainda o pensamento deste autor , vale destacar que ele coloca que as identificações dos banheiros, salas ,até o cardápio deveriam estar acessível as crianças, o autor também considera que a escolhas e disponibilidades de materiais relevantes e significativos serem requisitos básicos para o aprendizado da leitura&nbsp;<br>Portanto para se criar um ambiente alfabetizador ,é necessário uma criteriosa seleção de materiais que verdadeiramente efetivem o propósito de tornar a escola estimulante para a criança que ainda está em processo de construção do seu lado leitor, assim o problema maior esta nas escolhas e de como esses materiais devem estar para que o ambiente torne-se alfabetizador ,muitas vezes não é a falta desses recursos ,mas sim a grande variedade exposta sem sentido e nenhum critério verdadeiramente pedagógico ,tais práticas dificultam no desenvolvimento no exercício da linguagem nas práticas sociais,pois para a formação de grandes e bons leitores e escritores requer condições favoráveis.<br>E então como se pensar no ambiente alfabetizador para estudantes ribeirinhos?, Smolka na sua obra ,a criança na fase inicial da escrita ,nós diz o quanto os alunos têm a dizer ,e nos aponta questionamentos sobre a prática docente nos trazendo uma necessidade de dialogar significação com vivências linguísticas do cotidiano das práticas sociais da escrita e da leitura , a aplicação das práticas pedagógicas não devem se reduzir a uma simples técnica ,não se pode acumular atividades ,cartazes se não se estabelecer as seguintes reflexões, para quem ensino ?, O que ensino ? Como ensino ? E onde ensino ? como pensar nesse ambiente que alfabetiza num local com muitas limitações? ,e qual a importância de se pensar nisso&nbsp; para esses estudantes que vivem por cima dos rios ? As escolas ribeirinhas são localizadas a margem do rio, com difícil acesso, em locais de infraestrutura precária, população essa que passa por inúmeras dificuldades no acesso a educação, a saúde e ao transporte&nbsp; .<br>O ambiente alfabetizador é acolher ,e pensar na hora que essas crianças acordam ,como elas chegam até mim ,o que elas trazem em suas bagagens, sera que ela ajudou seu pai na apanhação do açaí e está cansada ?,será que ficou ajudando sua mãe nos afazeres de casa e cuidando dos outros irmãos ?Esse ambiente alfabetizador existe nessas escolas ? E se existe ,ele funciona ?,ou seja faz algum sentido para esses sujeitos, são esses os questionamentos a mim surgidos . A importância da qualidade desse ambiente se faz muito&nbsp; necessário nessas escolas ,pois é onde muitos estão distante da cultura letrada , onde a desigualdade predomina , é preciso envolver essas crianças com o mundo social do código elaborado ,Na escola as crianças devem&nbsp; interagir significante com o caráter social do ler e escrever, a participação&nbsp; ativa das crianças nas variadas situações desde a construção de um bilhete sobre reunião até a ler um bilhete deixado por outro professor configura um ambiente alfabetizador<br><br><br>http://www.metodista.br/congressos-cientificos/index.php/CM2011/FAHUDP/paper/viewPaper/2601<br>https://scholar.google.com.br/scholar?hl=pt-BR&amp;as_sdt=0,5&amp;q=ambiente+alfabetizador+&amp;oq=#d=gs_qabs&amp;t=1669943438363&amp;u=#p=gBhhaPJtX-0J<br>https://scholar.google.com.br/scholar?hl=pt-BR&amp;as_sdt=0,5&amp;q=ambiente+alfabetizador++ribeirinhos+&amp;btnG=#d=gs_qabs&amp;t=1669943584075&amp;u=#p=WFh5qtU6m6EJ<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-05 15:23:51 UTC</pubDate>
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         <title>O início do Processo de Alfabetização ( Danielle)</title>
         <author>danielle6b07cf13</author>
