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      <title>Diário de Leitura by MARCIA VITOR</title>
      <link>https://padlet.com/marciavitor2/iko0qj16lhnyr8i9</link>
      <description>Trabalho de A1 para a disciplina Biblioteconomia Infantojuvenil - 2025.1</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-07-07 22:06:00 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2026-06-08 17:58:42 UTC</lastBuildDate>
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         <title>1ªAula - 10/04/2025 - Meu primeiro contato com a leitura de um livro?</title>
         <author>marciavitor2</author>
         <link>https://padlet.com/marciavitor2/iko0qj16lhnyr8i9/wish/3512773509</link>
         <description><![CDATA[<p>       Em meu primeiro encontro com as professoras da disciplina Biblioteconomia Infantojuvenil, Ana Martins e Thalita Cruz, no início do semestre de 2025, nossa turma recebeu a proposta de voltar no tempo e rememorar nosso primeiro contato com a leitura.</p><p>       Diante do papel à minha frente, disponível para registrar esse momento, mergulhei em minhas memórias, na tentativa de recordar esse primeiro encontro com o livro, com a leitura e com a experiência das aventuras que eles poderiam ter me proporcionado desde a tenra idade.</p><p>       O livro e as histórias que continha só surgiram na minha vida, e agora novamente na minha memória, por volta da quarta série do primário, na Escola Municipal João Lyra Tavares. <em>As Aventuras de Xisto</em> e <em>O Escaravelho do Diabo</em>, ambos escritos por Lúcia Machado de Almeida e publicados pela Editora Ática na série Vagalume, foram apresentados a mim pela professora Marly Monteiro. Minha infância não permitia gastos supérfluos diante das necessidades mais urgentes. Por isso, foi a caixa escolar que custeou os dois primeiros livros de histórias de fantasia que tive nas mãos, obras que serviriam de base para o trabalho de leitura daquele ano de 1977.</p><p>       Foi interessante descobrir que mais pessoas, além da minha mãe, sabiam contar histórias fascinantes. Que existiam personagens que não viviam na mata amazônica, e que a curupira, a mula sem cabeça, o jacaré-rei, a cobra que engolia cabrito, porco e até gente,  e todas as assombrações que eu conhecia tão bem,  podiam ceder lugar a outros personagens e narrativas igualmente envolventes.</p><p>       Nascida lá pelas bandas do interior do Pará, no coração da floresta amazônica, minha mãe gostava de contar histórias. E era exatamente isso que fazia ao fim do dia, depois de ter passado horas de pé, passando roupas nas casas das madames. Ela sentava no sofá, eu deitava minha cabeça no seu colo, meus irmãos espalhados ao redor dela pela sala, e as histórias iam sendo contadas. Não como se fossem inventadas, mas como relatos de uma vida inteira, num ambiente que só era mágico para nós, que nunca tínhamos vivido as dificuldades que se passavam ali.</p><p>       Sua ancestralidade indígena lhe proporcionava narrativas muito peculiares. Minha mãe acompanhava minha avó em suas idas e vindas pela mata. Vovó era, posso dizer sem medo, a médica daquelas bandas: parteira, benzedeira, curandeira. Havia sempre alguém precisando dela, e mamãe estava sempre ao seu lado. Por aquelas bandas, ser filha de Dona Páscoa era ser a testemunha fiel de coisas inexplicáveis.</p><p>       Eu não conheci vovó Páscoa pessoalmente, mas, através das histórias de minha mãe, vovó foi uma figura presente por toda a minha infância. No colo sagrado que incentivou todas as minhas imaginações infantis, partilhei de sua jornada, de seus dons, de seus feitos e dos saberes ancestrais que guardo como um tesouro dentro da minha memória.</p><p>       Meu pai não contava histórias. Sua memória do passado não era algo que gostava de partilhar. Seu forte era a fotografia, uma outra forma de contar histórias e de divulgá-las pelo tempo.</p><p>       Minha avó, Dona Amélia, mãe de papai, nascida em ventre livre, cozinheira de mão cheia, sempre que podia, quando sobrava um tempo entre a lida exaustiva,  vinha nos visitar e contar as histórias de seus ancestrais brasileiros e africanos. Por muito tempo me esqueci deles. Só fui reencontrá-los na memória e na consciência aqui na universidade, nas aulas da professora Jane. E, mesmo tardiamente, me preencheram de sentido, de história, de memória e de orgulho. A oralidade não deixa registro, e isso me faz ter tanto a procurar nas cidades onde todos esses personagens passaram. Tenho seguido rastros desde então.</p><p>       Meu encontro com a leitura foi tardio, mas as narrativas, os personagens, a imaginação, as ilustrações mentais e as histórias me formaram desde o berço. Eu aprendi a contar histórias deitada no colo de uma floresta amazônica todinha minha.</p><p>       E hoje, ao revisitar essa trilha feita de palavras e silêncios, percebo que a leitura não apenas me ensinou a ver o mundo, mas a reconhecer as vozes que moravam dentro de mim, vozes ancestrais, vozes esquecidas, vozes que agora me atravessam com sentido e urgência.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-07 22:06:00 UTC</pubDate>
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         <title>1ª aula (continuação) - Meus primeiros mergulhos na leitura</title>
         <author>marciavitor2</author>
         <link>https://padlet.com/marciavitor2/iko0qj16lhnyr8i9/wish/3512773510</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>       </strong>Para completar o exercício anterior, resgatei não apenas as capas dos meus primeiros livros lidos, mas também suas sinopses, como quem tenta reconstituir um pedaço da infância guardado entre páginas amareladas. A memória, teimosa e afetuosa, nunca esqueceu dos personagens que abriram as portas de uma nova forma de enxergar o mundo: Xisto, Bruzo, Alberto e o escaravelho... as tramas já não são claras, mas algo delas permaneceu, feito eco suave de uma descoberta inesquecível.<strong> </strong></p><p><br></p><p>"<strong><em>Aventura de Xisto</em></strong> narra as peripécias de um jovem chamado Xisto, que, inspirado por um livro secreto sobre bruxos, decide se tornar um cavaleiro andante para combater o mal e restaurar a justiça. Acompanhado de seu fiel escudeiro Bruzo, Xisto viaja pelo mundo enfrentando desafios, desvendando segredos e lutando contra bruxos, tudo isso em busca de um ideal de heroísmo e bravura.&nbsp;"</p><p><br></p><p>"<strong><em>O escaravelho do diabo</em></strong> é um romance policial brasileiro. A história gira em torno de Alberto, um estudante de medicina que investiga o assassinato de seu irmão, Hugo, após ele receber um pacote contendo um escaravelho. O mistério se intensifica quando Alberto percebe que o assassino parece ter como alvo pessoas ruivas, enviando-lhes um escaravelho como aviso antes de matá-las.&nbsp;"</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-07 22:06:00 UTC</pubDate>
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         <title>2ª Aula - 17/04/25 - Bethânia e a Fera</title>
         <author>marciavitor2</author>
         <link>https://padlet.com/marciavitor2/iko0qj16lhnyr8i9/wish/3512773512</link>
         <description><![CDATA[<p>       Inauguro com "Bethânia e a Fera" a primeira leitura desta disciplina.  Um título bem sugestivo, não é? Espere até eu te contar um pouco mais dessa história que pertence ao gênero infantojuvenil, com uma pegada de fantasia cômica e aventura sombria. É minha primeira experiência com um diário de leitura, então espero que desconsiderem se eu parecer uma contadora de histórias também.</p><p><em>      </em><strong> Informações básicas do livro</strong><em>: </em>é originalmente uma obra inglesa, escrita em 2020 por Jack Meggitt-Phillips, que vive em Londres e  é descrito como um autor best-seller internacional, além de roteirista e dramaturgo. O título original é <em>The Beast and the Bethany</em>, e foi traduzido para o português por Bruna Beber. A edição brasileira foi publicada em 2021 pela Editora Seguinte. É um livro ilustrado por Isabelle Follath que faz um diálogo entre seus desenhos e o texto,  contribuindo visualmente para sua  atmosfera e ambientação. Possui 250 páginas.</p><p>       <strong>A escolha do livro</strong> foi feita a pela oportunidade. O exercício proposto pelas professoras era que pegássemos um livro do gêneno na BIJU, a biblioteca infantojuvenil da UNIRIO. Eu estava pagando uma infração e não podia retirar nenhum livrino sequer. Por isso, tive que recorrer a outras estantes. Minha neta me sugeriu Bethânia e a Fera que estava em sua cabeceira com marcas de uso bem peculiares. Tantas orelhas preenchiam aquele livro que não sei como ela sabia qual era a última página que lera em cada intervalo. Eu podia ver o ritmo de sua  leitura apenas observando aquelas orelhas.  Ela já havia concluído a leitura e me deu a chancela que faltava: "Leia este, vó. Você vai se surpreender com o final da história.. Eu adorei o livro."       </p><p>       <strong>A narrativa<em> segue</em></strong> Ebenézer Pinça, um homem de 511 anos, que depende de uma fera que mantém no sótão de sua casa de "15 andares de altura e 12 elefantes de largura" para manter sua juventude. Em troca de presentes valiosos, ele alimenta a fera com os itens bizarros que ela exige, até o dia em que a criatura pede algo em comum: uma criança. E é nessa busca por satisfação e exigência da fera, em troca do elixir que o mantém jovem, que Ebenézer encontra Betânia, uma orfã magricela, cheia de energia e atitude.</p><p>       Betânia fora escolhida a dedo entre outros órfãos do orfanato dirigido por uma senhora esquentada. Segundo a diretora, adotar Betânia era arrumar sarna para se coçar. E foram todas essas informações que fizeram Ebenézer ter certeza de que, enfim,  encontrara a criança perfeita para alimentar a fera. Mas o plano não saiu como esperado, já que Betânia é mais esperta e carismática do que se imaginava.      </p><p>       Juntos, eles embarcam em uma jornada que desafia as intenções egoístas de Ebenézer e o desejo insaciável da fera.</p><p>       <strong>Experiência de leitura:</strong> o livro foi uma surpresa cheia de emoções, e os personagens têm personalidades únicas que cativam. Ebenézer evolui de forma surpreendente ao longo da história e saiu do lugar de homem mais egoísta a pisar na terra para um amigo na jornada de ser cada dia melhor.</p><p>       Betânia é o tipo de protagonista que inspira coragem e criatividade. Ao desenrolar da história, conseguimos ver a verdadeira Betânia. A fera, com seu lado assustador, também trouxe reflexões sobre desejos e consequências.</p><p>Gostei de como os temas foram apresentados de maneira leve e acessível, mesmo ao abordar questões complexas como o egoísmo e a transformação pessoal. As ilustrações completam perfeitamente o texto, tornando a leitura mais emocionante.</p><p><strong>       Ensinamentos que observei lendo a história:</strong></p><ol><li><p><em>Que nunca é tarde para mudar</em>. Ebenézer mostra e prova no decorrer da história que até mesmo as pessoas mais egoístas podem aprender a se importar com os outros.</p></li><li><p>É<em> preciso cultivar virtudes e força interior. </em>Betânia mostra que coragem e inteligência podem superar situações desafiadoras.</p></li><li><p><em>Ter cuidado com desejos descontrolados</em><strong><em>.</em></strong> A fera é uma metáfora para os perigos da sede por impulsos e vontades insaciáveis.</p></li></ol><p>       Minha neta foi certeira na escolha do livro. Confesso que por vontade própria não teria pego o livro pra ler. Mas após fechar a última página, pensei que gostaria de continuar lendo mais peripécias dessa garotinha Bethânia.  Fui procurar e descobri que o autor  já lançou em Londres,  dois outros livros que são a continuação da história dessa mocinha: "The Beast and the Bethany: Revenge of the Beast" e "Battle of the Beast" ainda não foram lançados no Brasil. </p><p>       Enfim, a história é uma combinação de aventura, lições e valores. Despertou minha imaginação e trouxe reflexões bem bacanas. Fico feliz que minha neta tenha lido e me indicado.  <strong>Amei!</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-07 22:06:00 UTC</pubDate>
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         <title>3ª Aula -  24/04/2025 - o que é Leitura? Modos de abordar a questão.</title>
         <author>marciavitor2</author>
         <link>https://padlet.com/marciavitor2/iko0qj16lhnyr8i9/wish/3512773513</link>
         <description><![CDATA[<p>       Na aula de hoje, pude aprofundar minha compreensão sobre o verdadeiro significado da leitura. Ao contrário do que o senso comum costuma sugerir, que ler é simplesmente juntar letras para formar palavras, vi que a leitura é uma capacidade humana complexa, cheia de significados, escolhas e interpretações. Segundo Brito(2012,p.19) ler é, acima de tudo, um ato de construção de sentido: escolhemos o que ler, como ler e, a partir disso, atribuímos significados tanto ao texto quanto ao mundo ao nosso redor.</p><p>       Essa prática não é passiva , ela exige que o leitor se envolva, reflita, transforme a informação recebida em entendimento profundo. E é justamente por isso que a leitura pode, inclusive, mudar nosso modo de pensar. Com esse olhar mais atento, entendi que ler não é só “passar os olhos” nas palavras, mas buscar a intelecção do conteúdo, o que exige atenção, sensibilidade e crítica.</p><p>       A leitura também foi apresentada como um movimento polissêmico, ou seja, com múltiplos sentidos. Expressões como “leitura da luz”, “leitura ótica” e “leitura da mão” mostram como esse ato se estende para além do campo textual, entrando em metáforas e interpretações diversas. Com isso, fica claro que a leitura é um elemento cultural de fundamental importância — uma ação político-pedagógica que contribui para nossa formação como seres humanos mais conscientes, sensíveis e livres.</p><p>       A aula trouxe ainda a diferença entre alfabetização e letramento. Alfabetizar é ensinar a decodificar os signos gráficos. Já o letramento envolve formar leitores capazes de compreender, dialogar e construir sentidos a partir do que leem. Essa distinção é essencial, principalmente para crianças, que precisam entender o que estão lendo e não apenas reconhecer palavras, para que se tornem leitoras críticas e engajadas.</p><p>       Por fim, expressões como “a realidade pode não fazer sentido, a ficção tem que fazer” e “livro como lugar de fronteira”, fizeram parte da discussão e trouxeram ideias interessantes sobre a leitura como espaço de construção de sentido, encontro e transformação. Entendi que ler é uma escolha, um gesto que carrega autonomia e nos ajuda a ver, compreender e transformar o mundo ao nosso redor.</p><p><br></p><p><strong>Nuvens de palavras</strong>: conceito de leitura; senso comum; promoção da leitura; decifração; intelecção do conteúdo; </p><p>leitura da luz; leitura ótica; leitura da mão (metáfora); </p><p>movimento polissêmico; elemento cultural; valorização; </p><p>leitura crítica ; realidade e ficção; alfabetização; letramento; </p><p>formar leitores; criança e compreensão e ; livro como lugar de fronteira. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-07 22:06:00 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>3ª Aula (Leitura) -  24/04/205  - O que é a leitura? Modos de abordar a questão?</title>
         <author>marciavitor2</author>
         <link>https://padlet.com/marciavitor2/iko0qj16lhnyr8i9/wish/3512773514</link>
         <description><![CDATA[<p>       Dando prosseguimento à nossa jornada de leitura de livros infantojuvenis, desta vez escolhi um clássico da literatura infantil brasileira: <em>Ou Isto ou Aquilo</em>. Mesmo quem ainda não leu certamente irá querer compartilhar com filhos e netos, como fez esta vovó aqui, afinal é uma obra que atravessa gerações e toca fundo nos corações de leitores de diversas idades.</p><p>       <strong>Informações básicas</strong>: O livro foi escrito no Brasil, em português, em 1964, pela autora Cecília Meireles — uma das vozes mais reconhecidas da poesia brasileira. A edição utilizada em sala de aula foi publicada em 2015 pela Global Editora. O livro possui ilustrações sensíveis e poéticas feitas por Odilon Moraes, que dialogam diretamente com os versos, ajudando a construir a ambientação e o tom suave da obra. Trata-se de um livro ilustrado, e não apenas um livro com ilustrações, pois o texto e as imagens caminham juntos para compor o sentido dos poemas. É uma obra ficcional e lírica, pertencente ao gênero da poesia infantojuvenil.</p><p><strong>A escolha do livro</strong> foi guiada pela proposta da disciplina, que nos orientou a ler obras disponíveis na BIJU, a biblioteca infantojuvenil da UNIRIO. Ao buscar por títulos que fossem marcantes no imaginário popular e que tivessem valor literário, imediatamente me lembrei de <em>Ou Isto ou Aquilo</em>. A lembrança foi reforçada pelas memórias com minha neta, que aprendeu a ler com este livro e o usava em nossas tardes de leitura. Foi ela quem me ensinou que este livro pode ser lido muitas vezes — e em todas elas é possível encontrar algo novo.</p><p><strong>A narrativa </strong>se constrói por meio de poemas curtos, rimados e delicados. Cada um apresenta pequenas situações do cotidiano infantil, sempre atravessadas por uma dúvida ou dilema. O título do livro já antecipa esse movimento: fazer escolhas. Brincar ou estudar? Comer ou dormir? Ler ou desenhar? As encruzilhadas simples da infância são representadas com afeto e leveza, conduzindo o leitor por um mundo onde o poético está em cada gesto. Não há uma história contínua, mas sim fragmentos que se conectam pelo sentimento e pela linguagem musical.