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      <title>Memorial do convento by Gonçalo Costa</title>
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      <description>Gonçalo Costa, João Melita, Martim Rascão</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-01-11 10:02:25 UTC</pubDate>
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         <title>1.1 Personagens principais: Rei D. João V</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Rei de Portugal desde 1 de janeiro de 1707</li><li>Nasceu no dia 22 de outubro de 1689</li><li>Faleceu a 31 de julho de 1750</li><li>Casa em 1708 com D. Maria Ana da Áustria, aos 19 anos.</li><li>Tem 6 filhos, entre os quais D. José (sucessor no reino), D. Maria Bárbara (futura rainha de Espanha), e D. Pedro (consorte de D. Maria I).&nbsp;</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-25 10:14:49 UTC</pubDate>
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         <title>1. Personagens principais</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-01-25 17:38:52 UTC</pubDate>
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         <title>Caracterização psicológica</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Fanático- submete um país inteiro ao cumprimento de uma promessa pessoal "Seiscentos homens agarrados desesperadamente aos doze calabres que tinham sido fixados na traseira da plataforma, seiscentos homens que sentiam, com o tempo e o esforço, ir-se-lhes aos poucos a tesura dos músculos, seiscentos homens que eram seiscentos medos de ser, agora sim, ontem aquilo foi uma brincadeira de rapazes [...] "</li><li>Insensível- é o marido que não evidencia qualquer sentimento amoroso pela rainha. Apresentando nesta relação uma faceta quase animalesca, enfatizado pela utilização de vocábulos que remetem para esta ideia (como a forma verbal" emprenhou" e o adjetivo "cobridor")</li><li>Megalómano-desvia as riquezas nacionais para<br>manter uma corte dominado pelo luxo "com todo o paço e capela real armados de panos e ouros, e a corte ajoujada de galas, que mal se distinguem as<br>feições e os vultos debaixo de tanto adereço de franças e bandarras."</li><li>Vaidoso- contrata um musico estrangeiro par tocar para ele "Mafra um montanhão de pedra e vem de Londres contratado Domenico Scarlatti. À lição assistem as majestades, em pequeno estado, umas trinta pessoas,"</li><li>Arrogante- "Em rei seria defeito a modéstia."</li></ul><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-25 17:44:04 UTC</pubDate>
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         <title>Caracterização social</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Adquire o cognome de <em>Magnânimo</em> devido à promoção de obras grandiosas como o <em>Convento de Mafra: "Medita D. João V ... para o meu convento de Mafra,"</em></li><li>Poderoso: "D. João V está numa sala do torreão, virada ao rio. Mandou sair os camaristas, os<br>secretários, os frades, uma cantarina da comédia, não quer ver ninguém. Tem desenhado na cara o medo de morrer, vergonha suprema em monarca tão poderoso.."</li><li>Rico: "D. João, quinto já se sabe de seu nome na tabela dos reis, sentado<br>numa cadeira de braços de pau-santo, para mais comodamente estar e assim com outro sossego atender ao guarda-livros que vai escriturando no rol os bens e as riquezas, "</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-25 17:44:22 UTC</pubDate>
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         <title>1.2 Personagens principais: Rainha D. Maria Ana Josefa</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Nasceu em 1983, em Linz na Áustria.</li><li>Aos 25 anos casou-se com D. João V e tornou-se Rainha de Portugal.</li><li>Deu á luz o futuro Rei de Portugal, D. José I.</li><li>Faleceu em 1754 em Belém, Lisboa.</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-26 17:49:41 UTC</pubDate>
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         <title>Caracterização física</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Só serve para procriar-"porque sendo a mulher, naturalmente, vaso de receber"&nbsp;</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-26 18:00:04 UTC</pubDate>
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         <title>Caracterização social</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Rainha:</li></ul><div>"D. Maria Ana Josefa, que chegou há mais de dois anos da Áustria para dar infantes à coroa portuguesa"</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-26 18:00:18 UTC</pubDate>
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         <title>Caracterização psicológica</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Friorenta: "D. Maria Ana, que não veio de um país quente, não suporta o clima deste. Cobre-se toda com o imenso e altíssimo cobertor, e assim fica, enroscada como toupeira que encontrou pedra no caminho e está a decidir para que lado há-de continuar a escavação da<br>galeria."</li></ul><div><br></div><ul><li>Bondosa: "D. Maria Ana, por ser tão piedosa senhora,"</li></ul><div><br></div><ul><li>Religiosa: "D. Maria Ana, como razões acrescentadas de recato, tem a mais a maníaca devoção com que foi educada na Áustria, e a cumplicidade que deu ao artifício franciscano, assim mostrando ou dando a entender que a criança que em seu ventre se está formando é tão filha do rei de Portugal como do próprio Deus, a troco de um convento.</li><li>Paciente e Humilde: "o seu dever real e conjugal, nem a paciência e humildade da rainha que, a mais das preces, se sacrifica a uma imobilidade total."</li><li>Infeliz e passiva (consciente da infidelidade do marido): "abundam no reino bastardos da real semente"</li><li>A rainha representa a mulher que só através do sonho se liberta da sua condição nobre para assumir a sua feminilidade: "São meandros do inconsciente real, como aqueles outros sonhos que sempre D. Maria Ana tem, vá lá explicá-los, quando el-rei vem ao seu quarto, que é ver-se atravessando o Terreiro do Paço para o lado dos açougues, levantando a saia à frente e patinhando numa lama aguada e pegajosa que cheira ao que cheiram os homens quando descarregam, enquanto o infante D. Francisco, seu cunhado, cujo antigo quarto agora ocupa, alguma assombração lhe ficando, dança em redor dela, empoleirado em andas, como uma cegonha negra."</li></ul><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-26 18:00:35 UTC</pubDate>
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         <title>1.3- Personagens principais: Baltasar Mateus</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-01-27 12:14:59 UTC</pubDate>
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         <title>Caracterização física</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Alto- "homem alto que lhe estava perto, perguntou, Que nome é o seu, e o homem disse, naturalmente, assim<br>reconhecendo o direito de esta mulher lhe fazer perguntas, Baltasar Mateus, "</li><li>Maneta- "..., depois de lhe cortarem a mão esquerda pelo nó do pulso..."</li><li>Idade- "E vossemecê, que idade tem, e Baltasar<br>respondeu, Vinte e seis anos."</li><li>Cara -«Cara escura e barbada»</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-03 10:46:05 UTC</pubDate>
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         <title>Caracterização psicológica</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Determinado- "Já era Primavera quando, pago aos poucos por conta, o seleiro, com a última verba,<br>lhe entregou o gancho, mais o espigão que, por capricho de ter duas diferentes mãos esquerdas, Baltasar Sete-Sóis encomendara."</li><li>Resiliente- "Baltasar Sete-Sóis leva os ferros no alforge porque há momentos, horas inteiras, em que sente a mão como se ainda a tivesse na ponta do braço"</li><li>Corajoso- "Este que por desafrontada aparência, sacudir da espada e desparelhadas vestes, ainda que descalço, parece soldado, é Baltasar Mateus, o Sete-Sóis."</li><li>Generoso- "Estando vaza a maré, ficava alto o cais, e Baltasar ajudou a mulher do farnel e o seu homem, de peito feito pisou o gracioso que não tugiu nem mugiu,"</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-03 10:46:24 UTC</pubDate>
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         <title>Caracterização social</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Pragmático- "Com perdão da confiança, só os pássaros voam, e os anjos, e os homens quando sonham, mas em sonhos não há firmeza"</li><li>Origem humilde- "Com a última luz do dia chegara o pai de Baltasar, de seu nome João Francisco, filho de Manuel e Jacinta, aqui nascido em Mafra, sempre nela vivendo, nesta mesma casa à sombra da igreja de Santo André e do palácio dos viscondes, e, para ficar a saber-se mais alguma coisa,"</li><li>Acredita no que os olhos vêm- "A Baltasar convencia-o o desenho, não precisava de explicações pela razão simples de que não vendo nós a ave por dentro, não sabemos o que a faz voar, e no entanto ela voa, porquê, por ter a ave forma de ave, não há nada mais simples"</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-03 10:46:44 UTC</pubDate>
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         <title>1.4- Personagens principais: Blimunda </title>
         <author>joaomelita20201084</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-02-03 11:34:02 UTC</pubDate>
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         <title>Características físicas </title>
         <author>joaomelita20201084</author>
         <link>https://padlet.com/goncalocosta20201080/igrc5jzxqa85dsaq/wish/2467449606</link>
