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      <title>Parnasianismo by Erica Prado</title>
      <link>https://padlet.com/setembrinalinguagens/ifzbaoidifw758kx</link>
      <description>Revisão</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-10-14 18:24:03 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Brenda Martins Santana Pereira, turma 202.</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><br>Maldição<br></strong><br></div><div><br></div><blockquote><em>Se por vinte anos, nesta furna escura,<br>Deixei dormir a minha maldição,<br>- Hoje, velha e cansada da amargura,<br>Minh'alma se abrirá como um vulcão.<br><br>E, em torrentes de cólera e loucura,<br>Sobre a tua cabeça ferverão<br>Vinte anos de silêncio e de tortura,<br>Vinte anos de agonia e solidão...<br><br>Maldita sejas pelo Ideal perdido!<br>Pelo mal que fizeste sem querer!<br>Pelo amor que morreu sem ter nascido!<br><br>Pelas horas vividas sem prazer!<br>Pela tristeza do que eu tenho sido!<br>Pelo esplendor do que eu deixei de ser!...</em></blockquote><div>                                    <em> Olavo Bilac.</em></div><div><strong>Análise: </strong>o poema, basicamente, diz respeito a uma paixão não correspondida de duas décadas atrás. Ele procura deixar bem explicita sua revolta guardada por todos esses anos ao amaldiçoar sua antiga amada, por ter recusado seus sentimentos, e a ele mesmo, por ter perdido seu tempo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-22 19:57:35 UTC</pubDate>
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         <title>Eduarda luciano Fortes Turma:201</title>
         <author>eduardalfortes</author>
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         <description><![CDATA[<div>As Pombas<br> Vai-se a primeira pomba despertada...<br> Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas<br> De pombas vão-se dos pombais, apenas<br> Raia sanguínea e fresca a madrugada...<br> E à tarde, quando a rígida nortada<br> Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,<br> Ruflando as asas, sacudindo as penas,<br> Voltam todas em bando e em revoada...<br> Também dos corações onde abotoam,<br> Os sonhos, um por um, céleres voam,<br> Como voam as pombas dos pombais;<br> No azul da adolescência as asas soltam,<br> Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam,<br> E eles aos corações não voltam mais...<br><br></div><div>De Raimundo Correia(1859-1911)<br><br><br></div><div>Análise </div><div>O autor do poema quis retratar como é a adolescência pela visão geral. Ele começa falando sobre as pombas, explicando seu modo de viver, que primeiro nasce, se desenvolve/cresce e se liberta mundo a fora. Assim como os adolescentes que fazem o mesmo ciclo: nasce, se desenvolve/cresce e se liberta mundo a fora.<br> E no final ele diz que "a adolescência liberta as asas", ou seja, livre para caminhar sozinho(a) com suas próprias pernas. Saem de casa (sua independência), mas depois voltam, porque precisam de "auxílio". E voltam apenas por essa "ajuda", pois os sentimentos não são mais os mesmos.</div><div>Lembrando que fala tanto da adolescência entrando na fase jovem adulto, como no início da mesma.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-22 21:28:56 UTC</pubDate>
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         <title>Nome: Layne Antunes, 202 </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br>A velhice<br><br></div><blockquote><br>O neto:<br>Vovó, por que não tem dentes?<br>Por que anda rezando só.<br>E treme, como os doentes<br>Quando têm febre, vovó?<br>Por que é branco o seu cabelo?<br>Por que se apóia a um bordão?<br>Vovó, porque, como o gelo,<br>É tão fria a sua mão?<br>Por que é tão triste o seu rosto?<br>Tão trêmula a sua voz?<br>Vovó, qual é seu desgosto?<br>Por que não ri como nós?<br><br><br>A Avó:<br>Meu neto, que és meu encanto,<br>Tu acabas de nascer…<br>E eu, tenho vivido tanto<br>Que estou farta de viver!<br>Os anos, que vão passando,<br>Vão nos matando sem dó:<br>Só tu consegues, falando,<br>Dar-me alegria, tu só!<br>O teu sorriso, criança,<br>Cai sobre os martírios meus,<br>Como um clarão de esperança,<br>Como uma benção de Deus!</blockquote><div><br>     - Olavo Bilac.<br><br>-&gt; <strong>Análise:<br></strong>A Velhice é um poema voltado para o público infantil e verdadeiramente emocionante. A composição mostra duas perspectivas bastante diferentes e complementares acerca da vida, da passagem do tempo e das relações familiares. Na primeira metade, o sujeito é o neto, uma criança que coloca várias questões, algumas até inconvenientes, porque não entende a sua avó nem conhece os desafios da velhice. Já a segunda metade, em jeito de resposta, é uma declaração de amor da mulher idosa. Ela explica que já viveu muito e passou grandes sofrimentos, mas as suas forças aumentaram com o nascimento do neto. Assim, a composição ensina os leitores mirins a terem mais paciência e compreensão com os avós, já que são verdadeiras fontes de alegria e esperança para eles.