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      <title>Diário de aprendizagem by Nádia Almeida</title>
      <link>https://padlet.com/nadiaalmeida/it8ks3q7otks</link>
      <description>Português</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-02-09 10:22:10 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2018-04-19 09:51:31 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Tarefa 1- Contextualização de Eugénio de Andrade</title>
         <author>nadiaalmeida</author>
         <link>https://padlet.com/nadiaalmeida/it8ks3q7otks/wish/232968887</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Biografia:</strong><br>Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontainhas nasceu a 10.01.1923 na Póvoa de Atalaia. E faleceu a 13.06.2005 (82 anos) no Porto.</div><div><br>No decorrer da sua vida passou por varias terras, uma das quais, a sua terra natal, onde passou a maioria da sua infância com a sua mãe. Aos 10 anos muda-se para Lisboa, mas é aos 12 anos que descobre a sua paixão pela leitura.<br><em><br>Seguindo o neorealismo e surrealismo</em>, foi em 1939 que se estreou com a obra "Narciso", no entanto, torna-se conhecido apenas em 1942 com o livro de versos "Adolescente", mas foi em 1948, com a publicação de "As mãos e os frutos" que se afirmou enquanto escritor.<br><br>Além de escritor, foi poeta e tradutor, inspirado por Fernado Pessoa, e inspirando nomes como: Maria do Rosário Pereira.<br><br>O seu percurso profissional foi bastante reconhecido nacional e internacionalmente e premiado com cerca de 10 prémios incluindo o Prémio de Camões em 2001.<br><br>Eugénio de Andrade dá imenso valor à palavra e ao significado de cada sílaba, assim, o seu processo de criação artística passa por uma busca incessante da palavra correta, um trabalho árduo e meticuloso para encontrar a mais adequada.<br><br></div><div><strong>Temáticas:</strong></div><blockquote><strong>Natureza</strong> </blockquote><div>Marcada pelos 4 elementos: terra, água, fogo e ar.</div><div><br></div><blockquote><strong>Figuração do Homem</strong></blockquote><div>Individual integrado num coletivo.<br>Estabelece um paralelismo entre o Homem e o Tempo evidenciando a impossibilidade de separação dos dois ciclos.<br><br></div><blockquote><strong>Erotismo</strong></blockquote><div>Impregnação das palavras pela sinceridade e simplicidade .<br><br></div><blockquote><strong>Figuração do tempo</strong></blockquote><div>Existem essencialmente 3 linhas de tempo: infância, idade madura e declínio.<br>Este tempo é dividido em diversos ciclos:<br>     * estações do ano;<br>     * períodos do dia;<br>     * ciclo da água;<br>     * períodos da vida.<br><br><strong><em>Linguagem, estilo e extrutura:<br></em></strong>     * Uso abundante da palavra "palavra";<br>     * Duplo sentido nas palavras;<br>     * A palavra surge como mediadora entre o mundo que o poeta propõe e o mundo que o leitor interpreta;<br>     * Tempo presente/futuro;<br>     * Transparência;<br>     * Densidade poética;<br>     * Poemas curtos e aparentemente simples.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-19 16:05:26 UTC</pubDate>
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         <title>Tarefa 2 - Livro das Horas</title>
         <author>nadiaalmeida</author>
         <link>https://padlet.com/nadiaalmeida/it8ks3q7otks/wish/232990863</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>1-</strong> O sujeito poético revela uma intenção de se confessar, "me confesso", a si mesmo, "aqui, diante de mim", uma vez que se auto intitula de "pecador".<br><br><strong>2- 2.1</strong> O poema começa com uma confissão individual do sujeito poético, "me confesso", no entanto, a figuração do poeta assume uma dimensão humanista que transcende o individual, "me confesso de ser Homem", englobando agora todos os seres da Terra caracterizando-os como pecadores, possuidores das "virtudes teologais" e dos "pecados mortais".<br><br><strong>3- 3.1</strong> Ao longo de todo o poema está implícito um "eu" que lhe atribui uma subjetividade definida pelos seus atos, "me confesso", atitudes, "vou", e persoladidade, "sou", "pecador".