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      <title>Os da Minha rua: um estudo do outro by </title>
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      <description>Made with a wink and a smile</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2016-11-29 20:10:42 UTC</pubDate>
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         <title>Os da minha rua</title>
         <author>yeleon13</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/284565813</link>
         <description><![CDATA[<div>Yunior Enrique León<br>Viver sem lembrar é basicamente viver sem alegria, nós somos as lembranças das nossas ações passadas. <br><br></div><div>O escritor angolano Ondjaki desenvolve através de contos e anedotas, a evolução de Angola e as influências culturais de países como Brasil e Portugal; as telenovelas, a música e os acontecimentos históricos que marcaram a cultura angolana estão presente nos contos que narram a vida e as travessuras de meninos que desfrutam do dia a dia enquanto experimentam o prazer de viver.<br><br></div><div>São historias que destacam a cotidianidade misturada com o crescimento das crianças geradas pela modernidade e a globalização de uma nação praticamente nova e como se reflete na realidade do país, através de ações simples como o gosto pelos refrigerantes, as telenovelas e os cantantes brasileiros, é uma imagem de como influem sobre as personagens a cultura estrangeira e como mudam as atitudes dos meninos enquanto o tempo decorre numa Luanda cada vez mais moderna. <br><br></div><div>Ondjaki mostra nos contos a capacidade para poder reviver os tempos de crianças sem mostrar rastros tristes ou melancólicos, porque é evidente que só durante essa etapa da vida é mais fácil falar da vida sem deixar as emoções que podem ser identificadas numa idade tão complicada:<br><br></div><div>“Nas despedidas, acontece isso: a ternura toca a alegria, a alegria traz uma saudade quase triste, a saudade semeia lagrimas, e nós, as crianças, não sabemos arrumas essas coisas dentro do nosso coração”. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-09-21 21:22:52 UTC</pubDate>
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         <title>Os da minha rua</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/287231312</link>
         <description><![CDATA[<div>Os da minha rua, uma obra do escritor angolano Onjaki onde se mostra a infância do próprio escritor em um bairro de Luanda em 22 pequenos encantadores contos fáceis de ler. Nesses contos pode se apreciar a realidade da sociedade angolana daquela época desde a perspectiva de um menino.<br><br></div><div>É interessante ler as histórias contadas desde a inocência de uma criança que nos permite conhecer a cultura desse lugar desde um ponto de vista diferente. As histórias do menino incluem desde brincadeiras, contos engraçados até histórias um pouco tristes narradas de uma maneira que pode nos transportar mentalmente até esses lugares.&nbsp;<br><br></div><div>Gostei muito do livro porque tem a capacidade de nos fazer lembrar daquela bonita época onde não tínhamos preocupações de uma maneira muito divertida.&nbsp;<br><br>Luis Guillermo Lárez<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-09-29 16:34:33 UTC</pubDate>
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         <title>ONDJAKI: OS DA MINHA RUA</title>
         <author>JessikaGomesR</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/287231479</link>
         <description><![CDATA[<div>O livro <em>Os da minha rua </em>do escritor angolano Ndalu de Almeida, mais conhecido como Ondjaki, é dividido em contos que descrevem a infância do autor. A obra tem uma escrita bem peculiar da literatura africana. O autor explica, por meio dos contos, a importância da família, da infância e da cultura no processo de formação de um cidadão. </div><div> </div><div>De uma forma subtil, Ondjaki nos conta sua vida em Luanda, através dos olhos de uma criança, mostrando-nos a sociedade nessa altura. Ele relata histórias sobre os seus amigos e as suas aventuras. O autor escreve a sua vida de uma maneira simples e comum usando recursos da fala na escrita </div><div> </div><div>Este foi o primeiro livro que li de Ondjaki e, na minha opinião, o livro é bom e gosto da simplicidade da redação dos contos mas, ainda assim, não estou apaixonada. Por vezes, era muito simples e, por outras vezes, muito poético. Não tenho um conto favorito. Considero que a redação é belíssima, mas não me diverti ao ler a obra. Não consegui ter essa conexão com o livro. <br><br><strong>Jessika Gomes</strong></div><div><strong>Português V</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-09-29 16:36:25 UTC</pubDate>
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         <title>A infância de Ndalu Almeda </title>
         <author>axy_ypm</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/287253654</link>
         <description><![CDATA[<div>Axybel Peña <br><br><strong><em>Os da minha rua</em></strong> é um livro cheio de memórias da infância do pequeno <strong>Ndalu Almeda</strong> (melhor conhecido como Ondjaki), sua família e amizades. O cenário da vida de Ndalu se passa na Capital de Angola, <strong>Luanda</strong>, especificamente na praia do Bispo.  Os da minha rua é um de três livros sobre sua infância publicado por Ondjaki, os outros são: <em>Bom dia camarada</em> e <em>Avo dezanove</em>. <br><br></div><div>O livro está organizado em pequenos contos que podem ser lidos como unidades autônomas e os temas variam desde humor, dramáticos, tristes, até um pouco românticos, e relatam as pequenas dificuldades da vida diária duma criança angolana. <br><br></div><div>Gostei da maneira que o autor nos transporta para um espaço em sua memória, num lugar que nunca conheci e ainda assim é muito familiar para mim. É um livro divertido, com vocabulário simples e ótimo para aprender um pouco das gírias angolanas. <br><br></div><blockquote><em>“A vida às vezes é como um jogo brincado na rua: estamos no último minuto de uma brincadeira bem quente e não sabemos que a qualquer momento pode chegar um familiar a avisar que a brincadeira já acabou e está na hora de jantar”.</em></blockquote><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-09-29 20:32:59 UTC</pubDate>
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         <title>Os da minha rua</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/287261100</link>
         <description><![CDATA[<div>Os adultos estamos tão centrados em fazer tudo corretamente ou em simplesmente fazer o necessário para viver que muitos de nós esquecemos que todos no passado fomos crianças, às vezes lembrar esses momentos felizes é agradável porque a infância é uma das etapas mais bonitas da vida.<br>&nbsp;<br>Os da minha rua é uma estória ou conto no qual retrata-se a vida de uma criança em várias fazes da sua vida, este conto pode lembrar a felicidade da juventude aos leitores. É dividido em 22 textos que podem ser lidos como unidades autônomas que têm valor por si mesmas, portanto, isto faz com que seja muito agradável ler o livro.&nbsp;<br>&nbsp;<br>Ndalu de Almeida é um escritor angolano e o narrador do conto, neste ele lembra amigos, família, festas na casa dos tios, paixões, professores cubanos, etc. Os da minha rua é uma estória muito agradável à leitura e portanto eu considero que é um livro muito bonito para ler, gostei muito das estorias, é um livro que se pode ler muito rápido e faz rir ao leitor na maioria dos textos.<br><br>María Julieta Cifuentes</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-09-29 22:23:27 UTC</pubDate>
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         <title>Os da minha rua</title>
         <author>deltano_fmaf</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/287261905</link>
         <description><![CDATA[<div>Ndalu de Almeida, escritor angolano também conhecido como Ondjaki, leva-nos por médio do livro <em>Os da minha rua</em> através de um mundo onde o branco e o preto não são as únicas cores em existência, a manga com sal é um prato muito delicioso, as piscinas com Coca-Cola são possíveis, os momentos que se compartilham são inesquecíveis e a infância é interminável.<br><br></div><div>Não existe conceito de bem ou mal na mente de Ndalu, e a visão dele como criança mostra-nos um mundo genuíno em Luanda que é o cenário da sua infância, a Rua Fernão Mendes Pinto; lugar onde a convivência entre as diferentes personagens, camaradas, soldados soviéticos, professores, amigos e familiares percorre a um ritmo harmonioso, mas não carente de alguma imperfeição. <br><br></div><div>Destaca-se a influência de culturas estrangeiras como a brasileira por médio das telenovelas ou a música, a portuguesa por médio da língua mesma, ou a extinta União Soviética por médio da ideologia social, numa sociedade angolana que está a evoluir e que não esquece a sua identidade e os acontecimentos históricos que estão trás de si e que a tornam única.<br><br></div><div>Sinto-me identificado com a obra, mesmo que não seja na sua totalidade. Lembrar o passado é parte muito importante da vida e faz com que não esqueçamos a nossa origem e aquilo que nos faz humanos com laços familiares, culturais e sociais. A linguagem do livro é simples e fácil de seguir, sem complexas estruturas gramaticais e com um vocabulário muito rico em expressões populares. Em geral, gostei muito da obra.<br><br></div><div><strong>Fred Aponte<br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-09-29 22:41:27 UTC</pubDate>
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         <title>OS DA MINHA RUA - ONDJAKI</title>
         <author>inarm20</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/287265346</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Os da minha rua</em> é um livro de memórias de infância do próprio escritor. Trata-se de um adulto relembrando a infância dele.&nbsp;<br><br></div><div>Não tem enredo, pois é um livro de pequenos contos independentes que descreve a infância do Ndalu (Ondjaki) na rua Fernão Mendes Pinto em Luanda, Angola.<br><br></div><div>Gostei do livro porque tem uma escrita simples, feita a partir do discurso oral angolano, cheia de factos comuns, mas que nos envolve rapidamente, porque é mesmo com aquela simplicidade que consegue transmitir as emoções e as vivências da infância. Ele descreve a vida e a sociedade dessa época (1980-1990) do ponto de vista de uma criança, as tradições, os hábitos (ver telenovelas brasileiras todas as tardes), a vida familiar, as amizades, a vida escolar...<br><br></div><div>Achei-o uma leitura fresca entre tantas leituras pesadas e com uma beleza particular que nos faz sorrir ao lembrar-nos da nossa própria infância.<br><br></div><blockquote>"A infância é uma coisa assim bonita: caímos juntos na relva, magoamo-nos um bocadinho, mas, sobretudo rimos." (Pg.13)</blockquote><div><br></div><div>Andreina Mendes<br>PT V - EIM/UCV<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-09-29 23:54:33 UTC</pubDate>
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         <title>Os da minha rua</title>
         <author>gabycaromorales10</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/287268451</link>