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         <description><![CDATA[<div><sub>&nbsp;" [ ...] O processo de alfabetização nada tem de mecânico do &nbsp; ponto&nbsp; de vista da criança que aprende. A criança constrói seu sistema interativo, pensa, raciocina e inventa buscando compreender esse objeto social complexo que é a escrita."</sub></div><div><sub>&nbsp;( EMILIA FERREIRO- Reflexões sobre Alfabetização 22 edição. Cortez Editora).&nbsp;<br></sub><br></div><div>O início do processo de alfabetização aborda, construção e planejamento interativo, que permite participação, autonomia e comunicação entre as crianças. Segundo Ferreiro, esse percurso possibilita uma compreensão maior da escrita e não é mecânico e sim inovador, dialogando com o ponto de vista dos estudantes. Na observação que as crianças pensam, raciocinam, inventam, trazem saberes com elas, configurando um aprendizado coerente e estratégico com a alfabetização e que seja transversal.<br>Para este propósito, o Professor se torna Escriba e move na sala de aula a reflexão da linguagem, meios concretos de alfabetização com intencionalidade de sentido, nos quais experimenta desafios, e é desafiado por eles buscando a melhoria de como organizar na sala de aula os recursos produzidos pelas próprias crianças, nesse sentido favorece a&nbsp; visualização e produção com significação,&nbsp; como: roda de conversas, leituras de textos, ilustrações na sala, as crianças sempre em grupos para receber a orientação da professora.<br>&nbsp;De acordo com Smolka, este desenvolvimento exploratório favorece consciência na função do educador, segundo sua obra: " A criança na fase inicial da escrita: a alfabetização como processo discursivo ( 1999)", apresenta uma análise profunda de como ocorre a alfabetização, a autora questiona o modelo tradicional e autoritário, e a falta de preparo dos Professores, que em muitos ensinos são de silabação.<br>Assim," [ ...] pouco tem a ver com as experiências de vida e de linguagem das crianças" ( Smolka, 2012, p . 65 ).<br>Com esses exemplos a autora mostra algumas perguntas chaves deste processo de início da alfabetização, sendo eles: Para quem eu escrevo? O que escrevo e porque?, formando interação e discursão em sala de aula.<br>Esta apropriação de saberes, leva a ciência do código linguístico. Não esquecendo que essa apropriação é a maior expressão da criança, para expressar seu pensamento, como afirma Bakhtin:<br>&nbsp;<sup>"[...] é um ato individual de vontade e de inteligência, no interior do qual convém distinguir as combinações pelas quais o sujeito falante utiliza o código da língua&nbsp; para exprimir seu&nbsp; pensamento pessoal &nbsp; e o mecanismo psicofísico que lhe permite exteriorizar estas combinações."<br>&nbsp;( apud BAKHTIN; VOLOCHINOV, 2014, p. 89)<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<br>&nbsp;</sup>Podemos perceber que todo o ato do início de alfabetizar, requer uma visão ampla, articulada com a criança direcionada com ressignificação constante. Olhando as diferentes narrativas, destaco o filme :&nbsp; “A língua das mariposas” (1999) , onde&nbsp; ilustra a atuação do Professor que percebe o social humano , no âmbito da aprendizagem sobre as dificuldades da realidade vivida, onde lutas pelo futuro são alcançadas na relação professor-aluno, na interação das práticas de ensino, a relação da vida cotidiana em situações de conversa, sempre acreditando na potencialidade de seu a aluno. Isso propicia o despertamento sobre os princípios em ensinar , tornando a aprendizagem eficaz e de qualidade, problematizando dando voz aos pequenos leitores. <br>Em circunstâncias de um ambiente alfabetizador, interativo os Escribas analizam o seu planejamento e apresentam as crianças o nome e sua importância de conhecer e escrever, suas representações de sons e cada função na escrita , torna o início do processo de alfabetizar prazeroso. Com base na afirmação de : "O que se deve fazer é ensinar às crianças a linguagem escrita, e não apenas a escrita das letras" ( Vigotsky, 2007 ). <br>A concepção e entendimento é explorar os nomes de cada criança, dando importância para sua identidade, ponto importante para se iniciar o processo de alfabetização, as leituras em voz alta possue também sua significação pois amplia a visão das palavras. Ser educador é sempre considerar diferentes formas de aprender- Listas dos nomes, listas de brinquedos, listas de produtos- mascote da alfabetização,&nbsp; cartaz de leituras diversas na sala, cartas, bilhetes, leituras de cantigas, poemas, rimas,&nbsp; alfabeto móvel, músicas, trabalhando aliteração, combinação das palavras, colaborando para a oralidade, percepção visual e efetivando experiências únicas&nbsp; <br>alfabetizadoras, ganhando função na realidade vivida. Identificar e reconhecer cada saber pedagógico, abre espaço para essas diversas atividades, sempre desenvolvendo criatividade e produção de conhecimento.