</p><p><strong>Minha experiência </strong>de leitura foi de reencontro e encantamento. Apesar de já conhecer o livro, relê-lo agora trouxe outra camada de sentido. Vi nos poemas uma profundidade que talvez não tivesse percebido antes. As ilustrações de Odilon Moraes deram ainda mais textura à leitura, tornando-a visualmente envolvente e emocionalmente delicada. Senti saudade da minha neta, da sua voz repetindo os versos favoritos, e compreendi o poder que uma obra como essa tem de atravessar o tempo com ternura.</p><p><strong>       Ensinamentos que observei lendo a história:</strong></p><ol><li><p>Que a infância é feita de dúvidas, e essas dúvidas são preciosas. Cecília Meireles mostra que escolher não é fácil: e que muitas vezes não é possível ter tudo ao mesmo tempo.</p></li><li><p>Que a poesia tem o poder de transformar o simples em profundo: os pequenos dilemas se tornam grandes reflexões quando olhamos com sensibilidade.</p></li><li><p>Que compartilhar uma leitura é construir memória. Ler com minha neta foi mais do que uma atividade. foi um gesto de afeto, um encontro entre gerações mediado por palavras e ilustrações.</p></li></ol><p>       A cada poema relido, a voz da minha neta ecoava e o livro se tornava colo, se tornava abraço. Cecília Meireles escreveu para as crianças, mas tocou também os corações de quem as ama. Esta leitura foi um presente: da literatura, da memória, e do vínculo que permanece.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-07 22:06:00 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>4ª Aula (Leitura) - 08/04/2025 - O menino com flores no cabelo</title>
         <author>marciavitor2</author>
         <link>https://padlet.com/marciavitor2/iko0qj16lhnyr8i9/wish/3512773516</link>
         <description><![CDATA[<p>      Nas muitas possibilidades de leitura em sala de aula, me apaixonei pela capa deste livro antes mesmo de saber do que se tratava. Algo nela parecia me chamar silenciosamente. Acredito que alguns livros nos escolhem, e esse talvez tenha pressentido que eu precisava recuperar a esperança que andava calada dentro de mim. </p><p>     <strong>Informações básicas: </strong>O livro se chama <em>O Menino com Flores no Cabelo</em>. É uma obra de narrativa por imagens, voltada para o público infantil, especialmente crianças a partir de 4 anos. O autor e ilustrador é Jarvis, e a tradução para o português foi feita por Julia Bussius. Foi publicado pela Editora Pequena Zahar, em setembro de 2023, no Brasil. O formato físico é de capa dura, com dimensões de 23,6 x 0,5 x 27,6 cm, e o livro tem 40 páginas. O projeto gráfico é delicado e encantador: as flores da capa são em alto relevo, o que enriquece a experiência tátil, inclusive para crianças com deficiência visual. O papel é de boa qualidade, com impressão colorida e acabamento caprichado.</p><p><strong>       A escolha do livro:</strong> foi feita, como falei anteriormente, &nbsp;a partir da capa. O título também me chamou atenção. “Flores no cabelo” me pareceu uma imagem poética e curiosa. Ao descobrir que se tratava de uma história sobre amizade, empatia e aceitação, senti que seria uma leitura tocante. Além disso, as ilustrações me pareceram suaves e expressivas, o que sempre me atrai em livros infantis. Acho mesmo que era um dia para receber flores.</p><p><strong>       A narrativa</strong> gira em torno de <strong>Davi</strong>, um menino doce e gentil que tem flores coloridas no cabelo. Ele vive momentos felizes com seu melhor amigo, brincando e explorando o mundo com leveza. Mas um dia, Davi aparece na escola com um gorro, e ao tirá-lo, suas flores se foram, restando apenas galhos e espinhos. As outras crianças se afastam, mas seu melhor amigo permanece ao seu lado e encontra uma forma criativa e amorosa de ajudá-lo a recuperar suas cores. A narrativa é simples, mas profundamente simbólica. Não há rimas ou jogos de palavras evidentes, mas o estilo é sensível e direto, com frases curtas que deixam espaço para a imagem falar.</p><p><strong>       Minha experiência com a leitura: a</strong> leitura me emocionou profundamente. É uma daquelas histórias que parecem simples à primeira vista, mas que carregam uma profundidade que toca o coração. Me vi envolvido com a dor silenciosa de Davi e com a ternura do amigo que não o abandona. As ilustrações são suaves, com cores delicadas que mudam conforme o estado emocional do personagem e a interação entre texto e imagem é perfeita, elas se complementam com harmonia. O projeto gráfico transmite emoções com as cores e os traços. Senti que o livro me convidava a olhar com mais atenção para os sentimentos dos outros...e pros meus próprios sentimento.</p><p><strong>       Ensinamentos que observei na história:</strong></p><ol><li><p>A importância da empatia: quando Davi perde suas flores, seu amigo não o julga nem se afasta. Ele acolhe, compreende e age com carinho.</p></li><li><p>A força da amizade verdadeira: o vínculo entre os dois meninos mostra que estar presente nos momentos difíceis é o que define uma amizade genuína.</p></li><li><p>A beleza da diversidade emocional: o livro mostra que todos nós passamos por fases difíceis, e que isso não nos torna menos dignos de afeto.</p></li><li><p>A delicadeza como ferramenta de inclusão: a forma como o livro aborda temas como doença e sofrimento é apropriada para crianças, sem perder a profundidade.</p></li><li><p>A arte como cura: o uso de pincéis e flores de papel como forma de devolver cor a Davi é uma metáfora linda sobre como gestos criativos podem transformar o dia de alguém.</p></li></ol><p>       Ao fechar “O Menino com Flores na Cabeça”, percebi que algumas histórias não se leem apenas com os olhos, elas florescem dentro da gente. Me enfeitei de flores e rezei, aos meus 58 anos, para que jamais me falte ao menos um amigo quando as minhas flores decidirem se ausentar de mim.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-07 22:06:00 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>5ª Aula (Leitura) - Quem soltou o pum?</title>
         <author>marciavitor2</author>
         <link>https://padlet.com/marciavitor2/iko0qj16lhnyr8i9/wish/3512773518</link>
         <description><![CDATA[<p>       Hoje as professoras instituíram um roteiro para nos orientar nas leituras feitas sem aula. Vamos ver se consigo delimitar minha escrita e fazer tudo conforme solicitado. Esses livros tirado imaginação de dentro da minha caixola. Minha criança anda feliz.</p><p>       <strong>Informações básicas  do livro:  </strong><em>Quem soltou o Pum?</em> é  uma narrativa infantil ilustrada com estrutura de conto curto escrito originalmente em português por por Blandina Franco e ilustrada por José Carlos Lollo. Foi publicada em 2010 pela editora  Companhia das Letrinhas,  em São Paulo. É voltado para crianças pequenas. A linguagem utilizada é acessível, lúdica e inteligente e cheia de trocadilhos, onomatopeias e frases curtas que exploram o humor da infância. A obra apresenta um projeto gráfico bem pensado, com formato físico quadrado (aproximadamente 20,5 x 20,5 cm), encadernação brochura, papel offset colorido e tipografia estável, de fluida e divertida para os pequenos. O livro é indicado para um público de aproximadamente 3 a 6 anos de idade, mas também é cativante para os adultos que compartilham a leitura com as crianças.</p><p>       <strong>A escolha do livro</strong> foi feita basicamente pelo título. Fiquei curiosa para entender porque alguém colocaria um título daquele num livro. Achei engraçado e pensei que o livro devia ser engraçado. Neste dia a vida lá fora não tinha sido muito boa comigo e rir iria me fazer bem. Fui certeira na escolha.  O livro me chamou — e eu não resisti.</p><p>       A <strong>Narrativas </strong>acontece a partir do olhar de uma criança (ele não se apresenta, não diz seu nome)e gira em torno de seu cachorro, que curiosamente se chama Pum. A cada situação narrada, aparece um trocadilho que dá um duplo sentido à frase "soltar o Pum" que pode se referir tanto ao ato escatológico quanto ao cachorro fugindo ou causando confusão. Essa ambiguidade rende cenas engraçadas e confusas, criando uma narrativa leve e criativa que me fez rir do começo ao fim.</p><p>       Os personagens vivem situações familiares simples, mas o cachorro aparece sempre em momentos inoportunos, gerando desconforto e risadas. Me identifiquei com várias dessas cenas . Lembrei de quando algum pum escapulia lá em casa(acho não tem casa que não tenha acontecido)e todo mundo tentava descobrir quem foi! Achei incrível como o texto e a imagem se complementam tão bem. As ilustrações são super expressivas e vibrantes, reforçam o humor do texto e ajudam a visualizar perfeitamente o que está acontecendo, o que facilita o envolvimento com a história.</p><p>       <strong>Minha experiência com a leitura </strong>foi bem divertida e inusitada. Já de cara o título desperta  risos e curiosidade, e conforme fui avançando na leitura,  percebi que o humor não é gratuito e está  ligado a situações do cotidiano que qualquer criança (ou adulto) pode vivenciar.  