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      <title>Povos Indígenas em Alagoas. by Alex Oliveira</title>
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      <description>Criado com intuito de mostrar de uma forma mais dinâmica a localização dos povos indígenas na região alagoana. </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-04-14 20:58:18 UTC</pubDate>
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         <title>Pariconha, AL, Brasil</title>
         <author>alesilvaal02</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Jiripancó</strong></div><div><br>Vivem próximos à cidade de Pariconha, em Alagoas. Descendentes dos <a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Pankararu">Pankararu</a> do Brejo dos Padres, migraram para Alagoas no que o pesquisador Maurício Arrutti chama de <em>viagens de fuga</em>: migrações de grupos familiares em função das perseguições, dos faccionalismos, das secas ou da escassez de terras de trabalho. (Arrutti, 2005)<br><br></div><div>Mesmo migrados para longe do núcleo Pankararu, os Jiripancó mantiveram contato com os parentes e frequentemente visitavam o Brejo dos Padres, inclusive para as festas indígenas. Foi através das relações que mantinham com os parentes Pankararu que o Cacique jiripancó Genésio Miranda da Silva conseguiu o reconhecimento de seu povo. Ainda jovem Genésio fora iniciado nos rituais fechados dos Pankararu e até os 19 anos frequentou o terreiro e o <em>Poró</em> (casa de ritual) no Brejo dos Padres. Na década de 80 a comunidade Jiripancó, buscando seu reconhecimento e direitos enquanto indígenas, decidiu enviar representantes à Brasília (Ferreira, 2008).&nbsp;<br><br></div><div>Depois de várias reuniões foram eleitos Seu Genésio como Cacique e Seu Elias Bernaldo como Pajé. Os dois eleitos foram primeiro para Recife até a sede da Funai, fizeram o percurso por Maceió e seguiram para Brasília. Na companhia de seu Genésio e de Elias Bernaldo, estava também, uma grande liderança dos Xucuru-Kariri de Palmeira dos Índios, que lutou também, pelo reconhecimento étnico do seu povo (Ferreira, 2008).<br><br></div><div>“Seu Genésio e mais algumas pessoas do Ouricuri sempre mantiveram contato com o povo Pankararu que fica do outro lado do riacho Moxotó, já em Pernambuco, mas a proposta seria para um reconhecimento como um povo descendente dos Pankararu por ter uma organicidade própria e assim seria para ter uma identidade também própria, com um nome próprio, mesmo que derivado do tronco Pankararu, nome este que veio a ser <em>Jiripancó</em>, que já havia pertencido aos seus antepassados, ligados a história dos Pankararu." (Ferreira, 2008)<br><br></div>]]></description>
         <pubDate>2021-04-15 13:11:35 UTC</pubDate>
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         <title>Feira Grande, AL, Brasil</title>
         <author>alesilvaal02</author>
         <link>https://padlet.com/alesilvaal02/ipx2j4nxu8ek3eg3/wish/1420912605</link>
         <description><![CDATA[<h1><strong>Tingui Botó</strong></h1><div><br>Os Tingui-Botó habitam a comunidade Olho D´Água do Meio, no município alagoano de Feira Grande. Até o início da década de 80, eram conhecidos como "caboclos", quando foi-lhes reconhecida a identidade indígena pela Funai. Desde esse período preservam dois hectares de mata para realizar o ritual secreto do Ouricuri, principal emblema de sua identidade, que continuam resguardando das populações vizinhas.<br><br><br><strong>História e etnogênese</strong><br><br></div><div>Os Tingui-Botó foram reconhecidos como grupo indígena em 1980 por Clovis Antunes, professor da Universidade Federal de Alagoas, que enviou documentação à Funai. Trata-se de um dos casos de resgate da identidade étnica de uma população anteriormente dispersa, em processo de etnogênese.&nbsp; À substituição de uma identidade "acanhada" de caboclo pelo orgulho étnico de ser índio, seguem-se desdobramentos políticos tais como a reinvindicação de posse de terras por direito imemorial e a luta pelo seu reconhecimento pelo órgão tutelar.