&nbsp; <br>Entendendo isto, a prática muda e traz significados para a criança, e por isso que essas práticas devem ser lúdicas e reflexivas " o nome traz mais do que uma grafia específica, ele traz também uma história, um significado" ( BRASIL, 1998. p. 38).<br>Para finalizar, toda essa emoção em alfabetizar e buscar novas atividades contextualizadas e a valorização de meios de lições ao ensinar e aprender, podemos também associar&nbsp; novas apropriações culturais e envolver as crianças. Nessa pesquisa descobrimos as " Letras que Flutuam", um projeto de mapeamento dos Abridores de Letras da Amazônia, movendo a tradição cultural das pinturas dos nomes de barcos dos ribeirinhos, envolvendo o saber tradicional e a forma de se comunicar em sociedade. Uma forma de trazer pra sala de aula, algo novo, criativo e trabalhar nela de acordo com o plano de aula desenvolvido. O autor Martins, descreve de forma sucinta como esse projeto é:<br><br>"As letras pintadas pelos abridores no barcos possuem uma semelhança com <br>as estruturas regulares da tipografia formal, mas não se restringem a elas. São <br>uma simplificação do estilo vitoriano, apresentam algumas características comuns como a divisão da letra em duas partes, os fios de contorno, as serifas <br>toscanas, as sombras e os enfeites, na região Norte chamados de “caqueado”. <br>Neste caso, em similaridade com o desenvolvimento da estrutura e forma dos <br>caracteres tipográficos em função do suporte e ferramenta citados no primeiro capítulo, nota-se que o próprio suporte (o barco) levou ao desenvolvimento um estilo próprio, as letras decorativas ribeirinhas, totalmente adaptado a <br>ele a às ferramentas de trabalho" (MARTINS, 2008, p. 80).<br><br>O inicio sempre é um ganho de possibilidades no universo da alfabetização, como nesse projeto das" Letras que Flutuam", podendo ser abordado em sala de aula, não esquecendo que se trata de investigação constante e envolvimento das crianças.&nbsp; <br>Smolka (2012, p. 13) afirma que:<br><br>"assumindo uma concepção de linguagem como prática social, como produção e produto da atividade humana, constitutiva dos sujeitos em interação, buscava compreender, com uma equipe de trabalho que desenvolvia projetos de atuação e investigação no espaço escolar, o dinâmico e complexo processo de elaboração coletiva de conhecimento – da língua, da linguagem, do mundo, da leitura e da escrita, da literatura, dos modos de ensinar e a ler e escrever."<br><br>Saindo do tradicional,&nbsp; construindo esse processo, para ser adequado e acolhedor, porém com aprendizagem objetiva e clara e diversificado.<br>Para essa eficácia , basta cada professor dialogar e investigar sua prática não esquecendo dos sujeitos envolvidos. <br><br><br>Discente : Danielle de Nazaré Lopes Cunha<br><sup>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; </sup><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-05 15:24:26 UTC</pubDate>
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         <title>Quais as Características da Linguagem- Alice Beatriz </title>
         <author>danielle6b07cf13</author>
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         <description><![CDATA[<div>A linguagem é o termo que possibilita o ser humano a comunicar suas ideias e sentimentos por meio da fala, da escrita ou de outras formas naturais e signos convencionais.&nbsp;<br>Os elementos que constituem a&nbsp; linguagem são: gestos, sinais, sons, símbolos ou palavras usadas para constituir conceitos, ideias, significados e pensamentos, ela nos torna capazes de exteriorizar a ideias e pensamentos por meio de um estilo inato de comunicação e nesse sentido, é viável que as riquezas linguísticas sejam incentivadas e reconhecidas pelo professor desde o início da escolaridade do aluno.