</div><div><br></div><div><strong><br></strong><br> </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-22 22:06:33 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Helen Pereira Mendes- 201</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Ora (direis) ouvir estrelas!<br><br>“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo<br>Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,<br>Que, para ouvi-Ias, muita vez desperto<br>E abro as janelas, pálido de espanto …<br><br>E conversamos toda a noite, enquanto<br>A via láctea, como um pálio aberto,<br>Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,<br>Inda as procuro pelo céu deserto.<br><br>Direis agora: “Tresloucado amigo!<br>Que conversas com elas? Que sentido<br>Tem o que dizem, quando estão contigo?”<br><br>E eu vos direi: “Amai para entendê-las!<br>Pois só quem ama pode ter ouvido<br>Capaz de ouvir e de entender estrelas.”<br>                                       Olavo Bilac<br><br>Análise: O soneto refere-se a um homem apaixonado que fala com as estrelas e que não é compreendido pelas outras pessoas, e é visto como um doido. Então no final do soneto, o autor diz que as pessoas que não o entendem precisam se apaixonar para entendê-lo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-22 22:12:55 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Débora Freitas, 201</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br><strong>Um beijo</strong><br><br>Foste o beijo melhor da minha vida,<br>ou talvez o pior... Glória e tormento,<br>contigo à luz subi do firmamento,<br>contigo fui pela infernal descida!<br><br>Morreste, e o meu desejo não te olvida:<br>queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,<br>e do teu gosto amargo me alimento,<br>e rolo-te na boca malferida.<br><br>Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,<br>batismo e extrema-unção, naquele instante<br>por que, feliz, eu não morri contigo?<br><br>Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,<br>beijo divino! e anseio delirante,<br>na perpétua saudade de um minuto...<br>               <em>-Olavo Bilac.</em><br><br><strong>Análise: </strong>No soneto, o sujeito poético fala de uma paixão inesquecível que parece ter marcado irremediavelmente o seu percurso. Os sentimentos que nutre por aquela pessoa são tão fortes que o beijo que trocaram foi, ao mesmo tempo, o melhor e o pior da sua vida.<br>  </div>]]></description>
         <pubDate>2020-10-22 22:43:04 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Luisa Campagner. 202</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>A um poeta<br></strong><br></div><blockquote><br>Longe do estéril turbilhão da rua,<br>Beneditino escreve! No aconchego<br>Do claustro, na paciência e no sossego,<br>Trabalha e teima, e lima , e sofre, e sua!<br><br><br>Mas que na forma se disfarce o emprego<br>Do esforço: e trama viva se construa<br>De tal modo, que a imagem fique nua<br>Rica mas sóbria, como um templo grego<br><br><br>Não se mostre na fábrica o suplicio<br>Do mestre. E natural, o efeito agrade<br>Sem lembrar os andaimes do edifício:<br><br><br>Porque a Beleza, gêmea da Verdade<br>Arte pura, inimiga do artifício,<br>É a força e a graça na simplicidade<br><br></blockquote><div><br>ANÁLISE: <em>A um poeta</em>, no qual o sujeito transmite a sua visão e os seus conselhos acerca do ofício da escrita.<br><br></div><div><br>Ele apresenta o processo da <strong>criação poética como um trabalho duro</strong>, complicado, sofrido até. No entanto, deixa claro que, na sua opinião, esse esforço não deve ficar evidente no produto final.- Olavo Bilac<br><br><br></div><div><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-23 17:59:20 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Débora Cidade Machado, 201.</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div> <strong>Deixa o olhar do mundo.</strong></div><div><br>Deixa que o olhar do mundo enfim devasse<br>Teu grande amor que é teu maior segredo!<br>Que terias perdido, se, mais cedo,<br>Todo o afeto que sentes se mostrasse?<br><br>Basta de enganos! Mostra-me sem medo<br>Aos homens, afrontando-os face a face:<br>Quero que os homens todos, quando eu passe,<br>Invejosos, apontem-me com o dedo.<br><br>Olha: não posso mais! Ando tão cheio<br>Deste amor, que minhalma se consome<br>De te exaltar aos olhos do universo...