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      <title>Marília de Dirceu, de Tomás Antonio Gonzaga by Gisa Gasparotto</title>
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      <description>Criado por alunas e alunas do 2EM/2022, e trabalhado pelo 1EM/2022 do Colégio Mater Dei-SP, sob orientação da Profª Gisa Gasparotto</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-02-01 15:47:00 UTC</pubDate>
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         <title>Lira IX (Lucas A)</title>
         <author>catarinamarques4</author>
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         <description><![CDATA[<div>Eu sou, gentil Marília, eu sou [cativo;<br>Porém não me venceu a mão [armada<br>De ferro, e de furor:<br>Uma alma sobre todas elevada<br>Não cede a outra força, que não [seja<br>A tenra mão de amor.<br><br>Arrastem pois os outros muito [embora<br>Cadeias nas bigornas trabalhadas<br>Com pesados martelos:<br>Eu tenho as minhas mão ao carro [atadas<br>Com duros ferros não, com fios d’ouro,<br>Que são os teus cabelos.<br><br>Oculto nos teus meigos vivos [olhos<br>Cupido a tudo faz tirana guerra:<br>Sacode a seta ardente;<br>E sendo despedida cá da terra,<br>As nuvens rompe, chega ao alto [Empíreo:<br>E chega ainda quente.<br><br>As abelhas nas asas suspendidas<br>Tiram, Marília, os sucos saborosos<br>Das orvalhadas flores:<br>Pendentes dos teus beijos [graciosos<br>O mel não chupam, chupam [ambrosias<br>Nunca fartos Amores.<br><br>O Vento quando parte em largas [fitas<br>As folhas, que meneia com [brandura;<br>A fonte cristalina,<br>Que sobre as pedras cai de imensa [altura,<br>Não forma um som tão doce, como [forma<br>A tua voz divina.<br><br>Em torno dos teus peitos, que [palpitam,<br>Exaltam mil suspiros desvelados<br>Enxames de desejos;<br>Se encontram os teus olhos [descuidados,<br>Por mais que se atropelem, voam, [chegam;<br>E dão furtivos beijos.<br><br>O Cisne, quando corta o manso [largo,<br>Erguendo as brancas asas, e o [pescoço;<br>A Nau, que ao longe passa,<br>Quando o vento lhe infuna o pano [grosso,<br>O teu garbo não tem, minha [Marília,<br>Não tem a tua graça.<br><br>Estima pois os mais a liberdade;<br>Eu prezo o cativeiro: sim, nem [chamo<br>À mão de amor impia:<br>Honro a virtude, e os teus dotes [amo:<br>Também o grande Aquiles veste a [saia,<br>Também Alcides fia.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 15:59:15 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 9 (Gabriel)</title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023653975</link>
         <description><![CDATA[<div>Mudou-se enfim Lidora, essa [Lidora<br>Por quem mil vezes fé me foi [jurada.<br>Que vos detém, ó céus, que [castigada<br>Ainda não deixais tão vil traidora?<br><br>Não haja piedade; sinta agora<br>A dita sem remédio em mal [trocada:<br>Pois, se assim não sucede, fica [ousada<br>Para ser outra vez enganadora.<br><br>Vingai, ó justos céus..., mas ah! [que digo?<br>Que maltrateis Lidora? – O [sentimento<br>Privou-me do discurso; eu me [desdigo.<br><br>Não, não vibreis o raio violento;<br>Pois se que a compaixão do seu [castigo<br>Há de aumentar depois o meu [tormento.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 15:59:41 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 10</title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023655428</link>
         <description><![CDATA[<div>Adeus, cabana, adeus; adeus, ó [gado;<br>Albina ingrata, adeus, em paz te [deixo;<br>Adeus, doce rabil; neste alto freixo<br>Te fica, ao meu destino [consagrado.<br><br>Se te for meu sucesso perguntado,<br>não declares, rabil, de quem me [queixo;<br>não quero que se saiba vive Aleixo<br>por causa de uma infame [desterrado.<br><br>Se vires a pastor desconhecido,<br>lhe dize então piedoso: - Ah! vai-te [embora,<br>atalha os danos, que outros têm [sentido.<br><br>Habita nesta aldeia uma pastora,<br>de rosto belo, coração fingido,<br>umas vezes cruel, e as mais [traidora.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:00:12 UTC</pubDate>
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         <title>Lira X</title>
         <author>catarinamarques4</author>
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         <description><![CDATA[<div>Se existe um peito,<br>Que isento viva<br>Da chama ativa,<br>Que acende Amor;<br><br>Ah! Não habite<br>Neste montado,<br>Fuja apressado<br>Do vil traidor.<br><br>Corra, que o impio<br>Aqui se esconde,<br>Não sei aonde;<br>Mas sei que o vi.<br><br>Traz novas setas,<br>Arco robusto;<br>Tremi de susto,<br>Em vão fugi.<br><br>Eu vou mostrar-vos,<br>Tristes mortais,<br>Quantos sinais<br>O impio tem.<br><br>Oh! Como pé justo<br>Que todo o humano<br>Um tal tirano<br>Conheça bem!<br><br>No corpo ainda<br>Menino existe;<br>Mas quem resiste<br>Ao braço seu?<br><br>Ao negro Inferno<br>Levou a guerra;<br>Venceu a terra,<br>Venceu o Céu.<br><br>Jamais se cobrem<br>Seus membros belos;<br>E os seus cabelos<br>Que lindos são!<br><br>Vendados olhos,<br>Que tudo alcançam,<br>E jamais lançam<br>A seta em vão.<br><br>As suas faces<br>São cor de neve;<br>E a boca breve<br>Só risos tem.<br><br>Mas, ah! respira<br>Negros venenos,<br>Que nem ao menos,<br>Os olhos vêem.<br><br>Aljava grande<br>Dependurada,<br>Sempre atacada<br>De bons farpões.<br><br>Fere com estas<br>Agudas lanças<br>Pombinhas mansas,<br>Bravos leões.<br><br>Se a seta falta,<br>Tem outra pronta,<br>Que a dura ponta<br>Jamais torceu.<br><br>Ninguém resiste<br>Aos golpes dela:<br>Marília bela<br>Foi quem lha deu.<br><br>Ah! Não sustente<br>Dura peleja<br>O que deseja<br>Ser vencedor.<br><br>Fuja, e não olhe,<br>Que só fugindo<br>De um rosto lindo<br>Se vence Amor</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:00:15 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 5 (Eduardo M (5 e 6) e Luis R (7 e 8)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023657064</link>
         <description><![CDATA[<div>Ao templo do Destino fui levado:<br>Sobre o altar num cofre se firmava,<br>Em cujo seio cada qual buscava,<br>Tremendo, anúncio do futuro [estado.<br><br>Tiro um papel e lio – céu sagrado,<br>Com quanta causa o coração [pulsava!<br>Este duro decreto escrito estava<br>Com negra tinta pela mão do fado:<br><br>“Adore Polidoro a bela Ormia,<br>sem dela conseguir a recompensa,<br>nem quebrar-lhe os grilhões a [tirania.”<br><br>Dar mãos Amor mo arranca, e sem [detença,<br>Três vezes o levando à boca impia,<br>Jurou cumprir à risca a tal [sentença.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:00:54 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 11</title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023657345</link>
         <description><![CDATA[<div>Com pesadas cadeias manietado,<br>Às vozes da razão ensurdecido,<br>Dos céus, de mim, dos homens [esquecido,<br>Me vi de amor nas trevas [sepultado.<br><br>Ali aliviava o meu cuidado<br>C’o dar de quando em quando [algum gemido.<br>Ah! tempo! Que, somente refletido,<br>Me fazes entre as ditas [desgraçado.<br><br>Assim vivia, quando a falsidade<br>De Laura me tornou num breve dia<br>Quanto a razão não pôde em longa [idade:<br><br>Quebrei o vil grilhão que me [oprimia!<br>Oh! feliz de quem goza a [liberdade,<br>Bem que venha por mãos da [aleivosia!</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:01:00 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 6</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Quantas vezes Lidora me dizia,<br>Ao terno peito minha mão levando:<br>- Conjurem-se em meu mal os [astros, quando<br>[Achares no meu peito aleivosia!<br><br>Então que não chorasse lhe pedia,<br>Por firme seu amor acreditando.<br>Ah! que em movendo os olhos, [suspirando,<br>Ao mais acautelado enganaria!<br><br>Um ano assim viveu. Oh! céus, [agora<br>Mostrou que era mulher: a [natureza,<br>Só por não se mudar, a fez [traidora.<br><br>Não, não darei mais cultos à [beleza,<br>Que depois de faltar à fé Lidora,<br>Nem creio que nas deusas há [firmeza.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:01:16 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 12</title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023658263</link>
         <description><![CDATA[<div>Obrei quando o discurso me [guiava,<br>Ouvi aos sábios quando errar [temia;<br>Aos Bons no gabinete o peito [abria,<br>Na rua a todos como iguais [tratava.<br><br>Julgando os crimes nunca os votos [dava<br>Mais duro, ou pio do que a Lei [pedia;<br>Mas devendo salvar ao justo, ria,<br>E devendo punir ao réu, chorava.<br><br>Não foram, Vila Rica, os meus [projetos<br>Meter em férreo cofre cópia d’ouro<br>Que farte aos filhos, e que chegue [aos netos:<br><br>Outras são as fortunas, que me [agouro,<br>Ganhei saudades, adquiri afetos,<br>Vou fazer destes bens melhor [tesouro.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:01:23 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 7</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O nume tutelar da Monarquia,<br>Que fez do grande Henrique a [invicta espada,<br>Procurou dos Destinos a morada,<br>Por consultar a idade que viria.<br><br>A mil e mil heróis descrito via,<br>Que exaltam de furtado a estirpe [honrada,<br>E na série, que adora, dilatada,<br>O nome de Francisco descobria.<br><br>Contempla uma por uma as letras [d’ouro;<br>Este penhor, que o tempo não [consome,<br>Promete ao reino seu maior [tesouro.<br><br>Prostra-se o gênio; e sem que a [empresa tome<br>De lhe buscar sequer mais outro [agouro,<br>O sítio beija, e lhe mostra o nome.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:01:48 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XI</title>
         <author>catarinamarques4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023659238</link>
         <description><![CDATA[<div>Não toques, minha Musa, não, não [toques<br>Na sonorosa Lira,<br>Que às almas, como a minha, [namoradas<br>Doces canções inspira:<br>Assopra no clarim, que apenas [soa,<br>Enche de assombro a terra!<br>Naquele, a cujo som cantou [Homero,<br>Cantou Virgílio a Guerra.<br><br>Busquemos, ó Musa,<br>Empresa maior;<br>Deixemos as ternas<br>Fadigas do Amor.<br><br>Eu já não vejo as graças, de que [forma<br>Cupido o seu tesouro;<br>Vivos olhos, e faces cor-de-rosa,<br>Com crespos fios de ouro:<br>Meus olhos só vêem graças, e [loureiros;<br>Vêem carvalhos, e palmas;<br>Vêem os ramos honrosos, que [distinguem<br>As vencedoras almas.<br><br>Busquemos, ó Musa,<br>Empresa maior;<br>Deixemos as ternas<br>Fadigas do Amor.<br><br>Cantemos o herói, que já no berço<br>As serpes despedaça;<br>Que fere os Cacos, que destrona [as hidras;<br>Mais os leões, que abraça.<br>Cantemos, se isto é pouco, a dura [guerra<br>Dos Titães, e Tifeus,<br>Que arrancam as montanhas, e [atrevidos<br>Levam armas aos Céus.<br><br>Busquemos, ó Musa,<br>Empresa maior;<br>Deixemos as ternas<br>Fadigas do Amor.<br><br>Anima pois, ó Musa, o instrumento,<br>Que a voz também levanto,<br>Porém tu deste muito acima o [ponto,<br>Dirceu não sobe tanto:<br>Abaixa, minha Musa, o tom, [qu’ergueste;<br>Eu já, eu já te sigo.<br>Mas, ah! vou a dizer Herói, e Guerra,<br>E só MARÍLIA digo<br>.<br>Deixemos, ó Musa,<br>Empresa maior;<br>Só posso seguir-te<br>Cantando de Amor.<br><br>Feres as cordas d’ouro? Ah! Sim, [agora<br>Meu canto já se afina:<br>E a humana voz parece que ao [som delas<br>Se faz também divina.<br>O mesmo, que cercou de muro a [Tebas,<br>Não canta assim tão terno;<br>Nem pode competir comigo [aquele,<br>Que desceu ao negro Inferno.<br><br>Deixemos, ó Musa,<br>Empresa maior;<br>Só posso seguir-te<br>Cantando de Amor.<br><br>Mal repito MARÍLIA, as doces [aves<br>Mostram sinais de espanto;<br>Erguem os colos, voltam as [cabeças,<br>Param o ledo canto:<br>Move-se o tronco, o vento se [suspende;<br>Pasma o gado, e não come:<br>Quanto podem meus versos! [Quanto pode<br>Só de Marília o nome!<br><br>Deixemos, ó Musa,<br>Empresa maior;<br>Só posso seguir-te<br>Cantando de Amor.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:01:48 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 13</title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023659429</link>
         <description><![CDATA[<div>Quando o torcido buço derramava<br>Terror no aspecto ao português [sisudo,<br>Quando, sem pó nem óleo, o pente [agudo,<br>Duro, intonso, o cabelo em laço [atava.<br><br>Quando contra os irmãos o braço [armava<br>O forte Nuno, apondo escudo a [escudo:<br>Quando a palavra, que prefere a [tudo,<br>Com a barba arrancada João [firmava.<br><br>Quando a mulher à sombra do [marido<br>Tremer se via; quando a lei [prudente<br>Zela o sexo do civil ruído;<br><br>Feliz então, então só inocente<br>Era de Luso o reino. Oh! bem [perdido!<br>Ditosa condição, ditosa gente!<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:01:54 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 8 </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023662470</link>
         <description><![CDATA[<div>Nascer no berço da maior [grandeza,<br>De palmas e de louros rodeado,<br>Deve-se aos grandes pais, ao [tronco honrado,<br>Que ilustra deste longe a [natureza.<br><br>Se porém muito mais se adora e [preza<br>O Dom que o nobre sangue traz [herdado,<br>Pela própria virtude sustentado,<br>Feliz o objeto da presente [empresa.<br><br>De mil heróis, no Tejo vencedores,<br>Um ramo nasce, um ramo que a [memória<br>Faz imortal de seus progenitores.<br>Eu leio em vaticínio a sua história:</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:03:08 UTC</pubDate>
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         <title>Lira II (Bernardo)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023662497</link>
         <description><![CDATA[<div>Em vão do amado<br>filho que foge,<br>Vênus quer hoje<br>notícias ter.<br><br>Sagaz e astuto<br>ele se esconde<br>em parte aonde<br>ninguém o vê.<br><br>Dos sinais dados,<br>bem se conhece<br>que ele aborrece<br>a mãe que tem.<br><br>Se os seus defeitos<br>Ela publica,<br>razão lhe fica<br>de se ofender.<br><br>Foge o menino<br>e, disfarçado,<br>vive abrigado<br>numa cruel.<br><br>Com mil carícias<br>a ímpia o trata;<br>nem o desata<br>do peito seu.<br><br>Se a semelhança<br>sempre amor gera,<br>deve uma fera<br>outra acolher.<br><br>Ah! se o teu nome,<br>Marília, calo,<br>que de ti falo<br>bem podes crer.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:03:09 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XXXVI (Luiza)</title>
         <author>mariaantonia15</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023664986</link>
         <description><![CDATA[<div>Não hás de Ter horror, minha [Marília,<br>De tocar pulso, que sofreu os [ferros!<br>Infames impostores mos lançaram,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; E não puníveis erros.<br><br>Esta mão, esta mão, que ré parece,<br>Ah! não foi uma vez, não foi só [uma,<br>Que em defesa dos bens, que são [do Estado,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Moveu a sábia pluma,<br><br>É certo, minha amada, sim é certo<br>Qu’eu aspirava a ser de um Cetro o [dono;<br>Mas este grande império, que eu [firmava,<br>Tinha em teu peito o trono.<br><br>As forças, que se opunham, não [batiam<br>Da grossa peça, e do mosquete os [tiros;<br>Só eram minhas armas os soluços,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Os rogos, e os suspiros.<br><br>De cuidados, desvelos, e finezas<br>Formava, ó minha Bela, os meus [guerreiros;<br>Não tinha no meu campo [estranhas tropas;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Que amor não quer parceiros.<br><br>Mas pode ainda vir um claro dia,<br>Em que estas vis algemas, estes [laços<br>Se mudem em prisões de alívios [cheias<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Nos teus mimosos braços.<br><br>Vaidoso então direi: “Eu sou [Monarca;<br>“Dou leis, que é mais, num coração [divino!<br>“Sólio que ergueu o gosto, e não a [foça,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; “É que é de apreço digno.”</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:04:00 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XXIX (Arthur)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br>O tirano Amor risonho<br>Me aparece e me convida<br>Para que seu jugo aceite;<br>E quer que eu passe em deleite<br>O resto da triste vida.<br><br>“O sonoro Anacreonte<br>(Astuto o moço dizia)<br>“Já perto da morte estava,<br>“Inda de amores cantava;<br>“Por isso alegre vivia.<br><br>“Aos negros, duros pesares<br>“Não resiste um peito fraco<br>“Se o amor o não fortalece:<br>“O mesmo Jove carece<br>“De Cupido, e mais de Baco.”<br><br>Eu lhe respondo: “Perjuro,<br>“Nada creio do que dizes;<br>“Porque já te fui sujeito,<br>“Inda conservo no peito<br>“Estas frescas cicatrizes.<br><br>“Se o mundo conhece males,<br>“Tu os maiores fizeste,<br>“Sim, tu a Tróia queimaste,<br>“Tu a Cartago abrasaste,<br>“E tu a Antônio perdeste.”<br><br>Amor, vendo que da oferta<br>Algum apreço não faço,<br>Me diz afoito que trate<br>De ir com ele a combate<br>Peito a peito, braço a braço.<br><br>Vou buscar as minhas armas;<br>Cinjo primeiro que tudo<br>O brilhante arnês, e à pressa<br>Ponho um elmo na cabeça,<br>Tomo a lança, e o grosso escudo.<br><br>Mal no campo me apresento,<br>Marília (oh Céus!) me aparece:<br>Logo que os olhos me fita,<br>O meu coração palpita,<br>A minha mão desfalece.<br><br>Então me diz o tirano:<br>“Confessa, louco, o teu erro;<br>“Contra as armas da beleza<br>“Não vale a externa defesa<br>“Dessa armadura de ferro.”</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:04:02 UTC</pubDate>
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         <title>Lira VI (David Gradim)</title>
         <author>marinamonzillo</author>
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         <description><![CDATA[<div>(Tradução)<br><br>Amor, que seus passos<br>ligeiro movia<br>por mil embaraços,<br>que um bosque tecia,<br><br>Nos ombros me acena<br>com brando raminho;<br>e logo me ordena<br>que siga o caminho.<br><br>Por entre a espessura<br>do bosque me avanço;<br>e atrás da ventura,<br>incauto, me lanço.<br><br>Já tinha calcado<br>os montes mais duros,<br>co peito rasgado<br>os rios escuros:<br><br>Eis que uma serpente,<br>a língua vibrando,<br>me crava o seu dente,<br>me deixa expirando.<br><br>Então, surpreendida<br>da dor que a traspassa,<br>minha alma ferida<br>aos beiços se passa.<br><br>As iras detesta<br>Amor. Isto vendo,<br>e as asas na testa<br>me bate, dizendo:<br><br>- Tu choras, tu gemes,<br>da serpe tocado,<br>e o braço não temes<br>de um númem irado?</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:04:24 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira XXIV (Sofia)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Eu vou, Marília, vou brigar co’as [feras!<br>Uma soltaram, eu lhe sinto os [passos;<br>Aqui, aqui a espero<br>Nestes despidos braços.<br>É um malhado tigre: a mim já corre,<br>Ao peito o aperto, estalam-lhe as [costelas,<br>Desfalece, cai, urra, treme, e [morre.<br><br>Vem agora um Leão: sacode a [grenha,<br>Com faminta paixão a mim se [lança;<br>Venha embora; que o pulso<br>Ainda não se cansa.<br>Oprimo-lhe a garganta, a língua [estira,<br>O corpo lhe fraqueia, os olhos [incham,<br>Açoita o chão convulso, arqueja, e [expira.<br><br>Mas que vejo, Marília! Tu te [assustas?<br>Entendes que os destinos [inumanos<br>Expõem a minha vida<br>No circo dos Romanos?<br>Com ursos, e com onças eu não [luto:<br>Luto c’o bravo monstro, que me [acusa,<br>Que os tigres, e leões mais fero e [bruto.<br><br>Embora contra mim raivoso [esgrima<br>Da vil calúnia a cortadora espada;<br>Uma alma, qual eu tenho,<br>Não se receia a nada.<br><br>Eu hei de, sim, punir-lhe a [insolência,<br>Pisar-lhe o negro colo, abrir-lhe o [peito<br>Co’as armas invencíveis da [inocência.<br><br>Ah! quando imaginar, que vingativo<br>Mando que desça ao Tártaro [profundo,<br>Hei de com mão honrada<br>Erguer-lhe o corpo imundo.<br>Eu então lhe direi: “Infame, [indigno,<br>“Obras como costuma o vil [humano;<br>“Faço, o que faz um coração [divino.”</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:05:43 UTC</pubDate>
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         <title>Lira VIII (Carol)</title>
         <author>giovanaohl</author>
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         <description><![CDATA[<div>Eu vejo, ó minha Bela, aquele [Nume<br>A quem o nome deram de Fortuna;<br>Pega-me pelo braço,<br>E com voz importuna<br>Me diz que mova o passo;<br>Que ente no grande Templo, [em que se encerra<br>Quanto o destino manda,<br>Que ela obre sobre a terra.<br><br>Que coisas portentosas nele [encontro!<br>Eu vejo a pobre fundação de [Roma;<br>Vejo-a queimar Cartago;<br>Vejo que as gentes doma;<br>E vejo o seu estrago.<br>Lá floresce o poder do Assírio [Povo;<br>Aqui os Medos crescem,<br>E os perde um braço novo.<br><br>Então me diz a Deusa: “E que [pretendes?<br>“Todas estas medalhas ver agora?<br>“Ah! não, não sejas louco!<br>“Espaço de anos fora<br>“Para isso ainda pouco;<br>“Deixa estranhos sucessos, vem [comigo;<br>“Verás quanto inda deve<br>“Acontecer contigo.”<br><br>Levou-me aonde estava a minha história,<br>Que toda me explicou com modo, [e arte.<br>“Tirei-te libras de ouro”,<br>Me diz, “e quero dar-te<br>“Todo aquele tesouro.<br>“Não suspira por bens um peito [nobre?<br>Severo lhe respondo,<br>“Vivo afeito a ser pobre.”<br><br>Aqui me enruga a Deusa irada a [testa,<br>E fica sem falar um breve espaço.<br>“Alegra, alegra o rosto”,<br>Prossegue, “ali te faço<br>“Restituir o posto.”<br>Respondo em ar de mofa, e tom [sereno:<br>“Conheço-te, Fortuna,<br>“Posso morrer pequeno.”<br><br>“Aqui te dou, me diz, a tua amada.”<br>Então me banho todo de alegria.<br>“Cuidei, me torna a cega,<br>“Que essa alma não queria<br>“Nem esta mesma entrega.”<br>“É esse o bem, respondo, que me [move,<br>“Mas este bem é santo,<br>“Vem só da mão de Jove.”<br><br>Queria mais falar; eu insofrido<br>Desta maneira rompo os seus [acentos:<br>“Basta, Fortuna, basta,<br>“Estes breves momentos<br>“Lá noutras coisas gasta;<br>“Da minha sorte nada mais [contemplo.”<br>E, chamando Marília,<br>Suspiro, e deixo o Templo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:06:03 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira V (Eduardo R)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Acaso são estes<br>[Os sítios formosos.<br>[Aonde passava<br>[Os anos gostosos?<br>[São estes os prados,<br>[Aonde brincava,<br>[Enquanto passava<br>[O gordo rebanho,<br>[Que Alceu me deixou?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[São estes os sítios?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[São estes; mas eu<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[O mesmo não sou.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Marília, tu chamas?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Espera, que eu vou.<br>[Daquele penhasco<br>[Um rio caía;<br>[Ao som do sussurro<br>[Que vezes dormia!<br>[Agora não cobrem<br>[Espumas nevadas<br>[As pedras quebradas;<br>[Parece que o rio<br>[O curso voltou<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [São estes os sítios?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [São estes; mas eu<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [O mesmo não sou.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Marília, tu chamas?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Espera, que eu vou.<br>[Meus versos alegre<br>[Aqui repetia:<br>[O eco as palavras<br>[Três vezes dizia,<br>[Se chamo por ele,<br>[Já não me responde;<br>[Parece se esconde,<br>[Casado de dar-me<br>[Os ais, que lhe dou.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [São estes os sítios?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [São estes; mas eu<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [O mesmo não sou.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Marília, tu chamas?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Espera, que eu vou.<br>[Aqui um regato<br>[Corria sereno<br>[Por margens cobertas<br>[De flores, e feno:<br>[À esquerda se erguia<br>[Um bosque fechado,<br>[E o tempo apressado,<br>[Que nada respeita,<br>[Já tudo mudou.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[São estes os sítios?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[São estes; mas eu<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[O mesmo não sou.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Marília, tu chamas?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Espera, que eu vou.<br>[Mas como discorro?<br>[Acaso podia<br>[Já tudo mudar-se<br>[No espaço de um dia?<br>[Existem as fontes,<br>[E os freixos copados;<br>[Dão flores os prados,<br>[E corre a cascata,<br>[Que nunca secou.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[São estes os sítios?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[São estes; mas eu<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[O mesmo não sou.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Marília, tu chamas?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Espera, que eu vou.<br>[Minha alma, que tinha<br>[Liberta a vontade,<br>[Agora já sente<br>[Amor, e saudade,<br>[Os sítios formosos me agradaram,<br>[Ah! Não se mudaram;<br>[Mudaram-se os olhos,<br>[De triste que estou.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [São estes os sítios?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [São estes; mas eu<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [O mesmo não sou.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Marília, tu chamas?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Espera, que eu vou.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:06:23 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Lira XXXVII</title>
         <author>mariaantonia15</author>
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         <description><![CDATA[<div>Meu sonoro Passarinho,<br>Se sabes do meu tormento,<br>E buscas dar-me, cantando,<br>Um doce contentamento,<br><br>Ah! não cantes, mais não cantes,<br>Se me queres ser propício;<br>Eu te dou em que me faças<br>Muito maior benefício.<br><br>Ergue o corpo, os ares rompe,<br>Procura o Porto da Estrela,<br>Sobe à serra, e se cansares,<br>Descansa num tronco dela,<br><br>Toma de Minas a estrada,<br>Na Igreja nova, que fica<br>Ao direito lado, e segue<br>Sempre firme a Vila Rica.<br><br>Entra nesta grande terra,<br>Passa uma formosa ponte,<br>Passa a segunda, a terceira<br>Tem um palácio defronte.<br><br>Ele tem ao pé da porta<br>Uma rasgada janela,<br>É da sala, aonde assiste<br>A minha Marília bela.<br><br>Para bem a conheceres,<br>Eu te dou os sinais todos<br>Do seu gesto, do seu talhe,<br>Das suas feições, e modos.<br><br>O seu semblante é redondo,<br>Sobrancelhas arqueadas,<br>Negros e finos cabelos,<br>Carnes de neve formadas.<br><br>A boca risonha, e breve,<br>Suas faces cor-de-rosa,<br>Numa palavra, a que vires<br>Entre todas mais formosa.<br><br>Chega então ao seu ouvido,<br>Dize, que sou quem te mando,<br>Que vivo neta masmorra,<br>Mas sem alívio penando.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:06:48 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira III</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023671793</link>
         <description><![CDATA[<div>Tu não verás, Marília, cem cativos<br>Tirarem o cascalho, e a rica, terra,<br>Ou dos cercos dos rios caudalosos,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ou da minada serra.<br><br>Não verás separar ao hábil negro<br>Do pesado esmeril a grossa areia,<br>E já brilharem os granetes de ouro<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;No fundo da bateia.<br><br>Não verás derrubar os virgens matos;<br>Queimar as capoeiras ainda novas;<br>Servir de adubo à terra a fértil cinza;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Lançar os grãos nas covas.<br><br>Não verás enrolar negros pacotes<br>Das secas folhas do cheiroso fumo;<br>Nem espremer entre as dentadas rodas<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Da doce cana o sumo.<br><br>Verás em cima da espaçosa mesa<br>Altos volumes de enredados feitos;<br>Ver-me-ás folhear os grande livros,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; E decidir os pleitos.<br><br>Enquanto revolver os meus consultos.<br>Tu me farás gostosa companhia,<br>Lendo os fatos da sábia mestra história,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;E os cantos da poesia.<br><br>Lerás em alta voz a imagem bela,<br>Eu vendo que lhe dás o justo apreço,<br>Gostoso tornarei a ler de novo<br>      O cansado processo.<br><br>Se encontrares louvada uma beleza,<br>Marília, não lhe invejes a ventura,<br>Que tens quem leve à mais remota idade<br>      A tua formosura.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:06:51 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira XVII (Lara)</title>
         <author>diegomarconi</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023676126</link>
         <description><![CDATA[<div>Minha Marília,<br>Tu enfadada?<br>Que mão ousada<br>Perturbar pode<br>A paz sagrada&nbsp;<br>Do peito teu?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Porém que muito&nbsp;<br>Que irado esteja&nbsp;<br>O teu semblante!<br>Também troveja&nbsp;<br>O claro Céu.<br><br>Eu sei, Marília,<br>Que outra Pastora&nbsp;<br>A toda hora,<br>Em toda a parte&nbsp;<br>Cega namora&nbsp;<br>Ao teu Pastor.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Há sempre fumo&nbsp;<br>Aonde há fogo:<br>Assim, Marília,<br>Há zelos, logo&nbsp;<br>Que existe amor.<br><br>Olha, Marília,<br>Na fonte pura&nbsp;<br>A tua alvura,<br>A tua boca,<br>E a compostura&nbsp;<br>Das mais feições.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Quem tem teu rosto&nbsp;<br>Ah! não receia&nbsp;<br>Que terno amante&nbsp;<br>Solte a cadeia,<br>Quebre os grilhões.<br><br>Não anda Laura&nbsp;<br>Nestas campinas&nbsp;<br>Sem as boninas&nbsp;<br>No seu cabelo,<br>Sem peles finas&nbsp;<br>No seu jubão.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Porém que importa?<br>O rico asseio&nbsp;<br>Não dá, Marília,<br>Ao rosto feio&nbsp;<br>A perfeição.<br><br>Quando apareces&nbsp;<br>Na madrugada,<br>Mal embrulhada<br><br>Na larga roupa,<br>E desgrenhada&nbsp;<br>Sem fita, ou flor;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ah! que então brilha&nbsp;<br>A natureza!<br>Estão se mostra&nbsp;<br>Tua beleza&nbsp;<br>Inda maior.<br><br>O Céu formoso,<br>Quando alumia&nbsp;<br>O Sol de dia,<br>Ou estrelado&nbsp;<br>Noa noite fria,<br>Parece bem.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Também tem graça&nbsp;<br>Quando amanhece;<br>Até, Marília,<br>Quando anoitece&nbsp;<br>Também a tem.<br><br>Que tens, Marília,<br>Que ela suspire!<br>Que ela delire!<br>Que corra os vales!<br>Que os montes gire&nbsp;<br>Louca de amor!<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ela é que sente&nbsp;<br>Esta desdita,<br>E na repulsa&nbsp;<br>Mais se acredita&nbsp;<br>O teu Pastor.<br><br>Quando há, Marília,<br>Alguma festa&nbsp;<br>Lá na floresta,<br>(Fala a verdade)<br>dança com esta<br>o bom Dirceu?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;E se ela o busca,<br>Vendo buscar-se&nbsp;<br>Não se levanta,<br>Não vai sentar-se&nbsp;<br>Ao lado teu?<br><br>Quando um por outro&nbsp;<br>Na rua passa,<br>Se ela diz graça,<br>Ou muda o gesto,<br>Esta negaça&nbsp;<br>Faz-lhe impressão?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Se está fronteira,<br>E brandamente&nbsp;<br>Lhe fita os olhos,<br>Não põe prudente&nbsp;<br>Os seus no chão?<br><br>Deixa o ciúme,<br>Que te desvela:<br>Marília bela,<br>Nunca receies&nbsp;<br>Dano daquela&nbsp;<br>Que igual não for.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Que mais desejas?<br>Tens lindo aspecto;<br>Dirceu se alenta&nbsp;<br>De puro afeto,<br>E pundonor.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:08:41 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira XIII (Lucas Matsuo)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Oh! quantos riscos,<br>Marília bela,<br>Não atropela<br>Quem cego arrasta<br>Grilhões de Amor!<br>Um peito forte,<br>De acordo falto,<br>Zomba do assalto<br>Do vil traidor.<br><br>O amante de Hero<br>Da luz guiado,<br>C’o peito ousado<br>Na escura noite<br>Rompia o mar.<br>Se o Helesponto<br>Se encapelava,<br>Ah! não deixava<br>De lhe ir falar.<br><br>Do Cantor Trácio<br>A herocidade<br>Esta verdade,<br>Minha Marília,<br>Prova também.<br>Cheio de esforço<br>Vai ao Cocito<br>Buscar aflito,<br>Seu doce bem.<br><br>Que ação tão grande<br>Nunca intentada!<br>Ao pé da entrada<br>Já tudo assusta<br>O coração:<br>Pendentes rochas,<br>Campos adustos,<br>Nem ervas dão.<br><br>Na funda fralda<br>De calvo monte,<br>Corre Aqueronte,<br>Rio de ardente,<br>Mortal licor.<br>Tem o barqueiro<br>Testa enrugada,<br>Vista inflamada,<br>Que mete horror.<br><br>Que seguranças!<br>Que fechaduras!<br>As portas duras<br>Não são de lenhos;<br>De ferro são.<br>Por três gargantas,<br>Quando alguém bate,<br>Raivoso late<br>O negro cão.<br><br>Dentro da cova<br>Soam lamentos;<br>Não mostra aos olhos<br>A escassa luz!<br>Minos a pena<br>Manda se intime<br>Igual ao crime,<br>Que ali conduz.<br><br>Grande penedo<br>Este carrega;<br>E apenas chega<br>Do monte ao cume,<br>O faz rolar.<br>A pedra sempre<br>Ao vele desce,<br>Sem que ele cesse<br>De a ir buscar.<br><br>Nas limpas águas<br>Habita aquele:<br>Por cima dele<br>Verdejam ramos,<br>Que pomos dão.<br>Debalde a boca<br>Molhar pretende.<br>Debalde estende<br>Faminta mão.<br><br>Tem outro o peito<br>Despedaçado:<br>Monstro esfaimado<br>Jamais descansa<br>De lho roer.<br>A roxa carne,<br>Que o abutre come,<br>Não se consome,<br>Torna a crescer.<br><br>Mas bem que tudo<br>Pavor inspira,<br>Tocando a lira<br>Desce ao Averno<br>O bom Cantor.<br>Não se entorpece<br>A língua, e braço;<br>Não treme o passo,<br>Não perde a cor.<br><br>Ah! também quanto<br>Dirceu obrara,<br>Se precisara<br>Marília bela<br>De esforço seu!<br>Rompera os mares<br>C’o peito terno,<br>Fora ao Inferno,<br>Subira ao Céu.<br><br>Aos dois amantes<br>De Trácia, e Abido<br>Não deu Cupido<br>Do que aos mais todos<br>Maior valor.<br>Por seus vassalos<br>Forças reparte,<br>Como lhes parte<br>Os graus de Amor.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:09:49 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XX (Valentina Jerônimo)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Se me viras com teus olhos<br>Nesta masmorra metido,<br>De mil idéias funestas,<br>E cuidados combatido,<br>Qual seria, ó minha Bela,<br>Qual seria o teu pesar?<br><br>À força da dor cedera,<br>E nem estaria vivo,<br>Se o menino Deus vendado,<br>Extremoso, e compassivo,<br>Com o nome de Marília<br>Não me viesse animar.<br><br>Deixo a cama ao romper d’alva;<br>O meio-dia tem dado,<br>E o cabelo ainda flutua<br>Pelas costas desgrenhado.<br>Não tenho valor, não tenho,<br>Nem par de mim cuidar.<br><br>Diz-me Cupido: “E Marília<br>“Não estima este cabelo?<br>“Se o deixas perder de todo,<br>“Não se há de enfadar ao vê-lo?”<br>Suspiro, pego no pente,<br>Vou logo o cabelo atar.<br><br>Vem um tabuleiro entrando<br>De vários manjares cheio;<br>Põe-se na mesa a toalha,<br>E eu pensativo passeio:<br>De todo o comer esfria,<br>Sem nele poder tocar.<br><br>“Eu entendo que a matar-te,<br>“Diz amor, te tens proposto;<br>“Fazes bem: terá Marília<br>“Desgosto sobre desgosto.”<br>Qual enfermo c’o remédio,<br>Me aflijo, mas vou jantar.<br><br>Chegam as horas, Marília,<br>Em que o Sol já se tem posto;<br>Vem-me à memória que nelas<br>Vi à janela teu rosto:<br>Reclino na mão a face,<br>E entro de novo a chorar.<br><br>Diz-me Cupido: “Já basta,<br>“Já basta, Dirceu, de pranto;<br>“Em obséquio de Marília<br>“Vai tecer teu doce canto.”<br>Pendem as fontes dos olhos,<br>Mas em sempre vou cantar.<br><br>Vem o Forçado acender-me<br>A velha, suja candeia;<br>Fica, Marília, a masmorra<br>Inda mais triste, e mais feia.<br>Nem mais canto, nem mais posso<br>Uma só palavra dar<br><br>Diz-me Cupido: “São horas<br>“De escrever-se o que está feito.”<br>Do azeite, e da fumaça<br>Uma nova tinta ajeito;<br>Tomo o pau, que pena finge,<br>Vou as Liras copiar.<br><br>Sem que chegue o leve sono,<br>Canta o Galo a vez terceira;<br>Eu digo a Amor, que fico<br>Sem deitar-me a noite inteira;<br>Faço mimos, e promessas<br>Para ele me acompanhar.<br><br>Ele diz, que em dormir cuide,<br>Que hei de ver Marília em sonho,<br>Não respondo uma palavra,<br>A dura cama componho,<br>Apago a triste candeia,<br>E vou-me logo deitar.<br><br>Como pode a tais cuidados<br>Resistir, ó minha Bela,<br>Quem não tem de Amor a graça;<br>Se eu, que vivo à sombra dela,<br>Inda vivo desta sorte,<br>Sempre triste a suspirar?</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:10:05 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XII (Isabella)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Ah! Marília, que tormento<br>Não tens de sentir saudosa!<br>Não podem ver os teus olhos<br>A campina deleitosa,<br>Nem a tua mesma aldeia,<br>Que tiranos não proponham<br>À inda inquieta idéia<br>Uma imagem de aflição.<br>Mandarás aos surdos Deuses<br>Novos suspiros em vão.<br><br>Quando levares, Marília,<br>Teu ledo rebanho ao prado,<br>Tu dirás: “Aqui trazia<br>“Dirceu também o seu gado.”<br>Verás os sítios ditosos<br>Onde, Marília, te dava<br>Doces beijos amorosos<br>Nos dedos da branca mão.<br>Mandarás aos surdos [Deuses<br>Novos suspiros em vão.<br><br>Quando à janela saíres,Sem quereres, descuidada,<br>A minha pobre morada.<br>Tu dirás então contigo:<br>“Ali Dirceu esperava<br>“Para me levar consigo;<br>E ali sofreu a prisão.”<br>Mandarás aos surdos Deuses<br>Novos suspiros em vão.<br><br>Quando vires igualmente<br>Do caro Glauceste a choça,<br>Onde alegre se juntavam<br>Os poucos da escolha nossa,<br>Pondo os olhos na varanda<br>Tu dirás de mágoa cheia:<br>“Todo o congresso ali anda,<br>“Só o meu amado não.”<br>Mandarás aos surdos Deuses<br>Novos suspiros em vão.<br><br>Quando passar pela rua<br>O meu companheiro honrado,<br>Sem que me vejas com ele<br>Caminhar emparelhado,<br>Tu dirás: “Não foi tirana<br>“Somente comigo a sorte;<br>“Também cortou desumana<br>“A mais fiel união.”<br>Mandarás aos surdos Deuses<br>Novos suspiros em vão.<br><br>Numa masmorra metido,<br>Eu não vejo imagens destas,<br>Imagens, que são por certo<br>A quem adora funestas.<br>Mas se existem separadas<br>Dos inchados, roxos olhos,<br>Estão, que é mais, retratadas<br>No fundo do coração.<br>Também mando aos surdos [Deuses<br>Tristes suspiros em vão.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:10:07 UTC</pubDate>
