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      <title>Clínica e Luto by TIAGO DE MORAES</title>
      <link>https://padlet.com/tmoraes1/clinicaeluto</link>
      <description>Módulo: Seminário em Processos Clínicos. Integrantes: Agnes, Amanda, Débora, Jordana, Tiago e Vanessa.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-06-13 19:07:20 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2024-06-23 23:19:09 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Entrevistada: </title>
         <author>tmoraes1</author>
         <link>https://padlet.com/tmoraes1/clinicaeluto/wish/3027373542</link>
         <description><![CDATA[<p>Psicóloga Anniara Lúcia Dornelles de Lima</p><p>Psicóloga Clínica e Hospitalar (Hospital Ana Nery)</p><p>Especialista em Urgência e Emergência</p><p>Especialista em Psicologia Hospitalar</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-13 19:12:33 UTC</pubDate>
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         <title>Como você descreve sua experiência profissional lidando com questões de luto?</title>
         <author>tmoraes1</author>
         <link>https://padlet.com/tmoraes1/clinicaeluto/wish/3027373730</link>
         <description><![CDATA[<p>“Geralmente, para mim, ele veio bastante em situação de óbito. Como eu trabalho no hospital, e eu sou referência de UTI, pronto atendimento, eu já vi muitos lutos na hora, digamos assim, então a minha experiência é mais com lutos de um paciente que está na UTI, que geralmente a gente já sabe que ele vai morrer, mas ele demora uns dias para morrer e a pessoa está ali esperando aquela morte, então vem um luto antecipatório, ou no PA, muitas vezes, vem um luto mais inesperado, e aí é um luto mais estranho de lidar, porque às vezes é um dos que as pessoas gritam, se desesperam, ficam muito mal. Mas bem menos com o luto na clínica, as pessoas que trazem morte de um pai, de uma mãe, e aí é de vários anos atrás. Geralmente vem a questão do arrependimento na clínica, e também eu peguei alguns pacientes aqui do COI, que foi o luto de um esposo que morreu há pouco tempo, de um familiar que morreu há pouco tempo, e o foco era em reorganizar a vida a partir disso..”</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-13 19:12:53 UTC</pubDate>
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         <title>Quais são os desafios mais comuns que você observa as pessoas enfrentarem ao lidar com o luto?</title>
         <author>tmoraes1</author>
         <link>https://padlet.com/tmoraes1/clinicaeluto/wish/3027373891</link>
         <description><![CDATA[<p>“Eu vejo que a questão da culpa aparece muitas vezes, no sentido de será que eu poderia ter feito algo diferente? Será que eu poderia ter lidado com essa pessoa diferente, ter sido mais gentil? Muitas vezes, especialmente na clínica, vem essa questão do luto dos pais ou dos avós. E aí o problema que eles trazem do luto é a falta que uma relação como aquela faz. Então isso eu vejo que é um desafio bem grande na clínica. E um outro desafio que é maior no hospital, é geralmente a dependência emocional. Quando aquela pessoa era tudo pra ti, te ajudava em tudo, como que tu vai lidar com ela? Com a falta dessa pessoa? Muitas vezes os familiares trazem que ela era uma pessoa que organizava a família, que dava conta, às vezes, de umas coisas mais básicas.”</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-13 19:13:08 UTC</pubDate>
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         <title>Que estratégias você encontrou eficazes para ajudar as pessoas a lidar com o processo de luto?</title>
         <author>tmoraes1</author>
         <link>https://padlet.com/tmoraes1/clinicaeluto/wish/3027374011</link>