<br><br>Ouço em tudo teu nome, em tudo o leio:<br>E, fatigado de calar teu nome,<br>Quase o revelo no final de um verso.<br><br><strong>Escritor: </strong>Olavo Bilac.<br><br><strong>Análise: </strong>Acredito que o poema fale sobre um amor que está mantido em segredo, o sujeito procura argumentar com a amada, perguntando o que teriam a perder se assumissem e alegando que provocará inveja nos outros homens.<br>Podemos perceber que ele está totalmente apaixonado a ponto de quase não conseguir se conter e revelar o nome da amada no próprio poema.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-25 02:54:03 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Natasha da Rocha Oliveira- 202</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Ao coração que sofre<br> <br> Ao coração que sofre, separado<br> Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,<br> Não basta o afeto simples e sagrado<br> Com que das desventuras me protejo.<br> <br> Não me basta saber que sou amado,<br> Nem só desejo o teu amor: desejo<br> Ter nos braços teu corpo delicado,<br> Ter na boca a doçura de teu beijo.<br> <br> E as justas ambições que me consomem<br> Não me envergonham: pois maior baixeza<br> Não há que a terra pelo céu trocar;<br> <br> E mais eleva o coração de um homem<br> Ser de homem sempre e, na maior pureza,<br> Ficar na terra e humanamente amar.<br> <br> Análise: No soneto, o poema é a confissão do sujeito que sofre, distante da pessoa que ama. Para ele, não basta o amor platônico, a grandeza dos sentimentos que os unem e nutrem um pelo outro. Pelo contrário, afirma a necessidade de ter o seu amor do lado, trocar beijos e abraços, experienciar a paixão de perto.<br> <br> <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-26 06:06:51 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Eduardo dos Santos Lagni, turma: 202 </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A Pátria</div><div><br></div><div>Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!</div><div>Criança! não verás nenhum país como este!</div><div>Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!</div><div>A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,</div><div>É um seio de mãe a transbordar carinhos.</div><div>Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos,</div><div>Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!</div><div>Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!</div><div>Vê que grande extensão de matas, onde impera</div><div>Fecunda e luminosa, a eterna primavera!</div><div><br></div><div>Boa terra! jamais negou a quem trabalha</div><div>O pão que mata a fome, o teto que agasalha...</div><div><br></div><div>Quem com o seu suor a fecunda e umedece,</div><div>Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece!</div><div><br></div><div>Criança! não verás país nenhum como este:</div><div>Imita na grandeza a terra em que nasceste!</div><div><br></div><div>(Poesias Infantis, 1904)</div><div><br>Análise: Esse poema é sobre um homem que talvez possa ser o autor, falando para a criança o tanto que ele ama a pátria onde ele vive e nasceu, mostrando a natureza para criança e mostrando o quão lindo é. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-26 17:50:27 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Nicolas da Silveira Veloso</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br><strong>Vestígios divinos<br></strong><br></div><div>(Na Serra de Marumbi)<br><br></div><div>Houve deuses aqui, se não me engano;<br>Novo Olimpo talvez aqui fulgia;<br>Zeus agastava-se, Afrodite ria,<br>Juno toda era orgulho e ciúme insano.<br><br></div><div>Nos arredores, na montanha ou plano,<br>Diana caçava, Actéon a perseguia.<br>Espalhados na bruta serrania,<br>Inda há uns restos da forja de Vulcano.<br><br></div><div>Por toda esta extensíssima campina<br>Andaram Faunos, Náiades e as Graças,<br>E em banquete se uniu a grei divina.<br><br></div><div>Os convivas pagãos ainda hoje os topas<br>Mudados em pinheiros, como taças,<br>No hurra festivo erguendo no ar as copas.<br><br>         <strong>Alberto de Oliveira<br><br>Análise:<br>O poema usa fortes citações da mitologia Grega, e as conta de forma reflexiva e artística, como algo que o próprio autor diz não ter certeza se realmente ocorreu </strong></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-26 18:46:07 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/setembrinalinguagens/ifzbaoidifw758kx/wish/863336455</link>
