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      <title>O Adamastor by </title>
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      <description>Resume as tuas leituras...</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-03-13 10:51:15 UTC</pubDate>
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         <title>Estância 37</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
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         <description><![CDATA[<p>
«Porém já cinco Sóis eram passados
Que dali nos partíramos, cortando
Os mares nunca d’outrem navegados,
Prosperamente os ventos assoprando,
Quando ũa noute, estando descuidados
Na cortadora proa vigiando,
Ũa nuvem que os ares escurece,
Sobre nossas cabeças aparece.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 12:59:49 UTC</pubDate>
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         <title>Estância 38</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
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         <description><![CDATA[«Tão temerosa vinha e carregada,
Que pôs nos corações um grande medo;
Bramindo, o negro mar de longe brada,
Como se desse em vão nalgum rochedo.
– «Ó Potestade (disse) sublimada:
Que ameaço divino ou que segredo
Este clima e este mar nos apresenta,
Que mor cousa parece que tormenta?»
]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 13:00:59 UTC</pubDate>
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         <title>Estância 39</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
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         <description><![CDATA[«Não acabava, quando ũa figura
Se nos mostra no ar, robusta e válida,
De disforme e grandíssima estatura;
O rosto carregado, a barba esquálida,
Os olhos encovados, e a postura
Medonha e má e a cor terrena e pálida;
Cheios de terra e crespos os cabelos,
A boca negra, os dentes amarelos.]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 13:01:46 UTC</pubDate>
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         <title>Estância 40</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
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         <description><![CDATA[«Tão grande era de membros, que bem posso
Certificar-te que este era o segundo
De Rodes estranhíssimo Colosso,
Que um dos sete milagres foi do mundo.
Cum tom de voz nos fala, horrendo e grosso,
Que pareceu sair do mar profundo.
Arrepiam-se as carnes e o cabelo,
A mi e a todos, só de ouvi-lo e vê-lo!
]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 13:03:17 UTC</pubDate>
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         <title>Estância 41</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
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         <description><![CDATA[«E disse: – «Ó gente ousada, mais que quantas
No mundo cometeram grandes cousas,
Tu, que por guerras cruas, tais e tantas,
E por trabalhos vãos nunca repousas,
Pois os vedados términos quebrantas
E navegar meus longos mares ousas,
Que eu tanto tempo há já que guardo e tenho,
Nunca arados d' estranho ou próprio lenho;]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 15:55:04 UTC</pubDate>
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         <title>Estância 42</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
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         <description><![CDATA[«Pois vens ver os segredos escondidos
Da natureza e do húmido elemento,
A nenhum grande humano concedidos
De nobre ou de imortal merecimento,
Ouve os danos de mi que apercebidos
Estão a teu sobejo atrevimento,
Por todo o largo mar e pola terra
Que inda hás-de sojugar com dura guerra.]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 15:55:26 UTC</pubDate>
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         <title>Estância 43</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
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         <description><![CDATA[«Sabe que quantas naus esta viagem
Que tu fazes, fizerem, de atrevidas,
Inimiga terão esta paragem,
Com ventos e tormentas desmedidas;
E da primeira armada que passagem
Fizer por estas ondas insofridas,
Eu farei de improviso tal castigo
Que seja mor o dano que o perigo!]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 15:58:52 UTC</pubDate>
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         <title>Estância 44</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
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         <description><![CDATA[«Aqui espero tomar, se não me engano,
De quem me descobriu suma vingança;
E não se acabará só nisto o dano
De vossa pertinace confiança:
Antes, em vossas naus vereis, cada ano,
Se é verdade o que meu juízo alcança,
Naufrágios, perdições de toda sorte,
Que o menor mal de todos seja a morte!]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 15:59:27 UTC</pubDate>
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         <title>Estância 45</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
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         <description><![CDATA[«E do primeiro Ilustre, que a ventura
Com fama alta fizer tocar os Céus,
Serei eterna e nova sepultura,
Por juízos incógnitos de Deus.
