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      <title>Poemas simbolistas - LPC by Lorena Tavares</title>
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      <description>UFPA Castanhal
Letras Português - Turma 2018.2</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-08-10 22:05:18 UTC</pubDate>
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         <title>CAMILO PESSANHA</title>
         <author>geomonteiiro18</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>AO LONGE OS BARCOS DE FLORES<br><br>Só, incessante, um som de flauta chora, Viúva, gracil, na escuridão tranquila,<br>— Perdida voz que de entre as mais se exila, <br>— Festões de som dissimulando a hora.<br><br>Na orgia, ao longe, que em clarões cintila <br>E os lábios, branca, do carmim desflora... <br>Só, incessante, um som de flauta chora, <br>Viúva, gracil, na escuridão tranquila.<br><br>E a orquestra? E os beijos? Tudo a noite, fora, Cauta, detém. Só modulada trila<br>A flauta flébil... Quem há-de remi-la?<br>Quem sabe a dor que sem razão deplora?<br><br>Só, incessante, um som de flauta chora...<br><br>(<strong>Geovana Kelly da Silva Monteiro)</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-17 22:22:54 UTC</pubDate>
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         <title>Eugénio de Castro - Poemas na obra Oaristos</title>
         <author>mairaeduardams21</author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br></div><div><strong><mark>XVI</mark></strong></div><div><br>Ave! trigueira desdenhosa e triste, <br>Cheia de graça e de frescor sem par, Bemdito seja o berço em que dormiste <br>E os peitos que te deram de mamar!<br><br>Como uma chamma cerula entre brazas, Como uma tulipa entre malmequeres,<br>Como uma torre entre pequenas casas, Bemdita sejas tu entre as mulheres!<br><br>Corpo virgem, tu que és o meu orgulho,<br>Tu que eu hei de violar um dia entre<br>Beijos tão claros como um sol de julho,<br>Bemdito seja o fructo do teu ventre!<br><br>Dôce Refugio, dôce Inspiradora,<br>O meu trigueiro e mystico cyclamen,<br>O Unge-me com teu negro Olhar, agora<br>E na hora da minha morte. Amen.<br><br>Coimbra, março de 1889.<br><br><br><strong><mark>X<br></mark></strong><br></div><blockquote><em>"Un autre, plus heureux, va unir son sort à celui de mon amie. Mais, quoiqu'elle trompe ainsi mes plus chères espérances, dois-je la moins Aaimer ?"</em></blockquote><var>Mackensie. </var><pre><em>"Outro, mais feliz, juntará seu destino ao da minha amiga. Mas, embora ela assim engane minhas mais caras esperanças, devo amá-la menos?"           - Mackensie </em></pre><div><br>Tua frieza augmenta o meu desejo:&nbsp;<br>Fecho os meus olhos para te esquecer,&nbsp;<br>E quanto mais procuro não te ver,&nbsp;<br>Quanto mais fecho os olhos mais te vejo.<br><br>Humildemente, atraz de ti rastejo, Humildemente, sem te convencer,&nbsp;<br>Em quanto sinto para mim crescer<br>Dos teus desdens o frigido cortejo.<br><br>Sei que jamais hei-de possuir-te, sei&nbsp;<br>Que outro, feliz, ditoso como um rei,&nbsp;<br>Enlaçará teu virgem corpo em flor.<br><br>Meu coração no emtanto não se cança:&nbsp;<br>Amam metade os que amam com esp'rança, Amar sem esp'rança é o verdadeiro amor.<br><br>Paris, 29 de setembro de 1889.<br><br></div><pre>(<strong>SOARES, Maira Eduarda M.)</strong></pre>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-17 22:25:29 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>mayaraamorimsilva</author>
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         <description><![CDATA[<div>ESTÁTUA</div><div><br>Cansei-me de tentar o teu segredo:<br>No teu olhar sem cor, — frio escalpelo, —<br>O meu olhar quebrei, a debatê-lo,<br>Como a onda na crista dum rochedo.<br><br>Segredo dessa alma e meu degredo<br>E minha obsessão! Para bebê-lo<br>Fui teu lábio oscular, num pesadelo,<br>Por noites de pavor, cheio de medo.<br><br>E o meu ósculo ardente, alucinado,<br>Esfriou sobre o mármore correcto<br>Desse entreaberto lábio gelado…<br><br>Desse lábio de mármore, discreto,<br>Severo como um túmulo fechado,<br>Sereno como um pélago quieto.<br><br><br><strong>- Mayara Klenida Amorim da Silva&nbsp;</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-17 22:29:03 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>marcosbrener6</author>
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         <description><![CDATA[<div>ALUNO: Marcos Brener Ramos da Silva</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-17 22:32:01 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>            Camilo Pessanha</title>
         <author>romeubrito1</author>