         <description><![CDATA[<ul><li>Olhos: "olhos como estes nunca se viram, claros de cinzento, ou verde, ou azul, que com a luz de fora variam ou o pensamento de dentro, e às vezes tornam-se negros nocturnos ou brancos brilhantes como lascado carvão de pedra."</li></ul><div>&nbsp;</div><ul><li>Corpo: "o corpo dela, que é alto e delgado como a inglesa que acordado sonhou no preciso dia<br>em que desembarcou em Lisboa."</li></ul><div><br></div><ul><li>Idade: "Que idade tens, perguntou Baltasar, e Blimunda respondeu, Dezanove anos".&nbsp;</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-03 11:38:14 UTC</pubDate>
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         <title>Características psicológicas </title>
         <author>joaomelita20201084</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Preocupada- "Quando, de manhã, Baltasar acordou, viu Blimunda deitada ao seu lado, a comer pão,<br>de olhos fechados. Só os abriu, cinzentos àquela hora, depois de ter acabado de comer, E<br>disse, Nunca te olharei por dentro."</li><li>Tem o dom de ver o interior das pessoas quando está em jejum- "Que poder é esse teu, Vejo o que está dentro dos corpos, e às vezes o que está no interior da terra, vejo o que está por baixo da pele, e às vezes mesmo por baixo das roupas, mas só vejo quando estou em jejum, perco o dom quando muda o quarto da lua, mas volta logo a seguir, quem me dera que o não tivesse,"</li><li>Corajosa (vai procurar Baltasar sozinha)- "Blimunda foi à barraca buscar a manta e o alforge, entrou em casa, juntou o que podia de comida, uma escudela de pau, uma colher, algumas roupas suas, outras de Baltasar. Depois meteu tudo no alforge e saiu. Começava a escurecer, mas, agora, de nenhuma noite teria medo, se tão negra é a que leva dentro de si."</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-03 11:39:10 UTC</pubDate>
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         <title>1.1- Primeira linha de ação: A do rei D. João V</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<div>Abrange todas as personagens da família real e relaciona-se com a segunda linha de acção, uma vez que a promessa do rei é que vai possibilitar a construção do convento. Esta linha tem como espaço principal a corte e, depois, o convento, na altura da sua inauguração, no dia de aniversário do rei.</div><ul><li>«Prometo, pela minha palavra real, que farei construir um convento de franciscanos na vila de Mafra se a rainha me der um filho no prazo de um ano a contar deste dia em que estamos...»</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-03 11:39:30 UTC</pubDate>
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         <title>Características sociais </title>
         <author>joaomelita20201084</author>
         <link>https://padlet.com/goncalocosta20201080/igrc5jzxqa85dsaq/wish/2467450810</link>
         <description><![CDATA[<ul><li>Mulher do povo e origem humilde (só havia duas colheres em casa dela a dela e a da mãe)- "Blimunda levantou-se do mocho, acendeu o lume na lareira, pôs sobre a trempe uma<br>panela de sopas, e quando ela ferveu deitou uma parte para duas tigelas largas que serviu aos dois homens, fez tudo isto sem falar, não tornara a abrir a boca depois que perguntou, há quantas horas, Que nome é o seu, e apesar de o padre ter acabado primeiro de comer, esperou que Baltasar terminasse para se servir da colher dele, era como se calada estivesse respondendo a outra pergunta, Aceitas para a tua boca a colher de que se serviu a boca deste homem,"</li></ul><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-03 11:39:32 UTC</pubDate>
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         <title>1.2- Segunda linha de ação: Construção do convento</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<div>Esta é a linha principal da história, a par da quarta – a que respeita à construção da passarola. Esta segunda linha de acção vai ganhando relevo e une a primeira à terceira: se o convento é obra e promessa do rei, é ao sacrifício dos homens, aqui representados por Baltasar e Blimunda, que ela se deve. Glorificam-se aqui os homens que se sacrificam, passam por dificuldades, mas que também as vencem.-</div><ul><li>"Entre Pêro Pinheiro e Mafra gastaram oito dias completos"</li><li>"Tantas horas de esforço para tão pouco andar, tanto suor, tanto medo, e aquele monstro de pedra a resvalar quando devia estar parado, imóvel quando deveria mexer-se, amaldiçoado sejas tu"</li><li>"Vai ser uma grande jornada. Daqui a Mafra, mesmo tendo el-rei mandado consertar as calçadas, o caminho é custoso, sempre a subir e a descer, ora ladeando os vales, ora empinando-se para as alturas, ora mergulhando a fundo, quem fez as contas aos quatrocentos bois e aos seiscentos homens, se as errou, foi na falta, não que estejam de sobra"</li><li>«Seiscentos homens agarrados desesperadamente aos doze calabres que tinham sido fixados na traseira da plataforma, seiscentos homens que sentiam, com o tempo e o esforço, ir-se-lhes aos poucos a tesura dos músculos, seiscentos homens que eram seiscentos medos de ser, agora sim, ontem aquilo foi uma brincadeira de rapazes [...] »</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-03 11:55:49 UTC</pubDate>
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         <title>1.3- Terceira linha de ação: Baltasar e Blimunda</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
         <link>https://padlet.com/goncalocosta20201080/igrc5jzxqa85dsaq/wish/2467465651</link>
         <description><![CDATA[<div>Nesta linha relata-se uma história de amor e o modo de vida do povo português. As duas personagens (Baltasar e Blimunda) são as construtoras da passarola; a figura masculina é também, depois, construtora do convento, constituindo-se paradigma da força que faz mover Portugal – a do povo.-</div><ul><li>«Lembras-te da primeira vez que dormiste comigo, teres dito que te olhei por dentro, Lembro-me, Não sabias o que estavas a dizer, nem soubeste o que estavas a ouvir quando eu te disse que nunca te olharia por dentro. [...] Eu posso olhar por dentro das pessoas. [...] mas só vejo quando estou em jejum, perco o dom quando muda o quarto da lua, mas volta logo a seguir, quem me dera que o não tivesse»</li><li>«Entraram no quintal. O luar já era cor de leite. [...] Havia ali uma velha barraca coberta de bunho<br>apodrecido [...] para dentro da barraca o levou Blimunda [...] só Gabriel aqui virá ter encontros depois de mudadas estas vidas, tão perto isso já vem e ninguém o adivinha. Talvez alguém, talvez Blimunda, não por ter puxado Baltasar para a barraca, [...] mas por uma ânsia que lhe aperta o coração, pela violência com que abraça Baltasar, pela sofreguidão do beijo, pobres bocas, perdida está a frescura, perdidos estão alguns dentes, partidos outros, afinal o amor existe sobre todas as<br>coisas. Contra o costume, dormiram ali.»</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-03 11:56:29 UTC</pubDate>
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         <title>1.4- Quarta linha de ação: Construção da passarola</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<div>Esta relaciona-se com o sonho e o desejo de construir uma máquina voadora. Articula-se com a primeira e segunda linhas de acção, porque o padre é o mediador entre a corte e o povo. Também se enquadra na terceira linha, dado que a construção da passarola resulta da força das vontades que Blimunda tem de recolher para que a passarola voe.<br><br></div><div>Pela análise das sequências narrativas da obra, verifica-se a existência de um plano ficcional que se cruza com a História<strong>, </strong>uma vez que a construção da passarola, evento a que a História se refere, acaba por ser ficcionada quando se afirma que se moverá pela força das «vontades» que Blimunda recolhe.<br><br></div><ul><li>«Aquele que ali vem é o padre Bartolomeu Lourenço, a quem chamam o Voador»</li><li>«Tenho sido a risada da corte e dos poetas, um deles, Tomás Pinto Brandão, chamou ao meu invento coisa de vento que se há de acabar cedo, se não fosse a proteção de el-rei não sei o que seria de mim, mas el-rei acreditou na minha máquina»</li><li>«És um homem natural, nem cascos de mula nem asas de passarola, É assim que se chama a sua<br>máquina, perguntou Baltasar, e o padre respondeu, Assim lhe têm chamado por desprezo.»</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-03 12:00:52 UTC</pubDate>
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         <title>Tempo psicológico</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<div>Tempo subjetivo, relacionado com as emoções, a problemática existencial das personagens, ou seja, a forma como estas sentem a passagem do tempo, vivendo momentos felizes e/ou infelizes.</div><ul><li>No percurso até Espanha, Maria Bárbara vai observando o que a rodeia e, a partir daí, medita sobre vários assuntos, nomeadamente sobre o facto de nunca ter visto o convento erigido em honra do seu nascimento- "Agora mesmo se lembrou de que, afinal, nunca foi a Mafra, que estranha coisa, constrói-se um convento porque nasceu Maria Bárbara, cumpre-se o voto porque Maria Bárbara nasceu, e Maria Bárbara não viu,<br>não sabe, não tocou com o dedinho rechonchudo a primeira pedra, nem a segunda,"</li></ul><div>Dessa forma D. Maria apercebe-se através de uma reflexão psicológica deque já passou imenso tempo e ela nem sequer tocou no convento.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-03 12:27:36 UTC</pubDate>
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         <title>1.5- Personagens principais: Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão.</title>