         <description><![CDATA[<div>Nome: Gabriel Halinski Pardo<br>Turma:201<br>Poeta: Olavo Bilac<br><br><strong><em>A UM POETA<br></em></strong><br></div><div><em>Longe do estéril turbilhão da rua,<br>Beneditino, escreve! No aconchego<br>Do claustro, no silêncio e no sossego,<br>Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!<br></em><br></div><div><em>Mas que na forma se disfarce o emprego<br>Do esforço; e a trama viva se construa<br>De tal modo, que a imagem fique nua,<br>Rica, mas sóbria, como um templo grego.<br></em><br></div><div><em>Não se mostre na fábrica o suplício<br>Do mestre. E, natural, o efeito agrade,<br>Sem lembrar os andaimes do edifício:<br></em><br></div><div><em>Porque a Beleza, gêmea da Verdade,<br>Arte pura, inimiga do artifício,<br>É a força e a graça na simplicidade.<br></em><br></div><div><em><br>Análise: o poema sita que o trabalho poético é um trabalho duro, e quando tudo se junta cria um belo templo grego.</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-26 19:28:56 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Gustavo Moreira 202</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/setembrinalinguagens/ifzbaoidifw758kx/wish/863762412</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Via Láctea</strong><br><strong>XIII<br></strong><br></div><div>“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo<br>Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,<br>Que, para ouvi-las, muita vez desperto<br>E abro as janelas, pálido de espanto…<br><br></div><div>E conversamos toda a noite, enquanto<br>A via-láctea, como um pálio aberto,<br>Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,<br>Inda as procuro pelo céu deserto.<br><br></div><div>Direis agora: “Tresloucado amigo!<br>Que conversas com elas? Que sentido<br>Tem o que dizem, quando estão contigo?”<br><br></div><div>E eu vos direi: “Amai para entendê-las!<br>Pois só quem ama pode ter ouvido<br>Capaz de ouvir e de entender estrelas”.<br><br></div><div>(<em>Via Láctea</em>, 1888)<br><br></div><div>“A Pátria” é um exemplo de sua obra voltada ao público infantil, onde se nota a inclinação nacionalista do autor<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-26 22:16:06 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Nome: Iago Ramos de Fraga 202<br>Em uma tarde outono<br>Outono. Em frente ao mar. Escancaro as janelas<br>Sobre o jardim calado, e as águas miro, absorto.<br>Outono... Rodopiando, as folhas amarelas<br>Rolam, caem. Viuvez, velhice, desconforto...<br><br>Por que, belo navio, ao clarão das estrelas,<br>Visitaste este mar inabitado e morto,<br>Se logo, ao vir do vento, abriste ao vento as velas,<br>Se logo, ao vir da luz, abandonaste o porto?<br><br>A água cantou. Rodeava, aos beijos, os teus flancos<br>A espuma, desmanchada em riso e flocos brancos...<br>Mas chegaste com a noite, e fugiste com o sol!<br><br>E eu olho o céu deserto, e vejo o oceano triste,<br>E contemplo o lugar por onde te sumiste,<br>Banhado no clarão nascente do arrebol...<br><br>Neste poema, o sujeito está observando a natureza pela janela e parece projetar na paisagem aquilo que está sentindo: ele se revê nas cores e na melancolia do outono.<br><br>O seu estado de espírito é o resultado de uma separação e o eu-lirico está sofrendo com saudades de um amor perdido, metaforizado pela imagem de um navio no mar. Assim, a amada seria o "belo navio" e ele o mar "morto" que foi cruzado momentaneamente.<br><br>Podemos perceber que se tratou de um relacionamento fugaz e a outra pessoa já partiu, como se tivesse sido levada pelo vento. Contrastando com a tristeza presente, o sujeito relembra a felicidade do encontro amoroso, cheio de beijos e risos.<br>*<br> <br><br> </div>]]></description>
         <pubDate>2020-10-26 22:25:21 UTC</pubDate>
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         <title>Nome:Giovane correa</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Turma:202<br>O sonho-<br><br>Quantas vezes, em sonho, as asas da saudade<br>Solto para onde estás, e fico de ti perto!<br>Como, depois do sonho, é triste a realidade!<br>Como tudo, sem ti, 🤬 depois deserto!<br><br>Sonho... Minha alma voa. O ar gorjeia e soluça.<br>Noite... A amplidão se estende, iluminada e calma:<br>De cada estrela de ouro um anjo se debruça,<br>E abre o olhar espantado, ao ver passar minha alma.<br><br>Há por tudo a alegria e o rumor de um noivado.<br>Em torno a cada ninho anda bailando uma asa.<br>E, como sobre um leito um alvo cortinado,<br>Alva, a luz do luar cai sobre a tua casa.<br><br>Porém, subitamente, um relâmpago corta<br>Todo o espaço... O rumor de um salmo se levanta<br>E, sorrindo, serena, apareces à porta,<br>Como numa moldura a imagem de uma Santa...<br><br>Análise:O autor busca objetividade nos temas abordados,tema baseado na realidade,a visão do escritor não interfere na abordagem dos fatos.Faz-se ressurgir os traços de sentidos e sentimentos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-26 22:30:05 UTC</pubDate>