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         <title>Lira I (Giovanna)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Já não cinjo de louro a minha testa;<br>Nem sonoras canções o Deus me inspira:<br>Ah! que nem me resta<br>Uma já quebrada,<br>Mal sonora Lira!<br><br>Mas neste mesmo estado, em que me vejo,<br>Pede, Marília, Amor que vá cantar-te:<br>Cumpro o seu desejo;<br>E ao que resta supra<br>A paixão, e a arte.<br><br>A fumaça, Marília, da candeia,<br>Que a molhada parede ou suja, ou pinta,<br>Bem que tosca, e feia,<br>Agora me pode<br>Ministrar a tinta.<br><br>Aos mais preparos o discurso apronta:<br>Ele me diz, que faça do pé de uma<br>Má laranja ponta,<br>E dele me sirva<br>Em lugar de pluma.<br><br>Perder as úteis horas não, não devo;<br>Verás, Marília, uma idéia nova:<br>Sim, eu já te escrevo,<br>Do que esta alma dita<br>Quando amor aprova.<br><br>Quem vive no regaço da ventura<br>Nada obra em te adorar, que assombro faça:<br>Mostra mais ternura<br>Quem te ensina, e morre<br>Nas mãos da desgraça.<br><br>Nesta cruel masmorra tenebrosa<br>Ainda vendo estou teus olhos belos,<br>A testa formosa,<br>Os dentes nevados,<br>Os negros cabelos.<br><br>Vejo, Marília, sim, e vejo ainda<br>A chusma dos Cupidos, que pendentes<br>Dessa boca linda,<br>Nos ares espalham<br>Suspiros ardentes.<br><br>Se alguém me perguntar onde eu te vejo,<br>Responderei: No peito, que uns Amores<br>De casto desejo<br>Aqui te pintaram,<br>E são bons Pintores.<br><br>Mal meus olhos te riam, ah! nessa hora<br>Teu retrato fizeram, e tão forte,<br>Que entendo, que agora<br>Só pode apagá-lo<br>O pulso da Morte.<br><br>Isto escrevia, quando, ó Céus, que vejo!<br>Descubro a ler-me os versos o Deus louro:<br>Ah! dá-lhes um beijo,<br>E diz-me que valem<br>Mais que letras de ouro.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:10:48 UTC</pubDate>
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         <title>Lira VI</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>[Oh! Quanto pode em nós a vária Estrela!<br>[Que diversos que são os gênios nossos!<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Qual solta a branca vela,<br>[E afronta sobre o pinho os mares grossos;<br>[Qual cinge com a malha o peito duro,<br>[E marchando na frente das coortes,<br>[Faz a torre voar, cair o muro.<br><br>[O sórdido avarento em vão defende<br>[Que possa o filho entrar no seu tesouro;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Aqui fechado estende<br>[Sobre a tábua, que verga, as barras d’ouro.<br>[Sacode o jogador do copo os dados;<br>[E numa noite só, que ao sono rouba,<br>[Perde o resto dos bens, do pai herdados.<br><br>[O que da voraz gula o vício adora,<br>[Da lauta mesa os seus prazeres fia.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[E o terno Alceste chora<br>[Ao som dos versos, a que o gênio o guia.<br>[O sábio Galileu toma o compasso,<br>[E sem voar ao Céu, calcula, e mede<br>[Das Estrelas, e Sol o imenso espaço.<br>[Enquanto pois, Marília, a vária gente<br>[Se deixa conduzir do próprio gosto,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Passo as horas contente<br>[Notando as graças do teu lindo rosto.<br>[Sem cansar-me a saber se o Sol se move;<br>[Ou se a terra volteia, assim conheço<br>[Aonde chega o poder do grande Jove.<br><br>[Noto, gentil Marília, os teus cabelos.<br>[E noto as faces de jasmins, e rosas:<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Noto os teus olhos belos,<br>[Os brancos dentes, e as feições mimosas:<br>[Quem faz uma obra tão perfeita, e linda,<br>[Minha bela Marília, também pode<br>[Fazer os Céus, e mais, se há mais ainda.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:10:52 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XIII</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Vês, Marília, um cordeiro<br>De flores enramado,<br>Como alegre corre<br>A ser sacrificado?<br>O Povo para Templo já concorre;<br>A Pira sacrossanta já se acende;<br>O Ministro o fere, ele bala, e morre.<br>Vês agora o novilho,<br>A quem segura o laço,<br>No chão as mãos especa,<br>Nem quer mover um passo.<br>Não conhece que sai de um mau terreno;<br>Que o forte pulso, que a seguir o arrasta,<br>O conduz a viver num campo ameno.<br>Ignora o bruto como<br>Lhe dispomos a sorte;<br>Um vai forçado à vida,<br>Vai outro alegre à morte:<br>Nós temos, minha bela, igual demência;<br>Não sabemos os fins, com que nos move<br>A sábia, oculta Mão da Providência.<br>De Jacó ao bom filho<br>Os maus matar quiseram.<br>De conselho o muraram.<br>Como escravo o venderam.<br>José não corre a ser um servo aflito;<br>Vai subindo os degraus, por onde chega<br>A ser um quase Deus no grande Egito.<br>Quem sabe o Destino<br>Hoje, ó Bela, me prende.<br>Só porque nisto de outros<br>Mais danos me defende?<br>Pode ainda raiar um claro dia.<br>Mas quer raie, quer não, ao Céu adoro;<br>E beijo a santa mão, que assim me guia.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:11:00 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XVIII</title>
         <author>diegomarconi</author>
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         <description><![CDATA[<div>Não vês aquele velho respeitável<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Que à muleta encostado<br>Apenas mal se move, e mal se arrasta?<br>Oh! quanto estrago não lhe fez o tempo!<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O tempo arrebatado,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Que o mesmo bronze gasta.<br><br>Enrugaram-se as faces, e perderam<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Seus olhos a viveza;<br>Voltou-se o seu cabelo em branca neve:<br>Já lhe treme a cabeça, a mão, o queixo,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Não tem uma beleza<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Das belezas, que teve.<br><br>Assim também serei, minha Marília,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Daqui a poucos anos;<br>Que o impio tempo para todos corre.<br>Os dentes cairão, e os meus cabelos,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ah! sentirei os danos,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Que evita só quem morre.<br><br>Mas sempre passarei uma velhice<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Muito menos penosa.<br>Não trarei a muleta carregada:<br>Descansarei o já vergado corpo<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Na tua mão piedosa,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Na tua mão nevada.<br><br>Nas frias tardes, em que negra nuvem<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Os chuveiros não lance,<br>Irei contigo ao prado florescente:<br>Aqui me buscarás um sítio ameno;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Onde os membros descanse,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;E o brando sol me aquente.<br><br>Apenas me sentar, então movendo<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Os olhos por aquela<br>Vistosa parte, que ficar fronteira;<br>Apontando direi: “Ali falamos,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;“Ali, ó minha bela,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;“Te vi a vez primeira.”<br><br>Verterão os meus olhos duas fontes,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Nascidas de alegria:<br>Farão teus olhos ternos outro tanto:<br>Então darei, Marília, frios beijos<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Na mão formosa, e pia,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Que me limpar o pranto.<br><br>Assim irá, Marília, docemente<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Meu corpo suportando<br>Do tempo desumano a dura guerra.<br>Contente morrerei, por ser Marília<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Quem sentida chorando<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Meus braços olhos cerra.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:11:29 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XIV</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023683964</link>
         <description><![CDATA[<div>Alma digna de mil Avós Augustos!<br>Tu sentes, tu soluças,<br>Ao ver cair os justos;<br>Honras as santas leis da Humanidade:<br>E os teus exemplos deve<br>Gravar com letras de ouro no seu Templo<br>A cândida Amizade.<br>Não é, não é de Herói uma alma forte,<br>Que vê com rosto enxuto<br>No seu igual a morte.<br>Não é também de Herói um peito duro,<br>Que a sua glória firma<br>Em que lhe não resiste ao ferro, e fogo,<br>Nem legião, nem muro.<br>Oh! quanto ousado Chefe me namora,<br>Quando vê a cabeça<br>Do bom Pompeu, e chora!<br>É grande para mim, quem move os passos,<br>E de Dario aos filhos,<br>Que como escravos seus tratar pudera,<br>Recebe nos seus braços.<br>Se alcança Enéias, capitão piedoso,<br>Entre os Heróis do Mundo<br>Um nome glorioso,<br>Não é, porque levanta uma cidade;<br>É sim, porque nos ombros<br>Salvou do incêndio ao Pai, a quem destina<br>A mão de longa idade.<br>Ah! se ao meu contrário entre as chamas vira,<br>Eu mesmo, sim, da morte<br>Aos ombros o remira.<br>Inda por ele muito mais obrara.<br>E se nada servisse,<br>Fizera então, Amigo, o que fizeste;<br>Gemera, e suspirara.<br>Oh! quanto são duráveis as cadeias<br>De uma amizade, quando<br>Se dão iguais idéias!<br>Se apesar dos estorvos se sustinha<br>Nossa união sincera,<br>Foi por ser a minha alma igual à tua,<br>E a tu igual à minha.<br>Se o caro Amigo te merece tanto,<br>Lá lhe fica a sua alma,<br>Limpa-lhe o terno pranto.<br>De quem eu falo, és tu, Marília bela.<br>Ah! sim, honrado Amigo,<br>Se enxugar não puderes os seus olhos,<br>Pranteia então com ela.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:11:43 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Lira XXV (Enzo e Enrico)</title>
         <author>eduardofilippo1</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023685518</link>
         <description><![CDATA[<div>O cego Cupido um dia<br>Com os seus Gênios falava<br>Do modo, que lhe restava<br>De cativar a Dirceu.<br><br>Depois de larga disputa,<br>Um dos Gênios mais sagazes<br>Este conselho lhe deu:<br><br>As setas mais aguçadas,<br>Como se em rocha batessem,<br>Dão no peito seu, e descem<br>Todas quebradas ao chão.<br>Só as graças de Marília<br><br>Podem vencer um tão duro,<br>Tão isento coração.<br>A fortuna desta empresa<br>Consiste em armar-se o laço,<br>Sem que sinta ser o braço,<br>Que lho prepara, de Amor:<br><br>Que ele vive como as aves,<br>Que já deixaram as penas<br>No visco do caçador.<br><br>Na força deste conselho<br>O raivoso Deus sossega,<br>E à tropa a honra entrega<br>De o fazer executar.<br><br>Todos pretendem ganhá-la;<br>Batem as asas ligeiros,<br>E vão as armas buscar.<br><br>Os primeiros se ocultaram<br>Da Deusa nos olhos belos:<br>Qual se enlaçou nos cabelos,<br>Qual às faces se prendeu.<br><br>Um amorinho cansado<br>Caiu dos lábios ao seio,<br>E nos peitos se escondeu.<br><br>Outro Gênio mais astuto<br>Este novo ardil alcança,<br>Muda-se numa criança<br>De divino parecer.<br><br>Esconde as asas, e a venda;<br>Esconde as setas, e quanto<br>Pode dá-lo a conhecer.<br><br>Ela que vê um menino<br>Todo de graças coberto,<br>Tão risonho, e tão esperto<br>Ali sozinho brincar,<br><br>A ele endireita os passos;<br>Finge Amor ter medo, e a Deusa<br>Mais que empenha em lhe pegar.<br><br>Ela corria chamando;<br>Ele fugia, e chorava:<br>Assim foram onde estava<br>O descuidado Pastor.<br><br>Este, mal viu a beleza,<br>E o gentil menino, entende<br>A malícia do traidor.<br><br>Põe as mãos sobre os ouvidos,<br>Cerra os olhos, e constante<br>Não quer ver o seu semblante,<br>Não o quer ouvir falar.<br><br>Qual Ulisses noutra idade<br>Para iludir as Sereias<br>Mandou tambores tocar.<br><br>Cupido, que a empresa via,<br>Julga o intento frustrado,<br>E de raiva transportado<br>O corpo na chão lançou.<br><br>Traçou a língua nos dentes;<br>Meteu as unhas no rosto,<br>E os cabelos arrancou.<br><br>O Gênio, que se escondia<br>Entre os peitos da Pastora,<br>Ergueu a cabeça fora,<br>E o sucesso conheceu.<br><br>Deixa o sossego em que estava,<br>E vai ligeiro meter-se<br>No peito do bom Dirceu.<br><br>Apenas do brando peito<br>Lhe tocou a neve fria,<br>Com o calor, que trazia,<br>Lhe abrasou o coração.<br><br>Dá o Pastor um suspiro,<br>Abre os seus olhos, e solta<br>Do apertado ouvido a mão.<br><br>Logo que viram os Gênios<br>Ao triste Pastor disposto<br>Para ver o lindo rosto,<br>Para as palavras ouvir,<br><br>Cada um as armas toma,<br>Cada um com elas busca<br>Seu terno peito ferir.<br><br>Com os cabelos da Deusa<br>Lhe forma um Cupido laços,<br>Que lhe seguram os braços,<br>Como se fossem grilhões.<br><br>O Pastor já não resiste;<br>Antes beija satisfeito<br>As suas doces prisões.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:12:22 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Lira XV</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023685558</link>
         <description><![CDATA[<div>Eu, Marília, não fui nenhum Vaqueiro,<br>Fui honrado Pastor da tua aldeia;<br>Vestia finas lãs, e tinha sempre<br>A minha choça do preciso cheia.<br>Tiraram-me o casal, e o manso gado,<br>Nem tenho, a que me encoste, um só cajado.<br>Para ter que te dar, é que eu queria<br>De mor rebanho ainda ser o dono;<br>Prezava o teu semblante, os teus cabelos<br>Ainda muito mais que um grande Trono.<br>Agora que te oferte já não vejo<br>Além de um puro amor, de um são desejo.<br>Se o rio levantado me causava,<br>Levando a sementeira, prejuízo,<br>Eu alegre ficava apenas via<br>Na tua breve boca um ar de riso.<br>Tudo agora perdi; nem tenho o gosto<br>De ver-te aos menos compassivo o rosto.<br>Propunha-me dormir no teu regaço<br>As quentes horas da comprida sesta,<br>Escrever teus louvores nos olmeiros,<br>Toucar-te de papoulas na floresta.<br>Julgou o justo Céu, que não convinha<br>Que a tanto grau subisse a glória minha.<br>Ah! minha Bela, se a Fortuna volta,<br>Se o bem, que já perdi, alcanço, e provo;<br>Por essas brancas mãos, por essas faces<br>Te juro renascer um homem novo;<br>Romper a nuvem, que os meus olhos cerra,<br>Amar no Céu a Jove, e a ti na terra.<br>Fiadas comprarei as ovelhinhas,<br>Que pagarei dos poucos do meu ganho;<br>E dentro em pouco tempo nos veremos<br>Senhores outra vez de um bom rebanho.<br>Para o contágio lhe não dar, sobeja<br>Que as afague Marília, ou só que as veja.<br>Senão tivermos lãs, e peles finas,<br>Podem mui bem cobrir as carnes nossas<br>As peles dos cordeiros mal curtidas,<br>E os panos feitos com as lãs mais grossas.<br>Mas ao menos será o teu vestido<br>Por mãos de amor, por minhas mão cosido.<br>Nós iremos pescar na quente sesta<br>Com canas, e com cestos os peixinhos:<br>Nós iremos caçar nas manhãs frias<br>Com a vara envisgada os passarinhos.<br>Para nos divertir faremos quanto<br>Reputa o varão sábio, honesto e santo.<br>Nas noites de serão nos sentaremos<br>C’os filhos, se os tivermos, à fogueira;<br>Entre as falsas histórias, que contares,<br>Lhes contarás a minha verdadeira.<br>Pasmados te ouvirão; eu entretanto<br>Ainda o rosto banharei de pranto.<br>Quando passarmos juntos pela rua,<br>Nos mostrarão c’o dedo os mais Pastores;<br>Dizendo uns para os outros: “Olha os nosso<br>“Exemplos da desgraça, e são amores”.<br>Contentes viveremos desta sorte,<br>Até que chegue a um dos dois a morte.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:12:23 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XIX</title>
         <author>diegomarconi</author>
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         <description><![CDATA[<div>Enquanto pasta alegre o manso gado,<br>Minha bela Marília, nos sentemos<br>À sombra deste cedro levantado.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Um pouco meditemos<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Na regular beleza,<br>Que em tudo quanto vive, nos descobre<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A sábia natureza.<br><br>Atende, como aquela vaca preta<br>O novilhinho seu dos mais separa,<br>E o lambe, enquanto chupa a lisa teta.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Atende mais, ó cara,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Como a ruiva cadela<br>Suporta que lhe morda o filho o corpo,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;E salte em cima dela.<br><br>Repara, como cheia de ternura<br>Entre as asas ao filho essa ave aquenta,<br>Como aquela esgravata a terra dura,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; E os seus assim sustenta;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Como se encoleriza,<br>E salta sem receio a todo o vulto,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Que junto deles pisa.<br><br>Que gosto não terá a esposa amante,<br>Quando der ao filhinho o peito brando,<br>E refletir então no seu semblante!<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Quando, Marília, quando<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Disser consigo: “É esta<br>“De teu querido pai a mesma barba,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;“A mesma boca, e testa.”<br><br>Que gosto não terá a mãe, que toca,<br>Quando o tem nos seus braços, c’o dedinho<br>Nas faces graciosas, e na boca<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Do inocente filhinho!<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Quando, Marília bela,<br>O tenro infante já com risos mudos<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<br>Começa a conhecê-la!<br><br>Que prazer não terão os pais ao verem<br>Com as mães um dos filhos abraçados;<br>Jogar outros luta, outros correrem<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Nos cordeiros montados!<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Que estado de ventura!<br>Que até naquilo, que de peso serve,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Inspira Amor, doçura.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:12:45 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>marinamonzillo</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023686474</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Lira VII</strong><br>Tu, formosa Marília, já fizeste<br>Com teus olhos ditosas as campinas<br>Do turvo ribeirão em que nascestes;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Deixa, Marília, agora<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; As já lavradas setas:<br><br>Anda afoita a romper os grossos mares,<br>Anda encher de alegria estranhas terras;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ah! por ti suspiram<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Os meus saudosos lares.<br><br>Não corres como Safo sem ventura,<br>Em seguimento de um cruel ingrato,<br>Que não cede aos encantos da ternura;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Segues um fino amante,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Que a perder-te morria.<br>Quebra os grilhões do sangue, e vem, ó Bela;<br>Tu já foste no Sul a minha guia,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ah! deves ser no Norte<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Também a minha estrela.<br><br>Verás ao Deus Netuno sossegado,<br>Aplainar c’o tridente as crespas ondas;<br>Ficar como dormindo o mar salgado;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Verás, verás, d’alheta<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Soprar o brando vento;<br><br>Mover-se o leme, desrinzar-se o linho:<br>Seguirem os delfins o movimento,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Que leva na carreira<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O empavesado pinho.<br><br>Verás como o Leão na proa arfando<br>Converte em branca espuma as negras ondas,<br>Que atalha, e corta com murmúrio brando;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Verás, verás, Marília,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Da janela dourada,<br><br>Que uma comprida estrada representa<br>A linfa cristalina, que pisada<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Pela popa que foge,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Em borbotões rebenta.<br><br>Bruto peixe verás de corpo imenso<br>Tornar ao torto anzol, depois de o terem<br>Pela rasgada boca ao ar suspenso;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Os pequenos peixinhos<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Quais pássaros voarem;<br><br>De toninhas verás o mar coalhado,<br>Ora surgirem, ora mergulharem,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Fingindo ao longe as ondas,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Que forma o vento irado.<br><br>Verás que o grande monstro se apresenta,<br>Um repuxo formando com as águas,<br>Que ao mar espalha da robusta venta;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Verás, enfim, Marília,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; As nuvens levantadas,<br><br>Umas de cor azul, ou mais escuras,<br>Outras de cor-de-rosa, ou prateadas,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Fazerem no horizonte<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Mil diversas figuras.<br><br>Mal chegares à foz do claro Tejo,<br>Apenas ele vir o teu semblante,<br>Dará no leme do baixel um beijo.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Eu lhe direi vaidoso:<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;“Não trago, não, comigo,<br><br>“Nem pedras de valor, nem montes d’ouro;<br>“Roubei as áureas minas, e consigo<br>           “Trazer para os teus cofres<br>           ‘‘Este maior Tesouro.”</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:12:47 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XXVI</title>
         <author>eduardofilippo1</author>
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         <description><![CDATA[<div>O destro Cupido um dia<br>Extraiu mimosas cores<br>De frescos lírios, e rosas,<br>De jasmins, e de outras flores.<br>Com as mais delgadas penas<br>Usa de uma, e de outra tinta,<br>E nos ângulos do cobre<br>A quatro belezas pinta.<br>Por fazer pensar a todos<br>No seu liso centro escreve<br>Um letreiro, que pergunta:<br>“Este espaço a quem se deve?”<br>Vênus, que viu a pintura,<br>E leu a letra engenhosa,<br>Pôs por baixo “Eu dele cedo;<br>“Dê-se a Marília formosa.”</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:12:56 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XX</title>
         <author>diegomarconi</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023687917</link>
         <description><![CDATA[<div>Era uma frondosa<br>Roseira se abria<br>Um lindo botão.<br>Marília formosa<br>O pé lhe torcia<br>Com a branca mão.<br><br>Nas folhas viçosas<br>A abelha enraivada<br>O corpo escondeu.<br>Tocou-lhe Marília,<br>Na mão descuidada<br>A fera mordeu.<br><br>Apenas lhe morde,<br>Marília gritando,<br>C’o dedo fugiu.<br>Amor, que no bosque<br>Estava brincando,<br>Aos ais acudiu.<br><br>Mal viu a rotura,<br>E o sangue espargido,<br>Que a Deusa mostrou;<br>Risonho beijando<br>O dedo ofendido,<br>Assim lhe falou:<br><br>“Se tu por não tão pouco<br>“O pranto desatas,<br>“Ah! dá-me atenção;<br>“E como daquele,<br>“Que feres, e matas,<br>“Não tens compaixão?”</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:13:20 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XXXVIII</title>
         <author>mariaantonia15</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023688417</link>
         <description><![CDATA[<div>Eu vejo aquela Deusa,<br>Astréia pelos sábios nomeada;<br>Balança numa mão, na outra [espada.<br>O vê-la não me causa um leve [abalo,<br>Mas, antes, atrevido,<br>Eu a vou procurar, e assim lhe falo:<br><br>Qual é o povo, dize,<br>Que comigo concorre no [atentado?<br>Americano Povo?<br>O Povo mais fiel e mais honrado:<br>Tira as Praças das mãos do injusto [dono,<br>Ele mesmo as submete<br>De novo à sujeição do Luso Trono!<br><br>Eu vejo nas histórias<br>Rendido Pernambuco aos [Holandeses;<br>Eu vejo saqueada<br>Esta ilustre Cidade dos Franceses;<br>Lá se derrama o sangue Brasileiro;<br>Aqui não basta, supre<br>Das roubadas famílias o dinheiro.<br><br>Enquanto assim falava,<br>Mostrava a Deusa não me ouvir [com gosto;<br>Punha-me a vista tesa,<br>Enrugava o severo e aceso rosto.<br>Não suspendo contudo no que [digo;<br>Sem o menor receio,<br>Faço que a não entendo, e assim [prossigo:<br><br>Acabou-se, tirana,<br>A honra, o zelo deste Luso Povo?<br>Não é aquele mesmo,<br>Que estas ações obrou? É outro [novo?<br>E pode haver direito, que te mova<br>A supor-nos culpados,<br>Quando em nosso favor conspira a [prova?<br><br>Há em Minas um homem,<br>Ou por seu nascimento, ou seu [tesouro,<br>Que aos outros mover possa<br>À força de respeito, à força d’ouro?<br>Os bens de quantos julgas [rebelados<br>Podem manter na guerra,<br>Por um ano sequer, a cem [soldados?<br><br>Ama a gente assisada<br>A honra, a vida, o cabedal tão [pouco,<br>Que ponha uma ação destas<br>Nas mãos dum pobre, sem [respeito e louco?<br>E quando a comissão lhe [confiasse,<br>Não tinha pobre soma,<br>Que por paga, ou esmola, lhe [mandasse!<br><br>Nos limites de Minas,<br>A quem se convidasse não havia?<br>Ir-se-iam buscar sócios<br>Na Colônia também, ou na Bahia?<br>Está voltada a Corte Brasileira<br>Na terra dos Suíços,<br>Onde as Potências vão erguer [bandeira?<br><br>O mesmo autor do insulto<br>Mais a riso, do que a temor me [move;<br>Dou-lhe nesta loucura,<br>Podia-se fazer Netuno ou Jove.<br>A prudência é tratá-lo por [demente;<br>Ou prendê-lo, ou entregá-lo<br>Para dele zombar a moça gente.<br><br>Aqui, aqui a Deusa<br>Um extenso suspiro aos ares solta;<br>Repete outro suspiro,<br>E sem palavra dar, as costas volta.<br>Tu te irritas! Lhe digo e quem te [ofende?<br>Ainda nada ouviste<br>Do que respeita a mim; sossega, [atende.<br><br>E tinha que ofertar-me<br>Um pequeno, abatido e novo Estado,<br>Com as armas de fora,<br>Com as suas próprias armas consternado?<br>Achas também que sou tão pouco [esperto,<br>Que um bem tão contingente<br>Me obrigasse a perder um bem já [certo?<br><br>Não sou aquele mesmo,<br>Que a extinção do débito pedia?<br>Já viste levantado<br>Quem à sombra da paz alegre ria?<br>Um direito arriscado eu busco, e [feio,<br>E quero que se evite<br>Toda a razão do insulto, e todo o [meio?<br><br>Não sabes quanto apresso<br>Os vagarosos dias da partida?<br>Que a fortuna risonha,<br>A mais formosos campos me [convida?<br>Daqui nem ouro quero;<br>Quero levar somente os meus [amores.<br><br>Eu, ó cega, não tenho<br>Um grosso cabedal, do mais [herdado:<br>Não o recebi no emprego,<br>Não tenho as instruções dum bom [soldado,<br>Far-me-iam os rebeldes o primeiro<br>No império que se erguia<br>À custa do seu sangue, e seu [dinheiro?<br><br>Aqui, aqui de todo<br>A Deusa se perturba, e mais se [altera;<br>Morde o seu próprio beiço;<br>O sítio deixa, nada mais espera.<br>Ah! vai-te, então lhe digo, vai-te [embora;<br>Melhor, minha Marília,<br>Eu gastasse contigo mais esta [hora.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:13:33 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XXVII</title>
         <author>eduardofilippo1</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023688476</link>
         <description><![CDATA[<div>Alexandre, Marília, qual o rio,<br>Que engrossando no inverno tudo arrasa,<br>Na frente das coortes<br>Cerca, vence, abrasa<br>As cidades mais fortes.<br>Foi na glória das armas o primeiro;<br>Morreu na flor dos anos, e já tinha<br>Vencido o mundo inteiro.<br>Mas este bom soldado, cujo nome<br>Não há poder algum, que não abata,<br>Foi, Marília, somente<br>Um ditoso pirata,<br>Um salteador valente.<br>Se não tem uma fama baixa, e escura,<br>Foi por se pôr ao lado da injustiça<br>A insolente ventura.<br>O grande César, cujo nome voa,<br>À sua mesma Pátria a fé quebranta;<br>Na mão a espada toma,<br>Oprime-lhe a garganta,<br>Dá Senhores a Roma.<br>Consegue ser herói por um delito;<br>Se acaso não vencesse, então seria<br>Um vil traidor proscrito.<br>O ser herói, Marília, não consiste<br>Em queimar os Impérios: move a guerra,<br>Espalha o sangue humano,<br>E despovoa a terra<br>Também o mau tirano.<br>Consiste o ser herói em viver justo:<br>E tanto pode ser herói pobre,<br>Como o maior Augusto.<br>Eu é que sou herói, Marília bela,<br>Segundo da virtude a honrosa estrada:<br>Ganhei, ganhei um trono,<br>Ah! não manchei a espada,<br>Não roubei ao dono.<br>Ergui-o no teu peito, e nos teus braços:<br>E valem muito mais que o mundo inteiro<br>Uns tão ditosos laços.<br>Aos bárbaros, injustos vencedores<br>Atormentam remorsos, e cuidados;<br>Nem descansam seguros<br>Nos palácios cercados<br>De tropa, e de altos muros.<br>E a quantos nos não mostra a sábia história<br>A quem mudou o Fado em negro opróbrio<br>A mal ganhada glória.<br>Eu vivo, minha Bela, sim, eu vivo<br>Nos braços do descanso, e mais do gosto:<br>Quando estou acordado<br>Contemplo no teu rosto<br>De graças adornado:<br>Se durmo, logo sonho, e ali te vejo.<br>Ah! nem desperto, nem dormindo sobe<br>A mais o meu desejo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:13:34 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 1 (João)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>1<br>&nbsp;É gentil, é prendada a minha [Altéia;<br>As graças, a modéstia de seu rosto<br>Inspiram no meu peito maior gosto<br>Que ver o próprio trigo quando [ondeia.<br><br>Mas, vendo o lindo gesto de [Dircéia<br>A nova sujeição me vejo exposto;<br>Ah! que é mais engraçado, mais [composto<br>Que a pura esfera, de mil astros [cheia!<br><br>Prender as duas com grilhões [estritos<br>É uma ação, ó deuses, [inconstante,<br>Indigna de sinceros, nobres [peitos.<br><br>Cupido, se tens dó de um triste [amante,<br>Ou forma de Lorino dois sujeitos,<br>Ou forma desses dois um só [semblante.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:13:40 UTC</pubDate>
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         <title>Lira IV (Duda)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Já, já me vai, Marília, branquejando<br>Louro cabelo, que circula a testa;<br>Este mesmo, que alveja, vai caindo<br>E pouco já me resta.<br><br>As faces vão perdendo as vivas cores,<br>E vão-se sobre os ossos enrugando,<br>Vai fugindo a viveza dos meus olhos;<br>Tudo se vai mudando.<br><br>Se quero levantar-me, as costas vergam;<br>As forças dos meus membros já se gastam,<br>Vou a dar ela casa uns curtos passos,<br>Pesam-me os pés, e arrastam.<br><br>Se algum dia me vires destas sorte,<br>Vê que assim me não pôs a mão dos anos:<br>Os trabalhos, Marília, os sentimentos,<br>Fazem os mesmos danos.<br><br>Mal te vir, me dará em poucos dias<br>A minha mocidade o doce gosto;<br>Verás burnir-se a pele, o corpo encher-se,<br>Voltar a cor ao rosto.<br><br>No calmoso Verão as plantas secam;<br>Na Primavera, que os mortais encanta,<br>Apenas cai do Céu o fresco orvalho,<br>Verdeja logo a planta.<br><br>A doença deforma a quem padece;<br>Mas logo que a doença faz seu termo,<br>Torna, Marília, a ser quem era dantes,<br>O definhado enfermo.<br><br>Supõe-me qual doente, ou mal a planta,<br>No meio da desgraça, que me altera;<br>Eu também te suponho qual saúde,<br>Ou qual a Primavera.<br><br>Se dão esses teus meigos, vivos olhos<br>Aos mesmos Astros luz, e vida às flores,<br>Que efeitos não farão, em quem por eles<br>Sempre morreu de amores?</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:13:48 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XXVIII</title>
         <author>eduardofilippo1</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023689899</link>
         <description><![CDATA[<div>Cupido tirando<br>Dos ombros a aljava<br>Num campo de flores<br>Contente brincava.<br>E o corpo tenrinho<br>Depois, enfadado,<br>Incauto reclina<br>Na relva do prado.<br>Marília formosa,<br>Que ao Deus conhecia,<br>Oculta espreitava<br>Quanto ele fazia.<br>Mal julga que dorme<br>Se chega contente,<br>As armas lhe furta,<br>E o Deus a não sente.<br>Os Faunos, mal viram<br>As armas roubadas,<br>Saíram das grutas<br>Soltando risadas.<br>Acorda Cupido,<br>E a causa sabendo,<br>A quantos o insultam<br>Responde, dizendo:<br>“Temíeis as setas<br>“Nas minhas mãos cruas!<br>“Vereis o que podem<br>“Agora nas suas.”</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:14:07 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Lira XXI</title>
         <author>diegomarconi</author>