Aqui porá da Turca armada dura
Os soberbos e prósperos troféus;
Comigo de seus danos o ameaça
A destruída Quíloa com Mombaça.]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 16:03:51 UTC</pubDate>
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         <title>Estância 46</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
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         <description><![CDATA[«Outro também virá, de honrada fama,
Liberal, cavaleiro, enamorado,
E consigo trará a fermosa dama
Que Amor por grão mercê lhe terá dado.
Triste ventura e negro fado os chama
Neste terreno meu, que, duro e irado,
Os deixará dum cru naufrágio vivos,
Pera verem trabalhos excessivos.]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 16:04:11 UTC</pubDate>
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         <title>Estância 47</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
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         <description><![CDATA[«Verão morrer com fome os filhos caros,
Em tanto amor gerados e nacidos;
Verão os Cafres, ásperos e avaros,
Tirar à linda dama seus vestidos;
Os cristalinos membros e perclaros
À calma, ao frio, ao ar, verão despidos,
Despois de ter pisada, longamente,
Cos delicados pés a areia ardente.]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 16:06:46 UTC</pubDate>
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         <title>Estância 48</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
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         <description><![CDATA[«E verão mais os olhos que escaparem
De tanto mal, de tanta desventura,
Os dous amantes míseros ficarem
Na férvida, implacábil espessura.
Ali, despois que as pedras abrandarem
Com lágrimas de dor, de mágoa pura,
Abraçados, as almas soltarão
Da fermosa e misérrima prisão.»]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 16:16:19 UTC</pubDate>
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         <title>Estância 49</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
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         <description><![CDATA[«Mais ia por diante o monstro horrendo,
Dizendo nossos Fados, quando, alçado,
Lhe disse eu: – «Quem és tu? Que esse estupendo
Corpo, certo me tem maravilhado!»
A boca e os olhos negros retorcendo
E dando um espantoso e grande brado,
Me respondeu, com voz pesada e amara,
Como quem da pergunta lhe pesara:]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 16:16:38 UTC</pubDate>
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         <title>Estância 50 </title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
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         <description><![CDATA[– «Eu sou aquele oculto e grande Cabo
A quem chamais vós outros Tormentório,
Que nunca a Ptolomeu, Pompónio, Estrabo,
Plínio e quantos passaram fui notório.
Aqui toda a Africana costa acabo
Neste meu nunca visto Promontório,
Que pera o Pólo Antártico se estende,
A quem vossa ousadia tanto ofende.]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 16:17:03 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Estância 50</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
         <link>https://padlet.com/rosandradeoliveira/ip5c8d9k81pfp5w9/wish/3367356939</link>
         <description><![CDATA[«Fui dos filhos aspérrimos da Terra,
Qual Encélado, Egeu e o Centimano;
Chamei-me Adamastor, e fui na guerra
Contra o que vibra os raios de Vulcano;
Não que pusesse serra sobre serra,
Mas, conquistando as ondas do Oceano,
Fui capitão do mar, por onde andava
A armada de Neptuno, que eu buscava.]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 16:18:00 UTC</pubDate>
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         <title>Estância 52</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
         <link>https://padlet.com/rosandradeoliveira/ip5c8d9k81pfp5w9/wish/3367357156</link>
         <description><![CDATA[«Amores da alta esposa de Peleu
Me fizeram tomar tamanha empresa;
Todas as Deusas desprezei do Céu,
Só por amar das águas a Princesa.
Um dia a vi, co as filhas de Nereu,
Sair nua na praia e logo presa
A vontade senti de tal maneira
Que inda não sinto cousa que mais queira.
]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 16:18:21 UTC</pubDate>
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         <title>Estancia 51</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
         <link>https://padlet.com/rosandradeoliveira/ip5c8d9k81pfp5w9/wish/3367357373</link>
         <description><![CDATA[«Fui dos filhos aspérrimos da Terra,
Qual Encélado, Egeu e o Centimano;
Chamei-me Adamastor, e fui na guerra
Contra o que vibra os raios de Vulcano;
Não que pusesse serra sobre serra,
Mas, conquistando as ondas do Oceano,
Fui capitão do mar, por onde andava
A armada de Neptuno, que eu buscava.]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 16:18:59 UTC</pubDate>
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         <title>Estância 53</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
         <link>https://padlet.com/rosandradeoliveira/ip5c8d9k81pfp5w9/wish/3367357501</link>
         <description><![CDATA[«Como fosse impossíbil alcançá-la,
Pola grandeza feia de meu gesto,
Determinei por armas de tomá-la
E a Dóris este caso manifesto.