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         <description><![CDATA[<div>Sonetos<br><br>Tatuagens complicadas do meu peito:<br>— Troféus, emblemas, dois leões alados…<br>Mais, entre corações engrinaldados,<br>Um enorme, soberbo, amor-perfeito…<br><br>E o meu brasão… Tem de oiro num quartel<br>Vermelho, um lis; tem no outro uma donzela,<br>Em campo azul, de prata o corpo, aquela<br>Que é no meu braço como que um broquel.<br><br>Timbre: rompante, a megalomania…<br>Divisa: um ai, — que insiste noite e dia<br>Lembrando ruínas, sepulturas rasas…<br><br>Entre castelos serpes batalhantes,<br>E águias de negro, desfraldando as asas,<br>Que realça de oiro um colar de besantes!<br><br>(Romeu Brito )</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-17 22:32:09 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>marcosbrener6</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-08-17 22:42:35 UTC</pubDate>
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         <title>Caminho — Camilo Pessanha</title>
         <author>renatomattosadv</author>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><div>I</div><div>&nbsp;</div><div>Tenho sonhos cruéis; n'alma doente</div><div>Sinto um vago receio prematuro.</div><div>Vou a medo na aresta do futuro,</div><div>Embebido em saudades do presente...</div><div>Saudades desta dor que em vão procuro</div><div>Do peito afugentar bem rudemente,</div><div>Devendo, ao desmaiar sobre o poente,</div><div>Cobrir-me o coração dum véu escuro!...</div><div>Porque a dor, esta falta d'harmonia,</div><div>Toda a luz desgrenhada que alumia</div><div>As almas doidamente, o céu d'agora,</div><div>Sem ela o coração é quase nada:</div><div>Um sol onde expirasse a madrugada,</div><div>Porque é só madrugada quando chora.<br><br></div><div>II</div><div>&nbsp;</div><div>Encontraste-me um dia no caminho</div><div>Em procura de quê, nem eu o sei.</div><div>_ Bom dia, companheiro, te saudei,</div><div>Que a jornada é maior indo sozinho</div><div>É longe, é muito longe, há muito espinho!</div><div>Paraste a repousar, eu descansei...</div><div>Na venda em que poisaste, onde poisei,</div><div>Bebemos cada um do mesmo vinho.</div><div>É no monte escabroso, solitário.</div><div>Corta os pés como a rocha dum calvário,</div><div>E queima como a areia!... Foi no entanto</div><div>Que choramos a dor de cada um...</div><div>E o vinho em que choraste era comum:</div><div>Tivemos que beber do mesmo pranto.<br><br></div><div>III<br><br></div><div>Fez-nos bem, muito bem, esta demora:</div><div>Enrijou a coragem fatigada...</div><div>Eis os nossos bordões da caminhada,</div><div>Vai já rompendo o sol: vamos embora.</div><div>Este vinho, mais virgem do que a aurora,</div><div>Tão virgem não o temos na jornada...</div><div>Enchamos as cabaças: pela estrada,</div><div>Daqui inda este néctar avigora!...</div><div>Cada um por seu lado!... Eu vou sozinho,</div><div>&nbsp;</div><div>Eu quero arrostar só todo o caminho,</div><div>Eu posso resistir à grande calma!...</div><div>Deixai-me chorar mais e beber mais,</div><div>Perseguir doidamente os meus ideais,</div><div>E ter fé e sonhar _ encher a alma.<br><br><br>Fonte:<br>PESSANHA, Camilo. Clepsidra. São Paulo : Núcleo, 1989.<br><br><br><strong>ALUNO:</strong> <mark>Antonio Renato Aragão Matos</mark></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-17 22:47:40 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>carinarodrigues139</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><mark>Um sonho</mark></strong><br>Na messe , que enlourece, estremece a quermesse...<br>O sol, celestial girassol, esmorece...<br>E as cantilenas de serenos sons amenos<br>Fogem fluidas, fluindo a fina flor dos fenos... <br><br>As estrelas em seus halos<br>Brilham com brilhos sinistros...<br>Cornamusas e crotalos,<br>Cítolas,cítaras,sistros,<br>Soam suaves, sonolentos,<br>Sonolentos e suaves,<br>Em Suaves,<br>Suaves, lentos lamentos<br>De acentos<br>Graves<br>Suaves... <br><br>Flor! enquanto na messe estremece a quermesse<br>E o sol,o celestial girasol,esmorece,<br>Deixemos estes sons tão serenos e amenos,<br>Fujamos,Flor!à flor destes floridos fenos... <br><br>Soam vesperais as Vésperas...<br>Uns com brilhos de alabastros,<br>Outros louros como nêsperas,<br>No céu pardo ardem os astros... <br><br>Como aqui se está bem!Além freme a quermesse...<br>- Não sentes um gemer dolente que esmorece?<br>São os amantes delirantes que em amenos<br>Beijos se beijam,Flor!à flor dos frescos fenos...<br>As estrelas em seus halos<br>Brilham com brilhos sinistros...<br>Cornamusas e crotalos,<br>Cítolas,cítaras,sistros,<br>Soam suaves, sonolentos,<br>Sonolentos e suaves,<br>Em Suaves,<br>Suaves, lentos lamentos<br>De acentos<br>Graves,<br>Suaves... <br><br>Esmaiece na messe o rumor da quermesse...<br>- Não ouves este ai que esmaiece e esmorece?<br>É um noivo a quem fugiu a Flor de olhos amenos,<br>E chora a sua morta,absorto,à flor dos fenos... <br><br>Soam vesperais as Vésperas...