<br><br></div><div>Até 1983 possuíam apenas a pequena área de cerca de dois hectares coberta de mata para preservar o segredo do Ouricuri das populações não indígenas circunvizinhas. Moravam num arruado em Olho d'Água do Meio e trabalhavam nas fazendas da região como meeiros (com direito à metade da colheita do que plantavam) ou alugados (contratados para executar determinada tarefa agrícola em troca de pagamento).<br><br></div><div>Em 1983, a FUNAI instalou um posto indígena na área. No ano seguinte, o órgão adquiriu duas pequenas propriedades: a Fazenda Boacica, com 30 hectares, e a Fazenda Olho d'Água do Meio, de 31,5 hectares. Em 1988 comprou a Fazenda Ypioca, com 59,6 hectares. Assim, hoje a comunidade dispõe de uma área de 121,1 hectares.<br><br></div><div>Produzem artesanato de palha, além de cocares, colares e bordunas.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-15 13:23:48 UTC</pubDate>
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         <title>Água Branca, AL, Brasil</title>
         <author>alesilvaal02</author>
         <link>https://padlet.com/alesilvaal02/ipx2j4nxu8ek3eg3/wish/1420961955</link>
         <description><![CDATA[<h1><strong>Kalankó</strong></h1><div><br>Os Kalankó são descendentes de um dos povos indígenas que viveram, durante o século XIX, no aldeamento Brejo dos Padres, em Pernambuco. O impacto que a colonização teve sobre as populações nativas no Nordeste brasileiro foi brutal e uma das principais conseqüências desse processo, além da escravização e do extermínio de vários povos, foi o aldeamento dos indígenas. Na região do rio São Francisco não foi diferente e os Kalankó, assim como outros grupos, foram distanciados de seus antepassados, de suas tradições e suas terras. Foi a partir de 1980 que esta população passou a lutar de forma expressiva pelo <a href="http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kalanko/2049">reconhecimento oficial</a> de sua indianidade. Suas <a href="http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kalanko/2052">festas e rituais</a>, muitos dos quais eram reprimidos na época dos aldeamentos, passaram a ocupar novos espaços, dando visibilidade à trajetória dos Kalankó.<br><br><br><strong>População e localização<br></strong><br></div><div>Os Kalankó somam cerca de 54 famílias, o que perfaz um total de mais ou menos 390 pessoas.<br><br></div><div>Vivem no município de Água Branca, no alto sertão de Alagoas, mais especificamente em Lageiro do Couro e em outras localidades, todas distantes cerca de quinze quilômetros da cidade. São elas: Gregório, Januária, Gangorra, Batatal e Quixabeira.<br><br></div><div>Além disso, há algumas famílias que vivem no município de Santa Cruz do Deserto, na mesma região, e outras que moram na comunidade de Barriga, no estado da Bahia.<br><br><br><strong>Reconhecimento étnico</strong><br><br></div><div>A historiografia brasileira, apesar de inúmeros dados sobre o assunto, ignorou por muito tempo a presença indígena no sertão nordestino. A população da região era classificada como “sertaneja” e dessa forma seus direitos como indígena foram negados.<br><br></div><div>Esse processo de invisibilidade social começou a mudar por volta da década de 1930, quando houve uma associação entre os <a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Fulni-%C3%B4">Fulni-ô</a>, a Igreja Católica, o <a href="http://pib.socioambiental.org/pt/c/politicas-indigenistas/orgao-indigenista-oficial/o-servico-de-protecao-aos-indios-(spi)">Serviço de Proteção aos Índios (SPI)</a> e alguns antropólogos. Foi somente a partir da luta pelos <a href="http://pib.socioambiental.org/pt/c/direitos/constituicoes/direito-a-terra">direitos territoriais indígenas</a> que muitas comunidades voltaram a se afirmar como indígenas.<br><br></div><div>Este processo de re-afirmação foi fortalecido pelas ações do Serviço de Proteção aos Índios (SPI) que reconheceu o <em>Toré</em> como elemento marcante da indianidade nordestina.