<br><br><strong>4- </strong>A condição humana apresenta condições tanto positivas como negativas, estando ligada à Terra e às serras transmontanas, não só pelo facto de, "os pecados mortais", enunciados pelo sujeito poético, dependerem de "Quando a terra não repete/Que são mais", mas também pela confissão de "ter raízes no chão" o que transparece a comodidade à Terra e a impossibilidade de mudança desta condição.<br><br><strong>5- 5.1</strong> Ao longo de todo o poema o sujeito poético revela o conflito em que vive, pelo facto de se considerar um "pecador", característica essa que está inequivocamente ligada à condição humana. "Aqui diante de mim", é deste modo que o poeta termina a sua síntese mantendo uma ciclidade e comtinuidade. <br><br><strong>6-  <br>     a) </strong>Personificação<br><strong>     b)</strong> Metáfora<br><strong>     c)</strong> Antítese<br><strong>     d)</strong> Anáfora</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-19 17:05:41 UTC</pubDate>
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         <title>Tarefa 3 - Arte Poética</title>
         <author>nadiaalmeida</author>
         <link>https://padlet.com/nadiaalmeida/it8ks3q7otks/wish/233043222</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>1- <br>     a) "</strong>Fecho os olhos e avanço" V.1<strong><br>     b) "</strong>Rodeiam-me os fantasmas/ Fugitivos/ Dos versos que persigo. V.3-5<strong><br>     c) "</strong>A regra é caminhar/ E chegar sem saber. V.6-7<strong><br>     d) "</strong>E ganho quando sinto a salvação/ No próprio gosto de me ir iludindo. V. 19-20<br><strong><br>2-</strong> O verso "Onde o milagre pode acontecer" simboliza a realização de um poema, com toda a sua beleza e naturalidade, para o qual é preciso inspiração e espontaneidade. A palavra "Milagre" espelha todas estas características, no entanto, para atingir esta perfeição é necessário "caminhar" e "chegar sem saber".<br><br><strong>3-</strong> O sujeito poético percorre um caminho incerto, confuso e demorado mas gratificante, uma vez que "A regra é caminhar/ E chegar sem saber" e quando chegar, tornar ao inicio e retomar o seu caminho, "Seguindo", "No próprio gosto de me ir iludindo" atingindo assim "a salvação", a perfeição da criação poética.<br><br><strong>4-</strong> Em termos formais, o poema apresenta: duas estrofes (décimas), rima emparelhada e interpolada e a métrica varia de verso para verso não havendo qualquer tipo de padrão lógico.<br><br><strong>5-</strong> A utilização do gerúndio nos versos "Vou <strong>seguindo </strong>/ <strong>Seguindo</strong>, / E ganho quando sinto salvação / No próprio gosto de MD ir <strong>iludindo</strong>." intensificam a ideia de continuidade e ciclo cidade presentes no processo de criação poética</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-19 20:00:29 UTC</pubDate>
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         <title>Tarefa 4- Sísifo</title>
         <author>nadiaalmeida</author>
         <link>https://padlet.com/nadiaalmeida/it8ks3q7otks/wish/235348806</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>1-<br>     a) </strong>"És homem"<br><strong>     b) </strong>"Recomeça..."; "Sempre a sonhar"; "E, nunca saciado,/Vai colhendo/Ilusões sucessivas no pomar"<br><strong>     c) </strong>"Sem angústia e sem pressa"; "Dá-os em liberdade"; "Só é tua a loucura/Onde, com lucidez, te reconheças".</div><div><br><strong>2- </strong>O uso de reticências em "Recomeça..." evidência a existência de uma ação passada, anteriormente finalizada, que terá agora de ser recomeçada, voltando ao ponto de partida e refazer a ação.<br><br><strong>3- </strong>Na segunda estrofe, existem vocábulos que remetem para a lucidez do homem, tais como "saciado", "sonhar", "vendo/Acordado", "com lucidez", que estão relacionados com a condição humana expressa, condição essa que nos obrigada: a superar os desafios da vida a cada etapa, a levantar logo depois de cair, a erguer-se a cada dificuldade.