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      <title>Relações Étinico Raciais e Educação. by </title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-03-20 18:08:53 UTC</pubDate>
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         <title>Marcas da Diferença no Ensino Escolar.</title>
         <author>esterela2007</author>
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         <description><![CDATA[<p>Meu nome é Ester Fernandes, tenho 17 anos e estou no primeiro período de pedagogia. </p><p><br></p><p>Com base na obra lida, o conceito de cultura apresentado pela autora se diz respeito a: "ação direta do ser humano, por meio de técnicas, na transformação física do ambiente."</p><p><br></p><p>Uma questão elaborada a partir do texto seria: Como a escola pode fazer para passar o conhecimento a respeito das culturas de uma maneira respeitosa e inclusiva? </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-20 20:04:07 UTC</pubDate>
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         <title>Cultura e Escola. </title>
         <author>esterela2007</author>
         <link>https://padlet.com/esterela2007/jdoogdasvyalhrx3/wish/3393779622</link>
         <description><![CDATA[<p>O texto: Marcas da Diferença no Ensino Escolar, de Elizabeth Macedo, fala sobre como a cultura tem vários significados e muda com o tempo. Antes, ela era vista como a forma como os humanos modificam o ambiente, mas hoje é mais ligada ao que compartilhamos em termos de valores e símbolos. A ideia de uma cultura universal tentou padronizar tudo, apagando diferenças, principalmente nas culturas nacionais, que criaram um falso sentimento de pertencimento.</p><p>Assim como citado na leitura, tolerando apenas certos tipos de particularidades que não a colocassem em risco.</p><p>Com o tempo, essa visão única de cultura começou a ser questionada. Passou-se a perceber que dar espaço só para a cultura branca, masculina e heterossexual deixava muitas crianças de fora, como negros, meninas e LGBTQ+. Como elas não se viam representadas na escola, acabavam se sentindo deslocadas e com dificuldades para se identificar com o mundo ao seu redor.</p><p>Trazendo mais essa questão para os dias de hoje, situações como essas se tornam cada vez mais frequentes na área da educação. É de extrema importância abordar toda e qualquer visão de cultura dentro das escolas, para que todos os alunos venham a se sentir incluídos de maneira ampla e não somente falsamente incluídos. Sendo a escola uma extensão na formação de um cidadão educado e culto, todo e qualquer tipo de ensinamento deve ser incluído.</p><p>Na sociedade atual, a ignorância persiste, dando início a ambientes de ensino segregados, como no texto, de negros para negros e de gays para gays. Não que seja incorreto, mas basta o olhar de uma mente mais aberta para que oportunidades possam ser dadas. O erro, hoje em dia, consiste em pessoas que não conseguem enxergar que o ensino de outras culturas vem para complementar/ensinar e não para “influenciar”, como eles dizem. (p.12 à 24)</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-03 03:42:57 UTC</pubDate>
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         <title>(Linha do tempo) Oficina de práticas pedagógicas I  - Tássio Ferreira. </title>
         <author>esterela2007</author>
         <link>https://padlet.com/esterela2007/jdoogdasvyalhrx3/wish/3394924492</link>
         <description><![CDATA[<p>Período Colonial e Imperial (até 1889)</p><p><br></p><ul><li><p>17 de fevereiro de 1854: Art 69 decreto n 1.331 - A constituição Federal excluiu escravos da matrícula e frequência escolar. “Os escravos não eram considerados gente.”</p><p>Art 71. Os alunos negros adultos só podiam estudar se tivessem horas livres.&nbsp;</p><p>Mais a frente na constituição o horário de ensino reservado a pessoas negras era apenas à noite, caso os professores estivessem disponíveis.&nbsp;<br></p></li><li><p>06 de setembro de 1876: Decreto n 7.031 reforma o ensino primário e secundário, instituindo a obrigatoriedade do ensino em todos 14 anos e eliminado a proibição dos escravos na escola pública.&nbsp;</p></li></ul><p><br></p><ul><li><p>13 de maio de 1888: Lei Áurea (Lei imperial n 3.353) é sancionada, abolindo a escravidão, mas sem garantir interação social para a população negra.&nbsp;</p><p><br></p></li></ul><p>Século XX</p><p><br></p><ul><li><p>1920 e 1930: Início da escolarização das pessoas negras com o Estado assumindo o processo da escolarização com projeto público.&nbsp;</p><p><br></p></li><li><p>1930: Abdias Nascimento inicia sua militância na Frente Negra Brasileira.<br></p></li><li><p>1944: Fundou o Teatro Experimental do Negro (TEN), que promove a escolarização e alfabetização de pessoas negras.&nbsp;</p><p><br></p></li><li><p>1945: Convenção Nacional do Negro.&nbsp;<br></p></li><li><p>1945: Estreia do TEN, no teatro municipal do Rio. Com o espetáculo “O Imperador Jones.”