         <description><![CDATA[<p>“Aí depende do lugar e do formato do luto, pensando num caso clínico, que foi muito bonitinho que a gente teve. Teve uma esposa, que veio aqui, e que ela era de um recasamento, e ela sabia, quando começou a estar com esse paciente, que ele era um paciente oncológico. No início ele não era paliativo, mas depois ele se tornou, e ela trabalhava com ele, eles começaram a morar juntos, tinha tudo meio junto, e as faltas que ela sentia, estavam em tudo que ela via. Então, ele era motorista, e ela limpava a casa, se eu não me engano. Toda vez que ela via aquele carro, ela sentia saudade, ela pensava. Ela tirou alguns dias do trabalho para conseguir lidar com o luto ali no início, e ela reorganizou o quarto dela. Foi um caso muito bonito, até nem foi meu, foi de uma estagiária minha. Mas que ela pensou, bom, há quanto tempo que eu quero mudar a minha casa, mudar algumas coisas. E essa paciente, ela foi vindo até o momento que ela conseguiu meio que se dar alta. Ela fez o processo junto de falar, ah, eu acho que eu tô melhor agora, eu acho que eu não tô mais precisando conversar disso. Mas no início ela vinha com muito medo, mas ali no processo dela foi sobre ela conseguir sentir aquele luto e respeitar aquele luto. No início ela tava com receio de ir na casa dela, de ver as coisas dela, primeiro ela foi com os filhos, aí depois ela foi pra casa dela, e quando ela achou que ela precisava reorganizar a casa dela, ela reorganizou. Então, eu acho que é muito singular, tem pessoas que trazem essa questão do luto com as suas culpas, daí geralmente a gente vai pra coisa que a gente vê que não tá saudável. Tipo, achar um jeito de lidar com essa culpa pra se sentir melhor, pra perceber que, bom, às vezes uma doença, ela vai matar uma pessoa independente de a gente fizer. Tentar relativizar, de que, bom, mas ele fumou e por isso ele morreu de pulmão. Não, não é bem assim, tem pessoas que fumam a vida toda e não morrem de pulmão. Então, trazer isso pros familiares e muitas vezes é aprender com eles quais os recursos que eles têm para lidar com aquilo. Se eles têm uma família que vai estar ali com eles, se eles podem tirar um tempo pra eles, se eles estão disponíveis pro processo de terapia, o que é que no dia a dia deles tá faltando a partir daquela morte. Então, é muito singular, mas eu acho que ajuda muito no luto, a gente não diminuir o quanto aquela pessoa era importante pra outra. Mas mostrar que aquela pessoa também te ensinou algumas daquelas coisas.”</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-13 19:13:24 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/tmoraes1/clinicaeluto/wish/3027374011</guid>
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      <item>
         <title>Como suas próprias experiências pessoais influenciaram sua compreensão e abordagem para trabalhar com pacientes que estão passando pelo luto?</title>
         <author>tmoraes1</author>
         <link>https://padlet.com/tmoraes1/clinicaeluto/wish/3027374108</link>
         <description><![CDATA[<p>“Pra mim, eu morei com a minha avó a vida toda, ela veio morar comigo, quando eu tinha alguns dias de vida e ela morreu quando eu tinha uns 11, 12 anos, ela morreu no hospital que eu trabalho e pra mim foi muito natural ela morrer, no sentido de que, pra mim, morte é uma coisa que a gente não controla, a gente não tem escolha. Então eu nunca olhei pra isso como uma coisa que eu tenho que aceitar ou não aceitar, pra mim é uma coisa que é assim e deu. Acho que esse meu jeito de lidar com o luto facilita pra mim, não é uma coisa que me assusta tanto quanto outros tipos de luto que às vezes a gente inviabiliza como, o luto da autonomia. A gente fala em luto, a gente sempre começa a pensar em alguém que morreu, mas às vezes é, eu perdi uma perna, às vezes o luto é eu perdi a possibilidade de trabalhar que era uma coisa importante pra mim, e eu vejo que pra mim esses lutos são mais difíceis pensar, no quanto tem coisas que as pessoas não controlam e que podem mudar bastante a vida delas. Mas o luto de alguém que morreu pra mim é uma coisa muito natural que faz parte da vida e eu acho que entender isso como uma coisa natural, também me alivia de não olhar para aquilo como uma coisa absurda."</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-13 19:13:37 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/tmoraes1/clinicaeluto/wish/3027374108</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Existem diferenças significativas na forma como as pessoas lidam com o luto com base em sua idade, cultura ou contexto social?</title>