         <description><![CDATA[<div>Ondjaki<br><br><em>Os da minha rua</em> é um livro do escritor angolano Ondjaki, publicado no ano 2007.&nbsp; Nele se relatam em 22 contos a infância de um menino chamado Ndalu em Luanda, Angola.&nbsp;<br><br></div><div>Ondjaki, através da sua obra, nos conta como Ndalu viveu sua infância num bairro de Luanda, as brincadeiras com seus amigos, a vida com sua família, as histórias dos seus tios, as vivencias da escola y até o seu primeiro amor. No livro os contos são relatados da maneira tradicional africana, o que quer dizer, que o autor escreve como se estivesse transmitindo sua história as seguintes gerações de forma oral, ele nos deixa conhecer qual era a visão da vida de um menino que cresceu em Luanda sem se importar por negros e brancos, ricos ou pobres, ele só se maravilhava com a televisão a cores, as novelas brasileiras e escutar as historias sobre piscinas de Coca-Cola.&nbsp;<br><br></div><div>Eu gostei do livro porque é um relato sincero da que poderia ser a infância de qualquer menino numa altura onde o mais importante não era a tecnologia, o dinheiro ou a cor da pele. O Ndalu nos leva pelos caminhos da sua infância da maneira mais inocente e sincera, para nos ensinar que ainda num país como Angola, tão magoado e ferido pelas guerras, ele foi feliz. É um livro que abre os nossos olhos ao olhar de uma criança, que nos faz lembrar como fomos de meninos e o genuíno que eram os nossos sentimentos e a inocência das nossas ações.&nbsp;<br>&nbsp;Gabriela Morales</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-09-30 00:56:52 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Os da minha Rua</title>
         <author>gabycaromorales10</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/287268539</link>
         <description><![CDATA[<div>Gostei do libro, acho que é uma leitura agradável e não é pesada. Os contos são narrados por um menino o que faz com que a leitura seja engraçada, mas ao mesmo tempo séria, o que permite perceber a inocência do olhar de uma criança.&nbsp; Alem disso, gostei porque cada historia nos permite viajar pelas nossas lembranças evocando também essas travessuras e brincadeiras que fazíamos com os amigos. Evocar esse tempo em que vivemos sem carregar responsabilidades apenas ir à escola "nos, as crianças vivíamos num tempo fora do tempo".<br>Cleidy Lizarraga</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-09-30 00:58:38 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Os da minha rua – Ondjaki</title>
         <author>anartharon</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/287275824</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><br></strong><br></div><div>O livro <em>Os da minha rua</em> é uma obra feita pelo escritor angolano Ndalu de Almeida, melhor conhecido como Ondjaki, o qual foi publicado no ano 2007 e onde se relatam 22 contos curtos.<br><br></div><div>Nestes relatos, o autor passeia pela infância vivida em Luanda nas décadas de 1980 e 1990, levando ao leitor a conhecer as músicas, cheiros, lugares e lembranças dele; sempre em primeira pessoa e com um discurso que imita a oralidade.<br><br></div><div>A leitura desta obra foi muito ligeira, talvez, precisamente, pelo uso da oralidade na escrita. Já que, desde minha perspectiva, os relatos são como uma revista em quadrinho, mas sem os desenhos. No entanto, as estórias despertaram certa nostalgia pelo fato de que elas fizeram me lembrar de tempos mais simples e felizes da minha infância.<br><br></div><div>Não obstante, de modo geral, considero que é uma obra muito divertida, leve e é muito fácil desenvolver um vínculo com o autor através da simplicidade, ingenuidade e beleza universal do fato de ser uma criança. Coisa que Ondjaki logra com a ligeireza dos seus relatos e a fluidez da sua redação.<br><br></div><div>Andrews Castellano<br><br></div><div>Português V – EIM/UCV<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-09-30 03:30:59 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Fico muito contente com a leitura que fizeram do texto e a ternura que ele soube despertar em vocês e em mim ao deixarmos o nosso menino interior brincar com as nossas lembranças desse tempo chamado infância. </title>
         <author>dignatovar</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/287749496</link>
         <description><![CDATA[<div>Continuamos desenvolvendo agora o tópico da língua portuguesa apresentada por Ondjaki, está bem? Obrigada pela partilha!</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-01 17:12:54 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>ONDJAKI: LÍNGUA PORTUGUESA </title>
         <author>JessikaGomesR</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/289934322</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>por Jessika Gomes<br>&nbsp;</strong></div><div>O livro <em>Os da minha rua </em>é um conjunto de 22 contos nos quais o autor narra de forma simples e fluida o crescimento de uma criança. A linguagem da obra é caracterizada por expressões orais e palavras africanas, as últimas aparecem numa lista no final do livro. O registo da escrita é informal, por isso aparecem estruturas e expressões orais.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Entre as palavras africanas destacam-se <em>Camba</em> que significa amigo, <em>Esculú</em> que significa muito bom, <em>Jindungo </em>que significa piripiri ou picante, <em>Tuga </em>que significa cidadão português, <em>Bué </em>que significa muito, entre outras. O autor faz uso de expressões como <em>encher o saco</em>, gíria que significa "perturbar", "amolar", "incomodar" ou "chatear" outra pessoa</div><div>&nbsp;</div><div>Pode-se ver informalidade no texto por expressões como “tá<em>”, </em>que é a forma informal do verbo estar, por exemplo: <em>O Ndalu </em><strong><em>tá</em></strong><em>?</em> <em>Sim, tá</em>; “pra”<em>,</em> que é a redução da preposição para, por exemplo: <em>a tia Sita me convidou pra almoçar na casa dela</em>; “ó”, que é forma diminutiva do verbo olhar, por exemplo: <em>Ó filho, não podes ir chamar a mãe?</em>;“tou”, que é o diminutivo de estou, por exemplo: <em>Nada, tou pronto</em>; entre outras.</div><div><em>&nbsp;</em></div><div>Existem traços de oralidade no texto. Em alguns casos, o autor representa o prolongamento de um som com a repetição da mesma letra, por exemplo, para mostrar que os personagens estão gritando <em>Maaaaãe, a tia Sita me convidou pra almoçar na casa dela</em>; para mostrar surpresa <em>Chéeeeeee, essa televisão é bem esculú</em>; ou para mostrar simplesmente a prolongação do som <em>bom diaaaaa, camaradaaaaa, professooooor</em>.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-06 17:39:48 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Ondjaki: Os da minha rua. Língua portuguesa</title>
         <author>maju_1093</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/289969874</link>
         <description><![CDATA[<div>Digna Tovar<br>De facto, a língua portuguesa é versátil, rica, mulata... uma língua que codifica 7 culturas, sete formas de estar no mundo e essa riqueza não pode ser ignorada. Obrigada pela partilha,meus caros.<br><br><br><strong>María Julieta Cifuentes<br></strong><br></div><div>Ndalu de Almeida é um escritor angolano que mora no Brasil, é o autor do livro <em>“Ondjaki: Os da minha rua”, </em>as estórias são contadas desde sua perspectiva. No livro, a linguagem utilizada pelo autor é muito simples, o registro é informal porque utiliza-se uma língua cotidiana, a leitura é fácil e há muitas palavras típicas da cultura africana. A narrativa usa uma linguagem simples, repleta de oralidade e frases curtas, algumas de essas frases típicas africanas são:<br><br></div><div>- “Não gosto de despedidas porque elas chegam dentro de mim como se fossem fantasmas <strong><em>mujimbeiros</em></strong> que dizem segredos do futuro que eu nunca pedi a ninguém para vir soprar no meu ouvido de criança”. Nesta frase, pode-se ler a palavra mujimbeiro, a qual é uma palavra típica angolana, que significa o que propaga boatos, ou fofoqueiro.<br><br></div><div>- “Os <strong><em>quedes</em></strong> eram da Tchi, minha irmã mais velha. Estavam abandonados numa poeira fina atrás da porta da casa de banho”. Nesta frase a palavra quedes é da cultura africana, segundo o glossário do livro são sapatos em lona e borracha, confortáveis, tipo desportivo.<br><br></div><div>- “A <strong><em>maka</em></strong> é que ele chegava sempre a horas difíceis e a minha mãe não deixava ninguém faltar às aulas”. A palavra maka é uma palavra típica angolana e significa discussão; confusão; conversa; questão; disputa; caso; assunto.<br><br></div><div>- “Mas depois o texto ficava duro: tinham dado ordem num grupo de miúdos para <strong><em>bondar</em></strong> o Cão Tinhoso”. Bondar significa matar: atingir.<br><br></div><div>- “Eu já tinha dito ao Bruno, ao Tibas e ao Jika, <strong><em>cambas</em></strong> da minha rua, que aquele meu tio então era muito forte nas estórias”. Nesta frase a palavra cambas refere-se aos amigos, companheiros.<br><br></div><div>Como pode-se ler ao longo do livro e das estórias, o autor, Ndalu de Almeida, utiliza muitas palavras coloquiais e típicas da cultura africana, o glossário que ele fez ao final do livro ajuda muito a compreensão, no entanto, estas palavras ou frases que podem-se encontrar no livro não dificultam a leitura do texto, portanto, este é um livro muito bom para ler.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-07 01:43:34 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Os da minha rua: Lingua portuguesa</title>
         <author>yeleon13</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/290040554</link>
         <description><![CDATA[<div>Yunior Enrique León<br><br>A imaginação das crianças é uma arma poderosa, tão poderosa que da para criar e inovar, a língua não é a exceção dessas novas criações que podemos observar na fala comum. No livro “Os da minha rua” o uso informal da língua se evidencia num vocabulário diverso, onde está presente tanto as palavras coloquiais como as palavras típicas africanas, por exemplo.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><em>Camba</em> :Amigo&nbsp;</div><div><em>Esculú</em>: muito bom.</div><div><em>Jindungo </em>:picante</div><div><em>Tuga </em>:Faz referencia ao cidadão português. (Uma das palavras mais usadas e que da idea de diferentes contextos, e leitor deve ser cuidadoso no momento de ler e interpretar esta palavra)&nbsp;</div><div><em>Bué: </em>muito.&nbsp;</div><div>Mujimbeiro: fofoqueiro.</div><div>Quede: sapatos tipo desportivo.</div><div>Maka:&nbsp; discussão.&nbsp;</div><div>Jiboiar: Estar sonolento.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>São evidentes de igual forma as palavras que derivam de outras línguas, por exemplo, a palavra “Bigue” usada para denotar algo grande, o contexto usado faz relação com corrupção, por isso o uso também da palavra “Chiunga” que da ideia de um caso&nbsp; de corrupção.&nbsp;<br><br></div><div>Por último gostaria de ressaltar que o autor faz evidente a presencia de palavras estrangeiras como influencia nas palavras em português e ainda mais as palavras africanas, não é casualidade que a evolução do vocabulário dos meninos acrescenta enquanto novas tendências como o cinema se vê refletida na historia.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-07 15:35:16 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>OS DA MINHA RUA: LÍNGUA PORTUGUESA</title>
         <author>inarm20</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/290084497</link>