<br>&nbsp;Sabemos que a linguagem se dá de uma forma espontânea, eventualmente não planejada e assim o falante não tem o devido o controle da mesma, nessa perspectiva O'donnel e Tod expõe que a linguagem oral por ser espontânea obtém um tempo curto para a estruturaço do pensamento, e efetivamente é necessário optar por expressões e palavras adequadas, porém, com a rapidez do pensamento e o tempo insuficiente, consequentemente acaba havendo uma quebra na estrutura ,ou seja, frases interrompidas, incompletas, repetições, pausas silenciosas ou hesitações.<br>Sabendo que a linguagem permite que tenhamos pensamentos acelerados, Vanoye afirma que:<br>" - na língua falada é abundante a reprodução de palavras;<br>- na língua falada é grande ocorrência de anacolutos ou rupturas de construção: a frase desvia-se de&nbsp; sua trajetória, o complemento não aparece e a frase parte em outra direção"<br>(Vanoye, 1982, p.40)<br>A linguagem deve ser evidenciada em seus pressupostos fonéticos, semânticos, morfológicos e social, através disso, o professor deve levar em consideração a realidade do aluno, pois a classe social implica diretamente na maneira em que falamos e escrevemos e assim, dependendo do contexto social o falante pode usar dois tipos de linguagem, são elas: linguagem formal, que exige o uso da linguagem padrão, na qual é comumente conhecida como norma culta; e a linguagem informal que é usada no cotidiano de forma descontraída e não há a necessidade do uso da norma culta.<br>Assim, o trabalho com a linguagem necessita frisar que discentes das séries iniciais assumam uma importante papel como leitores e possíveis escritores, na qual possibilita o entendimento referente a diversos estruturas textuais enriquecendo a cultura infantil, por isso foi frisada a importância ao enfoque referente ao contexto social do aluno.<br>Temos também, como características de produção da linguagem a presença do receptor e do emissor e o uso de recursos não-verbais, Por conseguinte, Lyons menciona estas características ao&nbsp; deliberar o que Chama de “canonical situation of utterance”, ou seja, a comunicação que se processa pelo canal vocal-auditivo, na qual consiste na perspectiva que todos os participantes estejam presentes no mesmo contexto, assumindo cada um a sua vez de emissor, capazes de ver uns aos outros e relacionar às suas palavras os recursos Linguísticos não-vocais.<br>É possível observar que a linguagem não é estática, ela se reinventa dependendo de vários fatores. Nessa perspectiva trago a música "voando pro Pará" dos compositores: Chrystian Lima, Isaaque Marayal e Valter Serraria.&nbsp;<br>A letra da música:<br>Eu vou tomar um tacacá;<br>Dançar, curtir, ficar de boa;<br>Pois quando chego no Pará me sinto bem,<br>O tempo voa;<br>Chegou o mês de férias, vou voando pro Pará;<br>Vou direto ao Ver-o-Peso apurar meu paladar;<br>Ficar bem à vontade e fazer o que quiser;<br>E matar minha saudade da pupunha com café;<br>Eu vou na Estação das Docas;<br>Vou ver o Re -Pa no estádio;<br>Vou sair à noite com os amigos, eu vou me jogar;<br>Eu vou lá no Mangal das Garças;<br>Vou no Forte do Presépio;<br>E depois do point do açaí eu quero me divertir;<br>Eu vou tomar um tacacá;<br>Dançar, curtir, ficar de boa;<br>Pois quando chego no Pará me sinto bem;<br>O tempo voa.<br>Na letra é possível observar as variações e termos provindo da capital paraense, a canção traz características da linguagem formal e não formal, contendo também características linguísticas em nível fonético e fonológico, expressando sentimentos e exemplificando um tipo de linguagem.&nbsp;<br>A música faz com que o aluno tenha leituras interpretativas que favorecem o enriquecimento do conhecimento relacionado à cultura regional, assim, com o assunto e as metodologias diferente o aluno ficará mais atraído e participativo nas aulas resultando em um melhoramento no processo de ensino e aprendizagem da linguagem.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-05 15:25:16 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Gêneros Textuais - Talita Araújo </title>
         <author>danielle6b07cf13</author>