</p><p><br></p></li><li><p>1948-1950: Publicação do periódico “O Quilombo”, dedicado à luta contra o racismo.&nbsp;<br></p></li><li><p>1950: Primeiro Congresso do Negro Brasileiro, organizado por Abdias Nascimento e TEN.&nbsp;</p></li></ul><p><br></p><ul><li><p>1981: Abdias Nascimento liderou a criação do movimento negro do PDT.&nbsp;<br></p></li><li><p>1988: Constituição cidadã determina o racismo crime inafiançável.&nbsp;<br></p></li><li><p>1991 e 1997-1999: Abdias Nascimento atua como Senador, dedicando-se à luta contra o racismo.&nbsp;<br></p></li><li><p>1991-1994: Abdias Nascimento é secretário de defesa e promoção das populações afro-brasileiras no Rio de Janeiro.&nbsp;<br></p></li><li><p>1998: Criação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNS).&nbsp;</p><p><br></p></li><li><p>1999-2000: Abdias Nascimento assume a Secretaria Estadual da Cidadania e Direitos Humanos do Rio de Janeiro.&nbsp;</p><p><br></p></li><li><p>2001: Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e formas de intolerância onde o Brasil reconhece o racismo instituicional.&nbsp;</p></li></ul><p><br></p><ul><li><p>2003: Lei 10.639 assegurou que as instituições públicas e privadas&nbsp; de ensino no Brasil, do fundamental ao ensino médio, fosse obrigatório o ensino da história, cultura africana e afro-brasileira.(p.07 até a p.20)</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-03 18:51:40 UTC</pubDate>
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         <title>Histórico da Educação para pessoas negras no Brasil: breve panorama histórico. </title>
         <author>esterela2007</author>
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         <description><![CDATA[<p>De acordo com o texto: OFICINA DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS I, de Tássio Ferreira, A Educação no Brasil é criada a partir de referenciais eurocentrados e durante muito tempo excluiu-se dois grandes protagonistas do processo: pessoas negras e indígenas. Com isso, afastando o povo de sua Cultura e Educação, inicia-se a criação de um país deseducado em relação à sua ancestralidade, e, consequentemente, não presente em&nbsp;</p><p>nenhum processo educacional, nem se reconhecendo neste. Obviamente que a exclusão dos/as estudantes negros/as do processo educacional se arrasta desde o desgracioso processo de escravidão no Brasil.</p><p><br></p><p>Precisamente em 17 de fevereiro de 1854 a Constituição Federal, em seu decreto Nº 1.331-A, outorga:</p><p><br></p><p>Art. 69. Não serão admitidos à matrícula,&nbsp;</p><p>nem poderão frequentar as escolas:</p><p>§ 1º Os meninos que padeceram moléstias&nbsp;</p><p>contagiosas.</p><p>§ 2º Os que não tiverem sido vacinados.</p><p>§ 3º Os escravos.</p><p><br></p><p>Os escravos não eram considerados gente. Era uma espécie de objeto qualquer, que rendia trabalho, produtividade e status social. Obviamente que objetos não estudavam – não tinham este direito. E as pessoas negras que não eram escravizadas? Além de provar judicialmente sua condição de livres, não dispunham deste tempo “livre”, precisavam sobreviver:</p><p><br></p><p>Art. 70. Às lições ordinárias das escolas não poderão ser admitidos alunos menores&nbsp;</p><p>de 5 anos, e maiores de 15.</p><p>Art. 71. Quando uma escola do segundo gráu tiver dois professores, serão estes obrigados alternadamente, por mês ou por ano, a ensinar as matérias da instrucção primaria duas vezes por semana, nas horas que lhes ficarem livres, ainda que seja em domingos e dias santos, aos adultos que para esse fim se lhes apresentarem. Alunos negros adultos estudam se houver tempo em horas livres. (ibid, 1854) (grifo nosso)</p><p>Em outro momento da Constituição, o horário reservado para o ensino a pessoas negras era apenas à noite, se o professor tivesse disponibilidade de carga horária para tal.</p><p><br></p><p>Com a criação de cursos noturnos, em fins do século XIX, logo após o decreto Nº 1.331-A, já referido. Gonçalves nos apresenta outro decreto, Nº 7.031 de 06 de setembro de 1876, em cujo texto é feita uma reforma na modalidade de ensino primário e secundário,proposto pelo então Ministro e Secretário de Estado dos negócios do Império do Brasil&nbsp;</p><p>(1879), o senhor Carlos Leôncio Carvalho. O documento institui a obrigatoriedade do ensino dos 07 aos 14 anos, eliminando a proibição de escravos frequentarem a escola pública (p.327). Estes cursos poderiam ser criados por iniciativa pública ou privada.