<br><br></div><div>As comunidades indígenas “ressurgidas” começaram a se classificar como “ramas” de um mesmo “tronco”. Elaboraram um sistema genealógico que envolve de um lado, os “troncos velhos”, representados pelas famílias que viviam nos aldeamentos, e do outro, as “pontas de rama”, as comunidades atuais.<br><br></div><div>Por volta de cem anos atrás, cinco “pontas de ramas” de um único “tronco velho” migraram para o alto sertão alagoano. Entre elas estavam: os Kalankó, <a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Karuazu">Karuazu</a>, Koyupanká, Katókin e Jiripankó. O “tronco velho” era o aldeamento de Brejo dos Padres em Pernambuco.<br><br></div><div>Foi a partir de 1980 que essas cinco comunidades do alto sertão alagoano foram reconhecidas oficialmente como indígenas.<br><br></div><div>Algumas pessoas da região, também ligadas às famílias originárias de aldeamentos missionários, se identificam e são identificadas, no entanto, como não-indígenas. É interessante notar que as cerimônias indígenas não fazem parte da vida destas pessoas, diferente do que acontece com os Kalankó, Karuazu, Koyupanká, Katókin e Jiripankó, já que entre eles as festas e os rituais são fundamentais.<br><br></div><div>A identidade kalankó funda-se em uma origem indígena comum – são todos descendentes dos índios aldeados de Brejo dos Padres - e em importantes práticas rituais, como o <em>Toré</em>.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-15 13:33:06 UTC</pubDate>
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         <title>Porto Real do Colégio, AL, Brasil</title>
         <author>alesilvaal02</author>
         <link>https://padlet.com/alesilvaal02/ipx2j4nxu8ek3eg3/wish/1421002788</link>
         <description><![CDATA[<h1><strong>Kariri-Xokó</strong></h1><div><br>Seu cotidiano é muito semelhante ao das populações rurais de baixa renda que vendem sua força de trabalho nas diferentes atividades agropecuárias da região. Mas ser índio em Porto Real do Colégio significa ser filho da aldeia e conhecer o segredo do Ouricuri, desde a primeira infância.<br><br><strong>Localização</strong><br><br></div><div>Os Kariri-Xocó estão localizados na região do baixo São Francisco, no município alagoano de Porto Real do Colégio, cuja sede fica em frente à cidade sergipana de Propriá. As duas cidades estão ligadas pela ponte que serve de eixo entre a região sul e o nordeste brasileiro, como parte da BR-101. A aldeia e o posto indígena estão cerca de um quilômetro da praça central da cidade.<br><br></div><div>Representam, na realidade, o que resta da fusão de vários grupos tribais depois de séculos de aldeamento e catequese. Seu cotidiano é muito semelhante ao das populações rurais de baixa renda que vendem sua força de trabalho nas diferentes atividades agro-pecuárias da região. Contudo, pode-se dizer que é um grupo que tem sua indianidade preservada pela manutenção do ritual do Ouricuri.<br><br></div><div>Em novembro de 1978 esta identidade foi revitalizada pela retomada da Fazenda Modelo ou Sementeira, então administrada pela Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (CODEVASF) e por eles considerada parte de seu território ancestral. Esta conquista estimulou uma política de reformulação positiva de sua identidade, quer como "índio" (genérico), quer como Kariri-Xocó.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-15 13:40:35 UTC</pubDate>
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         <title>Pariconha, AL, Brasil</title>
         <author>alesilvaal02</author>
         <link>https://padlet.com/alesilvaal02/ipx2j4nxu8ek3eg3/wish/1421021878</link>