Como falei antes, me vi imaginando a confusão da família tentando descobrir “quem soltou o Pum”, e isso trouxe à tona lembranças de momentos engraçados da infância, onde pequenos mal-entendidos viravam grandes histórias. O livro me fez sorrir com naturalidade e me envolveu de forma leve. Achei brilhante como algo tão simples pode ser elaborado de forma inteligente, explorando o olhar infantil sem perder a graça para o leitor adulto que já deixo sua criança de lado a muito tempo, mas que naquele instantes de leitura a vê resgatada.  É uma leitura que dá vontade de compartilhar, seja contando para outra pessoa ou relendo só pelo prazer de revisitar o enredo.</p><p>     <strong>  Ensinamentos que observei na história: </strong></p><ol><li><p>Lidar com momentos embaraçosos com leveza: a história ensina que situações constrangedoras fazem parte da infância e da vida,  e podem ser encaradas de forma natural.</p></li><li><p>Aprender por meio do humor: o livro mostra que o riso é uma ferramenta poderosa para explorar linguagem, criatividade e convivência.</p></li><li><p>Valorizar laços afetivos: a relação entre a criança, o cachorro e a família ressalta o carinho e a importância dos vínculos familiares. </p></li></ol><p>       E assim, entre uma risada solta e um “Pum” que fugiu pela sala de aula(ops!), minha criança interior se diverrtiu. A leitura foi mais que uma simples tarefa: virou lembrança, virou risada compartilhada, virou abraço de afeto escondido no meio dos trocadilhos. Descobri que livros também sabem brincar e e que a gente aprende muito mais quando a imaginação ganha espaço pra correr solta, igualzinho ao cachorro da história.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-07 22:06:00 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>6ª Aula (Leitura) - 22/05/2015 - Muntara, a guerreira</title>
         <author>marciavitor2</author>
         <link>https://padlet.com/marciavitor2/iko0qj16lhnyr8i9/wish/3513899947</link>
         <description><![CDATA[<p>       Tenho preferência por livros com páginas amarelas, com linguagem poética, com letras de tamanho confortável. Gosto de literatura que me levam aos rios que permearam a minha infância, à mata, ao imaginário dos povos originários, à magia que constitui minha ancestralidade.</p><p><em>       Muntara, a Guerreira</em> me chegou às mãos como quem descobre um mapa antigo guardado num baú de memórias. Ao abrir suas páginas, senti que o tempo não era linha reta, mas um círculo de histórias esquecidas e reencontradas. O livro conversa com meu gosto pela delicadeza das palavras, pela natureza que pulsa em silêncio, pela força que mora naquilo que ainda não foi dito.</p><p>       Desde as primeiras páginas, fui guiado por uma narrativa que mais sussurra que grita, que me convida a entrar por frestas de luz e sombra, como quem atravessa trilhas em uma mata espessa. Muntara não é apenas uma personagem; ela é uma convocação: a lembrança viva de que resistir também pode ser poesia. Há algo ancestral em sua jornada, algo que me fez lembrar as vozes das mulheres da minha infância, que contavam histórias enquanto a vida corria na resistência diária, nas lutas por suas existências.</p><p>       E é nesse terreno fértil de palavras e imagens que encontrei não apenas um livro, mas um ritual de reconexão com o que sou e com aquilo que me forjou em silêncio.</p><p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Informações básicas: </strong><em>Muntara, a Guerreira</em>, uma obra literária infanto-juvenil ilustrada, escrita por Penélope Martins e Tiago de Melo Andrade, com ilustrações de traços marcantes e simbólicos, evocando técnicas como a xilogravura &nbsp;assinadas por &nbsp;Lucélia Borges. Foi publicado pela Editora Lê, em &nbsp;2024, em Belo Horizonte. </p><p>       O projeto gráfico-editorial é encantador: o livro tem formato físico de 19 x 26 cm, com encadernação comum e papel de boa qualidade, off-white levemente amarelado, o que torna a leitura mais confortável e afetiva, especialmente para quem, como eu, aprecia uma estética acolhedora e letras de bom tamanho. </p><p>       O público indicado são pré-adolescentes de &nbsp;10 a 11 anos mas a leitura pode sensibilizar pessoas de qualquer idade que busquem narrativa poética, de um &nbsp;realismo mágico, com profundidade simbólica. São 112 páginas que equilibram texto e imagem com sensibilidade e propósito. </p><p>      <strong> A escolha do livro</strong>: Escolhi <em>Muntara, a Guerreira</em> por curiosidade e pela força que o título transmite. A ideia de uma personagem feminina guerreira me atraiu imediatamente. Queria saber como essa figura seria construída dentro da literatura infantil. Eu sabia, pela capa, pelas ilustrações, pelas cores escolhidos que algo de extraordinário e diferente tinha naquele livro. A escrita cheia de poesia me encantou de cara. E eu nem tinha entendido que encontraria um realismo fantástico, que eu amo, em &nbsp;Gabriel Garcia Marques. <strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong></p><p><strong>       A narrativa</strong> de <em>Muntara, a Guerreira</em> é profundamente simbólica e se desenha como um conto ancestral, cheio de magia e sabedoria. A história nos apresenta Muntara, uma personagem que teve <strong>dois nascimentos, </strong>&nbsp;o primeiro, envolto em mistério e guardado pelos seus antepassados, e o segundo, emergindo do corpo de uma serpente, sendo acolhida por uma guerreira que passou a ser sua mãe. </p><p>       Ao longo da história vamos sendo conectados a mitos, com a força da natureza e com o imaginário dos povos originários. Mutara vai enfrentando batalhas internas e externas e aprende que os inimigos nem sempre estão longe, às vezes, estão entre aqueles em quem se confia. A dúvida torna-se uma ferramenta preciosa para quem busca compreender o mundo com profundidade. E é com esse espírito de busca que a narrativa vai costurando encontros entre o saber científico e o mágico, recuperando uma relação íntima entre os humanos e os demais seres da natureza. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </p><p>       O texto não se constrói com pressa. E nem dá pra ler de uma vez só. Eu mesma demorei muito a acabar, não porque não queria, mas porque iria me fazer falta. Acho que por isso a contrução do texto vai se realizando através de imagens, ritmos e pausas, como se estivesse sendo contado ao redor de uma fogueira. Cada capítulo é como uma etapa de iniciação, e Muntara caminha por esse enredo como uma voz de resistência, carregando em si as forças da memória, da ancestralidade e do cuidado com a Terra. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </p><p>      A &nbsp;história se passa em um tempo indefinido, quase mítico, onde o mundo parece ter sido devastado por máquinas gananciosas que extraíram tudo da Terra. “Muntara vive nesse cenário de escuridão e ignorância, sem livros, sem mapas, sem palavras.” O livro é cheio de metáforas e exaltação dessa mulher que luta até o fim contra inimigos que nem consegue reconhecer de pronto. O livro é muito interessante, cheio de jogos de palavras, ritmo, crítica social, de reafirmação para se ser o que é.</p><p><strong>       Minha experiência com a leitura</strong></p><p>       A leitura me tocou profundamente. Senti uma mistura de melancolia e esperança. A luta de Muntara contra o esquecimento e a ignorância me fez refletir sobre o valor do conhecimento e da memória. É uma experiência que não dá pra descrever porque é  muito individual. Só leiam!</p><p><strong>Ensinamentos que observei na história:</strong></p><ol><li><p> A importância da resistência: Muntara não se conforma com o mundo sem palavras. Ela luta para recuperar o saber, mesmo sem pistas ou mapas.</p></li></ol><ol start="2"><li><p>O poder da memória: A história mostra como lembrar é um ato de coragem e sobrevivência.</p></li><li><p> A força da infância: Embora não seja uma representação direta da infância, há uma valorização da imaginação, da curiosidade e da esperança — traços muito presentes nas crianças.</p></li><li><p> A crítica à destruição ambiental e à ganância: As máquinas devoradoras são uma metáfora poderosa sobre como o progresso sem consciência pode destruir tudo.</p></li><li><p> A beleza da linguagem: O texto nos ensina que as palavras têm poder, que elas podem curar, libertar e transformar.</p></li></ol><p>       Ao virar a última página, percebi que não tinha apenas lido uma história — havia atravessado um território sagrado feito de silêncio, palavra e encantamento. Muntara ficou em mim como quem planta algo que vai brotar devagar.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-08 17:06:21 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>7ª Aula (Leitura)- 29/05/2025-  A Panela</title>
         <author>marciavitor2</author>
         <link>https://padlet.com/marciavitor2/iko0qj16lhnyr8i9/wish/3513900010</link>