&nbsp;</p><p><br></p><p>1.1 A formação das Confrarias Negras</p><p><br></p><p>Alguns estudos nos revelam que a educação da população negra ficou a cargo das Confrarias Negras. Seriam eles os empenhadores de uma educação e escolarização. Porém, o pesquisador Luiz Alberto Oliveira Gonçalves desmonta essa teoria, alertando nos de que esta emancipação educacional através destas confrarias não aconteceu; talvez outra alienação, nutrindo de perversidade a noção de sociedade furtada nas senzalas, bem como a tentativa de apagamento de qualquer resquício de ancestralidade Africana. Valente (1994 apud GONÇALVES, 2000, p.329) argumenta que o cristianismo reforçou as políticas colonialistas, inclusive punindo com castigos e ameaça os escravizados que fugiam, chegando até a excomungação – neste caso, sentenciando a morte social. Àquela altura, sem identidade, sem existência social, sem inclusão, sem ser visto enquanto humano, era penoso demais não fazer parte daquele regime religioso, ainda que não&nbsp;</p><p>fosse exatamente algo que se relacionasse com a história de seus ancestrais na diáspora. A perversão começa com os conhecidos batismos coletivos e a alteração nos nomes originais pelas Marias, Angélicas, Joanas, Josés, Joãos, por exemplo. O mais absurdo desta história é pensar que quem se interessou pela conversão do povo negro ao catolicismo não foram os senhores de engenho, como se pensava, mas a própria Igreja. Os senhores eram indiferentes aos cultos africanos na senzala. A igreja, sim, se incomodou com as práticas ditas satânicas, porque eram desconhecidas por elas, denominando-as de seitas. Desse modo, como argumenta Gonçalves (2000), incutiram-se valores cristãos e perseguiram-se as práticas religiosas consideradas ocultas, influenciando a criação de leis que proibiam os cultos afro-brasileiros,isto se arrastando até o século XX.</p><p><br></p><p>Para pessoas negras, obviamente que todo este discurso de recalque ainda conseguia ser mais torpe. A ideologia cristã era reprocessada com as sobras e servida fria pelo colonizador.&nbsp;</p><p>“No catolicismo imposto às classes populares a figura do Cristo revelado no novo testamento é praticamente desconhecida” (OLIVEIRA, 1973, p.07). Não bastasse engolir “goela abaixo” os dogmas cristãos, foi reservado ao povo negro o refugo da religião católica.&nbsp; Importava aos pretos e pretas conhecerem a Virgem Maria e os santos. A leitura ensinada era instrumental e rasa. Não havia uma leitura de mundo, mas a decodificação dos códigos linguísticos, sem um olhar crítico.</p><p><br></p><p>Obviamente que a grande ideia aqui era separar a igreja das pessoas brancas da igreja da população negra. Confrarias Negras não&nbsp;</p><p>foram responsáveis pela educação das pessoas negras no século XIX. A grande questão era mesmo a reestruturação de moralidades, arrancando das almas negras os repugáveis costumes de sua ancestralidade. Ou melhor, essa doutrina “[...] funcionava como uma técnica social de influência de comportamentos” (GONÇALVES, 2000, p.339).&nbsp;</p><p><br></p><p>1.2 A constituição cidadã e seus desdobramentos</p><p><br></p><p>Constituição Cidadã (1988), determinou-se a prática do racismo&nbsp;</p><p>como crime inafiançável. O Estado brasileiro junto aos movimentos sociais vem produzindo políticas públicas que visem corrigir a desigualdade étnico-racial, bem como garantir os direitos de alguns segmentos da sociedade. Contudo, o que se vê na prática, no cotidiano nacional, ainda é o racismo semeado em todas as instâncias sociais. Isto&nbsp;</p><p>afasta o/a estudante negro da escola, quando não, impede sua permanência nela . A propósito, segundo a autora Lídia Nunes&nbsp;</p><p>Cunha (2005), o processo de escolarização das pessoas negras só começa a acontecer, de fato, entre os anos 1920 e 1930. Período em que temos início a um pequeno sistema de educação pública sendo&nbsp;</p><p>erigido pelos Estados Nacionais. Vale relembrar que, até então, as práticas de ensino ficavam a cargo dos voluntários, religiosos, instituições beneficentes ou custeio privado. É a primeira vez que o Estado&nbsp;</p><p>assume o processo de escolarização como projeto político. Caberia à escola a homogeneização e adestramento de pessoas para serem absorvidos pelo sistema industrial que estava para se consolidar.</p><p><br></p><p>Com isso, não é difícil de imaginar que a Escola não era lugar para pessoas negras. Consolida-se o pensamento da benevolência ou baixo&nbsp;</p><p>desenvolvimento intelectual, como justificativa para a ausência de uma educação de qualidade e que respeite as diferenças culturais e ancestrais de cada povo.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-04 03:56:16 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>esterela2007</author>