         <description><![CDATA[<h1><strong>Karuazu</strong></h1><div><br>O longo processo de migração experimentado por famílias <a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Pankararu">pankararu</a> desde a extinção oficial do aldeamento de Brejo dos Padres, no penúltimo quartel do século XIX, promoveu a formação recente de coletivos de identidade indígena genealógica e culturalmente ligados aos índios Pankararu (PE). Dentre esses grupos estão os Karuazu, constituídos a partir de uma das frentes de migração do aldeamento matriz pernambucano que foi responsável também pela constituição dos grupos Geripankó e <a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Kalank%C3%B3">Kalankó</a>, dispersos entre os municípios alagoanos de Água Branca e Pariconha, alto sertão do estado e a cerca de dois dias de caminhada de Brejo dos Padres. Conservando fortes vínculos com os Pankararu e com o território de origem, os Karuazu vêm há gerações atualizando suas referências sociocosmológicas através de viagens regulares ao aldeamento matriz, motivadas por propósitos rituais ou pelo simples desejo de rever os parentes, vínculos que proporcionaram sua recente etnogênese.<br><br></div><div>Ao lado de tais referências, os casamentos interétnicos entre as famílias provenientes de Brejo dos Padres e negros locais comporiam um meio fundamental de inserção econômica e social das famílias caboclas na nova terra, possibilitando-lhes, além disso, novas referências necessárias à construção de uma territorialidade paralela àquela representada pelo aldeamento de Brejo dos Padres. Desta forma, sobrepondo, articulando, costurando e sintetizando referências e memórias, os Karuazu demonstram como movimentos históricos de diásporas indígenas podem originar ricos e criativos processos sociais onde o local e o translocal, o endógeno e o exógeno encontram-se a fim de produzir novas identidades.<br><br><br><strong>Localização e história de ocupação territorial<br></strong><br></div><div>Os Karuazu estão concentrados nos povoados de Tanque e Campinhos, município de Pariconha, extremo oeste do estado de Alagoas. Essas três localidades surgiram quase simultâneamente no século XIX como núcleos de povoamento gerados com a abertura de fazendas de gado em meio à caatinga, uma iniciativa das famílias “Casemiro”, “Panta” e “Alves”, dentre outras, que se instalaram na região pouco antes da chegada das primeiras famílias vindas do aldeamento pernambucano de Brejo dos Padres.<br><br></div><div>A história da família Panta, de origem negra, é fundamental para os Karuazu, pois condensa uma série de eventos que fazem parte da história de constituição desse povo. Assim, é dos Pantas que provém os principais elementos da territorialidade karuazu, produzindo os valores que reverteram a translocalidade das famílias que vieram de Brejo dos Padres e que, mesmo se instalando no Tanque e Campinhos, mantiveram o aldeamento pankararu como território ritual de referência. A linhagem dos Pantas contribuiu significativamente para a construção de um sentido local da história karuazu, denotando a assimilação social de um segmento negro dentre os Karuazu de hoje e a ampliação para o grupo de uma história familiar específica e própria deste segmento, passando a atuar, ao menos parcialmente, como patrimônio coletivo. O nome Panta decorre de Pantaleão de Araújo Andrade, um negro que, no século XIX, chegou onde hoje está o povoado de Campinhos e herdou de seu pai, Joaquim José de Andrade, vulgo “Velho Andrade”, parte das terras que este havia adquirido nos arredores da cidade de Água Branca. Dentre as propriedades de Pantaleão estava a fazenda Cazumba, um sítio com 43 hectares localizado próximo ao povoado de Campinhos, terra depois passada a seus filhos por herança e onde boa parte de seus descendentes se criou, constituindo-se em terra com sentimento afetivo forte agregado ao seu valor de propriedade. Com base nas entrevistas realizadas durante o trabalho de campo, Pantaleão Andrade foi o primeiro dos filhos do “Velho Andrade” a fixar residência nos arredores das terras que comporiam o povoado de Campinhos, morando também parte de sua vida na cidade de Pariconha.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-15 13:44:03 UTC</pubDate>
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         <title>Inhapi, AL, Brasil</title>