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         <description><![CDATA[<div><em>Discente: Talita Araújo dos Santos- 202010540165<br></em><br></div><div>Perante a abordagem sobre gênero textual discursivo, faz -se necessário apelar á uma explicação teórica para compreensão de tal significado, diante disso Mikhail Bakhtin em sua obra: Estética da criação verbal, afirma que qualquer meio de fala, escrita ou&nbsp; meio de comunicação envolve um determinado gênero discursivo . Discursivo, como o próprio nome já diz, é algo que tem a capacidade de formar discursos, este está inteiramente ligado com o pensar e raciocinar. Para entender um gênero discursivo o autor apresenta três aspectos fundamentais, são eles: conteúdo temático, ou seja, o assunto em questão;&nbsp; plano composicional , isto é, a forma como a informação está estruturada; e estilo que por sua vez considera a forma particular de escrita, e vocabulário do sujeito</div><div>Bakhtin ( 2003)&nbsp; pontua as enunciações como algo relevante no processo discursivo , esta é a própria comunicação entre sujeitos , isto é, a interação que os indivíduos estabelecem, onde um faz uso da fala e o outro da escuta. Bakhtin (2003) ainda acrescenta que a enunciação é um conjunto de outras enunciações que já foram ditas , com isso o sujeito toma para si essas palavras e utiliza na formulação da seu próprio discurso. Conforme vão surgindo inúmeros tipos de comunicação, da mesma forma faz necessário usar os diferentes tipos de gêneros existentes. Para isso, Bakhtin organiza os gêneros em duas classificações: primário e secundário. Fazem parte do grupo primário: cartas, bilhetes, emails e até mesmo conversas do dia a dia; no que se refere a classificação secundária , neste grupo está inserido escritos e comunicações mais complexas, que fazem uso de uma linguagem elaborada como por exemplo: textos científicos,&nbsp; romances, contos, fábulas ; tal explanação mostra que o que difere a classificação dos gêneros é o seu nível de complexidade.</div><div>Para Kramer(2010), alfabetizar é quando se insere a criança, o jovem ou adulto no mundo da leitura e escrita, este processo é um processo cultura, coletivo e sistematizado que promove acessibilidade a acervos linguísticos , e produção criativa. Junto a tal afirmativa, Braptista(2010) afirma que a criança é um ser que produz cultura por meio da interação que estabelece com outras manifestações culturais. A autora ainda reiteram que por esse motivo as práticas pedagógicas devem buscar estratégias e ações inovadoras que possibilitem o alfabetizando ter acesso a cultura letrada, respeitando suas particularidades. Vale ressaltar que da maneira que o alfabetizando desenvolve a leitura e escrita, da mesma forma este sujeito desenvolve sua oralidade, ou seja, tais aspectos indissociáveis.</div><div>A própria BNCC( Base Nacional Comum Curricular) enquanto documento normativo, compõe em sua estrutura a valorização da inserção de gêneros nas práticas escolares, para essa é necessário: “Conhecer diferentes gêneros e portadores textuais, demonstrando compreensão da função social da escrita e reconhecendo a leitura como fonte de prazer e informação”( BRASIL, 2018, p. 55). Ou seja, o domínio de conhecimento a partir de gêneros textuais pode colaborar tanto para o desenvolvimento educacional, como para práticas sociais por meio das informações que serão adquiridas nesse processo&nbsp;</div><div>A forma como é organizado o ambiente para que a aula seja ministrada, é um forte aliado para desenvolver a leitura e escrita&nbsp; de forma significa. Smolka (1999) apresenta algumas estratégias que cooperam para o processo de alfabetização, uma delas é levar pra sala recursos que trabalhem escrita, dentre os&nbsp; itens mencionados, a autora cita livros, revistas, bilhetes, rótulos de produto e de embalagens, ou seja, apresentando e trabalhando gêneros textuais. Vale acentuar que toda e qualquer forma de escrita trabalhada precisa fazer sentido para o educando, pois se isso não acontece pode ocasionar na perca de interesse pela leitura e escritas (SMOLKA, 1999 ). Atrelado a essa análise, o filme Língua das Mariposas elucida como um determinado gênero ( nesse caso, poema) pode ser trabalhado em sala de aula: o professor pede para que o aluno recite um poema, este recita uma obra de Antônio Machado- Memórias de Infância, onde além do aluno expor o poema selecionado, o próprio é instigado a explicar determinada expressões que o texto literário trás em sua escrita.