<br>Uns com brilhos de alabastros,<br>Outros louros como nêsperas,<br>No céu pardo ardem os astros... <br><br>Penumbra de veludo . Esmorece a quermesse...<br>Sob o meu braço lasso o meu Lírio esmorece...<br>Beijo-lhe os boreais belos lábios amenos,<br>Beijo que freme e foge à flor dos flóreos fenos... <br><br>As estrelas em seus halos<br>Brilham com brilhos sinistros...<br>Cornamusas e crotalos ,<br>Cítolas,cítaras,sistros ,<br>Soam suaves , sonolentos ,<br>Sonolentos e suaves ,<br>Em Suaves ,<br>Suaves, lentos lamentos<br>De acentos<br>Graves,<br>Suaves... <br><br>Teus lábios de cinábrio,entreabre-os!Da quermesse<br>O rumor amolece,esmaiece,esmorece...<br>Dê-me que eu beije os teus morenos e amenos<br>Peitos!Rolemos,Flor!à flor dos flóreos fenos... <br><br>Soam vesperais as Vésperas...<br>Uns com brilhos de alabastros,<br>Outros louros como nêsperas,<br>No céu pardo ardem os astros... <br><br>Ah! não resista mais a meus ais!Da quermesse<br>O atroador clangor,o rumor esmorece...<br>Rolemos,ó morena!em contactos amenos!<br>- Vibram três tiros à florida flor dos fenos... <br><br>As estrelas em seus halos<br>Brilham com brilhos sinistros...<br>Cornamusas e crotalos,<br>Cítolas,cítaras,sistros,<br>Soam suaves, sonolentos,<br>Sonolentos e suaves,<br>Em Suaves,<br>Suaves, lentos lamentos<br>De acentos<br>Graves,<br>Suaves... <br><br>Três da manhã. Desperto incerto...E essa quermesse?<br>E a Flor que sonho? e o sonho? Ah!tudo isso esmorece!<br>No meu quarto uma luz,luz com lumes amenos,<br>Chora o vento lá fora,à flor dos flóreos fenos<br> <strong>(Eugênio de Castro)</strong><br><br><br><strong>ANÁLISE DO POEMA</strong></div><ul><li>A primeira, segunda e quarta estrofes são responsáveis por darem um tom de melodia ao poema. Nesse sentido, a presença de aliterações( S, F e C) , assonância( E e I)&nbsp; e as repetições da segunda e quarta estrofe ao longo do poema o assemelham a música. Essa aproximação entre poema e música é uma característica muito estimada pelos poetas simbolistas.&nbsp;</li><li>Na terceira estrofe o eu-lírico caracteriza sua amada como uma flor.</li><li>A quinta, nona e décima terceira estrofe, sugerem um encontro amoroso entre os amantes com consumação canal. Visto, o clima de erotimos e sensualidade presentes nas estrofes. Além disso, a sinestesia, outra característica do simbolismo, presente no poema confirma esse encontro amoroso.</li><li>Na última estrofe, ocorre a quebra de expectativa por parte do eu-lírico ao despertar e perceber que todas aquelas sensações, sentimentos e momentos foram apenas um sonho.</li></ul><div><strong>Carina Silva Rodrigues&nbsp;</strong></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-17 22:49:30 UTC</pubDate>
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         <title>‘Crepuscular’ - Poesia de Camilo Pessanha</title>
         <author>4pq9z957qg</author>
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         <description><![CDATA[<div>Há no ambiente um murmúrio de queixume, De desejos de amor, d’ais comprimidos... Uma ternura esparsa de balidos,<br>Sente-se esmorecer como um perfume.<br>As madressilvas murcham nos silvados E o aroma que exalam pelo espaço, Tem delíquios de gozo e de cansaço, Nervosos, femininos, delicados.<br>Sentem-se espasmos, agonias d’ave, Inapreensíveis, mínimas, serenas...<br>— Tenho entre as mãos as tuas mãos pequenas. O meu olhar no teu olhar suave.<br>As tuas mãos tão brancas d’anemia... Os teus olhos tão meigos de tristeza... — É este enlanguescer da natureza, Este vago sofrer do fim do dia.<br><br>Se andava no jardim, Que cheiro de jasmim! Tão branca do luar!<br><br>Eis tenho-a junto a mim. Vencida, é minha, enfim, Após tanto a sonhar...<br>Porque entristeço assim?... Não era ela, mas sim<br>(O que eu quis abraçar),<br>A hora do jardim...<br>O aroma de jasmim... A onda do luar...<br><br>Depois das bodas de oiro, Da hora prometida,<br>Não sei que mau agoiro Me enoiteceu a vida...<br>Temo de regressar...<br>E mata-me a saudade...<br>— Mas de me recordar Não sei que dor me invade.<br>Nem quero prosseguir, Trilhar novos caminhos, Meus pobres pés, dorir, Já roxos dos espinhos.<br>Nem ficar... e morrer... Perder-te, imagem vaga... Cessar... Não mais te ver... Como uma luz se apaga...<br><br>O meu coração desce,<br>Um balão apagado...<br>— Melhor fora que ardesse, Nas trevas, incendiado.<br>Na bruma fastidienta, Como um caixão à cova... — Porque antes não rebenta De dor violenta e nova?!<br>Que apego ainda o sustém? Átomo miserando...<br>— Se o esmagasse o trem Dum comboio arquejando!...<br>O inane, vil despojo<br>Da alma egoísta e fraca! Trouxesse-o o mar de rojo, Levasse-o na ressaca.<br><br>Chorai arcadas Do violoncelo! Convulsionadas, Pontes aladas De pesadelo...<br>De que esvoaçam, Brancos, os arcos... Por baixo passam, Se despedaçam,<br>No rio, os barcos.<br>Fundas, soluçam Caudais de choro... Que ruínas, (ouçam)! Se se debruçam,<br>Que sorvedouro!...<br>Trémulos astros... Soidões lacustres...<br>— : Lemes e mastros... E os alabastros<br>Dos balaústres!<br>Urnas quebradas! Blocos de gelo... — Chorai arcadas, Despedaçadas,<br>Do violoncelo.<br><br><br>Por: Luana Damasceno</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-17 22:50:26 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Oaristos - Eugênio de Castros</title>