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         <description><![CDATA[<div>Não sei, Marília, que tenho,<br>Depois que vi o teu rosto;<br>Pois quanto não é Marília,<br>Já não posso ver com gosto.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Noutra idade me alegrava,<br>Até quando conversava<br>Com o mais rude vaqueiro:<br><br>Hoje, ó Bela, me aborrece<br>Inda o trato lisonjeiro<br>Do mais discreto pastor<br>Que efeitos são os que sinto?<br>Serão efeitos de Amor?<br><br>Saio da minha cabana<br>Sem reparar no que faço:<br>Busco o sítio aonde moras,<br>Suspendo defronte o passo.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Fito os olhos na janela,<br>Aonde, Marília bela,<br>Tu chegas ao fim do dia;<br>Se alguém passa, e te saúda,<br>Bem que seja cortesia,<br>Se acende na face a cor.<br>Que efeitos são os que sinto?<br>Serão os efeitos de Amor?<br><br>Se estou, Marília, contigo,<br>Não tenho um leve cuidado;<br>Nem me lembra se são horas<br>De levar à fonte o gado.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Se vivo de ti distante,<br>Ao minuto, ao breve instante<br>Finge um dia o meu desgosto:<br>Jamais, Pastora, te vejo<br>Que em seu semblante composto<br>Não veja graça maior.<br>Que efeitos são os que sinto?<br>Serão os efeitos de Amor?<br><br>Ando já com o juízo,<br>Marília, tão perturbado,<br>Que no mesmo aberto sulco<br>Meto de novo o arado.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Aqui no centeio pego,<br>Noutra parte em vão o sego:<br>Se alguém comigo conversa,<br>Ou não respondo, ou respondo<br>Noutra coisa tão diversa,<br>Que nexo não tem menor.<br>Que efeitos são os que sinto?<br>Serão os efeitos de Amor?<br><br>Se geme o bufo agoureiro,<br>Só Marília me desvela,<br>Enche-se o peito de mágoa,<br>E não sei a causa dela.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Mal durmo, Marília, sonho<br>Que fero leão medonho<br>Te devora nos meus braços:<br>Gela-se o sangue nas veias,<br>E solto do sono os laços<br>À força da imensa dor.<br>Ah! que os efeitos, que sinto,<br><br>Só são efeitos de Amor.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:14:07 UTC</pubDate>
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         <title>Lira V</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Os mares, minha bela, não se movem,<br>O brando Norte assopra, nem diviso<br>Uma nuvem sequer na Esfera toda;<br>O destro Nauta aqui não é preciso;<br>Do seu governo a roda.<br><br>Mas ah! que o sul carrega, o mar se empola,<br>Rasga-se a vela, o mastaréu se parte!<br>Qualquer varão prudente aqui já teme;<br>Não tenho a necessária força, e arte.<br>Corra o sábio Piloto, corra, e venha<br>Reger o duro leme.<br><br>Como sucede à nau no mar, sucede<br>Aos homens na ventura, e na desgraça;<br>Basta ao feliz não ter total demência;<br>Mas quem de venturoso a triste passa,<br>Deve entregar o leme do discurso<br>Nas mãos da sã prudência.<br><br>Todo o Céu se cobriu, os raios chovem:<br>E esta alma, em tanta pena consternada,<br>Nem sabe aonde possa achar conforto.<br>Ah! não, não tardes, vem, Marília amada,<br>Toma o leme da nau, mareia o pano,<br>Vai-a salvar no porto.<br><br>Mas ouço já de Amor as sábias vozes:<br>Ele me diz que sofra, senão morro,<br>E perco então, se morro, uns doces laços;<br>Não quero já, Marília, mais socorro;<br>Oh! ditoso sofrer, que lucrar pode<br>A glória dos teus braços!</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:14:19 UTC</pubDate>
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         <title>Lira VI</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>De que te queixas,<br>Língua importuna?<br>De que a Fortuna<br>Roubar-te queira<br>O que te deu?<br>Este foi sempre<br>O gênio seu.<br><br>Levou, Marília,<br>A impia sorte<br>Catões à morte;<br>Nem sepultura<br>Lhes concedeu.<br>Este foi sempre<br>O gênio seu.<br><br>A outros muitos,<br>Que vis nasceram,<br>Nem mereceram,<br>A grandes tronos<br>A impia ergueu.<br>Este foi sempre<br>O gênio seu.<br><br>Espalha a Cega<br>Sobre os humanos<br>Os bens, e os danos,<br>E a quem se devam<br>Nunca escolheu.<br>Este foi sempre<br>O gênio seu.<br><br>A quanto é justo<br>Jamais se dobra;<br>Nem igual obra<br>C’os mesmos Deuses<br>Do claro Céu.<br>Este foi sempre<br>O gênio seu.<br><br>Sobe, ao Céu, Vênus<br>Num carro ufano;<br>E cai Vulcano<br>Da pura esfera,<br>Em que nasceu.<br>Este foi sempre<br>O gênio seu.<br><br>Mas não me rouba,<br>Bem que se mude,<br>Honra, e virtude:<br>Que o mais é dela,<br>Mas isto é meu.<br>Este foi sempre<br>O gênio seu.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:14:46 UTC</pubDate>
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         <title>Lira VII</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Meu prezado Glauceste,<br>Se fazes o conceito,<br>Que, bem que réu, abrigo<br>A cândida virtude no meu peito;<br>Se julgas, digo, que mereço ainda<br>Da tua mão socorro,<br>Ah! vem dar-mo agora,<br>Agora sim que morro.<br><br>Não quero, que montado<br>No Pégaso fogoso,<br>Venhas com dura lança<br>Ao monstro infame traspassar raivoso.<br>Deixa que viva a pérfida calúnia,<br>E forje o meu tormento:<br>Com menos, meu Glauceste,<br>Com menos me contento.<br><br>Toma a lira dourada,<br>E toca um pouco nela:<br>Levanta a voz celeste<br>Em parte que te escute a minha Bela;<br>Enche todo o contorno de alegria;<br>Não sofras, que o desgosto<br>Afogue em pranto amargo<br>O seu divino rosto.<br><br>Eu sei, eu sei, Glauceste,<br>Que um bom cantor havia,<br>Que os brutos amansava;<br>Que os troncos, e os penedos atraía.<br><br>De outro destro Cantor também afirma<br>A sábia antigüidade,<br>Que as muralhas erguera<br>De uma grande Cidade.<br>Orfeu as cordas fere;<br>O som delgado, e terno<br>Ao Rei Plutão abranda,<br>E o deixa, que penetre o fundo Averno.<br>Ah! tu a nenhum cedes, meu Glauceste,<br>Na lira, e mais no canto;<br>Podes fazer prodígios,<br>Obrar ou mais, ou tanto.<br>Levanta pois as vozes:<br>Que mais, que mais esperas?<br>Consola um peito aflito;<br>Que é menos ainda, que domar as feras.<br>Com isto me darás no meu tormento<br>Um doce lenitivo;<br>Que enquanto a Bela vive,<br>Também, Glauceste, vivo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:15:36 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 4</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>4&nbsp;<br>Ainda que de Laura esteja ausente,<br>Há de a chama durar no peito [amante;<br>Que existe retratado o seu [semblante,<br>Se não nos olhos meus, na minha [mente<br><br>Mil vezes finjo vê-la, e [eternamente<br>Abraço a sombra vã; só neste [instante<br>Conheço que ela está de mim [distante,<br>Que tudo é ilusão que esta alma [sente.<br><br>Talvez que ao bem de a ver amor [resista;<br>Porque minha paixão, que aos [céus é grata<br>Por inocente assim melhor [persista;<br><br>Pois quando só na idéia ma retrata,<br>Debuxa os dotes com que prende [a vista,<br>Esconde as obras com que ofende, [ingrata.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:16:28 UTC</pubDate>
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         <title>Lira IX</title>
         <author>giovanaohl</author>
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         <description><![CDATA[<div>A estas horas<br>Eu procurava<br>Os meus Amores;<br>Tinham-me inveja<br>Os mais Pastores.<br><br>A porta abria,<br>Inda esfregando<br>Os olhos belos,<br>Sem flor, nem fita,<br>Nos seus cabelos.<br><br>Ah! que assim mesmo<br>Sem compostura,<br>É mais formosa,<br>Que a estrela d’alva,<br>Que a fresca rosa.<br><br>Mal eu a via,<br>Um ar mais leve,<br>(Que doce efeito!)<br>Já respirava<br>Meu terno peito.<br><br>Do cerco apenas<br>Soltava o gado,<br>Eu lhe amimava<br>Aquela ovelha<br>Que mais amava.<br><br>Dava-lhe sempre<br>No rio, e fonte,<br>No prado, e selva,<br>Água mais clara,<br>Mais branda relva.<br><br>No colo a punha;<br>Então brincando<br>A mim a unia;<br>Mil coisas ternas<br>Aqui dizia.<br><br>Marília vendo,<br>Que eu só com ela<br>É que falava,<br>Ria-se a furto,<br>E disfarçava.<br><br>Desta maneira<br>Nos castos peitos,<br>De dia em dia<br>A nossa chama<br>Mais se acendia.<br><br>Ah! quantas vezes,<br>No chão sentado,<br>Eu lhes lavrava<br>As finas rocas,<br>Em que fiava!<br><br>Da mesma sorte<br>Que à sua amada,<br>Que está no ninho,<br>Fronteiro canta<br>O passarinho;<br><br>Na quente sesta,<br>Dela defronte,<br>Eu me entretinha<br>Movendo o ferro<br>Da sanfoninha.<br><br>Ela por dar-me<br>De ouvir o gosto,<br>Mais se chegava;<br>Então vaidoso<br>Assim cantava:<br><br>“Não há Pastora,<br>“Que chegar possa<br>“À minha Bela,<br>“Nem quem me iguale<br>“Também na estrela;<br><br>“Se amor concede<br>“Que eu me recline<br>“No branco peito,<br>“Eu não invejo<br>“De Jove o feito;<br><br>“Ornam seu peito<br>“As sãs virtudes,<br>“Que nos namoram;<br>“No seu semblante<br>“As Graças moram.”<br><br>Assim vivia...<br>Hoje em suspiros<br>O canto mudo;<br>Assim, Marília<br>Se acaba tudo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:17:08 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 3</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023697624</link>
         <description><![CDATA[<div>3<br>Enganei-me, enganei-me – [paciência!<br>Acreditei às vezes, cri, Ormia,<br>Que a tua singeleza igualaria<br>A tua mais que angélica aparência.<br><br>Enganei-me, enganei-me – [paciência!<br>Ao menos conheci que não devia<br>Pôr nas mãos de uma externa [galhardia<br>O prazer, o sossego e a inocência.<br><br>Enganei-me, cruel, com teu [semblante,<br>E nada me admiro de faltares,<br>Que esse teu sexo nunca foi [constante<br><br>Mas tu perdeste mais em me [enganares:<br>Que tu não acharás um firme [amante,<br>E eu posso de traidoras ter [milhares.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:17:08 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XXV</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023698629</link>
         <description><![CDATA[<div>Minha Marília,<br>O passarinho,<br>A quem roubaram<br>Ovos, e ninho,<br>Mil vezes pousa<br>No seu raminho;<br>Piando finge<br>Que anda a chorar.<br>Mas logo voa<br>Pela espessura,<br>Nem mais procura<br>Este lugar.<br><br>Se acaso a vaca<br>Perde a vitela,<br>Também nos mostra<br>Que se desvela;<br>O pasto deixa,<br>Muge por ela,<br>Até na estrada<br>A vem buscar.<br>Em poucos dias,<br>Ao que parece,<br>Dela se esquece,<br>E vai pastar.<br><br>O voraz Tempo,<br>Que o ferro come,<br>Que aos mesmos Reinos<br>Devora o nome;<br>Também Marília,<br>Também consome<br>Dentro do peito<br>Qualquer pesar.<br>Ah! só não pode<br>Ao meu tormento<br>Por um momento<br>Alívio dar.<br><br>Também, ó Bela,<br>Não há quem viva<br>Instantes breves<br>Na chama ativa;<br>Derrete ao bronze;<br>Sendo excessiva,<br>Ao mesmo seixo<br>Faz estalar.<br>Mas do amianto<br>A febre dura<br>Na chama atura<br>Sem se queimar.<br><br>Também, Marília,<br>Não há quem negue,<br>Que bem que o fogo<br>Nos óleos pegue,<br>Que bem que em línguas,<br>Às nuvens chegue,<br>À força d’água<br>Se há de apagar.<br>Se a negra pedra<br>Nós acendemos,<br>Com água a vemos<br>Mais s’inflamar.<br><br>O meu discurso,<br>Marília, é reto:<br>A pena iguala<br>Ao meu afeto.<br>O amor, que nutro,<br>Ao teu aspecto,<br>E ao teu semblante,<br>É singular.<br>Ah! nem o tempo,<br>Nem inda a morte<br>A dor tão forte<br>Pode acabar.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:17:34 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XXVIII (Valentina Machado)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023699212</link>
         <description><![CDATA[<div>Detém-te, vil humano;<br>Não espremas a cicuta<br>Para fazer-me dano.<br>O sumo, que ela dá, é pouco forte;<br>Procura outras bebidas,<br>Que apressem mais a morte.<br><br>Desce ao Reino profundo,<br>Ajunta aí venenos,<br>Que nunca visse o mundo:<br>Traze o negro licor, que têm nos [dentes,<br>Nos dentes denegridos<br>As raivosas serpentes.<br><br>Cachopo levantado,<br>Que pôs a natureza<br>Dentro no mar salgado,<br>Não se abala no meio da tormenta;<br>Bem que uma onda, e outra onda<br>Sobre ele em flor rebenta.<br><br>Árvore, que na terra<br>As robustas raízes,<br>Buscando o centro, a ferra,<br>Não teme ao furacão mais [violento,<br>E menos, se se deixa<br>Vergar do rijo vento.<br><br>Sou tronco, e rocha, ó Bela,<br>Que açoita o Sul, que brama,<br>E o mar, que se encapela:<br>Não temas que do rosto a cor se [mude;<br>Vence as rochas, e os troncos<br>A sólida Virtude.<br><br>A maior desventura<br>É sempre a que nos lança<br>No horror da sepultura:<br>O covarde a morrer também [caminha;<br>Com que males não pode<br>Uma alma como a minha?</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:17:49 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Lira XXXII (Bruno)</title>
         <author>manueladupas</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023699784</link>
         <description><![CDATA[<div>Se o vasto mar se encapela,<br>E na rocha em flor rebenta,<br>Grossa nau, que não tem leme,<br>Em vão sustentar-se intenta;<br>Até que naufraga, e corre<br>À discrição da tormenta.<br><br>Quem não tem uma beleza,<br>Em que ponha o seu cuidado;<br>Se o Céu se cobre de nuvens,<br>E se assopra o vento irado,<br>Não tem forças que resistam<br>Ao impulso do seu fado.<br><br>Nesta sombria masmorra,<br>Aonde, Marília, vivo,<br>Encosto na mão o rosto,<br>Ah! que imagens tão funestas<br>Me finge o pesar ativo.<br><br>Parece que vejo a honra,<br>Marília, toda enlutada;<br>A face de um pai rugosa,<br>Num mar de pranto banhada;<br>Os amigos macilentos,<br>E a família consternada.<br><br>Quero voltar aos meus olhos<br>Para outro diverso lado;<br>Vejo numa grande praça<br>Um teatro levantado;<br>Vejo as cruzes, vejo os potros,<br>Vejo o alfanje afiado.<br><br>Um frio suor me cobre,<br>Laxam-se os membros, suspiro;<br>Busco alívio às minhas ânsias,<br>Não o descubro, deliro.<br>Já , meu Bem, já me parece<br>Que nas mãos da morte expiro.<br><br>Vem-me então ao pensamento<br>A tua testa nevada,<br>Os teus meigos, vivos olhos,<br>A tua face rosada,<br>Os teus dentes cristalinos,<br>A tua boca engraçada.<br><br>Qual, Marília, a estrela d’alva,<br>Que a negra noite afugenta;<br>Qual o Sol, que a névoa espalha<br>Apenas a terra aquenta;<br>Ou qual Íris, que o Céu limpa,<br>Quando se vê na tormenta:<br><br>Assim, Marília, desterro<br>Triste ilusão, e demência;<br>Faz de novo o seu ofício<br>A razão, e a prudência;<br>E firmo esperanças doces<br>Sobre a cândida inocência.<br><br>Restauro as forças perdidas,<br>Sobe a viva cor ao rosto,<br>Gira o sangue pela veia,<br>E bate o pulso composto:<br>Vê, Marília, o quanto pode<br>Contra meus males teu rosto.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:18:04 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Soneto 2</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023699875</link>
         <description><![CDATA[<div>2<br>Num fértil campo de soberbo [Douro,<br>Dormindo sobre a relva, [descansava,<br>Quando vi que a Fortuna me [mostrava<br>Com alegre semblante o seu [tesouro.<br><br>De uma parte, um montão de prata e [ouro<br>Com pedras de valor o chão [curvava;<br>Aqui um cetro, ali um trono estava,<br>Pendiam coroas mil de grama e [louro.<br><br>- Acabou – diz-me então – a [desventura:<br>De quantos bens te exponho qual [te agrada,<br>Pois benigna os concedo, vai, [procura.<br><br>Escolhi, acordei, e não vi nada:<br>Comigo assentei logo que a [ventura<br>Nunca chega a passar de ser [sonhada.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:18:06 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Lira VII</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>[Vou retratar a Marília,<br>[A Marília, meus amores;<br>[Porém como? Se eu não vejo<br>[Quem me empreste as finas cores:<br>[Dar-mas a terra não pode;<br>[Não, que a sua cor mimosa<br>[Vence o lírio, vence a rosa,<br>[O jasmim, e as outras flores.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Ah! Socorre, Amor, socorre<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Ao mais grato empenho meu!<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Voa sobre os Astros, voa,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Traze-me as tintas do Céu.<br>[Mas não se esmoreça logo;<br>[Busquemos um pouco mais;<br>[Nos mares talvez se encontrem<br>[Cores, que sejam iguais.<br>[Porém não, que em paralelo<br>[Da minha Ninfa adorada<br>[Pérolas não valem nada,<br>[E nada valem corais.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Ah! Socorre, Amor, socorre<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Ao mais grato empenho meu!<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Voa sobre os Astros, voa,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Traze-me as tintas do Céu.<br>[Só no Céu achar-se podem<br>[Tais belezas, como aquelas,<br>[Que Marília tem nos olhos,<br>[E que tem nas faces belas.<br>[Mas às faces graciosas,<br>[Aos negros olhos, que matam,<br>[Não imitam, não retratam<br>[Nem Auroras, nem Estrelas.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Ah! Socorre, Amor, socorre<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Ao mais grato empenho meu!<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Voa sobre os Astros, voa,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Traze-me as tintas do Céu.<br>[Entremos, Amor, entremos,<br>[Entremos na mesma Esfera,<br>[Venha Palas, venha Juno,<br>[Venha a Deusa de Citera,<br>[Porém não, que se Marília<br>[No certame antigo entrasse,<br>[Bem que a Páris não peitasse,<br>[A todas as três vencera.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Vai-te, Amor, em vão socorres<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Ao mais grato empenho meu:<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Para formar-lhe o retrato<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Não bastam tintas do Céu</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:18:10 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Lira XXIX</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Eu descubro procurar-me<br>Gentil mancebo, e louro;<br>Trazia a testa adornada<br>Com folhas de verde louro.<br>Vejo ser o Pai das Musas,<br>E me entrega a lira d’ouro.<br><br>“Já basta, me diz, ó filho,<br>“Já basta de sentimento;<br>“O cansado peito exige<br>“Um breve contentamento:<br>“Louva a formosa Marília<br>“Ao som do meu instrumento.”<br><br>Firo as cordas; mas que importa?<br>A dor não sossega entanto:<br>Ergo a voz; então reparo<br>Que, quanto mais corre o pranto,<br>É mais doce, e mais sonoro<br>Meu terno, e saudoso canto.<br><br>Apolo fitou os olhos<br>Na mão que regia o braço;<br>E depois de estar suspenso,<br>De me ouvir um largo espaço,<br>Assim diz: “O Deus Cupido,<br>“Faz inda mais, do que eu faço.<br><br>“Eu te dou a minha lira:<br>“Louva, louva a tua Bela;<br>“Porém vê que ta concedo<br>“Com condição, e cautela...”<br>Eu lhe corto a voz dizendo,<br>Que só canto me honra dela.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:18:35 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XXI</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Que diversas que são, Marília, as [horas,<br>Que passo na masmorra imunda, e [feia,<br>Dessas horas felizes, já passadas<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Na tua pátria aldeia!<br><br>Então eu me ajuntava com [Glauceste;<br>E à sombra de alto Cedro na [campina<br>Eu versos te compunha, e ele os [compunha<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; À sua cara Eulina.<br><br>Cada qual o seu canto aos Astros [leva;<br>De exceder um ao outro qualquer [trata;<br>O eco agora diz: “Marília terna”;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; E logo: “Eulina ingrata”.<br><br>Deixam os mesmos Sátiros as [grutas.<br>Um para nós ligeiro move os [passos;<br>Ouve-nos de mais perto, e faz [flauta<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;C’os pés em mil [pedaços.<br><br>“Dirceu, clama um Pastor, ah! bem [merece<br>“Da cândida Marília a [formosura.<br>“E aonde, clama o outro, quer [Eulina<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; “Achar maior [ventura?”<br><br>Nenhum Pastor cuidava do [rebanho,<br>Enquanto em nós durava esta [porfia.<br>E ela, ó minha Amada, só findava<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Depois de acabar-se o [dia.<br><br>À noite te escrevia na cabana<br>Os versos, que de tarde havia [feito;<br>Mal tos dava, e os lia, os [guardavas<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;No casto e branco [peito.<br><br>Beijando os dedos dessa mão formosa,<br>Banhados com as lágrimas do [gosto,<br>Jurava não cantar mais outras [graças,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Que as graças do teu [rosto.<br><br>Ainda não quebrei o juramento,<br>Eu agora, Marília, não as canto;<br>Mas inda vale mais que os doces versos<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A voz do triste [pranto.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:18:45 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira I (Luiza)</title>
         <author>mariaantonia15</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023701905</link>
         <description><![CDATA[<div>Convidou-me a ver seu Templo<br>O cego Cupido um dia;<br>Encheu-se de gosto o peito,<br>Fiz deste Deus um conceito,<br>Como dele não fazia.<br><br>Aqui vejo descorados<br>Os terníssimos amantes,<br>Entre as cadeias gemerem;<br>Vejo nas piras arderem<br>As entranhas palpitantes.<br><br>A quem amas, quanto avistas<br>(Diz Cupido) não aterra;<br>Quem quer cingir o loureiro<br>Também vai sofrer primeiro<br>Todo o trabalho da guerra.<br><br>Contudo, que te dilates<br>Neste sítio não convenho;<br>Deixa a estância lastimosa,<br>Vem ver a sala formosa<br>Aonde o meu sólio tenho.<br><br>Entre noutro grande Templo;<br>Que perspectiva tão grata!<br>Tudo quanto nele vejo<br>Passa além do meu desejo,<br>E o discurso me arrebata.<br><br>É de mármore, e de jaspe<br>O soberbo frontispício;<br>É todo por dentro de ouro;<br>E a um tão rico tesouro<br>Inda excede o artifício.<br><br>As janelas não se adornam<br>De sedas de finas cores;<br>Em lugar dos cortinados,<br>Estão presos, e enlaçados<br>Festões de mimosas flores.<br><br>Em torno da sala augusta<br>Ardem dourados braseiros,<br>Queimam resinas que estalam,<br>E postas em fumo exalam<br>Da Panchaia os gratos cheiros.<br><br>Ao pé do trono os seus Gênios<br>Alegres hinos entoam;<br>Dançam as Graças formosas,<br>E aqui as horas gostosas<br>Em vez de correrem voam.<br><br>Estão sobre o pavimento<br>Igualmente reclinados,<br>Nos colos dos seus amores,<br>Os grandes Reis, e os Pastores,<br>De frescas rosas coroados.<br><br>Mal o acordo restauro,<br>Me diz o moço risonho,<br>Como ainda não reparas<br>Em tantas coisas tão raras,<br>De que este Templo componho?<br><br>Sabes a história de Jove?<br>Aqui tens o manso Touro,<br>Tens o Cisne decantado,<br>A Velha em que foi mudado,<br>Com a grossa chuva de ouro.<br><br>Aplica, Dirceu, agora<br>Os olhos ara esta parte,<br>Aqui tens a Lira d’ouro<br>Que inda estima o Pastor louro;<br>E a rede que enlaça a Marte.<br><br>Vês este arco destramente<br>De branco marfim ornado?<br>À casta Deusa servia,<br>E o perdeu quando dormia<br>Do gentil Pastor ao lado.<br><br>Vês esta lira? com ela<br>Tira Orfeu ao bem querido<br>Dos Infernos onde estava:<br>Vês este farol? guiava<br>Ao meu nadador de Abido.<br><br>Vês estas duas espadas<br>Ainda de sangue cheias?<br>A Tisbe, e a Dido mataram;<br>E os fortes pulsos ornaram<br>De Píramo, e mais de Enéias.<br><br>Sabes quem vai no navio,<br>Que este mar se levanta?<br>É Teseu. Vês esse pomo?<br>É de Cípide, assim como<br>São aqueles de Atlanta.<br><br>Vê agora estes retratos,<br>Que destros pincéis fizeram,<br>Ah! que pinturas divinas!<br>Todas são das heroínas,<br>Que mais vitórias me deram.<br><br>Repara nesse semblante,<br>É o semblante de Helena;<br>Lá se avista a Grega armada,<br>E aqui de Tróia abrasada<br>Se mostra a funesta cena.<br><br>Vê est’outra formosura?<br>É a bela Deidamia;<br>Lá tens Aquiles ao lado,<br>De uma saia disfarçado,<br>Como com ela vivia.<br><br>Cleópatra é quem se segue:<br>Ali tens lançado a linha<br>Marco Antônio sossegado,<br>Ao tempo em que Augusto irado<br>Com armada nau caminha.<br><br>Aqui Hérmia se figura;<br>Vê um Sábio dos maiores,<br>Qual infame delinqüente,<br>Ir desterrado, somente<br>Por cantar os seus amores.<br><br>Este é de Ônfale o retrato;<br>Aqui tens (quem o diria!)<br>Ao grande Hércules sentado<br>Com as mais damas no estrado,<br>Onde em seu obséquio fia.<br><br>Anda agora a est’outra parte,<br>Conheces, Dirceu, aquela?<br>Onde vais, lhe digo, explica,<br>Que beleza aqui nos fica,<br>Sem fazeres caso dela?<br><br>Ergo o rosto, ponho a vista<br>Na imagem não explicada,<br>Oh! quanto é digna de apreço!<br>Mal exclamo assim, conheço<br>Ser a minha doce amada.<br><br>O coração pelos olhos<br>Em terno pranto saía,<br>E no meu peito saltava;<br>Disfarçando amor, olhava<br>Para mim a furto, e ria.<br><br>Depois de passado tempo,<br>A mim se chega, e me abala;<br>Desperto de tanto assombro;<br>Ele bate no meu ombro,<br>E assim afável me fala:<br><br>Sim, caro Dirceu, é esta<br>A divina formosura,<br>Que te destina Cupido;<br>Aqui tens o laço urdido<br>Da tua imortal ventura.<br><br>Um Nume, Dirceu, um Nume,<br>Que os trabalhos de um humano<br>Desta sorte felicita,<br>Não é como se acredita,<br>Não é um Nume tirano.<br><br>Olha se a cega Fortuna,<br>De tudo quanto se cria,<br>Ou nos mares, ou na terra,<br>Em seus tesouros encerra<br>Outro bem de mais valia?<br><br>Lisas faces cor-de-rosa,<br>Brancos dentes, olhos belos,<br>Lindos beiços encarnados,<br>Pescoço, e peitos nevados,<br>Negros, e finos cabelos,<br><br>Não valem mais que cingires,<br>Com braço de sangue imundo,<br>Na cabeça o verde louro?<br>Do que teres montes de ouro?<br>Do que dares leis ao mundo?<br><br>Ah! ensina, sim, ensina<br>Ao vil mortal atrevido,<br>E ao peito que adora terno,<br>Que tem, para um o Inferno,<br>Para outro um Céu, o Cupido.<br><br>Ao resto Amor me convida,<br>Eu chorando a mão lhe beijo,<br>E lhe digo: Amor, perdoa<br>Não seguir-te; pois não voa<br>A ver mais o meu desejo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:18:56 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira X</title>
         <author>giovanaohl</author>
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         <description><![CDATA[<div>Arde o velho barril, arde a cabeça,<br>Em honra de João na larga rua;<br>O crédulo mortal agora indaga<br>Qual seja a sorte sua?<br><br>Eu não tenho alcachofra, que à luz [chegue,<br>E nela orvalhe o Céu de [madrugada,<br>Para ver se rebentam novas folhas<br>Aonde foi queimada.<br><br>Também não tenho um ovo, que [despeje<br>Dentro dum copo d’água, e possa [nela<br>Fingir palácios grandes, altas [torres,<br>E uma nau à vela.<br><br>Mas, ah! em bem me lembre; eu [tenho ouvido<br>Que a boca um bochecho d’água [tome,<br>E atrás de qualquer porta atento [esteja,<br>Até ouvir um nome.<br><br>Que o nome, que primeiro ouvir, é [esse<br>O nome, que há de Ter a minha [amada;<br>Pode verdade ser; se for mentira,<br>Também não custa nada.<br><br>Vou tudo executar, e de repente<br>Ouvi dizer o nome de Filena:<br>Despejo logo a boca: ah! não sei [como<br>Não morro ali de pena!<br><br>Aparece Cupido: então soltando<br>Em ar de zombaria uma risada,<br>“E que tal, me pergunta, esteve a [peça?<br>“Não foi bem pregada?<br><br>“Eu já te disse, que Marília é tua:<br>“Tu fazes do meu dito tanta conta,<br>“Que vais acreditar o que te ensina<br>“Velha mulher já tonta.”<br><br>Humilde lhe respondo: “Quem [debaixo<br>“Do açoite da Fortuna aflito geme,<br>“Nas mesmas coisas, que só são [brinquedos<br>“Se agouram males, e teme.”</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:19:08 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira XXX</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023702499</link>
         <description><![CDATA[<div>O Pai das Musas,<br>O Pastor louro<br>Deu-me, Marília,<br>Para cantar-te<br>A lira de ouro.<br><br>As cordas firo;<br>O brando vento<br>Teus dotes leva<br>Nas brancas asas<br>Ao firmamento.<br><br>“O teu cabelo<br>“Vale um tesouro;<br>“Um só me adorna<br>“A sábia fronte<br>“Melhor que o louro.<br><br>“Nesses teus olhos<br>“Amor assiste;<br>“Deles faz guerra;<br>“Ninguém lhe foge,<br>“Ninguém resiste.<br><br>“Algumas vezes<br>“Eu o diviso<br>“Também oculto<br>“Nas lindas covas<br>“Que faz teu riso.<br><br>“Nesses teus peitos<br>“Têm os seus ninhos<br>“Destros Amores;<br>“neles se geram<br>“Os cupidinhos.<br><br>“Vences a Vênus,<br>“Quando com arte<br>“As armas toma,<br>“Porque mais prenda<br>“Ao fero Marte.”<br><br>Eu produzia<br>Estas idéias,<br>Quando, Marília,<br>O som escuto<br>De vis cadeias.<br><br>Dou um suspiro,<br>Corre o meu pranto;<br>E, inda bebendo<br>Lágrimas tristes,<br>De novo canto:<br><br>“Sou da constância<br>“Um vivo exemplo:<br>“E vós, ó ferros,<br>“Honrareis inda<br>“De Amor o Templo”.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:19:11 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira IX</title>
         <author>marinamonzillo</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023702916</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Chegou-se o dia mais triste<br>que o dia da morte feia;<br>caí do trono, Dircéia,<br>do trono dos braços teus,<br>Ah! não posso, não, não posso<br>dizer-te, meu bem, adeus!<br><br>Ímpio Fado, que não pôde<br>os doces laços quebrar-me,<br>por vingança quer levar-me<br>distante dos olhos teus.<br>Ah! não posso, não, não posso<br>dizer-te, meu bem, adeus!<br><br>Parto, enfim, e vou sem ver-te,<br>que neste fatal instante<br>há de ser o teu semblante<br>mui funesto aos olhos meus.<br>Ah! não posso, não, não posso<br>dizer-te, meu bem, adeus!<br><br>E crês, Dircéia, que devem<br>ver meus olhos penduradas<br>tristes lágrimas salgadas<br>correrem dos olhos teus?<br>Ah! não posso, não, não posso<br>dizer-te, meu bem, adeus!<br><br>De teus olhos engraçados,<br>que puderam, piedosos,<br>de tristes em venturosos<br>converter os dias meus?<br>Ah! não posso, não, não posso<br>&nbsp;dizer-te, meu bem, adeus!<br><br>Desses teus olhos divinos,<br>que, terno e sossegados,<br>enchem de flores os prados<br>enchem de luzes os céus?<br>Ah! não posso, não, não posso<br>dizer-te, meu bem, adeus!<br><br>Destes teus olhos, enfim,<br>que domam tigres valentes,<br>que nem rígidas serpentes<br>resistem aos tiros seus?<br>Ah! não posso, não, não posso<br>dizer-te, meu bem, adeus!<br><br>Da maneira que seriam<br>em não ver-te criminosos,<br>enquanto foram ditosos,<br>agora seriam réus.<br>Ah! não posso, não, não posso<br>dizer-te, meu bem, adeus!<br><br>Parto, enfim, Dircéia bela,<br>rasgando os ares cinzentos;<br>virão nas asas dos ventos<br>buscar-te os suspiros meus.<br>Ah! não posso, não, não posso<br>dizer-te, meu bem, adeus!<br><br>Talvez, Dircéia adorada,<br>que os duros fados me neguem<br>a glória de que eles cheguem<br>aos ternos ouvidos teus.<br>Ah! não posso, não, não posso<br>dizer-te, meu bem, adeus!<br><br>Mas se ditosos chegarem,<br>pois os solto a teu respeito,<br>dá-lhes abrigo no peito,<br>junta-os cos suspiros teus.<br>Ah! não posso, não, não posso<br>dizer-te, meu bem, adeus!<br><br>E quando tornar a ver-te,<br>ajuntando rosto a rosto,<br>entre os que dermos de gosto,<br>restitui-me então os meus.<br>Ah! não posso, não, não posso<br>dizer-te, meu bem, adeus!</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:19:22 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira XXXI</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023704807</link>
         <description><![CDATA[<div>Roubou-me, ó minha Amada, a sorte impia<br>Quanto de meu gozava<br>Num só funesto dia;<br>Honras de maioral, manada [grossa,<br>Fértil, extensa herdade,<br>Bem reparada choça.<br><br>Meteu-se nesta infame sepultura,<br>Que é sepulcro sem honras,<br>Breve masmorra, escura.<br><br>Aqui, ó minha amada, nem consigo<br>Venho outro desgraçado<br>Sentir também comigo:<br><br>Mas esta companhia não mereço,<br>Os Deuses me dão outra,<br>Ainda de mais apreço.<br><br>Não é, não, ilusão o que te digo;<br>Tu mesma me acompanhas;<br>Peno, mas é contigo.<br><br>Não vejo as tuas faces graciosas,<br>Os teus soltos cabelos,<br>As tuas mãos mimosas.<br><br>Se eu as visse, infeliz me não [dissera,<br>Bem que subira ao Potro<br>Bem que na Cruz pendera.<br><br>Não ouço as tuas vozes [magoadas,<br>Com ardentes suspiros<br>Às vezes mal formadas.<br><br>Mas vejo, ó cara, as tuas letras [belas,<br>Uma por um beijo,<br>E choro então sobre elas.<br><br>Tu me dizes que siga o meu [destino;<br>Que o teu amor na ausência<br>Será leal, e fino.<br><br>De novo a carta ao coração [aperto,<br>De novo a molha o pranto,<br>Que de ternura verto.<br><br>Ah! leve muito embora o duro Fado<br>A tudo, quanto tenho<br>Com meu suor ganhado.<br><br>Eu juro que do roubo nem me [queixe,<br>Contanto, ó minha cara,<br>Que este só bem me deixe.<br><br>Que males voluntários não [sentiram,<br>Os que te amam, somente<br>Porque menos te ouviram?<br><br>Dê pois aos mais seus bens a [Deusa cega;<br>Que eu tenho aquela glória,<br>Que a mil felizes nega.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:20:03 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Lira XI</title>
         <author>giovanaohl</author>
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         <description><![CDATA[<div>Se acaso não estou no fundo [Averno,<br>Padece, ó minha Bela, sim padece<br>O peito amante, e terno,<br>As aflições tiranas, que aos [Precitos<br>Arbitra Radamanto em justa pena<br>Dos bárbaros delitos.<br><br>As Fúrias infernais, rangendo os [dentes,<br>Com a mão escarnada não me [aplicam<br>As raivosas serpentes;<br>Mas cercam-me outros monstros [mais irados:<br>Mordem-se sem cessar as bravas [serpes<br>De mil, e mil cuidados.<br><br>Eu não gasto, Marília, a vida toda<br>Em lançar o penedo da montanha;<br>Ou em mover a roda;<br>Mas tenho ainda mais cruel [tormento:<br>Por coisas que me afligem, roda, e [gira<br>Cansado pensamento.<br><br>Com retorcidas unhas agarrado<br>Às tépidas entranhas não me [come<br>Um abutre esfaimado;<br>Mas sinto de outro monstro a [crueldade:<br>Devora o coração, que mal palpita,<br>O abutre da saudade.<br><br>Não vejo os pomos, nem as águas [vejo,<br>Que de mim se retiram quando [busco<br>Fartar o meu desejo;<br>Mas quer, Marília, o meu destino [ingrato<br>Que lograr-se não possa, estando [vendo<br>Nesta alma o teu retrato.<br><br>Estou no Inferno, estou, Marília [bela;<br>E numa coisa só é mais humana<br>A minha dura estrela:<br>Uns não podem mover do Inferno [os passos;<br>Eu pretendo voar, e voar cedo<br>À glória dos teus braços</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:23:31 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XXII</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Por morto, Marília,<br>Aqui me reputo:<br>Mil vezes escuto<br>O som do arrastado,<br>E duro grilhão.<br>Mas, ah! que não reme,<br>Não treme de susto<br>O meu coração.<br><br>A chave lá soa<br>No porta segura;<br>Abre-se a escura,<br>Infame masmorra<br>Da minha prisão.<br>Mas, ah! que não treme,<br>Não treme de susto<br>O meu coração.<br><br>Já o Torres se assenta;<br>Carrega-me o rosto;<br>Do crime suposto<br>Com mil artifícios<br>Indaga a razão.<br>Mas, ah! que não treme,<br>Não treme de susto<br>O meu coração.<br><br>Eu vejo, Marília,<br>A mil inocentes,<br>Nas cruzes pendentes<br>Por falsos delitos,<br>Que os homens lhes dão.<br>Mas, ah! que não treme,<br>Não treme de susto<br>O meu coração.<br><br>Se penso que posso<br>Perder o gozar-te,<br>E a glória de dar-te<br>Abraços honestos,<br>E beijos na mão.<br>Marília, já treme,<br>Já treme de susto<br>O meu coração.<br><br>Repara, Marília,<br>O quanto é mais forte<br>Ainda que a morte,<br>Num peito esforçado,<br>De amor a paixão.<br>Marília, já treme,<br>Já treme de susto<br>O meu coração.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:24:45 UTC</pubDate>
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         <title>LIRA XVII (Julia)</title>
         <author>gustavoquingostas</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023723477</link>