&nbsp;</div><div>A partir da perspectiva exposta, sobre a importância do docente dominar estratégia de leitura e escrita no processo de alfabetização do estudante, entra em questão os gêneros textuais discursivos que podem ser trabalhados&nbsp; com crianças, jovens e adultos, afim de inseri-lo na cultura letrada. Alguns dos recursos que podem ser utilizados para este processo de ensino e aprendizagem são: poesias, contos, anúncio de jornais ou revistas, carta,&nbsp; bilhetes, dentre outras. Isso revela que há múltiplos gêneros textuais discursivos que podem ser trabalhados durante as aulas. Os gêneros contribuem de forma significa no processo alfabetizador (SILVA, 2017), pois além de contribuir para a aquisição da linguagem oral e escrita , fornece também novas aprendizagens no âmbito afetivo, social, político e demais aspectos que compõe a formação humana. Nesse viés, docente pode optar selecionar vários gêneros para serem estudados.</div><div>Tendo em vista a necessidade de aprimorar novas estratégias para o processo de alfabetização, associado a particularidade dos estudantes, toma-se como grande estratégia trabalhar gêneros textuais junto as características regionais do indivíduo, para que assim haja a melhor compreensão do objeto trabalhado. Trabalhar a cultura regional é trabalhar com o espaço geográfico do indivíduo, a culinária, ritmos, costumes, crenças, vocabulário dentre outros fatores que caracterizam uma determinada cultura.&nbsp;</div><div>Adentrando no contexto amazônico, existem poemas literários que podem ser utilizados tais como: Iara, de Benjamin Sanches, de forma romântica este fala sobre a lenda da Iara. Bertholetia Excelsa, de Jonas da Silva , tal obra valoriza as próprias florestas amazônicas, as árvores regionais e suas histórias. Silêncio guerreiro, de Márcia Wayna Kambeba, este poema trabalha o direito dos povos indígenas .Receita de Tacacá, de Luiz Bacellar, esta por sua vez expõe a culinária regional . Rio Negro, de Rogel Samuel, a presente obra trabalha a estética geográfica regional. Algumas obras devem ser analisadas antes de trabalhar com crianças, pois podem exprimir violência ou qualquer outro cunho que não seja viável expor para uma criança&nbsp;</div><div>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-05 15:25:44 UTC</pubDate>
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         <title>Linguagem e Alfabetização Discursiva- Alice Beatriz </title>
         <author>danielle6b07cf13</author>
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         <description><![CDATA[<div>Entende-se a linguagem como um sistema de comunicação que pode se dar por diversas formas e apresentar distintas funções.A alfabetização discursiva intensifica as funções da linguagem levando para dentro do espaço escolar diferentes modos de ver e&nbsp; entender o mundo, tornando a escola um ambiente alfabetizador.<br>Smolka defende que é importante observar a influência do contexto social do aluno, pois tal condição o influencia no processo de elaboração e construção do conhecimento do mundo.&nbsp;<br>A alfabetização além de implicar a aprendizagem da escrita de letras, palavras e frases,&nbsp; trabalha também desde sua gênese até a construção dos sentidos, nessa perspectiva, é plausível salientar que a escola não deve se ater apenas em ensinar as crianças a repetir e reproduzir frases feitas e palavras previamente construídas, pois assim o aluno só estará reproduzindo o que está sendo passado pelo docendo e não terá a habilidade de imaginação, saliento que ele precisa arriscar modos de escrita em uma perspectiva discursiva .<br>Levando em consideração que a criança passa primeiramente pela linguagem falada, sabemos que a escrita que é abordada pela escola não é a mesma que a linguagem falada pelas crianças, nessa lógica vigotsky descreve a o início escrita como um método de linguagem levando consideração a dimensão discursiva, desta forma, ela não deve ser algo mecânico e&nbsp; sem sentido, para assim facilitar o processo de alfabetização da criança.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-05 15:26:31 UTC</pubDate>