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         <description><![CDATA[<p>1.3 O teatro de Abias Nascimento e a primeira escola para pessoas negras</p><p><br></p><p>Você conhece Abdias Nascimento? Você conhece o Teatro Experimental do Negro? Você conhece a primeira Escola para alfabetização artística e letramento de pessoas negras do Brasil?</p><p><br></p><p>Em 1930, apenas com 16 anos, o artista, pensador, educador, diretor teatral, dramaturgo, ator, antropólogo Abdias Nascimento inicia o seu envolvimento com atos públicos, promovido pela Frente Negra Brasileira na luta diária pelo fim da segregação racial. Quatorze anos mais tarde Abdias cria o Teatro Experimental do Negro (TEN), espaço de luta e resistência que alicerça o audacioso processo de escolarização de pessoas negras.&nbsp;</p><p><br></p><p>O próprio Abdias Nascimento dizia que a necessidade de fundação desse movimento foi inspirada pelo imperativo de organização social da gente de cor, tendo em vista a elevação de seu nível cultural e seus valores individuais. O corpo de artistas do TEN era composto por empregadas domésticas, operários e moradores das favelas, dentre outros – todo o elenco era composto por pessoas negras. Abdias Nascimento, juntamente com o TEN, realizaram a Convenção Nacional do Negro (1945) e o Primeiro Congresso do Negro Brasileiro (1950).&nbsp;</p><p><br></p><p>Além disto, Abdias Nascimento propunha a discussão da organização do trabalho das empregadas domésticas, campanhas diversas acerca da alfabetização e teses que se manifestassem contra o racismo.&nbsp;</p><p><br><br></p><p>&nbsp;Além disso, Nascimento capitaneou a edição de alguns periódicos dedicados à discussão de temas concernentes às questões relativas a comunidades de pessoas negras, à difusão da cultura negra e à organização política. São eles: O Quilombo (1948 a 1950) e Senzala (1946).</p><p><br></p><p>Para seguir na militância, investindo com veemência na criação artística com o seu discurso essencialmente direcionado à pessoa negra, primeiro era necessário alfabetizar os seus pares, para que pudessem ser inseridos no universo dramatúrgico das suas peças. Para tal, o TEN oferecia programas de alfabetização e inserção cultural (iniciação cultural), sendo que as peças do grupo eram a principal base para a elaboração do material didático. Além disso, Nascimento foi pioneiro em outras ações:</p><p><br></p><p>Abdias Nascimento pertencia aos quadros do antigo PTB e, após o golpe militar de 1964, mesmo vivendo no exílio, participou da formação do PDT. Quando voltou ao Brasil, em 1981, liderou a criação do Movimento Negro do PDT. Tornou-se o primeiro deputado federal negro que dedicou seu mandato prioritariamente à luta contra o racismo. Nesse período, apresentou projetos de lei que definiram o racismo como crime e criaram mecanismos de ação compensatória, visando diminuir as desigualdades que atingem os negros na sociedade brasileira. (NASCIMENTO, E. L., 2014, p.11)&nbsp;</p><p><br></p><p>Abdias Nascimento foi Senador (1991 e 1997-1999), Secretário de Defesa e Promoção das Populações Afro-brasileiras (1991-1994) no Rio de Janeiro. E no final da década de 90 (1999-2000) assume a Secretaria Estadual de Cidadania e Direitos Humanos do Rio de Janeiro.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-04 03:59:11 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>esterela2007</author>
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         <description><![CDATA[<p>1.4 Educação pelas diferenças: os dispositivos legais</p><p><br></p><p>Dez anos após a promulgação da constituição brasileira reformulada, são criados Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s, 1998) na tentativa de assegurar um plano de ensino nacional. A ideia era privilegiar conteúdos a serem ensinados no panorama geral para conhecimento de toda nação, bem como conteúdos específicos, de acordo com a história e necessidade de cada Estado brasileiro:&nbsp;</p><p><br></p><p>Os Parâmetros Curriculares Nacionais foram elaborados procurando, de um lado, respeitar as diversidades regionais, políticas existentes no país e, de outro, considerar a necessidade de construir referências nacionais comuns ao processo educativo em todas as regiões brasileiras. Com isso, pretende-se criar condições, nas escolas, que permitam aos nossos jovens ter acesso ao conjunto de conhecimentos socialmente elaborados e reconhecidos como necessários ao exercício da cidadania (PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS, 1998).</p><p><br></p><p>Os PCN’s ambicionam uma educação multicultural, que contemple o conhecimento nacional, bem como as manifestações culturais particulares do país. Porém, o que se tem são parâmetros que homogeneizam a educação brasileira, tornando o programa de ensino engessado, discriminatório e excludente no sentido de pensar uma educação plural.</p><p><br></p><p>Em 2001 (entre 31 de agosto e 08 de setembro) na cidade de Durban, África do Sul, aconteceu a Terceira Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Formas Correlatas de Intolerância – ou Conferência de Durban – como ficou conhecida. O evento foi promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) com fins de discussão e combate ao racismo e ódio aos estrangeiros.</p><p><br></p><p>Com a pressão social do Movimento Negro, instituições privadas, membros da sociedade civil, em 2003 é promulgada a Lei 10.639, que deveria assegurar que nas instituições públicas e privadas de ensino no Brasil, desde a educação fundamental até o ensino médio, fosse obrigatório o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira, por todas as disciplinas, sobretudo em língua portuguesa, história e artes.