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      <title>6MPED -Políticas Públicas para a Educação by </title>
      <link>https://padlet.com/padpedagogia/imuwdmqc1nn1bg3b</link>
      <description>Elaboração em grupo de padlet sobre as políticas públicas educacionais implantadas pelos diferentes ministros de educação brasileiros.- Nome completo do ministro, uma foto e sua minibiografia; - Período de sua atuação e governo de qual presidente fez parte; - Principais ações e políticas educacionais implementadas.
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-02-11 00:40:25 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Eduardo Portella - Ministro da Educação no governo de João Figueiredo 1979-1980</title>
         <author>cyntiaf2016</author>
         <link>https://padlet.com/padpedagogia/imuwdmqc1nn1bg3b/wish/2125460204</link>
         <description><![CDATA[<div>Grupo: Christiane Reste, Cyntia Fukuda e Marina Nazar<br><br>acesso ao ppt: https://docs.google.com/presentation/d/1GeHG2vAH7rZt7KmF3J6RLJDtKWOVnUZM/edit#slide=id.p7 <br><strong><br></strong><strong><mark>Eduardo Portella<br>15/03/1979 a 26/11/1980</mark></strong><strong><br><br></strong><strong><mark>Minibiografia:</mark></strong><strong><br></strong><br><strong>Eduardo Mattos Portella </strong>nasceu em <strong>Salvador (BA)</strong> em 8 de outubro de 1932. <strong>Bacharel em Ciências Jurídas e Sociais</strong> pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco, em 1955, tendo estudado concomitantemente Filologia, Romanística, Crítica Literária, Estilística Filosofia e Literatura Italiana em <strong>instituições europeias</strong>. &nbsp;</div><div>Desde 1953 exerceu a <strong>docência universitária</strong>, conquistando titulações, por concursos públicos de provas e títulos, até receber o título de <strong>Professor Emérito</strong>.<br>Paralelamente ao exercício acadêmico, ocupou inúmeros e diferentes cargos públicos, desde 1956, quando foi nomeado <strong>Técnico de Educação do Ministério da Educação e Cultura</strong>. Entre 1979 e 1980 exerceu a maior função desse mesmo ministério, <strong>Ministro de Estado da Educação, Cultura e Desportos.<br></strong>Em 1988 foi nomeado <strong>Diretor-geral Adjunto da UNESCO</strong>, cargo que ocupou por cinco anos consecutivos. Desligou-se destas funções em 2009, para se dedicar à edição de suas obras.<br>Foi também o sexto ocupante da cadeira nº 27, da <strong>Academia Brasileira de Letras</strong>, eleito em 19 de março de 1981.<br>Faleceu no dia 3 de maio de 2017, no Rio de Janeiro, aos 84 anos.</div><div><br><strong><mark>Atuação no governo de João Figueiredo:</mark></strong><br><br></div><ul><li>Foi Ministro de Estado da <strong>Educação, Cultura e Desportos </strong>no governo João Figueiredo, lutando pela anistia. Queria ser lembrado como o “ministro da anistia”, processo que foi sacramentado em lei, nos termos negociados pelo regime em 1979. Anistiou Darcy Ribeiro e todos os brasileiros na mesma situação.&nbsp;</li><li>Período difícil de transição democrática, sofreu&nbsp; muita oposição do setor de segurança do governo. Dentro do governo, era visto como "comunista" e de atuação "subversiva". "Eu convivi com o veto. Administrar Educação e cultura na época era se preparar para conviver com o veto".&nbsp;</li><li>Classificava a situação do MEC em sua época&nbsp; como “inadministrável”, pois naquela época o ministério abrangia o que hoje são quatro pastas diferentes: Educação, Cultura, Esporte e Ciência e Tecnologia. Mas acreditava que Educação e Cultura deviam andar sempre juntas</li><li>Considerava que tinha pouca verba e apoio do setor econômico para iniciativas na área da educação</li><li>Defensor da Educação, se dedicava a ouvir os anseios da comunidade universitária e tinha proximidade com a classe intelectual</li><li>Defendia a Educação de qualidade desde a Pré-escola até o Ensino Superior. "A Pós-Graduação começa na etapa Pré-Escolar". Via a Educação como motor do desenvolvimento</li><li>Não acreditava na forma de avaliar do&nbsp; vestibular - defendia&nbsp; avaliações qualitativas.</li><li>Foi demitido por apoiar professores em greve no Rio de Janeiro. "Eu disse que não aceitei a pressão para fechar a universidade, que não vim para fechar, mas para abrir. Que meu compromisso era com a democracia e que não vim para punir, mas para anistiar"</li></ul><div><br><br><strong><mark>Outros Ministros no Governo de João Figueiredo: <br></mark></strong><br><strong><mark>Rubem Ludwig</mark></strong><mark> - militar</mark><br><strong>27/11/1980 a 24/08/1982</strong></div><ul><li>Conseguiu suspender o movimento grevista nas universidades aprovando um plano de reclassificação da carreira que propiciava melhorias salariais para o magistério superior.&nbsp;</li><li>Menor tensão entre o ministro e o SNI (Serviço Nacional de Informações) e melhor relacionamento com o Presidente.