De medo a Deusa então por mi lhe fala;
Mas ela, cum fermoso riso honesto,
Respondeu: – «Qual será o amor bastante
De Ninfa, que sustente o dum Gigante?]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 16:19:21 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Estância 54</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
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         <description><![CDATA[«Contudo, por livrarmos o Oceano
De tanta guerra, eu buscarei maneira
Com que, com minha honra, escuse o dano.»
Tal resposta me torna a mensageira.
Eu, que cair não pude neste engano
(Que é grande dos amantes a cegueira),
Encheram-me, com grandes abondanças,
O peito de desejos e esperanças.]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 16:19:41 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Estância 55</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
         <link>https://padlet.com/rosandradeoliveira/ip5c8d9k81pfp5w9/wish/3367357954</link>
         <description><![CDATA[«Já néscio, já da guerra desistindo,
Ũa noite, de Dóris prometida,
Me aparece de longe o gesto lindo
Da branca Tétis, única, despida.
Como doudo corri de longe, abrindo
Os braços pera aquela que era vida
Deste corpo, e começo os olhos belos
A lhe beijar, as faces e os cabelos.]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 16:19:59 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Estância 56</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
         <link>https://padlet.com/rosandradeoliveira/ip5c8d9k81pfp5w9/wish/3367358083</link>
         <description><![CDATA[«Oh que não sei de nojo como o conte!
Que, crendo ter nos braços quem amava,
Abraçado me achei cum duro monte
De áspero mato e de espessura brava.
Estando cum penedo fronte a fronte,
Qu’eu polo rosto angélico apertava,
Não fiquei homem, não; mas mudo e quedo
E, junto dum penedo, outro penedo!]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 16:20:16 UTC</pubDate>
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         <title>Estância 57</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
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         <description><![CDATA[«Ó Ninfa, a mais fermosa do Oceano,
Já que minha presença não te agrada,
Que te custava ter-me neste engano,
Ou fosse monte, nuvem, sonho ou nada?
Daqui me parto, irado e quási insano
Da mágoa e da desonra ali passada,
A buscar outro mundo, onde não visse
Quem de meu pranto e de meu mal se risse.]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 16:20:33 UTC</pubDate>
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         <title>Estância 58</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
         <link>https://padlet.com/rosandradeoliveira/ip5c8d9k81pfp5w9/wish/3367358343</link>
         <description><![CDATA[«Eram já neste tempo meus Irmãos
Vencidos e em miséria extrema postos,
E, por mais segurar-se os Deuses vãos,
Alguns a vários montes sotopostos.
E, como contra o Céu não valem mãos,
Eu, que chorando andava meus desgostos,
Comecei a sentir do Fado imigo,
Por meus atrevimentos, o castigo:]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 16:20:50 UTC</pubDate>
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         <title>Estância 59</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
         <link>https://padlet.com/rosandradeoliveira/ip5c8d9k81pfp5w9/wish/3367358520</link>
         <description><![CDATA[«Converte-se-me a carne em terra dura;
Em penedos os ossos se fizeram;
Estes membros que vês, e esta figura,
Por estas longas águas se estenderam.
Enfim, minha grandíssima estatura
Neste remoto Cabo converteram
Os Deuses; e, por mais dobradas mágoas,
Me anda Tétis cercando destas águas.»]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 16:21:07 UTC</pubDate>
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         <title>Estância 60</title>
         <author>rosandradeoliveira</author>
         <link>https://padlet.com/rosandradeoliveira/ip5c8d9k81pfp5w9/wish/3367358773</link>
         <description><![CDATA[«Assi contava; e, cum medonho choro,
Súbito d’ante os olhos se apartou;
Desfez-se a nuvem negra, e cum sonoro
Bramido muito longe o mar soou.
Eu, levantando as mãos ao santo coro
Dos Anjos, que tão longe nos guiou,
A Deus pedi que removesse os duros
Casos, que Adamastor contou futuros.]]></description>
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         <pubDate>2025-03-15 16:21:29 UTC</pubDate>
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