         <description><![CDATA[<div>- Ondjaki faz uso de uma linguagem clara e simples, cheia de oralidade e frases curtas, embora a linguagem seja muito parecida com o português europeu, vamos encontrar um texto em que o ritmo da oralidade busca exprimir a sintaxe e o léxico da língua portuguesa falada em Angola.</div><blockquote>«<strong>chéeeeeee</strong><sup>1</sup>, essa televisão é bem<strong> esculú</strong><sup>2</sup>!» (pg.18)</blockquote><div>&nbsp;(<sup>1</sup>interjeição de júbilo / <sup>2</sup>muito bom)</div><div>&nbsp;</div><blockquote>« [...]as despedidas têm cheiro. E não é cheiro bom tipo <strong>chá-de-caxinde</strong><sup>3</sup>, ou as plantas a darem ares duma primeira respiração na frescura da manhã, entre silêncios e <strong>cacimbos</strong><sup>4</sup> molhados» (pg.97)&nbsp;</blockquote><div>(<sup>3</sup>nome angolano para a erva-príncipe /<sup>4</sup>nome dado no nordeste de Angola à estação seca que decorre de maio a agosto)</div><div>&nbsp;</div><div>- Além disso, Ondjaki usa um narrador (Nladu) sempre em primeira pessoa e utiliza uma prosa coloquial para adotar a perspectiva infantil, que revela não só o convívio social e a vida rotineira em Luanda, mas também os problemas de abastecimento ligados ao regime económico e à destruição da guerra.</div><blockquote>«Eu ainda avisei a tia Rosa, ‘cuidado com as minas’, ela não sabia que ‘minas’ era o código para o cocó quando estava assim na rua pronto a ser pisado» (pg.16)&nbsp;</blockquote><div>Esta linguagem de criança demonstra um contexto em que a guerra se tornou já um facto do cotidiano, inclusive, da linguagem comum.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><blockquote>«Nessa altura, em Luanda, não apareciam muitos brinquedos nem cosas assim novas» (pg. 17)</blockquote><div>Com este tipo de frases o autor explica as limitações no que diz respeito à oferta de bens e serviços.<br><br><br>Andreina Mendes<br>PTV - EIM/UCV</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-07 20:55:35 UTC</pubDate>
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         <title>Os da minha rua. Um conto africano</title>
         <author>gabycaromorales10</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/290117867</link>
         <description><![CDATA[<div>Gabriela Morales<br><br></div><div>Os da minha rua é um livro do autor angolano Ondjaki, no que através de pequenos contos o autor nos leva pelas lembranças de um menino que cresceu em Luanda (Ndalu). O livro está escrito numa linguagem que simplesmente é um exemplo da tradição literária do seu país.<br><br></div><div>Nadalu nos conta a sua infância da maneira mais inocente e natural, isto é, como se ele estivesse falando com seus amigos, conhecidos, ou qualquer pessoa, o autor não utiliza uma linguagem poética ou caracterizada pela literalidade. É tudo o contrário, ele usa a linguagem oral, cheia de palavras do dia a dia, expressões africanas, uma linguagem fluida que nos da um exemplo de como era, realmente, a vida de este menino.<br><br></div><div>Alguns exemplos do uso da língua no livro são as abreviações como: Tá que é a abreviação de está e tou de estou.<br><br></div><div>“- o Ndalu <strong>tá</strong>? - perguntava à minha irmã ou ao camarada António.”&nbsp; (pág. 11)<br><br>&nbsp; Ao ser um livro expressado na linguagem oral está cheio de expressões africanas típicas, alguns exemplos são:<br><br></div><div>“A minha mae ralhou-me <strong>bué </strong>depois desse telefonema, mas não foi mesmo de propósito.”(pág27) Bué que significa muito ou bastante.<br><br></div><div>“<strong>chéeeeee</strong>, essa televisão é bem <strong>esculú</strong>!”. (pág18). Ché é uma expressão de espanto ou jubilo e escalú quer dizer muito bom.<br><br></div><div>“Alguém berrava <strong><em>abu</em></strong><strong>ç</strong><strong><em>oito</em></strong><em>s </em>e o jogo sofria esse intervalo de...” (pág. 29). Esta palavra é uma expressão usada pelos meninos para indicar que eles se vão ausentar do jogo ou brincadeira.<br><br></div><div>“Ficamos o resto da tarde na sala a<strong> jiboiar</strong>.”&nbsp; No léxico africano a palavra jiboiar é usada para expressar o estar ocioso<em>.<br></em><br></div><div>“... tinha uma camisa creme tipo<strong> </strong><strong><em>goiabeira</em></strong> e uma calca justa.” Palavra usada para nomear as camisas de estilo cubano, também é um exemplo da interferência das línguas, em espanhol o nome da roupa é <em>guayavera a</em> similitude das palavras pode ser produto da interferência do espanhol no português, ainda este seja português angolano.<br><br> Estas são algumas palavras usadas pelo Ondjaki no livro e, não são mais que um exemplo da intenção do autor de nos mostrar a realidade de Luanda através dos olhos de um menino que fala no que acredita e que não diz as coisas como se fosse poesia, do contrário, ele fala a sua realidade de uma maneira natural, coloquial e inocente que é um perfeito exemplo da literatura africana.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-08 02:15:18 UTC</pubDate>
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         <title>Os da minha rua: Língua portuguesa</title>
         <author>deltano_fmaf</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/290514535</link>
         <description><![CDATA[<div>Fred Aponte<br><br>A linguagem é a livre expressão da realidade, seu limite está na imaginação do ser humano, mas pode transcender mais do que isso. A língua abrange a tristeza, a alegria, as vitorias, as derrotas, o bem, o mal; não tem cor definida nem tem barreiras que discriminem; a língua tem identidade, mas não representa apenas um rosto, mas sim todos os rostos do mundo; pode ser complexa e simples ao mesmo tempo; e o mais importante é que sempre significará existência e vida.<br><br></div><div>No livro “Os da minha rua”, o escritor angolano Ondjaki descreve as vivências de uma comunidade angolana por médio das palavras de uma criança. Palavras que, apesar de ser simples, estão cheias de história e tradição. A língua portuguesa usada na obra tem muita influência da cultura do país africano, o que faz com que esteja enriquecida com uma grande diversidade de expressões e frases próprias da região.<br><br></div><div>A grafia de algumas palavras pode ser considerada como uma contração informal ou uma pronuncia própria de uma criança por como são ditas ou exprimidas, por exemplo:<br><br></div><div>- O Ndalu <strong>tá</strong>? – perguntava à minha irmã ou ao camarada António.<br><br></div><div>- <strong>Mó</strong> Jika, <strong>comé</strong>?<br><br></div><div>- Hoje <strong>num</strong> queres me convidar para almoçar na tua casa?<br><br></div><div>- <strong>Deixinda</strong> ir perguntar à minha mãe.<br><br></div><div>Estas palavras (pg. 11) na grafia do português padrão formal seriam escritas assim:<br><br></div><div><strong>Tá= </strong>está<strong>; Mó= </strong>meu<strong>; Comé? = </strong>tudo bem<strong>?; Num= </strong>não<strong>; Deixinda= </strong>deixa ir<strong>.<br></strong><br></div><div>Além disso, temos unidades terminológicas e frases que pertencem à tradição angolana e fazem referência a uma determinada realidade no seu contexto cultural.<br><br></div><div>“Depois sentava-me no colo da tia Rosa e começava a <strong>encher o saco” </strong>(pg. 15). Que quer dizer incomodar ou chatear alguém.<br><br></div><div>“Deviam ser umas sete da noite e fazia frio de <strong>cacimbo</strong> fresco. ” (pg.15). Tem a ver com a estação seca no nordeste de Angola, a qual é muito húmida e há uma nevoa intensa.<br><br></div><div><strong>“Chéeeeeee</strong>, essa televisão é bem <strong>esculú</strong>.” (pg. 18). O primeiro é uma interjeição de espanto ou júbilo, enquanto a segunda palavra faz referência a algo que é muito bom.<br><br></div><div>“O Kisse levou só <strong>bué</strong> de pontapés...” (pg. 27). “A minha mãe ralhou-me <strong>bué</strong> depois...” (pg. 27). É um adverbio de intensidade que quer dizer muito.&nbsp;<br><br></div><div>“Alguém berrava <strong>abuçoitos</strong> e o jogo sofria esse intervalo...” (pg. 29). Palavra que se utiliza para pedir licença.<br><br></div><div>“Eu e a mana Tchi ficámos na sala<strong>, </strong>a<strong> jiboiar</strong>, ...” (pg. 33). Tem a ver com o ato de repousar para fazer a digestão após a ingesta de uma refeição.<br><br></div><div><strong>“Matabichávamos</strong> devagar. ” (pg. 39). Isto quer dizer tomar o pequeno almoço.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O texto de Ondjaki mostra-nos um mar de expressões que fazem da literatura africana uma peça única e com uma beleza sem igual. No entanto, o português angolano não se limita a coisas próprias, também tem características de outras línguas como a inglesa, com palavras como “Boss” ou “Bigue”; além de outras como “Camarada” ou “Tuga” que identificam ou estão relacionadas com indivíduos da União Soviética e Portugal, ou seguem a ideologia de algum desses países.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-08 23:26:58 UTC</pubDate>
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         <title>Os da minha rua</title>
         <author>yeleon13</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/292569149</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2018-10-14 18:07:13 UTC</pubDate>
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         <title>Os da minha rua : O cão tinhoso e o carnaval da vitoria. </title>
         <author>yeleon13</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/292569229</link>
         <description><![CDATA[<div>Yunior Enrique León&nbsp;<br><br><br>A nossa escrita sempre esconde momentos importantes das nossas vidas e sempre se reflete quais foram as nossas influencias; os contos de Ondjaki não são a exceção. O escritor toma dois elementos importantes na cultura africana, a literatura e o carnaval, no primeiro elemento, a literatura, o escritor escolheu o conto “Nós matamos o cão tinhoso”, o conto expor as feridas de um povo que é um retrato claro, de quão submisso aquele povo era aos portugueses, ressalta a escritura de um autor, também africano, que usa a literatura como um conduto para criticar a invasão dos portugueses naquele continente e as consequências ao longo do tempo. O segundo elemento, o carnaval, ressalta o ressurgimento no povo angolano que transformou um costume tão emblemático para a igreja católica como o carnaval e o tornou em uma celebração mais própria que expressa a alegria do povo pela liberdade dos portugueses e os tantos anos de outras invasões históricas.&nbsp;<br><br></div><div>No conto de Ondjaki, tanto o carnaval como o Cão tinhoso marcam uma evolução na historia, com elementos da historia de Angola e os contos do livro “O cao tinhoso” O autor ressalta as mudanças que viveu durante a sua infância e que marcaram um povo que pouco a pouco foi mudando os costumes e a historia para tirar proveito do seu próprio país.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-14 18:07:46 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Intertextualidade no livro Os da Minha Rua</title>
         <author>JessikaGomesR</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/292599405</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Por Jessika Gomes<br><br></strong>A intertextualidade é um recurso estilístico usado para criar uma ligação entre dois textos, seja oral ou escrito. Essa ligação aparece como referências literais ou parafraseadas. Ondjaki usa este recurso estilístico no livro <em>Os da Minha Rua</em> com a intenção de fazer ligação cultural da cultura angolana com outras culturas da língua portuguesa. Isso se pode ver em algumas estórias como <em>O último Carnaval da Vitória</em>, <em>Nós chorámos pelo Cão-tinhoso </em>e <em>O portão da casa da tia Rosa</em>.<br><br>Na primeira estória <em>O último Carnaval da Vitória, </em>o autor faz referência a uma festa que comemoraria o dia em que as últimas tropas sul-africanas saíram de território angolano:&nbsp;</div><blockquote>a 27 de Março se comemorava o dia em que as forças armadas tinham expulsado o último sul-africano de solo angolano.&nbsp;</blockquote><div>A ideia de celebrar esse acontecimento surgiu do Agostinho Neto, o primeiro presidente do país após a independência. Inicialmente, até meados dos anos 90, o tema e as fantasias do carnaval estavam ligados a independência, despois disso o carnaval voltou a ter tema livre. O título da estória faz referência a essa última vez que o carnaval teve como único tema a independência como se pode evidenciar em diferente partes da estória:<br>1- Ao início do texto, quando o narrador disse que:</div><blockquote>“Nunca ninguém nos avisou que aquele era mesmo o último Carnaval da Vitória”</blockquote><div>2- No meio do texto, quando o narrador explica o que está a ver na televisão:&nbsp;</div><blockquote>“O camarada locutor estava a conversar com alguém e ouvimos comentários de aquele ser mesmo o último Carnaval da Vitória”</blockquote><div>3- Afinal do texo quando disse que:</div><blockquote>“Isto foi em fins de Março. No último ano do famoso Carnaval da Vitória.”