         <author>joaomelita20201084</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-02-10 11:01:12 UTC</pubDate>
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         <title>Tempo Histórico</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Logo no início do romance, podemos inferir que a ação tem início no ano de 1711, através da seguinte<br>referência do narrador -"(. ..) S. Francisco andava pelo mundo, precisamente há quinhentos anos, em mil duzentos e onze (. . .)"</li><li>Referencias cronológicas:</li><li>Em 1711 Blimunda conhece Baltasar em Lisboa, num auto-de-fé -"Blimunda disse ao padre, Ali vai minha mãe, e depois, voltando-se para o homem alto que<br>lhe estava perto, perguntou, Que nome é o seu, e o homem disse, naturalmente, assim<br>reconhecendo o direito de esta mulher lhe fazer perguntas, Baltasar Mateus, também me<br>chamam Sete-Sóis."</li><li>Em 1717, tem lugar a bênção da primeira pedra do Convento de Mafra- "diremos que o peso da pedra da varanda da casa a que se chamará de Benedictione<br>é de trinta e um mil e vinte e um quilos, trinta e uma toneladas em números redondos,"</li><li>em 1717, Baltasar e Blimunda regressam a Lisboa para trabalhar na passarola do padre Bartolomeu de Gusmão - "Entre o palácio, de um lado, e o celeiro e a abegoaria, do outro, o pátio apresentava-se varrido. Corria água numa caleira, ouvia-se girar uma nora. Os canteiros próximos estavam cultivados, as árvores de fruto tinham sido limpas e podadas, à vista nada havia que pudesse lembrar a brava selva de há dez anos, quando pela primeira vez Baltasar e Blimunda aqui entraram. Lá para diante, a quinta continua inculta, por força assim tem de<br>ser, se para trabalhar a terra só há três mãos, e essas ocupadas, grande parte do tempo, em obra que da terra não é."</li><li>em 1719, celebra-se o casamento de D. José com Mariana Vitória e de Maria Bárbara com o príncipe D. Fernando (VI de Espanha).-"Mariana Vitória, da<br>banda nossa vai Maria Bárbara, os noivos são o José de cá e o Fernando de lá, respectivamente, como se costuma dizer."</li><li>em 1730, mais propriamente no dia 22 de Outubro, o dia do quadragésimo primeiro aniversário do rei, realiza-se a sagração do Convento de Mafra.-"vinte e dois de<br>Outubro, a um domingo, tendo os secretários respondido, após cuidadosa verificação do<br>calendário, que tal coincidência se daria daí a dois anos, em mil setecentos e trinta, Então é<br>nesse dia que se fará a sagração da basílica de Mafra, assim o quero, ordeno e determino, e<br>quando isto ouviram foram os camaristas beijar a mão do seu senhor, vós me direis qual é<br>mais excelente, se ser do mundo rei, se desta gente."</li><li>a ação termina em 1739, no momento em que Blimunda vê Baltasar a ser queimado em Lisboa, num auto-de-fé.-"Naquele extremo arde um homem a quem falta a mão esquerda. Talvez por ter a barba enegrecida, prodígio cosmético da fuligem, parece mais novo. E uma nuvem fechada está no centro do seu corpo. Então Blimunda disse, Vem. Desprendeu-se a vontade de Baltasar<br>Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Blimunda."</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-10 11:15:58 UTC</pubDate>
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         <title>Características físicas </title>
         <author>joaomelita20201084</author>
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         <description><![CDATA[<div>Idade: "Bartolomeu Lourenço não respondeu, apenas o olhou a direito, e assim ficaram parados, o padre um pouco mias baixo e parecendo mais novo, mas não, têm ambos a mesma idade, vinte e seis anos, como de Baltazar."</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-10 11:18:34 UTC</pubDate>
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         <title>Tempo do Discurso</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
         <link>https://padlet.com/goncalocosta20201080/igrc5jzxqa85dsaq/wish/2476297422</link>
         <description><![CDATA[<ul><li>Elipse- "Meses inteiros se passaram desde então, o ano é já outro, ouve-se cair a chuva no telhado, há grandes ventos sobre o rio e a barra,"</li><li>Sumário- "Durante nove anos, Blimunda procurou Baltasar. [...]"</li><li>Analepse- "Deve-se a construção do convento de Mafra ao rei D. João V, por um voto que fez se lhe<br>nascesse um filho,"</li><li>Prolepse- "a prova é que, por compensação da morte desta criança, morrerá o infante D. Pedro quando chegar à mesma idade,"</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-10 11:35:22 UTC</pubDate>
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         <title>Espaço físico</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<div>Lisboa:<br><br></div><ul><li>Terreiro do paço: "São meandros do inconsciente real, como aqueles outros sonhos que sempre D. Maria&nbsp; Ana tem, vá lá explicá-los, quando el-rei vem ao seu quarto, que é ver-se atravessando o&nbsp; Terreiro do Paço para o lado dos açougues,"</li></ul><div><br></div><ul><li>Rossio: "e tendo&nbsp; passado à ilharga do Rossio, foram dar ao Postigo de S. Roque,"</li></ul><div><br></div><ul><li>Abegoaria: "A um lado do pátio espaçoso&nbsp; ficava um celeiro, ou abegoaria, ou adega, estando vazio não se podia saber que serventia&nbsp; fora a sua, pois para celeiro lhe faltavam tulhas, para abegoaria onde estariam as argolas, e&nbsp; adega não a há sem tonéis.&nbsp;</li></ul><div><br><br>Mafra:<br><br></div><ul><li>Vila de Mafra: " além dos mendicantes como donos da casa que receberá o menino morto de desmame,&nbsp; privilégio que os frades muito merecem, como mereceram o convento que vai ser&nbsp; construído na vila de Mafra,"</li></ul><div><br></div><ul><li>Alto da Vela: "E, para prova de que em sonhos não há firmeza, se foi&nbsp; capaz de lavrar, sonhando, o alto da Vela, bastou-lhe olhar outra vez o arado para perceber&nbsp; o que vale uma mão esquerda."</li></ul><div><br></div><ul><li>Ilha da Madeira: "Sabia já Baltasar que o sítio onde se encontrava era conhecido pelo nome de Ilha da<br>Madeira,"</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-10 11:36:41 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Espaço social</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<div>Ao nível da construção do espaço social, destacam--se os<br>seguintes momentos:</div><ul><li>Procissão da Quaresma: "e para não fugirmos ao costumado fica tudo&nbsp; entre o pecado e a penitência, que não é só na procissão da Quaresma que saem à rua as&nbsp; disciplinas excitantes,"</li></ul><div><br></div><ul><li>Autos-de-fé: "O padre persignou-se, Graças, meu Deus,&nbsp; agora voarei. Tirou do alforge um frasco de vidro que tinha presa ao fundo, dentro, uma&nbsp; pastilha de âmbar amarelo, Este âmbar, também chamado electro, atrai o éter, andarás&nbsp; sempre com ele por onde andarem pessoas, em procissões, em autos-de-fé, aqui nas obras&nbsp; do convento, e quando vires que a nuvem vai sair de dentro delas, está sempre a suceder,&nbsp; aproximas o frasco aberto, e a vontade entrará nele,"</li></ul><div><br></div><ul><li>A tourada: "Já lá vai pelo mar fora o padre Bartolomeu Lourenço, e nós que iremos fazer agora,&nbsp; sem a próxima esperança do céu, pois vamos às touradas, que é bem bom divertimento,"</li></ul><div><br></div><ul><li>Procissão do corpo de Deus: "Aí está Junho. Corre por Lisboa a não fausta notícia de que este ano a procissão do Corpo de Deus não trará as antigas figuras dos&nbsp; &nbsp; gigantes, nem a serpente silvante"</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-10 11:36:49 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Espaço psicológico</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
         <link>https://padlet.com/goncalocosta20201080/igrc5jzxqa85dsaq/wish/2476298884</link>
         <description><![CDATA[<div>O espaço psicológico é constituído pelo conjunto de<br>elementos que traduz a interioridade das personagens, ou seja, os seus sonhos, relações e até mesmo pensamentos.<br><br></div><ul><li>Exemplo de sonho: "São meandros do inconsciente real, como aqueles outros sonhos que sempre D. Maria Ana tem, vá lá explicá-los, quando el-rei vem ao seu quarto, que é ver-se atravessando o Terreiro do Paço para o lado dos açougues,"</li></ul><div><br></div><ul><li>Exemplo de relação: "Deitaram-se. Blimunda era virgem. Que idade tens, perguntou Baltasar, e Blimunda respondeu, Dezanove anos, mas já então se tornara muito mais velha. Correu algum sangue sobre a esteira. Com as pontas dos dedos médio e indicador humedecidos nele, Blimunda persignou-se e fez uma cruz no peito de Baltasar, sobre o coração. Estavam ambos nus."</li></ul><div><br></div><ul><li>Exemplo de Pensamento: "Pode falar com el-rei, espantou-se Baltasar, e acrescentou, Pode falar a el-rei e conhecia a mãe de Blimunda, que foi condenada pela Inquisição, que padre é este padre, palavras estas últimas que Sete-Sóis não terá dito em voz alta, só inquieto as pensou."</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-10 11:37:00 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title> Estilo</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
         <link>https://padlet.com/goncalocosta20201080/igrc5jzxqa85dsaq/wish/2476313507</link>