         <author>4pq9z957qg</author>
         <link>https://padlet.com/lorenatavaresn/jj65t58jkf81dbk7/wish/2263761681</link>
         <description><![CDATA[<div>X</div><div>Tua Frieza aumenta o meu desejo:</div><div>Fecho os meus olhos para te esquecer,</div><div>E quanto mais procuro não te ver,</div><div>Quanto mais fecho os olhos mais te vejo.</div><div>&nbsp;</div><div>Humildemente, atraz de ti rastejo,</div><div>Humildemente, sem te convencer,</div><div>Em quanto sinto para mim crescer</div><div>Dos teus desdéns o frijido cortejo.</div><div>&nbsp;</div><div>Sei que jamais hei-de possuir-te, sei</div><div>Que outro, feliz ditoso como um rei,</div><div>Enlaçará teu virgem corpo em flor.</div><div>&nbsp;</div><div>Meu coração no emtanto não se cança:</div><div>Amam metade os que amam com esp´rança,</div><div>Amar sem esp´rança é o verdadeiro amor.</div><div>&nbsp;Paris, 29 de setembro de 1889.</div><div><br><br>Por: Antonia Elizelma&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-17 23:16:04 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>rithacf</author>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><div><strong>Eugênio de Castro (1869-1944) &nbsp;</strong></div><div><em>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; VI</em></div><div><em>A lilial Virgem Maria,</em></div><div><em>Todas as tardes, ao poente&nbsp;</em></div><div><em>Surge na lua marcescente,</em></div><div><em>- Celestial janella fria.</em></div><div><br></div><div><em>D`essa janella liquescente&nbsp;</em></div><div><em>Vê tudo , tudo , e tudo espia,</em></div><div><em>A lilial Virgem Maria</em></div><div><em>Todas as tardes, ao poente.</em></div><div><br></div><div><em>Lá vem a lua fugidia...</em></div><div><em>Sê minha amiga, ó Flor dormente!</em></div><div><em>Esse teu ar indifferente,</em></div><div><em>Esse teu ar desgostaria&nbsp;</em></div><div><em>A lilial Virgem Maria </em><br><br><br><br>Aluna: Rita de Cassia Farias Rocha&nbsp;<br><br><br></div><div><br></div><div><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-17 23:21:46 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>UM RETRATO - por Natane Braz 💜</title>
         <author>natanebraz</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>De sob o cómoro quadrangular<br>Da terra fresca que me há-de inumar,<br>E depois de já muito ter chovido, Quando a erva alastrar com o olvido,<br>Ainda, amigo, o mesmo meu olhar Há-de ir humilde, atravessando o mar,<br>Envolver-te de preito enternecido, Como o de um pobre cão agradecido.<br><br><br>Voz débil que passas, Que humílima gemes Não sei que desgraças...<br>Dir-se-ia que pedes. Dir-se-ia que tremes, Unida às paredes,<br>Se vens, às escuras, Confiar-me ao ouvido Não sei que amarguras...<br>Suspiras ou falas? Porque é o gemido, O sopro que exalas?<br>Dir-se-ia que rezas. Murmuras baixinho Não sei que tristezas...<br>— Ser teu companheiro? — Não sei o caminho.<br>Eu sou estrangeiro.<br>— Passados amores? — Animas-te, dizes<br>Não sei que terrores...<br>Fraquinha, deliras.&nbsp;<br><br><br>— Projectos felizes? —<br>&nbsp;Suspiras. Expira.<br><br>Na cadeia os bandidos presos!<br>O seu ar de contemplativos!<br>Que é das feras de olhos acesos?! Pobres dos seus olhos cativos.<br>Passeiam mudos entre as grades, Parecem peixes num aquário.<br>— Campo florido das Saudades Porque rebentas tumultuário?<br>Serenos... Serenos... Serenos... Trouxe-os algemados a escolta. — Estranha taça de venenos Meu coração sempre em revolta.<br>Coração, quietinho... quietinho... Porque te insurges e blasfemas? Pschiu... Não batas... De vagarinho... Olha os soldados, as algemas!&nbsp;<br><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-17 23:32:22 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>cassiamatosg</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>- Ana Cássia Gonçalves de Matos. 💕</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-17 23:58:05 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>adrianaoliveira1251</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Camilo de Almeida Pessanha (1867, Coimbra, Portugal-1926, Macau, China)&nbsp; foi um poeta português, e o mais expoente representante do movimento simbolista em Portugal. &nbsp;<br><br></div><div>Em 1884, ingressa na Universidade de Coimbra para cursar Direito, formando-se em 1891.