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      <title> Poesia escrita por mulheres by Elda Dos Santos Sousa</title>
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      <pubDate>2021-04-18 14:14:37 UTC</pubDate>
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         <title>Retrato</title>
         <author>eldasantos0800</author>
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         <description><![CDATA[<div>Eu não tinha este rosto de hoje,<br>Assim calmo, assim triste, assim magro,<br>Nem estes olhos tão vazios,<br>Nem o lábio amargo.<br><br>Eu não tinha estas mãos sem força,<br>Tão paradas e frias e mortas;<br>Eu não tinha este coração<br>Que nem se mostra.<br><br>Eu não dei por esta mudança,<br>Tão simples, tão certa, tão fácil:<br>— Em que espelho ficou perdida<br>a minha face?<br><br>-&nbsp; Cecília Meireles</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-18 14:53:34 UTC</pubDate>
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         <title>Tem os que passam</title>
         <author>eldasantos0800</author>
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         <description><![CDATA[<div>Tem os que passam<br>e tudo se passa<br>com passos já passados<br><br>tem os que partem<br>da pedra ao vidro<br>deixam tudo partido<br><br>e tem, ainda bem,<br>os que deixam<br>a vaga impressão<br>de ter ficado.<br><br>- Alice Ruiz</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-18 14:57:01 UTC</pubDate>
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         <title> Fagulha</title>
         <author>eldasantos0800</author>
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         <description><![CDATA[<div>Abri curiosa<br>o céu.<br>Assim, afastando de leve as cortinas.<br><br>Eu queria entrar,<br>coração ante coração,<br>inteiriça<br>ou pelo menos mover-me um pouco,<br>com aquela parcimônia que caracterizava<br>as agitações me chamando<br><br>Eu queria até mesmo<br>saber ver,<br>e num movimento redondo<br>como as ondas<br>que me circundavam, invisíveis,<br>abraçar com as retinas<br>cada pedacinho de matéria viva.<br><br>Eu queria<br>(só)<br>perceber o invislumbrável<br>no levíssimo que sobrevoava.<br><br>Eu queria<br>apanhar uma braçada<br>do infinito em luz que a mim se misturava.<br><br>Eu queria<br>captar o impercebido<br>nos momentos mínimos do espaço<br>nu e cheio<br><br>Eu queria<br>ao menos manter descerradas as cortinas<br>na impossibilidade de tangê-las<br><br>Eu não sabia<br>que virar pelo avesso<br>era uma experiência mortal.<br><br>- Ana Cristina César</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-18 15:03:31 UTC</pubDate>
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         <title>Eu-Mulher</title>
         <author>eldasantos0800</author>
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         <description><![CDATA[<div>Uma gota de leite<br>me escorre entre os seios.<br>Uma mancha de sangue<br>me enfeita entre as pernas.<br>Meia palavra mordida<br>me foge da boca.<br>Vagos desejos insinuam esperanças.<br>Eu-mulher em rios vermelhos<br>inauguro a vida.<br>Em baixa voz<br>violento os tímpanos do mundo.<br>Antevejo.<br>Antecipo.<br>Antes-vivo<br>Antes – agora – o que há de vir.<br>Eu fêmea-matriz.<br>Eu força-motriz.<br>Eu-mulher<br>abrigo da semente<br>moto-contínuo<br>do mundo.<br><br>- <strong>Conceição Evaristo</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-18 15:05:46 UTC</pubDate>
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         <title>Aninha e suas pedras</title>
         <author>eldasantos0800</author>
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         <description><![CDATA[<div>Não te deixes destruir…<br>Ajuntando novas pedras<br>e construindo novos poemas.<br>Recria tua vida, sempre, sempre.<br>Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.<br>Faz de tua vida mesquinha<br>um poema.<br>E viverás no coração dos jovens<br>e na memória das gerações que hão de vir.<br>Esta fonte é para uso de todos os sedentos.<br>Toma a tua parte.<br>Vem a estas páginas<br>e não entraves seu uso<br>aos que têm sede.<br><br>- Cora Coralina</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-18 15:07:25 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Poema: Rabo de baleia</title>
         <author>eldasantos0800</author>
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         <description><![CDATA[<div>um enorme rabo de baleia<br>cruzaria a sala nesse momento<br>sem barulho algum o bicho<br>afundaria nas tábuas corridas<br>e sumiria sem que percebêssemos<br>no sofá a falta de assunto<br>o que eu queria mas não te conto<br>é abraçar a baleia mergulhar com ela<br>sinto um tédio pavoroso desses dias<br>de água parada acumulando mosquito<br>apesar da agitação dos dias<br>da exaustão dos dias<br>o corpo que chega exausto em casa<br>com a mão esticada em busca<br>de um copo d’água<br>a urgência de seguir para uma terça<br>ou quarta boia e a vontade<br>é de abraçar um enorme<br>rabo de baleia seguir com ela.<br><br>- Alice Sant'Anna</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-18 15:08:43 UTC</pubDate>