</blockquote><div><br>Na segunda estória <em>Nós chorámos pelo Cão-tinhoso, </em>o autor mostra o envolvimento do Ndalu com a leitura. Ele lei o conto <em>Nós matamos o Cão Tinhoso</em>, do escritor moçambicano Luis Bernardo Honwana, que é “um texto muito conhecido em Luanda”. O narrador explica que já o tinha lido mas a estória lhe tinha parecido&nbsp;</div><blockquote>"mais bem contada com detalhes que atrapalhavam a uma pessoa só de ler ainda em leitura silenciosa”.&nbsp;</blockquote><div><em>Nós chorámos pelo Cão-tinhoso</em> faz parte dum livro de sete contos publicado em 1964 e é considerado uma obra fundacional da literatura moçambicana moderna. Honwana escreveu o livro durante a prisão para demonstrar as injustiças do poder colonial português. Tanto o conto do Honwana como o do Ondjaki são narrados por crianças, ambas sofrem e amadurecem com a experiência que ganham à medida que crescem. <br><br>Na terceira estória <em>O portão da casa da tia Rosa,</em> o autor faz uma ligação com um excerto duma música do cantor brasileiro Roberto Carlos chamada <em>Preciso chamar sua atenção</em>, que aparece afinal:</div><blockquote><em>Por mais que eu faça, não adianta, você nem nota minha existência, e os dias passam correndo, vou acabar-te perdendo, e os dias passam correndo, vou acabar-te perdendo…</em></blockquote><div>A canção é usada para fazer sentir ao leitor a tristeza do Ndalu, que descobre que a tia Rosa e o tio Chico não estão em casa, desapareceram. O som da guitarra e o lento da canção criam um ambiente triste e saudoso para ouvinte. A letra do excerto usado no livro mostra a saudade do Ndalu pela tia Rosa, o Tio Chico e todos os momentos que compartira com eles naquela casa.<br><br>Em conclusão, Ondjaki usa a intertextualidade para fazer ligação cultural entre a cultura angolana e outras culturas da língua portuguesa. Na estória <em>O último Carnaval da Vitória</em>, o autor narra a última vez que ele celebrou o carnaval como festa de comemoração da independência, ressaltando a cultura angolana e a repercussão da cultura portuguesa na sociedade angolana. Na estória <em>Nós chorámos pelo Cão-tinhoso, </em>o autor conecta a cultura angolana com a cultura moçambicana, por meio da sua experiencia ao ler o livro do Honwana. Por último, na estória <em>O portão da casa da tia Rosa, </em>o autor faz uma pequena e simples ligação com a cultura brasileira por meio dum excerto da canção de Roberto Carlos. O livro <em>Os da Minha Rua</em> é uma obra com muita riqueza cultural que une a as diferentes culturas que conformam a língua portuguesa, ideal para ter um maior conhecimento da forte e intrínseca relação que nasce a partir de uma língua comum.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-14 21:36:14 UTC</pubDate>
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         <title>OS DA MINHA RUA - INTERTEXTUALIDADE</title>
         <author>inarm20</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/292618171</link>
         <description><![CDATA[<div>O penúltimo conto de <em>Os da minha rua</em> leva o titulo de “Nós chorámos pelo Cão Tinhoso”, em que se narra uma experiência quando toda a turma lê o conto “Nós matamos o Cão Tinhoso” (1964) de Honwana.&nbsp;<br><br></div><div>Honwana é um escritor moçambicano, que foi militante da FRELIMO e foi preso pela polícia política. Foi nesse tempo em que ele escreveu o conto, com o objetivo de demonstrar o racismo do poder colonial português. Neste conto, ambas as personagens, cão e criança, representam o colonizado africano: frágeis e indesejados pelos colonizadores, que conseguem fugir da violência, mas acabam morrendo, no caso do cão, ou continuam a serem servis, no caso da criança.<br><br>Ambos os contos foram escritos numa linguagem com forte influência da cultura oral, em português europeu, mas enriquecido com palavras, expressões e modos de fala tipicamente moçambicanos (Honwana) e angolanos (Ondjaki), portanto, vemos uma africanização do português europeu que afirma a identidade cultural e nacional de cada país africano.<br><br></div><div>Ambos os contos são narrados por uma criança, Ginho (Honwana) e Ndalu (Ondjaki), com um ritmo calmo que disfarça o drama real do texto. Honwana usa um narrador criança que confessa a sua cumplicidade num crime horrendo contra uma criatura indefesa, o Cão Tinhoso. Ondjaki usa um narrador criança que manifesta um sentimento de culpa quanto a Kazukuta, o cão do tio Joaquim, pois nada faz para o proteger e evitar a consequente morte do cão. Além disso, Honwana usa o narrador criança para relatar de forma inocente uma “aventura” num mundo de colonizados/colonizadores e Ondjaki faz uso de um universo infantil para contar as brincadeiras das crianças numa Angola dominada pela guerra civil.<br><br></div><div>No conto de Ondjaki, o narrador criança lembra-se de que já tinham lido aquele conto, mas nesta ocasião a professora elege alguns alunos para fazerem a leitura e a criança compara a escolha dos alunos com os meninos que foram escolhidos para matar o Cão Tinhoso:&nbsp;</div><blockquote>“[...] porque comecei a pensar que aquele grupo que lhes mandaram matar o Cão Tinhoso com tiros de pressão de ar, era como o grupo que tinha sido escolhido para ler o texto” (pg. 102).</blockquote><div>Uns são obrigados a matar e os outros a lerem, mas todos devem obedecer às ordens para não sofrerem castigos.<br><br></div><div>Considero que os dois autores fazem uso de um universo infantil e inocente para denunciar e criticar os sistemas que não favorecem nem a sociedade nem oferecem um futuro às crianças. Em ambos os contos vemos que as crianças são vítimas de colonizadores/ de regimes que fazem com que as pessoas sejam insensíveis e capazes de matar ou de não atuar perante esses atos.<br><br></div><div>Há estudiosos que consideram que o Cão Tinhoso de Honwana representaria o sistema colonial decadente, em vias de ser destruído e o prelúdio de uma nova sociedade purificada, sem discriminação de qualquer tipo.&nbsp; Ondjaki com Kazukuta, o cão velho e enfermo que ninguém repara, tenta simbolizar um passado condenado, cheio de antigos valores angolanos que se alimentam apenas dos mais velhos que teimam em preservar a cultura, ajudando a prolongar a sua existência moribunda do desinteresse dos mais novos.<br><br>Andreina Mendes<br>PT V - EIM/UCV<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-15 00:23:58 UTC</pubDate>
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         <title>Os da minha rua - Intertextualidade</title>
         <author>maju_1093</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/292633519</link>
         <description><![CDATA[<div><br>María Julieta Cifuentes<br><strong><br></strong>“Nós Matamos o Cão-Tinhoso” é um livro de sete contos do escritor Luís Bernardo Honwana publicado em 1964 e faz parte da literatura moçambicana moderna. No livro, um destes contos é “Nós matamos o Cão Tinhoso”, este é considerado um dos mais importantes do livro, neste mostra-se a situação política e social dessa época, o Cão-Tinhoso pode representar o sistema colonial que era decadente, e ia ser destruído.&nbsp;<br><br></div><div>O Carnaval da Vitoria tem sido festejado pelos angolanos desde 1978, esta foi ideia de Agostinho Neto, o primeiro presidente do país no ano 1975. Como as demais colônias portuguesas e como no Brasil, o carnaval sempre foi uma festa importante, haviam desfiles de carros e de grupos de dança. Neto conformou o Carnaval da Vitória, que se repetiu até meados dos anos 90. A situação em Angola ficou tensa depois da ditadura portuguesa, havia violência, faltava comida, havia sangue nas ruas e a população fugia, portanto, não havia clima para celebrar o carnaval. Então, em 1978, foi que os batuques voltaram às ruas.<br><br></div><div>“Nos matamos o Cão-Tinhoso” e “O Carnaval da Vitoria” têm muitas semelhanças com o livro escrito por Ndalu de Almeida “Os da minha rua”, neste livro há dois contos, um é sobre o cão tinhoso e outro sobre o último carnaval da vitória. Eu considero que estes contos formam parte do livro de Almeida para mostrar como é a situação africana, ele utiliza a intertextualidade para mostrar como é a cultura angolana e, portanto, a cultura africana, além disso ele quer mostrar como é a sociedade política e socialmente, o significado das três estórias é similar, os dois autores, De Almeida e Honwana, procuram mostrar qual é a verdadeira situação dos países africanos, como é a sociedade e como se vive lá e, por meio de estórias infantis mostrar qual é a realidade da sua cultura e de seus países.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-15 01:52:58 UTC</pubDate>
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         <title>A Intertextualidade, os da minha rua e mise en abyme</title>
         <author>axy_ypm</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/292644969</link>
         <description><![CDATA[<div>Por Axybel Peña<br><br>Quando li o conto “Nós choramos pelo Cão Tinhoso” lembrei do termo <em>mise em abyme</em> cujo significado literal é “cair no abismo”. O termo foi usado pela primeira vez por André Gide ao falar sobre as narrativas que contêm outras narrativas. Isto a sua vez é um caso de intertextualidade, porque é uma ligação entre dois textos. Neste caso o conto “Nós choramos pelo Cão Tinhoso”, de Ondjaki, e “Nós matamos o Cão Tinhoso”, do escritor moçambicano Luís Bernardo Honwana, a quem vai dedicado o conto.&nbsp;<br><br></div><div>O conto de Ondjaki transcorre em uma aula de Português, a atividade é ler o conto de Honwana. As crianças do conto de Ondjaki se misturam com as crianças do conto de Honwana, e se evidencia ainda mais o <em>mise en abyme</em>, quando as personagens dos dois contos convergem. No conto de Honwana as crianças matam o cão e no outro as crianças choram por ele.<br><br></div><blockquote>Os olhos do Ginho. Os olhos da Isaura. A mira da pressão-de-ar nos olhos do Cão Tinhoso com as feridas dele penduradas. Os olhos do Olavo. Os olhos da camarada professora nos meus olhos. Os meus olhos nos olhos da Isaura nos olhos do Cão Tinhoso.</blockquote><div><br></div><div>Marisa Martins Gama-Khalil Professora do Instituto de Letras e Linguística da UFU faz um analise dessa cita em sua tese <em>Memória e espacialidades reais e ficcionais em “Nós choramos pelo cão tinhoso”, de Ondjaki</em><br><br></div><blockquote>Nesse momento as duas narrativas se encontram; os espaços ficcionais de ambas cruzam-se como em um jogo de espelhos e o ponto que propicia o encontro, como defendemos, é o choro interditado.</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-15 03:11:30 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Os da minha rua. Intertextualidade</title>
         <author>deltano_fmaf</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/292763656</link>