<br><br><strong>4- </strong>Tal<strong> </strong>como a tarefa de Sísifo, a tarefa do poeta, a criação poética, é caracterizada pela sua ciclicidade e continuidade, impossível de ser alterada, estando condenados a permanecer neste "loop" sem fim, ou seja, a cada tarefa terminada, voltar ao inicio e refazer de modo a criar algo novo.<br><br><strong>5- 5.1 </strong>"Sísifo" pode ser considerado um hino à condição humana, "És homem, não te esqueças", uma vez que apresenta o homem na sua primordial e mais antiga condição, carregar a Cruz da vida às costas para toda a eternidade, encorajando-nos, uma vez que "Sísifo" nunca desiste da sua condenação de carregar a pedra colina acima, "Enquanto não alcances/Não descanses", mantendo, assim, a esperança de alcançar o desejado.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-26 14:06:06 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Tarefa 5 - Agora as palavras</title>
         <author>nadiaalmeida</author>
         <link>https://padlet.com/nadiaalmeida/it8ks3q7otks/wish/235362419</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>1- </strong>O sujeito poético escolhe todas as palavras com cuidado e faz uma seleção silábica meticulosa, assim, o seu árduo e penoso trabalho permite-lhe atingir a perfeição da criação poética, caracterizando-se como um verdadeiro poeta.<br><br><strong>2- 2.1 </strong> O sujeito poético utiliza o presente e o passado na descrição do comportamento das palavras para com ele, estabelecendo um contraste na diferença de tratamento, "Obdecem-me agora muito menos". O poeta usa o pretérito imperfeito do indicativo, para descrever a relação que manteve com as palavras, "dançavam", "fazia fogo com elas", no entanto, agora, "estão ariscas" e "escapam-se entre os dedos".<br><br>     <strong>2.2</strong> O poema começa primordialmente no passado, onde o poeta indica que as palavras "gostaram" dele, e "dançavam" à sua volta. No entanto, com o avançar do tempo a relação alterou-se, uma vez que, as palavras agora "não obedecem", "resmungam", "não respeitam" nem perdoam, revelando a dificuldade de escrever um poema.<br><br>      <strong>2.3 </strong>Na caracterização das palavras o sujeito poética usa a personificação e a metáfora, de forma a enfatizar a vida própria que estas possuem e, portanto, o quão difícil é controlá-las, estas que estão analogamente interligadas com os animais, para reforçar ainda mais essa autonomia das palavras. <br><br><strong>3- </strong>Os versos 8 e 9 demonstram a exigência do sujeito poético para as palavras usadas na sua escrita, pois tem um "mão rigorosa", e não se deslumbra com o mais apelativo e básico, por isso, existe essa "indiferença pelo fogo-de-artifício".<br><br><strong>4-</strong> As referências à idade, o uso do advérbio "provavelmente" e a frase interrogativa final remetem para uma dúvida do sujeito poético relativamente à mudança do comportamento das palavras, pois não compreende se já não consegue "domá-las" ou apenas se agora é mais seletivo na procura das mesmas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-26 14:26:17 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Tarefa 6- Contextualização de Ana Luísa Amaral</title>
         <author>nadiaalmeida</author>
         <link>https://padlet.com/nadiaalmeida/it8ks3q7otks/wish/235437093</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Biografia:<br></strong>     Nasceu em Lisboa no dia 5 de Abril de 1956;<br>     Tem um doutoramento sobre a poesia de Emily Dickinson;<br>     Áreas de investigação: Poéticas Comparadas, Estudos Feministas e Estudos Queer;<br>     Professora Associada da Faculdade de Letras da Universidade do Porto;<br>     Os seus livros de poesia estão editados em vários países;<br>     Ganhou vários prémios;<br>     Além de poeta e professora, é tradutora.<br><br></div><div><strong>Movimento literário:<br>Temáticas:</strong></div><blockquote><strong> Amorosa </strong></blockquote><div>Estando distanciada da tradição da lírica amorosa;</div><div><br></div><blockquote><strong>Quotidiano</strong></blockquote><div>Abordando espaços, objetos e tarefas domésticas, bem como a associação realizada entre ações familiares e simples ao ato de criação poética;</div><div><br></div><blockquote><strong>Ficção do "eu" e sua figuração</strong></blockquote><div>Sendo esta figuração indeterminada, estando numa tensão quase permanente.