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         <title>Nome de poetisa brasileira</title>
         <author>eldasantos0800</author>
         <link>https://padlet.com/eldasantos0800/jr6s36ju9kp6v32m/wish/1430050496</link>
         <description><![CDATA[<div>1. <a href="https://www.todamateria.com.br/cecilia-meireles/">Cecília Meireles</a> - foi uma jornalista, pintora, poeta, escritora e professora brasileira. Ela nasceu em 1901 no Rio de Janeiro e faleceu em 1964.<br><br>2. <a href="https://www.catalogodasartes.com.br/artista/Hilda%20de%20Almeida%20Prado%20Hilst%20-%20Hilda%20Hilst/">Hilda de Almeida Prado Hilst</a> -&nbsp; foi uma poeta, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira. Ela nasceu em 1930 em São Paulo e faleceu em 2004.<br><br>3.&nbsp; <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Helena_Kolody">Helena Kolody</a> - foi uma poetisa brasileira. Ela nasceu em 1912 no Paraná e faleceu em 2004. <br><br>4. <a href="http://flinksampa.com.br/elisa-lucinda-campos-gomes/">Elisa Lucinda Campos Gomes</a> - é uma poeta, jornalista, cantora e atriz brasileira. Ela nasceu em 1958 no Espirito Santo.<br><br>5. <a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/24-textos-das-autoras/925-conceicao-evaristo-maria">Conceição Evaristo</a> - é uma escritora brasileira. Ela nasceu em 1946 em Belo Horizonte.<br><br>6. <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_Cristina_Cesar">Ana Cristina Cesar</a> - foi uma poeta, crítica literária, professora e tradutora brasileira. Ela nasceu em 1952 no Rio de Janeiro e faleceu em 1983.<br><br>7: <a href="http://www.elfikurten.com.br/2015/05/deborah-brennand-poeta.html">Deborah Brennand</a> - foi uma poetisa brasileira. Ela nasceu em Pernambuco em 1927 e faleceu em 2015.<br><br>8: <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ad%C3%A9lia_Prado">Adélia Prado</a> - é uma poetisa, professora, filósofa e contista brasileira.<br><br>9. <a href="https://www.jusbrasil.com.br/topicos/86932284/miriam-aparecida-alves">Míriam Aparecida Alves</a> -&nbsp; é escritora brasileira. Ela nasceu em São Paulo em 1952<br><br>10. <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Alice_Ruiz">Alice Ruiz</a> - é uma poeta, haicaista, letrista e tradutora brasileira. Ela nasceu no Paraná em 1946<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-18 15:12:34 UTC</pubDate>
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         <title>A primeira poetisa - BÁRBARA HELIODORA</title>
         <author>eldasantos0800</author>
         <link>https://padlet.com/eldasantos0800/jr6s36ju9kp6v32m/wish/1430082561</link>
         <description><![CDATA[<div>Bárbara&nbsp; nasceu em São João Del Rei, Minas Gerais, em 1759. Primeira poetisa brasileira, culta e revolucionária, Bárbara foi uma mulher que, em toda sua vida, agiu com coragem e fibra, Aos 20 anos se apaixonou pelo poeta Alvarenga Peixoto.<br>casamento durou 10 anos, período da produção poética de Eliodora. Em 1789, época da Conjugação, Alvarenga Peixoto foi preso e arrastado de São João Del Rei ao Rio de Janeiro, sendo levado para a fortaleza da Ilhas das Cobras e, depois, ele seria mandado para África, onde morreria.<br><br>Suas lutas e conquistas nos surpreendem mesmo atualmente, mas ocorreram há 250 anos, época marcante do preconceito e violência contra as mulheres.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-18 15:32:53 UTC</pubDate>
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         <title>A importância de poemas feitos por mulheres</title>
         <author>eldasantos0800</author>
         <link>https://padlet.com/eldasantos0800/jr6s36ju9kp6v32m/wish/1430100643</link>
         <description><![CDATA[<div>Quando falamos sobre Literatura Brasileira, mais especificamente sobre poesia, alguns nomes de poetas surgem quase que instantaneamente, resgatados por nossa memória. Encontramos em nossos arquivos nomes consagrados de nossa poesia, como Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Mario Quintana, Castro Alves, Augusto dos Anjos, entre tantos outros que nos ocorrem, não é verdade? Contudo, é curioso observar a predominância de nomes masculinos, como se fazer poemas fosse exclusividade dos homens. Nós sabemos que isso não é verdade, então vamos refrescar sua memória apresentando, ou apenas relembrando, alguns nomes de poetas mulheres que também deram sua contribuição para a Literatura Brasileira.<br>Quando falamos de poesia, dificilmente nos lembramos das mulheres na Literatura. Por que esse “apagamento” acontece? Todos sabemos das questões históricas que fizeram, por muito tempo, com que as mulheres permanecessem à sombra dos homens em diversos aspectos, inclusive nos aspectos culturais. Nem mesmo os grandes nomes da historiografia da Literatura brasileira registraram a contento a participação feminina no mundo das letras, embora as mulheres estivessem, desde muito tempo, produzindo Literatura. À margem da consagrada poesia brasileira, encontramos nomes como Francisca Júlia, Gilka Machado, Auta de Sousa, Narcisa Amália, Carolina Maria de Jesus e nomes mais conhecidos, como&nbsp;Cecília Meireles, Hilda Hilst, Adélia Prado, Tatiana Belinky, Ana Cristina Cesar, Cora Coralina e muitos outros que, provavelmente, você nunca ouviu falar. São as mulheres menos profícuas e interessantes na Literatura do que os homens? Bom, a essa pergunta ofereço como resposta alguns poemas produzidos por nossas injustiçadas poetas.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-18 15:43:54 UTC</pubDate>