         <description><![CDATA[<div>Lira XVII<br>Dirceu te deixa, ó Bela,<br>De padecer cansado;<br>Frio suor já banha<br>Seu rosto descorado;<br>O sangue já não gira pela veia,<br>Seus pulsos já não batem,<br>E a clara luz dos olhos se baceia:<br>A lágrima sentida já lhe corre;<br>Já pára a convulsão, suspira, e morre.<br>Seu espírito chega<br>Onde se pune o erro:<br>Grossos portões de ferro.<br>Aos severos Juízes se apresenta,<br>E com sentidas vozes<br>Toda a sua tragédia representa;<br>Enche-se de ternura, e novo espanto<br>O mesmo inexorável Radamanto.<br>Abre um pasmado a boca,<br>E a pedra não despede;<br>Outro já não se lembra<br>Da fome, e mais da sede;<br>Descansa o curvo bico, e a garra impia<br>Negro abutre esfaimado;<br>Nem na roca medonha a Parca fia.<br>Até as mesmas Fúrias inclementes<br>Deixam cair das unhas as serpentes.<br>Já votam os Juízes;<br>E o Rei Plutão lhe ordena<br>Deixe o sítio, em que moram<br>Almas dignas de pena.<br>Já sai do escuro Reino, e da memória<br>Lhe passa tudo quanto<br>Ou pode dar-lhe mágoa, ou dar-lhe glória<br>Só, bem que o gosto as turvas águas tome,<br>Inda, Marília, inda diz teu nome.<br>Entra já nos Elísios,<br>Campinas venturosas,<br>Que mansos rios cortam,<br>Que cobrem sempre as rosas.<br>Escuta o canto das sonoras aves,<br>E bebe as águas puras,<br>Que o mel, e do que o leite mais suaves,<br>“Aqui, diz ele, espero a minha Bela;<br>“Aqui contente viverei com ela.”<br>“Aqui...” Porém aonde<br>Me leva a dor ativa?<br>É ilusão desta alma;<br>Jove inda quer que eu viva.<br>Eu devo sim gozar teus doces laços;<br>E em paga de meus males,<br>Devo morrer, Marília, nos teus braços.<br>Então eu passarei ao Reino amigo,<br>E tu irás depois lá ter comigo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:27:39 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XXII (Mariana)</title>
         <author>dimitriduarte</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023724640</link>
         <description><![CDATA[<div>Muito embora, Marília, muito embora<br>Outra beleza, que não seja a tua,<br>Com avermelha roda, a seis puxada,<br>Faça tremer a rua.<br><br>As paredes da sala, aonde habita,<br>Adorne a seda, e o tremó dourado;<br>Pendam largas cortinas, penda o lustre<br>Do teto apainelado.<br><br>Tu não habitarás palácios grande,<br>Nem andarás no coches voadores;<br>Porém terás um Vate, que te preze,<br>Que cante os teus louvores.<br><br>O tempo não respeita a formosura;<br>E da pálida morte a mão tirana<br>Arrasa os edifícios dos Augustos,<br>E arrasa a vil choupana.<br><br>Que belezas, Marília, floresceram,<br>De quem nem sequer temos a memória!<br>Só podem conservar um nome eterno<br>Os versos, ou a história.<br><br>Se não houvesse Tasso, nem Petrarca,<br>Por mais que qualquer delas fosse linda,<br>Já não sabia o mundo, se existiram<br>Nem Laura, nem Clorinda.<br><br>É melhor, minha Bela, ser lembrada<br>Por quantos hão de vir sábios humanos,<br>Que ter urcos, ter coches, e tesouros,<br>Que morrem com os anos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:28:11 UTC</pubDate>
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         <title>Lira VIII</title>
         <author>marinamonzillo</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023724808</link>
         <description><![CDATA[<div>Em cima dos viventes fatigados<br>Morfeu as dormideiras espremia:<br>Os mentirosos sonhos me cercavam;<br>Na vaga fantasia<br>Ao vivo me pintavam<br>As glórias, que desperto,<br>Meu coração pedia.<br><br>Eu vou, eu vou subindo a nau possante,<br>Nos braços conduzindo a minha bela;<br>Volteia a grande roda, e a grossa amarra<br>Se enleia em torno dela;<br>Já ponho a proa à barra,<br>Já cai ao som do apito<br>Ora uma, ora outra vela.<br><br>Os arvoredos já se não distinguem:<br>A longa praia ao longe não branqueja;<br>E já se vão sumindo os altos montes,<br>Já não há que se veja<br>Nos claros horizontes,<br>Que não sejam vapores,<br>Que Céu, e mar não seja.<br><br>Parece vão correndo as negras águas,<br>E o pinho qual rochedo estar parado;<br>Ergue-se a onda, vem à nau direita,<br>E quebra no costado;<br>O navio se deita,<br>E ela finge a ladeira<br>Saindo do outro lado.<br><br>Vejo nadarem os brilhantes peixes,<br>Cair do lais a linha que os engana;<br>Um dourado no anzol está pendente,<br>Sofre morte tirana,<br>Entretanto que a sente,<br>Ao tombadilho açoita<br>&nbsp;A cauda, e a barbatana.<br><br>Sobre as ondas descubro uma carroça<br>De formosas conchinhas enfeitada;<br>Delfins a movem, e vem Tétis nela;<br>Na popa está parada;<br>Nem pode a Deusa bela<br>Tirar os brandos olhos<br>Na minha doce amada.<br><br>Nas costas dos golfinhos vêm montados<br>Os nus Tritões, deixando a esfera cheia<br>Com o rouco som dos búzios retorcidos.<br>Recreia, sim, recreia<br>Meus atentos ouvidos<br>O canto sonoroso<br>Da música sereia.<br><br>Já sobe ao grande mastro o bom gajeiro;<br>Descobre arrumação, e grita – terra!<br>À murada caminha alegre a gente;<br>Alguns entendem que erra;<br>Pelo imóvel somente<br>Conheço não ser nuvem,<br>Sim o cume d’alta serra.<br><br>De Mafra já descubro as grandes torres;<br>(E que nova alegria me arrebata!)<br>De Cascais a muleta já vem perto,<br>Já de abordar-nos trata;<br>Já o piloto esperto,<br>Inda debaixo manda<br>Soltar mezena, e gata.<br><br>Eu vou entrando na espaçosa barra,<br>A grossa artilharia já me atroa;<br>Lá ficam Paço d’Arcos, e a Junqueira;<br>Já corre pela proa<br>&nbsp;Uma amarra ligeira;<br>&nbsp;E a nau já fica surta<br>&nbsp;Diante da grã Lisboa.<br><br>Agora, agora sim, agora espero<br>Renovar da amizade antigos laços;<br>Eu vejo ao velho pai, que lentamente<br>Arrasta a mim os passos;<br>Ah! com vem contente!<br>De longe mal me avista,<br>Já vem abrindo os braços.<br><br>Dobro os joelhos, pelos pés o aperto;<br>E manda que dos pés ao peito passe;<br>Marília, quanto eu fiz, fazer intenta;<br>Antes que os pés lhe abrace<br>Nos braços a sustenta;<br>Dá-lhe de filha o nome,<br>Beija-lhe a branca face.<br><br>Vou descer a escada, oh Céus, acordo!<br>Conheço não estar no claro Tejo;<br>Abro os olhos, procuro a minha amada,<br>E nem sequer a vejo.<br>Venha a hora afortunada,<br>Em que não fique em sonho<br>Tão ardente desejo!</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:28:15 UTC</pubDate>
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         <title>LIRA XVIII</title>
         <author>gustavoquingostas</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023725394</link>
         <description><![CDATA[<div>Não molho, Marília,<br>De pranto a masmorra<br>Que o terno Cupido<br>Não voe, não corra,<br>A i-lo apanhar.<br>Estende-o nas asas,<br>Sobre ele suspira,<br>Por fim se retira,<br>E vai-lo levar.<br>Se o moço não mente,<br>Os tristes gemidos,<br>Os ais lastimosos<br>Os guarda unidos,<br>Marília, c’os teus;<br>As lágrimas nossas<br>No seio amontoa,<br>Forma asas, e voa,<br>Vai pô-las nos Céus.<br>A Deusa formosa,<br>Que amava aos Troianos,<br>Livrá-los querendo<br>De riscos, e danos,<br>A Jove buscou.<br>As águas, que o rosto<br>Da Deusa banharam,<br>A Jove abrandaram,<br>Assim os salvou.<br>Confia-te, ó Bela,<br>Confia-te em Jove,<br>Ainda se abranda,<br>Ainda se move<br>Com ânsias de amor.<br>O pranto de Vênus,<br>Que obrou no pai tanto,<br>Não tem que o teu pranto<br>Apreço maior.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:28:31 UTC</pubDate>
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         <title>LIRA XIX</title>
         <author>gustavoquingostas</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023726444</link>
         <description><![CDATA[<div>Nesta triste masmorra,<br>De um semivivo corpo sepultura,<br>Inda, Marília, adoro<br>A tua formosura.<br>Amor na minha idéia te retrata;<br>Busca extremoso, que eu assim resista<br>À dor imensa, que me cerca, e mata.<br>Quando em eu mal pondero,<br>Então mais vivamente te diviso:<br>Vejo o teu rosto, e escuto<br>A tua voz, e riso.<br>Movo ligeiro para o vulto os passos;<br>Eu beijo a tíbia luz em vez de face;<br>E aperto sobre o peito em vão os braços<br>Conheço a ilusão minha;<br>A violência da mágoa não suporto;<br>Foge-me a vista, e caio,<br>Não sei se vivo, ou morto.<br>Enternece-se Amor de estrago tanto;<br>Reclina-me no peito, e com mão terna<br>Me limpa os olhos do salgado pranto.<br>Depois que represento<br>Por lago espaço a imagem de um defunto,<br>Movo os membros, suspiro,<br>E onde estou pergunto.<br>Conheço então que amor me tem consigo;<br>Ergo a cabeça, que inda mal sustento,<br>E com doente voz assim lhe digo:<br>“Se queres ser piedoso,<br>“Procura o sítio em que Marília mora,<br>“Pinta-lhe o meu estrago,<br>“E vê, Amor, se chora.<br>“Se lágrimas verter, se a dor a arrasta,<br>“Uma delas me traze sobre as penas,<br>“E para alívio meu só isto basta.”</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:29:01 UTC</pubDate>
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         <title>Lira VIII</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023726965</link>
         <description><![CDATA[<div>[Marília, de que te queixas?<br>[De que te roubou Dirceu<br>[O sincero coração?<br>[Não te deu também o seu?<br>[E tu, Marília, primeiro<br>[Não lhe lançaste o grilhão?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Todos amam: só Marília<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Desta Lei da Natureza<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Queria ter isenção?<br><br>[Em torno das castas pombas,<br>[Não rulam ternos pombinhos?<br>[E rulam, Marília, em vão?<br>[Não se afagam c’os biquinhos?<br>[E a prova de mais ternura<br>[Não os arrasta a paixão?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Todos amam: só Marília<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Desta Lei da Natureza<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Queria ter isenção?<br><br>[Já viste, minha Marília,<br>[Avezinhas, que não façam<br>[Os seus ninhos no verão?<br>[Aquelas, com que se enlaçam,<br>[Não vão cantar-lhes defronte<br>[Do mole pouso, em que estão?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Todos amam: só Marília<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Desta Lei da Natureza<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Queria ter isenção?<br><br>[Se os peixes, Marília, geram<br>[Nos bravos mares, e rios,<br>[Tudo efeitos de Amor são.<br>[Amam os brutos impios,<br>[A serpente venenosa,<br>[A onça, o tigre, o leão.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Todos amam: só Marília<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Desta Lei da Natureza<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Queria ter isenção?<br><br>[As grandes Deusas do Céu<br>[Sentem a seta tirana<br>[Da amorosa inclinação.<br>[Diana, com ser Diana,<br>[Não se abrasa, não suspira<br>[Pelo amor de Endimião?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Todos amam: só Marília<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Desta Lei da Natureza<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [Queria ter isenção?<br>[Desiste, Marília bela,<br>[De uma queixa sustentada<br>[Só na altiva opinião.<br>[Esta chama é inspirada<br>[Pelo Céu; pois nela assenta<br>[A nossa conservação.&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;[Todos amam: só Marília<br>         [Desta Lei da Natureza<br>         [Não deve ter isenção.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:29:16 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XXIII</title>
         <author>dimitriduarte</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023726969</link>
         <description><![CDATA[<div>Num sítio ameno<br>Cheio de rosas,<br>De brancos lírios,<br>Murtas viçosas;<br><br>Dos seus amores<br>Na companhia<br>Dirceu passava<br>Alegre o dia.<br><br>Em tom de graça<br>Ao terno amante<br>Manda Marília<br>Que toque, e cante.<br><br>Pega na lira,<br>Sem que a tempere,<br>A voz levanta,<br>E as cordas fere.<br><br>C’os doces pontos<br>A mão atina,<br>E a voz iguala<br>À voz divina.<br><br>Ela, que teve<br>De rir-se a idéia,<br>Nem move os olhos<br>De assombro cheia:<br><br>Então cupido<br>Aparecendo,<br>À Bela fala<br>Assim dizendo:<br><br>“Do teu amado<br>“A lira fias,<br>“Só porque dele<br>“Zombando rias?<br><br>“Quando num peito<br>“Assento faço,<br>“Do peito subo<br>“À língua, e braço.<br><br>“Nem creias que outro<br>“Estilo tome,<br>“Sendo eu o mestre,<br>“A ação teu nome.”</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:29:16 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>LIRA XX</title>
         <author>gustavoquingostas</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2023727702</link>
         <description><![CDATA[<div>Se me viras com teus olhos<br>Nesta masmorra metido,<br>De mil idéias funestas,<br>E cuidados combatido,<br>Qual seria, ó minha Bela,<br>Qual seria o teu pesar?<br>À força da dor cedera,<br>E nem estaria vivo,<br>Se o menino Deus vendado,<br>Extremoso, e compassivo,<br>Com o nome de Marília<br>Não me viesse animar.<br>Deixo a cama ao romper d’alva;<br>O meio-dia tem dado,<br>E o cabelo ainda flutua<br>Pelas costas desgrenhado.<br>Não tenho valor, não tenho,<br>Nem par de mim cuidar.<br>Diz-me Cupido: “E Marília<br>“Não estima este cabelo?<br>“Se o deixas perder de todo,<br>“Não se há de enfadar ao vê-lo?”<br>Suspiro, pego no pente,<br>Vou logo o cabelo atar.<br>Vem um tabuleiro entrando<br>De vários manjares cheio;<br>Põe-se na mesa a toalha,<br>E eu pensativo passeio:<br>De todo o comer esfria,<br>Sem nele poder tocar.<br>“Eu entendo que a matar-te,<br>“Diz amor, te tens proposto;<br>“Fazes bem: terá Marília<br>“Desgosto sobre desgosto.”<br>Qual enfermo c’o remédio,<br>Me aflijo, mas vou jantar.<br>Chegam as horas, Marília,<br>Em que o Sol já se tem posto;<br>Vem-me à memória que nelas<br>Vi à janela teu rosto:<br>Reclino na mão a face,<br>E entro de novo a chorar.<br>Diz-me Cupido: “Já basta,<br>“Já basta, Dirceu, de pranto;<br>“Em obséquio de Marília<br>“Vai tecer teu doce canto.”<br>Pendem as fontes dos olhos,<br>Mas em sempre vou cantar.<br>Vem o Forçado acender-me<br>A velha, suja candeia;<br>Fica, Marília, a masmorra<br>Inda mais triste, e mais feia.<br>Nem mais canto, nem mais posso<br>Uma só palavra dar.<br>Diz-me Cupido: “São horas<br>“De escrever-se o que está feito.”<br>Do azeite, e da fumaça<br>Uma nova tinta ajeito;<br>Tomo o pau, que pena finge,<br>Vou as Liras copiar.<br>Sem que chegue o leve sono,<br>Canta o Galo a vez terceira;<br>Eu digo a Amor, que fico<br>Sem deitar-me a noite inteira;<br>Faço mimos, e promessas<br>Para ele me acompanhar.<br>Ele diz, que em dormir cuide,<br>Que hei de ver Marília em sonho,<br>Não respondo uma palavra,<br>A dura cama componho,<br>Apago a triste candeia,<br>E vou-me logo deitar.<br>Como pode a tais cuidados<br>Resistir, ó minha Bela,<br>Quem não tem de Amor a graça;<br>Se eu, que vivo à sombra dela,<br>Inda vivo desta sorte,<br>Sempre triste a suspirar?</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:29:35 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>LIRA XXI</title>
         <author>gustavoquingostas</author>
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         <description><![CDATA[<div>Que diversas que são, Marília, as horas,<br>Que passo na masmorra imunda, e feia,<br>Dessas horas felizes, já passadas<br>Na tua pátria aldeia!<br>Então eu me ajuntava com Glauceste;<br>E à sombra de alto Cedro na campina<br>Eu versos te compunha, e ele os compunha<br>À sua cara Eulina.<br>Cada qual o seu canto aos Astros leva;<br>De exceder um ao outro qualquer trata;<br>O eco agora diz: “Marília terna”;<br>E logo: “Eulina ingrata”.<br>Deixam os mesmos Sátiros as grutas.<br>Um para nós ligeiro move os passos;<br>Ouve-nos de mais perto, e faz flauta<br>C’os pés em mil pedaços.<br>“Dirceu, clama um Pastor, ah! bem merece<br>“Da cândida Marília a formosura.<br>“E aonde, clama o outro, quer Eulina<br>“Achar maior ventura?”<br>Nenhum Pastor cuidava do rebanho,<br>Enquanto em nós durava esta porfia.<br>E ela, ó minha Amada, só findava<br>Depois de acabar-se o dia.<br>À noite te escrevia na cabana<br>Os versos, que de tarde havia feito;<br>Mal tos dava, e os lia, os guardavas<br>No casto e branco peito.<br>Beijando os dedos dessa mão formosa,<br>Banhados com as lágrimas do gosto,<br>Jurava não cantar mais outras graças,<br>Que as graças do teu rosto.<br>Ainda não quebrei o juramento,<br>Eu agora, Marília, não as canto;<br>Mas inda vale mais que os doces versos<br>A voz do triste pranto.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:30:00 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XXIV</title>
         <author>dimitriduarte</author>
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         <description><![CDATA[<div>Encheu, minha Marília, o grande Jove<br>De imensos animais de toda a espécie<br>As terras, mais os ares,<br>O grande espaço dos salobros, rios,<br>Dos negros, fundos mares,<br>Para sua defesa,<br>A todos deu as armas, que convinha<br>A sábia natureza.<br><br>Deu as asas aos pássaros ligeiros,<br>Deu ao peixe escamoso as barbatanas;<br>Deu veneno à serpente,<br>Ao membrudo elefante a enorme tromba,<br>E ao javali o dente.<br><br>Coube ao leão a garra;<br>Com leve pé saltando o cervo foge;<br>E o bravo touro marra.<br><br>Ao homem deu as armas do discurso,<br>Que valem muito mais que as outras armas;<br>Deu-lhe dedos ligeiros,<br>Que podem converter em seu serviço<br>Os ferros, e os madeiros;<br>Que tecem fortes laços,<br>E forjam raios, com que aos brutos cortam<br>Os vôos, mais os passos.<br><br>Às tímidas donzelas pertenceram<br>Outras armas, que têm dobrada força,<br>Deu-lhes a Natureza<br>Além do entendimento, além dos braços<br>As armas da beleza.<br><br>Só ela ao Céu se atreve;<br>Só ela mudar pode o gelo em fogo,<br>Mudar o fogo em neve.<br><br>Eu vejo, eu vejo ser a formosura,<br>Quem arrancou da mão de Coriolano<br>A cortadora espada.<br><br>Vejo que foi de Helena o lindo rosto,<br>Quem pôs em campo armada<br>Toda a força da Grécia.<br><br>E quem tirou o cetro aos reis de Roma?<br>Só foi, só foi Lucrécia.<br><br>Se podem lindos rostos, mal suspiram,<br>O braço desarmar do mesmo Aquiles;<br>Se estes rostos irados<br>Podem soprar o fogo da discórdia<br>Em povos aliados;<br>És árbitra da terra:<br>Tu podes dar, Marília, a todo o mundo<br>A paz, e a dura guerra.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 16:30:07 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XXIII</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Não praguejes, Marília, não praguejes<br>A justiceira mão, que lança os ferros;<br>Não traz debalde a vingadora espada;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Deve punir os [erros.<br><br>Virtudes de Juiz, virtudes de homem<br>As mãos se deram, e em seu peito moram.<br>Manda prender ao Réu austera a boca,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Porém seus olhos [choram.<br><br>Se à inocência denigre a vil calúnia,<br>Que culpa aquele tem, que aplica a pena?<br>Não é o Julgador, é o processo,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; E a lei, quem nos [condena.<br><br>Só no Averno os Juízes não recebem<br>Acusação, nem prova de outro humano;<br>Aqui todos confessam suas culpas,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Não pode haver [engano.<br><br>Eu vejo as Fúrias afligindo aos tristes:<br>Uma o fogo chega, outra as serpes move;<br>Todos maldizem sim a sua estrela,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Nenhum acusa a [Jove.<br><br>Eu também inda adoro ao grande Chefe,<br>Bem que a prisão me dá, que eu não mereço.<br>Qual eu sou, minha Bela, não me trata,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Trata-me qual [pareço.<br><br>Quem suspira, Marília, quando pune<br>Ao vassalo, que julga delinqüente,<br>Que gosto não terá, podendo dar-lhe<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Às honras de [inocente?<br><br>Tu vences, Barbacena, aos mesmos Titos<br>Nas sãs virtudes, que no peito abrigas:<br>Não honras tão-somente a quem premeias,<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Honras a quem [castigas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-01 20:02:47 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira XXV</title>
         <author>dimitriduarte</author>
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         <description><![CDATA[<div>O cego Cupido um dia<br>Com os seus Gênios falava<br>Do modo, que lhe restava<br>De cativar a Dirceu.<br><br>Depois de larga disputa,<br>Um dos Gênios mais sagazes<br>Este conselho lhe deu:<br><br>As setas mais aguçadas,<br>Como se em rocha batessem,<br>Dão no peito seu, e descem<br>Todas quebradas ao chão.<br><br>Só as graças de Marília<br>Podem vencer um tão duro,<br>Tão isento coração.<br><br>A fortuna desta empresa<br>Consiste em armar-se o laço,<br>Sem que sinta ser o braço,<br>Que lho prepara, de Amor:<br><br>Que ele vive como as aves,<br>Que já deixaram as penas<br>No visco do caçador.<br><br>Na força deste conselho<br>O raivoso Deus sossega,<br>E à tropa a honra entrega<br>De o fazer executar.<br><br>Todos pretendem ganhá-la;<br>Batem as asas ligeiros,<br>E vão as armas buscar.<br><br>Os primeiros se ocultaram<br>Da Deusa nos olhos belos,<br>Qual se enlaçou nos cabelos,<br>Qual às faces se prendeu.<br><br>Um amorinho cansado<br>Caiu dos lábios ao seio,<br>E nos peitos se escondeu.<br><br>Outro Gênio mais astuto<br>Este novo ardil alcança,<br>Muda-se numa criança<br>De divino parecer.<br><br>Esconde as asas, e a venda;<br>Esconde as setas, e quanto<br>Pode dá-lo a conhecer.<br><br>Ela que vê um menino<br>Todo de graças coberto,<br>Tão risonho, e tão esperto<br>Ali sozinho brincar<br>A ele endireita os passos;<br>Finge Amor ter medo, e a Deusa<br>Mais que empenha em lhe pegar.<br><br>Ela corria chamando;<br>Ele fugia, e chorava:<br>Assim foram onde estava<br>O descuidado Pastor.<br><br>Este, mal viu a beleza,<br>E o gentil menino, entende<br>A malícia do traidor.<br><br>Põe as mãos sobre os ouvidos,<br>Cerra os olhos, e constante<br>Não quer ver o seu semblante,<br>Não o quer ouvir falar.<br><br>Qual Ulisses noutra idade<br>Para iludir as Sereias<br>Mandou tambores tocar.<br><br>Cupido, que a empresa via,<br>Julga o intento frustrado,<br>E de raiva transportado<br>O corpo na chão lançou.<br><br>Traçou a língua nos dentes;<br>Meteu as unhas no rosto,<br>E os cabelos arrancou.<br><br>O Gênio, que se escondia<br>Entre os peitos da Pastora,<br>Ergueu a cabeça fora,<br>E o sucesso conheceu.<br><br>Deixa o sossego em que estava,<br>E vai ligeiro meter-se<br>No peito do bom Dirceu.<br><br>Apenas do brando peito<br>Lhe tocou a neve fria,<br>Com o calor, que trazia,<br>Lhe abrasou o coração.<br><br>Dá o Pastor um suspiro,<br>Abre os seus olhos, e solta<br>Do apertado ouvido a mão.<br><br>Logo que viram os Gênios<br>Ao triste Pastor disposto<br>Para ver o lindo rosto,<br>Para as palavras ouvir,<br>Cada um as armas toma,<br>Cada um com elas busca<br>Seu terno peito ferir.<br><br>Com os cabelos da Deusa<br>Lhe forma um Cupido laços,<br>Que lhe seguram os braços,<br>Como se fossem grilhões.<br><br>O Pastor já não resiste;<br>Antes beija satisfeito<br>As suas doces prisões.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-02 11:41:14 UTC</pubDate>
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         <title>Lira I (André)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Eu, Marília, não sou algum [vaqueiro,<br>Que viva de guardar alheio gado;<br>De tosco trato, d’ expressões [grosseiro,<br>Dos frios gelos, e dos sóis [queimado.<br>Tenho próprio casal, e nele assisto;<br>Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;<br>Das brancas ovelhinhas tiro o leite,<br>E mais as finas lãs, de que me [visto.<br>Graças, Marília bela,<br>Graças à minha Estrela!<br><br>Eu vi o meu semblante numa fonte,<br>Dos anos inda não está cortado:<br>Os pastores, que habitam este [monte,<br>Com tal destreza toco a [sanfoninha,<br>Que inveja até me tem o próprio [Alceste:<br>Ao som dela concerto a voz [celeste;<br>Nem canto letra, que não seja [minha,<br>Graças, Marília bela,<br>Graças à minha Estrela!<br><br>Mas tendo tantos dotes da [ventura,<br>Só apreço lhes dou, gentil Pastora,<br>Depois que teu afeto me segura,<br>Que queres do que tenho ser [senhora.<br>É bom, minha Marília, é bom ser dono<br>De um rebanho, que cubra monte, [e prado;<br>Porém, gentil Pastora, o teu [agrado<br>Vale mais q’um rebanho, e mais [q’um trono.<br>Graças, Marília bela,<br>Graças à minha Estrela!<br><br>Os teus olhos espalham luz divina,<br>A quem a luz do Sol em vão se [atreve:<br>Papoula, ou rosa delicada, e fina,<br>Te cobre as faces, que são cor de [neve.<br>Os teus cabelos são uns fios [d’ouro;<br>Teu lindo corpo bálsamos vapora.<br>Ah! Não, não fez o Céu, gentil [Pastora,<br>Para glória de Amor igual tesouro.<br>Graças, Marília bela,<br>Graças à minha Estrela!<br><br>Leve-me a sementeira muito [embora<br>O rio sobre os campos levantado:<br>Acabe, acabe a peste matadora,<br>Sem deixar uma rês, o nédio gado.<br>Já destes bens, Marília, não [preciso:<br>Nem me cega a paixão, que o [mundo arrasta;<br>Para viver feliz, Marília, basta<br>Que os olhos movas, e me dês um [riso.<br>Graças, Marília bela,<br>Graças à minha Estrela!<br><br>Irás a divertir-te na floresta,<br>Sustentada, Marília, no meu braço;<br>Ali descansarei a quente sesta,<br>Dormindo um leve sono em teu [regaço:<br>Enquanto a luta jogam os Pastores,<br>E emparelhados correm nas [campinas,<br>Toucarei teus cabelos de boninas,<br>Nos troncos gravarei os teus [louvores.<br>Graças, Marília bela,<br>Graças à minha Estrela!<br><br>Depois de nos ferir a mão da [morte,<br>Ou seja neste monte, ou noutra [serra,<br>Nossos corpos terão, terão a sorte<br>De consumir os dois a mesma [terra.<br>Na campa, rodeada de ciprestes,<br>Lerão estas palavras os Pastores:<br>“Quem quiser ser feliz nos seus [amores,<br>Siga os exemplos, que nos deram [estes.”<br>Graças, Marília bela,<br>Graças à minha Estrela!<br><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-03 11:19:59 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Organização: de 01/02 a 07/02</title>
         <author>gisagasparotto</author>
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         <description><![CDATA[<div>Organização individual das apresentações dos poemas de "Marília de Dirceu":<br>1. <a href="http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000301.pdf">http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000301.pdf</a> - PDF de Marília de Dirceu<br><br>4 poemas para cada aluno, de acordo com a lista de&nbsp; chamada<br>Parte 1: 33 Liras - Do 1.Bruno até 8.Felipe Girão<br>Observação: 9.Felipe Carioba analisa a última lira da Parte 1<br><br><br>Parte 2: - (página 42) 38 Liras - De 9.Felipe Carioba até 18.Maria Antonia<br>Observação: 18.Maria Antonia analisa a primeira lira da Parte 3<br><br><br>Parte 3: 9 Liras&nbsp; - De 18.Maria Antonia até 20.Marina<br><br><br>Parte 3: 13 Sonetos - De 21.Matheus até 23.Victória<br>Observação: Victoria analisa os 5 últimos sonetos</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-07 19:34:07 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>2. De 08/02 a 14/02</title>
         <author>gisagasparotto</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2033982212</link>
         <description><![CDATA[<div>Faça 4 postagens para cada poema:<br>(Obs. iniciaremos as análises pelo primeiro poema de cada aluno)<br>1. Análise estrutural<br>a) Versos<br>b) Estrofes<br>c) Rima<br>d) Métrica<br><br>2. Análise conteudística<br>3. Pintura (escolha uma pintura que se relacione com o poema)<br>4. Diálogo entre poema e pintura</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-07 19:52:44 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira II</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Pintam, Marília, os Poetas<br>A um menino vendado,<br>Com uma aljava de setas,<br>Arco empunhado na mão;<br>Ligeiras asas nos ombros,<br>O tenro corpo despido,<br>E de Amor, ou de Cupido<br>São os nomes, que lhe dão.<br><br>Porém eu, Marília, nego,<br>Que assim seja Amor; pois ele<br>Nem é moço, nem é cego,<br>Nem setas, nem asas tem.<br>Ora pois, eu vou formar-lhe<br>Um retrato mais perfeito,<br>Que ele já feriu meu peito;<br>Por isso o conheço bem.<br><br>Os seus compridos cabelos,<br>Que sobre as costas ondeiam,<br>São que os de Apolo mais belos;<br>Mas de loura cor não são.<br>Têm a cor da negra noite;<br>E com o branco do rosto<br>Fazem, Marília, um composto<br>Da mais formosa união.<br><br>Tem redonda, e lisa testa,<br>Arqueadas sobrancelhas;<br>A voz meiga, a vista honesta,<br>E seus olhos são uns sóis.<br>Aqui vence Amor ao Céu,<br>Que no dia luminoso<br>O Céu tem um Sol formoso,<br>E o travesso Amor tem dois.<br><br>Na sua face mimosa,<br>Marília, estão misturadas<br>Purpúreas folhas de rosa,<br>Brancas folhas de jasmim.<br>Dos rubins mais preciosos<br>Os seus beiços são formados;<br>Os seus dentes delicados<br>São pedaços de marfim.<br><br>Mal vi seu rosto perfeito<br>Dei logo um suspiro, e ele<br>Conheceu haver-me feito<br>Estrago no coração.<br>Punha em mim os olhos, quando<br>Entendia eu não olhava:<br>Vendo o que via, baixava<br>A modesta vista ao chão.<br><br>Chamei-lhe um dia formoso:<br>Ele, ouvindo os seus louvores,<br>Com um gesto desdenhoso<br>Se sorriu, e não falou.<br>Pintei-lhe outra vez o estado,<br>Em que estava esta alma posta;<br>Não me deu também resposta,<br>Constrangeu-se, e suspirou.<br><br>Conheço os sinais, e logo<br>Animado de esperança,<br>Busco dar um desafogo<br>Ao cansado coração.<br>Pego em teus dedos nevados,<br>E querendo dar-lhe um beijo,<br>Cobriu-se todo de pejo,<br>E fugiu-me com a mão.<br><br>Tu, Marília, agora vendo<br>De Amor o lindo retrato,<br>Contigo estarás dizendo,<br>Que é este o retrato teu.<br>Sim, Marília, a cópia é tua,<br>Que Cupido é Deus suposto:<br>Se há Cupido, é só teu rosto,<br>Que ele foi quem me venceu</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:12:46 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira III</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035550715</link>
         <description><![CDATA[<div>De amar, minha Marília, a formosura<br>Não se podem livrar humanos peitos.<br>Adoram os heróis; e os mesmos brutos<br>Aos grilhões de Cupido estão sujeitos.<br>Quem, Marília, despreza uma beleza,<br>A luz da razão precisa;<br>E se tem discurso, pisa<br>A lei, que lhe ditou a Natureza.<br><br>Cupido entrou no Céu. O grande Jove<br>Uma vez se mudou em chuva de ouro;<br>Outras vezes tomou as várias formas<br>De General de Tebas, velha, e touro.<br>O próprio Deus da Guerra desumano<br>Não viveu de amor ileso;<br>Quis a Vênus, e foi preso<br>Na rede, que lhe armou o Deus Vulcano.<br><br>Mas sendo amor igual para os viventes,<br>Tem mais desculpa, ou menos esta chama:<br>Amar formosos rostos acredita,<br>Amar os feios de algum modo infama.<br>Que lê que Jove amou, não lê nem topa,<br>Que ele amou vulgar donzela:<br>Lê que amou a Dânae bela,<br>Encontra que roubou a linda Europa.<br><br>Se amar uma beleza se desculpa<br>Em quem ao próprio Céu, e terra move:<br>Qual é a minha glória, pois igualo,<br>Ou excedo no amor ao mesmo Jove?<br>Amou o Pai dos Deuses Soberano<br>Um semblante peregrino:<br>Eu adoro o teu divino,<br>O teu divino rosto, e sou humano</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:14:46 UTC</pubDate>
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         <title>Lira IV</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Marília, teus olhos<br>São réus, e culpados,<br>Que sofra, e que beije<br>Os ferros pesados<br>De injusto Senhor.<br>Marília, escuta<br>Um triste Pastor.<br><br>Mal vi o teu rosto,<br>O sangue gelou-se,<br>A língua prendeu-se,<br>Tremi, e mudou-se<br>Das faces a cor.<br>Marília, escuta<br>Um triste Pastor.<br><br>A vista furtiva,<br>O riso imperfeito,<br>Fizeram a chaga,<br>Que abriste no peito,<br>Mais funda, e maior.<br>Marília, escuta<br>Um triste Pastor<br>.<br>Dispus-me a servir-te;<br>Levava o teu gado<br>À fonte mais clara,<br>À vargem, e prado<br>De relva melhor.<br>Marília, escuta<br>Um triste Pastor.<br><br>Se vinha da herdade,<br>Trazia dos ninhos<br>As aves nascidas,<br>Abrindo os biquinhos<br>De fome ou temor.<br>Marília, escuta<br>Um triste Pastor.<br><br>Se alguém te louvava,<br>De gosto me enchia;<br>Mas sempre o ciúme<br>No rosto acendia<br>Um vivo calor.<br>Marília, escuta<br>Um triste Pastor.<br><br>Se estavas alegre,<br>Dirceu se alegrava;<br>Se estavas sentida,<br>Dirceu suspirava<br>À força da dor.<br>Marília, escuta<br>Um triste Pastor.<br><br>Falando com Laura,<br>Marília dizia;<br>Sorria-se aquela,<br>E eu conhecia<br>O erro de amor.<br>Marília, escuta<br>Um triste Pastor.<br><br>Movida, Marília,<br>De tanta ternura,<br>Nos braços me deste<br>Da tua fé pura<br>Um doce penhor.<br>Marília, escuta<br>Um triste Pastor.<br><br>Tu mesma disseste<br>Que tudo podia<br>Mudar de figura;<br>Mas nunca seria<br>Teu peito traidor.<br>Marília, escuta<br>Um triste Pastor.<br><br>Tu já te mudaste;<br>E a faia frondosa,<br>Aonde escreveste<br>A jura horrorosa,<br>Tem todo o vigor.<br>Marília, escuta<br>Um triste Pastor.<br><br>Mas eu te desculpo,<br>Que o fado tirano<br>Te obriga a deixar-me;<br>Pois basta o meu dano<br>Da sorte, que for.<br>Marília, escuta<br>Um triste Pastor.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:17:12 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Analise Estrutural </title>
         <author>catarinamarques4</author>
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         <description><![CDATA[<div>a) versos: 36&nbsp;<br>b) estrofes: 7&nbsp; (estrofes de 6 versos)<br>c) as rimas estão no segundo verso e no quarto &nbsp;<br>d) métrica (1, 2,4,5 versos) 10 silabas poetisas (3,6 versos) 6 silabas poéticas  </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:27:04 UTC</pubDate>
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         <title> Soneto 5: Analise estrutural  </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>4 quartetos <br>&nbsp;2 tercetos&nbsp;<br>14 versos <br>Rimas; firmava, buscava<br>Dela, bela<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:30:24 UTC</pubDate>
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         <title>Análise Estrutural </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>a) 36 versos<br>b) 6 estrofes<br>c) As rimas estão no primeiro verso, e no terceiro. A outra no quarto e sexto.&nbsp;<br>d) no 1,2,3,5 e 6 verso a métrica é 6 e no 4 verso é 10 </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:33:03 UTC</pubDate>
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         <title>Analise Estrutural</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>a) Versos: 117<br>b) Estrofes: 13<br>c) Rima:&nbsp;<br>"Sim, Eulina é uma Deusa;<br>Mas anima a formosura<br>De uma alma de fera;<br>Ou inda mais dura.<br>Ah! quando Dirceu pondera<br>Que o seu Glauceste suspira,<br>Perde, perde o sofrimento,<br>E qual enfermo delira!<br>Tenha embora brancas faces,<br>Meigos olhos, fios de ouro,<br>A tua Eulina não vale,<br>Não vale imenso tesouro."<br>d) Métrica:&nbsp;<br>4 sílabas poéticas</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:34:10 UTC</pubDate>
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         <title>Lira II: análise estrutural</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>- 8 quartetos<br>- Total de 32 versos&nbsp;e 8 estrofes<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:36:14 UTC</pubDate>
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         <title>Análise estrutural </title>
         <author>mariaantonia15</author>
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         <description><![CDATA[<div>7 quartetos&nbsp;<br>28 versos em 7 estrofes<br>Os finais dos segundos e quartos versos de cada estrofe rimam.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:38:21 UTC</pubDate>
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         <title>Análise conteudística</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:38:33 UTC</pubDate>
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         <title>Análise estrutural Lira XVII</title>
         <author>diegomarconi</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035615402</link>
         <description><![CDATA[<div>a)Versos: 110<br>b)Estrofes: 21<br>c)Rimas: Estão aparentemente no segundo e no terceiro verso.<br>d)Métrica: Heterométricos, possuem versos com temas diferentes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:38:46 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035615464</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:38:47 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Diálogo entre poema e pintura</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035615916</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:38:58 UTC</pubDate>
