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      <title>Governabilidade, Governança e Accountability by Felipe da Cunha</title>
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      <description>Silvia, Susana, Leonardo, Felipe</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-04-20 00:16:56 UTC</pubDate>
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         <title>GOVERNABILIDADE, GOVERNANÇA E ACCOUNTABILITY</title>
         <author>susanaflores</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>&nbsp; 1 INTRODUÇÃO:</strong><br>Sobre os conceitos de Governança e Governabilidade temos o fato de que eles aparecem de forma sistêmica na literatura contemporânea sobre o Estado e políticas públicas.<br>Governança, segundo James N. Rosenau (2000) é um fenômeno mais amplo que governo, abrange as instituições governamentais mas implica também mecanismos informais de caráter não governamental que fazem com que as pessoas e as organizações dentro de sua área de atuação tenham uma conduta determinada, satisfaçam as suas necessidades e respondam as suas demandas.<br>Governabilidade, segundo ( MATIAS PEREIRA, 2010a) é a capacidade política de governar, ou seja, a governabilidade seria resultado da relação de legitimidade do Estado e do seu governo com a sociedade, e a governança por sua vez, decorreria da financeira e administrativa, em sentido amplo, do governo realizar políticas.<br>A principal diferença entre esses conceitos está na maneira como a legitimidade das ações dos governos é entendida e o ponto de convergência entre&nbsp; eles refere-se à defesa da participação institucionalizada como meio para se atingir a estabilidade política.<br>Governança do ponto de vista político significa também a capacidade de resistência à captura por grupos de interesse por parte das elites governamentais (FRISCHSTAK, 1994), e a promoção da accountability (PRZEWORSKI, 1995).<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-27 13:39:24 UTC</pubDate>
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         <title>2 Prestação de contas dos resultados das ações (accountability)</title>
         <author>susanaflores</author>
         <link>https://padlet.com/felipedacunhafdc9/j7wvq6pt37m62j9w/wish/1464387229</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Conceito ( Accountability):<br></strong>É o conjunto de mecanismos e procedimentos que levam os decisores governamentais a prestarem contas dos resultados de suas ações garantindo mais transparência e exposição das políticas públicas.<br>&nbsp;O exercício da accountability é determinado pelas relações entre governo e cidadãos, entre burocracia e clientelas.<br>A cidadania organizada pode não só influenciar o processo de identificação das necessidades e demandas como também do serviço público, abrindo caminho para a accountability.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-27 13:56:36 UTC</pubDate>
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         <title>3 Gestão Pública e Governança</title>
         <author>leonardoamaralaluno</author>
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         <description><![CDATA[<div>Das correntes de pensamento, destacam-se as que enfocam como objetivo principal o aumento da eficiência e efetividade governamental, e as outras que se preocupam, nas suas abordagens, com as questões do potencial democrático e emancipatório.<br><br>Observa-se, no entanto, que a intensa discussão na atualidade sobre a questão da “governança” tem forte relação com a ideologia das políticas neoliberais que visam à redução do tamanho do Estado, bem como a comprovada incapacidade das instituições públicas em lidarem adequadamente com os complexos e crescentes problemas urbanos.<br><br>&nbsp;Para Frey (2007, p. 136) a ampliação de atores sociais, traz à tona a necessidade de empregar todo o conhecimento da sociedade, em busca do melhor desempenho administrativo e da democratização dos processos locais. Ele fala sobre uma mudança dos conceitos tradicionais, baseados no princípio autoridade estatal, para abordagens de governança, frisando novas tendências de uma gestão compartilhada e interinstitucional que envolve o setor público, o setor produtivo e o crescente terceiro setor<em>. </em>Está expresso nestas tendências o reconhecimento dos próprios limites da ação estatal: ‘Governar torna-se um processo interativo porque nenhum ator detém sozinho o conhecimento e a capacidade de recursos para resolver problemas unilateralmente.’ (Stoker, 2000, p. 93). O governo é apenas um entre muitos influentes atores sociais que estão envolvidos na formulação e implementação de políticas públicas” (KICKERT et al., 1999b, p. 5).</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-28 21:43:10 UTC</pubDate>
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         <title>4 Referencial Teórico de Governança</title>
         <author>leonardoamaralaluno</author>