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         <title>Aluno:Claiton Roberto da silva Bonifácio.  Turma: 201</title>
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         <description><![CDATA[<div>Um beijo<br><br>Foste o beijo melhor da minha vida,<br>ou talvez o pior...Glória e tormento,<br>contigo à luz subi do firmamento,<br>contigo fui pela infernal descida!<br><br>Morreste, e o meu desejo não te olvida:<br>queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,<br>e do teu gosto amargo me alimento,<br>e rolo-te na boca malferida.<br><br>Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,<br>batismo e extrema-unção, naquele instante<br>por que, feliz, eu não morri contigo?<br><br>Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,<br>beijo divino! e anseio delirante,<br>na perpétua saudade de um minuto...</div><div><a href="https://www.pensador.com/autor/olavo_bilac/">Olavo Bilac</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-26 22:35:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Nome: Pedro Correa<br>Turma: 202 <br><br><strong><em>NEL MEZZO DEL CAMIN...<br></em></strong><br></div><div><em>Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada<br>E triste, e triste e fatigado eu vinha.<br>Tinhas a alma de sonhos povoada,<br>E a alma de sonhos povoada eu tinha...<br></em><br></div><div><em>E paramos de súbito na estrada<br>Da vida: longos anos, presa à minha<br>A tua mão, a vista deslumbrada<br>Tive da luz que teu olhar continha.<br></em><br></div><div><em>Hoje, segues de novo... Na partida<br>Nem o pranto os teus olhos umedece,<br>Nem te comove a dor da despedida.<br></em><br></div><div><em>E eu, solitário, volto a face, e tremo,<br>Vendo o teu vulto que desaparece<br>Na extrema curva do caminho extremo.<br></em><br></div><div><em>(Poesias, Sarças de fogo, 1888.)<br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-26 23:35:53 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Nome:Kauana Ferreira <br>Turma: 202<br><br><strong><em>AS ONDAS<br></em></strong><br></div><div><em>Entre as trêmulas mornas ardentias,<br>A noite no alto mar anima as ondas.<br>Sobem das fundas úmidas Golcondas,<br>Pérolas vivas, as nereidas frias:<br></em><br></div><div><em>Entrelaçam-se, correm fugidias,<br>Voltam, cruzando-se; e, em lascivas rondas,<br>Vestem as formas alvas e redondas<br>De algas roxas e glaucas pedrarias.<br></em><br></div><div><em>Coxas de vago ônix, ventres polidos<br>De alabatro, quadris de argêntea espuma,<br>Seios de dúbia opala ardem na treva;<br></em><br></div><div><em>E bocas verdes, cheias de gemidos,<br>Que o fósforo incendeia e o âmbar perfuma,<br>Soluçam beijos vãos que o vento leva.<br><br>Olavo Bilac <br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-26 23:50:57 UTC</pubDate>
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         <title>Nome:Diógenes G. Franco </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Turma 201<br>A velhice<br><br></div><blockquote><br>O neto:<br>Vovó, por que não tem dentes?<br>Por que anda rezando só.<br>E treme, como os doentes<br>Quando têm febre, vovó?<br>Por que é branco o seu cabelo?<br>Por que se apóia a um bordão?<br>Vovó, porque, como o gelo,<br>É tão fria a sua mão?<br>Por que é tão triste o seu rosto?<br>Tão trêmula a sua voz?<br>Vovó, qual é seu desgosto?<br>Por que não ri como nós?<br><br><br>A Avó:<br>Meu neto, que és meu encanto,<br>Tu acabas de nascer…<br>E eu, tenho vivido tanto<br>Que estou farta de viver!<br>Os anos, que vão passando,<br>Vão nos matando sem dó:<br>Só tu consegues, falando,<br>Dar-me alegria, tu só!<br>O teu sorriso, criança,<br>Cai sobre os martírios meus,<br>Como um clarão de esperança,<br>Como uma benção de Deus</blockquote><div><br></div><blockquote><br>A Velhice é um poema voltado para o público infantil e verdadeiramente emocionante. A composição mostra duas perspectivas bastante diferentes e complementares acerca da vida, da passagem do tempo e das relações familiares.<br>Na primeira metade, o sujeito é o neto, uma criança que coloca várias questões, algumas até inconvenientes, porque não entende a sua avó nem conhece os desafios da velhice.<br>Já a segunda metade, em jeito de resposta, é uma declaração de amor da mulher idosa. Ela explica que já viveu muito e passou grandes sofrimentos, mas as suas forças aumentaram com o nascimento do neto.<br>Assim, a composição ensina os leitores mirins a terem mais paciência e compreensão com os avós, já que são verdadeiras fontes de alegria e esperança para eles.