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         <title>         Jogos para Alfabetização ( Danielle)</title>
         <author>danielle6b07cf13</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;<sup>"O educador deve ser um inventor e um reinventor constante dos meios e dos caminhos, que facilitem mais e mais a problematização do objeto a ser desvelado e apreendido pelos alunos." (Freire 2002, p. 17)<br><br></sup>Na preparação da alfabetização, os jogos se tornam oportunidades de aprendizagem lúdica, promovendo percepção visual, estimulação do raciocínio lógico e interativo, possibilitando desenvolvimento da leitura e escrita.<br>Os jogos auxíliam na construção coletiva das ideias, tendo o educador a intencionalidade em uso no seu planejamento, criando aprendizagens completas e usando com elas intervenções reflexivas. Inserido em sala de aula, ele favorece modificação do ambiente trabalhado. O educador sempre vai pesquisar em como colocar e utilizar os jogos, vejamos as afirmações de Smolka:<br><br>É a realização da pesquisa “por um fio”, num desdobrar-se contínuo de&nbsp;<br>questões e elaborações que vão emergindo no dia a dia. Problemas,&nbsp;<br>conceitos, concepções vão se (re)configurando e vão sendo (re)colocados em foco. Esse modo de realização da pesquisa é consistente com a ideia&nbsp;<br>de que os conceitos são elaborados e se (trans)formam, nos níveis individuais e sociais, a partir das condições concretas de vida (SMOLKA, 2008, p. 10-11).<br><br>De acordo com a fala da autora, a pesquisa busca condições concretas e na transformação, e nesta fala podemos associar os jogos e sua função. Pois ele enriquece as atividades, trazendo a intencionalidade, buscando mediar a consciência e o ensino, tornando-se a comunicação na alfabetização. A alfabetização favorece práticas de ensino com significados, reaviva a criatividade, autoestima, estratégias para se obter bons resultados. No ambiente da sala o jogo ganha destaque e cumpre metas articuladas e planejadas para a dimensão da escrita. A seguir alguns jogos que podem articular com alfabetização: Jogos de identificação das letras; jogos das sílabas; Jogo da palavra dentro da palavra, Bingo das letras; Jogos das vogais...Tudo são habilidades&nbsp; de suma importância para inserir os grafemas e os fonemas, para se compreender o princípio alfabético.&nbsp;<br>Muitos sites com projetos de cursos e de alfabetização mostram como atuar na reflexão e prática da leitura e escrita. Entre eles ressalto um que se chama portal TRILHAS,&nbsp; Projeto do Instituto Natura do Escolas Conectadas; que media o desenvolvimento de práticas inovadoras e com base na alfabetização. E neste site, encontramos cursos e cadernos de jogos, onde o destaque é o visual chamativo e instigador, nos quais entre eles destaco:</div><ul><li>Jogo da Batalha dos nomes: O jogo favorece consciência silábica, reconhecimento das letras e manipulação das palavras.</li><li>Jogo Bicho Maluco: Muito interativo, divertido em criar novos nomes aos bichos,&nbsp; com unidade de sentido das palavras.&nbsp;</li><li>Jogo das Rimas: Se trabalha a relação dos sons e combinação das palavras.&nbsp;</li><li>Jogo dos nomes Escondidos: Se observa a estrutura sonora de cada palavra.</li><li>Jogo Agrupando imagens: Capacita a criança a ampliação das palavras.&nbsp;</li></ul><div>São Jogos fonológicos e super interessantes,&nbsp; que dão práticas com sentidos pedagógicos efetivados.