         <description><![CDATA[<ul><li>Heterodiegético - <em>«São pensamentos confusos que isto diriam se pudessem ser postos por ordem, aparados de excrescências, nem vale a pena perguntar, Em que estás a pensar, Sete-Sóis, porque ele responderia, julgando dizer a verdade, Em nada, e contudo já pensou tudo isto</em>,»</li><li>Homodiegético -<em>«Já lá vai pelo mar fora o Padre Bartolomeu Lourenço, e nós que iremos fazer agora, sem a próxima esperança do céu, pois vamos às touradas que é bem bom divertimento</em>»</li><li>Conjunção entre um narrador homodiegético e heterodiegético -<em>«El-rei foi a Mafra escolher o sítio onde há-de ser o convento. Ficará neste alto a que chamam de Vela, daqui se vê o mar, correm águas abundantes e dulcíssimas para o futuro pomar e horta que não hão-de os franciscanos de cá ser de menos que os cistercienses de Alcobaça em primores de cultivo, a S. Francisco de Assis lhe bastaria um ermo, mas esse era santo e está morto</em>»</li><li>Omnisciente- <em>«Neste dia, desde o nascer do sol até ao fim da tarde, fizeram uns mil e quinhentos passos (…) Tantas horas de esforço para tão pouco andar, tanto suor, tanto medo, e aquele monstro de pedra a resvalar quando devia estar arado, imóvel quando deveria mexer-se, amaldiçoado sejas tu, mais quem da terra te mandou tirar e a nós arrastar por estes ermos</em>»</li></ul><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-10 11:52:23 UTC</pubDate>
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         <title>Linguagem</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
         <link>https://padlet.com/goncalocosta20201080/igrc5jzxqa85dsaq/wish/2476319132</link>
         <description><![CDATA[<ul><li>Eliminação do travessão e dos dois pontos;</li><li>A substituição do ponto de interrogação e de outros<br>sinais de pontuação pela vírgula;</li><li>Sendo o início de cada fala apenas assinalado pela<br>maiúscula.</li></ul><div>"Por uma hora ficaram os dois sentados, sem falar. Apenas uma vez Baltasar se levantou<br>para pôr alguma lenha na fogueira que esmorecia, e uma vez Blimunda espevitou o morrão<br>da candeia que estava comendo a luz e então, sendo tanta a claridade, pôde Sete-Sóis<br>dizer, Por que foi que perguntaste o meu nome, e Blimunda respondeu, Porque minha mãe<br>o quis saber e queria que eu o soubesse, Como sabes, se com ela não pudeste falar, Sei<br>que sei, não sei como sei, não faças perguntas a que não posso responder, faze como<br>fizeste, vieste e não perguntaste porquê, E agora, Se não tens onde viver melhor, fica aqui,<br>Hei-de ir para Mafra, tenho lá família, Mulher, Pais e uma irmã, Fica, enquanto não fores,<br>será sempre tempo de partires, Por que queres tu que eu fique, Porque é preciso, Não é<br>razão que me convença, Se não quiseres ficar, vai-te embora, não te posso obrigar, Não<br>tenho forças que me levem daqui, deitaste-me um encanto, Não deitei tal, não disse uma<br>palavra, não te toquei, Olhaste-me por dentro, Juro que nunca te olharei por dentro, Juras<br>que não o farás e já o fizeste, Não sabes de que estás a falar, não te olhei por dentro, Se eu<br>ficar, onde durmo, Comigo“</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-10 11:58:28 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Características psicológicas.</title>
         <author>martimrascao20201094</author>
         <link>https://padlet.com/goncalocosta20201080/igrc5jzxqa85dsaq/wish/2485415156</link>
         <description><![CDATA[<ul><li>Muito á frente para o seu tempo- "Pode falar com el-rei, espantou-se Baltasar, e acrescentou, Pode falar a el-rei e conhecia a mãe de Blimunda, que foi condenada pela Inquisição, que padre é este padre"&nbsp;</li><li>Sonhador- "Aquele que ali vem é o padre Bartolomeu Lourenço, a quem chamam o Voador" (tem o sonho de voar)</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-16 18:40:34 UTC</pubDate>
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         <title>Características sociais.</title>
         <author>martimrascao20201094</author>
         <link>https://padlet.com/goncalocosta20201080/igrc5jzxqa85dsaq/wish/2485415624</link>
         <description><![CDATA[<ul><li>Protegido pelo rei-&nbsp; "Tenho sido a risada da corte e dos poetas, um deles, Tomás Pinto Brandão, chamou ao meu invento coisa de vento que se há de acabar cedo, se não fosse a proteção de el-rei não sei o que seria de<br>mim, mas el-rei acreditou na minha máquina"<br><br></li><li>Estrangeirado- "Partirei breve para a Holanda, que é terra de muitos sábios, e lá aprenderei"</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-16 18:40:55 UTC</pubDate>
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         <title>Com Luís de Camões</title>
         <author>martimrascao20201094</author>
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         <description><![CDATA[<div>1- <br><em>"[…] e, assim como o homem, bicho da terra, se fez marinheiro por necessidade, por necessidade se fará voador […]”<br><br>“[…]<br>Onde pode acolher-se um fraco humano,<br>Onde terá segura a curta vida,<br>Que não se arme e se indigne o Céu sereno<br>Contra um bicho da terra tão pequeno?”</em></div><div><br>2-<br><em>“[…] foi como o sopro gigantesco de Adamastor, se Adamastor soprou, quando lhe dobravam o cabo dos seus e dos nossos trabalhos […]”<br><br>“Assi contava; e, cum medonho choro,</em><br><em>Súbito de ante os olhos se apartou.</em><br><em>Desfez-se a nuvem negra, e cum sonoro</em><br><em>Bramido muito longe o mar soou.</em><br><em>Eu, levantando as mãos ao santo coro</em><br><em>Dos Anjos, que tão longe nos guiou,</em><br><em>A Deus pedi que removesse os duros</em><br><em>Casos, que Adamastor contou futuros.”&nbsp;</em></div><div><br>3-<br><em>[…] por isso se lhes aperta o coração tanto, quem sabe que perigos os esperam, que adamastores, que fogos de Santelmo, acaso se levantam do mar, que ao longe se&nbsp; vê, trombas d’água que vão sugar os ares e o tornam a dar salgado.”&nbsp;</em></div><div><br><em>“Vi, claramente visto, o lume vivo</em></div><div><em>Que a marítima gente tem por Santo,</em></div><div><em>Em tempo de tormenta e vento esquivo,</em></div><div><em>De tempestade escura e triste pranto.</em></div><div><em>Não menos foi a todos excessivo</em></div><div><em>Milagre, e cousa, certo, de alto espanto,</em></div><div><em>Ver as nuvens, do mar com largo cano,</em></div><div><em>Sorver as altas águas do Oceano.”</em></div><div><br></div><div><em>“Eu o vi certamente (e não presumo</em></div><div><em>Que a vista me enganava): levantar-se</em></div><div><em>No ar um vaporzinho e sutil fumo,</em></div><div><em>E, do vento trazido, rodear-se</em>;</div><div><em>[…]”</em></div><div><br>4-<br><em>“Já vai andando a récua dos homens de Arganil, acompanham-nos até fora da vila as infelizes, que vão clamando, qual em cabelo, Ó doce e amado esposo, e outra protestando, Ó filho, a quem eu tinha só para refrigério e doce amparo desta cansada já velhice minha […]”&nbsp;</em></div><div><br><em>“Qual vai dizendo: «Ó filho, a quem eu tinha</em></div><div><em>Só pera refrigério e doce emparo</em></div><div><em>Desta cansada já velhice minha,</em></div><div><em>Que em choro acabará, penoso e amaro,</em></div><div><em>Porque me deixas, mísera e mesquinha?</em></div><div><em>Porque de mi te vás, ó filho caro,</em></div><div><em>A fazer o funéreo enterramento</em></div><div><em>Onde sejas de pexes mantimento?»</em></div><div><br></div><div><em>Qual em cabelo: «Ó doce e amado esposo,</em></div><div><em>Sem quem não quis Amor que viver possa,</em></div><div><em>Porque is aventurar ao mar iroso</em></div><div><em>Essa vida que é minha e não é vossa?</em></div><div><em>Como, por um caminho duvidoso,</em></div><div><em>Vos esquece a afeição tão doce nossa?</em></div><div><em>Nosso amor, nosso vão contentamento,</em></div><div><em>Quereis que com as velas leve o vento?»”</em></div><div><br>5-<br><em>“[…] mas a este velho de aspeto venerando, ainda que sujo, qualquer criado de cavalariça entende dever resposta […]”<br><br>“Mas um velho, de aspeito venerando,</em></div><div><em>Que ficava nas praias, entre a gente,</em></div><div><em>Postos em nós os olhos, meneando</em></div><div><em>Três vezes a cabeça, descontente,</em></div><div><em>A voz pesada um pouco alevantando,</em></div><div><em>Que nós no mar ouvimos claramente,</em></div><div>cum<em> saber só de experiências feito,</em></div><div><em>Tais palavras tirou do experto peito:<br><br>6-<br>“Ó glória de mandar, ó vã cobiça […]”&nbsp;<br><br>«Ó glória de mandar! Ó vã cobiça</em></div><div><em>Desta vaidade, a quem chamamos Fama!</em></div><div><em>Ó fraudulento gosto, que se atiça</em></div><div><em>Cũa aura popular, que honra se chama!</em></div><div><em>Que castigo tamanho e que justiça</em></div><div><em>Fazes no peito vão que muito te ama!</em></div><div><em>Que mortes, que perigos, que tormentas,</em></div><div><em>Que crueldades neles esprimentas!”</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-16 19:38:01 UTC</pubDate>
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         <title>Com Fernando Pessoa (Mensagem)</title>
         <author>martimrascao20201094</author>
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         <description><![CDATA[<div><em>“Em seu trono entre o brilho das estrelas, com seu manto de noite e de solidão, tem aos seus pés o mar novo e as mortas eras, o único imperador&nbsp; que tem, deveras, o globo mundo em sua mão, este tal foi o infante&nbsp;</em></div><div><em>D. Henrique, consoante o louvará um poeta por ora ainda não nascido […]”&nbsp;</em></div><div><br><em>O Infante D. Henrique</em><strong><em><br></em></strong><em>“Em seu trono entre o brilho das esferas,</em></div><div><em>Com seu manto de noite e solidão,</em></div><div><em>Tem aos pés o mar novo e as mortas eras – O único imperador que tem, deveras,</em></div><div><em>O globo mundo em sua mão.”</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-16 19:42:45 UTC</pubDate>
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         <title>Com Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)</title>