&nbsp; Os&nbsp; primeiros poemas do autor- Lúbrica”,&nbsp; “A Crítica” e “Novo Tempo”- foram publicados em revistas e jornais da época, quando o mesmo ainda estudava na Universidade de Coimbra.</div><div><br>Camilo Pessanha foi professor de Filosofia no Liceu de Macau, China, e colaborou nas revistas “Orfeu” e “Centauro”. Em 1920 foi publicado o seu primeiro e único livro de poesias, intitulado Clepsidra,&nbsp; preparado por seu primo João de Castro Osório.&nbsp;<br><br></div><div>As suas poesias são marcadas por traços simbolistas, tais como:&nbsp;<br><br></div><div>• linguagem sugestiva, fluida e objetiva;&nbsp;<br><br></div><div>•musicalidade;<br><br></div><div>• uso de recursos como a metáfora, aliterações;&nbsp;<br><br></div><div>• fragmentação etc.<br><br></div><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;<mark>Foi um dia de inúteis agonias</mark><br><br></div><div><br></div><div>Foi um dia de inúteis agonias.<br>Dia de sol, inundado de sol!…<br>Fulgiam nuas as espadas frias…<br>Dia de sol, inundado de sol!…<br><br>Foi um dia de falsas alegrias.<br>Dália a esfolhar-se, — o seu mole sorriso…<br>Voltavam os ranchos das romarias.<br>Dália a esfolhar-se, — o seu mole sorriso…</div><div><br>Dia impressível mais que os outros dias.<br>Tão lúcido… Tão pálido… Tão lúcido!…<br>Difuso de teoremas, de teorias…</div><div><br>O dia fútil mais que os outros dias!<br>Minuete de discretas ironias…Tão lúcido… Tão pálido… Tão lúcido!…</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;(Clepsidra, 1920)<br><br><br>Publicacado por: Adriana de Jesus Oliveira<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-18 01:20:11 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>EUGÊNIO DE CASTRO - Ao cair da noite </title>
         <author>thainaalves2609</author>
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         <description><![CDATA[<div>Numa das margens do saudoso rio<br>Contemplo a outra que sorri defronte:<br>Lá, sob o sol que baixa no horizonte,<br>Verdes belezas, enlevado, espio.<br><br>- «Ali (digo eu), será menos sombrio<br>«O viver que me põe rugas na fronte…»<br>E, erguendo-me, atravesso então a ponte,<br>Onde o vento sibila, áspero e frio,<br>&nbsp;<br>Chego. Desilusão! Da margem verde,<br>Eis que o encanto, de súbito, se perde:<br>Bem mais bela era a margem que eu deixei!<br>&nbsp;<br>Quero voltar atrás. Noite fechada…<br>E a ponte, pelas águas destroçada,<br>Por mais que a procurasse, não a achei!<br><br><br><strong>Thainá de Souza Alves&nbsp;</strong><br><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/ibFy7wTgCbg" />
         <pubDate>2022-08-18 01:31:52 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Poeta simbolista</title>
         <author>elanecristinaufpa</author>
         <link>https://padlet.com/lorenatavaresn/jj65t58jkf81dbk7/wish/2263928508</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Nasceu no Porto, em 1869. Estudou o curso de Direito em Coimbra, porém segue desgostoso com os estudos e refugia-se, após um tempo, tenta reerguer-se de seu desalento pelos estudos e vai&nbsp; à París tentar recuperar seus estudos interrompidos. Entra em contato com o Simbolismo Francês, contruindo a partir daí uma carreira poética. Suas composições reúne-se no volume&nbsp;&nbsp;<strong><em>Só</em></strong> (1892), publicado em París. Formado, volta à Portugal em busca de saúde, pois sofria com os sintomas da tuberculose. Falece em 1900, deixando além da obra&nbsp;<strong><em>Só</em></strong>, dois livros de poesia: <strong><em>Despedidas</em></strong> (1902) e <strong><em>Primeiros</em></strong> <em>Versos</em> (1921).&nbsp;(MOISÉS, 1991, p. 351)<br><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong>SONETO</strong><br><br>Ó Virgens que passais, ao Sol - poente,<br>Pelas estradas ermas&nbsp; a cantar!<br>Eu quero ouvir uma canção ardente,<br>Que me transporte ao meu pedido lar.<br><br>Cantai-me, nessa voz onipotente,<br>O Sol que tomba, aureolando o Mar,<br>A fartura da seara reluzente,<br>O vinho, a Graça, a formosura, o luar!<br><br>Cantai! Cantai as límpidas cantigas!<br>Das ruinas do meu Lar desaterrai<br>Todas aquelas ilusões antigas<br>Que eu vi morrer num sonho, como um ai...<br>Ó suaves e frascas raparigas,<br>Adormecei-me nessa voz... Cantai!<br><br>(Só,&nbsp;10°. ed., Porto, Tavares Martins, 1950, p. 150)<br><br><strong>Referência</strong> <strong>bibliografica</strong>:<br><br>MOISÉS, Massaud.&nbsp;<strong>A&nbsp;literatura portuguesa atravé&nbsp; dos textos.</strong>&nbsp;21° edição. Editora Cutrix, São Paulo, 1991.<br><br>Realizado por : Elane Lima &nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-18 02:33:24 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Camilo Pessanha</title>
         <author>sandrasuelidcoelho_</author>
