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      <title>Representatividade Negra na Literatura by Eduarda Santos</title>
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      <description></description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-10-18 19:19:58 UTC</pubDate>
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         <title>Mulheres Negras na Literatura</title>
         <author>eduarda48118</author>
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         <description><![CDATA[<p>Durante muito tempo, a palavra pertencia aos homens brancos: a eles cabia descrever e definir o mundo, por semelhança ou oposição a si mesmos.</p><p><br></p><p>Nas últimas décadas, leitores e teóricos começaram a perceber que precisamos de mais perspectivas, outras formas de viver e escrever. Precisamos ler mulheres negras, conhecer as suas obras e as suas lutas, combater o silenciamento e o apagamento histórico.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-18 20:11:55 UTC</pubDate>
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         <title>Maria Firmina dos Reis (1822 — 1917)</title>
         <author>eduarda48118</author>
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         <description><![CDATA[<p>Maria Firmina dos Reis, escritora do Maranhão, se tornou a <strong>primeira romancista brasileira </strong>com a publicação de<em> Úrsula</em> (1859).</p><p><br>A mulher afrodescendente Maria Firmina dos Reis trouxe para a sua literatura a possibilidade de identificação e representação. Seu contributo é incalculável, já que produziu discursos a partir do lugar do negro brasileiro que expunham a discriminação.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-18 20:15:42 UTC</pubDate>
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         <title>Carolina Maria de Jesus (1914 — 1977)</title>
         <author>eduarda48118</author>
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         <description><![CDATA[<p>Carolina Maria de Jesus foi uma das maiores escritoras nacionais e<strong> uma das primeiras autoras negras brasileiras</strong>. Mãe solteira, catadora de papéis e moradora da favela do Canindé, em São Paulo, escreveu cerca de 20 diários relatando as suas condições e experiências de vida.</p><p><br></p><p>Sempre escrevendo a partir de suas próprias experiências, narra a discriminação racial e de classe, a falta de oportunidades. Seus escritos comentam o fosso que separa os cidadãos de um mesmo país, dependendo da cor da sua pele e do local onde nasceram.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-18 20:16:51 UTC</pubDate>
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         <title>Conceição Evaristo (1946)</title>
         <author>eduarda48118</author>
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         <description><![CDATA[<p>Conceição Evaristo é uma das maiores autoras nacionais afro-brasileiras. Membro da Academia Brasileira de Letras, nas suas obras de poesia, ficção e ensaio é notória a <strong>valorização da cultura negra </strong>e a análise do panorama social brasileiro.</p><p><br></p><p>Questionando a representação das identidades negras na literatura nacional, expõe os preconceitos que continuam presentes na cultura e no imaginário do povo brasileiro.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-18 20:18:02 UTC</pubDate>
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         <title>Djamila Ribeiro (1980)</title>
         <author>eduarda48118</author>
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         <description><![CDATA[<p>Djamila Ribeiro é uma escritora, acadêmica, filósofa e ativista brasileira. Se tornou notória pelas suas contribuições para os movimentos sociais que lutam pelos diretos das mulheres e dos cidadãos negros.</p><p><br/></p><p>Djamila defende que cada indivíduo fala a partir de um lugar social, de uma localização nas estruturas de poder que partilha experiências em comum. Sublinha, assim, a importância de cada um de nós, partindo do lugar onde está, pensar de que modos pode contribuir para uma sociedade mais justa e livre de preconceito.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-18 20:19:26 UTC</pubDate>
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         <title>Trecho do poema &quot;Seu Nome&quot;, Cantos à beira-mar&quot; (1871)</title>
         <author>eduarda48118</author>
         <link>https://padlet.com/eduarda48118/jd27niaaxvy7duex/wish/3176662797</link>
         <description><![CDATA[<p>Seu nome! é minha glória, é meu porvir,<br>Minha esperança, e ambição é ele,<br>Meu sonho, meu amor!<br>Seu nome afina as cordas de minh'harpa,<br>Exalta a minha mente, e a embriaga<br>De poético odor.<br><br>Seu nome! embora vague esta minha alma<br>Em páramos desertos, - ou medite<br>Em bronca solidão:<br>Seu nome é minha idéia - em vão tentara<br>Roubar-mo alguém do peito - em vão - repito,<br>Seu nome é meu condão.<br><br>Quando baixar benéfico a meu leito,<br>Esse anjo de deus, pálido, e triste<br>Amigo derradeiro.<br>No seu último arcar, no extremo alento,<br>Há de seu nome pronunciar meus lábios,<br>Seu nome todo inteiro!</p><p>Trecho do poema "Seu Nome", <em>Cantos à beira-mar </em>(1871)</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-18 20:21:44 UTC</pubDate>
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         <title>Quarto de Despejo (1960)</title>
         <author>eduarda48118</author>
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         <description><![CDATA[<p>A vida é igual um livro. Só depois de ter lido é que sabemos o que encerra. E nós quando estamos no fim da vida é que sabemos como a nossa vida decorreu. A minha, até aqui, tem sido preta. Preta é a minha pele. Preto é o lugar onde eu moro.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-18 20:22:26 UTC</pubDate>
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         <title>Poemas da recordação e outros movimentos</title>
         <author>eduarda48118</author>
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         <description><![CDATA[<p>Eu-Mulher</p><p><br>Uma gota de leite<br>me escorre entre os seios.<br>Uma mancha de sangue<br>me enfeita entre as pernas.<br>Meia palavra mordida<br>me foge da boca.<br>Vagos desejos insinuam esperanças.<br>Eu-mulher em rios vermelhos<br>inauguro a vida.<br>Em baixa voz<br>violento os tímpanos do mundo.<br>Antevejo.<br>Antecipo.<br>Antes-vivo<br>Antes – agora – o que há de vir.<br>Eu fêmea-matriz.<br>Eu força-motriz.<br>Eu-mulher<br>abrigo da semente<br>moto-contínuo<br>do mundo.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-18 20:30:10 UTC</pubDate>
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         <title>Discurso em forma de poder</title>
         <author>eduarda48118</author>
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         <description><![CDATA[<p>Como negra, não quero mais ser objeto de estudo, e sim o sujeito da pesquisa.</p><p><br>Minha luta diária é para ser reconhecida como sujeito, impor minha existência numa sociedade que insiste em negá-la.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-18 20:31:44 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>eduarda48118</author>
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         <description><![CDATA[<p>Conhecer a obra de escritoras como Maria Firmina dos Reis, Carolina Maria de Jesus&nbsp;e Conceição Evaristo, por exemplo,&nbsp;abre a possibilidade de olhar para outras várias mulheres negras que há muito ou pouco tempo tem colocado sua escrita no mundo em verso e prosa.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-18 20:33:07 UTC</pubDate>
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