</li><li>Ludwig declarou no início de sua gestão que daria prioridade ao ensino de primeiro e segundo graus, manifestando preocupação com a cifra de sete milhões de crianças sem escola em todo o país</li><li>Afirmou que o programa cultural do MEC teria como fundamento a busca “das raízes brasileiras”</li><li>&nbsp;Conseguiu aumentar a verba destinada ao MEC apesar dos embates com o Secretario de Planejamento</li><li>Sua gestão foi considerada positiva tanto pela comunidade de ensino quanto pela imprensa. Entre outros pontos, foi elogiada a ênfase ao ensino básico.&nbsp;</li><li>Apesar das pressões para que permanecesse no ministério, em 24 de agosto de 1982 Ludwig deixou a pasta para assumir a chefia do Gabinete Militar da Presidência da República</li></ul><div><br></div><div><br><strong><mark>Esther de Figueiredo Ferraz- professora e advogada</mark></strong><strong><br> 24/08/1982 a 15/03/1985</strong></div><div><br></div><ul><li><ul><li>Seu nome surgiu a partir de uma indicação de Ludwig</li></ul></li><li>Foi a primeira mulher a se tornar ministra na história do país, conseguindo atrair a simpatia de vários grupos feministas que atuavam no país . Única mulher a ocupar o cargo até hoje. Durante sua gestão no MEC, comprometeu-se a manter as diretrizes de seu antecessor.</li><li>Em seu discurso de posse, prometeu o diálogo com professores e estudantes e afirmou que a educação era a base para o desenvolvimento&nbsp;</li><li>No âmbito da política para a educação, definiu como metas a reforma das universidades federais, a ampliação do ensino superior, mudanças do programa de crédito educativo e a elaboração do orçamento para 1983. &nbsp;</li><li>Aprovou a regulamentação da Emenda Constitucional Calmon, que estabeleceu percentuais mínimos a serem investidos no ensino por municípios, estados e União</li></ul><div><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-01 13:46:10 UTC</pubDate>
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         <title>Governo FHC (1995 - 2002)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/padpedagogia/imuwdmqc1nn1bg3b/wish/2125534340</link>
         <description><![CDATA[<div>Apresentação: <a href="https://docs.google.com/presentation/d/1T8W4ynWies-pi0LbQYrPncbd9XGRpJN1/edit?usp=sharing&amp;ouid=117244080907262103996&amp;rtpof=true&amp;sd=true">https://docs.google.com/presentation/d/1T8W4ynWies-pi0LbQYrPncbd9XGRpJN1/edit?usp=sharing&amp;ouid=117244080907262103996&amp;rtpof=true&amp;sd=true</a><br>Grupo: Ana Cláudia e Giovana <br><br><strong>Oito anos sem trocas no MEC</strong><br><strong>1995:</strong> implementação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) <br><strong>1996:</strong><br>- Emenda constitucional que cria o Fundef - LDB<br><strong>1998: </strong>pela primeira vez o país registrou um percentual de investimento do PIB em Educação Superior pública de 4%<br><strong>2001:<br>-</strong> Congresso aprova o PNE, mas com vetos do presidente a metas relacionadas ao aumento de investimentos na Educação <br>- Lançamento do Bolsa Escola<br>- Brasil fica em último lugar no Pisa, exame da OCDE aplicado em 32 países<br><strong>2002:</strong> dobra o número de matrículas no Ensino Superior em relação a 1994&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-01 14:28:00 UTC</pubDate>
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         <title>Ministros da educação do governo Fernando Collor de Mello ( 1990- 1992 ). Carla Guerreiro e Laís Paschoal</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/padpedagogia/imuwdmqc1nn1bg3b/wish/2134964062</link>
         <description><![CDATA[<div><mark>Biografia:<br><br>Nome: </mark>Carlos Alberto Gomes Chiarelli<br><br><mark>Nascimento</mark>: 3 de maio de 1940 ( 81 anos), 🤬 - Rio Grande do Sul<br><br>- Formou-se em direito, com especialização em direito do trabalho pelas universidades de Madri, Roma e Colônia. <br><br>- Foi eleito deputado federal pela ARENA em 1978. <br><br>- Em seu último ano de mandato foi eleito senador agora pelo PFL do Rio Grande do Sul, se tornou líder do partido no senado, mas precisou deixar o cargo quando foi convidado a ser ministro da educação por Fernando Collor de Mello.<br><br>- Foi Ministro da Educação de 15 de março de 1990 a 22 de agosto de 1991.<br><br>- Foi remanejado para o Ministério do Mercosul, onde ficou até 24 de janeiro de 1992.<br><br><mark>Atuação no governo:<br><br></mark>- Um governo que iniciou com ar de esperança, o povo brasileiro queria algo novo, e o Collor sendo jovem e um liberal tinha essa imagem.<br><br>- Chiarelli foi convidado justamente por ser político e ter sido professor, para conseguir uma melhor articulação com a oposição.&nbsp;<br><br>- Nem se sentou na cadeira ministerial e teve de se deparar com o plano econômico de Collor. Houve um tabelamento das mensalidades escolares.<br><br>-Os recursos federais para a educação demoravam três meses e meio para chegar nos estados e municípios, Chiarelli acreditava que para poder debater educação com os estados era preciso parar de ser devedor.</div><div>Com isso os repasses passaram a ser pagos no máximo em 5 dias úteis.<br><br>- O ministério era responsável pela educação básica, porém havia uma maior pressão para repasses a educação superior.<br><br>- Foi realizado um trabalho de auditoria das verbas nos estados, onde eram sorteados 15 municípios, nos quais a equipe do ministério ia verificar os gastos em educação.