</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-27 01:21:09 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Nome: Ryan Souza Laneri       Turma:201</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><br>Maldição<br></strong><br></div><div>Se por vinte anos, nesta furna escura,<br>Deixei dormir a minha maldição,<br>- Hoje, velha e cansada da amargura,<br>Minh'alma se abrirá como um vulcão.<br><br>E, em torrentes de cólera e loucura,<br>Sobre a tua cabeça ferverão<br>Vinte anos de silêncio e de tortura,<br>Vinte anos de agonia e solidão...<br><br>Maldita sejas pelo Ideal perdido!<br>Pelo mal que fizeste sem querer!<br>Pelo amor que morreu sem ter nascido!<br><br>Pelas horas vividas sem prazer!<br>Pela tristeza do que eu tenho sido!<br>Pelo esplendor do que eu deixei de ser!...<br>------------------------------------------------------------------------<br>Analise: Esta composição transmite um sentimento de revolta latente<strong> </strong>perante uma rejeição amorosa.<br><br></div><div>  O sujeito poético declara que se segurou durante muito tempo mas, agora, precisa expressar aquilo que está sentindo, como lava jogada para fora de um vulcão. Confessando que guarda uma mágoa antiga, que dura há duas décadas e batizou de "maldição", ele se dirige a uma mulher, a interlocutora do poema. Chega mesmo a chamá-la de "maldita" porque o machucou, porque rejeitou a sua paixão. Esse sofrimento parece ter transformado este sujeito, levado a sua alegria, algo pelo qual ele a culpa e se sente condenado.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-27 01:21:28 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Manoela Niches da Silva <br>Turma-201<br><br>A FLOR E A FONTE<br>"Deixa-me, fonte!" Dizia<br>A flor, 🤬 de terror.<br>E a fonte, sonora e fria,<br>Cantava, levando a flor.<br><br>"Deixa-me, deixa-me, fonte!"<br>Dizia a flor a chorar:<br>"Eu fui nascida no monte..."<br>"Não me leves para o mar."<br><br>E a fonte, rápida e fria,<br>Com um sussurro zombador,<br>Por sobre a areia corria,<br>Corria levando a flor.<br><br>"Ai, balanços do meu galho,<br>"Balanços do berço meu;<br>"Ai, claras gotas de orvalho<br>"Caídas do azul do céu..."<br><br>Chorava a flor, e gemia,<br>Branca, branca de terror,<br>E a fonte, sonora e fria,<br>Rolava, levando a flor.<br><br>"Adeus, sombra das ramadas,<br>"Cantigas do rouxinol;<br>"Ai, festa das madrugadas,<br>"Doçuras do pôr-do-sol;<br><br>"Carícia das brisas leves<br>"Que abrem rasgões de luar...<br>"Fonte, fonte, não me leves,<br>"Não me leves para o mar!..."<br><br>As correntezas da vida<br>E os restos do meu amor<br>Resvalam numa descida<br>Como a da fonte e da flor...<br><br><br>Publicado no livro Rosa, Rosa de Amor: poema (1902).<br><br>In: CARVALHO, Vicente de. Poemas e canções. 17.ed. São Paulo: Saraiva, 196<br><br>Análise-<br><br>Percebemos que no poema não existe uma singularidade do autor, ou seja, ou não existe uma subjetividade embora transmita tristeza, porém, o autor, momento algum, demonstra sentimentos, apenas acontecimentos. Eis então, outra característica do parnasianismo: Poesia descritiva e ausência de emoção. No mais, podemos notar clareza e sentido claro na poesia.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-27 01:29:19 UTC</pubDate>
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         <title>Ao coração que sofre</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Andriely Da Silva T:201<br><br></div><div>Ao coração que sofre, separado<br>Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,<br>Não basta o afeto simples e sagrado<br>Com que das desventuras me protejo.<br><br></div><div>Não me basta saber que sou amado,<br>Nem só desejo o teu amor: desejo<br>Ter nos braços teu corpo delicado,<br>Ter na boca a doçura de teu beijo.<br><br></div><div>E as justas ambições que me consomem<br>Não me envergonham: pois maior baixeza<br>Não há que a terra pelo céu trocar;<br><br></div><div>E mais eleva o coração de um homem<br>Ser de homem sempre e, na maior pureza,<br>Ficar na terra e humanamente amar.<br><br>Olavo Billac<br><br></div>]]></description>
         <pubDate>2020-10-27 20:23:48 UTC</pubDate>
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         <title>Vestígios divinos</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Artur Beal - 201<br></strong><br></div><div>(Na Serra de Marumbi)<br><br></div><div>Houve deuses aqui, se não me engano;<br>Novo Olimpo talvez aqui fulgia;<br>Zeus agastava-se, Afrodite ria,<br>Juno toda era orgulho e ciúme insano.<br><br></div><div>Nos arredores, na montanha ou plano,<br>Diana caçava, Actéon a perseguia.<br>Espalhados na bruta serrania,<br>Inda há uns restos da forja de Vulcano.<br><br></div><div>Por toda esta extensíssima campina<br>Andaram Faunos, Náiades e as Graças,<br>E em banquete se uniu a grei divina.<br><br></div><div>Os convivas pagãos ainda hoje os topas<br>Mudados em pinheiros, como taças,<br>No hurra festivo erguendo no ar as copas.<br><br></div><div>(<em>Poesias</em>, 4ª série, 1928)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-27 20:31:49 UTC</pubDate>