         <author>tmoraes1</author>
         <link>https://padlet.com/tmoraes1/clinicaeluto/wish/3027374203</link>
         <description><![CDATA[<p>“Eu acho que a morte de um idoso é muito naturalizada. A morte de um adolescente, de um adulto jovem, de um adulto até os 50, 60 anos, geralmente não é naturalizada. A religião é uma coisa que influencia muito no luto. Tanto no luto dessas questões de quando tem uma perda física, uma perda de autonomia, ou quando tem uma perda de alguém, de uma pessoa querida.  Eu percebo também a relação que as pessoas têm com os pets, tem gente é mãe de pet, tem gente que acha que é um bicho e não importa. Mas eu vejo que cada vez mais as pessoas têm tido muito essa questão de relação com o bichinho, sendo algo importante. As pessoas trazem, pensando assim, em contextos culturais também, quanto em lugares mais cheios de violência, a vida vale menos às vezes, no sentido de muitos contextos vulneráveis. Eu já ouvi, todo mundo morre mesmo. Ao invés de a pessoa validar as emoções dela em relação a isso, era alguém importante pra mim, ela fala não, todo mundo morre, paciência. Então, com certeza, tem muitas diferenças.”</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-13 19:13:53 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Quais recursos e apoio você recomendaria para alguém que está enfrentando o luto?</title>
         <author>tmoraes1</author>
         <link>https://padlet.com/tmoraes1/clinicaeluto/wish/3027374313</link>
         <description><![CDATA[<p>“Eu penso bastante na questão de grupo, de ter outras pessoas que estão lidando com o luto, pensando até na situação das enchentes que a gente tá vivendo agora, grupos de sobreviventes. Nem sempre as pessoas vão ou se sentem disponíveis, mas geralmente tu não estás sozinho no teu luto. Outra pessoa provavelmente está passando por isso ou por algo similar, tanto se for um luto de uma parte de ti, quanto de uma pessoa que é importante pra ti. Outras pessoas também perderam ela, não da mesma forma que tu, mas a gente pode conversar sobre isso, a gente pode achar formas de lidar com isso. E às vezes a gente tem uns lutos bem pesados. Nesses a gente fica na dúvida de como fazer. Eu já tive lutos em que a pessoa via a esposa morta, digamos assim, ela sabia que não tava ali, mas ela tinha que se relembrar disso meio que o tempo todo. Eu tive um paciente ano passado que ele colocava bolachinha pra esposa dele todos os dias, ele servia a bolachinha dele e daí servia um pratinho pra ela. Aí ele via que ela não tava ali, sabia que ela não tava ali, aí ele recolhia a bolachinha, guardava, outro dia ele colocava de novo. A esposa dele que ficou, sei lá, 40, 50 anos com ele. E ele não lembrava mais como ele era antes dela. E eu tentei conversar com ele sobre quem ele era antes dela, e ao mesmo tempo quem ele escolhia ser, tentar trazer pra ele, o que ele podia escolher no meio daquilo. Ele falou que eles iam muito a bailes, que eles gostavam de viajar, que eles conheceram quase que o Brasil todo, mas que fazia tempo agora que ele não viajava, não ia na praia. Então o meu formato de lidar com luto é muito mais de focar no que essa pessoa tem de recursos positivos que foram dados pra ela pela pessoa.”</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-13 19:14:07 UTC</pubDate>
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         <title>Como você aborda a questão do luto complicado ou prolongado em sua prática clínica?</title>
         <author>tmoraes1</author>
         <link>https://padlet.com/tmoraes1/clinicaeluto/wish/3027374455</link>