&nbsp;<br><br>- Abriu para editoras de portes diferentes a possibilidade da produção do livro didático, foi realizada uma eleição com professores do Brasil todo para eleger os melhores.<br><br>- Iniciou um trabalho que tornou a merenda escolar produzida com alimentos locais.<br><br>- Criou juntamente de sindicatos uma campanha de alfabetização nos canteiros de obra.<br><br>- Foi contra os CIECS ( Centro Integral de Educação para as Crianças ), pois do que adiantaria construir 5.000 paredes sem os estados conseguirem sustenta-los depois. Defendia o melhoramento das escolas já existentes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-07 16:48:28 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Segundo ministro da educação do governo de Fernando Collor (1991 -1992).</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/padpedagogia/imuwdmqc1nn1bg3b/wish/2135477952</link>
         <description><![CDATA[<div><mark>Biografia:<br><br>Nome: </mark>José Goldenberg<br><br><mark>Nascimento:</mark> 27 de maio de 1928 ( 93 anos), Santo Ângelo - Rio Grande do Sul.<br>- Entre os anos de <strong>1958 e 1966</strong> lecionou em diversas universidades no exterior.<br>-&nbsp; Em <strong>1967</strong> assumiu a cátedra de física da escola politécnica da USP.<br>- Em <strong>1968</strong> torna-se professor titular de física. <br>- Foi presidente da companhia de energia de São Paulo (CESP) de <strong>1983 a 1985.</strong><br>- Em janeiro de <strong>1986</strong> assume a reitoria da USP.<br>- Em <strong>1990, </strong>o governador do estado nomeia ele secretário de educação, cargo que permaneceu por aproximadamente 2 meses.<br>-Em abril de <strong>1990</strong> Fernando Collor o convida a ser secretário de ciência e tecnologia (atualmente ministério da ciência e tecnologia). Ficou por 18 meses.<br>- Em 21 de agosto de <strong>1991</strong> assume o ministério da educação. <br><br><mark>Atuação no governo: <br></mark>- As verbas do MEC eram destinadas para Ensino Superior. A educação básica era responsabilidade dos municípios.<br><br><strong>Ensino fundamental:</strong><br>- Ciacs (Centros Integrados de Apoio à Criança) - escolas de tempo integral - um dos eixos principais para Collor. Inspirado nos Cieps (Centros Integrados de Educação Pública) que Brizola (governador do RJ) implantou em Rio de Janeiro.<br>-Ciacs: custariam 1 milhão de reais para construir e mais 1 milhão por ano para manutenção. Pois eram prédio precários que os alunos ficariam utilizando em período integral. Goldenberg construiu poucos Ciacs porque preferia usar o dinheiro destinado para investir nas escolas já existentes<br>- José Mario Pires Azanha (O professor da USP) ajudou Goldenberg a&nbsp; montar cursos de treinamento para os futuros administradores desses centros. Precisava de professor o dia inteiro com atividades esportivas<br><br><strong>Ensino Médio:</strong><br>- Tentou ampliar os institutos federais (escolas técnicas) que na época tinham aproximadamente 6, de acordo com Goldenberg.<br><br><strong>EJA</strong>: Desilusão dos programas de alfabetização de adultos<br><br><strong>Ensino superior:</strong> tentou melhorar a gestão nas universidades.<br>-Autonomia financeira das universidades. Convenceu o governador a atribuir uma fração do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para a USP.<br><br><strong>Sua saída:</strong> O (FNDE) Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Voltado para o ensino fundamental<br>-Criou critérios técnicos para a distribuição de recursos do FNDE<br>-Liberava verba para bibliotecas e computadores (tecnologia nova da época)</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-08 00:06:19 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Governo Lula (2003-2006 / 2007-2010)                                                                                                                                   Cristovam Buarque: 2003-2004                                         </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/padpedagogia/imuwdmqc1nn1bg3b/wish/2164267451</link>
         <description><![CDATA[<div>- No dia 3 de janeiro de 2003, foi nomeado ministro da Educação pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva e tinha como meta erradicar o analfabetismo no Brasil;<br><br>- Defendia a separação entre os ministérios do Ensino Superior e da Educação de base;<br><br>- Fez o projeto de lei do piso salarial do professor, que só foi sancionado em 2008&nbsp; quando Haddad era o ministro da Educação e ele senador. <br><br>- Criou o Bolsa Escola com o nome “Renda Mínima Vinculada à Educação” quando era reitor da UnB [Universidade de Brasília]. <br><strong><br></strong><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-29 13:10:58 UTC</pubDate>
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         <title>Tarso Genro: 2004-2005</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-04-29 13:46:21 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Fernando Haddad: 2005-2010</title>
         <author></author>
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         <pubDate>2022-04-29 13:57:13 UTC</pubDate>