</p><p><br></p><p>O governo, pela primeira vez, pensa em estratégias de reparação social e combate ao racismo dentro da sociedade, trazendo a reflexão, inicialmente, para o ambiente de construção de saberes e valores: a Escola.</p><p>Com a promulgação dessa lei, projetos transversais e multiculturais puderam ser desenvolvidos, sobretudo nas disciplinas Literatura, História e Artes. Pesquisas acadêmicas surgiram de modo mais significativo, mas a escola brasileira não foi preparada para o trabalho com a Cultura Africana e Afro-brasileira.</p><p><br></p><p>A disputa religiosa se acirra com a crescente ascensão social da religião protestante,intolerante, que ganha cada vez mais espaço dentro na política brasileira. É difícil para algum estudante que não se enquadre no perfil branco, heterossexual e cristão (com seu desdobramento protestante e suas derivações neopentecostais), permanecer na escola&nbsp;</p><p>pública e concluir com êxito sua formação básica.</p><p><br></p><p>Como parte do projeto que protagoniza a pessoa negra dentro de seu país, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou a Medida Provisória n° 111, em 21 de março de 2003, dando vida à “Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial” (SEPPIR) e instituiu a Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial.&nbsp;</p><p><br></p><p>Tal secretaria se incumbiria em promover ações afirmativas em âmbito&nbsp;</p><p>nacional, também articulando com os Estados e Municípios, bem como com Organizações Não-Governamentais (ONG’s). O que ressalta o compromisso de mudança geral nos paradigmas do olhar sobre a população negra no Brasil é a parceria com o Ministério da Educação (MEC), pensando na reestruturação pedagógica para inclusão da perspectiva diaspórica no contexto educacional.</p><p><br></p><p>O principal objetivo desses atos é promover alteração positiva na realidade vivenciada pela população negra e trilhar rumo a uma sociedade democrática, justa e igualitária, revertendo os perversos efeitos de séculos de preconceito, discriminação e racismo.</p><p><br></p><p>Em 2008, a Lei foi alterada para a Lei 11.645, incluindo além das questões africanas e afro-brasileiras, o ensino da história e cultura indígena no Brasil. Em decorrência disso, o governo visa garantir o acesso a uma pluralidade cultural, pertencente à história de&nbsp;</p><p>formação do povo brasileiro.Em 2009 o MEC, juntamente com o apoio do Movimento Negro, sociedade civil, organizações não governamentais, repensam estratégias de reparo dos direitos e valores arrancados na educação brasileira, criando as Diretrizes Curriculares Nacionais para a&nbsp;</p><p>Educação Étnico-Racial e para o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira. Mais uma tentativa de incluir nos currículos das escolas brasileiras estratégias de ensino das culturas africanas e afro diaspóricas no ensino obrigatório, da educação básica. As diretrizes apontam estratégias didático-metodológicas que orientam os educadores, os quais, em sua grande maioria, alegam desconhecimento no trato de tais temáticas e a falta de formação acadêmica necessária para atuar nesse âmbito.</p><p><br></p><p>Em 2005, no Município de Salvador, houve esforços reunidos em torno da Secretaria Municipal da Educação e Cultura (SMEC), em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), entre docentes da Universidade Federal da Bahia e da rede, para a criação de novas diretrizes curriculares para a implantação do estudo da história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas. O projeto previu estudos voltados às relações étnico-raciais, com conteúdo específico para todas as disciplinas (português, matemática, teatro, dança etc), resultando num material didático com textos de docentes da UFBA, distribuído em todas as escolas. Além disso, a SMEC promoveu em 2008 uma formação para 165 docentes da rede, retomando o uso do material didático criado em 2005, além de ventilar novas discussões na área.Apesar dos dispositivos legais regulamentarem o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas, estas ainda se tornam eletivas no cenário nacional. Em sua maioria, os docentes da educação básica insistem em carregar a cruz e a coroa de espinhos da ignorância geral das temáticas, vitimizando sua capacidade de pensar África e a diáspora nas disciplinas que ministram, justificando a questão como problema no seu percurso formativo docente, carentes de tais conteúdos. Além disso, o trabalho em questão acaba tornando-se militância e resistência dos e das profissionais que desempenham projetos e ações educacionais com os enfoques discutidos.</p><p><br></p><p>&nbsp;As escolas que desenvolvem projetos transdisciplinares ainda tratam da&nbsp;</p><p>cultura afro como apanhado alegórico, não colaborando com a desconstrução dos estereótipos já consagrados. (p.07 até a p.20)</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-04 03:59:26 UTC</pubDate>