         <link>https://padlet.com/felipedacunhafdc9/j7wvq6pt37m62j9w/wish/1471222264</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Com base no artigo <em>The nature of the firm (1937) </em><br>A governança, de acordo com as análises de Ronald Coase e reforçadas por Oliver Williamson (1975), designaria os dispositivos operacionalizados pela firma para conduzir coordenações eficazes que tangem a dois registros: os protocolos internos, quando a firma desenvolve suas redes e questiona as hierarquias internas; os contratos e as aplicações de normas, quando ela se abre à terceirização. Há uma substituição das firmas hierarquizadas, integradas verticalmente, por organizações globais e em rede.</div><div>Para Coase e Williamson (1991), as trocas ou transações podem organizar-se em duas direções: o mercado ou as organizações (denominadas de hierárquicas por Williamson). O mercado, para ser eficaz, deve responder a uma condição de atomicidade; é, portanto, uma forma organizacional fragmentada. A complexidade dessas trocas gera custos. As escolhas são arbitradas por preços. A grande firma integrada impõe-se historicamente como um meio para reduzir esses custos de transação.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-28 21:43:20 UTC</pubDate>
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         <title>7 Governança Corporativa no Setor Público</title>
         <author>silviacamachoaluno</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Governança:</strong> trata da aquisição e distribuição de poder na sociedade quando da tomada de decisões.<br><br></div><div><strong>Governança corporativa:</strong>&nbsp; modo como as corporações são administradas no âmbito privado.<br><br></div><div><strong>Governança corporativa no setor público: </strong>remete ao modo como o Estado gerencia suas agências com base nos princípios de governança corporativa. <br><br>O conceito de governança corporativa está relacionado à accountability, ou seja, a prestação de contas, a transparência do Estado, a qual se efetiva por meio do acesso do cidadão à informação das ações governamentais, o que torna mais democráticas as relações entre o Estado e sociedade civil. <br><br>Segundo Marques (2005, p. 14 <em>apud MATIAS PEREIRA</em>, 2014, p. 91-92), os fatores que contribuem para uma governança corporativa sólida são os seguintes:&nbsp;</div><ul><li>estrutura administrativa;&nbsp;</li><li>ambiente administrativo;&nbsp;</li><li>administração de risco;&nbsp;</li><li>conformidade e complacência;&nbsp;</li><li>monitoração e avaliação de desempenho;&nbsp;</li><li>responsabilidade em prestar contas e;</li><li>conformidade <em>versus </em>desempenho.&nbsp;</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-30 20:36:34 UTC</pubDate>
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         <title>8 Os Princípios de Governança na Gestão Pública</title>
         <author>silviacamachoaluno</author>
         <link>https://padlet.com/felipedacunhafdc9/j7wvq6pt37m62j9w/wish/1479939090</link>
         <description><![CDATA[<div>Para Matias Pereira (2014, p. 92), "uma boa governança pública, à semelhança da corporativa, está apoiada em quatro princípios:&nbsp;</div><ul><li><strong>relações éticas;&nbsp;</strong></li><li><strong>conformidade, em todas as suas dimensões;</strong></li><li><strong>transparência; e&nbsp;</strong></li><li><strong>prestação responsável de contas</strong>."</li></ul><div><br>Conforme Barrett (2005, p.5-6 <em>apud </em>MATIAS PEREIRA, 2014, p. 92<em>), </em>para que o setor público aplique efetivamente elementos da governança corporativa os princípios mais relevantes a que as entidades do setor público devem aderir&nbsp; para alcançar&nbsp; as melhores práticas,&nbsp; são:&nbsp;</div><ul><li>liderança, integridade, compromisso (relativos a qualidades pessoais), e&nbsp;</li><li>responsabilidade em prestar contas, integração e transparência (são principalmente o produto de estratégias, sistemas, políticas e processos).</li></ul><div><br></div>]]></description>
         <pubDate>2021-04-30 20:37:56 UTC</pubDate>
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         <title>5 A Governabilidade das Democracias</title>
         <author>felipedacunhafdc9</author>
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         <description><![CDATA[<div>O tema Governabilidade das Democracias foi objeto do relatório elaborado por Crozier, Huntington e Watanuki – Dizia que os problemas de governabilidade na Europa Ocidental, no Japão e nos EUA, tinham como base problemas decorrentes do aumento das demandas sociais, agravados pela escassez de recursos do Estado. Sendo assim, era necessário fazer mudanças nas instituições e também no comportamento dos cidadãos. A partir dessas mudanças as discussões sobre Ciência Política centraram-se na deficiência do Estado de cumprir as suas funções de garantir o desenvolvimento social. As teorias políticas, a partir da constatação das fragilidades do Estado, passaram a perceber que os atores não estatais estão construindo uma legitimidade cada vez maior para defender e promover o bem público. Dessa forma, o Estado não mais seria o detentor do monopólio da promoção desse bem público nem de sua definição. As teorias políticas, a partir da constatação das fragilidades do Estado, passaram a perceber que os atores não estatais estão construindo uma legitimidade cada vez maior para defender e promover o bem público. Dessa forma, o Estado não mais seria o detentor do monopólio da promoção desse bem público nem de sua definição.<br>&nbsp;Na formulação proposta pelo Banco Mundial, governança é definida originalmente como a maneira pela qual o poder é exercido na administração dos recursos econômicos e sociais tendo em vista o desenvolvimento. O conceito de governança seria, nessa visão, distinto do de governabilidade, que descreve as condições sistêmicas de exercício do poder em um sistema político.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-04 19:19:05 UTC</pubDate>