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         <title>Podcast - PNAE (Christiane, Cyntia e Marina)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>https://anchor.fm/christiane-reste/episodes/PNAE-e1j573h</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-01 14:02:58 UTC</pubDate>
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         <title>PNLD - Ana Claudia e Giovanna</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-06-03 00:19:36 UTC</pubDate>
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         <title>PDDE - Ana Paula, Carla, Laís e Rosa</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>PDDE - Plano Dinheiro na Escola<br>Grupo: Ana Paula, Carla, Laís e Rosa - 6MPED</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-03 03:10:01 UTC</pubDate>
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         <title>Programa Caminho da Escola - Jennifer e Thais</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-06-03 13:15:55 UTC</pubDate>
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         <title>Governo José Sarney 1985-1990</title>
         <author>ana_paulinha2304</author>
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         <description><![CDATA[<div>Ana Paula Silva Santos<br>Gabriela Oppermmann<br>6MPED</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-03 13:28:00 UTC</pubDate>
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         <title>Ministros Dilma Roussef - Por Luiza Lacombe e Sophia Frenk</title>
         <author>sophiafrenk</author>
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         <description><![CDATA[<div>Ministros da Educação:<br>- Aloizio Mercadante (01/2012 a 02/2014 e 10/2015 a 05/2016)<br>- Henrique Paim (02/2014 a 01/2015)<br>- Cid Gomes (01/2015 a 03/2015)<br>- Renato Janine Ribeiro (04/2015 a 10/2015)</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-03 23:40:44 UTC</pubDate>
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         <title>Proinfancia - Por Gabriela Oppermann, Luiza Lacombe e Sophia Frenk</title>
         <author>sophiafrenk</author>
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         <pubDate>2022-06-03 23:42:41 UTC</pubDate>
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         <title>Governo Itamar Franco (1992-1995)</title>
         <author>rosamarialindolfo</author>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><div>Extremamente focado no combate à inflação e em trazer o país para a normalidade institucional, o governo Itamar Franco teve dificuldade para conquistar grandes avanços em outras áreas da administração pública, como saúde e educação. Para especialistas, o ex-presidente foi prejudicado pelo caos administrativo herdado de Fernando Collor. Mesmo assim, algumas medidas de "arrumação da casa" tomadas na gestão Itamar são citadas como fundamentais para o sucesso de programas implantados pelo sucessor, Fernando Henrique Cardoso.</div><div>Na saúde, embora Itamar tenha tomado medidas de destaque, como a extinção do Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (INAMPS), a principal lacuna foi não ter conseguido equacionar o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa era grande, porque a falta de recursos era dramática. O problema, embora em menores proporções, se arrasta ainda hoje.</div><div><br></div><div>- O Collor tirou recursos do SUS quase que totalmente e Itamar nem qualquer outro que o sucedeu conseguiu repor. Na época, a saúde ficou subfinanciada - explica a professora do Núcleo de Estudos de Saúde Coletiva da UFRJ, Lígia Bahia.</div><div><br></div><div>A extinção do INAMPS foi considerada uma das medidas corajosas de Itamar no setor. O órgão era um foco de corrupção, e o lobby pela manutenção era pesado no Congresso.</div><div><br></div><div>Na educação, Itamar mudou o rumo da gestão de Collor. Para se ter uma ideia da situação, o programa de distribuição de livro didático estava parcialmente suspenso quando ele tomou posse.</div><div><br></div><div>- As finanças não andavam bem. Acabou o dinheiro da educação e as escolas ficaram sem livro didático - lembra o professor Nélio Bizzo, ex-diretor da Faculdade de Educação da USP.</div><div><br></div><div>De acordo com Bizzo, Collor teve problemas com a falta de recursos porque priorizou a construção dos Centros Integrados de Atendimento à Criança (Ciacs), os escolões inspirados nos Ciepes de Leonel Brizola. Diante dos problemas, restou a Itamar colocar a casa em ordem, o que permitiu que avanços fossem alcançados com o ministro Paulo Renato Souza, na gestão Fernando Henrique. Não houve avanços, mas arrumação.</div><div><br></div><div><strong>Desafios</strong></div><div><br></div><div>O quadro que encontramos era desanimador. Cito apenas alguns aspectos fundamentais: a merenda escolar só havia chegado às escolas para 22 dias do ano letivo; o livro didático só havia chegado às escolas meses depois de iniciado o ano letivo; as universidades federais estavam em situação alarmante, não sabiam mais como pagar suas contas de energia, telefone, água, despesas de custeio e outras coisas mais; os estados não sabiam qual era a relação deles com o Ministério da Educação, embora já àquela época existisse o Conselho dos Secretários Estaduais de Educação [Consed], nem os municípios, embora já existisse a União Nacio-</div><div>nal dos Dirigentes Municipais de Educação [Undime].