         <description><![CDATA[<div>Fred Aponte<strong><br></strong><br></div><div>A intertextualidade é um recurso literário que pode estar presente num texto, através de citações explícitas ou implícitas que um autor faz de uma ou outras obras que precedem a primeira.&nbsp;<br><br></div><div>No que diz respeito ao texto “Os da minha rua” de Ondjaki, o autor faz uma alusão de dois textos relacionados pelo contexto histórico: <em>Nós matamos o Cão-tinhoso e Quem me dera ser onda.<br></em><br></div><div>O primeiro texto é uma obra do escritor moçambicano Luis Bernardo Honwana que, por médio do Cão-tinhoso, representa os vestígios da colônia portuguesa em Moçambique e a sua falência. Ondjaki faz alusão deste conto no capitulo “Nós choramos pelo Cão-tinhoso”, onde se estabelece como o nosso protagonista Ndalu sofre a pressão social dos seus companheiros de turma para ler e acabar o conto do autor Honwana.<br><br></div><div>O segundo conto é uma obra do escritor angolano Manuel Rui que narra os pormenores de dois meninos, irmãos, e o seu porco Carnaval da Vitoria; situação que se desenvolve num contexto angolano pós-independência e reflexa as contradições políticas e sociais de um país que não consegue fugir da sombra do sistema colonial capitalista.&nbsp; Ondjaki faz menção implícita deste texto no capitulo “o último Carnaval da Vitoria”, no qual se apresenta um povo angolano submerso na celebração do carnaval mais importante do país, e que tem a sua origem em 1978 após a expulsão das forças sul-africanas do território angolano, mas que sofreu pelas lutas internas do país, as quais fizeram com que o carnaval da vitória fosse detido indefinidamente.<br><br></div><div>Ondjaki desenvolve a sua história com elementos próprios da cultura, especialmente da literatura e a história angolana, mostrando que todos existem ligados uns com os outros através das diferentes obras africanas e que, além disso, podem transcender mais lá do tempo em que originalmente transcorreram.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-15 12:23:32 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Os da minha rua. Intertextualidade</title>
         <author>cley1690</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/292978001</link>
         <description><![CDATA[<div>Nenhuma literatura é original em si própria. Sempre vai estar influenciada pelas experiências vividas durante a nossa caminhada pelo mundo. A maioria dos contos, romances, histórias, etc. está unida a outros textos, na linguagem esse fenômeno é chamado de intertextualidade. A intertextualidade pode ser ligada diretamente pelo autor o pelo leitor.<br>&nbsp;<br>No livro "Os da Minha Rua", Ondjaki usa este recurso ao ligar o conto "Nós choramos pelo Cão Tinhoso" com aquele escrito por Honwana "Nós matamos o Cão Tinhoso". Também, pode se intuir este recurso no conto "O último Carnaval da Vitória" que evoca uma das festas mais populares do país a qual ressaltava as vitorias conquistadas pelos angolanos. Esse foi, durante muitos anos, o valor central da festa. No entanto, vemos como o conto desenvolve o que sem saber seria o último Carnaval da Vitória.<br>&nbsp;<br>Essa última história pode ser ligada com o conto “Quem me dera ser Onda” de Manuel Rui. Tem semelhança, pois ambos os contos usam como narradores crianças e habilmente criticam as condições políticas e sociais após a independência em Angola.&nbsp;<br><br>Nos 3 contos, o uso das crianças reproduz a carga histórica e cultural que leva a nova geração. Essa geração que, apesar da sua inocência, sofre as consequências deixadas pelos colonizadores. As marcas indeléveis do povo africano que se someteu por muitos anos ao poder colonial português. Essas crianças que levam a dor dos seus antepassados reprimida, pois não lhes está permitido chorar. “Mas naquele dia, com aquele texto, ela não sabia que em vez de me estar a premiar, estava a me castigar nessa responsabilidade de falar do Cão Tinhoso sem chorar” Pág. 104 “Na oitava classe, era proibido chorar a frente dos outros rapazes” pag 105.<br><br>&nbsp;Cleidy Lizárraga<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-15 17:53:06 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>OS DA MINHA RUA – LÍNGUA PORTUGUESA</title>
         <author>anartharon</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/294684307</link>
         <description><![CDATA[<div>Andrews Castellano<br><br>Ondjaki, no seu livro, faz a narração das estórias da sua infância de uma maneira simples e descontraída. O autor usa a primeira pessoa para exprimir as ideias e pensamentos de Ndalu, seu nome verdadeiro, referindo-se a sim mesmo naquele tempo em que ele ainda não era Ondjaki.<br><br></div><div>Na obra, evidencia-se um uso do vocabulário e a forma das palavras que são muito afeitos ao uso quotidiano da oralidade angolana. Onjdjaki usa palavras como “num” para dizer “não”; “tá” para dizer “está” ou “mó” para dizer “meu”. Também imita com naturalidade os distintos ritmos e tonalidades prolongando interjeições como “<em>chéeeeeee</em>, essa televisão é bem esculú” (pg. 18).&nbsp;<br><br></div><div>Além disso, não são escassas as expressões idiomáticas e o vocabulário folclórico angolano. Por exemplo, quando ele diz “Deviam ser umas sete da noite e fazia frio de <em>cacimbo</em> fresco. ” (pg.15) é uma palavra para se referir a estação de chuva da Angola; ou “<em>Matabichávamos</em> devagar. ” (pg. 39). O que significa tomar o pequeno almoço.<br><br></div><div>Por último, vale a pena mencionar o cruzamento de temporalidades. O autor logra isso através das memórias misturadas entre as lembranças e o presente da experiência vivida na infância. Porém o uso constante dos verbos nas formas do pretérito cria uma narrativa mais linear. A permanência do tempo no passado mantém o universo encantado da infância como na estória de “Manga verde e o sal também”:<br><br></div><div>“Uma pessoa quando é criança parece que tem a boca preparada para sabores bem diferentes sem serem muito picantes de arder na língua. São misturas que inventam uma poesia mastigada tipo segredos de fim da tarde. Era assim, antigamente, na casa da minha avó. No tempo da Madalena Kamussekelle” (pg. 79)<br><br></div><div>(...)<br><br></div><div>“Trouxeram sal nas mãos bonitas em concha com cheiro assim duma praia secreta. O Paulinho tinha um canivete e cortou as mangas aos bocadinhos. Cada um pegava um pedacito de manga verde, misturava com o sal e comia devagar. Entre gargalhadas pequeninas, íamos dividindo o momento e a tarde, os olhares e os arrepios, os sons gulosos e as sujidades das mãos que pingavam esquebras de suco para as formigas beberem.” (pg. 81).&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-19 04:38:14 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>OS DA MINHA RUA – A INTERTEXTUALIDADE</title>
         <author>anartharon</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/294684502</link>
         <description><![CDATA[<div>Andrews Castellano<br><br>Entende-se de forma geral por intertextualidade a criação de um texto tendo como base outro texto pré-existente. Na atualidade, e de facto há já muito tempo, é quase impossível fazer uma criação que seja original na sua totalidade, sem ter a mais mínima influência de, ou fazer a mais mínima alusão a alguma obra de grande importância do passado. Claramente <em>Os da minha rua</em> não é uma exceção.<br><br></div><div>Uma das estórias contadas por Ondjaki neste livro se chama “Nós choramos pelo cão tinhoso”. Neste relato, a turma de Ndalu deve ler o conto <em>Nós matamos o Cão Tinhoso</em>, escrito pelo autor moçambicano Luís Bernardo Honwana em 1964. Esta foi a única obra do escritor, a qual escreveu na prisão depois de que foi preso pela polícia política aos vinte anos. O livro foi escrito com o objetivo de demonstrar o racismo do poder colonial português e chegou a exercer uma influência importante na geração pós-colonial de escritores africanos.<br><br></div><div>É tão significativa esta influência que, de todas as vivencias que Ondjaki podia ter contado, ele escolheu essa pelo impacto cultural e histórico, além do paralelismo entre as duas obras. Ambas são contadas desde o ponto de vista duma criança e Ondjaki deseja exprimir sua compreensão da história como uma criança com uma perspectiva mais madura na oitava classe, onde “era proibido chorar à frente dos outros rapazes”. Já devem superar a solidariedade afetiva pela personagem do cão apesar da pressão e sentimento de identificação que Ndalu tem.<br><br></div><div>“eu estava mais crescido na maneira de ler o texto, porque comecei a pensar que aquele grupo que lhes mandaram matar o cão tinhoso com tiros de pressão de ar era como o grupo que tinha escolhido para ler o texto” (pg. 133).<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-19 04:40:16 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>OS DA MINHA RUA: IDENTIDADE</title>
         <author>inarm20</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/294938253</link>
         <description><![CDATA[<div>Em <em>Os da minha rua</em> o autor reconstrói a sua identidade como angolano e africano através do universo da infância e do correr da sua vida em Luanda: a escola e os professores cubanos, as brincadeiras e descobertas, as festas na casa dos familiares e amigos.<br><br>Os contos são narrados por uma criança, o próprio Ondjaki, numa linguagem oral que busca exprimir a identidade angolana/africana, pelo que as narrativas são marcadas pela saudade, pelo humor e pelas memórias afetivas da sua infância: características próprias e exclusivas que dão origem à identidade própria.<br><br>A infância e a adolescência do escritor foram condicionadas pela situação bélica de Angola, visto que nasceu em 1977, apenas dois anos após a queda do regime colonial. Portanto, Ondjaki recria a paisagem onde viveu a infância e formou a sua identidade, a partir de três espaços: a casa, a rua e a escola, selecionadas pelos laços afetivos que o pequeno Ndalu estabeleceu com cada lugar. O lugar e a infância estão em estreita proximidade nas historias: a partir do ambiente físico e psicológico que o narrador constrói, notamos como se organizam os sentimentos do menino e como ele constrói um sentimento de de pertença cxomo os lugares da sua infância.<br><br>Andreina Mendes<br>PT V - EIM/UCV</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-19 17:32:04 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>A IDENTIDADE NO LIVRO OS DA MINHA RUA</title>
         <author>JessikaGomesR</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/294967408</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Por Jessika Gomes<br><br></strong>No livro <em>Os da Minha Rua</em>, Ondjaki apresenta sua identidade e a identidade angolana. Entende-se a identidade como o conjunto de características ou carateres próprios com os quais se podem diferenciar pessoas, animais, plantas e objetos inanimados uns dos outros.&nbsp;<br><br></div><div>Desde o início, o título do livro dá a ideia de que o autor vai falar sobre o seu povo. Através das estórias, o autor conta não só como foi sua infância, mas também como eram as pessoas ao seu redor. Ele apresenta sua comunidade, por exemplo no conto <em>O último Carnaval da Vitória,</em> o autor explica como ele, sua família e amigos celebravam o carnaval:</div><blockquote>O dia da "véspera do Carnaval", como dizia a avó Nhé, era dia de confusão com roupas e pinturas a serem preparadas, sonhadas e inventadas… Na televisão passava o grande desfile do Carnaval da Vitória e, na Praia do Bispo - o bairro poeirento da avó Nhé -, nós formávamos um grupo pequenino que, com um apito gritante, fazia uma passeata de quase quarenta e cinco minutos.</blockquote><div><br></div><div>Além de caracterizar e descrever sua comunidade, o autor também descreve as crianças e como elas veem o mundo. Isso pode ser evidenciado através da personagem principal e o narrador que é uma criança, o Ndalu. Por exemplo, no conto <em>Manga verde e o sal também</em>, o autor descreve as crianças da seguinte maneira:&nbsp;</div><blockquote>Uma pessoa quando é criança parece que tem a boca preparada para sabores bem diferentes sem serem muito picantes de arder na língua.</blockquote><div><br></div><div>No conto <em>O último Carnaval da Vitória,</em> o autor explica que as crianças não se interessam por datas importantes ou celebrações:&nbsp;</div><blockquote>Nós, as crianças, vivíamos num tempo fora do tempo, sem nunca sabermos dos calendários de verdade. Para nós segunda-feira era um dia de começar a semana de aulas e sexta-feira significava que íamos ter dois dias sem aulas. Depois as datas eram assim isoladas… O Carnaval tinha que ser anunciado pelos mais velhos…</blockquote><div><br></div><div>No conto <em>As primas do Bruno Viola</em>, o autor fala das crianças e sobre o medo: &nbsp;</div><blockquote>Uma pessoa quando é criança as vezes não sabe que é bom ter medo e deixar certas coisas acontecerem.</blockquote><div><br></div><div>Durante a infância, as crianças observam e aprendem com os adultos. Este estágio é muito importante já que as crianças começam a construir sua identidade. O autor faz tanta ênfase nas crianças porque estas são o futuro do mundo. Uma nação não pode ter um futuro sem crianças ou jovens.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-19 18:30:43 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Os da minha rua: A identidade.</title>