         <author>alesilvaal02</author>
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         <description><![CDATA[<h1><strong>Koiupanká</strong></h1><div><br>O povo Koiupanká habita o município de Inhapi, sertão de Alagoas, “formado por cerca de 186 famílias e organizadas nas comunidades Baixa Fresca, Baixa do Galo e Aldeia Roçado, enquanto que outras famílias se encontram pelas serras e periferias das cidades.” (Vieira, 2010)<br><br></div><div>Segundo Vieira (2010), “a relação de parentesco, matriz cultural e religiosa” dos Koiupanká “estão diretamente ligadas ao povo <a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Pankararu">Pankararu</a>.”<br><br></div><div>“O povo Koiupanká têm o ritual da cura, onde a “mesa 11 ” é dirigida por dona Iracema, matriarca e uma das principais lideranças da comunidade, durante todo o ano. Além disso, existem mais dois rituais: a dança do toré e a dos praiás. O toré pode ser dançado em alguns momentos por todos, inclusive não-indígena convidado; dança&nbsp; tipicamente religiosa, que tem muitas finalidades, entre elas: agradecimento, festa, louvor, penitência, selar amizades.<br><br></div><div>Um dos rituais mais importantes é da Queimada do Murici. É quando celebram a criação do povo, com rituais do milho, mandioca e murici, realizado logo após o primeiro final de semana depois do Sábado de Aleluia. O milho lembra a criação do homem; a mandioca, a da mulher; e o murici, a criação do povo e é o alimento do dono do Terreiro.<br><br></div><div>Nos dias dos rituais, toda a dieta é preparada do alimento que está sendo celebrado. O ritual começa com a colheita feita pelos homens e depois, o alimento é preparado pelas mulheres, na casa onde reside o cacique. A alimentação é então abençoada pelos praiás e servida a todos, sendo primeiramente, aos Homens (Encantados). O ritual é iniciado, oficialmente, às 19 horas do sábado e prolonga-se, intercalado por vários atos religiosos, até o nascer do sol, no domingo; às 08hs é reiniciado, parando para o almoço, e retornando às 14hs até o final da tarde.” (Vieira, 2010).<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-15 13:45:58 UTC</pubDate>
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         <title>Palmeira dos Índios, AL, Brasil</title>
         <author>alesilvaal02</author>
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         <description><![CDATA[<h1><strong>Xukuru-Kariri</strong></h1><div><br>O povo atualmente chamado Xukuru-Kariri tem esse nome devido ao convívio de duas etnias, <a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Xukuru">Xukuru</a> e <a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Kariri">Kariri</a>, ambas presentes até hoje no nordeste brasileiro.<br><br></div><div>"Os aldeamentos indígenas, sobretudo os do Nordeste, agrupavam em um único espaço múltiplas nações e tribos e no de Palmeira dos Índios eram majoritários os 'Xucurus' e grupos 'Cariris'. A origem Cariri era atribuída a vários grupos sobreviventes que se misturaram aos Wakóna e Carapotó nessa região alagoana. Os remanescentes Wakóna ou Aconã da serra da Cafurna, em Palmeira dos Índios, atribuíam-se já em 1938 o nome Shucuru-Kariri." (Dória, 2008)<br><br></div><div>A maioria dos Xukuru-Kariri vive na <a href="http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/4001">Terra Indígena Xukuru Kariri</a> e na zona urbana do município de Palmeiras dos Índios, Alagoas, onde a TI está localizada. Em 2010, os Xukuru-Kariri somavam cerca de 2900 pessoas (Funasa, 2010).