&nbsp;</div><div>O Brasil tinha participado da Conferência Mundial sobre Edu-cação para Todos, realizada na Tailândia, em Jomtien, em 1990, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Educação,&nbsp;</div><div>a Ciência e a Cultura [Unesco], pelo Banco Mundial, pelo Programa&nbsp;</div><div>das Nações Unidas para o Desenvolvimento [Pnud] e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância [Unicef]. No entanto, não existia no&nbsp;</div><div>MEC nada de concreto sobre quais medidas o país teria adotado em&nbsp;</div><div>função dos compromissos assumidos naquela conferência. Não se&nbsp;</div><div>percebia – eu pelo menos não identifiquei naquele momento – nada&nbsp;</div><div>que significasse uma atitude a ser adotada. Os recursos do salário-</div><div>-educação, que eram os recursos extraordinários com que o minis-</div><div>tério contava, administrados pelo Fundo Nacional de Desenvolvi-</div><div>mento da Educação [FNDE], escoavam no jogo financeiro que ocorria. Era dinheiro carimbado, salário-educação, contribuição das empresas, portanto não havia outra possibilidade de usar esses re-</div><div>cursos. Quando chegava o dinheiro do salário-educação ao MEC, ele&nbsp;</div><div>já não valia o que devia valer, porque a inflação era de 20% ao mês.&nbsp;</div><div>Havia um programa, o Programa de Crédito Educativo, hoje substi-</div><div>tuído pelo Fundo de Financiamento Estudantil [Fies], cujos recursos&nbsp;</div><div>eram administrados pela Caixa Econômica Federal [CEF].&nbsp;</div><div>O ministério não havia utilizado nada desses recursos nem a CEF havia dito ao MEC com quanto ele poderia contar para as bolsas de estudo nas&nbsp;</div><div>instituições privadas. Enfim, nada parecia funcionar. A máquina era&nbsp;</div><div>uma máquina que existia para funções burocráticas e assinatura de&nbsp;</div><div>papéis, nada em relação à formulação de políticas, nada em relação&nbsp;</div><div>a medidas de saneamento aqui ou acolá.</div><div><br><br><br></div><div><strong>1992</strong></div><div><br></div><div>. Instituído o Programa de Crédito Educativo (PCE) para estudantes carentes e com bom desempenho acadêmico em cursos universitários de graduação (Lei nº 8.436, de 25 de junho de 1992).</div><div><br></div><div><strong>1993</strong></div><div>. Criada a comissão especial para elaborar o Plano Decenal de Educação para Todos (Portaria nº489, de 18 de março de 1993), no contexto pós-Conferência Mundial de Educação para Todos, realizada em 1990 em Jomtien, Tailândia. As posições consensuais dessa reunião foram sintetizadas na Declaração Mundial de Educação para Todos. Enquanto signatário desse documento, o Brasil, bem como outros nove países em desenvolvimento e com expressiva população mundial, assume internacionalmente o compromisso de em uma década (1993-2003) assegurar a todos o direito da educação, esforçando-se para a universalização da educação básica.</div><div><br></div><div><strong>1995</strong></div><div>. Criada a TV Escola, mediante o Protocolo de Cooperação Técnica nº 1, celebrado entre o MEC, o Ministério das Comunicações e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. O objetivo era promover a melhoria do ensino, utilizando a educação aberta, continuada e a distância, por intermédio das emissoras de rádio e televisão da Fundação Roquette Pinto.</div><div><br></div><div>. Criado o Programa de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (PMDE), que a partir de 1998 por força da Medida Provisória nº 1784, de 14 de dezembro, passou a ser denominado Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Executado pelo FNDE, o PPDE tem o objetivo de prestar assistência financeira às escolas públicas do ensino fundamental das redes estaduais, municipais e do Distrito Federal e às escolas de educação especial qualificadas como entidades filantrópicas ou por elas mantidas.</div><div>&nbsp;&nbsp;</div><div>A primeira ação do presidente na área educacional foi a promoção da troca de comando do Ministério. Foi nomeado&nbsp;<strong>Murílo Hingel</strong>, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, homem de confiança do presidente, que fora secretário municipal de Educação nos governos de Itamar à frente da prefeitura desta cidade. <strong><em>Tratava-se, portanto, de algo incomum: a nomeação&nbsp;</em></strong></div><div><strong><em>de um quadro técnico em substituição a um quadro político no MEC, visto que&nbsp;</em></strong></div><div><strong><em>raramente os ministros possuem&nbsp;</em></strong></div><div><strong><em>ligações estreitas com a área.&nbsp;</em></strong></div><div><br><br></div><div><strong>Quem assumiria o Ministério da Educação?</strong></div><div><br><br></div><div><strong>Professor Murílo de Avellar Hingel</strong></div><div><br><br><br></div><div>Nascido no Rio de Janeiro, no dia 5 de abril de 1933.</div><div>Com licenciatura em Geografia e História pela Faculdade de Filosofia e Letras de Juiz de Fora. Cursos de Especialização em Planejamento Educacional para o Ensino de 1º e 2º graus.