         <link>https://padlet.com/lorenatavaresn/jj65t58jkf81dbk7/wish/2264526423</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Camilo Pessanha foi um importante poeta português do final do século XIX e começo do XX. Além de escrever poemas, atuou como advogado, professor, ensaísta e tradutor. É considerado um dos mais importantes representantes do Simbolismo na Literatura Portuguesa além de antecipador dos princípios modernistas.<br><br><strong>Porque o Melhor, Enfim</strong> <br><br>Porque o melhor, enfim,<br> É não ouvir nem ver...<br> Passarem sobre mim<br> E nada me doer!<br> _ Sorrindo interiormente,<br> Co'as pálpebras cerradas,<br> Às águas da torrente<br> Já tão longe passadas. _<br> Rixas, tumultos, lutas,<br> Não me fazerem dano...<br> Alheio às vãs labutas,<br> Às estações do ano.<br> Passar o estio, o outono,<br> A poda, a cava, e a redra,<br> E eu dormindo um sono<br> Debaixo duma pedra.<br> Melhor até se o acaso<br> O leito me reserva<br> No prado extenso e raso<br> Apenas sob a erva<br> Que Abril copioso ensope...<br> E, esvelto, a intervalos <br><br>Fustigue-me o galope<br> De bandos de cavalos.<br> Ou no serrano mato,<br> A brigas tão propício,<br> Onde o viver ingrato<br> Dispõe ao sacrifício<br> Das vidas, mortes duras<br> Ruam pelas quebradas,<br> Com choques de armaduras<br> E tinidos de espadas...<br> Ou sob o piso, até,<br> Infame e vil da rua,<br> Onde a torva ralé<br> Irrompe, tumultua,<br> Se estorce, vocifera,<br> Selvagem nos conflitos,<br> Com ímpetos de fera<br> Nos olhos, saltos, gritos...<br> Roubos, assassinatos!<br> Horas jamais tranqüilas,<br> Em brutos pugilatos<br> Fraturam-se as maxilas...<br> E eu sob a terra firme,<br> Compacta, recalcada,<br> Muito quietinho. A rir-me<br> De não me doer nada. <br><br><em>Camilo Pessanha, in 'Clepsidra<br><br>Por: Sandra Sueli&nbsp;</em><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-18 15:42:53 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Poeta simbolista </title>
         <author>tatianarochar774</author>
         <link>https://padlet.com/lorenatavaresn/jj65t58jkf81dbk7/wish/2264672996</link>
         <description><![CDATA[<div>Camilo Pessanha, nasceu em 7 de setembro de 1867 na cidade de Coimbra, portugal, e faleceu 1° de março de 1920( com 58 anos), em Macau.<br>Pessanha, foi um poeta da dor do Espírito, foi um homem bastante pessimista e saudosismo, gostava de expressar muito da imagem da água, que foi muito marcante em sua obra.<br>O autor, viveu muito tempo na China, se isolou e viveu como tradutor, traduzindo obras literárias chineses. Camilo Pessanha publicou o livro clepsidra (em 1920).<br><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;SONETO&nbsp;<br><br>Porque o melhor, enfim,<br>É não ouvir nem ver...<br>Passarem sobre mim&nbsp;<br>E nada me doer!<br><br>Sorrindo interiormente,<br>Coas pálpebras cerradas,<br>Às águas da torrente&nbsp;<br>Já tão longe passadas,<br><br>Rixas, tumultos, lutas,<br>Não me fazerem dano...<br>Alheio às vãs labuta,<br>Às estações do ano.<br><br>Passar o estilo, o outono,<br>A poda, a cava, e a redra,<br>E eu dormindo um sono&nbsp;<br>Debaixo duma pedra.<br><br>Melhor até se o acaso&nbsp;<br>O leito me reserva&nbsp;<br>No prado extenso e raso&nbsp;<br>Apenas sob a erva&nbsp;<br><br>Que abril copioso ensope...<br>E, esvelto, a intervalos&nbsp;<br>Fustigui-me o galope&nbsp;<br>De bandos de cavalos.<br><br>Ou no serrano mato&nbsp;<br>A brigas tão propício,<br>Onde o viver ingrato&nbsp;<br>Dispõe ao sacrifício&nbsp;<br><br>Das vidas, mortes duras,&nbsp;<br>Ruam pelas quebradas&nbsp;<br>Com choques de armaduras&nbsp;<br>E tinidos de espadas...<br><br>Ou sob o piso&nbsp;<br>Infame e vil da rua,<br>Onde a torva ralé&nbsp;<br>Irrompe, tumultua.<br><br>Se estorce, vocifera,<br>Selvagem nos conflitos,<br>Com ímpetos de fera&nbsp;<br>Nos olhos, saltos, gritos&nbsp;<br><br>Roubos, assassinatos!<br>Horas jamais tranquilas<br>Em brutos pugilatos&nbsp;<br>Fracturam-se as maxilas...<br><br>Eu sob terra firme,<br>Compactada, recalcada,<br>Muito quietinho. A rir-me&nbsp;<br>DE NÃO ME DOER NADA.&nbsp;<br><br>Referência: https://YouTu.be/Sm_vlzrVlEw&nbsp;<br><br>Tatiana Januária&nbsp;<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-18 18:04:03 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>“Elevação”- Charles Baudelaire</title>
         <author>wanessajamilly</author>