         <description><![CDATA[<p>       Depois que peguei gosto pela leitura, e lá se vão quase 50 anos, fiquei fascinada pela capacidade dos livros de me transportar para outros mundos, outras vozes e outras possibilidades. Há algo mágico em folhear uma obra pela primeira vez,  especialmente quando ela não precisa de palavras para me contar uma história. <em>O livro de hoje</em> me surpreendeu por ser tão silencioso e ao mesmo tempo tão falante. Neste diário de leitura, compartilho não só as informações técnicas da obra, mas também a experiência encantadora de descobrir que uma simples panela pode abrir as portas da imaginação infantil e... a minha. </p><p>       <strong>Informações básicas</strong>: a<em> Panela</em>, da autora e ilustradora Patricia Auerbach é uma narrativa por imagens publicada em 2023 pela editora Brinque-Book em São Paulo. É um livro ilustrado voltado para o público infantil a partir dos 4 anos. O livro tem 32 páginas, formato físico de 28 x 23 cm, encadernação brochura e papel de boa gramatura, ideal para destacar as ilustrações.  O projeto gráfico-editorial é simples e eficaz, com imagens grandes e coloridas que ocupam boa parte das páginas, e tipografia clara e acessível.</p><p><strong>     A escolha do livro: </strong>escolhi <em>A Panela</em> pelo inusitado modo de contar uma história através da transformação de um  objeto do cotidiano em portais para a imaginação. E não me decepcionei. A capa já me convidava a brincar, e ao folhear as primeiras páginas, percebi que estava diante de uma obra que respeita a inteligência e a criatividade das crianças.</p><p><strong>       A narrativa</strong> Embora não tenha texto corrido, a narrativa visual é clara e envolvente. Duas crianças, entediadas em casa, começam a explorar o armário de panelas. A cada página, elas se transformam em personagens diferentes: alpinistas, músicos, encantadores de serpentes, jogadores de basquete. Tudo isso sem uma única linha de texto, apenas com imagens que contam múltiplas histórias. É uma narrativa silenciosa, mas cheia de ação e emoção.</p><p><strong>     Minha experiência com a leitura</strong> A leitura foi leve, divertida e surpreendente. Me peguei sorrindo ao ver como uma tampa de panela virava o volante de um carro de corrida ou uma raquete de tênis. A ausência de texto me fez observar cada detalhe das ilustrações com mais atenção, e isso me conectou ainda mais com a história. Senti que estava brincando junto com as crianças, redescobrindo o prazer da imaginação livre. Foi como voltar à infância por alguns minutos.</p><p><strong>       Ensinamentos que observei na história</strong></p><ol><li><p>A criatividade é uma ferramenta poderosa para transformar o tédio em aventura.</p></li><li><p>Objetos simples podem ganhar novos significados quando vistos com olhos curiosos.</p></li><li><p>A infância é um território fértil para a imaginação, e devemos cultivá-la com carinho.</p></li><li><p>A ausência de texto não limita a narrativa — pelo contrário, convida o leitor a criar suas próprias versões da história.</p></li></ol><p>      Fechei a última página do livro, mas as imagens dos objetos em vermelho não saíram dos meus olhos. Foi uma ótima sacada da ilustração. Continuei brincando com os objetos no meu pensamento, imaginando que tantas coisas inusitadas podem virar brinquedos — como quando eu era criança e a pobreza não limitava minha imaginação. Tinha boneca de caroço de manga, carrinhos com rodas de latas pequenas, carrinhos com rodas retiradas de carrinhos de feira estragados e um arame grosso torcido. Fui uma criança muito inventiva. E feliz. Acho que é isso: fiquei feliz ao ler o livro <em>A Panela</em>.</p><p><strong>       </strong></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-08 17:06:29 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>8ª Aula - 06/06/2025 - Um dia, um cão.</title>
         <author>marciavitor2</author>
         <link>https://padlet.com/marciavitor2/iko0qj16lhnyr8i9/wish/3513907397</link>
         <description><![CDATA[<p>       Despretensiosamente abri as páginas desse livro, achando que ia encontrar umas fofurinhas de cachorrinho. Confesso que esperava algo leve. Talvez uma historinha para entreter sem grandes surpresas. Mas logo nas primeiras ilustrações fui surpreendido por uma profundidade que não imaginava. <em>Um Dia, Um Cão</em> é mais do que uma sequência de desenhos. É uma narrativa silenciosa e devastadora, que me atravessou como poucas leituras fizeram. A ausência de palavras me fez ouvir os gritos do abandono, sentir o peso da solidão e acompanhar cada passo do cão como se fosse meu. </p><p>       Fechei o livro com os olhos marejados e o coração apertado, tocado por uma delicadeza que transcende idade, idioma e forma. Foi uma experiência que me ensinou a olhar mais longe, e mais fundo.</p><p><strong>       Informações básicas: </strong>&nbsp;<em>Um Dia, Um Cão é </em>um livro de narrativa por imagens criado pela artista belga Gabrielle Vincent, pseudônimo de Monique Martin, que é tanto autora quanto ilustradora da obra. Foi publicado originalmente em 1982, e no Brasil chegou pelas mãos da Editora 34, sem tradução textual, já que não há palavras no miolo da obra. O formato físico é de 23,5 x 17 cm, com encadernação comum e papel branco, que serve como pano de fundo para os traços em grafite preto. São 64 páginas que compõem uma experiência visual intensa. O público-alvo é infantil, mas sinceramente, qualquer pessoa com coração vai se emocionar. Eu me derreti.</p><p><strong>       A escolha do livro: </strong>se deu somente pelo cutcut do cachorro na capa. Fui realmente de corpo e alma desarmados, achando que iria ser só umas gracinhas com um doguinho.</p><p>A narrativa: apesar de não haver texto, a narrativa é clara e poderosa. A história começa com um cão sendo abandonado por um carro numa estrada deserta. A sequência de imagens mostra o animal correndo atrás do veículo, desesperado. Depois, ele se perde, provoca um acidente, uiva por socorro, e ninguém o vê. Ele segue vagando por paisagens que parecem campos, praias, desertos, tudo sugerido pelas linhas e sombras. A narrativa visual é tão bem construída que senti o tempo passar junto com o cão. A ausência de palavras me fez preencher os silêncios com minha própria imaginação e emoção. Acho que, sinceramente com minha própria solidão e lembranças dos abandonos que tive que superar na vida. E claro, de todos os meus bichanos e doguinhos que adotei da rua ao longo da minha existência, já que tenho bichos em casa desde antes de eu nascer.</p><p><strong>       Minha experiência com a leitura: f</strong>oi uma leitura silenciosa, mas cheia de ruídos internos. Senti angústia, tristeza, esperança. A cada página, eu me perguntava se ele encontraria alguém, se teria um final feliz. A forma como a autora/ilustradora desenha, com traços rápidos, sombras que acompanham o cão, e contrastes entre o branco da página e o preto do grafite, me fez sentir como se estivesse vendo um filme em câmera lenta e acelerada ao mesmo tempo. Em alguns momentos, parecia que o tempo parava; em outros, tudo corria. Me emocionei de verdade.</p><p><strong>Ensinamentos que observei na história</strong></p><ol><li><p><strong>O abandono dói:</strong> não só para quem é deixado, mas para quem observa.</p></li><li><p><strong>A busca por pertencimento é universal:</strong> o cão não quer apenas um lar, ele quer ser aceito.</p></li><li><p><strong>A empatia pode surgir sem palavras:</strong> me conectei com o cão apenas pelo olhar e pelos gestos.</p></li><li><p><strong>A infância está presente no olhar:</strong> embora não haja crianças na maior parte da história, o modo como o livro convida o leitor a imaginar e sentir é típico da infância.</p></li><li><p><strong>A arte pode ser linguagem completa:</strong> não senti falta de texto. As imagens falam, gritam, sussurram.</p></li></ol><p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Antes de fechar o livro e ainda emocionada, vi que, depois de uma jornada de solidão, dor e incerteza, o cão finalmente encontra uma pessoa. Uma mulher, também só, que o acolhe com um gesto simples, mas transformador. Aquela imagem muda tudo: dois seres abandonados, invisíveis ao mundo, cruzam caminhos e se enxergam. É ali, sem nenhuma palavra, que a narrativa se ilumina. Me peguei sorrindo entre meus engasgos, porque aquele encontro é exatamente o que todos buscamos na vida: alguém que nos veja, nos aceite, nos abrace sem precisar entender todas as nossas dores. Isso me deixou mais esperançosa. E me faz dizer que esse foi um dos melhores livros que li nessa minha jornada.</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-08 17:24:27 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>9ª Aula (Leitura) - 12/06/2025  - Malala a menina que queria ir para a escola</title>
         <author>marciavitor2</author>
         <link>https://padlet.com/marciavitor2/iko0qj16lhnyr8i9/wish/3513907700</link>