</div><div>Professor e Diretor de várias instituições de ensino superior e de 1º e 2º graus. Exerceu cargos Técnicos e Administrativos no município de Juiz de Fora e no Estado de Minas Gerais.</div><div><br><br></div><div>Na sequência, deu-se início a uma&nbsp;</div><div>reforma administrativa no MEC, por&nbsp;</div><div>força da Lei n. 8.490, de 19 de&nbsp;</div><div>novembro de 1992, que incorporou ao Ministério da Educação a Secretaria dos Desportos e a Secretaria de Projetos Educacionais Especiais da Presidência Da República (FRANCO, 1993).&nbsp;</div><div>Ademais, o INEP foi reestruturado,&nbsp;</div><div>intensificando suas atividades de&nbsp;</div><div>pesquisa, o FNDE também.</div><div>O Censo Educacional, importante&nbsp;</div><div>instrumento de diagnóstico, foi&nbsp;</div><div>retomado em todo o país a partir de&nbsp;</div><div>1993 (FRANCO, 1994).&nbsp;</div><div>Outra importante alteração na estrutura administrativa consistiu na&nbsp;</div><div>transformação do Conselho Federal de Educação em Conselho Nacional de Educação, fato que conferiria maior autonomia ao MEC, sobretudo no que diz respeito à gestão do Ensino Superior, e reverteria o histórico processo de lobbies envolvendo a representação das escolas particulares&nbsp;</div><div>“visando a influenciar as decisões no&nbsp;</div><div>sentido do favorecimento de seus&nbsp;</div><div>interesses” (SAVIANI, 2011, p. 53).&nbsp;</div><div>Tão logo se elaborou a reforma&nbsp;</div><div>administrativa, o ministro, de acordo&nbsp;</div><div>com Cunha (1997, p. 30), “se&nbsp;</div><div>manifestou desde logo favorável ao&nbsp;</div><div>apoio ao setor público de ensino, apesar de desenvolver um generoso programa de compra de vagas em escolas de 1º grau de uma rede nacional comunitária”, ocupando a maior parte do tempo de sua gestão com a elaboração do Plano Nacional de Educação para Todos, principal fruto da participação do país, em 1990, na Conferência de Educação para Todosrealizada na Tailândia, pela UNESCO e pela UNICEF com apoio do Banco Mundial, e da Declaração de Nova Délhi sobre Educação para Todos, assinada pelos nove países mais populosos do mundo – dentre os quais, o Brasil –, que reiterava, entre outras coisas, as dificuldades dos países em cumprir as metas traçadas.</div><div><br></div><div><strong>Quem estava pensando a Educação?</strong></div><div><em>De que lugar?</em></div><div><br></div><div>Portal UFJF: Como você descreve o ensino superior no Brasil?</div><div><br></div><div>Murílio Hingel: Nós temos ciência de que em matéria de educação, o Brasil é um país atrasado, inclusive entre os emergentes. A educação nunca foi uma prioridade. Por exemplo, por mais violenta que tenha sido a colonização espanhola na américa do Sul, a Espanha se interessou em criar universidades, como a Universidade Autônoma do México e&nbsp; a Universidade de Buenos Aires. Enquanto isso, o ensino superior no Brasil foi limitado às ações dos jesuítas e às primeiras escolas dignas só foram criadas com a chegada de Dom João VI, ainda príncipe, em 1808. Passou-se o Império, veio a República, mas há poucos avanços significativos.</div><div><br></div><div>Entre a década de 50 e os anos 1990, estima-se que mais de 48 milhões de brasileiros tenham aprendido a ler seguindo as frases simples da cartilha Caminho Suave, que usava a técnica denominada "alfabetização por imagem", e que ainda desperta memórias afetivas de muitos adultos como a lembrança de um método eficiente …</div><div><br><br></div><div>Estendeu a oferta para o público de 0 a 6 anos de idade e empenhou-se na discussão acerca da formulação uma política nacional para a modalidade, o que, infelizmente, não veio a se concretizar.&nbsp;</div><div>O Ensino Fundamental, por sua vez,&nbsp;</div><div>teve suas matrículas aumentadas em&nbsp;</div><div>todo o país e a carga horária estendida, passando a ser de quatro horas mínimas diárias tanto no meio urbano quanto no&nbsp;</div><div>rural. Afora isso, técnicos e professores foram, nas palavras do governo, “treinados” (FRANCO, 1993); construídas e reformadas escolas;&nbsp;</div><div>construídas e ampliadas salas de aula; distribuídos módulos didáticos e apoiadas instituições privadas.</div><div><br></div><div>Também foram preservadas iniciativas como o Programa Nacional de Saúde do Escolar, o Programa Nacional do Livro Didático, o Programa Nacional de Salas de Leitura e o Programa&nbsp;</div><div>Nacional de Alimentação Escolar, que&nbsp;</div><div>sofreram adequações, de modo a&nbsp;</div><div>contemplar os pressupostos da&nbsp;</div><div>descentralização e o estabelecimento de critérios para a transferência de recursos aos municípios e às escolas, tendo como condicionalidade para a obtenção de recursos o número de alunos matriculados e a implantação de conselhos de educação, por exemplo (CASTRO e DUARTE, 2008, p. 10).