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         <description><![CDATA[<div>III elevação<br><br></div><div>Acima das montanhas, acima dos mares,</div><div>De nuvens, lagos, matas, vales e vulcões,</div><div>Além do sol, além de etéreas vastidões,</div><div>Para além dos confins de esferas estelares,</div><div>&nbsp;</div><div>Meu espírito, moves-te com agilidade</div><div>E, tal bom nadador que na água se arrebata,</div><div>Com toda essa viril volúpia que te é inata</div><div>Sulcas lépido a tão profunda imensidade.</div><div>&nbsp;</div><div>Voa longe dos miasmas doentios, crassos;</div><div>Que no ar superior tu te vás purificar,</div><div>E, tal pura e divina bebida, tragar</div><div>O fogo claro que enche os límpidos espaços.</div><div>&nbsp;</div><div>Por detrás desses tédios e pesares plenos</div><div>Que põem seu peso sobre a existência brumosa,</div><div>Venturoso o que pode com asa vigorosa</div><div>Voar para campos tão luminosos, serenos;</div><div>&nbsp;</div><div>Seus pensamentos, tal cotovias, miúdas,</div><div>Livre impulso empreendem aos céus da manhã</div><div>&nbsp;</div><div>— Sobre a vida ele plana, e entende sem afã</div><div>A linguagem das flores e das coisas mudas!<br><br>Discente: Wanessa Jamilly Melo de Souza</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-18 19:03:49 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>marciarocha1177</author>
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         <description><![CDATA[<div>CAMINHO II&nbsp;<br><br>Encontraste-me um dia no caminho<br>Em procura de quê, nem eu o sei.<br>--- Bom dia, companheiro --- te saudei,<br>Que a jornada é maior indo sozinho.<br><br>É longe, é muito longe, há muito espinho!<br>Paraste a repousar, eu descansei...<br>Na venda em que poisaste, onde poisei,<br>Bebemos cada um do mesmo vinho.<br><br>É no monte escabroso, solitário.<br>Corta os pés como a rocha dum calvário,<br>E queima como a areia!... Foi no entanto<br><br>Que chorámos a dor de cada um...<br>E o vinho em que choraste era comum:<br>Tivemos que beber do mesmo pranto.<br>Discente:<br>Márcia Cristina da Silva Rocha&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-18 21:35:37 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>kessiagabrielly2019</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <br><strong>VIDA</strong> <br>Choveu! E logo da terra humosa<br>Irrompe o campo das liliáceas.<br>Foi bem fecunda, a estação pluviosa!<br>Que vigor no campo das liliáceas!<br><br>Calquem. Recal-quem, não o afogam.<br>Deixem. Não calquem. Que tudo invadam.<br>Não as extinguem. Porque as degradam?<br>Para que as calcam? Não as afogam.<br><br>Olhem o fogo que anda na serra.<br>É a queimada... Que lumaréu!<br>Podem calcá-lo, deitar-lhe terra,<br>Que não apagam o lumaréu.<br><br>Deixem! Não calquem! Deixem arder.<br>Se aqui o pisam, reben-ta além.<br>- E se arde tudo? - Isso que tem?<br>Deitam-lhe fogo, é para arder...<br><em>Discente: Kessia Gabrielly de Oliveira Santos</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-18 21:41:37 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;À Laís&quot;</title>
         <author>lfreire2207</author>
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         <description><![CDATA[<div>✨✨<br>À ciprina Laís, de quem sou tributário.<br>A Laís que possui compridas tranças pretas,<br>P'lo meu escravo mandei, no seu aniversário,<br>Um cacho moscatel num cabaz de violetas.<br>✨<br>Os amantes, que dão às suas namoradas<br>Fulgurantes anéis de riqueza estupenda,<br>Luminosos rocais e redes consteladas,<br>Hão-de sorrir, bem sei da minha humilde of'renda.<br>✨<br>Pensei em dar-lhe, é certo, um precioso colar<br>E um anel com mais luz do que o incêndio de Tróia,<br>Mas reconsiderei de pronto, ao atentar<br>Que ainda ninguém viu dar jóias a uma jóia...<br>✨✨<br>Por: Laurilene Negrão Freire&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-18 21:45:51 UTC</pubDate>
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         <title>✨ Amor Verdadeiro ✨</title>
         <author>lfreire2207</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Tua frieza aumenta o meu desejo:<br>fecho os meus olhos para te esquecer,<br>mas quanto mais procuro não te ver,<br>quanto mais fecho os olhos mais te vejo.<br><br>Humildemente atrás de ti rastejo,<br>humildemente, sem te convencer,<br>enquanto sinto para mim crescer<br>dos teus desdéns o frígido cortejo.<br><br>Sei que jamais hei de possuir-te, sei<br>que outro feliz, ditoso como um rei<br>enlaçará teu virgem corpo em flor.<br><br>Meu coração no entanto não se cansa:<br>amam metade os que amam com espr'ança,<br>amar sem espr'ança é o verdadeiro amor.<br><br>(Laurilene Negrão Freire)</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-18 22:25:51 UTC</pubDate>
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         <title>Camilo Pessanha: Ao longe os barcos de flores

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         <author>patriciafernandes85117</author>
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         <description><![CDATA[<div>Patrícia Fernandes Cezar de Freitas&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-19 02:59:48 UTC</pubDate>
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         <title>Crepuscular - Camilo Pessanha  </title>