         <description><![CDATA[<p>       A aula de hoje foi sobre livros informativos e paradidáticos, e isso me trouxe à mente que havia recebido da editora Companhia das Letras o livro <em>Malala: A menina que queria ir para a escola.</em> Quando recebi esse brinde pensei imediatamente em presentear minha neta mais velha, achando que seria uma leitura valiosa para ela. Mas curiosamente, eu mesma nunca havia aberto o livro. Então essa era uma boa oportunidade para conhecer a versão escrita da história incrível dessa menina. Lembrei que a uns dois ou três anos atrás participei de um curso pela PUCRS onde ela era a palestrante convidada. Tive o privilégio de ouvir a história contada pela própria Malala. Foi com o coração aberto que comecei essa leitura, sem imaginar o quanto ela me tocaria.</p><p><strong>       Informações básicas: </strong><em>Malala: A menina que queria ir para a escola </em>é um livro informativo e biográfico, escrito por Adriana Carranca, jornalista brasileira que viajou até o Paquistão para conhecer de perto a história da jovem Malala Yousafzai. A obra foi publicada pela Companhia das Letrinhas em 2015, em São Paulo, e possui 96 páginas. As ilustrações são feitas por Bruna Assis Brasil, e o texto original foi escrito em português. Fisicamente, o livro tem aproximadamente 22,4 x 15,2 cm, com encadernação brochura e páginas de papel couchê, que deixam a impressão de que cada ilustração foi feita à mão, com textura e carinho. A tipografia é uniforme, sem grandes variações, mas adequada e fácil de ler. O projeto gráfico-editorial é delicado e bem pensado, e as imagens não só embelezam a obra, como também ajudam a contar a história de maneira sensível. De acordo com indicações da própria editora e de materiais pedagógicos, o livro é direcionado para crianças e jovens, especialmente dos 6º e 7º anos do Ensino Fundamental, embora eu ache que qualquer pessoa que tenha empatia pode se emocionar com essa leitura.</p><p><strong>       A escolha do livro</strong> foi feita a partir do assunto da aula, como já falei antes. Mas não posso deixar de ressaltar a curiosidade e a admiração como fatores de escolha do livro também. Além disso, pensei que seria interessante conhecer a história de alguém que desafiou o medo e lutou pela educação.</p><p><strong>       A narrativa</strong> é feita em <strong>terceira pessoa</strong>, e embora tenha origem jornalística, o estilo da autora é delicado, claro e respeitoso. A linguagem é simples e fluida, ideal para leitores jovens, sem abrir mão da profundidade que a história exige. A autora conta como chegou ao Vale do Swat poucos dias depois do atentado que quase tirou a vida de Malala, e reconstitui sua trajetória a partir de relatos e observações diretas.</p><p>       Como se fosse uma jornalista-cronista, ela narra a infância, os hábitos culturais da região, os perigos enfrentados pelas meninas, e como Malala enfrentou tudo isso com uma coragem impressionante. Apesar de ser uma narrativa informativa, não é fria. A impressão que tive é que estava de fato ao lado de Malala, caminhando pelas ruas de de Mingora,</p><p><strong>       Minha experiência</strong> <strong>com a leitura </strong>foi muito intimista e me senti realmente tocada. Todos os sentimentos afloraram . Senti tristeza, indignação e admiração. É difícil imaginar que uma menina tão nova foi vítima de um atentado apenas por querer estudar. A coragem dela me emocionou. Não é apenas uma história de luta, é uma história de luz em meio à escuridão. E eu acredito realmente que a Educação acende uma luz na evolução humana em todos os sentidos. Como futura professora, me senti muito impactada e reflexiva como relato.</p><p><strong>       Ensinamentos que observei na história:</strong></p><p>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Que a educação é um direito, não um privilégio: Malala nos lembra que estudar é essencial para construir um futuro melhor, e que esse direito precisa ser garantido a todos.</p><p>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Que a infância não é sinônimo de passividade: apesar da pouca idade, Malala sabia que algo estava errado em seu país e teve coragem para agir.</p><p>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A informação é poder: seu blog e sua fala mostraram ao mundo o que estava acontecendo, provando que mesmo uma voz pequena pode alcançar lugares distantes.</p><p>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A cultura não deve servir como desculpa para oprimir: o livro ajuda a entender as diferenças culturais, mas também mostra que tradição não pode justificar violência.</p><p>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Empatia nos conecta: ao conhecer a história de Malala, nos aproximamos de realidades tão distantes da nossa e entendemos que cada criança merece respeito, paz e escola.</p><p>        A história de Malala me fez enxergar que o direito à educação não é apenas um sonho distante de meninas em países em guerra. É uma luta que também acontece aqui, no Brasil, todos os dias. Ler sobre ela me fez lembrar dos nossos jovens que abandonam a escola por falta de dinheiro, por ausência de apoio, por não enxergarem oportunidades. A evasão escolar não acontece só pela violência ou repressão direta, ela também nasce do descaso, da desigualdade, da falta de políticas que acolham e valorizem a educação como caminho para liberdade.</p><p>       A luta de Malala é universal. Quando ela arriscou a vida por um caderno e um lápis, ela nos mostrou que estudar é um ato de resistência , em qualquer lugar do mundo. E aqui, em nosso país, ainda temos muitos adolescentes excluídos desse direito.        Ler este livro não só me tocou como avó e como leitora, mas também como cidadã e futura professora. Me fez perceber que enquanto houver jovens abandonando a escola por fome, por necessidade de trabalhar, por falta de incentivo, estamos todos falhando.</p><p>       Impossível esta leitura acabar quando se fecha a última folha(doi difícil eu deixá-la ir). Ela continua como reflexão, como chamado, como vontade de fazer parte da mudança, nem que seja oferecendo um livro, uma conversa ou uma rede de apoio. E o bibliotecário também é um agente essencial nessa luta: ao promover o acesso à leitura, à informação e ao espaço de acolhimento, ele se torna, de certa forma um dos  guardiões do direito à educação.</p><p>       Como futura professora na área da Biblioteconomia, carrego comigo esse compromisso, de abrir caminhos, ampliar vozes e garantir que todo jovem tenha acesso ao conhecimento que pode transformar sua vida. Porque educação transforma. Porque educação salva. E porque todo jovem, aqui ou no Vale do Swat, merece sonhar com lápis e cadernos, e nunca com sobrevivência.</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-08 17:25:22 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>10ª Aula - 26/06/2025 = Fontes de informação sobre Literatura Infantl e Juvenil e o desenvolvimento de acervo </title>
         <author>marciavitor2</author>
         <link>https://padlet.com/marciavitor2/iko0qj16lhnyr8i9/wish/3513907867</link>
         <description><![CDATA[<p>       A montagem da prateleira da nossa BIJU foi uma atividade encantadora. Ver os livros escolhidos por cada colega formando um mosaico de obras primorosas me encheu de orgulho. Essa seleção, feita com carinho e senso crítico, revelou o gosto refinado de cada participante.</p><p>       O momento de defender nossos livros foi um espetáculo à parte com argumentos apaixonados, debates divertidos e até algumas estratégias hilárias. Cada defesa parecia uma pequena apresentação teatral, cheia de personalidade.</p><p>       Eu, que não sou exatamente uma expert em falar em público, enfrentei esse desafio com coragem. Defendi meu livro com todo o coração. Lá está ele agora: exibido na prateleira, com sua capa linda e um sorriso imaginário que parece dizer “valeu a pena”.</p><p>       A disciplina foi rica e inspiradora. Aprendi mais do que conteúdos — e olha que foram conteúdos elucidadores, como a própria definição da leitura, suas funções e sua importância como prática social. Entendi como crianças e jovens são categorias que carregam universos próprios de percepção e recepção literária.</p><p>       Exploramos os aspectos históricos da leitura voltada para esse público e mergulhamos na evolução da literatura infantil e juvenil no Brasil. Descobri a delicadeza e a potência das primeiras leituras na primeira infância, os generos literários, os  livros ilustrados , os informativos e paradidáticos. Cada tipo com sua função, estética e propósito formativo. </p><p>     Falamos sobre fontes confiáveis de informação sobre literatura infantil e juvenil, e aprendi como construir e desenvolver acervos acessíveis, diversos e afetivos. Foi uma verdadeira imersão no universo do leitor em formação — e agora, quero aplicar esse aprendizado com responsabilidade e amor.</p><p>       A literatura me ensinou a escutar, respeitar, e compreender realidades plurais. É esse olhar que carrego comigo ao pensar no projeto comunitário que quero levar adiante</p><p>     Deu uma vontade urgente de levar esse aprendizado para fora da sala. Quem sabe um novo objetivo surja. Quero criar um projeto para o posto de saúde da minha rua, onde muitas crianças aguardam atendimento. A maioria nunca segurou um livro infantil nas mãos. Isso me corta o coração e acende um chamado.</p><p>       Tenho sonhando com algo especial: uma mini biblioteca comunitária, cheia de livros coloridos, com tapetinhos no chão e uma contação de histórias. Cada criança que entra no posto terá a chance de ouvir uma narrativa que leve ela pra longe,  para o mundo da imaginação, onde tudo é possível.</p><p>       Aprender é maravilhoso, mas compartilhar é ainda mais bonito.</p><p>Gratidão, professora !!!!</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-08 17:25:50 UTC</pubDate>