         <author>yeleon13</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/294999868</link>
         <description><![CDATA[<div>Não é fácil construir uma identidade em um país que está sofrendo tantas mudanças repentinas causadas pela globalização.&nbsp; A infância do escritor angolano Ondjaki, plasmada no livro nos diferentes contos, mostra uma evolução que começa com os momentos felizes como criança, todas as possibilidades existentes em um universo controlado pela imaginação.&nbsp;<br><br></div><div>O espaço e o tempo são marcados nos contos a medida que as crianças crescem e são tomados em conta temas mais importante na historia de Angola, o autor no só relata os amores, as sensações e alegrias, mas também, as consequências de tempos de pós-guerras de uma construção de uma nova novação.<br><br></div><div>Os efeitos da globalização e a influência estrangeira estão marcados de igual forma no livro, as lembranças dos professores cubanos, o gosto pela coca-cola, os momentos de imaginar como seria a vida em Lisboa, a música brasileira, são relatos que dao a oportunidade ao leitor de sentir que está presente nas historias com cheiros, sabores, imagens, aquelas pessoa inesquecíveis que marcaram nossa vida que trazem uma saudade tão grande de coisas que não podemos explicar.<br><br>Yunior Enrique León </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-19 19:57:23 UTC</pubDate>
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         <title>Os da minha rua, a intertextualidade e a identidade angolana Gabriela Morales.</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/295034852</link>
         <description><![CDATA[<div>No seu livro Ondjacki nos faz um recorrido pelas lembranças de sua infância em Luanda. Com divertidos contos que são um exemplo da vida em Luanda na altura dos 80, o autor nos dá uma história cheia da identidade angolana: a oralidade, o criar histórias que até podem ser melhores que as de um escritor, a interação com os amigos e a família, as costumes e o olhar do outro são um exemplo do que para Ondjaki são os angolanos.<br><br></div><div>Através do livro é possível ver como para Ondjaki os da minha rua são os angolanos, são seus amigos da infância, sua família, as pessoas com que compartilha todos os dias, o seu povo. O leitor pode chegar a conhecer através do olhar de um menino o que é a identidade angolana, a identidade de um povo que por muito tempo esteve sob o domínio do estrangeiro, que teve que lutar pela sua independência e que, ainda depois de consegui-la, teve que lutar com seus irmãos numa guerra civil.&nbsp;<br><br></div><div>Graças a Ndalu chegamos a conhecer como era o crescer em Angola, como uma criança pode estar tão distante de tudo como para não ter em conta as datas, mas ao mesmo tempo ser capaz de estar atento as mudanças do seu dia a dia, como a tecnologia vai melhorando, como celebrações como o Carnaval da Victoria são exemplo da alegria de ser um país livre e como as relações com sua família, amigos e conhecidos vão deixando uma marca nele criando dessa maneira sua identidade como angolano, como pessoa.<br><br></div><div>Em Os da minha rua o autor expressa a identidade pelo médio das relações do Ndalu com aquilo que esta a seu redor, os amigos, a escola, sua casa, a família, a sua rua, são as experiência desta criança as que constroem o que é a identidade do povo angolano; uma identidade marcada pelo criar histórias, a importância da oralidade e o transmitir as seguintes gerações as historias do seu povo, a união da família e a esperança de ser livres e prósperos de novo.&nbsp;<br><br></div><div>Alem disto Ondjaki mostra a identidade angola através da intertextualidade com dos grandes contos angolanos. O autor no seu conto “Nos choramos pelo cão tinhoso” faz referencia ao conto do escritor angolano Honwana, “Nos matamos ao cão tinhoso” no que, pelo médio do olhar de uma criança e a figura do cão tinhoso, se mostrar a realidade colonial de angola e como o povo estava fazendo possível que este tipo de poder fosse perdendo forca até ficar tão fraco e ferido como o cão tinhoso. Ondjaki mostra como os meninos choram ao ler esse conto, eles choram pelo terrível que é o destino do cão, mas é um exemplo de como para ele as novas gerações sofrem as consequências das ações de seus antepassados, eles levam a carga da angola colonial, eles choram pelo que sofreu seu povo e agora eles têm de melhorar.&nbsp;<br><br></div><div>Outro conto com o qual Ondjaki faz intertextualidade e é uma clara referencia a identidade angola é “Quem me dera ser onda” do escritor angolano Manuel Rui, neste conto se relata a realidade do povo angolano depois da independência, um povo magoado, pobre e com muitas necessidades que faz todo o possível para se levantar e crescer como nação, mas que tem perdido muito de aquilo que o fazia ser que ele era; um povo que perdeu a conexão com aquilo que é importante, a natureza, e que está ainda marcado pelo pensamento do colonizador.<br><br></div><div>&nbsp;No seu conto “O ultimo Carnaval da Vistoria” Ondjaki faz uma referencia a este conto, o carnaval era a celebração em honor a liberação da angola, todo o povo se preparava para comemorar o que foi um novo inicio para o país, mas foi o ultimo porque em Angola não se vivia num ambiente de celebração. O que foi seu novo inicio se transformou numa nova luta interna que deixou marcas profundas no angolano. Com dois contos o autor de “Os da minha rua” nos deixa ver como a vida do povo angolano durante e depois de sua independência ajudou a formar a identidade de Angola, um povo forte que respeita suas tradições e que olha para o passado para assim caminhar em direção ao futuro.<br><br></div><div>&nbsp;Quem me dera ser onda é um conto cheio da identidade angola, com suas historias, a oralidade, o olhar do passado e a esperança de um melhor futuro raças as lições da história, todo isto expressado desde o olhar de um menino, porque como disse o mesmo Ondjaki:</div><blockquote>“<em>A vida às vezes é como um jogo brincado na rua: estamos no último minuto de uma brincadeira bem quente e não sabemos que a qualquer momento pode chegar um familiar a avisar que a brincadeira já acabou e está na hora de jantar”.</em></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-20 01:51:30 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Os da minha rua: Identidade</title>
         <author>deltano_fmaf</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/295039816</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Fred Aponte<br></strong><br>Para falarmos de identidade, não basta conhecermos da cultura, a língua ou a história de uma região; também temos de compreender todos esses elementos (localização, pessoas, vivências, etc.,) que, de uma ou outra maneira, afetaram e afetam o desenvolvimento de uma sociedade, e que fazem possível a caracterização única de uma nação.<br><br></div><div>O escritor angolano Ondjaki mostra, por médio da sua obra <em>Os da minha rua</em>, como esses elementos têm influenciado angola até o ponto de serem parte intrínseca da vida das personagens, da sua própria história e costumes. Desta maneira, o autor relata a sua infância num contexto em que Angola ainda está a viver com o vestígio da colonização portuguesa, mas que representa um elemento muito importante por causa da língua portuguesa ser parte da sua cultura, além de ter rasgos linguísticos próprios das línguas nativas angolanas (entre elas o kimbundu).&nbsp;<br><br></div><div>Além disso, é importante notar que o Carnaval da Vitoria já existia como festa tradicional, mas foi chamado assim após a independência de Angola. A mesma é um reflexo da sua história de luta e conquista da liberdade e, desde o ponto de vista de uma criança, representa a alegria de um povo e os valores familiares. Também temos a oportunidade de descobrir outras terras ou paisagens de Angola como o Namibe e a sua famosa Welwitchia Mirabilis; ou aquela gastronomia com sabor a arroz-doce ou manga com sal.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Finalmente, é importante destacar que as crianças representam para o autor a esperança mesma de Angola; aquele elemento puro e inocente que leva a identidade de um povo, que pode evolucionar com o passar do tempo, contornar-se com as experiências vividas e sofridas, e ser um novo caminho de progresso para uma nação. Tudo isso sem esquecer a origem mesma da sua própria cultura, da sua infância e da sua rua.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-20 03:15:17 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>OS DA MINHA RUA – IDENTIDADE</title>
         <author>anartharon</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/295041856</link>
         <description><![CDATA[<div>Andrews Castellano<br><br></div><div>Desde o começo do livro <em>Os da minha rua</em>, devido a sua natureza autobiográfica,<em> </em>Ondjaki exprime livremente através do seu uso da linguagem e descrição do seu contexto sociocultural e histórico qual é a sua identidade e a dos personagens da sua obra.<br><br></div><div>Ondjaki cresceu num pais em guerra civil onde é impossível a qualquer cidadão, adulto ou criança, manter uma posição indiferente aos conflitos de uma Angola pós-independência (a independência oficial data de 1975)<br><br></div><div>Ao lembrar a infância, o autor teve necessidade de inserir as personagens no contexto sociopolítico, e acaba por exprimir sua opinião sobre o regime e o modo como os dirigentes conduziam a governação do país e o cansaço das constantes guerras sofridas pela sua nação.<br><br></div><div>O uso da linguagem de Ndalu no percurso para a casa do Lima no conto “A televisão mais bonita do mundo” nos faz vislumbrar um contexto em que a guerra tornou-se um fato do cotidiano quando ele informa que é preciso ter cuidado para não pisar nas fezes dos cães e as chama de “minas”.<br><br></div><div>Outra característica marcante que forma parte intrínseca dos países africanos açoitados pelas guerras que fica evidenciada no mesmo conto é o alto valor conferido à aquisição de qualquer coisa nova em uma casa. Após entrar na casa do Lima, Ndalu diz “Nessa altura, em Luanda, não apareciam muitos brinquedos nem coisas assim novas. Então nós, as crianças, tínhamos sempre o radar ligado para qualquer coisa nova”.&nbsp;<br><br></div><div>É nesses fragmentos ao longo do livro que Ondjaki revela, numa prosa apenas aparentemente inocente, traços da sociedade angolana e todas aquelas identidades africanas afeitadas pela miséria deixada pelas constantes guerras pós-colonialistas e que levaram a um tempo histórico feito de limitações no que tange à oferta de produtos por causa da economia planejada e controlada pelo Estado.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-20 04:00:09 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Uso da língua não tão portuguesa</title>