         <description><![CDATA[<p>“Eu sempre foco em como o paciente, em questão, está se sentindo. Os meus pacientes de lutos mais complicados eram sempre homens. A mulher geralmente, eu vejo ter mais uma resposta aguda e o homem ter uma resposta mais crônica. Geralmente é o homem que a mulher fazia comidinha pra ele, trazia as coisinhas pra ele. A gente sabe que o luto também não é só sobre os recursos que a gente não tem, mas se a gente ficar focando em só ouvir e não achar nenhum recurso pra lidar com isso, fica difícil, sabe? Fica difícil de a pessoa pensar em ter uma vida nova. Porque eu vejo que o problema do luto é que a pessoa não se flexibiliza pra uma vida nova. Então o que a gente precisa fazer é tentar flexibilizar ela o suficiente pra que ela tente coisas novas. Ela não tem que gostar, ela não tem que amar, ela não tem que achar a melhor coisa do mundo. Ela tem que tentar e ver como é que ela se sente. E a partir disso ir tentando outras coisas, entendendo o que faz sentido pra ela. Então eu tento focar nisso geralmente com esses pacientes. Tentar achar algo novo, algo que vai aliviar os dias..”</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-13 19:14:21 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Considerações finais.</title>
         <author>tmoraes1</author>
         <link>https://padlet.com/tmoraes1/clinicaeluto/wish/3027374556</link>
         <description><![CDATA[<p>“Eu acho que é muito mais essa coisas de que a gente consiga falar do luto sem ter que falar só do luto de pessoas. A gente aborda o luto em muitas coisas, e eu acho que especialmente agora com a situação que o Rio Grande do Sul tá passando, a gente deveria falar do luto das coisas materiais. Que não são só materiais, são memórias, são uma história de vida. Eu fico pensando o quanto os pacientes DPOC, por exemplo. DPOC é uma doença muito relacionada à paciente que trabalhou com fuligem a vida toda, paciente que trabalhou com fumo a vida toda. E que muitas vezes ele trabalhou com isso porque foi o que deu pra trabalhar, ele sabia que era o que dava pra ele fazer. E ele se matou trabalhando pra ter uma casa, e agora ele não tem. Pessoas que perderam coisas, pessoas que perderam uma identidade. Também é luto quando nos tiram do nosso lugar, não tem mais partes de nós. Independente de que parte seja. E eu acho que trabalhar o luto, pra mim, é sempre trabalhar a flexibilidade nesse sentido, porque a gente passa a vida perdendo partes de nós e tendo partes novas.”</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-13 19:14:34 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Vídeo - Clínica e Luto</title>
         <author>jordanaschonardt</author>
         <link>https://padlet.com/tmoraes1/clinicaeluto/wish/3029221422</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-16 20:30:08 UTC</pubDate>
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         <title>Referências</title>
         <author>jordanaschonardt</author>
         <link>https://padlet.com/tmoraes1/clinicaeluto/wish/3029221836</link>
         <description><![CDATA[<p>ADICHIE, Chimamanda Ngozi. <strong>Notas sobre o luto</strong>. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.</p><p><br></p><p>CASELLATO, Gabriela.<strong> Luto por perdas não legitimadas na atualidade</strong>. 1. ed. São Paulo: Summus, 2020. E-book. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/185609/epub/0?code=iOsYHkQL6Hvd0ktcQjzafvPyVzWmJ062OjG1PQl1GHM+kjQjuXvuzQVaZRzsdNSgLeBlzVZikytg8ULYMRGGMw==">https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/185609/epub/0?code=iOsYHkQL6Hvd0ktcQjzafvPyVzWmJ062OjG1PQl1GHM+kjQjuXvuzQVaZRzsdNSgLeBlzVZikytg8ULYMRGGMw==</a>. Acesso em: 14 jun. 2024.</p><p><br>FRANCO, Maria Helena Pereira. <strong>O Luto no Século 21: </strong>Uma Compreensão Abrangente do Fenômeno. 1. ed. São Paulo: Summus, 2021.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-16 20:31:35 UTC</pubDate>
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