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         <title>OUVIR ESTRELAS</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Jayane Pereira, 201<strong><em><br></em></strong><br></div><div><em>"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo<br>Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,<br>Que, para ouvi-las, muita vez desperto<br>E abro as janelas, pálido de espanto...<br></em><br></div><div><em>E conversamos toda a noite, enquanto<br>A Via-Láctea, como um pálio aberto,<br>Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,<br>Inda as procuro pelo céu deserto.<br></em><br></div><div><em>Direis agora: "Tresloucado amigo!<br>Que conversas com elas? Que sentido<br>Tem o que dizem, quando estão contigo?"<br></em><br></div><div><em>E eu vos direi: "Amai para entendê-las!<br>Pois só quem ama pode ter ouvido<br>Capaz de ouvir e de entender estrelas."<br><br><br><br>Análise: <br><br>Ora (direis) ouvir estrelas </em>é o soneto número XIII da coletânea de sonetos <em>Via Láctea</em>. No livro <em>Poesias</em>, <em>Via Láctea</em> se encontra entre <em>Panóplias</em> e <em>Sarças de fogo. </em>Diz-se que o tema do amor, mote inspirador dos versos de Bilac, foi fruto da paixão que o poeta teve pela poetisa Amélia de Oliveira (1868-1945), irmã de Alberto de Oliveira (1857-1937).<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-27 20:49:41 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>A noite </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Maísa Fernanda 201<br>( Francisca Julia)</div><div><br></div><div>Eis-me a pensar, enquanto a noite envolve a terra,<br>Olhos fitos no vácuo, a amiga pena em pouso,<br>Eis-me, pois a pensar... De antro em antro, de serra<br>Em serra, ecoa, longo, um requiem doloroso.<br><br>No alto uma estrela triste as pálpebra descerra,<br>Lançando, noite dentro, o claro olhar piedoso.<br>A alma das sombras dorme; e pelos ares erra<br>Um mórbido langor de calma e de repouso...<br><br>Em noite assim, de repouso e de calma,<br>É que a alma vive e a dor exulta, ambas unidas,<br>A alma cheia de dor, a dor cheia de alma...<br><br>É que a alma se abandona ao sabor dos enganos,<br>Antegozando já quimeras pressentidas<br>Que mais tarde hão de vir com o decorrer dos anos.<br><br>ANÁLISE: <br>O poema fala sobre pensamentos que vem a noite, sobre a alma que viaja em sonhos e pensamentos, diz que na noite é onde nosso pensamentos ficam.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-29 00:11:02 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Ora (direis) ouvir estrelas!</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/setembrinalinguagens/ifzbaoidifw758kx/wish/966460202</link>
         <description><![CDATA[<div>Nome:João Pedro Dutra<br>Turma:202<br><br>“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo<br>Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,<br>Que, para ouvi-Ias, muita vez desperto<br>E abro as janelas, pálido de espanto …<br><br>E conversamos toda a noite, enquanto<br>A via láctea, como um pálio aberto,<br>Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,<br>Inda as procuro pelo céu deserto.<br><br>Direis agora: “Tresloucado amigo!<br>Que conversas com elas? Que sentido<br>Tem o que dizem, quando estão contigo?”<br><br>E eu vos direi: “Amai para entendê-las!<br>Pois só quem ama pode ter ouvido<br>Capaz de ouvir e de entender estrelas.”<br><br>-------------------------------------------------<br><br>Ele é maluco, 🤬 falando com as estrelas, quem 🤬 falando com as estrelas?<br><br>Esse poema é parte de outro poema que bem maior.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-27 22:57:45 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Hino a bandeira do Brasil</title>
         <author>ricardomfurtado</author>
         <link>https://padlet.com/setembrinalinguagens/ifzbaoidifw758kx/wish/996649547</link>