         <author>martimrascao20201094</author>
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         <description><![CDATA[<div><em>[…] bendita sejas tu, noite, que cobres e proteges o belo e o feio com a mesma indiferente capa, noite antiquíssima e idêntica, vem.”&nbsp;</em></div><div><br><em>“Vem, Noite antiquíssima e idêntica,&nbsp;</em></div><div><em>Noite Rainha nascida destronada,&nbsp;</em></div><div><em>Noite igual por dentro ao silêncio. Noite&nbsp;</em></div><div><em>Com as estrelas lantejoulas rápidas&nbsp;</em></div><div><em>No teu vestido franjado de Infinito.</em></div><div><em>[…]”</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-16 19:44:35 UTC</pubDate>
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         <title>Com Guerra Junqueiro</title>
         <author>martimrascao20201094</author>
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         <description><![CDATA[<div><em>“Toque-toque-toque, lindo burriquito, deste não o diria o verso, que tem, o verso não, não poucas mataduras debaixo do albardão, mas caminha contente o asno, a carga é leve e faz-se ligeira, onde já vai a esbelteza aérea de Blimunda, dezasseis anos passaram desde que a vimos pela primeira vez […]”&nbsp;</em></div><div><br><em>A Moleirinha</em></div><div><em>“Pela estrada plana, toque, toque, toque,<br>Guia o jumentinho uma velhinha errante.<br>Como vão ligeiros, ambos a reboque,<br>Antes que anoiteça, toque, toque, toque,<br>A velhinha atrás, o jumentito adiante!...</em></div><div><em>[…]”</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-16 19:46:30 UTC</pubDate>
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         <title>Com Padre António Vieira</title>
         <author>martimrascao20201094</author>
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         <description><![CDATA[<div><em>“Da sua gaiola de madeira pregou o celebrante ao mar de gente, se fosse o mar de peixes, que formoso sermão se podia ter repetido aqui, mas com a sua doutrina muito clara, muito sã, mas, peixes não sendo, foi a pregação como a mereciam homens e só a ouviram os fiéis que mais ao perto estavam […]”</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-16 19:48:31 UTC</pubDate>
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         <title>Com a Bíblia</title>
         <author>martimrascao20201094</author>
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         <description><![CDATA[<div>1-<br><em>“[…] Há um tempo para construir e um tempo para destruir […]”<br><br>2-<br>“Atire-lhes a segunda pedra quem não caiu nunca em pecados afins, o mesmo Cristo favoreceu a Pedro e amimou a João, e eram doze os apóstolos. Um dia se averiguará que Judas traiu por ciúme e abandono.”&nbsp;<br><br>3-<br>“[…] parece não ser mais que uma declaração solene para a história, como aquela, tão conhecida, Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito […]”</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-16 19:51:08 UTC</pubDate>
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         <title>Com provérbios e aforismos</title>
         <author>martimrascao20201094</author>
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         <description><![CDATA[<div>1-<br><em>[…] porque abundam no reino bastardos da real semente e ainda agora a procissão vai na praça.”</em><strong><em>&nbsp;<br><br>2-<br></em></strong><em>“[…] pagai portanto o devido, dai a César o que é de Deus, a Deus o que é de César […]”&nbsp; </em></div><div><br>3-<br><em>“[…] se é certo que o hábito não faz o monge, faz sem dúvida a fé […]”<br><br>4-<br>[…] o que vale é que de noite todos os gatos são pardos e vultos todos os homens […]”<br><br>5-<br>“Enfeixados e atados os vimes, aumentou a carga, mas quem de gosto carrega não cansa […]”</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-16 19:53:25 UTC</pubDate>
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         <title>As construções</title>
         <author>martimrascao20201094</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>-convento</strong>: prisão/privação/peso. <br>Construção realizada à custa do esforço humano.<br><br>"Seiscentos homens agarrados desesperadamente aos doze calabres que tinham sido fixados na traseira da plataforma, seiscentos homens que sentiam, com o tempo e o esforço, ir-se-lhes aos poucos a tesura dos músculos, seiscentos homens que eram seiscentos medos de ser, agora sim,<br>ontem aquilo foi uma brincadeira de rapazes"<br><br><strong>- Passarola</strong>: liberdade/leveza/imaginação/sonho/ evasão. Construção realizada à custa das vontades humanas.<br><br>"Diz o padre Bartolomeu Lourenço, No mundo tenho-te a ti, Blimunda, a ti, Baltasar, estão no Brasil os meus pais, em Portugal meus irmãos, portanto pais e irmãos tenho, mas para isto não servem irmãos e pais, amigos se requerem, ouçam então, na Holanda soube o que é o éter, não é aquilo que geralmente se julga e ensina, e não se pode alcançar pelas artes da alquimia, para ir buscá-lo lá onde ele está, no céu, teríamos nós de voar e ainda não voamos, mas o éter, dêem agora muita atenção ao que vou dizer-lhes, antes de subir aos ares para ser o onde as estrelas se suspendem e o ar que Deus respira, vive dentro dos homens e das mulheres, Nesse caso, é a alma, concluiu Baltasar, Não é, também eu, primeiro, pensei que fosse a alma, também pensei que o éter, afinal, fosse formado pelas almas que a morte liberta do corpo, antes de serem julgadas no fim dos tempos e do universo, mas o éter não se compõe das almas dos mortos, compõe-se, sim, ouçam bem, das vontades dos vivos."</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-16 20:10:02 UTC</pubDate>
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         <title>Os números </title>
         <author>martimrascao20201094</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>3 – perfeição; totalidade; magia</strong>&nbsp;<br>Baltasar – trabalho físico; Blimunda – trabalho espiritual; Bartolomeu – trabalho científico;<br><br></div><div>"É uma trindade terrestre, o pai, o filho e o espírito santo, eu e Baltasar temos a mesma idade, trinta e cinco anos, não poderíamos ser pai e filho naturais, isto é, segundo a natureza, mais facilmente irmãos, mas, sendo-o, gémeos teríamos de ser, ora ele nasceu em Mafra, eu no Brasil, e as parecenças são nenhumas, Quanto ao espírito, Esse seria Blimunda, talvez seja ela a que mais perto estaria de ser parte numa trindade não terrenal"</div><div><br><strong>4 – a totalidade do Universo</strong> <br>Scarlatti liga-se à triunidade, estabelecendo a união pela via artística;<br><br>"À despedida disse, Senhor Scarlatti, quando o enfadar o paço, lembre-se deste lugar, Lembrarei, por certo, e, se com isso não perturbar o trabalho de Baltasar e Blimunda, trarei para cá um cravo e tocarei para eles e para a passarola, talvez a minha música possa conciliar-se dentro das esferas com esse misterioso elemento, Senhor Escarlate, disse Baltasar, tomando bruscamente a palavra, venha quando quiser, se o senhor padre Bartolomeu Lourenço autoriza"<br><br><strong>7 – totalidade; perfeição</strong><br><br>• Data do lançamento da primeira pedra do convento (17 de novembro de 1717, cujas cerimónias começaram às 7 da manhã)<br><br>"dezassete de novembro deste ano da graça de mil setecentos e dezassete, aí se multiplicaram as pompas e as cerimónias no terreiro, logo às sete da manhã [...] e tudo isto por causa de uma simples pedra"<br><br>• 7 bispos que batizaram a princesa Maria Bárbara;<br><br>"Sete bispos a baptizaram, que eram como sete sóis de ouro e prata nos degraus do altar-mor, e ficou a chamar-se Maria Xavier Francisca Leonor Bárbara" <br><br>• Baltasar Sete-Sóis e Blimunda Sete-Luas.<br><br>"Tu és Sete-Sóis porque vês às claras, tu serás Sete-Luas porque vês às escuras, e, assim, Blimunda que até aí só se chamava, como sua mãe, de Jesus, ficou sendo Sete-Luas "<br><br><strong>9 – o prémio, o coroamento dos esforços; o fim de um<br>ciclo; o fim e o recomeço</strong><br>• 9 anos procura Blimunda Baltasar&nbsp;<br>"Durante nove anos, Blimunda procurou Baltasar."&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-16 20:16:36 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<div>Este trabalho foi proposto pela disciplina de português com o objetivo de aprofundar a obra Memorial do Convento. A obra foi escrita por José Saramago e foi publicada em outubro de 1982.<br>No Memorial do Convento, José Saramago apresenta uma caricatura da sociedade portuguesa da época do reinado de D. João V, revelando-se antimonárquico e com um humanismo fechado à transcendência, bastante angustiado e pessimista.&nbsp;<br>Neste trabalho faremos um breve resumo da obra que está dividida em ação principal e secundária, e em quatro linhas de ação.<br>Vamos apresentar e caracterizar as personagens da obra, a estrutura externa da obra, o tipo de narrador, o espaço e o tempo em que decorre a ação e a sua classificação enquanto romance.<br>E para finalizar falaremos da intertextualidade, dos elementos simbólicos e iremos apresentar um questionário.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-17 11:58:24 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<div>Com a realização deste trabalho podemos concluir que José Saramago foi um grande escritor português que combateu a falta de liberdade de expressão na época em que viveu.<br>Para além disso exploramos a estrutura externa da obra, os planos que estão presentes na obra, o tipo de narrador, o espaço, o tempo, a classificação da obra enquanto romance histórico, social, espaço e intervenção e os elementos simbólicos.<br>Também ficamos a conhecer melhor as personagens do memorial do convento, nomeadamente as personagens principais, D. João V e Maria Ana Josefa e a sua caracterização fictícia presente na obra. Fizemos uma breve contextualização da obra, e divisão em planos.&nbsp;<br>Para finalizar criámos e respondemos a um questionário.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-17 12:14:51 UTC</pubDate>