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         <title>Histórico da Educação para pessoas negras no Brasil: breve panorama histórico. </title>
         <author>esterela2007</author>
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         <description><![CDATA[<p>1.5 A LEI 11.645/08 EXISTE PARA QUEM?: SOBRE A DESCULTURAÇÃO, </p><p>SILENCIAMENTO E INVISIBILIDADE </p><p><br></p><p>Segundo abordado no texto oficina de práticas pedagógicas I branquear o negro, portanto, é torna-lo acessível à ideologia do recalque, </p><p>ponto de partida para a construção </p><p>da inferioridade e subserviência. </p><p>(MACHADO, 2002, p. 58)</p><p><br></p><p>Ora, o que me ocorre é que talvez tenha acontecido </p><p>um apagão generalizado no país, reprogramando </p><p>nossas mentes para que esqueçamos a história e cultura dos povos africanos e indígenas. Ninguém sabe, ninguém viu. </p><p><br></p><p>É preciso que consideremos as palavras de Vanda Machado quando esta se refere a problemas globais do entendimento da relevância da cultura africana e afro-brasileira, e da escória que é reservada à mesma no programa de ensino brasileiro: - vivemos numa sociedade pluricultural, cujo processo civilizatório tende a afirmar apenas valores da sociedade oficial, que é branca; - a educação oficial tem contribuído para a formação de pessoas ‘iguais’, numa perspectiva de dominação a fim de obter, principalmente, proveitos materiais; - a escola, como aparelho ideológico do Estado, na sua prática, tende a ignorar os valores culturais negros, seu universo simbólico, incutindo nas crianças os padrões e estereótipos da ideologia do branqueamento; - o conhecimento é transmitido em pacotes pré-programados, sem muita relação com as vivências das crianças negras (2002, p. 55 e 56)</p><p><br></p><p>Segundo Machado, acontece um processo de desculturação negra (podemos incluir também a questão indígena). Esse processo passa desde os modos de se portar, se vestir, gostos etc. Normalmente, as meninas dão a ver rapidamente os sintomas: alisamento de cabelo, uso de maquiagem apropriada para pele branca, não entendimento de sua cor, raça, sempre se auto referindo como morena, às vezes, até mesmo branca.</p><p><br></p><p>Desculturar a pessoa negra/indígena é entregá-la de bandeja para a cultura do recalque. Recalcada, esta deve se adequar, se encaixar na frente dominante do país. Passa a consumir seguindo padrões, fazendo a moeda branca girar, afastando-se cada vez mais de sua realidade, dos modos de se perceber no mundo. Sem referências, torna-se silenciado, afastando-se cada vez mais de sua realidade, dos modos de se perceber no mundo.</p><p><br></p><p>Pessoas negras no Brasil são silenciadas desde muito cedo, ainda na primeira infância, com uma educação que privilegia valores dominantes brancos, distantes da realidade plural do país. Silenciada, a pessoa negra, no âmbito escolar, não se sente parte da Escola. O processo de autodescoberta parece embaçado, restando uma identidade conectada diretamente com um mundo ideal vendido pela Escola, onde prevalecem os valores culturais da cultura hegemônica branca.</p><p><br></p><p>Silêncio aqui definido como anulação de si. Silêncio como impossibilidade de pensar, de reagir, de resistir.</p><p><br></p><p>Para não parecer racista, a saída encontrada pela Escola gira em torno da necessidade de folclorizar o/a negro/a-indígena e calendarizar ações em que seja possível algum reconhecimento instantâneo de negritude. Essas ações/eventos que pretendem protagonizar a pessoa negra-indígena iniciam-se quando o sinal toca na data agendada (normalmente no dia 19/04 Dia do índio, 13/05 – Abolição da Escravidão, 22/08 – Folclore Brasileiro ou 20/11 – Consciência Negra), finalizando quando a aula acaba – restando, apenas, retirar a maquiagem e seguir com a opressão institucionalizada no dia seguinte. </p><p><br></p><p>Folclorizada, a pessoa negra é vista na escola anualmente, na figura caricaturada da baiana de acarajé (contratada pela gestão escolar para distribuir acarajé como lanche); no Mestre de Capoeira que faz uma roda de capoeira sem uma discussão profunda sobre o assunto; nos pagodes de duplo sentido que ridicularizam a mulher negra mostrando em coreografias o seu corpo sexualizado; na figura folclórica do Saci Pererê impotente e com valores invertidos; nas fantasias emprestadas do bloco e instituição cultural Afro Ilê Aiyê e em outras figuras que transformam todo o repertório significativo dessas personas em alegoria nos corredores da Escola. </p><p><br></p><p>Não se contextualiza a presença de tais entidades negras, não se conta a sua história, se exalta o estereótipo e as palmas são convocadas ao final protagonizando a pessoa negra em alguns poucos minutos. Que protagonismo é esse?</p><p><br></p><p>Obviamente, que a festa da democracia racial pode acontecer apenas quatro vezes no ano: dezenove de abril, no treze de maio, no dia vinte e dois de agosto, ou no vinte de novembro. Calendarizar as ações que deveriam ser espaço de debate acerca da luta e história de um povo não ajudam a compreensão da luta histórica e dos impactos reais na sociedade. (pág 21 à 35)</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-11 23:39:30 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>esterela2007</author>