&nbsp;</div><div>Essa nova lógica de gestão foi o&nbsp;</div><div>embrião daquilo que se tornaria a base dos mecanismos de financiamento&nbsp;</div><div>criados pelo governo federal,&nbsp;</div><div>posteriormente – vide FUNDEF e&nbsp;</div><div>FUNDEB. Inicialmente, foram&nbsp;</div><div>contemplados pelo processo de&nbsp;</div><div>descentralização os programas de&nbsp;</div><div>alimentação do escolar, distribuição de livro didático e material escolar, e&nbsp;</div><div>idealizado o Programa Nacional de&nbsp;</div><div>Transporte do Escolar, cujo objetivo&nbsp;</div><div>seria o de garantir o acesso do alunado às instituições escolares (CASTRO e&nbsp;</div><div>MENEZES, 2002). Todas essas&nbsp;</div><div>iniciativas lograriam relativo sucesso,&nbsp;</div><div>mas, ressaltam os autores, que se&nbsp;</div><div>manteve a chamada “fragmentação&nbsp;</div><div>institucional” no interior do MEC.&nbsp;</div><div>No bojo dessas ações, o governo&nbsp;</div><div>procurou intervir em diferentes níveis&nbsp;</div><div>de ensino e modalidades educacionais.&nbsp;</div><div>Na Educação Infantil, além de assegurar investimentos para o setor.</div><div><br></div><div>&nbsp;Foi o que se viu nas Resoluções FNDE nº 02 e nº 08 de 1993, além do decreto que eliminou o “trânsito dos recursos do Salário-Educação no Tesouro Nacional, representando um ganho real&nbsp;</div><div>expressivo para os Estados e Municípios”&nbsp;</div><div>(FRANCO, 1994, p. 109).</div><div><br></div><div><strong>Um olhar mais atento à questão da&nbsp;</strong></div><div><strong>inclusão: a Educação Especial no&nbsp;</strong></div><div><strong>período.</strong></div><div><br></div><div>O governo Itamar Franco reestruturou a&nbsp;</div><div>Educação Especial no MEC ao reinserir na estrutura organizacional a Secretaria&nbsp;</div><div>de Educação Especial, cujas ações se caracterizariam pela “[…] centralização&nbsp;</div><div>do poder de decisão e execução, por&nbsp;</div><div>uma atuação marcadamente terapêutica e assistencial ao invés de educacional, dando ênfase ao atendimento segregado&nbsp;</div><div>realizado por instituições especializadas&nbsp;</div><div>particulares” (MAZZOTTA, 1990, p.&nbsp;</div><div>107 apud MENDES, 2010, p. 102).&nbsp;</div><div>Assim, pautado nos princípios da&nbsp;</div><div>integração, reabilitação e normalização, o MEC se voltou à manutenção das ações promovidas pelas gestões anteriores e à criação de dois novos marcos: a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de&nbsp;</div><div>Deficiência, de 1993, e a Política&nbsp;</div><div>Nacional de Educação Especial, de&nbsp;</div><div>1994. &nbsp;</div><div>&nbsp;Apesar do pouco tempo de mandato, Itamar procurou intervir, nem sempre&nbsp;</div><div>com êxito, em todos os níveis de ensino e modalidades educacionais, trazendo o setor ao cerne da agenda&nbsp;</div><div>governamental, reduzindo o dirigismo, por meio das medidas de&nbsp;</div><div>descentralização, e garantindo abertura à “maior participação da sociedade na definição dos rumos das políticas públicas” (CASTRO e MENEZES, 2002, p. 85) via a concepção de&nbsp;</div><div>inúmeros fóruns e seminários&nbsp;</div><div>“concebidos e realizados no intuito de ampliar os canais de discussão da&nbsp;</div><div>problemática e das sugestões de&nbsp;</div><div>encaminhamentos adequados para&nbsp;</div><div>contornar os graves problemas da área” (idem, p. 86).</div><div><br></div><div><strong>Conclusão</strong>&nbsp;</div><div><br></div><div>Itamar Franco deixou o poder com o&nbsp;</div><div>legado de ter conseguido não somente&nbsp;</div><div>superar uma grave crise político-</div><div>institucional – decorrente do processo de impeachment do presidente Collor – como realizar, em curto espaço de&nbsp;</div><div>tempo, um governo que, em meio a&nbsp;</div><div>inúmeras contradições, retomou&nbsp;</div><div>gradativamente a capacidade de&nbsp;</div><div>promover políticas sociais e instituiu&nbsp;</div><div>um programa de estabilização&nbsp;</div><div>econômica, cujos resultados tornaram possível ao país retomar a agenda de&nbsp;</div><div>crescimento e diminuição da&nbsp;</div><div>desigualdade nos vinte anos posteriores.&nbsp;</div><div>A educação voltou a ser prioridade na agenda governamental, recebendo&nbsp;</div><div>intervenções em todos os níveis de&nbsp;</div><div>ensino e modalidades. Os programas&nbsp;</div><div>foram remodelados, a participação&nbsp;</div><div>social foi ampliada e o governo&nbsp;</div><div>mostrou-se disposto a dialogar com os diferentes setores educacionais tanto no momento de formular quanto implementar suas ações. Os resultados só não foram mais profícuos devido a&nbsp;</div><div>pelo menos três fatores: diminuto tempo de mandato – pouco mais de dois anos – escassez de recursos financeiros; e&nbsp;</div><div>manutenção do ideário neoliberal,&nbsp;</div><div>derivada da pressão dos organismos&nbsp;</div><div>multilaterais.&nbsp;</div><div>Todavia, no tocante à inclusão da&nbsp;</div><div>pessoa com deficiência no sistema&nbsp;</div><div>educacional comum, o governo manteve a integração como princípio norteador em detrimento à inclusão. Não avançou.&nbsp;</div><div>Elaborou duas novas políticas que se&nbsp;</div><div>contrapuseram às legislações anteriores e tornaram a exigir que apenas os alunos “aptos” viessem a participar da&nbsp;</div><div>escola comum. Ignorou-se, portanto, o direito de todos à educação e à&nbsp;</div><div>igualdade na diferença, sem preconceito ou discriminação, como bem afirma Mantoan (2004), preservando históricas&nbsp;</div><div>injustiças.