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         <title>10ª Aula (Leitura) - Kabá Darebu</title>
         <author>marciavitor2</author>
         <link>https://padlet.com/marciavitor2/iko0qj16lhnyr8i9/wish/3513907909</link>
         <description><![CDATA[<p>        E foi com a tarefa de escolher um livro para analisar e decidir se ele iria ou não para a prateleira da nossa BIJU da disciplina que <em>Kabá Darebu</em> caiu em minhas mãos. Recebi de um dos colegas aquele livro largo, com uma carona linda, que logo me lembrou os olhinhos puxados dos meus parentes e os meus também. Foi como se ele me sorrisse ali, quietinho, já sabendo que eu entenderia sua mensagem.</p><p>       Naquele instante, senti que o autor não me decepcionaria. A capa me falou sem palavras, me mostrou que havia força e ternura nas páginas que ainda estavam por ser descobertas. E a defesa nasceu antes mesmo da leitura terminar. Era óbvio. Foi fácil demais colocá-lo naquela prateleira de livros escolhidos com razão e afeto. Ele mereceu estar ali.</p><p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Informações básicas:</strong> <em>Kabá Darebu</em>, um livro ilustrado do gênero narrativa poética infantil com elementos informativos, escrito por Daniel Munduruku, autor indígena do povo Munduruku, que é reconhecido por sua atuação na valorização da cultura indígena brasileira, e ilustrado por Maté (Marie-Thérèse Kowalczyk), artista francesa que viveu no Brasil e se encantou com a diversidade cultural do país. A obra foi publicada pela Editora Brinque-Book em 2002, em São Paulo.. O livro tem 28 páginas, é impresso em formato brochura, com dimensões de 22,8 x 27,4 cm, e utiliza papel de boa gramatura, ideal para destacar as ilustrações feitas com aquarela guache e colagens de pintura em seda. A tipografia é simples e clara, pensada para facilitar a leitura por crianças. O público-alvo são crianças entre 4 e 9 anos. O livro foi premiado com o selo Acervo Básico da FNLIJ, que reconhece obras de alta qualidade para o público infantil.</p><p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A escolha do livro </strong>não foi feita por mim, mas ao tê-lo nas mãos, fiquei curiosa &nbsp;porque queria conhecer mais sobre a cultura indígena de forma sensível e verdadeira. O nome me chamou atenção, e ao descobrir que o autor é um indígena que escreve sobre sua própria vivência, senti que seria uma leitura rica e autêntica. A capa já me encantou com suas cores e traços delicados, e logo percebi que seria uma obra que me tocaria profundamente.</p><p><strong>       A narrativa</strong> história é contada por Kabá Darebu, um menino indígena de 7 anos, que nos apresenta o cotidiano de sua aldeia e os costumes do povo Munduruku. É uma narrativa poética e sensível, que mistura conto com elementos informativos, revelando tradições, crenças, brincadeiras e a relação profunda com a natureza. A linguagem é simples, mas cheia de significado. Há momentos em que o texto parece cantar, com frases que evocam ritmo, repetição e musicalidade, como quando fala sobre o silêncio necessário para ouvir os sons da floresta.</p><p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Minha experiência com a leitura</strong> foi como sentar ao lado de uma criança sábia e ouvir histórias que atravessam gerações. Me emocionei com a forma como o menino fala da importância do silêncio, da escuta, da contemplação da natureza. Senti ternura ao conhecer os brinquedos feitos com elementos da floresta, e admiração ao saber que as tintas usadas para pintar o corpo vêm do urucum e do jenipapo. A leitura me trouxe paz, curiosidade e respeito. As imagens dialogam lindamente com o texto, complementando e ampliando o sentido das palavras. Em alguns momentos, elas até falam por si só. O projeto gráfico é delicado e respeitoso, e sim, influencia na leitura: ele convida a desacelerar e observar cada detalhe.</p><p><strong>      Ensinamentos que observei na história</strong></p><ol><li><p> Respeito à natureza: Aprendi que ouvir o rio, observar os pássaros e contemplar o céu são formas de se conectar com o mundo ao redor.</p></li><li><p>Sabedoria ancestral: Os ensinamentos dos pais e avós são transmitidos com carinho e profundidade, mostrando que o conhecimento não está apenas nos livros, mas na vivência.</p></li><li><p>Cultura viva: o livro mostra que a cultura indígena não é algo do passado, mas está viva, pulsante, e merece ser conhecida e valorizada.</p></li><li><p>Importância do silêncio: em um mundo tão barulhento, o livro me ensinou que o silêncio pode ser uma ponte para o entendimento e a escuta verdadeira.</p></li><li><p>Infância como potência: a infância é representada com força e beleza. Kabá Darebu é criança, mas também é sábio, curioso, ativo e cheio de histórias para contar.</p></li></ol><p>       Ao terminar a leitura de <em>Kabá Darebu</em>, ficou claro para mim que esta obra vai muito além de uma história bonita com ilustrações encantadoras. Ela é necessária. Revela a infância indígena com verdade, sensibilidade e respeito. Mostra que há vida, afeto e sabedoria nas aldeias, e que os povos originários não são personagens de fantasia, nem enfeites de cartaz escolar no “Dia do Índio”.</p><p>       Kabá me ensinou que ser indígena é viver em conexão com a terra, com os ancestrais e com os ciclos da natureza. E isso precisa ser contado às crianças com dignidade. Por isso, ele foi parar na prateleira da nossa BIJU. É um um livro que escancara as portas do desconhecido com poesia e gentileza. Ele pertence a pratileira dos nossos melhores livros.</p><p><br></p><p> </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-08 17:25:58 UTC</pubDate>
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         <title>11ª Aula - 03/07/2025 - Visita a Biblioteca Machado de Assis</title>
         <author>marciavitor2</author>
         <link>https://padlet.com/marciavitor2/iko0qj16lhnyr8i9/wish/3513908120</link>
         <description><![CDATA[<p>       Hoje foi dia da nossa visita à Biblioteca Machado de Assis<strong>.</strong> Desta vez, não cheguei atrasada para o encontro. A pessoa que cuida da minha mãe, permitindo que eu vá à faculdade, chega às 14h, justamente o horário em que iniciam as aulas. Mas o encontro de hoje foi às 15h, e por isso consegui chegar na hora certinha. Aproveitei também para levar minha netinha comigo e proporcionar a ela essa experiência de reconhecimento da biblioteca.</p><p>A turma estava animada e fomos logo direcionadas ao setor da Biblioteca Infantil, localizado no térreo. Fomos muito bem recebidas pela bibliotecária responsável, que compartilhou conosco sua rica trajetória profissional. Com grande entusiasmo, revelou estar feliz com a visita da nossa instituição ao espaço da biblioteca, atualmente administrada pelo SESC. Comentou que sempre teve o sonho de dar aulas para poder transmitir sua experiência aos bibliotecários iniciantes e que nós realizamos seu pequeno sonho naquele dia.</p><p>       Ela nos contou como é feita a organização dos livros infantis, descreveu os eventos realizados com as crianças, e nos mostrou objetos utilizados em projetos de leitura e mediação com os pequeninos. </p><p>       Compartilhou também uma iniciativa encantadora: ela tem o hábito de presenteava os usuários da biblioteca com "palavras mágicas" retiradas das obras de Machado de Assis. Disse que, muitas vezes, essas palavras despertavam a curiosidade dos usuários, levando-os a buscar as obras do autor. Achei essa prática simplesmente fantástica!</p><p>       Ainda no térreo, visitamos o espaço dedicado às obras de Machado de Assis. Lá, encontramos seus textos apresentados em diversos formatos: livros infantis, quadrinhos, poesias, cordéis, entre outros. Antes de chegarmos a esse setor, passamos por uma área com computadores, o setor estava bem movimentado.