         <link>https://padlet.com/esterela2007/jdoogdasvyalhrx3/wish/3406727359</link>
         <description><![CDATA[<p>Somos induzidos a esquecer o nosso contexto social. Fomos treinados para nos deixar manobrar pelo sistema. Não estudamos a história de nossos bairros, de nossa cidade e nosso estado – ou pelo menos não de maneira satisfatória, quiçá a história de nossos ancestrais, sejam eles indígenas ou negros. A verdade é que a hegemonia branca brasileira quer esconder quem somos, quer que conheçamos outra realidade nossa que não existe, que não está em nossa identidade. Talvez seja este o diagnóstico que implica diretamente nos meninos e meninas negros que não se consideram negros/as, e, assim, esforçam-se para acompanhar uma realidade distante.</p><p><br/></p><p>Identidades Brasileiras </p><p><br/></p><p>A identidade é uma realidade sempre presente em todas as sociedades humanas. Qualquer grupo humano, através do seu sistema axiológico sempre selecionou alguns aspectos pertinentes de sua cultura para definir-se em contraposição ao alheio. A definição de si (autodefinição) e a definição dos outros (identidade atribuída) têm funções conhecidas: a defesa da unidade do grupo, a proteção do território contra inimigos externos, as manipulações ideológicas por interesses econômicos, políticos, psicológicos, etc. (MUNANGA, 1994, p.177-178)</p><p><br/></p><p>A gravidade desse ciclo pernicioso contaminou a escolarização para pessoas negras no Brasil, justapondo a um programa que planeja afastar dos negrodescendentes os pensamentos filosóficos africanos – neste caso, perigosos no sentido da promoção da libertação intelectual no Brasil.</p><p><br/></p><p>2.1 Para compreender raça, etnia, identidade e racismo:</p><p><br/></p><p>A discussão epistemológica acerca de Raça, Etnia, Identidade e Racismo instaura um debate complexo, mas sobretudo diverso, por serem conceitos diretamente ligados às Ciências Sociais, mais especificamente justaposto à Antropologia, ampliando o repertório de acordo com as referências civilizacionais de quem observa. Quase sempre essa discussão visa delimitar determinado grupo de pessoas, exaltando este ou aquele jogo de interesses.</p><p><br/></p><p>No âmbito da Educação afrodiaspórica, sobretudo no panorama do Teatro, é importante colocar essa discussão no centro da roda e possibilitar que diálogos se estabelecem, desarticulando o mito da democracia racial brasileira como a fusão harmônica entre as três raças (negra, indígena e europeia). </p><p><br/></p><p>A discussão racial no Brasil tem um papel preponderante na quebra de uma hegemonia branca, colonizadora, que institui socialmente planos de poder bem delimitados, quase sempre desfavorecendo as pessoas negras e indígenas na organização social. Tal relação está enraizada em todos os setores da sociedade, ficando a cargo da população hegemônica branca decidir o destino dos/as pretas e indígenas, seja na saúde, educação, moradia, assistência jurídica, social, psicológica, moral e intelectual.(pág 21 à 35) </p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-11 23:46:38 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>esterela2007</author>
         <link>https://padlet.com/esterela2007/jdoogdasvyalhrx3/wish/3424856438</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-04-25 10:44:18 UTC</pubDate>
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         <title>Orientações e Ações para a Educação.</title>
         <author>esterela2007</author>
         <link>https://padlet.com/esterela2007/jdoogdasvyalhrx3/wish/3438596153</link>
         <description><![CDATA[<p>De acordo com a entrevista exibida no canal Futura sobre <strong>educação antirracista na infância</strong> traz reflexões fundamentais para a prática pedagógica no contexto atual. A principal orientação apresentada é de que a educação antirracista deve ser uma ação contínua e intencional no cotidiano escolar — não se trata de um projeto isolado, mas de um compromisso permanente com a valorização da diversidade étnico-racial.</p><p>Durante a conversa, a entrevistada reforça a importância de <strong>reconhecer e valorizar as identidades negras e indígenas</strong> desde os primeiros anos de escolarização. Isso significa trabalhar com representações positivas, oferecer materiais didáticos diversos e garantir que todas as crianças se sintam pertencentes ao espaço escolar. Nesse sentido, a promoção da autoestima e o enfrentamento de estereótipos são aspectos centrais para o desenvolvimento infantil em uma perspectiva inclusiva.