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         <title>Análise conteudística</title>
         <author>mariaantonia15</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035619291</link>
         <description><![CDATA[<div>O tom confessional e o pessimismo prenunciam o emocionalismo romântico. Nesse poema os versos se devem diretamente à ponderação racional. De início o eu lírico mostra-se incomodado ao ouvir o passarinho cantando, apesar de ser um lindo canto isso lhe atormenta pois lhe faz lembrar de Marília.&nbsp;Dirceu finaliza dizendo o que gostaria de dizer a Marília, a quem queria ser dono, onde é prisioneiro desta paixão e quer encontrar uma saída para viver com sua amada, sem sofrimento e sem dor.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:40:14 UTC</pubDate>
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         <title>Diálogo entre poema e pintura</title>
         <author>mariaantonia15</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035622079</link>
         <description><![CDATA[<div>Somos apresentados com o realismo de ambas obras, vemos o Monte Fuji na tela e a menção de Minas Gerais no poema. O realismo também é visto, ao que nenhumas das obras começa nem termina bem. Ambos sofriam com a dor de uma separação, Vincent com Paul Gauguin, e Dirceu com Marília. Essas separações lhes causaram delírios (Dirceu conversava com o passarinho, enquanto van Gogh cortou sua orelha), e também a depressão, mostrada através da expressão e magreza extrema de Vincent em seu auto retrato, e o tom pessimístico de Dirceu.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:41:18 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 9:Análise Estrutural </title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035625898</link>
         <description><![CDATA[<div>a)Versos:14<br>b)Estrofe: 2 estrofes de 4 versos(quartetos) e duas de 3 (tercetos)<br>c)Rima:interpolada nos quartetos e alternada nos tercetos<br>d)Métrica: 10 silabas poéticas, ou seja, verbos decassílabos<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:42:39 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Lira II: análise conteudística</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035625966</link>
         <description><![CDATA[<div>É citado Vênus, a deusa do amor, segundo a mitologia grega. <br>Conta sobre um filho que foge, acredito por causar aborrecimento à mãe já que tem o trecho: "Ele aborrece a mãe que tem". Talvez o relacionamento entre a mãe e o filho não é afetivo, pois "ela publica seus defeitos", querendo dizer que a mãe reclama para outros sobre o filho que tem, provavelmente com desgosto e é descrita como ímpia. Mas apesar disso sua mãe, Vênus, "quer notícias ter" sobre seu filho que fugiu. No final, Dirceu chama Marília dizendo que fala bem dela e por isso ela pode crer. <br><strong>Talvez seja irônico a mãe se chamar Vênus, já que ela sendo a deusa do amor, não foi capaz de amar o próprio filho.&nbsp;</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:42:40 UTC</pubDate>
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         <title>Analise Estrutural</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035626101</link>
         <description><![CDATA[<div>a)versos: 69 versos<br>b)estrofes: 6 estrofes de 10 versos e 1 estrofe de 9 versos<br>c)rima: 1º e 3º versos, 2º e 4º, 5º e 8º, 6º e 7º e 9º e 10º versos rimam entre si em todas as estrofes, exceto na segunda, cuja rima se dá entre 1º e 3º, 4º e 7º, 5º e 6º, 8º e 9º versos.<br>d)Métrica: versos decassílabos nos 8 primeiros versos e hexassílabos (6 sílabas poéticas) nos 2 últimos versos de cada estrofe.<br><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:42:43 UTC</pubDate>
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         <title>Lira II: Pintura</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035626764</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><em>"A Morte de Marat" </em></strong>de <strong>Jacques-Louis David</strong> pintada em <strong>1793</strong>.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:42:57 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Lira II: Diálogo entre poema e pintura</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035627977</link>
         <description><![CDATA[<div>Eu vejo nessa pintura alguém escrevendo suas últimas palavras, por isso escolhi ela. Acredito que dialoga com o poema no sentido de termos um filho que sente que a mãe não o ama, que é tratado mal, e por isso deve fugir sem dar notícias para mãe. A mãe ímpia, expressava seus defeitos para outros em uma forma de humilhação, mas apesar de tratar seu filho com desgosto, não queria que ele se desatasse de sua mãe. O filho sente que nunca causará orgulho a Vênus, que nunca será digno de seu amor. Quando foge, tende se disfarçar e morar em condições precárias. Vejo esse quadro como o filho escrevendo uma última para sua mãe, com o intuito de dar notícias para a mãe e explicar sua saída. Ele sente que devia satisfações apesar da mãe nunca ter explicado o porquê de nunca ama-lo. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:43:23 UTC</pubDate>
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         <title>Analise Conteudística </title>
         <author>catarinamarques4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035635247</link>
         <description><![CDATA[<div>Ao meu ver, essa lira fala sobre o amor, e suas dificuldades, vejo essa lira como uma pessoa tentam dando convencer  Marília, como seu destino de estarem juntos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:46:07 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XXXII poema- Analise estrutural</title>
         <author>manueladupas</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035636698</link>
         <description><![CDATA[<div>a) 59 versos<br>b) São 10 estrofes com 6 versos.<br>c) As rimas estão definidas da primeira estrofe até a terceira e assim por diante.&nbsp;<br>d) São sete rimas por verso e fica igual em todas as outras estrofes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:46:40 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 7 Análise estrutural </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035636861</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:46:44 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Soneto 5: Análise conteudista </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035641546</link>
         <description><![CDATA[<div>Alguém foi a um templo, suponho que uma religião, leu a palavra sagrada, uma boca falando coisas bárbaras, jurou cumprir sentença.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:48:27 UTC</pubDate>
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         <title>Análise estrutural</title>
         <author>giovanaohl</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035642079</link>
         <description><![CDATA[<div>a) versos: 7<br>b) estrofe: 58<br>c) rima: 2o e 4o versos, 3o e 5o versos, 6o e 8o versos<br>d) métrica: 1o,2o e 6o versos apresentam versos decassílabos (10 sílabas poéticas); 3o, 4o, 5o, 7o e 8o versos apresentam versos hexassílabos (6 sílabas poéticas)</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:48:41 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 5: Pintura</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035642153</link>
         <description><![CDATA[<div>Pintada por&nbsp;Pedro Américo de Figueiredo&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:48:42 UTC</pubDate>
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         <title>Análise estrutural </title>
         <author>mariaantonia15</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035643765</link>
         <description><![CDATA[<div>10 estrofes com 4 versos cada<br>10 quartetos<br>Os finais dos segundos e quartos versos de cada estrofe rimam.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:49:20 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 5: Dialogo entre poema e pintura </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035644541</link>
         <description><![CDATA[<div>Quando no texto fala que ''ao templo do destino fui levado'' Me remeteu a essa pintura. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:49:38 UTC</pubDate>
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         <title>Analise Estrutural </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035650482</link>
         <description><![CDATA[<div>Lira XXIV<br>a) 35 versos&nbsp;<br>b) 6 estrofes, 4 de 7 versos e 2 de 3 versos<br>c) 2o e 4o versos rimam e 5o com 7o&nbsp;<br>d) Em todas as estrofes tem 2 rimas, menos na estrofe 4 e 5 que tem apenas 1 rima</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:51:47 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Soneto 10:Análise estrutural</title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
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         <description><![CDATA[<div>a)Versos:14<br>b)Estrofe: 2 estrofes de 4 versos(quartetos) e duas de 3 (tercetos)<br>c)Rima:interpolada nos quartetos e alternada nos tercetos<br>d)Métrica:10 silabas poéticas, ou seja, verbos decassílabos</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 14:53:03 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Soneto 12:Análise Estrutural</title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>a)Versos:14<br>b)Estrofes:tem 2 estrofes de 4 versos(quartetos) e 2 de 3 (tercetos)<br>c)Rima:interpolada nos quartetos e alternada nos tercetos<br>d)Métrica:10 silabas poéticas, ou seja, verbos decassílabos</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 15:11:35 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 13 :Análise Estrutural</title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
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         <description><![CDATA[<div>a)Versos:14<br>b)Estrofes:tem 2 estrofes de 4 versos(quartetos) e 2 de 3 (tercetos)<br>c)Rima:interpolada nos quartetos e alternada nos tercetos<br>d)Métrica:10 silabas poéticas, ou seja, verbos decassílabos</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 15:11:47 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Soneto 11:Análise Estrutural</title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
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         <description><![CDATA[<div>a)Versos:14<br>b)Estrofes: tem 2 estrofes de 4 versos(quartetos) e 2 de 3 (tercetos)<br>c)Rima:interpolada nos quartetos e alternada nos tercetos<br>d)Métrica:10 silabas poéticas, ou seja, verbos decassílabos</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 15:12:47 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura </title>
         <author>catarinamarques4</author>
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         <description><![CDATA[<div>Pintor: Frida Carlo&nbsp;<br>Nome da Obra: Duas Fridas&nbsp;<br>Ano: 1939</div>]]></description>
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      <item>
         <title>Dialogo entre Lira e Pintura </title>
         <author>catarinamarques4</author>
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         <description><![CDATA[<div>Eu escolhi essa obra da Frida pois ela retrata o amor e o ódio, e podemos ver varias referencias como na primeira estrofe em que e citado o amor e o uso de armas. </div>]]></description>
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      <item>
         <title>Soneto 6 Análise estrutural </title>
         <author></author>
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         <title>Soneto 6 Análise conteudista</title>
         <author></author>
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         <title>Soneto 6 Pintura </title>
         <author></author>
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      <item>
         <title>Soneto 6 Diálogo entre poema e pintura </title>
         <author></author>
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         <title>Soneto 7 Análise conteudista</title>
         <author></author>
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         <title>Soneto 7 Pintura </title>
         <author></author>
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         <title>Soneto 7 Diálogo entre poema e pintura </title>
         <author></author>
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         <title>Soneto 8 Análise estrutural</title>
         <author></author>
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         <title>Soneto 8 Análise conteudista</title>
         <author></author>
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         <title>Soneto 8 Pintura </title>
         <author></author>
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         <title>Soneto 8 Diálogo entre poema e pintura </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 15:48:45 UTC</pubDate>
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         <title>Analise Conteudística Lira XVII</title>
         <author>diegomarconi</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035815303</link>
         <description><![CDATA[<div>Dirceu retrata Marília, mostrando que ela é superior, melhor que tudo no mundo, citando exemplos das flores (lírios, jasmins e rosas) e das pérolas e corais; que o amor dele por ela não só supera, mas também vence tudo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 15:49:33 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura Lira XVII</title>
         <author>diegomarconi</author>
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         <description><![CDATA[<div>Pintor:Jean-Honoré Fragonard<br>Nome da Obra:O Balanço</div><div>Ano:1766</div>]]></description>
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         <title>Dialogo entre Lira e Pintura Lira XVII</title>
         <author>diegomarconi</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035817465</link>
         <description><![CDATA[<div>O dialogo entre a obra literária e a Pintura diz respeito a uma jovem que demonstra leveza e emoção toda hora que é real, a demonstração do amor.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 15:50:18 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035819992</link>
         <description><![CDATA[<div>Pintor: William Holman Hunt<br>Nome do quadro: The hireling sherphed (o pastor mercenario)<br>Ano: 1851<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 15:51:17 UTC</pubDate>
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         <title>Lira VI- Analise estrutural</title>
         <author>marinamonzillo</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035826849</link>
         <description><![CDATA[<div>a) 32 versos<br>b) 8 estrofes<br>c) As rimas estão definidas da primeira estrofe ate a terceira e assim por diante.<br>d) São sete rimas por verso e fica igual as outras estrofes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 15:54:05 UTC</pubDate>
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         <title>Análise XXIX</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br>9 estrofes de 5 versos (quintilha)<br>14 rimas<br>8 e 9 sílabas poéticas<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 15:55:00 UTC</pubDate>
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         <title>Analise Conteudista:</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035831415</link>
         <description><![CDATA[<div>Nesta lira, percebi o quanto é falado sobre a natureza, de todos os seus lados, como que antes da tempestade tem a calmaria, como yin-yang, o equilíbrio  </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 15:55:51 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XXXIII- Análise Estrutural</title>
         <author>manueladupas</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035831709</link>
         <description><![CDATA[<div>a) 41 versos<br>b) São 6 estrofes com 7 versos.<br>c) As rimas estão na segunda e na terceira estrofe.<br>d) São sete rimas por verso e fica igual em todas as outras estrofes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 15:55:58 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura:</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035833203</link>
         <description><![CDATA[<div>Pintor:&nbsp;Portinari <br>Nome da Obra: O café<br>Ano: 1935</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 15:56:34 UTC</pubDate>
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         <title>Lira VII - Analise estrutural </title>
         <author>marinamonzillo</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035844962</link>
         <description><![CDATA[<div>a) 65 versos&nbsp;<br>b) 14 estrofes&nbsp;<br>c) As rimas estão definidas da primeira estrofe ate a terceira e assim por diante.&nbsp;<br>d) São quadro rimas por verso e fica igual as outras estrofes. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:01:01 UTC</pubDate>
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         <title>Análise conteudística</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035845883</link>
         <description><![CDATA[<div>Nesta lira podemos ver que o eu lírico esta apaixonado pela Marília podemos ver isso que no final de todas as estrofes possui:<br>Graças, Marília bela,<br>Graças à minha estrela.<br>Durante a lira o eu lírico parece tentar impressionar Marília, onde ele mora no campo mas diz nao ser um simples pastor, podemos ver que ele quer impressionar ela ao falar "mais as finas lã, de que visto", ele tambem gosta de falar o quão o amor de Marília é importante para ele: "Porém, gentil Pastora, o teu agrado<br>Vale mais q'um rebanho, e mais q'um trono.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:01:27 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Dialogo entre lira e Pintura</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Eu escolhi essa pintura pois como podemos ver o homem do quadro parece estar apaixonado pela mulher, onde a olha com um olhar de admiração, tambem escolhi esta imagem por o a paisagem ser um campo e homem um pastor igual no eu lírico da lira assim se relacionando nestes topicos </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:03:30 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XXXIV- Análise Estrutural</title>
         <author>manueladupas</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035850976</link>
         <description><![CDATA[<div>a) 40 versos.<br>b) São 10 estrofes com 4 versos<br>c) As rimas estão na segunda e na nona estrofe.<br>d) São sete rimas por verso e fica igual em todas as outras estrofes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:03:33 UTC</pubDate>
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         <title>Analise estrutural</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>a) 14 verbos<br>b) 4 estrofes<br>c) as rimas estão no primeiro e quarto versos, e a outra rima está no segundo e terceiro verso. abba<br>d) todas são 10<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:03:42 UTC</pubDate>
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         <title>Dialogo entre pintura e lira:</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Achei que essa imagem combina pois retrata força, resistência  durante a guerra criada pelo amor existente. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:05:29 UTC</pubDate>
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         <title>Lira IX - analise estrutural  </title>
         <author>marinamonzillo</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035857058</link>
         <description><![CDATA[<div>a) 72 versos&nbsp;<br>b) 12&nbsp;<br>c) As rimas estão definidas da primeira estrofe ate a terceira e assim por diante.&nbsp;<br>d) São&nbsp;três rimas por verso. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:05:58 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 9:Analise Conteudista</title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035858014</link>
         <description><![CDATA[<div>o poema fala sobre fé </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:06:21 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 10:Analise Conteudista</title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035858249</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Dirceu está se despedindo da sua terra, da sua vida aqui no Brasil, pois à possibilidade de que neste soneto ele esteja a caminho de Moçambique na África, pois ele despede-se também da sua linda e amada pastora, sua Marília.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:06:27 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 12:Analise Conteudista</title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035858384</link>
         <description><![CDATA[<div>Esse soneto , mostra que o eu-lírico parece ser bastante ingênuo e emotivo, já que expõe seus sentimentos de forma bem livre.Na última estrofe, o eu-lírico quer passar para nós que a maior fortuna para seu futuro é adquirir afetos, mostrando mais seus sentimentos, e sendo carinhoso também.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:06:30 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 11:Analise Conteudista</title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035858607</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;o soneto traz uma linha de pensamento melancólica e lamentosa. O eu lírico afirma que, preso, ele não mais escutava as vozes da razão, que estava esquecido dos céus, dele próprio e dos homens. Então ele diz que se viu sepultado nas trevas, por causa do amor. Entende-se, nessa passagem, que a tristeza dele é tão grande que pode ser comparada às trevas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:06:35 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XXXV- Análise Estrutural</title>
         <author>manueladupas</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035861979</link>
         <description><![CDATA[<div>a) 50 versos.<br>b) São 5 estrofes com 10 versos.<br>c) As rimas estão nas três primeiras e na quinta estrofe.<br>d) São oito rimas por versos e fica igual em todas as outras estrofes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:08:00 UTC</pubDate>
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         <title>Análise estrutural</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035862348</link>
         <description><![CDATA[<div>-8 quartetos&nbsp;<br>-32 versos em 8 estrofes<br>-rima<br>- o final do segundo e quarto verso fazem rima <br><br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:08:07 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 13:Análise Conteudista</title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035863806</link>
         <description><![CDATA[<div>O soneto conta como eram as coisas na época em que o reino era de Luso, e que isso se perdeu.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:08:41 UTC</pubDate>
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         <title>Lira VIII - analise estrutural </title>
         <author>marinamonzillo</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035868453</link>
         <description><![CDATA[<div>a) 92 versos<br>b) 13 estrofes<br>c) As rimas estão definidas da primeira estrofe ate a terceiras e assim por diante&nbsp;<br>d)&nbsp;São cinco rimas por verso e fica igual as outras estrofes. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:10:28 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title>análise estrutural</title>
         <author>giovanaohl</author>
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         <description><![CDATA[<div>a) estrofes: 17<br>b) versos: 85<br>c) rimas: não há rimas<br>d) métrica:</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:14:24 UTC</pubDate>
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         <title>Análise estrutural</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>- 13 estrofes<br>- 6 versos por estrofe<br>- apenas o segundo e quarto versos rimam&nbsp;<br>-&nbsp; 7 sílabas poéticas ou seja, redondilha maior</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:16:20 UTC</pubDate>
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         <title>Dialogo entre poema e pintura</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O poeta diz sobre uma mulher que provavelmente quebrou seu coração e é a que aparece na imagem.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:17:05 UTC</pubDate>
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         <title>Análise conteudística- Lira XXXII</title>
         <author>manueladupas</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035889778</link>
         <description><![CDATA[<div>Esta lira quer dizer que temos que nos sustentar até que de tudo errado, temos que ter impulso para fazer as coisas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:18:25 UTC</pubDate>
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         <title>Autorretrato com Isabela Brandt (Rubens, 1609)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Pintor: Rubens<br>nome da obra: Autorretrato com Isabela Brandt<br>Ano: 1609</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:18:31 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura</title>
         <author>manueladupas</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035899647</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title>Dialogo entre a pintura e o soneto</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>o soneto é sobre amor e uma pessoa admirada pelo autor, e a pintura é um autorretrato de um casal trazendo um tom de amor entre um e o outro.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:23:48 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035905572</link>
         <description><![CDATA[<div>Ele diz que tem um amor da vida dele e do jeito que ele fala ela fez algo muito ruim pra ele, comparando com coisas ruins.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:24:10 UTC</pubDate>
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         <title>Dialogo entre poema e pintura</title>
         <author>manueladupas</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035905751</link>
         <description><![CDATA[<div>O dialogo entre o poema e a pintura é que fala do descuidado das pessoas, o tema é sobre amor e onde te amor.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:24:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:25:15 UTC</pubDate>
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         <title>Dialogo entre poema e pintura</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2035913809</link>
         <description><![CDATA[<div>escolhi essa pintura pois  a mulher está com uma flor o que poderia indicar algo relacionado ao amor que aparece bastante no poema. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:27:18 UTC</pubDate>
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         <title>Analise Estrutural </title>
         <author>catarinamarques4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2037734244</link>
         <description><![CDATA[<div>a) 72 versos&nbsp;<br>b) 18 estrofes ( sendo todas quartetos)&nbsp;<br>c) as rimas estão localizadas no 2 e 3 versos&nbsp;<br>d) Todos os versos tem 5 silabas poéticas </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-09 12:14:55 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Analise Estrutural </title>
         <author>catarinamarques4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2037964861</link>
         <description><![CDATA[<div>a) 72 versos<br>b) são 12 estrofes alternadas entre estrofes de 4 versos e 8 versos<br>c) nos quartetos as rimas estão presentes no segundo e no quarto verso, e nas estrofes com oito versos elas estão localizadas no: primeiro e terceiro, segundo e quarto, sexto e oitavo.<br>d) nos quartetos todos os versos tem 6 silabas poéticas, e nas estrofes com 8 versos a métrica esta intercalada, nos versos ( 1,3,5,7) a métrica e 10 e nos versos (2,4,6,8) a métrica e 6. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-09 14:11:14 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Lira IV- Analise </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Análise estrutural<br>O poema é formados por 9 estrofes de quatro versos (vulgo quartetos).<br>O poema apresenta rima do segundo verso com o quarto. O primeiro e o terceiro não rimam (estrutura&nbsp; abcb).<br>O poema apresenta métrica, com os três primeiros versos decassílabos e o último hexassilábico.<br>Análise do conteúdo<br>O poema fala sobre um homem que está falando para sua amada que ele está envelhecendo, mas quando ele vê a Marília ele se sente mais novo. Ele compara a presença da amada com a saúde e a primavera.<br><br>A pintura escolhida foi A primavera de Botticelli, pois o quadro representa a chegada da primavera, assim como é a chegada da Marília<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-10 20:50:13 UTC</pubDate>
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         <title>Lira V- análise</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Análise estrutural<br>O poema é formados por 5 estrofes de cinco versos (vulgo quintetos).<br>O poema apresenta rima do segundo verso com o quarto. E do terceiro com o quinto. O primeiro não rima com nada (estrutura&nbsp; abcbc).<br>O poema apresenta métrica, com os quatro primeiros versos decassílabos e o último hexassilábico.<br>Análise do conteúdo<br>O poema fala sobre um homem que está falando para sua amada que quando o mar está calma, não precisa de um bom marinheiro, mas quando está bravo é preciso de ajuda. Em seguida, compara com a vida, dizendo que quando as coisas estão difíceis é necessário se entregar à sabedoria.<br><br>A pintura escolhida foi de um navio, pois o quadro representa a comparação do autor<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-10 21:00:24 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XXXIII (Giovanna)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Pega na lira sonora,<br>Pega, meu caro Glauceste;<br>E ferindo as cordas de ouro,<br>Mostra aos rústicos Pastores<br>A formosura celeste<br>De Marília, meus amores.<br><br>Ah! pinta, pinta<br>A minha Bela!<br>E em nada a cópia<br>Se afaste dela.<br><br>Que concurso, meu Glauceste,<br>Que concurso tão ditoso!<br>Tu és digno de cantares<br>O seu semblante divino;<br>E o teu canto sonoroso<br>Também do seu rosto é digno.<br><br>Ah! pinta, pinta<br>A minha Bela!<br>E em nada a cópia<br>Se afaste dela.<br><br>Para pintares ao vivo<br>As suas faces mimosas,<br>A discreta natureza<br>Que providência não teve!<br>Criou no jardim as rosas,<br>Fez o lírio, e fez a neve.<br><br>Ah! pinta, pinta<br>A minha Bela!<br>E em nada a cópia<br>Se afaste dela.<br><br>A pintar as negras tranças<br>Peço que mais te desveles,<br>Pinta chusmas de amorinhos<br>Pelos seus fios trepando;<br>Uns tecendo cordas deles,<br>Outros com eles brincando.<br><br>Ah! pinta, pinta<br>A minha Bela!<br>E em nada a cópia<br>Se afaste dela.<br><br>Para pintares, Glauceste,<br>Os seus beiços graciosos,<br>Entre as flores tens o cravo,<br>Entre as pedras a granada,<br>E para os olhos formosos,<br>A estrela da madrugada.<br><br>Ah! pinta, pinta<br>A minha Bela!<br>E em nada a cópia<br>Se afaste dela.<br><br>Mal retratares do rosto<br>Quanto julgares preciso,<br>Não dês a cópia por feita;<br>Passa o outros dotes, passa,<br>Pinta da vista, e do riso<br>A modéstia, mais a graça.<br><br>Ah! pinta, pinta<br>A minha Bela!<br>E em nada a cópia<br>Se afaste dela.<br><br>Os seus pés, quando passeiam,<br>Pisando ternos amores;<br>E as mesmas plantas calcadas<br>Brotando viçosas flores.<br><br>Ah! pinta, pinta<br>A minha Bela!<br>E em nada a cópia<br>Se afaste dela.<br><br>Pinta mais, prezado amigo,<br>Um terno amante beijando<br>Suas douradas cadeias;<br>E em doce pranto desfeito,<br>Ao monte, que temo no peito.<br><br>Ah! pinta, pinta<br>A minha Bela!<br>E em nada a cópia<br>Se afaste dela.<br><br>Nem suspendas o teu canto,<br>Inda que, Pastor, se veja<br>Que a minha boca suspira,<br>Que se banha em pranto o rosto;<br>Que os outros choram de inveja,<br>E chora Dirceu de gosto.<br><br>Ah! pinta, pinta<br>A minha Bela!<br>E em nada a cópia<br>Se afaste dela.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-13 21:05:47 UTC</pubDate>
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         <title>Análise lira XXXIII</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>18 estrofes<br><br>estrofes de 6 versos / redondilha maior / rimas ocasionais 2° rima com 5° 4° rima com a 6°<br><br>estrofes de 4 versos / 4 sílabas poéticas</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-13 21:12:34 UTC</pubDate>
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         <title>Análise lira I</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>11 estrofes com 5 versos cada<br>possui métrica<br>1° com a 3° e 2° com a ultima<br>sílabas poéticas dodecassílabas</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-13 21:19:49 UTC</pubDate>
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         <title>Análise lira II</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>7 estrofes com 4 versos cada<br>Possui métrica, os dois primeiros versos decassílabos e os dois últimos septassílabos.<br>Possui rima no esquema ABCB (a segunda rima com a quarta)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-13 21:22:28 UTC</pubDate>
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         <title>Análise lira III</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>8 estrofes com 6 versos cada<br>Possui métrica<br>8 sílabas poéticas&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-13 21:24:28 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-02-13 21:25:53 UTC</pubDate>
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         <title>Analise Conteudista </title>
         <author>catarinamarques4</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-02-14 23:59:06 UTC</pubDate>
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         <title>3. De 15 a 21/02</title>
         <author>gisagasparotto</author>
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         <description><![CDATA[<div>Mesma orientação da semana passada, agora com o segundo poema.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-15 16:23:17 UTC</pubDate>
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         <title>Análise estrutural-XXI</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>a)36 versos<br>b) 9 estrofes com 4 versos em todas<br>c) Os segundos versos rimam com os quartos versos<br>d) Todas as estrofes tem rima, mas apenas o segundo e quarto verso que rimam<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-15 21:04:48 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Análise conteudística-XXI</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O poema fala sobre uma cancão que estava sendo feita e que vai chamando umas pessoas para escutar junto em Cedro na campina. E também tenta conquistar uma moça com suas músicas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-15 21:22:08 UTC</pubDate>
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         <title>Diálogo entre poema e pintura-XXI</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Escolhi a pintura pois um homem esta tentando conquistar uma mulher, pelo que parece na pintura, e é do que o poema trata, sobre conquistar a mulher.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-15 21:25:41 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2049584533</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-02-15 21:25:58 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura</title>
         <author>mariaantonia15</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2051992077</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><em>Autorretrato com a Orelha,&nbsp;</em></strong>Vincent van Gogh</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-16 22:45:24 UTC</pubDate>