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         <title>Características físicas </title>
         <author>martimrascao20201094</author>
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         <description><![CDATA[<div>Idade atual-"pródigos os do soberano, como se espera de um homem que ainda não fez vinte e dois anos"&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-18 18:17:25 UTC</pubDate>
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         <title>2.1- Personagens secundários: Scarlatti </title>
         <author>martimrascao20201094</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-02-18 19:10:24 UTC</pubDate>
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         <title>2 Personagens secundários</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-03-02 15:10:50 UTC</pubDate>
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         <title>2.2 Personagens secundários: Povo</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<div>Esta personagem coletiva é o povo que trabalha às ordens do rei, cumprindo aqui a sua promessa de levantar um convento em Mafra aquando do nascimento de um filho para<br>suceder ao trono.<br><br>"tudo quanto é nome de homem vai aqui, tudo quanto é vida também, sobretudo se atribulada, principalmente se miserável, já que não podemos falar-lhes das vidas, por tantas serem, ao menos deixemos os nomes escritos, é essa a nossa obrigação, só para isso escrevemos, torná-los imortais, pois aí ficam, se de nós depende [...] uma letra de cada um para ficarem todos representados, porventura nem todos estes nomes serão os próprios do tempo e do lugar, menos ainda da gente, mas, enquanto não se acabar quem trabalhe, não se acabarão os trabalhos" &nbsp;<br><br>"Seiscentos homens agarrados desesperadamente aos doze calabres que tinham sido fixados na traseira da plataforma, seiscentos homens que sentiam, com o tempo e o esforço, ir-se-lhes aos poucos a tesura dos músculos, seiscentos homens que eram seiscentos medos de ser, agora sim,<br>ontem aquilo foi uma brincadeira de rapazes"</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-02 15:19:57 UTC</pubDate>
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         <title>2.3 Personagens secundários: Clero</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<div>São enfatizados a sua hipocrisia e a sua violência de todos os seus representantes, com foco na Inquisição. Retratados por quebrarem constantemente a castidade e por desprezarem os pobres, é revelada a sua religiosidade vazia, cujos rituais originam a corrupção e a degradação moral no povo, ao invés de elevar os seus espíritos.</div><ul><li>"Pode falar a el-rei e conhecia a mãe de Blimunda, que foi condenada pela Inquisição, que padre é este padre, palavras estas últimas que Sete-Sóis não terá dito em voz alta, só inquieto as pensou."</li><li>"foi o frade cuja virtude Deus coroou engravidando a rainha,"</li><li>"Domingos, e os inquisidores depois, todos em comprida fila, até aparecerem os sentenciados, (...),com a cruz de Santo André a vermelho para os que não mereceram a morte, o outro com as chamas viradas para baixo, dito fogo revolto, se confessando as culpas a evitaram, e a samarra cinzenta, lúgubre cor, com o retrato do condenado cercado de diabos e labaredas, o que, passado a linguagem, significa que aquelas duas mulheres vão arder"</li></ul><div><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-02 15:20:46 UTC</pubDate>
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         <title>2.4 Personagens secundários: Sebastiana Maria (mãe de Blimunda)</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Mãe de Blimunda, um quarto de cristã-nova condenada a ser açoitada em público e ao degredo por ter “visões e revelações” (V). Ao avistar a filha no meio da multidão que assiste à procissão dos sentenciados pelo Santo ofício, de quem também faz parte, interroga-se sobre a identidade<br>do homem “tão alto, que está perto de Blimunda” .</div><ul><li>"a mãe de Blimunda, que foi condenada pela Inquisição"</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-02 15:21:27 UTC</pubDate>
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         <title>2.5 Personagens secundários: João Francisco </title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Pai de Baltasar: "Com a última luz do dia chegara o pai de Baltasar, de seu nome João Francisco, filho de Manuel e Jacinta, aqui nascido em Mafra, sempre nela vivendo, nesta mesma casa à sombra da igreja de Santo André e do palácio dos viscondes, e, para ficar a saber-se mais alguma coisa, homem tão alto como o filho, agora um tanto curvado pela idade e também pelo peso do molho de lenha que metia para dentro de casa."</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-02 15:32:43 UTC</pubDate>
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         <title>2.6 Personagens secundários: Marta Maria </title>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Mãe de Baltasar: "Quando Baltasar empurrou a porta e apareceu à mãe, Marta Maria, que é o seu nome, abraçou-se ao filho, abraçou-o com uma força que parecia de homem e era só do coração."</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-02 15:34:01 UTC</pubDate>
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         <title>2.7 Personagens secundários: Manuel Milho</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Gostava de contar historias- "Mais tarde chegou-se-lhes<br>Manuel Milho que contou uma história"</li><li>&nbsp;Trabalhador do convento- "Quem é esse Manuel Milho, Andava comigo na obra, mas resolveu voltar para a terra, disse que antes queria morrer afogado numa cheia do Tejo que ficar esborrachado debaixo duma pedra de Mafra"</li><li>&nbsp;Amigo de Baltasar- "Baltasar pôs-se a olhar<br>para Manuel Milho insistentemente, Essa história não tem pés nem cabeça, não se parece nada com as histórias que se ouvem contar, a da princesa que guardava patos, a da menina que tinha uma estrela na testa, a do lenhador que achou uma donzela no bosque, a do touro azul, a do diabo do Alfusqueiro, a da bicha-de-sete-cabeças, e Manuel Milho disse, Se no mundo houvesse um gigante tão grande que chegasse ao céu, dirias que os pés eram montanhas e a cabeça a estrela-da-manhã, para homem que declarou ter voado e ser igual a Deus, és muito desconfiado. Com esta censura ficou Baltasar emudecido, depois deu as boas-noites, virou-se de costas para o lume e em pouco tempo adormeceu."</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-02 15:37:39 UTC</pubDate>
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         <title>2.8 Personagens secundários: Álvaro Diogo</title>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Marido da irmã de Baltasar e cunhado de Blimunda- "Inês Antónia, irmã de Baltasar, e o marido, que afinal se chama Álvaro Diogo."</li><li>Morre ao cair de uma janela durante a construção do convento-&nbsp; "da festa é o patriarca, benze o sal e a água, atira água benta às paredes, porventura não foi<br>tanta quanta devia de ser, ou não cairia Álvaro Diogo de trinta metros daqui a poucos meses, e depois vai bater por três vezes com o báculo na porta grande do meio, que estava fechada, às três foi de vez, é a conta que Deus fez,..."</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-02 15:38:21 UTC</pubDate>
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         <title>2.9  Personagens secundários: Inês Antónia</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Irmã de Baltazar- "Ao outro dia vieram a festejar a chegada, e a conhecer a nova parenta, Inês Antónia, irmã de Baltasar"</li><li>Perdeu um filho- "Trouxeram os filhos, um de quatro anos, outro de dois, só o mais velho vingará, porque ao outro hão-de levá-lo as bexigas antes de passados três meses"</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-02 15:40:43 UTC</pubDate>
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         <title>2.10  Personagens secundários: Gabriel</title>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Sobrinho de Baltasar Mateus e filho de Inês Antónia e Álvaro Diogo- "se tem de entregar ao pai o jornal<br>inteiro, sem quebra de um real, e é Álvaro Diogo quem justamente está perguntando, Ainda não chegou o Gabriel, imagine-se, há tantos anos que conhecemos o moço e só agora lhe ouvimos o nome, foi preciso ter-se feito um homem, e Inês Antónia responde, encobridora, Não tarda aí, é uma noite igual às outras, são as mesmas palavras,"</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-02 15:42:00 UTC</pubDate>
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         <title>2.11  Personagens secundários: João Elvas</title>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Amigo de Baltazar e ex-soldado- "Já então se tinha ligado de amizade com outro antigo soldado, mais velho de anos e experiência, chamava-se este João Elvas, agora com modo de vida na rufiagem, que justamente se acoitava para a noite, estando suave o tempo, nuns telheiros abandonados, rentes com os muros do convento da Esperança, para o lado do olival."</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-02 15:42:25 UTC</pubDate>