         <description><![CDATA[<div>Nome: Ricardo Moroni Furtado<br>Turma: 202<br><strong><br>Hino à Bandeira do Brasil<br></strong><br></div><blockquote><br>Salve, lindo pendão da esperança,<br>Salve, símbolo augusto da paz!<br>Tua nobre presença à lembrança<br>A grandeza da Pátria nos traz.<br><br><br>Recebe o afeto que se encerra<br>Em nosso peito juvenil,<br>Querido símbolo da terra,<br>Da amada terra do Brasil!<br><br><br>Em teu seio formoso retratas<br>Este céu de puríssimo azul,<br>A verdura sem par destas matas,<br>E o esplendor do Cruzeiro do Sul.<br><br><br>Recebe o afeto que se encerra<br>Em nosso peito juvenil,<br>Querido símbolo da terra,<br>Da amada terra do Brasil!<br><br><br>Contemplando o teu vulto sagrado,<br>Compreendemos o nosso dever;<br>E o Brasil, por seus filhos amado,<br>Poderoso e feliz há de ser.<br><br><br>Recebe o afeto que se encerra<br>Em nosso peito juvenil,<br>Querido símbolo da terra,<br>Da amada terra do Brasil!<br><br><br>Sobre a imensa Nação Brasileira,<br>Nos momentos de festa ou de dor,<br>Paira sempre, sagrada bandeira,<br>Pavilhão da Justiça e do Amor!<br><br><br>Recebe o afeto que se encerra<br>Em nosso peito juvenil,<br>Querido símbolo da terra,<br>Da amada terra do Brasil!<br><br></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2020-12-08 01:57:48 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/setembrinalinguagens/ifzbaoidifw758kx/wish/1006795359</link>
         <description><![CDATA[<div><br>A VELHICE<br><br>Nome:lenine Volkmer de Souza Tavares<br>Turma:202<br><br><br>O neto:<br>Vovó, por que não tem dentes?<br>Por que anda rezando só.<br>E treme, como os doentes<br>Quando têm febre, vovó?<br>Por que é branco o seu cabelo?<br>Por que se apóia a um bordão?<br>Vovó, porque, como o gelo,<br>É tão fria a sua mão?<br>Por que é tão triste o seu rosto?<br>Tão trêmula a sua voz?<br>Vovó, qual é seu desgosto?<br>Por que não ri como nós?<br><br></div><div><br>A Avó:<br>Meu neto, que és meu encanto,<br>Tu acabas de nascer…<br>E eu, tenho vivido tanto<br>Que estou farta de viver!<br>Os anos, que vão passando,<br>Vão nos matando sem dó:<br>Só tu consegues, falando,<br>Dar-me alegria, tu só!<br>O teu sorriso, criança,<br>Cai sobre os martírios meus,<br>Como um clarão de esperança,<br>Como uma benção de Deus!<br><br>Analise<br><br></div><div>A Velhice é um poema voltado para o público infantil e verdadeiramente emocionante. A composição mostra duas<strong> perspectivas bastante diferentes e complementares</strong> acerca da vida, da passagem do tempo e das relações familiares.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-12-10 16:22:15 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>O Beijo </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/setembrinalinguagens/ifzbaoidifw758kx/wish/1010092327</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>Nome: Sheron Samira da Silva Santos <br>Turma: 202<br><br>Foste o beijo melhor da minha vida,<br>ou talvez o pior... Glória e tormento,<br>contigo à luz subi do firmamento,<br>contigo fui pela infernal descida!<br><br>Morreste, e o meu desejo não te olvida:<br>queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,<br>e do teu gosto amargo me alimento,<br>e rolo-te na boca malferida.<br><br>Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,<br>batismo e extrema-unção, naquele instante<br>por que, feliz, eu não morri contigo?<br><br>Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,<br>beijo divino! e anseio delirante,<br>na perpétua saudade de um minuto...<br>Olavo Bilac </blockquote><div><br>Análise:<br><br>Esse poema fala de uma<strong> paixão inesquecível</strong> que parece ter marcado o seu percurso. Os sentimentos que tem por aquela pessoa são tão fortes que o beijo que trocaram foi, ao mesmo tempo, o melhor e o pior da sua vida.</div><div><br></div><div><br></div>]]></description>
         <pubDate>2020-12-11 15:32:59 UTC</pubDate>
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         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Raquel Elizabeth Boeira<br>201<br><br>Deixa o olhar do mundo<br><br></div><blockquote><br>Deixa que o olhar do mundo enfim devasse<br>Teu grande amor que é teu maior segredo!<br>Que terias perdido, se, mais cedo,<br>Todo o afeto que sentes se mostrasse?<br><br>Basta de enganos! Mostra-me sem medo<br>Aos homens, afrontando-os face a face:<br>Quero que os homens todos, quando eu passe,<br>Invejosos, apontem-me com o dedo.<br><br>Olha: não posso mais! Ando tão cheio<br>Deste amor, que minhalma se consome<br>De te exaltar aos olhos do universo...<br><br>Ouço em tudo teu nome, em tudo o leio:<br>E, fatigado de calar teu nome,<br>Quase o revelo no final de um verso.<br><br></blockquote><div><br>Análise: Contrariando a conduta da época, que defendia que o amor deveria ser discreto, este sujeito revela que está cansado de viver um <strong>relacionamento em segredo</strong>. Assim, ele procura argumentar com a amada, perguntando o que teriam a perder se assumissem e alegando que provocará inveja nos outros homens.<br>Totalmente dominado pelo sentimento amoroso, o eu-lírico assume que a amada não sai da sua cabeça, a ponto de quase não conseguir se conter e revelar o nome dela no próprio poema.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-12-11 15:46:51 UTC</pubDate>
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