         <author>axy_ypm</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/295045239</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><div>Axybel Peña</div><div>&nbsp;</div><div>Nesta escrita a literatura se casa com a oralidade. Se pode encontrar uma narrativa limpa duma pessoa que conhece muito bem as regras gramaticares do português, e que também conhece os termos, e expressões coloquiais próprias duma criança angolana. Acho que na literatura de Ondjaki ambas coisas se complementam como forma de pensamento e expressão cultural.</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;Com termos ou nomes que existem em outras culturas:</div><div>&nbsp;</div><blockquote><em>E não é cheiro bom tipo </em><strong><em>chá-de-caxind</em></strong><em><sup>.</sup></em></blockquote><div>Como os angolanos chamam ao capim-cidreira</div><div>&nbsp;</div><div>Com contrações que expressam o uso da economia da linguagem: &nbsp;</div><div><em>&nbsp;</em></div><blockquote><em>O Ndalu </em><strong><em>tá</em></strong><em>?</em> <em>Sim, tá (está)</em></blockquote><div>&nbsp;<br>E com exemplos de oralidade, que ajudam ao leitor compreender melhor a situação das estórias:</div><div><br></div><blockquote><em>Boom diaaaaa, camaradaaaaa, professooooor</em>.</blockquote><div><br></div><div>É importante lembrar que o uso das gírias angolanas poderia ter sido maior. O conto da para isso. Pessoalmente acho que o escritor não empregou mais termos coloquiais para que a leitura fosse mais universal. Porque você pode estar imerso na leitura, quase achando que poderia ser a infância de alguma criança em seu país, até que alguma palavra leva ao leitor mais e uma vez a Luanda.&nbsp;<br><br></div><blockquote>Não gosto de despedidas porque elas chegam dentro de mim como se fossem fantasmas <strong><em>mujimbeiros (fofoqueiros)&nbsp;</em></strong></blockquote><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-20 05:45:23 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Literatura e identidade</title>
         <author>axy_ypm</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/295045904</link>
         <description><![CDATA[<div>Axybel Peña<br><br>Em <em>Os da minha rua</em> Ondjaki reconstruí sua cidade desde a sua memória. Cada conto parece inconexo, mas quando mais  lemos, mais conhecemos a identidade de Ndalu, seu contexto social em Luanda, suas ideias, seus sentimentos, ate sua percepçãto da realidade política de Angola. Todo desde o ponto de vista relativamente inocente. Como se os olhos de uma criança fossem um filtro que nos ajuda a ver as complexidades duma cultura de maneira mais simples para nos relacionar com ele. </div><div><br></div><div>Uma evidência de identidade não tão óbvia é o uso de seu nome. Ondjaki, cujo nome é Ndalu de Almeida relata histórias como dizendo “esse daqui era eu, antes de ser Ondjaki”. Seu nome literário é uma palavra umbundu, língua do sul de Angola, que tem vários significados, como “guerreiro” a “traquinas”, e pode significar também “aquele que enfrenta desafios”, esse é o nome que sua mãe tinha pensado para ele antes de ele nascer, e é o nome que adopta de adulto. Mas nas estórias o protagonista não é seu lado guerreiro, o protagonista é seu lado inocenteo.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-20 06:07:47 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Identidade - Os da minha rua</title>
         <author>cley1690</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/295105464</link>
         <description><![CDATA[<div>A identidade são todos os elementos que fazem parte da cultura, história, tradições de uma pessoa tanto de forma individual quanto coletivamente. No livro <em>Os da minha rua,</em> podemos ver como o autor reflete parte desse conjunto de elementos na sua escrita, como o carnaval, as telenovelas, a música, a comida, a língua e a literatura. Apesar das personagens serem crianças já pode ser percebida a formação da identidade nelas, uma identidade que é cultivada em diferentes cenários, casa, escola, rua e em uma época de conflito. O narrador Ndalu, que é o nome real de Ondajaki, representa essa identidade que o autor quer manifestar. A solidariedade e inocência que demonstra esta personagem reflete o sentir dos angolanos.&nbsp; Através desses contos carregados de experiências engraçadas, Ondjaki enaltece esses rasgos característicos da cultura angolana e africana, por exemplo, uso da língua portuguesa com expressões e palavras que pertencem a cultura do autor.&nbsp;<br><br>Cleidy Lizárraga<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-20 18:34:06 UTC</pubDate>
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         <title>Os da minha rua - Identidade</title>
         <author>maju_1093</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/295116426</link>
         <description><![CDATA[<div>María Julieta Cifuentes<br><br><em>“Os da minha rua: Ondjaki”</em> é um conto escrito por Ndalu de Almeida, escritor angolano, neste livro o autor tenta retratar a sua própria vida, mas, como uma criança, ele mostra a sua história em várias fazes da sua vida, este conto pode lembrar ao autor a felicidade da sua infância e juventude. De Almeida tenta demostrar aos leitores não só como foi a sua vida e infância, também tenta mostrar como é a situação política, social e econômica lá em Angola e, portanto, em África. Este conto é dividido em 22 textos que podem ser lidos por separado porque têm valor por si mesmas, mas, todos têm elementos que os unem.<br><br></div><div><em>Os da minha rua</em>, o nome do conto, eu considero que foi escolhido pelo autor para demostrar que todas as personagens que aparecem no livro são pessoas que formaram parte da vida de Ndalu de Almeida, além disso, ele queria demostrar que todos eles representam algo e são importantes na sua vida, porque tem estado presentes desde a infância dele. A identidade do autor e do protagonista da estória mostra quais são os elementos que fazem parte da sua vida e, portanto, da cultura e das tradições dele, todas estas personagens têm um significado muito importante e sentimental para o autor, é por isso que todos eles e todos esses elementos formam parte do livro, para mostrar qual é sua identidade.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-20 20:53:27 UTC</pubDate>
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         <title>Digna Tovar</title>
         <author>dignatovar</author>
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         <description><![CDATA[<div>Meus caros,<br>Gostei muito deste trabalho coletivo. Obrigada a todos pela partilha, pela disposição, peloa contributos</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-21 23:43:33 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[O]]></description>
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         <pubDate>2019-05-19 18:00:14 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[o livro é bom e gosto da simplicidade da redação dos contos mas, ainda assim, não estou apaixonada. Por vezes, era muito simples e, por outras vezes, muito poético. Não tenho ]]></description>
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         <pubDate>2019-05-19 18:04:52 UTC</pubDate>
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         <title></title>
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         <description><![CDATA[“A minha mae ralhou-me bué depois desse telefonema, mas não foi mesmo de propósito.”(pág27)]]></description>
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         <pubDate>2019-05-23 14:56:00 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[ndjaki usa este recurso estilístico no livro Os da Minha Rua com a intenção de fazer ligação cultural da cultura angolana com outras culturas da língua portuguesa.]]></description>
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         <pubDate>2019-06-12 15:49:29 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>O portão da tia rosa</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-11-20 20:33:56 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[On]]></description>
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         <pubDate>2019-11-27 15:26:30 UTC</pubDate>
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         <title>OS DA MINHA RUA, de ONDJAKI</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><em>Ndalu de Almeida nasceu em Luanda e é popularmente conhecido como Ondjaki. É um escritor angolano.<br></em></strong><br></div><div><strong><em>Prosador, às vezes poeta. Licenciou-se em Sociologia e é membro da União dos Escritores Angolanos.<br> Interessa-se pela interpretação teatral e pela pintura e em Lisboa, fez teatro amador durante dois anos e um curso profissional de interpretação teatral.<br></em></strong><br></div><div><strong><em> <br>Os da minha rua</em></strong> é um livro de memórias de infância, daquela que foi a infância de Ondjaki e daqueles que com ele se cruzaram naqueles tempos em Luanda. O livro acaba por ser um hino à infância, à amizade, à família, à descoberta, aos risos e às gargalhadas. Mas é também um livro que nos ajuda a relativizar as pequenas dificuldades da vida e que nos lembra dos tempos em que sorrir era tão mais fácil. <br><br></div><div> <br>O livro está organizado em pequenos textos/contos, em cada conto a infância é descrita com recurso à memória de Ondjaki e aos sentidos, principalmente os cheiros e sons. É incrível a forma como o autor nos transporta para um espaço assim tão completo.<br><br></div><div> <br>A escrita é bastante simples, pura, envolvente e com muito recurso ao humor, que nos proporciona uma rápida leitura, cativante e divertida<br> Para além disso, é recorrente o uso de expressões muito utilizadas nos nossos dias, como por exemplo “bué” , o que torna a obra muito interessante para jovens principalmente.<br><br></div><div> <br>Acho que a sua simplicidade e o que cada história nos conta, que é algo tão simples ou comum, é que tornam este livro tão rico e espantoso. A beleza consiste nessa simplicidade de cada momento, no modo como Ondjaki brinca com as palavras descrevendo emoções ou lugares. Na forma como ele revela traços da sociedade angolana. É essa criança que, de um modo impercetível e único, nos faz relembrar a nossa própria infância e aqueles que deixámos para trás.<br><br></div><div> <br>Este livro dá vida a inúmeras personagens, todas elas com uma caracterização única. A existência de todas estas personagens é fulcral para que o autor consiga relembrar e retratar a sua infância. <br><br></div><div>Esta obra tem uma riqueza temática intimista, uma vez que o autor expõe uma parte íntima da sua vida pessoal.<br><br></div><div> <br>O livro mantém-nos sempre conectados, uma vez que tem a proeza de nós leitores, nos espelharmos na infância que é por ele retratada.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-01-29 19:29:37 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[Ndalu de Almeida nasceu em Luanda e é popularmente conhecido como Ondjaki. É um escritor angolano.]]></description>
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         <pubDate>2020-04-26 15:03:56 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>🙂</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-05-20 14:18:46 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[Além disso, é importante notar que o Carnaval da Vitoria já existia como festa tradicional, mas foi chamado assim após a independência de Angola. A mesma é um reflexo da sua história de luta e conquista da liberdade e, desde o ponto de vista de uma criança, representa a alegria de um povo e os valores familiares. Também temos a oportunidade de descobrir outras terras ou paisagens de Angola como o Namibe e a sua famosa Welwitchia Mirabilis; ou aquela gastronomia com sabor a arroz-doce ou manga com sal.                                                                                 Finalmente, é importante destacar que as crianças representam para o autor a esperança mesma de Angola; aquele elemento puro e inocente que leva a identidade de um povo, que pode evolucionar com o passar do tempo, contornar-se com as experiências vividas e sofridas, e ser um novo caminho de progresso para uma nação. Tudo isso sem esquecer a origem mesma da sua própria cultura, da sua infância e da sua rua.