&nbsp;<br>É vital essa construção, rompendo com o tradicional e o silêncio das crianças, havendo movimentação do espaço alfabetizador. Como explica Smolka:</div><div><br>"Quando a professora soletra as palavras e mostra as letras do alfabeto, ela esta destacando, apontando e nomeando elementos do conhecimento para a criança, e indicando uma forma de organização deste conhecimento. Quando a criança fala, pergunta ou escreve, é ela quem aponta para a professora o seu modo de perceber e relacionar o mundo. Nessa relação o conhecimento se constrói.” (SMOLKA,1988, 12 ed, p.43)<br><br>&nbsp;Considerando essas proporcionalidades para inserir os jogos , se tornando esperanças críticas para se aprender, o educador deve desenvolver o seu trabalho na flexibilidade, buscando conhecer cada criança e buscando jogos diferenciados para atrair a atenção delas e se obter o aprendizado real, ressignificando sua pesquisa e fazendo rupturas com o conformismo, usando suas experiências, estimulando&nbsp; empatia e curiosidade, fazendo conexão&nbsp; &nbsp;com o cotidiano, e permitindo sentir o outro e como ele absorve cada planejamento.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-05 15:27:24 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Referências utilizadas </title>
         <author>danielle6b07cf13</author>
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         <description><![CDATA[<div>A LÍNGUA DAS MARIPOSAS . Direção: José Luiz Cuerda. Produção: José Luiz Cuerda e Fernando.&nbsp; Boraiva. Espanha. 1999. YouTube, 96 minutos.<br><br>BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2003. p.261-306.<br><br>BAPTISTA, Mônica Correia. A linguagem escrita e o direito à educação na primeira infância, Anais do I seminário nacional: Currículo em movimento ? Perspectivas Atuais Belo Horizonte, novembro de 2010.<br><br>BRASIL. Constituição Federal, de 05.10.88, Diário Oficial da União, Brasília, 1988.<br><br>BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018.<br><br>BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria Educação Fundamental. Orientações Didáticas. In: Referenciais Curriculares para Educação Infantil: formação pessoal e social. V. 2. Brasília: MEC, 1998.<br><br>FERREIRO, Emília. Alfabetização em processo. 15. ed. São Paulo:Cortez,&nbsp;<br>2004.<br><br>FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática&nbsp;<br>educativa. 25. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2002.<br><br>KRAMER, Sônia. Alfabetização é ... Sede de Ler, v. 1, n. 1, p. 3-4, 1 nov. 2010.<br><br>KRAMER, Sônia. Alfabetização, leitura e escrita: formação de professores em curso. São Paulo, Ática, 2006.<br><br>LUCIO, Elizabeth Orofino. Transvendo a docência na alfabetização das águas. Revista Brasileira de Alfabetização, n. 9, 2019.<br><br>LYONS, J. Semantics. Cambridge, Cambridge University Press, 1978. 2 v.<br><br>MARTINS, F. O. Letras que flutuam – O universo ribeirinho e a tipografia vitoriana. Monografia apresentada ao Curso de especialização em Semiótica e&nbsp;<br>Cultura Visual da Universidade Federal do Pará, 2008.<br><br>O'DONNEL, W.R. &amp; TODD, L. Variety in Contemporary English.&nbsp;<br>London, Allen &amp; Unwin, 1980. p.67.<br><br>Smolka, Ana Luiza Bustamante. A fase inicial da escrita: a alfabetização como processo discursivo / Ana Luiza Bustamante Smolka. - 13 ed. - São Paulo: Cortez, 2012.<br><br>Soares, Magda. Alfabetização e letramento: caderno do professor / Magda Becker Soares; Antônio Augusto Gomes Batista. Belo Horizonte: Ceale/FaE/UFMG, 2005.<br><br>SMOLKA, Ana Luiza Bustamante. A Concepção de Linguagem como Instrumento: um questionamento sobre práticas discursivas e educação formal. Cognição e Linguagem. Temas de Psicologia. Ribeirão Preto. vol.3 nº.2&nbsp; ago. 1995.<br><br>SILVA, Yasmin Nascimento da. O uso dos gêneros textuais no processo de alfabetização e letramento no ciclo de alfabetização. João Pessoa: UFPB, 2017. 71p.<br><br>VANOYE, F. Usos da Linguagem. São Paulo, Martins Fontes, 1982. p.40<br><br>VIGOTSKI, Lev Semenovich. A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2001.<br><br>VIGOSTKI, L.S. A formação social da mente. 4. Ed. Tradução: José Cipolla Neto,&nbsp;<br>Luís Silveira Menna Barreto, Solange Castro Afeche. São Paulo: Martins e Fontes,&nbsp;<br>1991.<br><br>VIGOSTKI, L.S. Imaginação e criação na infância. São Paulo: Ática, 2009.<br><br>TRILHAS, Projeto. O que é projeto trilhas? São Paulo: Instituto Natura, 2016. Disponível&nbsp;<br>em: www.portaltrilhas.org.br/sobre-trilhas.html. Acesso em: 01 dez. 2022.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-02 01:51:12 UTC</pubDate>
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