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         <title>Análise Estrutural </title>
         <author>juliaguimaro</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2057737069</link>
         <description><![CDATA[<div>Lira XXV<br>a) 61 versos<br>b) 6 estrofes 12 versos cada<br>c) 2o rima com a 4o e 6o<br>8o com 12o&nbsp;<br>10o com 11o<br>d) todas estrofes tem 3 rimas uma com 3 versos inclusos e 2 rimas com 2 versos</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-20 23:13:21 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Soneto 13:Diálogo entre poema e pintura </title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2058193346</link>
         <description><![CDATA[<div>Na terceira estrofe, fala de como as mulheres eram protegidas, pela lei, do alvoroço das cidades, vistas como sexo frágil.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-21 06:34:35 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 10 :Pintura </title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2058211886</link>
         <description><![CDATA[<div>Pintor: Gustav Klimt</div><div>Nome da obra: O beijo<br>Ano:1907-1908</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-21 06:53:12 UTC</pubDate>
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         <title>análise conteudista </title>
         <author>giovanaohl</author>
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         <description><![CDATA[<div>Essa lira&nbsp;fala sobre o amor que a pastora sentia pela sua ovelha, que considerava sua filha, e a lira acaba descrevendo todo esse carinho que ela sentia, e acabou demonstrando com palavras.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-21 13:05:33 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 10:Diálogo entre poema e pintura </title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2058742810</link>
         <description><![CDATA[<div>o texto me remeteu a essa pintura pois dirceu está se despedindo de sua linda e amada pastora, sua Marília.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-21 13:16:15 UTC</pubDate>
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         <title>Análise Conteudista </title>
         <author>juliaguimaro</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2058923878</link>
         <description><![CDATA[<div>Lira XXV<br>Nessa lira Tomás escreve uma carta de amor para Marília de Dirceu, onde ele descreve a vida relacionando ela com a natureza, como se fosse uma declaração de amor pela natureza.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-21 15:01:38 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura</title>
         <author>juliaguimaro</author>
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         <description><![CDATA[<div>Lira XXV<br>Título: Romeu e Julieta&nbsp;<br>Pintor: Frank Dicksee<br>Data: 1884</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-21 15:11:19 UTC</pubDate>
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         <title>Diálogo entre poema e pintura</title>
         <author>juliaguimaro</author>
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         <description><![CDATA[<div>Lira XXV&nbsp;<br>Escolhi essa pintura pois é um quadro romantico igual a lira XXV, que fala sobre a natureza em forma de declaração de amor à Marília de Dirceu e na pintura tem uns detalhes da natureza, e parece que eles estão em um campo. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-21 15:11:53 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Pintura</title>
         <author>giovanaohl</author>
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         <description><![CDATA[<div>T́ítulo: <em>A Shepherdess Watering Her Flock<br></em>Feito por: Luigi Chialiva<br>Data: 1859</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/636685987/4d746db0f278ab95463453438a818ff6/f4e121a3c748c4a7325c1b3d9f5090d4.jpg" />
         <pubDate>2022-02-21 15:13:48 UTC</pubDate>
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         <title>Diálogo entre lira e pintura</title>
         <author>giovanaohl</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2058958671</link>
         <description><![CDATA[<div>Na lira, ela cita sobre o amor e o cuidado que ela sente pelas ovelhas, e achei uma pintura de uma moça cuidando de ovelhas, achei que representou bastante o amor, e o cuidado,&nbsp;e acabou tento bastante sentido a lira com a pintura, pois conseguiu demonstrar direitinho.<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-21 15:24:41 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto11 : Pintura</title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
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         <description><![CDATA[<div>Pintor: Picasso<br>Nome da Obra: Velho Guitarrista<br>Ano: 1881-1973</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-21 15:28:37 UTC</pubDate>
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         <title>Análise estrutural (Lira V)</title>
         <author>carolinemello</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2059552320</link>
         <description><![CDATA[<div>a) Versos: 83</div><div>b) Estrofes: 12</div><div>c) Rima: as rimas estão alternadas nos versos</div><div>d) Métrica: todos os versos tem 4 sĺabas poéticas.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 00:42:14 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Análise conteudística (Lira V)</title>
         <author>carolinemello</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2059565041</link>
         <description><![CDATA[<div>Para mim, esse é um poema nostálgico que mostra o ponto de vista de algum adulto revisitando o lugar onde passou sua infância (um sítio). O eu lírico mostra que ele já não é mais o mesmo, porem o local em que teve suas melhores memórias permanece lá. Acredito que exista uma tremenda saudade da inocência e o jeito que ele era quando menor.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 00:53:53 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura (Lira V)</title>
         <author>carolinemello</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2059582646</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 01:08:24 UTC</pubDate>
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         <title>Dialogo entre Lira e Pintura (Lira V)</title>
         <author>carolinemello</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2059587228</link>
         <description><![CDATA[<div>Eu escolhi a pintura acima, porque para mim ela demonstra bem algo nostálgico e infantil de brincar nas florestas e poder permanecer na inocência de uma alma pura. &nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 01:12:18 UTC</pubDate>
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         <title>Análise estrutural (Lira VI)</title>
         <author>carolinemello</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2059590546</link>
         <description><![CDATA[<div>a) Versos: 35</div><div>b) Estrofes: 5</div><div>c) Rima: as rimas estão em ABAB (alternadas)</div><div>d) Métrica: os versos alternam entre 5, 7 e 8</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 01:14:58 UTC</pubDate>
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         <title>Análise conteudística (Lira VI)</title>
         <author>carolinemello</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2059600105</link>
         <description><![CDATA[<div>Em minha opinião esse é um poema que fala sobre um amor que já teve que passar por muitas dificuldades externas e internas em seu relacionamento. Mas mesmo com todas as dificuldades, eles continuam sendo o sol, lua e estrelas um do outro. No fim do dia eles se amam e se enxergam acima de tudo.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 01:23:00 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura (Lira VI)</title>
         <author>carolinemello</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2059603819</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 01:26:08 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Dialogo entre Lira e Pintura (Lira VI)</title>
         <author>carolinemello</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2059607671</link>
         <description><![CDATA[<div>Para mim essa pintura tem relação com o poema pois fala desse amor que pode ser escuro mas consegue sempre se encontrar no meio de toda a confusão. Algo inseparável e muito forte que sempre achará seu caminho de volta.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 01:29:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>felipegirao</author>
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         <description><![CDATA[<div>Ele diz muito sobre a m̃ãe dele e o amor dela,&nbsp; ele menciona um cupido e eu entendi que ela est́á em busca de um amor, cita V̂ênus que&nbsp;na Roma antiga era um Deus do Amor, beleza, desejo e outros.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 11:18:35 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>felipegirao</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2060368401</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 11:20:16 UTC</pubDate>
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         <title>Análise estrutural. XXIII</title>
         <author>dimitriduarte</author>
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         <description><![CDATA[<div>a) 40 Versus</div><div>b) 10 Estrofes&nbsp;</div><div>c) Rimas: As rimas estão alternadas&nbsp;</div><div>d) Métrica:</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 12:50:31 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Análise conteudística. XXIII</title>
         <author>dimitriduarte</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2060488339</link>
         <description><![CDATA[<div>Num sítio ameno, Dirceu elogia Marília cantando</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 12:52:25 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura. XXIII</title>
         <author>dimitriduarte</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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      <item>
         <title>Analise Estrutural </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2060554539</link>
         <description><![CDATA[<div>10 estrofes&nbsp;de 5 versos <br>100 versos </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 13:31:42 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>De 22/02 a 07/03</title>
         <author>gisagasparotto</author>
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         <description><![CDATA[<div>Mesma orientação da semana passada, agora com o terceiro poema.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 14:26:58 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>De 08/03 a 14/03</title>
         <author>gisagasparotto</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2060667966</link>
         <description><![CDATA[<div>Mesma orientação da semana passada, agora com o quarto poema.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 14:28:21 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 12:Pintura</title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
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         <description><![CDATA[<div>Pintor&nbsp;:Nice Firmeza  <br>Nome da obra:Arte e afeto<br>Ano:1950<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 16:19:46 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Soneto 12:Diálogo entre poema e pintura</title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
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         <description><![CDATA[<div>O soneto fala sobre&nbsp;sentimentos e afeto e a pintura mostra pessoas se abraçando e demonstrando afeto umas pelas outras </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 16:20:59 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 13:Pintura</title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2060907680</link>
         <description><![CDATA[<div>Pintor:Eustache Le Sueur<br>Nome da obra:<em>O estupro de Tamar</em></div><div>Ano:1640<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 16:21:36 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto 11:Diálogo entre poema e pintura</title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2060909505</link>
         <description><![CDATA[<div>Essa&nbsp;imagem se relaciona com o soneto pois o soneto fala de uma tristeza tão grande que pode ser comparada as trevas&nbsp; e a imagem traz um sentimento assim também.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 16:22:25 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Soneto 9:Diálogo entre poema e pintura</title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2060912983</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 16:24:02 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Soneto 9:Pintura</title>
         <author>victoriaalmeida3</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2060913691</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 16:24:23 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Análise estrutural Lira XVIII</title>
         <author>diegomarconi</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2061058173</link>
         <description><![CDATA[<div>a)Versos: 47<br>b)Estrofes: 8<br>c)Rimas: Aparentemente observei que elas se identificam no segundo e no quinto verso.<br>d)Métrica: Da para perceber que é isométrica.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 17:36:48 UTC</pubDate>
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         <title>Analise Conteudística Lira XVIII</title>
         <author>diegomarconi</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2061059285</link>
         <description><![CDATA[<div>Ao contrario da anterior dessa vez o tema dessa minha lira não é o amor mas a fatalidade da morte e o tempo em que se passa. Segundo ele ira morrer feliz, pois estará com Marília.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 17:37:22 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura Lira XVIII</title>
         <author>diegomarconi</author>
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         <description><![CDATA[<div>Nome da obra- O Senhor e a Senhora Andrews<br>Pintor- Thomas Gainsborough<br>Ano- 1750</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 17:39:09 UTC</pubDate>
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         <title>Dialogo entre Lira e Pintura Lira XVIII</title>
         <author>diegomarconi</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2061063548</link>
         <description><![CDATA[<div>Pelo que deu para perceber entre a pintura e a lira, corresponde que o autor nos diz que ele esta alegre já que sabe que acredita que vai ficar com Marília ate o final das vidas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-22 17:39:27 UTC</pubDate>
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         <title>Lira III: Análise estrutural</title>
         <author>marianahaddad4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075590012</link>
         <description><![CDATA[<div>- 8 quartetos&nbsp;<br>- Total de 32 versos e 8 estrofes</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 11:14:42 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira III: Análise conteudística</title>
         <author>marianahaddad4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075602904</link>
         <description><![CDATA[<div>Nessa lira ele cita vários elementos da natureza, fazendo jus ao período do arcadismo, e assim criando uma imagem de uma vida no campo com a Marília.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 11:24:45 UTC</pubDate>
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         <title>Lira III: Pintura</title>
         <author>marianahaddad4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075615547</link>
         <description><![CDATA[<div>Não encontrei o autor.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 11:34:39 UTC</pubDate>
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         <title>Lira III: Diálogo entre o poema e a pintura</title>
         <author>marianahaddad4</author>
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         <description><![CDATA[<div>A pintura dialoga com o poema de forma que mostra a tranquilidade no campo, o que é retratado nessa lira de Dirceu.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 11:43:00 UTC</pubDate>
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         <title>Lira IV</title>
         <author>marianahaddad4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075629616</link>
         <description><![CDATA[<div>Amor por acaso<br>a um pouso chegava,<br>aonde acolhida<br>a Morte se achava.<br><br>Risonhos e alegres,<br>os braços se deram,<br>e as armas unidas<br>num sítio puseram.<br><br>De empresas tamanhas<br>cansados já vinham,<br>e em larga conversa<br>a noite entretinham.<br><br>Um conta que há pouco<br>a seta aguçada<br>em uma beleza<br>deixara empregada.<br><br>Diz outro que as flechas<br>cravara no peito<br>de um grande, que teve<br>o mundo sujeito.<br><br>Enquanto das forças<br>cada um presumia,<br>seus membros já lassos<br>o sono rendia.<br><br>Dormindo tranqüilos,<br>a noite passaram,<br>e inda antes da aurora<br>com ânsia acordaram.<br><br>- É tempo que o leito<br>deixemos, ó Morte –<br>Amor, já erguido,<br>falou desta sorte.<br><br>- É tempo, - em reposta<br>a Morte repete –<br>que à nossa fadiga<br>dormir não compete.<br><br>As armas colhamos,<br>voltemos ao giro:<br>cada um a seu gosto<br>empregue o seu tiro.<br><br>Vão, inda cos olhos<br>em sono turbados,<br>ao sítio em que os ferros<br>estão pendurados.<br><br>Amor para as setas<br>da Morte se enclina;<br>de Amor logo a Morte<br>co’as flechas atina.<br><br>Oh! golpes tiramos!<br>oh! mãos homicidas!<br>são tiros da Morte<br>de Amor as feridas.<br><br>De um sonho, que pinto,<br>Marília, conhece<br>se amor, ou se morte<br>esta alma padece.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 11:45:36 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira IV: Análise estrutural</title>
         <author>marianahaddad4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075884106</link>
         <description><![CDATA[<div>- 14 quartetos<br>- Total de 14 estrofes e 56 versos</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:15:15 UTC</pubDate>
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         <title>Lira IV: Análise conteudística</title>
         <author>marianahaddad4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075884673</link>
         <description><![CDATA[<div>Nessa lira, vemos que ele sente saudades de Marília, ao somente conseguir vê-la nos seus sonhos, possivelmente isso remete a época em que estava preso ou exilado. Dirceu contempla a morte e o amor. É como se fosse um dialogo entre o amor e a morte. É possível ver isso nos trechos:&nbsp;<br>"- É tempo que o leito<br>deixemos, ó Morte –<br>Amor, já erguido,<br>falou desta sorte.<br><br>- É tempo, - em reposta<br>a Morte repete –<br>que à nossa fadiga<br>dormir não compete."</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:15:32 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira IV: pintura</title>
         <author>marianahaddad4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075885488</link>
         <description><![CDATA[<div><em>“São Jerônimo” (Hendrick Bloemaert, 1601/1602-1672)</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:15:53 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira IV: Dialogo entre o poema e a pintura</title>
         <author>marianahaddad4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075886746</link>
         <description><![CDATA[<div>Consigo imaginar essa pintura como sendo Tomás Antônio Gonzaga, o Dirceu, escrevendo para Marília enquanto estava preso, e/ou exilado.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:16:25 UTC</pubDate>
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         <title>Análise conteudística- Lira XXXIII</title>
         <author>manueladupas</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075908486</link>
         <description><![CDATA[<div>Esta lira quer dizer que o homem não consegue viver sem a Marília.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:25:21 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XIV</title>
         <author>gisagasparotto</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075910651</link>
         <description><![CDATA[<div>Minha bela Marília, tudo passa;<br>A sorte deste mundo é mal segura;<br>Se vem depois dos males a ventura,<br>Vem depois dos prazeres a desgraça.<br>Estão os mesmos Deuses<br>Sujeitos ao poder impio Fado:<br>Apolo já fugiu do Céu brilhante,<br>Já foi Pastor de gado.<br><br>A devorante mão da negra Morte<br>Acaba de roubar o bem, que temos;<br>Até na triste campa não podemos<br>Zombar do braço da inconstante sorte.<br>Qual fica no sepulcro,<br>Que seus avós ergueram, descansado;<br>Qual no campo, e lhe arranca os brancos ossos<br>Ferro do torto arado.<br><br>Ah! enquanto os Destinos impiedosos<br>Não voltam contra nós a face irada,<br>Façamos, sim façamos, doce amada,<br>Os nossos breves dias mais ditosos.<br>Um coração, que frouxo<br>A grata posse de seu bem difere,<br>A si, Marília, a si próprio rouba,<br>E a si próprio fere.<br><br>Ornemos nossas testas com as flores.<br>E façamos de feno um brando leito,<br>Prendamo-nos, Marília, em laço estreito,<br>Gozemos do prazer de sãos Amores.<br>Sobre as nossas cabeças,<br>Sem que o possam deter, o tempo corre;<br>E para nós o tempo, que se passa,<br>Também, Marília, morre.<br><br>Com os anos, Marília, o gosto falta,<br>E se entorpece o corpo já cansado;<br>triste o velho cordeiro está deitado,<br>e o leve filho sempre alegre salta.<br>A mesma formosura<br>É dote, que só goza a mocidade:<br>Rugam-se as faces, o cabelo alveja,<br>Mal chega a longa idade.<br><br>Que havemos de esperar, Marília bela?<br>Que vão passando os florescentes dias?<br>As glórias, que vêm tarde, já vêm frias;<br>E pode enfim mudar-se a nossa estrela.<br>Ah! Não, minha Marília,<br>Aproveite-se o tempo, antes que faça<br>O estrago de roubar ao corpo as forças<br>E ao semblante a graça.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:26:14 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira XV</title>
         <author>gisagasparotto</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075911364</link>
         <description><![CDATA[<div>A minha bela Marília<br>Tem de seu um bom tesouro;<br>Não é, doce Alceu, formado<br>Do buscado<br>Metal louro.<br>É feito de uns alvos dentes,<br>É feito de uns olhos belos,<br>De umas faces graciosas,<br>De crespos, finos cabelos;<br>E de outras graças maiores,<br>Que a natureza lhe deu:<br>Bens, que valem sobre a terra<br>E que têm valo no Céu.<br><br>Eu posso romper os montes,<br>Dar às correntes espaçosos<br>Nos caudosos<br>Turvos rios.<br>Posso emendar a ventura<br>Ganhando astuto a riqueza;<br>Mas, ah! caro Alceu, quem pode<br>Ganhar uma só beleza<br>Das belezas, que Marília<br>No seu tesouro meteu?<br>Bens, que valem sobre a terra,<br>E que têm valor no Céu.<br><br>Da sorte que vive o rico<br>Entre o fausto alegremente,<br>Vive o guardador do gado<br>Apoucado,<br>Mas contente.<br>Beije pois torpe avarento<br>As arcas de barras cheias:<br>Eu não beijo os vis tesouros,<br>Beijo as douradas cadeias,<br>Beijo as setas, beijo as armas<br>Com que o cego Amor venceu:<br>Bens, que valem sobre a terra,<br>E que têm valor no Céu.<br><br>Ama Apolo, e o fero Marte;<br>Ama, Alceu, o mesmo Jove:<br>Não é, não, a vã riqueza,<br>Sim beleza,<br>Quem os move.<br>Posto ao lado de Marília<br>Mais que mortal me contemplo:<br>Deixo os bens, que aos homens cegam,<br>Sigo dos Deuses o exemplo:<br>Amo virtudes, e dotes;<br>Amo enfim, prezado Alceu,<br>Bens, que valem sobre a terra,<br>E que têm valor no Céu.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:26:32 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XVI</title>
         <author>gisagasparotto</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075911997</link>
         <description><![CDATA[<div>Eu, Glauceste, não duvido<br>Ser a tua Eulina amada<br>Pastora formosa<br>Pastora engraçada,<br>Vejo a sua cor-de-rosa.<br>Vejo o seu olhar divino.<br>Vejo os seus purpúreos beiços.<br><br>Vejo o peito cristalino;<br>Nem há coisa, que assemelhe<br>Ao crespo cabelo louro.<br>Ah! que a tua Eulina vale,<br>Vale um imenso tesouro!<br><br>Ela vence muito, e muito<br>À laranjeira copada,<br>Estando de flores,<br>E de frutos ornada.<br>É, Glauceste, os teus Amores;<br>E nem por outra Pastora,<br>Que menos dotes tivera,<br>Ou que menos bela fora,<br>O meu Glauceste cansara<br>As divinas cordas de ouro.<br>Ah! que a tua Eulina vale,<br>Vale um imenso tesouro!<br><br>Sim, Eulina é uma Deusa;<br>Mas anima a formosura<br>De uma alma de fera;<br>Ou inda mais dura.<br>Ah! quando Dirceu pondera<br>Que o seu Glauceste suspira,<br>Perde, perde o sofrimento,<br>E qual enfermo delira!<br>Tenha embora brancas faces,<br>Meigos olhos, fios de ouro,<br>A tua Eulina não vale,<br>Não vale imenso tesouro.<br><br>O fuzil, que imita a cobra,<br>Também aos olhos é belo:<br>Mas quando alumeia,<br>Tu tremes de vê-lo.<br>Que importa se mostra cheia<br>De mil belezas a ingrata?<br>Não se julga formosura<br>A formosura, que mata.<br>Evita, Glauceste, evita<br>O teu estrago, e desdouro;<br>A tua Eulina não vale.<br>Não vale imenso tesouro.<br><br>A minha Marília quanto<br>À natureza não deve!<br>Tem divino rosto,<br>E tem mãos de neve.<br>Se e mostro na face o gosto,<br>Ri-se Marília contente;<br>Se canto, canta comigo,<br>E apenas triste me sente,<br>Limpa os olhos com as tranças<br>De fino cabelo louro.<br>A minha Marília vale,<br>Vale um imenso tesouro.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:26:48 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira XXI</title>
         <author>gisagasparotto</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075917951</link>
         <description><![CDATA[<div>Não sei, Marília, que tenho,<br>Depois que vi o teu rosto;<br>Pois quanto não é Marília,<br>Já não posso ver com gosto.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Noutra idade me alegrava,<br>Até quando conversava<br>Com o mais rude vaqueiro:<br><br>Hoje, ó Bela, me aborrece<br>Inda o trato lisonjeiro<br>Do mais discreto pastor<br>Que efeitos são os que sinto?<br>Serão efeitos de Amor?<br><br>Saio da minha cabana<br>Sem reparar no que faço:<br>Busco o sítio aonde moras,<br>Suspendo defronte o passo.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Fito os olhos na janela,<br>Aonde, Marília bela,<br>Tu chegas ao fim do dia;<br>Se alguém passa, e te saúda,<br>Bem que seja cortesia,<br>Se acende na face a cor.<br>Que efeitos são os que sinto?<br>Serão os efeitos de Amor?<br><br>Se estou, Marília, contigo,<br>Não tenho um leve cuidado;<br>Nem me lembra se são horas<br>De levar à fonte o gado.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Se vivo de ti distante,<br>Ao minuto, ao breve instante<br>Finge um dia o meu desgosto:<br>Jamais, Pastora, te vejo<br>Que em seu semblante composto<br>Não veja graça maior.<br>Que efeitos são os que sinto?<br>Serão os efeitos de Amor?<br><br>Ando já com o juízo,<br>Marília, tão perturbado,<br>Que no mesmo aberto sulco<br>Meto de novo o arado.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Aqui no centeio pego,<br>Noutra parte em vão o sego:<br>Se alguém comigo conversa,<br>Ou não respondo, ou respondo<br>Noutra coisa tão diversa,<br>Que nexo não tem menor.<br>Que efeitos são os que sinto?<br>Serão os efeitos de Amor?<br><br>Se geme o bufo agoureiro,<br>Só Marília me desvela,<br>Enche-se o peito de mágoa,<br>E não sei a causa dela.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Mal durmo, Marília, sonho<br>Que fero leão medonho<br>Te devora nos meus braços:<br>Gela-se o sangue nas veias,<br>E solto do sono os laços<br>À força da imensa dor.<br>Ah! que os efeitos, que sinto,<br><br>Só são efeitos de Amor.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:29:16 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Analise Estrutural Lira III</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075922557</link>
         <description><![CDATA[<div>A) Versos: 32 versos<br>B) Estrofes: 4 estrofes de 8 versos<br>C) Rima:<br>D)&nbsp;Métrica: 11 silabas poeticas</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:31:11 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira XXX</title>
         <author>gisagasparotto</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075923353</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Junto a uma clara fonte<br>A mãe de Amor s assentou,<br>Encostou na mão o rosto,<br>No leve sono pegou.<br><br>Cupido, que a viu de longe,<br>Contente ao lugar correu;<br>Cuidando que era Marília<br>Na face um beijo lhe deu.<br><br>Acorda Vênus irada:<br>Amor a conhece; e então<br>Da ousadia, que teve,<br>Assim lhe pede o perdão:<br><br>“Foi fácil, ó Mãe formosa,<br>“Foi fácil o engano meu;<br>“Que o semblante de Marília<br>“É todo o semblante teu.”</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:31:28 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Pintura</title>
         <author>manueladupas</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:31:38 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XXXI</title>
         <author>gisagasparotto</author>
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         <description><![CDATA[<div>Minha Marília,<br>Se tens beleza,<br>Da Natureza<br>É um favor.<br><br>Mas se aos vindouros<br>Teu nome passa,<br>É só por graça<br>Do Deus de amor,<br>Que tanto inflama<br>A mente, o peito<br>Do teu Pastor.<br><br>Em vão se viram<br>Perlas mimosas,<br>Jasmins, e rosas<br>No rosto teu.<br><br>Em vão terias<br>Essas estrelas,<br>E as tranças belas,<br>Que o Céu te deu;<br>Se em doce versos<br>Não as cantasse<br>O bom Dirceu.<br><br>O voraz tempo<br>Ligeiro corre:<br>Com ele morre<br>A perfeição.<br><br>Essa, que o Egito<br>Sábia modera,<br>De Marco impera<br>No coração;<br>Mas já Otávio<br>Não sente a força<br>Do seu grilhão.<br><br>Ah! vem, ó Bela,<br>E o teu querido,<br>Ao Deus Cupido<br>Louvores dar;<br>Pois faz que todos<br>Com igual sorte<br>Do tempo, e morte<br>Possam zombar:<br>Tu por formosa,<br>E ele, Marília,<br>Por te cantar.<br><br>Mas ai! Marília,<br>Que de um amante,<br>Por mais que cante,<br>Glória não vem!<br>Amor se pinta<br>Menino, e cego:<br>No doce emprego<br>Do caro bem<br>Não vê defeitos,<br>E aumenta quantas<br>Belezas tem.<br><br>Nenhum dos Vates,<br>Em teu conceito,<br>Nutriu no peito<br>Néscia paixão?<br>Todas aquelas,<br>Que vês cantadas,<br>Foram dotadas<br>De perfeição?<br>Foram queridas;<br>Porém formosas<br>Talvez que não.<br><br>Porém que importa<br>Não valha nada<br>Seres cantada<br>Do teu Dirceu?<br>Tu tens, Marília,<br>Cantor celeste;<br>O meu Glauceste<br>A voz ergueu;<br>Irá teu nome<br>Aos fins da terra,<br>E ao mesmo Céu.<br><br>Quando nas asas<br>Do leve vento<br>Ao firmamento<br>Teu nome for:<br>Mostrando Jove<br>Graça extremosa,<br>Mudando a Esposa<br>De inveja a cor;<br>De todos há de,<br>Voltando o rosto,<br>Sorrir-se Amor.<br><br>Ah! não se manche<br>Teu brando peito<br>Do vil defeito<br>Da ingratidão:<br>Os versos beija,<br>Gentil Pastora,<br>A pena adora,<br>Respeita a mão,<br>A mão discreta,<br>Que te segura<br>A duração.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:32:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Dialogo entre o poema e a pintura</title>
         <author>manueladupas</author>
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         <description><![CDATA[<div>O dialogo deles é que a pintura demostra que o homem precisa da mulher.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:35:50 UTC</pubDate>
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         <title>Lira II</title>
         <author>gisagasparotto</author>
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         <description><![CDATA[<div>Esprema a vil calúnia muito embora<br>Enter as mãos denegridas, e insolentes,<br>Os venenos das plantas,<br>E das bravas serpentes.<br><br>Chovam raios e raios, no meu rosto<br>Não hás de ver, Marília, o medo escrito:<br>O medo perturbador,<br>Que infunde o vil delito.<br><br>Podem muito, conheço, podem muito,<br>As fúrias infernais, que Pluto move;<br>Mas pode mais que todas<br>Um dedo só de Jove.<br><br>Este Deus converteu em flor mimosa,<br>A quem seu nome dera, a Narciso;<br>Fez de muitos os Astros,<br>Qu’inda no Céu diviso.<br><br>Ele pode livrar-me das injúrias<br>Do néscio, do atrevido ingrato povo;<br>Em nova flor mudar-me,<br>Mudar-me em Astro novo.<br><br>Porém se os justos Céus, por fins ocultos,<br>Em tão tirano mal me não socorrem;<br>Verás então, que os sábios,<br>Bem como vivem, morrem.<br><br>Eu tenho um coração maior que o mundo!<br>Tu, formosa Marília, bem o sabes:<br>Um coração..., e basta,<br>Onde tu mesma cabes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:36:27 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira III</title>
         <author>gisagasparotto</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075935847</link>
         <description><![CDATA[<div>Sucede, Marília bela,<br>À medonha noite o dia;<br>A estação chuvosa e fria<br>À quente seca estação.<br>Muda-se a sorte dos tempos;<br>Só a minha sorte não?<br><br>Os troncos nas Primaveras<br>Brotam em flores viçosos,<br>Nos Invernos escabrosos<br>Largam as folhas no chão.<br><br>Muda-se a sorte dos troncos;<br>Só a minha sorte não?<br>Aos brutos, Marília, cortam<br>Armadas redes os passos,<br>Rompem depois os seus laços,<br>Fogem da dura prisão.<br><br>Muda-se a sorte dos brutos;<br>Só a minha sorte não?<br>Nenhum dos homens conserva<br>Alegre sempre o seu rosto;<br>Depois das penas vem gosto,<br>Depois de gosto aflição.<br><br>Muda-se a sorte dos homens;<br>Só a minha sorte não?<br>Aos altos Deuses moveram<br>Soberbos Gigantes guerra;<br>No mais tempos o Céu, e a Terra<br>Lhes tributa adoração.<br><br>Muda-se a sorte dos Deuses;<br>Só a minha sorte não?<br>Há de, Marília, mudar-se<br>Do destino a inclemência;<br>Tenho por mim a inocência,<br>Tenho por mim a razão.<br><br>Muda-se a sorte de tudo;<br>Só a minha sorte não?<br>O tempo, ó Bela, que gasta<br>Os troncos, pedras, e o cobre,<br>O véu rompe, com que encobre<br>À verdade a vil traição.<br><br>Muda-se a sorte de tudo;<br>Só a minha sorte não?<br>Qual eu sou, verá o mundo;<br>Mais me dará do que eu tinha,<br>Tornarei a ver-te minha;<br>Que feliz consolação!<br>Não há de tudo mudar-se;<br>Só a minha sorte não.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:36:46 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Analise conteudística Lira VI</title>
         <author>marinamonzillo</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075935904</link>
         <description><![CDATA[<div>Essa lira compara amor com o bosque, e a dor que o amor pode causar com ataques de animais. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:36:47 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>analise da lira XVII</title>
         <author>gustavoquingostas</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075936778</link>
         <description><![CDATA[<div>40 versos 12 estrofes<br>Rimas: 1, 4, 7 , 9 verso<br>metrica 1 a 7</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-03-03 14:37:10 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>analise da lira XVIII</title>
         <author>gustavoquingostas</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075938358</link>
         <description><![CDATA[<div>36 versos<br>5 estrofes<br>rimas 3 5 7 9 verso<br>metrica 2 a 6</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:37:53 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>analise da lira XIV</title>