<br><br></div><div>"A referência mais antiga aos índios Xucuru de Palmeira dos Índios encontra-se em documento, de posse do Arquivo Paroquial da Diocese de Palmeira dos Índios, intitulado "História da Palmeira", escrito pelo vigário José de Maia Mello, pároco local entre 1847 e 1899, provavelmente em 1879. Segundo ele, os índios Xucuru teriam migrado da aldeia de Simbres (Cimbres, atual município de Pesqueira), Pernambuco, em 1740, em função da grande seca ocorrida em todo o Nordeste. Os Cariris teriam vindo posteriormente da aldeia do Colégio de São Francisco (atualmente município de Porto Real do Colégio), da etnia conhecida como Waconã (do rio São Francisco)." (Dória, 2008)<br><br></div><div>"O antigo território indígena em Palmeira dos Índios apresentava feição bem definida, composta por uma parte de terras planas e outra acidentada que englobava as serras que hoje caracterizam o município. É sobre essa paisagem natural que os Xucuru-Kariri atuam até hoje para prover a sua subsistência, baseada no trabalho rural. Atualizando esta feição para a distribuição ocupacional verificada hoje, as partes mais planas do município estão nas mãos de não índios, divididas em fazendas consolidadas de dimensões maiores." (Dória, 2008)<br><br></div><div>Em 1759, ano da expulsão dos Jesuítas, “a Secretaria de Governo da Capitania de Pernambuco publicou um regulamento com 117 parágrafos, com base nos Alvarás de 1755 e 1758. O Alvará abolia os rituais das juremas, a nudez, o uso da língua geral ou da língua própria das suas nações, e até mesmo as choupanas deveriam ser substituídas por casas de tipo colonial/ portuguesa. Exigia-se severo controle dos índios que desertavam ou que buscavam o refúgio nas matas.” (Dória, 2008)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-15 13:48:14 UTC</pubDate>
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         <title>Joaquim Gomes, AL, Brasil</title>
         <author>alesilvaal02</author>
         <link>https://padlet.com/alesilvaal02/ipx2j4nxu8ek3eg3/wish/1454538029</link>
         <description><![CDATA[<div>WASSU COCAL<br><br>A reserva indígena da etnia Wassu Cocal, está localizada no Município de Joaquim Gomes-AL, a 84 km de distância da Capital de Alagoas, Maceió, tendo parte também nos municípios circunvizinhos: Colônia Leopoldina, Matriz de Camaragibe e Novo Lino. E é cortada pela BR 101, do quilômetro 20,6 ao 27,3 Km (Segundo o Relatório de Gerenciamento Executivo da Duplicação da BR).&nbsp; Segundo o IBGE de 2010, a Terra Indígena possui uma população de 2.234 pessoas, organizadas em seis núcleos. A Aldeia é cortada pela BR101, utilizada também como arma nas lutas e reivindicações desta comunidade. Na área também tem exploração de minério (pedreira), há plantação de roça. Coleta e venda de algumas frutas e raízes como manga, caju, banana, milho, batata-doce, inhame, macaxeira, mandioca e jaca. Os indígenas também produzem e vendem artesanato. Praticam a religião própria,&nbsp; o Ouricuri, nas imediações da Serra Pedra do Ouricuri, considerada sagrada para eles. No território Wassu existem quatro escolas e um Posto de Saúde Indídina.<br><br>SIGNIFICADO DO NOME<br>Wassu é uma variação da palavra ûasu (tupi antigo) que significa grande, o nome é uma referência à grandeza do Rio Camaragibe, que corta os territórios da aldeia, e Cocal seria por causa da abundância de palmeiras que cercavam a região.&nbsp;<br>O Rio Camaragibe, é um rio caldaloso, com vários pontos para banhos e pontos de cachoeiras, sendo opção de lazer não só para os Wassu, mas para a população circuvizinha.<br>FAUNA E FLORA<br>Antes da demarcação das Terras Wassu, com a usurpação dos posseiros/grileiros, as mesmas tinham sido transformadas em pastos para gado ou em monocultura da cana de açúcar, os rios estavam sendo poluídos e os animais desapareciam. Agora na década de 2020, já é claramente visível a renovação da natureza, os rios se recuperando, as matas se recompondo, muitos animais voltando a ter espaço para moradia e reprodução, isto é um ganho inestimável para a natureza local e para a manutenção da cultura Wassu, na sua relação com a natureza.<br><br><br>&nbsp;<br>OLIVEIRA, Aldjane de. Povo Wassu Cocal: terra religiões e conflitos; Orientador Ugo Maia Andrade. – São Cristóvão, 2017. Dissertação (Mestrado em Antropologia), Universidade Federal de Sergipe, 2017.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-24 12:09:59 UTC</pubDate>
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