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         <title>Alunas(o)</title>
         <author>eldasantos0800</author>
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         <description><![CDATA[<div><a href="https://www.instagram.com/camilemachado/?hl=pt-br">Camile Machado</a><br><a href="https://www.instagram.com/natanaeloliveira/?hl=pt-br">Natanael Oliveira</a><br><a href="https://pt-br.facebook.com/public/Kesia-Rodrigues">Kesia Rodrigues</a><br><a href="https://www.youtube.com/channel/UCAMzDSo2kxL9Os7l0ygFGXA">Ana Livia Gualberto</a><br><a href="https://br.linkedin.com/in/michelly-luna-82757240">Michelly Luna</a><br><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Fernanda_Souza">Fernanda</a><br><a href="https://www.jusbrasil.com.br/topicos/28066432/elda-santos">Elda Santos</a><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-18 15:46:15 UTC</pubDate>
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         <title>À Maria Ifigênia | Poema de Bárbara Heliodora</title>
         <author>eldasantos0800</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-04-18 15:54:31 UTC</pubDate>
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         <title>Noturno</title>
         <author>eldasantos0800</author>
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         <description><![CDATA[<div><em>Pesa o silêncio sobre a terra. Por extenso<br>Caminho, passo a passo, o cortejo funéreo<br>Se arrasta em direção ao negro cemitério...<br>À frente, um vulto agita a caçoula do incenso.<br></em><br></div><div><em>E o cortejo caminha. Os cantos do saltério<br>Ouvem-se. O morto vai numa rede suspenso;<br>Uma mulher enxuga as lágrimas ao lenço;<br>Chora no ar o rumor de misticismo aéreo.<br></em><br></div><div><em>Uma ave canta; o vento acorda. A ampla mortalha<br>Da noite se ilumina ao resplendor da lua...<br>Uma estrige soluça; a folhagem farfalha.<br></em><br></div><div><em>E enquanto paira no ar esse rumor das calmas<br>Noites, acima dele em silêncio, flutua<br>O lausperene mudo e súplice das almas.<br><br>- </em><strong><em>Francisca Júlia</em></strong></div><div><em><br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-18 16:01:33 UTC</pubDate>
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         <title>CONTO DE FADAS </title>
         <author>eldasantos0800</author>
         <link>https://padlet.com/eldasantos0800/jr6s36ju9kp6v32m/wish/1430164484</link>
         <description><![CDATA[<div>Eu trago-te nas mãos o esquecimento</div><div>Das horas más que tens vivido, Amor!</div><div>E para as tuas chagas o unguento</div><div>Com que sarei a minha própria dor.</div><div>Os meus gestos são ondas de Sorrento...</div><div>Trago no nome as letras de uma flor...</div><div>Foi dos meus olhos garços que um pintor</div><div>Tirou a luz para pintar o vento...</div><div>Dou-te o que tenho: o astro que dormita,</div><div>O manto dos crepúsculos da tarde,</div><div>O sol que é d'oiro, a onda que palpita.</div><div>Dou-te comigo o mundo que Deus fez!</div><div>- Eu sou Aquela de quem tens saudade,</div><div>A Princesa do conto: “Era uma vez...”<br><br>- Florbela Espanca</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-18 16:22:22 UTC</pubDate>
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         <title>Primavera</title>
         <author>eldasantos0800</author>
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         <description><![CDATA[<div>Oh! Na primavera as flores,</div><div>São outras, tem mais frescura;<br>Tem mais vida, mais odores,<br>Tem uma seiva mais pura.<br>O campo é mais verdejante,<br>As fontes mais cristalinas,<br>A brisa mais sussurrante,<br>As rosas mais purpurinas.<br>Cardumes de borboletas<br>Doidejam pelos valados,<br>Pousando alegres, inquietas,<br>Nos castos lírios nevados.<br>As gotas d’água, trementes,<br>São perlas amarantinas<br>Que brilham, belas, algentes,<br>Pelas relvosas campinas.<br>Oh! Na primavera as flores<br>Tem outra seiva no seio...<br>Assim também os amores<br>Tem outro encanto, outro enleio.<br><br>- Júlia Lopes de Almeida<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-18 16:24:13 UTC</pubDate>
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