</div><div><br></div><div><strong>Linguagem, estilo e estrutura:</strong></div><div>    * Deprezo pela rigidez da forma impressa em estrofes, rimas e métricas;</div><div>     * Mobilidade do diálogo ou réplica no poema;</div><div>    * Presença de vocabulário ligado à casa e à cozinha;</div><div>     *Formas de enunciação ambíguas.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-26 16:05:56 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Tarefa 7- &quot;Sermão de Santo António&quot;</title>
         <author>nadiaalmeida</author>
         <link>https://padlet.com/nadiaalmeida/it8ks3q7otks/wish/235452561</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>"Partindo do motivo religioso, "O sermão de Santo António", de Padre António Vieira, leva a cabo uma crítica de vasto âmbito social"</strong><br><br>     O "Sermão de Santo António aos peixes" foi escrito por Padre António Vieira com o intuito de encorajar os Homens a mudarem os seus comportamentos.<br>     A obra parte do conceito predicavel "Vós sois o sal da Terra", citação bíblica, que estabelece uma analogia entre o sal, e os pregadores, uma vez que assim como o sal conserva os alimentos, também os pregadores têm como obrigação conservar a humanidade e desmantelar a corrupção que nela habita.<br>     No entanto, revelando-se esse esforço inútil, António Vieira, opta por pregar aos peixes, enumerando os seus defeitos, que correspondem implicitamente aos dos Homens.<br>    Assim,  a exploração dos mais fracos, a ambição e a vaidade (voador), o parasitismo e a bajulação (pegador),  a presunção e a gabarolice (roncador) e a traição e a maldade (polvo) são alguns exemplos  da caricatura dos vícios humanos que pretende que os homens alterem. <br>     Em suma, toda esta vasta obra leva a cabo uma crítica de vasto âmbito social não deixando de fora o mais ínfimo defeito.<br><br>166 palavras</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-26 16:25:52 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Tarefa 8- &quot;Frei Luís de Sousa&quot;</title>
         <author>nadiaalmeida</author>
         <link>https://padlet.com/nadiaalmeida/it8ks3q7otks/wish/235453423</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>"O sebastianismo em Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett"</strong><br><br>     "Frei Luís de Sousa", de Almeida Garrett, representa a esperança do povo português no regresso do messias capaz de pôr término ao domínio filipino.<br>     "O mito é o nada, que é tudo", o mito sebastianista, que tem por base o facto de o rei D. Sebastião nunca ter regressado da batalha de Alcácer Quibir, deixando Portugal nas mãos dos espanhóis, fora o que deu esperança de dias melhores, ânsia e fé de um futuro promissor ao nosso povo português.<br>     As personagens Telmo e Maria, principalmente, evidenciaram de grande forma este mito. No entanto, Telmo, além de crer em D. Sebastião, acreditava, em simultâneo, no regresso de D. João de Portugal, desaparecido na mesma batalha.<br>     De uma outra perspetiva, o incêndio na casa de Manuel Coutinho revela um ato de enorme patriotismo, espelhando, mais uma vez, a busca de um novo espaço e de uma nova ordem.<br>     Em suma, esta obra evidencia a necessidade da nação se lançar no futuro "com unhas e dentes" e com um novo espírito.<br><br>167 palavras</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-26 16:27:01 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Tarefa 9 - &quot;Amor de perdição&quot;</title>
         <author>nadiaalmeida</author>