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         <pubDate>2020-07-31 13:08:45 UTC</pubDate>
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         <author></author>
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         <description><![CDATA[A infância e a adolescência do escritor foram condicionadas pela situação bélica de Angola, visto que nasceu em 1977, apenas dois anos após a queda do regime colonial. Portanto, Ondjaki recria a paisagem onde viveu a infância e formou a sua identidade, a partir de três espaços: a casa, a rua e a escola,]]></description>
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         <pubDate>2020-11-29 13:03:30 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[Os da minha rua, o nome do conto, eu considero que foi escolhido pelo autor para demostrar que todas as personagens que aparecem no livro são pessoas que formaram parte da vida de Ndalu de Almeida, além disso, ele queria demostrar que todos eles representam algo e são importantes na sua vida, porque tem estado presentes desde a infância dele. A identidade do autor e do protagonista da estória mostra quais são os elementos que fazem parte da sua vida e, portanto, da cultura e das tradições dele, todas estas personagens têm um significado muito importante e sentimental para o autor, é por isso que todos eles e todos esses elementos formam parte do livro, para mostrar qual é sua identidade.]]></description>
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         <pubDate>2021-02-11 21:49:13 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>analeonornuno</author>
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         <description><![CDATA[Ondjaki usa um narrador criança que manifesta um sentimento de culpa quanto a Kazukuta, o cão do tio Joaquim, pois nada faz para o ]]></description>
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         <pubDate>2021-02-14 18:05:30 UTC</pubDate>
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         <title>Od </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>;)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-18 15:12:46 UTC</pubDate>
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         <title></title>
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         <description><![CDATA[h]]></description>
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         <pubDate>2021-02-25 19:23:09 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[
O conto de Ondjaki transcorre em uma aula de Português, a atividade é ler o conto de H]]></description>
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         <pubDate>2021-02-27 11:10:18 UTC</pubDate>
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         <author></author>
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         <description><![CDATA[Ndalu de Almeida nasceu em Luanda e é popularmente conhecido como Ondjaki. É um escritor angolano.

Prosador, às vezes poeta. Licenciou-se em Sociologia e é membro da União dos Escritores Angolanos.
 Interessa-se pela interpretação teatral e pela pintura e em Lisboa, fez teatro amador durante dois anos e um curso profissional de interpretação teatral.

 
Os da minha rua é um livro de memórias de infância, daquela que foi a infância de Ondjaki e daqueles que com ele se cruzaram naqueles tempos em Luanda. O livro acaba por ser um hino à infância, à amizade, à família, à descoberta, aos risos e às gargalhadas. Mas é também um livro que nos ajuda a relativizar as pequenas dificuldades da vida e que nos lembra dos tempos em que sorrir era tão mais fácil. 

 
O livro está organizado em pequenos textos/contos, em cada conto a infância é descrita com recurso à memória de Ondjaki e aos sentidos, principalmente os cheiros e sons. É incrível a forma como o autor nos transporta para um espaço assim tão completo.

 
A escrita é bastante simples, pura, envolvente e com muito recurso ao humor, que nos proporciona uma rápida leitura, cativante e divertida
 Para além disso, é recorrente o uso de expressões muito utilizadas nos nossos dias, como por exemplo “bué” , o que torna a obra muito interessante para jovens principalmente.

 
Acho que a sua simplicidade e o que cada história nos conta, que é algo tão simples ou comum, é que tornam este livro tão rico e espantoso. A beleza consiste nessa simplicidade de cada momento, no modo como Ondjaki brinca com as palavras descrevendo emoções ou lugares. Na forma como ele revela traços da sociedade angolana. É essa criança que, de um modo impercetível e único, nos faz relembrar a nossa própria infância e aqueles que deixámos para trás.

 
Este livro dá vida a inúmeras personagens, todas elas com uma caracterização única. A existência de todas estas personagens é fulcral para que o autor consiga relembrar e retratar a sua infância. 

Esta obra tem uma riqueza temática intimista, uma vez que o autor expõe uma parte íntima da sua vida pessoal.

 
O livro mantém-nos sempre conectados, uma vez que tem a proeza de nós leitores, nos espelharmos na infância que é por ele retratada.
]]></description>
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         <pubDate>2021-02-27 14:14:33 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[Nenhuma literatura é original em si própria. Sempre vai estar influenciada pelas experiências vividas durante a nossa caminhada pelo mundo. A maioria dos contos, romances, histórias, etc. está unida a outros textos, na linguagem esse fenômeno é chamado de intertextualidade. A intertextualidade pode ser ligada diretamente pelo autor o pelo leitor.
 
No livro "Os da Minha Rua", Ondjaki usa este recurso ao ligar o conto "Nós choramos pelo Cão Tinhoso" com aquele escrito por Honwana "Nós matamos o Cão Tinhoso". Também, pode se intuir este recurso no conto "O último Carnaval da Vitória" que evoca uma das festas mais populares do país a qual ressaltava as vitorias conquistadas pelos angolanos. Esse foi, durante muitos anos, o valor central da festa. No entanto, vemos como o conto desenvolve o que sem saber seria o último Carnaval da Vitória.
 
Essa última história pode ser ligada com o conto “Quem me dera ser Onda” de Manuel Rui. Tem semelhança, pois ambos os contos usam como narradores crianças e habilmente criticam as condições políticas e sociais após a independência em Angola. 

Nos 3 contos, o uso das crianças reproduz a carga histórica e cultural que leva a nova geração. Essa geração que, apesar da sua inocência, sofre as consequências deixadas pelos colonizadores. As marcas indeléveis do povo africano que se someteu por muitos anos ao poder colonial português. Essas crianças que levam a dor dos seus antepassados reprimida, pois não lhes está permitido chorar. “Mas naquele dia, com aquele texto, ela não sabia que em vez de me estar a premiar, estava a me castigar nessa responsabilidade de falar do Cão Tinhoso sem chorar” Pág. 104 “Na oitava classe, era proibido chorar a frente dos outros rapazes” pag 105.

 Cleidy Lizárraga


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Os da minha ]]></description>
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         <pubDate>2021-02-27 14:18:13 UTC</pubDate>
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         <author></author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/1248431203</link>
         <description><![CDATA[A escrita é bastante simples, pura, envolvente e com muito recurso ao humor, que nos proporciona uma rápida leitura, cativante e divertida
 Para além disso, é recorrente o uso de expressões muito utilizadas nos nossos dias, como por exemplo “bué” , o que torna a obra muito interessante para jovens principalmente.
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         <pubDate>2021-02-27 17:20:25 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[
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         <pubDate>2021-03-09 14:57:56 UTC</pubDate>
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         <author></author>
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         <description><![CDATA[O]]></description>
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         <pubDate>2021-04-29 15:30:43 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>maurosergiocunha</author>
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         <description><![CDATA[A escrita é bastante simples, pura, envolvente e com muito recurso ao humor, que nos proporciona uma rápida leitura, cativante e divertida
 Para além disso, é recorrente o uso de expressões muito utilizadas nos nossos dias, como por exemplo “bué” , o que torna a obra muito interessante para jovens principalmente.
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         <pubDate>2021-05-10 09:47:07 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>maurosergiocunha</author>
         <link>https://padlet.com/dignatovar/Bookmarks/wish/1508453313</link>
         <description><![CDATA[Os da minha rua, o nome do conto, eu considero que foi escolhido pelo autor para demostrar que todas as personagens que aparecem no livro são pessoas que formaram parte da vida de Ndalu de Almeida, além disso, ele queria demostrar que todos eles representam algo e são importantes na sua vida, porque tem estado presentes desde a infância dele. A identidade do autor e do protagonista da estória mostra quais são os elementos que fazem parte da sua vida e, portanto, da cultura e das tradições dele, todas estas personagens têm um significado muito importante e sentimental para o autor, é por isso que todos eles e todos esses elementos formam parte do livro, para mostrar qual é sua identidade.]]></description>
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         <pubDate>2021-05-10 10:01:11 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>analeonornuno</author>
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         <description><![CDATA[O Carnaval da Vitoria tem sido festejado pelos angolanos desde 1978, esta foi ideia de Agostinho Neto, o primeiro presidente do país no ano 1975. Como as demais colônias portuguesas e como no Brasil, o carnaval sempre foi uma festa importante, haviam desfiles de carros e de grupos de ]]></description>
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         <pubDate>2021-05-27 19:49:01 UTC</pubDate>
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         <title>A IDENTIDADE NO LIVRO OS DA MINHA RUA</title>
         <author>dianamartins518</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Por Jessika Gomes<br><br></strong>No livro <em>Os da Minha Rua</em>, Ondjaki apresenta sua identidade e a identidade angolana. Entende-se a identidade como o conjunto de características ou carateres próprios com os quais se podem diferenciar pessoas, animais, plantas e objetos inanimados uns dos outros.&nbsp;<br><br></div><div>Desde o início, o título do livro dá a ideia de que o autor vai falar sobre o seu povo. Através das estórias, o autor conta não só como foi sua infância, mas também como eram as pessoas ao seu redor. Ele apresenta sua comunidade, por exemplo no conto <em>O último Carnaval da Vitória,</em> o autor explica como ele, sua família e amigos celebravam o carnaval:</div><blockquote>O dia da "véspera do Carnaval", como dizia a avó Nhé, era dia de confusão com roupas e pinturas a serem preparadas, sonhadas e inventadas… Na televisão passava o grande desfile do Carnaval da Vitória e, na Praia do Bispo - o bairro poeirento da avó Nhé -, nós formávamos um grupo pequenino que, com um apito gritante, fazia uma passeata de quase quarenta e cinco minutos.</blockquote><div><br></div><div>Além de caracterizar e descrever sua comunidade, o autor também descreve as crianças e como elas veem o mundo. Isso pode ser evidenciado através da personagem principal e o narrador que é uma criança, o Ndalu. Por exemplo, no conto <em>Manga verde e o sal também</em>, o autor descreve as crianças da seguinte maneira:&nbsp;</div><blockquote>Uma pessoa quando é criança parece que tem a boca preparada para sabores bem diferentes sem serem muito picantes de arder na língua.</blockquote><div><br></div><div>No conto <em>O último Carnaval da Vitória,</em> o autor explica que as crianças não se interessam por datas importantes ou celebrações:&nbsp;</div><blockquote>Nós, as crianças, vivíamos num tempo fora do tempo, sem nunca sabermos dos calendários de verdade. Para nós segunda-feira era um dia de começar a semana de aulas e sexta-feira significava que íamos ter dois dias sem aulas. Depois as datas eram assim isoladas… O Carnaval tinha que ser anunciado pelos mais velhos…</blockquote><div><br></div><div>No conto <em>As primas do Bruno Viola</em>, o autor fala das crianças e sobre o medo: &nbsp;</div><blockquote>Uma pessoa quando é criança as vezes não sabe que é bom ter medo e deixar certas coisas acontecerem.</blockquote><div><br></div><div>Durante a infância, as crianças observam e aprendem com os adultos. Este estágio é muito importante já que as crianças começam a construir sua identidade. O autor faz tanta ênfase nas crianças porque estas são o futuro do mundo. Uma nação não pode ter um futuro sem crianças ou jovens.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-13 21:28:01 UTC</pubDate>
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