</p><p>       No andar superior, há um espaço amplo onde os usuários podem levar seus notebooks para estudar. As estantes, bem organizadas, exibem obras bastante interessantes. As mesas estavam ocupadas por muitas pessoas envolvidas em estudos e trabalhos. usavam seus próprios computadores.  </p><p>       Um detalhe que chamou nossa atenção foi o fato de não ser necessário guardar a bolsa para frequentar a biblioteca, um gesto simples que transmite praticidade e confiança, muito diferente de todas as bibliotecas que fui que tem uma "fixação" pela preservação do acervo. As bibliotecárias atendem os usuários em um pequeno balcão logo na entrada da sala.</p><p>Alguns espaços ainda estão em reforma e serão destinados, futuramente, à realização de cursos e oficinas.</p><p>       Fomos levadas ao auditório, também localizado no térreo, com acesso pelo pátio<strong>.</strong> O espaço é bonito e aconchegante. Ali, a bibliotecária voltou a conversar conosco e convidou nossa turma a retornar outras vezes, sugerindo que adotássemos a biblioteca como lugar para desenvolver projetos — "fazer da Machado a nossa casa".</p><p>       Perguntamos sobre o motivo de não ser necessário guardar as bolsas, e ela explicou que o espaço conta com locais destinados à guarda de pertences valiosos dos usuários. explicou que esses compartimentos são utilizados principalmente quando os estudantes fazem uma pausa para almoçar e preferem não carregar o peso de seus livros, cadernos e notebooks.</p><p>       Compartilhou ainda algo que nos tocou profundamente: naquela biblioteca, os usuários, ao invés de subtrair livros, os trazem de casa e os doam para o acervo, mesmo sabendo que a instituição conta com verbas para aquisição de obras.            Falou também sobre os moradores de rua que frequentam a biblioteca todos os dias. Segundo ela, um deles confidenciou que usava o espaço porque, embora vivesse nas ruas, não queria ser confundido com bandidos. Ali, ele podia acessar o computador, ler jornal, explorar livros e que adorava assistir a filmes, novelas e vídeos no YouTube utilizando os computadores disponíveis.</p><p>       Além de partilhar muito de sua experiência em biblioteca, principalmente na bibliotea infantojuvenil, também saimos carregadas de afeto, aprendizado, um gibi e uma revista presenteados por ela.</p><p>       Na saída, fiz minha matrícula na biblioteca. Pegamos um livro — que será utilizado em nosso trabalho de mediação — e ganhamos uma linda bolsa colorida para transportá-lo com segurança. O prazo para devolução é de "duas" semanas, podendo ser prorrogado ela internet.</p><p><strong>       </strong>Foi um dia muito feliz, repleto de aprendizado e afeto pela biblioteca e seus profissionais<strong>.</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-08 17:26:32 UTC</pubDate>
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         <title>11ªAula (leitura) - 03/07/2025 -Máquina do tempo</title>
         <author>marciavitor2</author>
         <link>https://padlet.com/marciavitor2/iko0qj16lhnyr8i9/wish/3513908170</link>
         <description><![CDATA[<p>      Esse livro eu escolhi junto com minha neta Ana Clara que fez a visita a Biblioteca Machado de Assis junto comigo. Lemos juntas na biblioteca infantil de lá. Por si só, isso já faria o livro especial em nós. O fato dele ser protagonizado por avó e neto, também acrescentou uma ligação a mais entre nós duas e o livro.</p><p><strong>Informações básicas: </strong><em>Máquinas do Tempo é uma n</em>arrativa ilustrada infantil (livro ilustrado com elementos de conto) escrito e ilustrado por Romont Willy, publicado pela Editora Callis em São Paulo, no ano de 2013. A obra tem 40 páginas, com encadernação em capa dura, e dimensões de cerca de 25,65 x 21,34 cm. É originalmente em português, já que o autor, apesar do nome, nasceu em Teresina, no Piauí, e vive no Distrito Federal desde pequeno. As ilustrações fazem parte fundamental da experiência de leitura.. É voltado para o público infantil, especialmente crianças entre 9 e 12 anos(infantojuvenil), mas pode ser apreciado por educadores, pais e leitores adultos interessados em obras que promovem o diálogo entre gerações e a valorização da memória afetiva. Isso foi o que me pegou muito ao lê-lo com minha netinha.</p><p><strong>       A escolha do livro de deu por conta do título, que </strong>me despertou uma vontade quase instantânea de explorar o que ele poderia oferecer. A ideia de uma "máquina do tempo" sempre me fascinou, e saber que a história gira em torno de uma conversa entre avô e neto sobre como era a infância há 60 anos me deu a certeza de que encontraria afeto e nostalgia. Gosto de livros que exploram o tempo com sensibilidade, sem precisar de ficção científica para emocionar.</p><p><strong>       A narrativa</strong> se desenvolve como um diálogo entre avô e neto e era uma troca sensível e significativa entre gerações. A linguagem utilizada é simples e direta, sem floreios excessivos, sem rimas ou jogos de palavras, mas com uma delicadeza que me tocou profundamente. O estilo da narrativa tem ritmo suave, e as imagens ajudam a marcar essa cadência.</p><p>       O livro apresenta uma representação poética da infância, comparando duas realidades: a infância do avô, feita de brincadeiras ao ar livre, e a do neto, envolvida com tecnologia. Ainda assim, há algo que une essas duas vivências : a curiosidade, a imaginação, o desejo de descobrir o mundo. Isso me fez refletir sobre como, apesar de tantas mudanças ( e o livro fala inclusive das mudanças tecnológicas), a infância continua sendo um tempo mágico.</p><p><strong>       Minha experiência com a leitura: </strong>A leitura foi uma espécie de abraço. As memórias do avô me trouxeram lembranças das histórias que eu ouvia quando criança, sentado ao lado de alguém querido. O livro desperta sentimentos de saudade, carinho, admiração e até um certo encantamento pelas coisas simples da vida. As ilustrações são suaves, quase como aquarelas, e dialogam perfeitamente com o texto, não competem entre si, mas se complementam com harmonia. A composição gráfica do livro é bem pensada: páginas amplas, fontes legíveis e papel fosco de boa qualidade. Embora a tipografia se mantenha constante, senti que o projeto gráfico respeita a atmosfera íntima e afetiva da narrativa.</p><p>        Além disso, o livro transmite uma mensagem valiosa: o <strong>respeito e o interesse pelas vivências daqueles que vieram antes de nós.</strong> O neto, ao escutar o avô, aprende mais do que apenas fatos do passado, ele compreende sentimentos, rotinas e valores.</p><p><strong>Ensinamentos que observei na história:</strong></p><p>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ouvir com atenção é um gesto de afeto: Muitas vezes, escutar é mais poderoso que qualquer resposta.</p><p>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As mudanças tecnológicas não anulam o valor das memórias: Elas coexistem, cada uma com seu papel.</p><p>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A infância é um território universal: mesmo que os brinquedos mudem. O encanto está nas descobertas.</p><p>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diálogos entre gerações ampliam o olhar: Aprendi que cada conversa pode ser uma viagem no tempo.</p><p>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O simples também é mágico: Uma pipa ao vento ou um pião girando podem ser tão emocionantes quanto jogos digitais.</p><p>&nbsp;        Ao terminar <em>Máquinas do Tempo</em>, fiquei com uma mistura de saudade e gratidão. O livro não tem um final grandioso — porque, na verdade, ele não precisa. Ele termina como uma conversa que poderia continuar para sempre, como aquelas boas histórias que escutamos na varanda, ao entardecer.</p><p>       A leitura me lembrou que o tempo não passa apenas em calendários ou relógios, ele vive nas memórias que guardamos, nas brincadeiras que repetimos, nos ensinamentos que recebemos de quem viveu antes de nós. E o mais bonito: ele também se faz presente quando compartilhamos tudo isso com alguém que está começando a construir seu próprio mundo. Era a experiência real que estava vivendo com minha neta neste dia.</p><p>Fechei o livro com vontade de conversar com os mais velhos da minha família, de ouvir suas histórias como fazia na minha infância deitada no colo de minha mãe. Talvez, um dia eu escreva um conto. Quem sabe esse novo edital da BIJU me pegue inspirada e eu escreva uma poesia, que para começar, já é mais possível.</p><p>Sou grata por esse dia com a minha turma desta disciplina. Foi um dia muito especial para mim como aluna e principalmente como avó que pode responder na prática a pergunta que minha neta fez quando disse que estava nesta disciplina para aprender a contar histórias e a incentivar as crianças a ler.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-08 17:26:40 UTC</pubDate>
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