         <link>https://padlet.com/nadiaalmeida/it8ks3q7otks/wish/250911456</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>"O herói romântico: superar a realidade, seguir a imaginação e o sonho"</strong><br><br>     "Amor de Perdição", de Camilo Castelo Branco, gira em torno de um personagem, Simão Botelho, que será o herói romântico deste enredo.<br>     A construção de um herói romântico tem por base vários fatores entre os quais: a defesa incondicional da honra; a recusa das soluções apresentadas pela sociedade; a fidelidade às suas convicções e crenças, não se importando com terceiros e a cedência aos apelos do coração e da justiça, colocando, por vezes, a própria vida em risco.<br>     Assim, estas ações revelam a natureza de um ser em constante desacordo consigo mesmo e com a sociedade. A busca do absoluto no âmbito amoroso, o egocentrismo e a automarginalização conduzem à destruição física e moral, o que, nesta obra, se coaduna perfeitamente com as atitudes de Simão, como por exemplo no momento em que a sua revolta contra o poder patriarcal o leva a eliminar o seu rival.<br>     Em suma, Simão Botelho, encaixa com distinção no papel de herói romântico, superando a realidade e seguindo a imaginação e o sonho.<br><br>170 palavras</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-04-11 19:54:39 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Tarefa 10 - texto de opinião página 267</title>
         <author>nadiaalmeida</author>
         <link>https://padlet.com/nadiaalmeida/it8ks3q7otks/wish/250925727</link>
         <description><![CDATA[<div>Doença ou Indiferença<br>     A sociedade atual está fortemente marcada pela inércia, falta de afirmação e indiferença.<br>    Vivemos num mundo igoísta e egocentrista fixado nos seus próprios problemas e necessidades, pondo de parte qualquer tipo de ligação com os outros. É comum ouvirmos falar de um jogador de futebol ou até de um ator, que desempenha um ótimo papel na novela mais recente, no entanto, abordar os temas que realmente deveriam preocupar e receber a atenção da população é extremamente raro. A desnutrição, a guerra, o analfabetismo, a pobreza, são problemas globais, no entanto, não prestamos a mínima atenção nem despendemos o mínimo de tempo para os solucionar. <br>     A falta de indignação perante os problemas mundiais espanta-me. Deixa-me perplexa perceber que a espontaneidade das reações humanas já não é verdadeira, a encenação, que nem sequer é boa, transparece-me a indiferença cívica em relação às problemáticas do mundo atual, e isso, admito que me deixa particularmente desiludida, dando-me uma única hipótese, concordar com José Saramago, quando o mesmo afirma que "todos estamos moralmente doentes", moralmente desmotivados e desinteressados.<br>     Em suma, o desânimo e esmorecimento presentes no nosso comportamento impedem-nos de ver mais além e intervir de forma activa na sociedade levando-nos a um ciclo vicioso rumo à doença da indiferença.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-04-11 20:45:53 UTC</pubDate>
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         <title>Tarefa 11 - compreensão página 255</title>
         <author>nadiaalmeida</author>
         <link>https://padlet.com/nadiaalmeida/it8ks3q7otks/wish/251465175</link>
         <description><![CDATA[<div>1- 1.1 Na adaptação do verso, "Onde a terra se acaba e o mar começa", feita por Saramago, a estrutura do mesmo é completamente invertida, "Aqui o mar acaba e a terra principia", invertendo também o seu sentido, ou seja, enquanto que nos Lusíadas este verso indica o começar de um ciclo, dos descobrimentos, em Saramago inverte-se indicando o fim desse mesmo ciclo.<br><br>2- A cidade estava cinzenta e sombria, os passageiros, "hesitando", chegaram a duvidar "de ter sido autorizado o desembarque", "é a cidade silenciosa que os assusta", no fim "são poucos os que vão descer" para a cidade triste e atrasada.<br><br>3- Um dos viajantes que se arrisca a descer até Lisboa era, "um homem grisalho, seco de carnes,...,e moreno, e de cara rapada", fisicamente igual ao seu bagajeiro, mas socialmente bastante distanciado. Um homem comum, que quando descritos os seus detalhes nos apercebemos de estar bem na vida, ter instrução, conhecimentos e dinheiro.<br><br>4- A personagem destacada não nota grande diferença nas ruas, apenas que as árvores estão mais altas, e a estação do ano seria outra, mas na verdade foram 16 anos fora, seria normal elas terem crescido, tudo estava mais velho, no entanto estava tudo igual, como se toda a cidade estivesse estagnada sem qualquer tipo de evolução.