</p><p>Outro ponto relevante abordado é a <strong>formação continuada dos educadores</strong>. Para que o enfrentamento ao racismo estrutural aconteça de maneira eficaz, é essencial que professores e demais profissionais da educação estejam preparados para identificar práticas discriminatórias e atuar de forma crítica e consciente. Isso exige estudo, escuta e comprometimento com uma pedagogia antirracista.</p><p>Por fim, a entrevista também destaca a <strong>necessidade de envolver as famílias e a comunidade</strong> no processo educativo. Uma educação antirracista só é possível quando há diálogo e parceria entre escola e sociedade, fortalecendo uma cultura de respeito e equidade.</p><p>Essa abordagem nos convida a repensar o papel da escola como agente transformador e nos lembra que educar para a igualdade racial é uma tarefa coletiva e urgente.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-06 19:51:11 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>esterela2007</author>
         <link>https://padlet.com/esterela2007/jdoogdasvyalhrx3/wish/3438614045</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-05-06 20:10:30 UTC</pubDate>
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         <title>Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. </title>
         <author>esterela2007</author>
         <link>https://padlet.com/esterela2007/jdoogdasvyalhrx3/wish/3487118465</link>
         <description><![CDATA[<p>Bibliografia.</p><p>Biografia: Kabengele Munanga.</p><p>Kabengele Munanga nasceu em 1940, em Bakwa-Kalonji, República Democrática do Congo (ex-Zaire e ex-colônia belga). Graduou-se em antropologia social e cultural pela Universidade Oficial do Congo, em 1969, tornando-se o primeiro antropólogo de seu país. Ao longo de sua trajetória, produziu mais de 150 trabalhos, entre livros, capítulos de livros e artigos. Seus principais temas de pesquisa são racismo, identidade negra, negritude, multiculturalismo, educação e relações étnico-raciais, políticas antirracistas.</p><p>Naturalizou-se brasileiro desde 1985.</p><p>Se graduou em Antropologia Social e Cultural pela Universidade Oficial do Congo (1964-1969). Foi nessa Universidade que iniciou sua carreira acadêmica como Professor Assistente (1969-1975).</p><p>Em 1969, tornou-se o primeiro antropólogo do seu país. Produziu mais de 150 trabalhos, entre livros, capítulos de livros e artigos.</p><p>Seus principais temas de pesquisa são racismo, identidade negra, negritude, multiculturalismo, educação e relações étnicos-raciais, políticas antirracistas.</p><p>Fez pós graduação na universidade católica de Louvain na Bélgica.</p><p>No início do doutorado, dedicou-se à pesquisa das artes africanas.Foi convidado a vir para o Brasil em 1975. Defendeu, na USP em 1977 sua tese de doutorado, sob o título: Os basanga de Shaba: um grupo étnico do Zaire.</p><p>No Brasil, foi professor visitante na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, antes de ingressar na USP.</p><p>Foi diretor do Museu de Antropologia e Etnologia (1983-1989) e você diretor do museu de arte contemporânea(2002-2006).</p><p>Público livros como:</p><p>•Negritude: Usos e sentidos e Sentidos (1998)</p><p>•Racismo: Perspectivas Para Um Estudo Contextualizado Da Sociedade</p><p>Brasileira(1998) co-escrito com Carlos Alberto Hasenblag e Lilia Moritz Schwarcz)</p><p>•O Negro no Brasil de Hoje(2006) ( co-escrito com Nilma Lino Gomes)</p><p>•Origens Africanas do Brasil Contemporâneo(2009)</p><p>Falas de Kabengele Munanga:</p><p>“Professores brancos falavam de indígenas sem escutar os indígenas, ou falavam de</p><p>negros sem escutar os negros. Professores homens falavam de mulheres sem</p><p>escutar as mulheres”. Porém, o antropólogo afirma que isso vem passando por um</p><p>processo de evolução nos últimos 40 anos.</p><p>“É um longo processo. Quantos livros já foram escritos sobre o racismo no mundo?</p><p>Mas a racionalidade não resolve todos os problemas da humanidade”.</p><p>Fontes:</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Kabengele_Munanga">https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Kabengele_Munanga</a></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ea.fflch.usp.br/autor/kabengele-munanga">https://ea.fflch.usp.br/autor/kabengele-munanga</a></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/5509/kabengele-munanga/">https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/5509/kabengele-munanga/</a></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.fflch.usp.br/53453">https://www.fflch.usp.br/53453</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-11 22:41:05 UTC</pubDate>
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