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         <title>6 Distintas Visões da Governança</title>
         <author>felipedacunhafdc9</author>
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         <description><![CDATA[<div>O termo governança, com base na literatura acadêmica, pode ser definido, em sentido amplo, como um processo complexo de tomada de decisão que antecipa e ultrapassa o governo (RHODES, 1996). Os aspectos frequentemente evidenciados nessa literatura estão relacionados à legitimidade do espaço público em constituição; à repartição do poder entre aqueles que governam e aqueles que são governados; aos processos de negociação entre os atores sociais (os procedimentos e as práticas, a gestão das interações e das interdependências que desembocam ou não em sistemas alternativos de regulação, o estabelecimento de redes e os mecanismos de coordenação); e à descentralização da autoridade e das funções ligadas ao ato de governar.<br>Torna-se relevante, nesse contexto, abordar as diferentes visões sobre a governança, conforme apresentadas a seguir:</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-04 19:40:14 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>6.1 Governança Enquanto Estado Mínimo:</title>
         <author>felipedacunhafdc9</author>
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         <description><![CDATA[<div>Baseada na necessidade da redução dos déficits públicos, esse uso da governança refere-se a uma nova forma de intervenção pública e ao papel dos mercados na produção dos serviços públicos (GERY STOCKER, 1995).</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-04 19:48:29 UTC</pubDate>
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         <title>6.2 Governança Corporativa: </title>
         <author>felipedacunhafdc9</author>
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         <description><![CDATA[<div>Oriunda das teorias do management, acentua a necessidade de eficácia, assim como a da accountability na gestão dos bens públicos (TRICKER, 1994).</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-04 19:50:17 UTC</pubDate>
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         <title>6.4 Governança Enquanto New Public Management (NPM):</title>
         <author>felipedacunhafdc9</author>
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         <description><![CDATA[<div>O NPM prega a gestão e os novos mecanismos institucionais em economia por meio da introdução de métodos de gestão do setor privado, bem como do estabelecimento de medidas incitativas (incentives) no setor público;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-04 19:51:20 UTC</pubDate>
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         <title>6.5 Boa Governança:</title>
         <author>felipedacunhafdc9</author>
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         <description><![CDATA[<div>Utilizada originalmente pelo Banco Mundial em relação a suas políticas de empréstimos, a boa governança é uma norma que supõe a eficácia dos serviços públicos, a privatização das empresas estatais, o rigor orçamentário e a descentralização administrativa;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-04 19:52:09 UTC</pubDate>
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         <title>6.6 Governança Enquanto Sistema Sociocibernético: </title>
         <author>felipedacunhafdc9</author>
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         <description><![CDATA[<div>A&nbsp;governança pode ser considerada como o teste padrão ou a estrutura que emerge em um sistema social-político como o resultado ou o resultado comum dos esforços de interação da intervenção de todos os atores envolvidos (KOOIMAN, 1993, p. 35). Nesse sentido, além da complexidade da definição, aquele autor argumenta que assim o mundo político seria marcado pelas coestratégias: a cogestão, a corregulação, assim como as parcerias público-privado;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-04 19:52:51 UTC</pubDate>
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         <title>6.3 Governança Enquanto Conjunto de Redes Organizadas:</title>
         <author>felipedacunhafdc9</author>
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         <description><![CDATA[<div>A&nbsp;governança refere-se a managing networks that are self-organizing. Considerando que o Estado é um dos atores (e não mais o único e exclusivo ator) no sistema mundial, redes integradas e horizontais (ONGs, redes profissionais e científicas, meios de comunicação) desenvolvem suas políticas e modelam o ambiente desse sistema (RHODES, 1996).&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-04 19:53:44 UTC</pubDate>
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