&nbsp;</div><div>Entre avanços e retrocessos, o&nbsp;</div><div>presidente – sem a possibilidade de&nbsp;</div><div>reeleição, e com alta aprovação popular – reuniu os componentes necessários&nbsp;</div><div>para lançar um candidato situacionista à&nbsp;</div><div>sucessão em condições de obter um&nbsp;</div><div>bom desempenho eleitoral. A escolha recaiu sobre o nome de Fernando&nbsp;</div><div>Henrique Cardoso, que, eleito, faria&nbsp;</div><div>avançar, ainda mais a agenda neoliberal no país, mas essa é uma outra história...</div><div><br></div><div>Referências:</div><div>Fonte: portal.mec.gov.br</div><div><br><br></div><div><br></div><div><br></div><div><strong><em>Um dedinho de prosa...</em></strong></div><div><br></div><div>Para complementar e propor um exercício de olharmos para os agentes relacionados diretamente à esfera educacional pública.</div><div>Nesse sentido, compartilho alguns diálogos provocados com pessoas que vivenciaram esse período histórico.</div><div>Segue a transcrição tal e qual.</div><div><br></div><div>[22/4 11:25] Rosa Gehlen: No período de 1992-1995, era Itamar Franco, o que você estava produzindo, fazendo no campo da educação?</div><div>[22/4 11:25] Rosa Gehlen: Estudava nessa época?</div><div>[22/4 11:27] Rosa Gehlen: <em>Qual era a tua percepção do governo à época? Tinha intencionalidades voltadas à Educação? O que percebeu de mudança, se é que houve?</em></div><div>[22/4 11:29] Rosa Gehlen: Algo pontual. Pode também colocar como sentia a escola, sua organização como um todo nesse período e como a vê hoje,<strong> </strong>enquanto professor.</div><div>[22/04 11:40] <strong><em>Marcelo Vicentin</em></strong><em>: Nesse periodo eu estava na faculdade.</em></div><div>[22/04 11:48] Marcelo Vicentin: Periodo de mudanças no campo politico: cassação de mandato do Collor onde o Itamar assume o poder. Mudança na área econômica Plano Real.&nbsp;</div><div>No governo perante a educação tinha-se a ideia da inclusão social e foi um período anterior a aplicação da nova Lei de diretrizes de base(LDB) 1996.</div><div><br></div><div>[22/4 11:53] Marcelo Vicentin: Não vejo com bons olhos o que vem acontecendo com a educação atualmente. Muito trabalho burocrático.&nbsp; Desmonte da carreira de professor. Desvalorização .</div><div>Falta de incentivo para a carreira e pra quem poderia se interessar por ela.</div><div><br><br></div><div><strong>Marcelo Vicentini</strong> - filho de professor, formado em História. Leciona na Rede Estadual de Educação e em escolas privadas.</div><div><br></div><div>[24/4 11:55] Rosa Gehlen: Quero saber se poderia me auxiliar com um trabalho da faculdade. É de Políticas Públicas Educacionais.</div><div>[24/4 11:56] Rosa Gehlen: Refere-se ao período do governo Itamar Franco (1992-1995).</div><div>[24/4 11:57] Rosa Gehlen: O que você estava fazendo/produzindo nessa época? Estudava? Qual era a tua percepção do contexto educacional nessa ocasião?</div><div>[24/4 11:57] Rosa Gehlen: Sentiu alguma mudança? Como estava sendo pensado?</div><div>[24/4 11:58] Rosa Gehlen: Você pode redigir ou gravar áudio.</div><div>[24/4 13:15] Alexandre Benelli: O que você estava fazendo/produzindo nessa época? Estudava? Qual era a tua percepção do contexto educacional nessa ocasião?</div><div>Eu havia terminado meu curso superior de Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo e estava trabalhando na área naquele momento.</div><div>A minha percepção do contexto educacional daquela época aponta para uma gradual e lenta melhora em relação ao acesso da população aos meios educacionais, em comparação com o final do regime militar, findo em 1985.</div><div>Porém, a qualidade não acompanhou este gradual crescimento do acesso.&nbsp;</div><div><br></div><div>[24/4 13:16] Alexandre Benelli: Em relação a esta pergunta, não sei se a respondi no texto da primeira questão.</div><div><br></div><div>[24/4 14:13] Rosa Gehlen: Respondeu, sim. Obrigada.</div><div>[24/4 14:14] Rosa Gehlen: Você estava realizado, contente com a tuas marcas escolares?</div><div><br></div><div>[24/4 14:49] Alexandre Benelli: Não muito, mas não por causa da instituição, mas sim por conta do meu próprio desempenho escolar.</div><div><br></div><div><strong>Alexandre Redia Benelli</strong> - Estudou em escola pública em todo os segmentos, exceto no Ensino Superior. Formado em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo e Bacharel em Direito. Atua como jornalista responsável numa empresa de acessoria editorial. Olhar aguçado para a política e especial interesse por economia e esportes.&nbsp;</div><div><br><br></div><div><strong>Podcast com Wilson -&nbsp;</strong></div><div>Estudou integralmente na educação pública, inclusive graduação.&nbsp;</div><div>Licenciatura em Letras pela USP e recém aposentado do Tribunal Federal de Justiça de São Paulo.</div><div>Portador de deficiência física.</div><div>https://anchor.fm/u00cdcaro-inoue/episodes/Educao-e1jonnp</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-10 05:15:28 UTC</pubDate>
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