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         <title>2.12  Personagens secundários: Nuno da Cunha</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>É o bispo inquisidor- "Mas vem agora entrando D. Nuno da Cunha, que é o bispo inquisidor"</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-02 15:43:26 UTC</pubDate>
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         <title>2.13  Personagens secundários: Frei António de São José</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>É o franciscano que alega ter tido a premonição na qual diz que o rei terá a tão desejada sucessão se este construir um convento franciscano.- "Aquele que além está é frei António de S. José, a quem, falando-lhe eu sobre a tristeza de vossa majestade por lhe não dar filhos a rainha nossa senhora, pedi que encomendasse vossa majestade a Deus para que lhe desse sucessão, e ele me respondeu que vossa majestade terá filhos se quiser, e então perguntei-lhe que queria ele significar com tão obscuras palavras, porquanto é sabido que filhos quer vossa majestade ter, e ele respondeu-me, palavras enfim muito claras, que se vossa majestade prometesse levantar um convento na vila de Mafra, Deus lhe daria sucessão, e tendo declarado isto, calou-se D. Nuno e fez um aceno ao arrábido."</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-02 15:43:51 UTC</pubDate>
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         <title>2.14 Personagens secundários: Frei Boaventura</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>O padre censor do paço- "padre frei Boaventura de S. Gião, censor do paço, que, depois de desmanchar-se em louvores e pasmações, remata que só a voz do silêncio poderia ser a melhor expressão das suas vozes, que, diz ele, suspensas ficariam mais atentas, e emudecidas mais reverentes."</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-02 15:44:56 UTC</pubDate>
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         <title>2.15 Personagens secundários: Infante D Francisco</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Irmão d'el-rei que cobiça o seu trono e que tentou manipular em vão a rainha- "infante D. Francisco, cuja custou cinco mil cruzados, e o mesmo D. Francisco mandou à rainha sua comadre, de presente, uma pluma de toucar, estou que por galantaria, e uns brincos de diamantes, esses. sim, de superlativo valor, perto de vinte e cinco mil cruzados, é obra, mas francesa."</li><li>O seu passatempo é fazer pontaria com a pistola aos marinheiros- "Levantemos agora os nossos próprios olhos, que é tempo de ver o infante D. Francisco a espingardear, da janela do seu palácio, à beirinha do Tejo, os marinheiros que estão empoleirados nas vergas dos barcos, só para provar a boa pontaria que tem, e quando acerta e eles vão cair no convés, sangrando todos, um e outro morto, e se a bala errou não se livram de um braço partido, dá o infante palmas de irreprimível júbilo, enquanto os criados lhe carregam outra vez as armas"</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-02 15:45:36 UTC</pubDate>
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         <title>2.16 Personagens secundários: Infante D Maria Bárbara</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Filha primogénita do casal real- "el-rei não faz<br>reparo, ou reparou e usa de indulgência, ou o distrai lembrar-se de que vai assistir à lição de<br>música de sua filha, a infanta D. Maria Bárbara,"</li><li>Tem "cara de lua cheia, é bexigosa e feia, mas boa rapariga, musical a quanto pode chegar uma princesa".&nbsp;</li><li>Casa aos 17 anos com o infante D. Fernando de Espanha- "Mariana Vitória, da banda nossa vai Maria Bárbara, os noivos são o José de cá e o Fernando de lá,"</li><li>&nbsp;Não chega sequer a ver o convento erigido em honra do seu nascimento- "Maria Bárbara, cumpre-se o voto porque Maria Bárbara nasceu, e Maria Bárbara não viu,<br>não sabe, não tocou com o dedinho rechonchudo a primeira pedra, nem a segunda, não serviu com as suas mãos o caldo dos pedreiros, não aliviou com bálsamo as dores que Sete-Sóis sente no coto do braço quando retira o gancho, não enxugou as lágrimas da mulher<br>que teve o seu homem esmagado, e agora vai Maria Bárbara para Espanha, o convento é para si como um sonho sonhado, uma névoa impalpável, não pode sequer representá-lo na imaginação, se a outra lembrança não serviria a memória.</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-02 15:46:04 UTC</pubDate>
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         <title>Ficha de Aprendizagem</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<div>Lê este excerto de memorial do convento.<br>Nove anos procurou Blimunda. Começou por contar as estações, depois perdeu-lhes o sentido. Nos primeiros tempos calculava as léguas que andava por dia, quatro, cinco, às vezes seis, mas depois confundiram-se- -lhe os números, não tardou que o espaço e o tempo deixassem de ter significado, tudo se media em manhã, tarde, noite, chuva, soalheira, granizo, névoa e nevoeiro, caminho bom, caminho mau, encosta de subir, encosta de descer, planície, montanha, praia do mar, ribeira de rios, e rostos, milhares e milhares de rostos, rostos sem número que os dissesse (...). Milhares de léguas andou Blimunda, quase sempre descalça. A sola dos seus pés tornou-se espessa, fendida como uma cortiça. Portugal inteiro esteve debaixo destes passos, algumas vezes atravessou a raia de Espanha porque não via no chão qualquer risco a separar a terra de lá da terra de cá, só ouvia falar outra língua, e voltava para trás. Em dois anos, foi das praias e das arribas do oceano à fronteira, depois recomeçou a procurar por outros lugares, por outros caminhos, e andando e buscando veio a descobrir como é pequeno este país onde nasceu, Já aqui estive, já aqui passei, e dava com rostos que reconhecia, Não se lembra de mim, chamavam-me Voadora, Ah, bem me lembro, então achou o homem que procurava, O meu homem, Sim, esse, Não achei, Ai pobrezinha, Ele não terá aparecido por aqui depois de eu ter passado, Não, não apareceu, nem nunca ouvi falar dele por estes arredores, Então cá vou, até um dia, Boa viagem, Se o encontrar. Encontrou-o. Seis vezes passara por Lisboa, esta era a sétima. Vinha do sul, dos lados de Pegões. Atravessou o rio, quase noite, na última barca que aproveitava a maré. Não comia há quase vinte e quatro horas. Trazia algum alimento no alforge, mas, de cada vez que ia levá-lo à boca, parecia que sobre a sua mão outra mão se pousava, e uma voz lhe dizia, Não comas, que o tempo é chegado. Sob as águas escuras do rio, via passar os peixes a grande profundidade, cardumes de cristal e prata, longos dorsos escamosos ou lisos. A luz interior das casas coava-se através das paredes, difusa como um farol no nevoeiro. Meteu-se pela Rua Nova dos Ferros, virou para a direita na igreja de Nossa Senhora da Oliveira, em direcção ao Rossio, repetia um itinerário de há vinte e oito anos. Caminhava no meio de fantasmas, de neblinas que eram gente. Entre os mil cheiros fétidos da cidade, a aragem nocturna trouxe-lhe o da carne queimada. Havia multidão em S. Domingos, archotes, fumo negro, fogueiras. Abriu caminho, chegou-se às filas da frente, Quem são, perguntou a uma mulher que levava uma criança ao colo, De três sei eu, aquele além e aquela são pai e filha que vieram por culpas de judaísmo, e o outro, o da ponta, é um que fazia comédias de bonifrates e se chamava António José da Silva, dos mais não ouvi falar. São onze os supliciados. A queima já vai adiantada, os rostos mal se distinguem. Naquele extremo arde um homem a quem falta a mão esquerda. Talvez por ter a barba enegrecida, prodígio cosmético da fuligem, parece mais novo. E uma nuvem fechada está no centro do seu corpo. Então Blimunda disse, Vem. Desprendeu-se a vontade de Baltasar Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à Terra pertencia e a Blimunda.&nbsp;<br><br>Responde ás seguintes questões.<br>1- Situa o excerto transcrito na estrutura da obra.<br>2- À sétima vez que passa por Lisboa, Blimunda encontra, finalmente, Baltasar .<br>2.1- Expõe a simbologia do número sete, também presente nas alcunhas das duas personagens.&nbsp;<br>3- “Não comas, que o tempo é chegado.” (linha 19)&nbsp;<br>3.1- Mostra em que medida a voz ouvida por Blimunda pressagia o desfecho da narrativa.&nbsp;<br>4- “(...) repetia um itinerário de há vinte e oito anos” (linha 22)&nbsp;<br>4.1- Explicita a referência temporal presente nesta passagem.&nbsp;<br>5- Explica de que forma, neste excerto, se cruzam a verdade histórica e a ficção.&nbsp;<br><br>Respostas:<br>1- Este excerto situa-se no final da obra (capítulo XXV), quando Blimunda, depois de ter procurado Baltasar durante nove anos, o encontra, finalmente, a ser queimado num auto-de-fé, em Lisboa. Baltasar tinha desaparecido depois de se ter deslocado sozinho a Monte Junto para ver a passarola.&nbsp;<br><br>2- O número sete simboliza a conclusão de um ciclo e a sua renovação. Foi ao sétimo dia que Deus descansou, depois de ter criado o mundo. Assim, Blimunda também vai descansar, depois de ter encontrado Baltasar. É um ciclo que se fecha. Na obra, este número associa-se ainda, nas personagens, ao Sol (Baltasar Sete-Sóis) e à Lua (Blimunda Sete-Luas). O Sol é símbolo de vida e, por isso, pode associar-se ao povo que trabalha incessantemente, como o próprio Baltasar, que encontra energias, mesmo depois de ter ficado sem uma mão. A Lua, por sua vez, não tem luz própria, dependendo do Sol. Blimunda também sente necessidade de Baltasar (prova disso é a busca incessante, que dele faz, durante nove anos), apesar de possuir a sua autonomia, que lhe permite ver às escuras. É esta junção de Sol/Lua e do número sete, que faz do casal o exemplo da totalidade, da perfeição, totalmente alcançada, quando Blimunda recolhe, em si, a vontade de Baltasar.