<br><br>5- A expressão apresentada revela uma das inúmeras características da personagem uma vez que revela ser uma pessoa isolada e alheio à realidade, traços estes bastante evidentes no heterónimo de Fernando pessoa. A expressão "descobrir o resto" remetemos para a existência de mais enredo ao longo da obra sobre a sociedade<br><br>6- 6.1 O discurso presente nas linhas 36 a 51 é apresentado se forma incorreta, uma vez que, não é feito parágrafo de cada vez que se muda o interlocutor, nem travessão no inicio de cada fala<br><br>7- a) metáfora<br>    b) onomatopeia </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-04-13 08:52:05 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Tarefa 12 - compreensão página 260</title>
         <author>nadiaalmeida</author>
         <link>https://padlet.com/nadiaalmeida/it8ks3q7otks/wish/252186199</link>
         <description><![CDATA[<div>1- "O caso de haver tantas mulheres vestidas de berrante encarnado, saia, blusa e xale, e rapazes com fatos da mesma cor", é a expressão que melhor demonstra a singularidade do préstito.<br><br>2- A descrição do cortejo é contrastante demonstrando a personalidade da sociedade da época. No funeral havia “muita gente descalça e coberta de trapos”,  mulheres "arreando luxo e pulseiras de ouro”, homens “de patilhas negras e cara rapada”. Este préstito reuniu "amigos e inimigos" uns vestidos de "preto" e os outros vestidos de "vermelho", todos eles enbrenhados em sentimentos "falsos ou verdadeiros". Deste modo, é notório que o autor usa a antagonia para descrever a presença de diferentes classes sociais, mas todos com um interesse comum.<br><br>3- Ironia<br><br>4- A presença desta "Lisboa profunda" permite ao escritor criticar a mentalidade do povo português, da época retratada, através de uma descrição pejorativa da cidade de Lisboa.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-04-16 15:04:54 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Tarefa 13 - compreensão página 267</title>
         <author>nadiaalmeida</author>
         <link>https://padlet.com/nadiaalmeida/it8ks3q7otks/wish/252220393</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>1- 1.1</strong> O texto "A" critica os jornais por aquilo que dizem não ser imparcial, "porque alguém lhes guiou a mão", e além do mais, agirem como uma espécie de propaganda política "chamando-nos de afortunadíssimos por termos no poder um sábio ".<br>  <strong>   1.2 </strong>Nos jornais, passam uma imagem agradável, indestrutível e sólida de Portugal, no entanto, todos sabemos que a situação séria exatamente o oposto. Relatam que Portugal será capaz de afirmar a sua "extraordinária força" aquando da derrocada dos "grandes Estados", uma vez que, temos "no poder um sábio".<br><br><strong>2-</strong> <strong>2.1</strong> O Dr. Sampaio era burguês e como tal, sendo controlado pela PVDE, seria um fiel emissário do regime. O Dr. descreve Salazar como "um homem de alto pensamento e firme autoridade", "grande estadista", que provocou uma grande evolução em todo o país, havendo até um "aumento da riqueza nacional" e uma enorme "disciplina, doutrina coerente e patriótica".<br>     <strong>2.2</strong> O livro "Conspiração" séria útil, de fácil compreensão e poderia até "abrir os olhos a muita gente" relativamente à doutrina de Salazar, uma vez que, o próprio livro seria um veículo de propaganda que divulgava os ediais do poder político enquadrando-se assim na chamada, literatura panfletária.<br><br><strong>3-</strong> Ricardo Reis comaidera-se um mero "espectador do mundo" uma vez que, embora seja informado, vive à face de toda essa realidade por considerar que esta é um atentado à sua tranquilidade. Esta atitude espelha perfeitamente a sua formação clássica, baseada no epicurismo e no estoicismo, provocando-lhe um estilo de vida calmo e sem grandes emoções uma vez que o destino será a morte e por isso não vale a pena.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-04-16 16:07:15 UTC</pubDate>
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