         <author>Ana_Paula_Mont00</author>
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         <description><![CDATA[<div>CREPUSCULAR&nbsp;<br><br>Há no ambiente um murmúrio de queixume,<br>De desejos d’amor, d’ais comprimidos…<br>Uma ternura esparsa de balidos<br>Sente-se esmorecer como um perfume.<br><br>Às madre-silvas murcham nos silvados<br>E o aroma que exhalam pelo espaço<br>Tem delíquios de gozo e de cansaço,<br>Nervosos, femininos, delicados.<br><br>Sentem-se espasmos, agonias d’ave,<br>Inapreensíveis, mínimas, serenas...<br>Tenho entre as mãos as tuas mãos pequenas,<br>O meu olhar no teu olhar suave.<br><br>As tuas mãos tão brancas d’anemia...<br>Os teus olhos tão meigos de tristeza...<br>É este enlanguecer da natureza,<br>Este vago soffrer do fim do dia.&nbsp; &nbsp;<br><br>•••••••••••••••••••••••••••<br><br>- Percebe-se a presença da sinestesia na primeira estrofe, onde há a mistura da audição ao olfato;&nbsp;<br>Na terceira estrofe, o toque físico é simultâneo à troca de olhares.<br><br>- Presença de metáfora na última estrofe, referindo-se ao crepúsculo:<br><br>"...É este enlanguecer da natureza,<br>Este vago soffrer do fim do dia."<br><br>- Combinações sonoras e sensoriais<br><br>- Sensualismo<br><br>- Subjetividade<br><br>- Transitividade/ efemeridade (crepúsculo: a passagem do dia para a noite)<br><br>"...É este enlanguecer da natureza,<br>Este vago soffrer do fim do dia."<br><br></div><div>- Melancolia.<br><br></div><blockquote><pre>Ana Paula Monteiro</pre></blockquote><div><br><br><br>&nbsp; &nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-20 02:44:42 UTC</pubDate>
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         <title>Embriaga-te</title>
         <author>Ana_NascimentoLima</author>
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         <description><![CDATA[<div><em>Devemos andar sempre bêbedos. Tudo se resume nisto: é a única solução. Para não sentires o tremendo fardo do Tempo que te despedaça os ombros e te verga para a terra, deves embriagar-te sem cessar.<br></em><br><em>Mas com quê? Com vinho, com poesia ou com a virtude, a teu gosto. Mas embriaga-te.<br></em><br><em>E se alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre as verdes ervas duma vala, na solidão morna do teu quarto, tu acordares com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, pergunta ao vento, à onda, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que se passou, a tudo o que gemeu, a tudo o que gira, a tudo o que canta, a tudo o que fala, pergunta-lhes que horas são: " São horas de te embriagares! Para não seres como os escravos martirizados do Tempo, embriaga-te, embriaga-te sem cessar! Com vinho, com poesia, ou com a virtude, a teu gosto."</em><br><br>Charles Baudelaire, O Spleen de Paris ( Pequenos poemas em prosa), Relógio d`Água, p.105&nbsp;<br><br><br></div><pre>Ana Caroline do Nascimento Lima</pre><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-20 03:03:14 UTC</pubDate>
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         <title>Sonetos</title>
         <author>samirahaissa</author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br>Tatuagens complicadas do meu peito:<br>— Troféus, emblemas, dois leões alados…<br>Mais, entre corações engrinaldados,<br>Um enorme, soberbo, amor-perfeito…<br>E o meu brasão… Tem de oiro num quartel<br>Vermelho, um lis; tem no outro uma donzela,<br>Em campo azul, de prata o corpo, aquela<br>Que é no meu braço como que um broquel.<br>Timbre: rompante, a megalomania…<br>Divisa: um ai, — que insiste noite e dia<br>Lembrando ruínas, sepulturas rasas…<br>Entre castelos serpes batalhantes,<br>E águias de negro, desfraldando as asas,<br>Que realça de oiro um colar de besantes!<br><br><em>Samira Haissa Costa Mamede </em><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-20 14:04:30 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto - Camilo Pessanha </title>
         <author>ffssilva23</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Depois da luta e depois da conquista<br>Fiquei só! Fora um acto antipático!<br>Deserta a Ilha, e no lençol aquático<br>Tudo verde, verde, — a perder de vista.<br><br>Porque vos fostes, minhas caravelas,<br>Carregadas de todo o meu tesoiro?<br>— Longas teias de luar de lhama de oiro,<br>Legendas a diamantes das estrelas!<br><br>Quem vos desfez, formas inconsistentes,<br>Por cujo amor escalei a muralha,<br>— Leão armado, uma espada nos dentes?<br><br>Felizes vós, ó mortos da batalha!<br>Sonhais, de costas, nos olhos abertos<br>Reflectindo as estrelas, boquiabertos…<br><br><br><br>&nbsp;retirado da obra Clepsidra (1920)&nbsp;<br><br><br>Discente: Fabio Silva<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-20 21:36:33 UTC</pubDate>
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