&nbsp;<br><br>3- A voz, que Blimunda parece ouvir, alerta para o encontro final, aquele que a vai levar a descobrir Baltasar a ser queimado num auto-de-fé, em S. Domingos. Convém salientar que este se vai tratar de um encontro e não de uma separação, por isso é que ela sentia “que sobre a sua mão outra mão se pousava”, uma vez que só em jejum ela podia fazer o que realmente fez, ou seja, recolher a vontade de Baltasar, de forma a permanecerem unidos espiritualmente.&nbsp;<br><br>4- As personagens conhecem-se no auto-de-fé, em cuja procissão vai a mãe de Blimunda, vinte e oito anos antes. Naquele dia, Blimunda percorria o mesmo caminho, para encontrar, no mesmo local, Baltasar a ser executado num auto-de-fé.&nbsp;<br><br>5- A verdade histórica está presente na realidade que foram os autos-de-fé, em geral, e este, em particular, uma vez que lá se encontra a ser supliciado uma personagem histórica da literatura portuguesa, António José da Silva, o Judeu; a ficção revela-se nas personagens Baltasar e Blimunda e, por consequência, na longa demanda que esta teve de realizar para encontrar o seu “homem”.&nbsp;<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-02 16:22:54 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Características físicas </title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Idade- "em Nápoles nascido há trinta e cinco anos"</li><li>Cara- "Escarlate o nome deste, e bem lhe fica, homem de completa figura, rosto comprido, boca larga e firme, olhos afastados, não sei que têm os italianos"</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-03 17:51:32 UTC</pubDate>
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         <title>Características psicológicas.</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Tem o sonho de querer tocar enquanto anda na passarola-  "Se a passarola do padre Bartolomeu de Gusmão chegar a voar um dia, gostaria de ir nela e tocar no céu, e Blimunda respondeu, Voando a máquina, todo o céu será música "</li></ul><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-03 17:51:45 UTC</pubDate>
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         <title>Características sociais.</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>professor de cravo da infanta Maria Bárbara- "Está a menina sentada ao cravo, tão novinha ainda não fez nove anos e já grandes responsabilidades lhe pesam sobre a redonda cabeça, aprender a colocar os dedinhos curtos nas teclas certas, saber, se o sabe, que em Mafra se está construindo um convento, muito verdade é o que se diz, pequenas causas, grandes efeitos, por nascer uma criança em Lisboa levanta-se em Mafra um montanhão de pedra e vem de Londres contratado Domenico Scarlatti "</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-03 17:51:57 UTC</pubDate>
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         <title>2.17 Personagens secundários: João Frederico Ludovice</title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Arquiteto alemão, contratado para construir o convento de Mafra - "No dia seguinte, D. João V mandou chamar o arquitecto de Mafra, um tal João Frederico Ludovice, que é alemão escrito à portuguesa, e disse-lhe sem outros rodeios,"</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-03 18:03:04 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>goncalocosta20201080</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>https://classroom.google.com/u/1/w/NTQ1NjY4ODQ5MzA5/tc/NTQwMjIxMDA5OTI5</li><li>https://pt.wikipedia.org/wiki/Memorial_do_Convento</li><li>https://www.rotamemorialdoconvento.pt/pt/historias-esquecidas-de-manuel-milho/</li><li>https://taniacharruaportefolio.webnode.pt/memorial-do-convento/personagens/</li><li>https://memorialdoconventojosesaramago.blogspot.com/2011/03/caracterizacao-das-personagens.html</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-08 17:21:48 UTC</pubDate>
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         <title>2.18 Personagens secundários: D. Fernando</title>
         <author>joaomelita20201084</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Torna-se o sexto rei de Espanha, casando-se aos 15 anos  com D. Maria Bárbara- "Espera-a um noivo que é mais novo dois anos, o tal Fernando, que será o sexto da tabela espanhola e de rei pouco mais terá que o nome, informação que apenas de passagem fica, para que não se insinue que estamos interferindo nas questões<br>internas do país vizinho."</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-09 19:18:35 UTC</pubDate>
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         <title>2.19 Personagens secundários: Mariana Vitória</title>
         <author>joaomelita20201084</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Rapariga de 11 anos que teve perto de casar com Luís XV- "virá Mariana Vitória, uma garotinha de onze anos, que, apesar da pouca idade, já tem uma dolorosa experiência de vida, basta dizer que esteve para casar-se com Luís XV de França e foi por ele repudiada,"</li><li>Gosta de bonecas, adora confeitos e é uma boa caçadora- "Dos prazeres de Mariana Vitória não há muito que dizer, gosta de bonecas, adora confeitos, nem admira, está na idade, mas já é habilíssima caçadora, e, crescendo, estimará a música e a leitura. Há quem governe mais sabendo menos.</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-09 19:32:13 UTC</pubDate>
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         <title>2.20 Personagens secundários: Domingos Afonso Lagareiro</title>
         <author>joaomelita20201084</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Vive em Portel e fingia visões- "e aquele é Domingos Afonso Lagareiro, natural e morador que foi em Portel, que fingia visões para ser tido por santo, e fazia curas usando de bênçãos, palavras e cruzes, e outras semelhantes superstições, imagine-se, como se tivesse sido ele o primeiro,"</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-09 19:56:55 UTC</pubDate>
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         <title>2.21 Personagens secundários: António Teixeira de Sousa</title>
         <author>joaomelita20201084</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Vive na ilha de S. Jorge e tem relações sexuais com mulheres- "e aquele é o padre António Teixeira de Sousa, da ilha de S. Jorge, por culpas de solicitar mulheres, maneira canónica de dizer que as apalpava e fornicava, decerto começando na palavra do confessionário e terminando no acto recato da sacristia, enquanto não vai corporalmente acabar em Angola, para onde irá degredado por toda a vida,"</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-09 20:02:20 UTC</pubDate>
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         <title>2.23 Personagens secundários: José Pequeno</title>
         <author>joaomelita20201084</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>É um solitário: "O meu nome é José Pequeno, não tenho pai, nem mãe, nem mulher que minha seja, nem sei sequer se o nome certo é este, ou se tive algum antes, apareci numa aldeia ao pé de Torres Vedras, pelo seguro, o vigário baptizou-me, José é o nome de pia, o Pequeno puseram-mo depois, porque não cresci muito"</li><li>Gosta de se fazer ás mulheres: "com esta corcunda às costas nenhuma mulher me quis para viver, mas todas pedem mais se calha deixarem que me ponha em cima delas"</li><li>Gosta de trabalhar com bois: "se a Mafra vim foi porque gosto de trabalhar com os bois"&nbsp;</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-11 19:04:25 UTC</pubDate>
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         <title>2.22 Personagens secundários: João Anes</title>
         <author>martimrascao20201094</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>É um dos amigos de Manuel Milho e veio ajudar na construção do convento: "O meu nome é João Anes, vim do Porto e sou tanoeiro, também para construir um convento são precisos tanoeiros"&nbsp;</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-11 19:04:25 UTC</pubDate>
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         <title>2.24 Personagens secundários: Julião Mau-Tempo</title>
         <author>martimrascao20201094</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Amigo de Manuel Milho veio ajudar na construção do convento: "O meu nome é Julião Mau-Tempo, sou natural do Alentejo e vim trabalhar para Mafra por causa das grandes fomes de que padece a minha província"</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-11 19:05:28 UTC</pubDate>
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         <title>2.25 Personagens secundários: Francisco Marques</title>
         <author>martimrascao20201094</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Nasceu em Cheleiros e construiu família: "O meu nome é Francisco Marques, nasci em Cheleiros, que é aqui perto de Mafra, umas duas léguas, tenho mulher e três filhos pequenos,"</li></ul><div><br></div><ul><li>Trabalhar no convento de Mafra, mas já trabalhou num jornal: " toda a minha vida foi trabalhar de jornal, e como da miséria não via jeito de sair, resolvi vir trabalhar para<br>o convento, que até foi um frade da minha terra o da promessa, segundo ouvi contar, que essa altura era eu um rapazito, assim como o teu sobrinho mas vá lá que não tenho muitas razões de queixa,"</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-11 19:05:52 UTC</pubDate>
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