         <author>gustavoquingostas</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075939447</link>
         <description><![CDATA[<div>34 versos<br>7 estrofes<br>metrica 2 a 3</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:38:20 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira XXVI</title>
         <author>gisagasparotto</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075947866</link>
         <description><![CDATA[<div>Aquele, a quem fez cego a [natureza,<br>C’o bordão palpa, e aos que vêm [pergunta;<br>Ainda se despenha muitas vezes,<br>E dois remédios junta!<br><br>De ser cega a Fortuna eu não me [queixo;<br>Sim me queixo de que má cega [seja:<br>Cega, que nem pergunta, nem [apalpa,<br>É porque errar deseja.<br><br>A quem não tem virtudes, nem [talentos,<br>Ela, Marília, faz de um Cetro dono:<br>Cria num pobre berço uma alma [digna<br>De se sentar num Trono.<br><br>A quem gastar não sabe, nem se [anima,<br>Entrega as grossas chaves de um [tesouro;<br>E lança na miséria a quem conhece<br>Para que serve o ouro.<br><br>A quem fere, a quem rouba, a [infame deixa<br>Que atrás do vício em liberdade [corra;<br>Eu amo as leis do Império, ela me [oprime<br>Nesta vil masmorra.<br><br>Mas ah! minha Marília, que esta [queixa<br>Co’a sólida razão se não coaduna;<br>Como me queixo da Fortuna tanto,<br>Se sei não há Fortuna?<br><br>Os Fados, os Destinos, essa [Deusa,<br>Que os Sábios fingem, que uma [roda move,<br>É só a couta mão da Providência,<br>A sábia mão de Jove.<br><br>Não é que somos cegos, que não [vemos<br>A que fins nos conduz por estes [modos;<br>Por torcidas estradas, ruins [veredas<br>Caminha ao bem de todos.<br><br>Alegre-se o perverso com as ditas;<br>C’o seu merecimento o virtuoso;<br>Parecer desgraçado, ó minha Bela,<br>É muito mais honroso.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:41:53 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Análise conteudista </title>
         <author>mariaantonia15</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075951571</link>
         <description><![CDATA[<div>É realista pois menciona cidades brasileiras. Vemos uma brusca mudança de assunto, pois deixa de falar de amor, para pedir que as pessoas se unam a conjuração. Neste poema vemos que seu romance com Marília já teria acabado. É possível ver menção a deuses antiga, assim entrando em contato com a mãe Terra e seus elementos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:43:33 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Análise conteudística- Lira XXXIV</title>
         <author>manueladupas</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075953252</link>
         <description><![CDATA[<div>Esta lira quer dizer que as pinturas são importantes para nós.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:44:11 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Análise conteudística Lira III</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075953987</link>
         <description><![CDATA[<div>Esse poema se refere ao amor, e quando pesquisei descobri que para retratar o amor usa deuses da mitologia para retratar um exemplo disso ́é quando ele se refere ao Grande Jove, onde retrata Zeus que durante a mitologia possui varias historias onde usa disfarces para conquistar o amor, tambem quanto ele fala Venus estaria falando da deusa do amor, e quando se referre ao deus da guerra, que foi preso por nao ter vivido o amor, assim ele retrata que o amor é'igual para todos</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:44:29 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Analise conteudística Lira VII</title>
         <author>marinamonzillo</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075956412</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:45:30 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira XXXIII</title>
         <author>gisagasparotto</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075957378</link>
         <description><![CDATA[<div>Morri, ó minha Bela:<br>Não foi a Parca impia,<br>Que na tremenda roca,<br>Sem Ter descanso, fia;<br>{Não foi, digo, não foi a Morte feia<br>Quem o ferro moveu, e abriu no peito<br>{A palpitante veia.<br><br>Eu, Marília, respiro;<br>Mas o mal, que suporto,<br>É tão tirano, e forte,<br>Que já me dou por morto:<br>{A insolente calúnia depravada<br>Ergueu-se contra mim, vibrou da língua<br>{A venenosa espada.<br><br>Inda, ó Bela, não vejo<br>Cadafalso enlutado,<br>Braço de ferro armado;<br>{Mas vivo neste mundo, ó sorte impia,<br>{E dele só me mostra a estreita fresta<br>{O quando é noite, ou dia.<br><br>Olhos baços, e sumidos,<br>Macilento, e descarnado,<br>Barba crescida, e hirsuta,<br>Cabelo desgrenhado;<br>{Ah! que imagem tão digna de piedade!<br>Mas é, minha Marília, como vive<br>Um réu de Majestade.<br><br>Venha o processo, venha;<br>Na inocência me fundo:<br>Mas não morreram outros,<br>Que davam honra ao mundo!<br>{O tormento, minha alma, não recuses:<br>A quem sábio cumpriu as leis<br>sagradas<br>{Servem de sólio as cruzes.<br><br>Tu, Marília, se ouvires,<br>Que ante o teu rosto aflito<br>O meu nome se ultraja<br>C’o suposto delito,<br>{Dize severa assim em meu abono:<br>“Não toma as armas contra um Cetro justo<br>“Alma digna de um trono.”</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:45:56 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira XXXIV</title>
         <author>gisagasparotto</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075958117</link>
         <description><![CDATA[<div>Vou-me, ó Bela, deitar na dura cama,<br>De que nem sequer sou o pobre dono:<br>Estende sobre mim Morfeu as asas,<br>{E vem ligeiro o sono.<br><br>Os sonhos, que rodeiam a tarimba,<br>Mil coisas vão pintar na minha idéia;<br>Não pintam cadafalsos, não, não pintam<br>Nenhuma imagem feia.<br><br>Pintam que estou bordando um teu vestido;<br>Que um menino com asas, cego, e louro,<br>Me enfia nas agulhas o delgado,<br>O brando fio de ouro.<br><br>Pintam que entrando vou na grande Igreja;<br>Pintam que as mãos nos damos, e aqui vejo<br>Subir-te à branca face a cor mimosa,<br>A viva cor do pejo.<br><br>Pintam que nos conduz dourada sege<br>À nossa habitação; que mil Amores<br>Desfolham sobre o leito as moles folhas<br>Das mais cheirosas flores.<br><br>Pintam que desta terra nos partimos;<br>Que os amigos saudosos, e suspensos<br>Apertam nos inchados, roxos olhos<br>{Os já molhados lenços.<br><br>Pintam que os mares sulco da Bahia;<br>Onde passei a flor da minha idade;<br>Que descubro as palmeiras, e eme dois bairros<br>{Partidas a grã Cidade.<br><br>Pintam leve escaler, e que na prancha<br>O braço já te of’reço reverente;<br>Que te aponta c’o dedo, mal te avista,<br>{Amontoada gente.<br><br>Aqui, alerta, grita o mau soldado;<br>E o outro, alerta estou, lhe diz gritando:<br>Acordo com a bulha, então conheço,<br>Que estava aqui sonhando.<br><br>Se o meu crime não fosse só de amores,<br>A ver-me delinqüente, réu de morte,<br>Não sonhara, Marília, só contigo,<br>Sonhara de outra sorte.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:46:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira XXXV</title>
         <author>gisagasparotto</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2075959206</link>
         <description><![CDATA[<div>Se lá te chegarem<br>Aos ternos ouvidos<br>Uns tristes gemidos,<br>Repara, Marília,<br>Verás, que são meus.<br><br>{Ah! dá-lhes abrigo,<br>Marília, nos peitos;<br>Aqui os conserva<br>Em laços estreitos,<br>Unidos aos teus.<br><br>O vento ligeiro,<br>De ouvi-los movido,<br>Os pede a Cupido,<br>Que a todos apanha,<br>E lá tos vai pôr.<br><br>{Ah! não os desprezes,<br>Porque se conspira<br>O Céu em meu dano,<br>E a glória me tira<br>De honrado Pastor.<br><br>Têm suspiros<br>Motivo dobrado;<br>Perdi o meu gado;<br>Perdi, que mais vale,<br>O bem de te ver.<br>{Se os não receberes,<br><br>Amante por ora,<br>Por serem de um triste,<br>Os deves, Pastora,<br>Por honra acolher.<br><br>Virá, minha Bela,<br>Virá uma idade,<br>Que, vista a verdade,<br>Gostosa me entregues<br>O teu coração.<br><br>{Os crimes desonram,<br>Se são existentes;<br>Os ferros, que oprimem<br>As mãos inocentes,<br>Infames não são.<br><br>Chegando este dia,<br>Os braços daremos:<br>Então mandaremos<br>De gosto, e ternura<br>Suspiros aos Céus.<br><br>{Pôr-me-ão no sepulcro<br>A honrosa inscrição:<br>“Se teve delito,<br>“Só foi a paixão,<br>“Que a todos faz réus.”</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:46:40 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Pintor: Sandro Botticelli<br>Nome do quadro: Nascimento de vênus<br>Ano:1484-1485</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:47:15 UTC</pubDate>
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         <title>Dialogo entre pintura e texto</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Eu escolhi essa pintura pois ela retrata Vênus, que é a deusa do&nbsp;amor se relacionando com o texto onde fala sobre o amor entre os deuses e sobre ela a deusa do amor.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:48:57 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura </title>
         <author>manueladupas</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:49:39 UTC</pubDate>
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         <title>Lira V</title>
         <author>marianahaddad4</author>
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         <description><![CDATA[<div>Eu não sou, minha Nise, pegureiro,<br>que viva de guardar alheio gado;<br>nem sou pastor grosseiro,<br>dos frios gelos e do sol queimado,<br>que veste as pardas lãs do seu [cordeiro.<br>Graças, ó Nise bela,<br>graças à minha estrela!<br><br>A Cresso não igualo no tesouro;<br>mas deu-me a sorte com que [honrado viva.<br>Não cinjo coroa d’ouro;<br>mas povos mando, e na testa altiva<br>verdeja a coroa do sagrado louro.<br>Graças, ó Nise bela,<br>graças à minha estrela!<br><br>Maldito seja aquele, que só trata<br>de contar, escondido, a vil riqueza,<br>que, cego, se arrebata<br>em buscar nos avós a vã nobreza,<br>com que aos mais homens, seus [iguais, abata<br>Graças, ó Nise bela,<br>graças à minha estrela!<br><br>As fortunas, que em torno de mim [vejo,<br>por falsos bens, que enganam, não [reputo;<br>mas antes mais desejo:<br>não para me voltar soberbo em [bruto,<br>por ver-me grande, quando a mão [te beijo.<br>Graças, ó Nise bela,<br>graças à minha estrela!<br><br>Pela ninfa, que jaz vertida em [louro,<br>o grande deus Apolo não delira?<br>Jove, mudado em touro<br>e já mudado em velha não suspira?<br>seguir aos deuses nunca foi [desdouro.<br>Graças, ó Nise bela,<br>graças à minha estrela!<br><br>Pertendam Anibais honrar a [História,<br>e cinjam com a mão, de sangue [cheia,<br>os louros da vitória;<br>eu revolvo os teus dons na minha [idéia:<br>só dons que vêm do céu são [minha glória.<br>Graças, ó Nise bela,<br>graças à minha estrela!</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 14:57:22 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Análise Estrutural</title>
         <author>juliaguimaro</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2076733536</link>
         <description><![CDATA[<div>Lira XXVI<br>a) 36 versos<br>b) 9 estrofes 4 versos cada <br>c) 2o e 4o versos <br>d) toda estrofe tem 1 rima com 2 versos</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 22:03:30 UTC</pubDate>
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         <title>Análise Conteudista</title>
         <author>juliaguimaro</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2076739533</link>
         <description><![CDATA[<div>Lira XXVI<br>Nessa lira o eu lirico ele faz uma critica as pessoas que tem uma boa fortuna, não apenas o dinheiro, mas uma vida boa, família,&nbsp; talentos, etc acabam não enxergando isso, e pessoas que tem pouco disso ou não tem no geral acabam valorizando mais as coisas e indo pelo bom caminho. o eu lirico também diz que se ele olha para uma pessoa e mostra que ela tem uma vida ruim, ele acha você mais honroso do que pessoas que tem uma vida boa e não há valorizam. Nessa lira também cita que Marília não tem virtude mais conseguiu criar uma pessoa num lugar nem tanto luxuoso mas que tem uma alma digna e pode ate se tornar rei.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 22:09:44 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura</title>
         <author>juliaguimaro</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2076747668</link>
         <description><![CDATA[<div>Lira XXVI<br>Título: O Berço<br>Pintor: Édouard Manet<br>Data: 1872</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 22:19:03 UTC</pubDate>
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         <title>Diálogo entre Poema e Pintura</title>
         <author>juliaguimaro</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2076748179</link>
         <description><![CDATA[<div>Lira XXVI<br>Eu escolhi essa pintura, pois no texto fala que Marília criou uma pessoa num berço pobre mas que teve a alma digna que poderia at́é ser um rei, e essa pintura me fez pensar em&nbsp; Marília criando o seu filho. Que pode até não ser rico em dinheiro mais é rico na alma.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 22:19:39 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XXVII</title>
         <author>juliaguimaro</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2076748816</link>
         <description><![CDATA[<div>A minha amada</div><div>É mais formosa,</div><div>Que branco lírio,</div><div>Dobrada rosa,</div><div>Que o cinamomo,</div><div>Quando matiza</div><div>Co’a folha a flor.</div><div>Vênus não chega</div><div>Ao meu Amor.</div><div><br></div><div>Vasta campina</div><div>De trigo cheia,</div><div>Quando na sesta</div><div>C’o vento ondeia,</div><div>Ao seu cabelo,</div><div>Quando flutua,</div><div>Não é igual.</div><div>Tem a cor negra,</div><div>Mas quanto val’!</div><div><br></div><div>Os astros, que andam</div><div>Na esfera pura,</div><div>Quando cintilam</div><div>Na noite escura,</div><div>Não são, humanos,</div><div>Tão lindos como</div><div>Seus olhos são;</div><div>Que ao Sol excedem</div><div>Na luz, que dão.</div><div><br></div><div>Às brancas faces,</div><div>Ah! não se atreve</div><div>Jasmim de Itália,</div><div>Nem inda a neve,</div><div>Quando a desata</div><div>O Sol brilhante</div><div>Com seu calor.</div><div>São neve, e causam</div><div>No peito ardor.</div><div><br></div><div>Na breve boca</div><div>Vejo enlaçadas</div><div>As finas per’las</div><div>Com as granadas;</div><div>A par dos beiços</div><div>Rubins da Índia</div><div>Têm preço vil.</div><div>Neles se agarram</div><div>Amores mil.</div><div><br></div><div>Se não lhe desse,</div><div>Compadecido,</div><div>Tanto socorro</div><div>O Deus Cupido;</div><div>Se não vivera</div><div>No peito seu;</div><div>Já morto estava</div><div>O bom Dirceu.</div><div><br></div><div>Vê quanto pode</div><div>Teu belo rosto;</div><div>E de gozá-lo</div><div>O vivo gosto!</div><div>Que, submergido</div><div>Em um tormento</div><div>Quase infernal,</div><div>Porqu’inda espero,</div><div>Resisto ao mal.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 22:20:24 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Análise Estrutural </title>
         <author>juliaguimaro</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2076749718</link>
         <description><![CDATA[<div>Lira XXVII<br>a) 62 versos</div><div>b) 7 estrofes, 1 com 8 versos e 6 com 9 versos</div><div>c) 2o com 4o</div><div>7o com 9o/8o</div><div>d) todas estrofes tem 2 rimas cada, com 2 estrofes</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 22:21:04 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Análise Conteudista</title>
         <author>juliaguimaro</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2076750970</link>
         <description><![CDATA[<div>Lira XXVII<br>Nessa Lira o eu lírico faz elogios a Marília de Dirceu, sendo com cores vivas ou sensuais, e faz com que sua aparência seja destacada, com essas comparaç̃ões Marília se caracteriza como a mais bonita, cabelo moreno, com o rosto incomparável, e com os olhos bonitos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 22:22:28 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Pintura</title>
         <author>juliaguimaro</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2076765871</link>
         <description><![CDATA[<div>Lira XXVII<br>T́́ítulo:&nbsp;<em>Camille Monet on a Garden Bench<br>Pintor: Claude Monet&nbsp;<br>Data: 1873 </em></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 22:40:55 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Diálogo entre Poema e Pintura</title>
         <author>juliaguimaro</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2076776145</link>
         <description><![CDATA[<div>Lira XXVII<br>Escolhi esse quadro, pois na lira o eu lírico está elogiando Marília, o que parece que o homem da pintura faz com a mulher, observando-a e elogiando, na lira diz que ela é morena como a moça da pintura e compara ela com as cores vivas, como está sendo representada essa pintura, com cores vivas, o eu lirico fala também&nbsp; que ela não é comparável com outras mulheres e pelo jeito de como o homem está sendo representado ele parecer achar a moça muito bonita e sem comparaç̃ão as outras.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 22:53:59 UTC</pubDate>
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         <title>Análise estrutural Lira XIX</title>
         <author>diegomarconi</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2076780391</link>
         <description><![CDATA[<div>a)Versos: 42<br>b)Estrofes: 6<br>c)Rimas: No meu olhar, consegui achar elas na primeira estrofe, na terceira estrofe e na quarta estrofe.<br>d)Métrica: Percebi que nos versos 1, 2, 3 e 6 possuem 10 sílabas métricas, outro detalhe é que nos versos 4, 5 e 7 possuem apenas 6 sílabas métricas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 22:59:25 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Análise conteudística Lira XIX</title>
         <author>diegomarconi</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2076780652</link>
         <description><![CDATA[<div>A análise de conteúdo nos diz que o eu lírico preso e triste diz à amada que encontra forças contra a dor em seu amor ainda por ela e na visões de observar sua figura.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 22:59:44 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura Lira XIX</title>
         <author>diegomarconi</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2076780987</link>
         <description><![CDATA[<div>Nome da obra-O Passeio<br>Artista-Pierre-Auguste Renoir<br>Data-1870</div>]]></description>
         <enclosure url="https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Passeio" />
         <pubDate>2022-03-03 23:00:10 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Dialogo entre Lira e Pintura Lira XIX</title>
         <author>diegomarconi</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2076781135</link>
         <description><![CDATA[<div>Eu escolhi essa pintura, porque o quadro mostra um jovem casal a passear fora da cidade, por um caminho num bosque, faz parte dos raros e nos diz que é uma pequena lembrança de Marilia para o seu amor que está agora preso.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 23:00:22 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Analise Conteudística </title>
         <author>catarinamarques4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2078762204</link>
         <description><![CDATA[<div>Nesta lira esta sendo descrito seu amor por Marília, e descrevendo suas características físicas, aos olhos de alguém apaixonado. Nesta lira ele também compara Marília com iguarias e itens de luxo (para época) como o açúcar e o ouro.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-05 00:25:13 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura </title>
         <author>catarinamarques4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2078764989</link>
         <description><![CDATA[<div>Pintor: Frederic Leighton <br>Nome da Obra:&nbsp;Sol Ardente de Junho <br>Ano: 1895</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-05 00:30:13 UTC</pubDate>
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         <title>Dialogo entre Lira e Pintura </title>
         <author>catarinamarques4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2078770981</link>
         <description><![CDATA[<div>Eu escolhi essa obra pois o autor dela transformou algo que deixa o ser tao frágil e exposto (o ato de dormir) onde a pessoa não tem chance de mostrar seu melhor lado, nem se ajeitar, e apenas como ela e, e ao meu ver o pintor também estava apaixonado pela mulher da pintura pois apenas ressaltou suas qualidades assim como o Tomas Antonio Gonzaga falando de Marília de Dirceu. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-05 00:41:21 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Lira XII  </title>
         <author>catarinamarques4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2078771526</link>
         <description><![CDATA[<div>Topei um dia<br>&nbsp;Ao Deus vendado,&nbsp;<br>Que descuidado&nbsp;<br>Não tinha as setas&nbsp;<br>Na impia mão.&nbsp;<br>Mal o conheço,&nbsp;<br>Me sobe logo&nbsp;<br>Ao rosto o fogo,<br>&nbsp;Que a raiva acende&nbsp;<br>No coração.&nbsp;<br><br>“Morre, tirano;&nbsp;<br>Morre, inimigo.”&nbsp;<br>Mal isto digo,&nbsp;<br>Raivoso o aperto&nbsp;<br>Nos braços meus.<br>&nbsp;Tanto que o moço&nbsp;<br>Sente apertar-se,&nbsp;<br>Para salvar-se&nbsp;<br>Também me aperta&nbsp;<br>Nos braços seus.&nbsp;<br><br>O leve corpo&nbsp;<br>Ao ar levanto;&nbsp;<br>Ah! e com quanto<br>&nbsp;Impulso o trago<br>&nbsp;Do ar ao chão!&nbsp;<br>Pôde suster-se&nbsp;<br>A vez primeira;&nbsp;<br>Mas à terceira&nbsp;<br>Nos pés, que alarga,<br>&nbsp;Se firma em vão.<br><br>&nbsp;Mal o derrubo,&nbsp;<br>Ferro aguçado&nbsp;<br>No já cansado&nbsp;<br>Peito, que arqueja,<br>&nbsp;Mil golpes deu.&nbsp;<br>Suou seu rosto;<br>&nbsp;Tremeu gemendo;&nbsp;<br>E a cor perdendo,<br>&nbsp;Bateu as asas;&nbsp;<br>Enfim morreu.&nbsp;<br><br>Qual bravo Alcides,&nbsp;<br>Que a hirsuta pele&nbsp;<br>Vestiu daquele&nbsp;<br>Grenhoso bruto,&nbsp;<br>A quem matou;&nbsp;<br>Para que prove<br>&nbsp;A empresa honrada,<br>&nbsp;Co’a mão manchada<br>&nbsp;Recolho as setas,&nbsp;<br>Que me deixou.&nbsp;<br><br>Ouviu Marília<br>&nbsp;Que Amor gritava;<br>&nbsp;E como estava&nbsp;<br>Vizinha ao sítio&nbsp;<br>Valer-lhe vem.&nbsp;<br>Mas quando chega<br>&nbsp;Topei um dia<br>&nbsp;Ao Deus vendado,&nbsp;<br>Que descuidado&nbsp;<br>Não tinha as setas&nbsp;<br>Na impia mão. &nbsp;<br><br>Mal o conheço,<br>&nbsp;Me sobe logo<br>&nbsp;Ao rosto o fogo,<br>&nbsp;Que a raiva acende&nbsp;<br>No coração.&nbsp;<br>“Morre, tirano;<br>&nbsp;Morre, inimigo.”<br>&nbsp;Mal isto digo,&nbsp;<br>Raivoso o aperto<br>&nbsp;Nos braços meus.<br><br>&nbsp;Tanto que o moço&nbsp;<br>Sente apertar-se,&nbsp;<br>Para salvar-se<br>&nbsp;Também me aperta<br>&nbsp;Nos braços seus.<br>&nbsp;O leve corpo<br>&nbsp;Ao ar levanto;<br>&nbsp;Ah! e com quanto&nbsp;<br>Impulso o trago<br>&nbsp;Do ar ao chão!&nbsp;<br><br>Pôde suster-se<br>&nbsp;A vez primeira;&nbsp;<br>Mas à terceira&nbsp;<br>Nos pés, que alarga,<br>&nbsp;Se firma em vão.<br>&nbsp;Mal o derrubo,<br>&nbsp;Ferro aguçado<br>&nbsp;No já cansado Peito,<br>&nbsp;que arqueja,&nbsp;<br>Mil golpes deu.<br><br>Suou seu rosto;&nbsp;<br>Tremeu gemendo;<br>&nbsp;E a cor perdendo,&nbsp;<br>Bateu as asas;<br>&nbsp;Enfim morreu.<br>&nbsp;Qual bravo Alcides,<br>&nbsp;Que a hirsuta pele&nbsp;<br>Vestiu daquele&nbsp;<br>Grenhoso bruto,&nbsp;<br>A quem matou;&nbsp;<br><br>&nbsp;Para que prove&nbsp;<br>A empresa honrada,&nbsp;<br>Co’a mão manchada&nbsp;<br>Recolho as setas,&nbsp;<br>Que me deixou.<br>&nbsp;Ouviu Marília&nbsp;<br>Que Amor gritava;<br>&nbsp;E como estava&nbsp;<br>Vizinha ao sítio<br>&nbsp;Valer-lhe vem.<br><br>&nbsp;Chega-se a ele<br>Comparecida;&nbsp;<br>Lava a ferida&nbsp;<br>C’o prato amargo,<br>&nbsp;Que derramou.<br>&nbsp;Então o monstro<br>&nbsp;Dando um suspiro,<br>&nbsp;Fazendo um giro&nbsp;<br>Co’a baça vista,&nbsp;<br>Ressuscitou.<br>&nbsp;<br>Respira a Deusa;&nbsp;<br>E vem o gosto<br>&nbsp;Fazer no rosto<br>&nbsp;O mesmo efeito,<br>&nbsp;Que fez a dor.<br>&nbsp;Que louca idéa&nbsp;<br>Foi, a que tive!&nbsp;<br>Enquanto vive<br>&nbsp;Marília bela,<br>&nbsp;Não morre Amor.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-05 00:42:03 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Analise Estrutural </title>
         <author>catarinamarques4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2078781953</link>
         <description><![CDATA[<div>a) 131 versos&nbsp;<br>b) são 13 estrofes, sendo 12 delas com 10 versos e 1 com 11.&nbsp;<br>c) as rimas estão localizadas nos versos 2 e 3, 4 e 6, 7 e 8.&nbsp;<br>d) nos versos (1,3,4,6,7,8,9) a métrica e 5 e nos versos (2,5,10) a métrica e 2 </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-05 01:01:57 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Analise Conteudista </title>
         <author>catarinamarques4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2078801847</link>
         <description><![CDATA[<div>Nesta Lira o Tomas Antonio de Gonzaga fala da parte bonita e da feia do amor, ela fala da dor que sente por Marília, de quando ela esta longe e de quando estão brigados, mas ele também fala de como ele precisa sentir seu suspiro, mostrando como os dois extremos caminham lado a lado, e ele esta constantemente tentando encontrar o equilíbrio. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-05 01:38:23 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura </title>
         <author>catarinamarques4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2078801919</link>
         <description><![CDATA[<div>Pintor: Graciela Diaz Zaid<br>Nome da Obra: Equilíbrio&nbsp;<br>Ano: 2003&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-05 01:38:32 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Dialogo entre Lira e Pintura </title>
         <author>catarinamarques4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2078802814</link>
         <description><![CDATA[<div>Eu escolhi esta obra pois nela esta representando o yin-yang que fala sobre o equilíbrio, e ao meu ver nesta lira o Tomas Antonio Gonzaga esta constantemente atras de equilíbrio, tentando equilibrar o amor e o ódio que sente por Marília de Dirceu. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-05 01:39:38 UTC</pubDate>
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         <title>Analise estrutural</title>
         <author>giovanaohl</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2080288295</link>
         <description><![CDATA[<div>Versos: 36<br>estrofe: 9<br>rimas: 2o ao 5o versos, 6o ao 9o versos</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-06 21:52:09 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>análise conteudista</title>
         <author>giovanaohl</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2080291386</link>
         <description><![CDATA[<div>O personagem vive uma vida simples, apegado as coisas da natureza.<br>Sonha com grandes ilusões, ao mesmo tempo pensa no amor com sua amada Marília, e sonha ter grandes expectativas no seu futuro, sem deixar de viver sua vida simples</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-06 21:57:59 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Analise estrutural</title>
         <author>giovanaohl</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2080292320</link>
         <description><![CDATA[<div>versos: 36<br>estrofes: 6<br>métrica: 1o ao 4o verso, 5o ao 6o verso</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-06 21:59:53 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Pintura</title>
         <author>giovanaohl</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2080302062</link>
         <description><![CDATA[<div>Nome da arte: campos de papoula em Argenteuil<br>Pintor:&nbsp;Claude Monet<br>Data: 1875<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-06 22:17:56 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Diálogo entre lira e pintura</title>
         <author>giovanaohl</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2080302411</link>
         <description><![CDATA[<div>Na lira, ela acaba citando sobre o amor da natureza, e amor pela Marília, e eu acabei achando uma obra de arte, que representa a natureza, que parece estar bem cuidada, com 2 pessoas no fundo representando o amor.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-06 22:18:45 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Analise conteudista</title>
         <author>giovanaohl</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2080305591</link>
         <description><![CDATA[<div>Nesse trecho o personagem padece de sofrimentos mentais por pensamentos cansados e coisas que o afligem.<br>Sente fúrias internas por causa de saudades de Marília, só pretende&nbsp;voltar aos braços da amada.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-06 22:25:46 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Pintura</title>
         <author>giovanaohl</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2080306626</link>
         <description><![CDATA[<div>obra de arte: Mulher Adormecida com Persianas<br>Pintor: Pablo Picasso<br>Data: 1986</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-06 22:27:37 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Diálogo entre lira e pintura</title>
         <author>giovanaohl</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2080306833</link>
         <description><![CDATA[<div>J́á nessa lira, ela cita sobre nervosismo, saudades,&nbsp;sofrimentos mentais, entre outras coisas, e acabei achando essa obra de arte representando uma moça pra baixo, triste, parece que com saudades, e com problemas particulares. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-06 22:28:05 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Análise conteudística</title>
         <author>mariaantonia15</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2080411722</link>
         <description><![CDATA[<div>O autor a escreve após o exílio, e retrata um momento de desapego com a vida, de busca por uma motivação.&nbsp; Esta lira faz alusão a vários contos e mitos da história, tem uma linguagem estereotipada da mitologia, do retrato da mulher ideal que, no fundo, são decorrências do imperativo da razão e da lógica. Toda a lira retrata momentos de traição, desencontros, e de muita decepção, por fim o amor vence e ele se arrende ao perdão dado a sua amada, ou pelo menos o prometido perdão.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-07 00:35:28 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Análise estrutural</title>
         <author>mariaantonia15</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2082641121</link>
         <description><![CDATA[<div>15 estrofes com 7 versos cada.<br>Os finais dos versos rimam intercaladamente.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-07 22:24:47 UTC</pubDate>
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         <title>Obra de arte</title>
         <author>mariaantonia15</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2082649884</link>
         <description><![CDATA[<div>Escultura da Deusa Grega Atena</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-07 22:34:44 UTC</pubDate>
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         <title>Dialogo entre poema e obra de arte</title>
         <author>mariaantonia15</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2082651441</link>
         <description><![CDATA[<div>Ao ler o poema do começo ao fim, a presença de Atena é muito bem sentida. Atena é a deusa grega da sabedoria, das artes, da inteligência, da guerra e da justiça. ́´Eu vejo aquela Deusa, Astréia pelos sábios nomeada; Balança numa mão, na outra espada.́´ Esta seria a passagem em que se é fortemente percebida a influência da Deusa, que prossegue até o final do texto.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-07 22:36:28 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Análise estrutural</title>
         <author>mariaantonia15</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2082658540</link>
         <description><![CDATA[<div>34 estrofes com 5 versos cada uma.<br>Os segundos e quintos versos rimam um com o outro, enquanto o terceiro e quarto rimam entre si.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-07 22:44:08 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Pintura</title>
         <author>mariaantonia15</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2082666423</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-03-07 22:52:20 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Diálogo entre poema e pintura</title>
         <author>mariaantonia15</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2082671814</link>
         <description><![CDATA[<div>Toda a lira retrata momentos de traição, desencontros, e de muita decepção, por fim o amor vence e ele se arrende ao perdão dado a sua amada, ou pelo menos o prometido perdão. E todos esses acontecimentos são o que acontece na história de amor entre Eros (o Cupido) e sua amada Psique.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-07 22:58:25 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Lira V: Análise estrutural</title>
         <author>marianahaddad4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2082947168</link>
         <description><![CDATA[<div>6 estrofes de 7 versos (total de 42 versos)<br>- O 1°, 3° e 5° verso rimam entre si, enquanto o 2° e 4° rimam um com o outro.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 01:56:41 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Lira V: Análise conteudística</title>
         <author>marianahaddad4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2082947940</link>
         <description><![CDATA[<div>Continua tendo essa idolatrização da natureza, essas descrições de climas e paisagens. Nessa lira há diversas referências à mitologia grega. Nise, com quem fala, pode ser a Nice, deusa grega da vitória. Dirceu parece se comparar com outros, como com Cresso o rei da Lídia de 590 a.C. "A Cresso não igualo no tesouro;"</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 01:57:05 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Lira V: Pintura</title>
         <author>marianahaddad4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2082948122</link>
         <description><![CDATA[<div>Apolo e Urânia em detalhe da obra do pintor francês Charles Meynier&nbsp;. </div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1588647193/9089dde8474c4fd97e90ae9fc885369a/apolo_deus_do_sol_mitologias_grega_romana_og.jpg" />
         <pubDate>2022-03-08 01:57:12 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Lira V: Dialogo entre o poema e a pintura</title>
         <author>marianahaddad4</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2082950806</link>
         <description><![CDATA[<div>A pintura dialoga com o poema de forma que retrata a mitologia grega, mais especificamente Apolo que é o deus do Sol, da música, das artes, da beleza... e que é mencionado nessa lira de&nbsp;Dirceu. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 01:58:39 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Analise estrutural (Lira VII)</title>
         <author>carolinemello</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083198826</link>
         <description><![CDATA[<div>a) Versos: 48</div><div>b) Estrofes: 8</div><div>c) Rima: as rimas estão nos versos 2, 4, 6 e 7.</div><div>d) Métrica: os versos tem 4 sílabas poéticas</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 04:23:45 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Analise  Conteudística (Lira VII)</title>
         <author>carolinemello</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083215504</link>
         <description><![CDATA[<div>Esta é uma obra que fala sobre a tragédia de Marília para a morte. É possível perceber que neste mesmo texto é feito uma comparação constante da mulher (Marília) aos astros. Dizendo que é feito uma grande procura pelos céus por características semelhantes a de Marília, mas ao longo do texto o eu lŕico percebe que não há como achar essa beleza novamente. Não importa o quanto á queira de volta, isso nunca seria possível até que se encontrem no céu novamente.&nbsp;</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 04:35:34 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Pintura (Lira VII)</title>
         <author>carolinemello</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083219258</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 04:38:05 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Diálogo entre a pintura e o poema (Lira VII)</title>
         <author>carolinemello</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083227799</link>
         <description><![CDATA[<div>O poema e a pintura dialogam, pois é sobre alguém que está a procura de uma beleza já conhecida e que é extremamente marcante. Mas infelizmente não é possível encontrar nem mesmo no vasto espaço e até mesmo as estrelas mais brilhantes nunca irão se comprar àquilo que um dia já esteve ao seu lado.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 04:43:42 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Analise estrutural (Lira VIII)</title>
         <author>carolinemello</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083240467</link>
         <description><![CDATA[<div>a) Versos: 53</div><div>b) Estrofes: 6</div><div>c) Rima: as rimas estão nos versos 2, 4, 6 e 9 de cada estrofe</div><div>d) Métrica: altera entre 4 e 5</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 04:51:57 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Analise conteudística (Lira VIII)</title>
         <author>carolinemello</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083262858</link>
         <description><![CDATA[<div>Este poema é um texto escrito da Marília para ela mesma. Ele mostra como o sentimento de todos te amarem e te venerarem constantemente pode ser um tanto quanto limitante e sufocante. Ela diz como queria poder se livrar disto e apenas fugir, como uma ave. Ela vai fazendo comparações com os animais da floresta e deusas do céu. Por fim ela acaba desistindo e vendo que é um sentimento sem saída.&nbsp;</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 05:05:30 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Pintura (Lira VIII)</title>
         <author>carolinemello</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083271462</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 05:11:33 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Dialogo entre o poema e a pintura (Lira VIII)</title>
         <author>carolinemello</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083276533</link>
         <description><![CDATA[<div>A pintura representa perfeitamente o poema, pois mostra uma jovem com gestos de encanto com as aves à sua frente. Então assim, Marília sempre admirou os animais por tanta liberdade e leveza. Ela sempre quis poder ter isso e adora admirá-lo, mesmo sabendo que no final terá que desistir deste sonho inalcançável. &nbsp;</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 05:15:13 UTC</pubDate>
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         <title>Lira XVI</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083698256</link>
         <description><![CDATA[<div>Vejo, Marília,<br>Que o nédio gado<br>Anda disperso<br>No monte, e prado;<br>Que assim sucede<br>Ao desgraçado,<br>Que a perder chega<br>O seu Pastor.<br>Mas inda sofro<br>A viva dor.<br>Também conheço,<br>Que os Pegureiros,<br>Que apascentavam<br>Os meus cordeiros,<br>Dão suspiros,<br>E verdadeiros,<br>Porque perderam<br>Um pai no amor.<br>Mas inda sofro<br>A viva dor.<br>Eu mais alcanço,<br>Que a minha herdade,<br>Estando eu preso,<br>Sofrer não há de<br>Nem a charrua,<br>E nem a grade;<br>Que a mão lhe falta<br>Do Lavrador.<br>Mas inda sofro<br>A viva dor.<br>Mas quando sobe<br>À minha idéia,<br>Que tu ficaste<br>Lá nessa aldeia,<br>De mil cuidados<br>E mágoa cheia,<br>Das paixões minhas<br>Não sou senhor.<br>Eu já não sofro<br>A viva dor.<br>A quanto chega<br>A pena forte!<br>Pesa-me a vida,<br>Desejo a morte,<br>A Jove acuso,<br>Maldigo a sorte,<br>Trato a Cupido<br>Por um traidor.<br>Eu já não sofro<br>A viva dor.<br>Mas este excesso<br>Perdão merece,<br>E dele Jove<br>Compadece:<br>Que Jove, ó Bela,<br>Mui bem conhece,<br>Aonde chega<br>Paixão de amor.<br>Eu já não sofro<br>A viva do</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 10:14:30 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Analise Estrutural</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083699894</link>
         <description><![CDATA[a) 131 versos 
b) são 13 estrofes, sendo 12 delas com 10 versos e 1 com 11. 
c) as rimas estão localizadas nos versos 2 e 3, 4 e 6, 7 e 8. 
d) nos versos (1,3,4,6,7,8,9) a métrica e 5 e nos versos (2,5,10) a métrica e 2]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 10:15:27 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Analise conteudista</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083701300</link>
         <description><![CDATA[<div>A lira diz sobre Marília e como&nbsp;o ódio consegue perseguir as pessoas junto com as suas tristezas e mais fundo rancores</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 10:16:01 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Obra</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 10:22:11 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Diálogo entre lira e pintura</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083711546</link>
         <description><![CDATA[<div>Escolhi essa pintura pois retrata bem a saudade e suas lembranças que podemos ter das pessoas.O escritor da lira cita coisas que pareciam lembranças&nbsp; de algo que ja aconteceu então peguei essa pintura que mostra bem como ́é lembrar dessas coisas</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 10:22:59 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>felipegirao</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083799112</link>
         <description><![CDATA[<div><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 11:28:32 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Relação entre a imagem e o texto</title>
         <author>felipegirao</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083802920</link>
         <description><![CDATA[<div>A imagem é um jardim muito belo, e no texto ele compara a Marília com aspectos da natureza e belezas da natureza.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 11:31:35 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Dialogo entre o poema e a pintura</title>
         <author>manueladupas</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083803929</link>
         <description><![CDATA[<div>O dialogo deles é que a Lira conta a importância das pinturas e a obra de arte mostra pintores trabalhando.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 11:32:29 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Análise estrutural- XXII</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083806718</link>
         <description><![CDATA[<div>a) 48 versos<br>b) 6 estrofes com 8 verso em cada<br>c) o segundo rima com o terceiro e o quinto rima com o oitavo<br>d) Todas as estrofes possuem rima, mas apenas certos versos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 11:34:28 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Análise conteudística</title>
         <author>felipegirao</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083810146</link>
         <description><![CDATA[<div>O autor fala muito sobre a beleza da Maŕ́ília, comparando a belezas da natureza, como estrelas, rosas entre outros.<br>Ele tamb́ém fala sobre paix̃ão e como ela funciona, que de certas formas ela foi ilus̃ão</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 11:37:05 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Análise conteudística- XXII </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083811479</link>
         <description><![CDATA[<div>O poema fala sobre uma partida de alguém,e que Marília ela é forte de aguenta essa saída dessa pessoa.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 11:38:01 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>analise da lira xv</title>
         <author>gustavoquingostas</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083817938</link>
         <description><![CDATA[<div>a)36 versos<br>b) 9 estrofes com 4 versos em todas<br>c) Os segundos versos rimam com os quartos versos<br>d) Todas as estrofes tem rima, mas apenas o segundo e quarto verso que rimam</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 11:42:50 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>XXXII</title>
         <author>felipegirao</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083903612</link>
         <description><![CDATA[<div>Num noite sossegado<br>Velhos papéis revolvia,<br>E por ver de que tratavam<br>Um por um a todos lia.<br><br>Eram cópias emendadas,<br>De quantos versos melhores<br>Eu compus na tenra idade<br>A meus diversos amores.<br><br>Aqui leio justas queixas<br>Contra a ventura formadas,<br>Leio excessos mal aceitos,<br>Doces promessas quebradas.<br><br>Vendo sem-razões tamanhas<br>Eu exclamo transportado:<br>“Que finezas tão mal-feitas!<br>“Que tempo tão mal passado!”<br>Junto pois num grande monte<br>Os soltos papéis, e logo,<br>Porque relíquias não fiquem,<br>Os intento pôr no fogo.<br><br>Então vejo que o Deus cego<br>Com semblante carregado<br>Assim me fala, e crimina<br>O meu intento acertado:<br><br>“Queres queimar esses versos?<br>“Dize, Pastor atrevido,<br>“Essas Liras não te foram<br>“Inspiradas por Cupido?<br><br>“Achas que de tais amores<br>“Não deve existir memória?<br>“Sepultando esses triunfos,<br>“Não roubas a minha glória?”<br><br>Disse Amor; e mal se cala,<br>Nos seus ombros a mão pondo,<br>Com um semblante sereno<br>Assim à queixa respondo:<br><br>“Depois, Amor, de me dares<br>“A minha Marília bela,<br>“Devo guardar umas liras,<br>“Que não são em honra dela?<br><br>“E que importa, Amor, que importa,<br>“Que a estes papéis destrua;<br>“Se é tua esta mão, que os rasga,<br>“Se a chama, que os queima, é tua?”<br><br>Apenas Amor me escuta<br>Manda que os lance nas brasas;<br>E ergue a chama c’o vento,<br>Que formou batendo as asas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 12:49:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>analise estrutural Lira IV</title>
         <author>brunovarella2</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083904543</link>
         <description><![CDATA[<div>versos:84 versos<br>estrofes: 12 estrofes de 7 versos<br>Rima: ele rima o segundo verso da estrofe com o quarto e o quinto com o setimo<br>Metrica: possui 6 silabas poeticas</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 12:49:56 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>felipegirao</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 12:53:46 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Analise Conteudística </title>
         <author>brunovarella2</author>
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         <description><![CDATA[<div>Nessa lira um Pastor declara seu amor a Marilia, assim mostrando que a ama muito, e mostrando a situaçao de pastor onde nao conseguiu ainda sua amada por isso Triste pastor.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 12:54:46 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Relação entre a imagem e o texto</title>
         <author>felipegirao</author>
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         <description><![CDATA[<div>No texto ele cita cupido que é da mitologia greco-romana que ́é o menino que est́á na imagem</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 12:54:59 UTC</pubDate>
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         <title>Lira VI análise do conteúdo </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Analise...<br><br>O poema fala sobre uma pessoa que tem desejos, essa pessoa tem um ĝênio e quer que ele realize seus desejos.<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 12:56:10 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Diálogo entre poema e pintura- XXII</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O poema fala sobre a partida de alguém e na pintura o homem esta partindo e a mulher esta no balanco, dando a entender que ele está partindo deixando saudade. &nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 13:00:34 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura</title>
         <author>brunovarella2</author>
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         <description><![CDATA[<div>Pintor:&nbsp; Jean-Honoré<br>Nome do quadro:O encontro, Progresso do Amor<br>Ano:1771<br><br></div><h1>Jean-Honoré FragonarJean-Honoré Fragonardd</h1><h1>Jean-Honoré Fragonard</h1>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 13:00:55 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 13:01:04 UTC</pubDate>
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         <title>Dialogo entre pintura e texto</title>
         <author>brunovarella2</author>
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         <description><![CDATA[<div>Eu escolhi essa imagem pois primeiro que onde se passa o quadro seria num jardim, num campo tento relaçao com a paisagem da lira onde se passa no campo, e tambem pois na pintura podemos ver um homem olhando com um olhar de amor e admiraçao para a mulher como no caso da Lira</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 13:02:43 UTC</pubDate>
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         <title>Análise conteudística</title>
         <author>felipegirao</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083928197</link>
         <description><![CDATA[<div>Me parece um díálogo entre o autor e sua amada, essas coisas se ralacionam com amor entre eles e amor em geral, cita o tempo tamb́ém. Amor ́é ́uma pessoa em uma parte do texto e ñão um sentimento</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 13:05:20 UTC</pubDate>
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         <title>Ánalise XXV</title>
         <author>eduardofilippo1</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083932249</link>
         <description><![CDATA[<div>27 estrofes, 10 versos, rimas alternadas</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 13:08:01 UTC</pubDate>
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         <title>Análise conteudística. Lira XXV</title>
         <author>eduardofilippo1</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083939694</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 13:12:17 UTC</pubDate>
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         <title>analise da lira </title>
         <author>gustavoquingostas</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2083959363</link>
         <description><![CDATA[<div>a)36 versos<br>b) 9 estrofes com 4 versos em todas<br>c) Os segundos versos rimam com os quartos versos<br>d) Todas as estrofes tem rima, mas apenas o segundo e quarto verso que rimam</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 13:22:47 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Dialogo entre a lira e a pintura. XXIII</title>
         <author>dimitriduarte</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2084015270</link>
         <description><![CDATA[<div>Eu escolhi essa pintura porque nela mostram duas pessoas alegres em um campo, que é falado na lira.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 13:51:17 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Análise estrutural. XXII</title>
         <author>dimitriduarte</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2084017655</link>
         <description><![CDATA[<div>a) 28 Versos</div><div>b) 7 Estrofes&nbsp;</div><div>c) Rimas: As rimas estão presentes nos versos 1 e 3 / 2 e 4&nbsp;</div><div>d) Métrica: Os versos não alternam</div>]]></description>
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      <item>
         <title>Análise Conteudística. XXII</title>
         <author>dimitriduarte</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2084020030</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 13:53:29 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura. XXII</title>
         <author>dimitriduarte</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2084020768</link>
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         <title>Diálogo entre a pintura e a lira. XXII</title>
         <author>dimitriduarte</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2084021651</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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      <item>
         <title>Análise estrutural. XXIV</title>
         <author>dimitriduarte</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2084023558</link>
         <description><![CDATA[<div>a) 48 Versus</div><div>b) 10 Estrofes</div><div>c) Rimas: As rimas estão alternadas&nbsp;</div><div>d) Métrica: Os versos alternam entre 8, 5, 3, 2</div>]]></description>
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         <title>Análise conteudística. XXVI</title>
         <author>dimitriduarte</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2084024440</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title>Pintura. XXIV</title>
         <author>dimitriduarte</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2084025042</link>
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         <title>Diálogo entre a pintura e a lira. XXIV</title>
         <author>dimitriduarte</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2084025892</link>
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         <title>Análise estrutural. XXV</title>
         <author>dimitriduarte</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2084026974</link>
         <description><![CDATA[<div>a) 26 Estrofes</div><div>b) 99 Versos&nbsp;</div><div>c) Rimas: As rimas estão alternadas&nbsp;</div><div>d) Métrica: Os versos alternam entre 7, 4, 3</div>]]></description>
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         <title>Análise conteudística. XXV</title>
         <author>dimitriduarte</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2084027789</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title>Pintura. XXV</title>
         <author>dimitriduarte</author>
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         <title>Diálogo entre a pintura e a lira. XXV</title>
         <author>dimitriduarte</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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      <item>
         <title>obra artistica </title>
         <author>gustavoquingostas</author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br></div>]]></description>
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         <title>Análise do Conteúdo (soneto 1)</title>
         <author>gisagasparotto</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title>balanço</title>
         <author>giovannastringelli</author>
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         <description><![CDATA[<div>Está faltando a pintura nas três liras e os respectivos diálogos </div>]]></description>
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         <title>Balanço </title>
         <author>giovannastringelli</author>
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         <description><![CDATA[<div>Está faltando diálogo entre pintura&nbsp;e poema</div>]]></description>
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         <title>Balanço</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Completo</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-13 01:54:05 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title> Balanço</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>incompleto <br><strong>Lira XVII</strong>: Incompleta (falta as análises estruturais)<br><strong>Lira XVIII</strong>: Completa<br><strong>Lira XIX</strong>: Completa<br><strong>Lira XX</strong>: Incompleta (falta tudo)<br><strong>Lira XXI:&nbsp;</strong>Incompleta (falta tudo)</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 11:45:56 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Balanço</title>
         <author>marianaalonso3</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Lira XXII -&nbsp; incompleto (falta a a</strong>nálise conteudística, pintura e diálogo entre a pintura e a lira)<strong><br>Lira XXIII - completo <br>Lira XXIV -&nbsp; incompleto (falta a a</strong>nálise conteudística, pintura e diálogo entre a pintura e a lira)<br>Lira XXV - incompleto <strong>(falta a a</strong>nálise conteudística, pintura e diálogo entre a pintura e a lira)</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 11:46:20 UTC</pubDate>
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         <title>2. Análise conteudística </title>
         <author></author>
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         <pubDate>2022-10-19 12:39:43 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title>Analise estrutural (da lira XIV)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>a) Versos: 22<br>b) Estrofes: 6<br>c) Rima:&nbsp;<br>"Qual fica no sepulcro,<br>Que seus avós ergueram, descansado;<br>Qual no campo, e lhe arranca os brancos ossos<br>Ferro do torto arado."<br>d) Métrica:&nbsp;<br>22 sílabas poéticas</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 12:53:13 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Pintura (da Lira XIV)</title>
         <author></author>
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         <title>Analise estrutural (da Lira XV)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>a) Versos: 20<br>b) Estrofes: 4<br>c) Rima:&nbsp;<br>"Tem de seu um bom tesouro;<br>Não é, doce Alceu, formado<br>Do buscado<br>Metal louro."<br>d) Métrica:&nbsp;<br>13 sílabas poéticas</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 13:07:26 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura (da lira XV)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 13:10:06 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Analise estrutural (da lira XVI)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>a) Versos: 26<br>b) Estrofes: 6<br>c) Rima:&nbsp;<br>"A minha Marília quanto<br>À natureza não deve!<br>Tem divino rosto,<br>E tem mãos de neve.<br>Se e mostro na face o gosto,"<br>d) Métrica:&nbsp;<br>13 sílabas poéticas<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 13:17:26 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Pintura (da lira XVI)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Completo</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 13:19:56 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Balanço completo</title>
         <author>valentinamachado2</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 13:20:42 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Balanço </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>completo</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 13:20:59 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Balanço (Duda)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2346996082</link>
         <description><![CDATA[<div>o que falta?<br>Lira IV:<br>Completo<br>Lira V:<br>Completo<br>Lira VI:<br>- Analise estrutural<br>- Pintura<br>- Dialogo entre a pintura e a lira<br>Lira VII:<br>- Analise estrutural<br>- Analise de conteúdo<br>- Pintura<br>- Dialogo entre a pintura e a lira<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 13:21:27 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Balanço </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2346998273</link>
         <description><![CDATA[<div>Análise das lirias xxxiv e xxxv&nbsp;<br>E crítica construtiva das lírias xxxiv e xxxv </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 13:22:37 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>balanço </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2347002624</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Lira XXV- incompleto <br>Lira XXVI- incompleto&nbsp;<br>Lira XXVII- incompleto <br>Lira XXVIII- completo<br>&nbsp;<br>nenhuma imagem em nenhuma lira&nbsp;<br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 13:24:41 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Analise Estrutural Lira II</title>
         <author>andreayello</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2356261612</link>
         <description><![CDATA[<div>a) Versos: 72&nbsp;<br>b) 9 estrofes com 8 versos cada<br>c) Rima: 1º estrofe 1º e 3º versos, 4º e 8º; 2º estrofe 1º e 3º verso, 6º e 7º<br>d) Métrica: </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-25 23:03:43 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Dialogo entre pintura e texto</title>
         <author>giovannastringelli</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2356505259</link>
         <description><![CDATA[<div>No meu ponto de vista a pintura representa bem a frase do poema: "A minha Bela! Se afaste dela." porque o homem retratado está com uma espingarda logo ao lado de uma dama, para protege-la.  </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-26 02:36:51 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Pintura 1</title>
         <author>giovannastringelli</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2356509827</link>
         <description><![CDATA[<div>Eu escolhi a obra da Monalisa porque nesse poema Marília e descrita como "A testa formosa,<br>Os dentes nevados,<br>Os negros cabelos." e isso me lembrou da representação da mulher Monalisa, que busca pela perfeição. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-26 02:40:23 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Pintura 2 </title>
         <author>giovannastringelli</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2356514228</link>
         <description><![CDATA[<div>Escolhi essa pintura a óleo porque nesse poema o autor fala muito sobre flores e as relaciona com sentimentos negativos. "Os venenos das plantas" "Em nova flor mudar-me"</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-26 02:43:36 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Pintura 3 </title>
         <author>giovannastringelli</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2356518346</link>
         <description><![CDATA[<div>Achei essa pintura perfeita porque o autor fala sobre as diversas estações, descrevendo as mudanças das folhas e flores e relaciona a natureza com sua amada. "Os troncos nas Primaveras" "A estação chuvosa e fria" "Largam as folhas no chão"</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-26 02:46:49 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Analise Estrutural Lira III</title>
         <author>andreayello</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2356859540</link>
         <description><![CDATA[<div>A) Versos: 32 versos<br>B) Estrofes: 4 estrofes de 8 versos<br>C) Rima: 1º estrofe 2º, 3º e 4º verso; 1º estrofe; 5º e 8º verso;&nbsp; 6º e 7º verso.&nbsp; 2º estrofe 2º e 4º verso; 5º e 8º&nbsp; verso; 6º e 7º verso; 3º estrofe 2º e 4º verso; 5º e 8º verso; 6º e 7º verso ; 4º estrofe 3º e 8º verso.&nbsp;<br>D) Métrica: 11 silabas poéticas</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-26 07:57:32 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Análise conteudística Lira II</title>
         <author>andreayello</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2356875241</link>
         <description><![CDATA[<div>Esse poema retrata o amor que era sentido por Marília, fala sobre muitos elogios que Marília recebia. Comenta sobre o Deus da Guerra que o amor não foi ileso e sobre a Deusa Vênus que foi presa. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-26 08:08:10 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Pintura Lira II</title>
         <author>andreayello</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2356891612</link>
         <description><![CDATA[<div>Pintor: François Lemoyne<br>Nome do quadro: Venus and Adonis (Vênus e Adonis).<br>Ano: 1729</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-26 08:20:42 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Dialogo entre pintura e texto Lira II</title>
         <author>andreayello</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2356899273</link>
         <description><![CDATA[<div>Escolhi essa pintura pois no poema ele fala sobre fala algumas características marcantes em Marília, como seu cabelo que seria mais belo que os de Apolo. Na pintura mostra um homem olhando para a mulher que nesse caso seria Vênus com seus cabelos loiros. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-26 08:26:56 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2376618414</link>
         <description><![CDATA[<div>Resumindo As minhas Lírias falam sobre como o homem não consegue ficar sem a marilha e fala sobre a pintura e como ela é importante&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-09 11:15:17 UTC</pubDate>
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         <title>Interpretação do poema </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;primeira lira:nesse poemas falam muito sobre a igreja e um amor dos padres pelas prisões&nbsp;<br>e em todas leva muito para lado do romântico falando sempre de marilia  </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-09 11:16:03 UTC</pubDate>
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         <title>Analise estrutural</title>
         <author>enricorossetti1</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-11-09 11:18:46 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura XXV</title>
         <author>marianaalonso3</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-11-09 11:24:22 UTC</pubDate>
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         <title>Analise conteudistica</title>
         <author>enricorossetti1</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2376632475</link>
         <description><![CDATA[<div>É um poema com diversas rimas,uma melhor que a outra e fala um pouco do amor do narrador por marilia</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-09 11:26:18 UTC</pubDate>
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         <title>Analise estrutural</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>XV||<br>-As liras de Marília de Dirceu,&nbsp; mostra o amor entre dois pastores de ovelhas. No decorrer da obra, o eu lírico expressa seu amor pela pastora Marília e fala sobre suas expectativas futuras.<br><br>XX<br>-Percebi que na lira dos vinte anos a mulher é retratada de maneiras diferentes na primeira e na segunda parte da obra.&nbsp;<br><br>-Mostra também os problemas do "relacionamento", que é completamente desaprovado pela família dela.<br><br>XX|<br>-Nesse poema, o poeta realça os efeitos que o amor provoca no comportamento das pessoas.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-09 11:27:14 UTC</pubDate>
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         <title>TUDO - Maria Eduarda Passos</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Gisa, como não consegui editar, criei um doc's que obtem todas as informações em tópicos e em ordem.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://docs.google.com/document/d/1xpzZ_RiziHcl3vJVGqqO-gcJ8suE8vHN13aLCAGVxJE/edit?usp=sharing" />
         <pubDate>2022-11-09 11:28:41 UTC</pubDate>
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         <title>Lira VII Análise conteudista</title>
         <author>davidgradim</author>
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         <description><![CDATA[<div>Lira VII Análise conteudista, que fala sobre deuses como Netuno, fala muito sobre fala sobre animais e sobre horizontes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-09 11:30:51 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Nome da arte: campos de papoula em ArgenteuilPintor: Claude MonetData: 1875</title>
         <author>carolinawaslander</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2376638830</link>
         <description><![CDATA[<div>O quadro <strong><em>Campo de Papoulas em Argenteuil</em></strong> é uma das principais pinturas de<a href="https://arteeartistas.com.br/biografia-de-claude-monet/"><strong><em> Claude Monet</em></strong></a>,&nbsp; pertence ao <a href="https://arteeartistas.com.br/impressionismo/"><strong><em>impressionismo</em></strong></a>, movimento que surgiu na metade do século XIX e revolucionou toda a história da arte, abrindo caminho para as chamadas <strong><em>vanguardas europeias</em></strong>.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-09 11:31:27 UTC</pubDate>
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         <title>Análise conteudística XXV</title>
         <author>marianaalonso3</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2376639330</link>
         <description><![CDATA[<div>Dirceu relaciona seu amor por&nbsp;Marília com o efeito do cupido e as flechas que atingiram seu coração</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-09 11:31:52 UTC</pubDate>
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         <title>Diálogo entre a pintura e a lira. XXV</title>
         <author>marianaalonso3</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2376640816</link>
         <description><![CDATA[<div>Escolhi essa foto pois retrata o cupido que Dirceu estava se referindo ao efeito que Marília tem sob ele </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-09 11:33:11 UTC</pubDate>
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         <title>Obra de arte: Mulher Adormecida com PersianasPintor: Pablo PicassoData: 1986</title>
         <author>carolinawaslander</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2376644263</link>
         <description><![CDATA[<div>Eu não achei muito sobre a respeito desse quadro mas eu vi que ele quer nos passar sentimentos de tristezas a partir da pintura </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-09 11:36:03 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>davidgradim</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-11-09 11:36:10 UTC</pubDate>
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         <title>Análise conteudística XXIV  </title>
         <author>marianaalonso3</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2376645765</link>
         <description><![CDATA[<div>Ele ele compara Marília com toda a natureza a sua volta, as coisas ruins e os desastres que podem ocorrer com tanta beleza e perfeição que Marília apresenta. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-09 11:37:28 UTC</pubDate>
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         <title>Imagem:</title>
         <author>davidgradim</author>
         <link>https://padlet.com/gisagasparotto/if6x0l53fx3wpp19/wish/2376652313</link>
         <description><![CDATA[<div>Pude relacionar esta imagem com o poema, pois o elemento do bosque está muito bem retratado e extremamente claro, além de um homem e uma mulher juntos que me remeteu á primeira estrofe que diz sobre amor, passos e um bosque que tece. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-09 11:43:02 UTC</pubDate>
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