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      <title>Poesias Brasileiras  by George Maicon Paiva Martins</title>
      <link>https://padlet.com/georgemartins1/ienb2yk3xw9idsy6</link>
      <description>Aqui teremos algumas Poesias Brasileiras escrita por Mulheres</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-04-13 21:29:01 UTC</pubDate>
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         <title>Motivo                                                                     Cecília Meireles </title>
         <author>georgemartins1</author>
         <link>https://padlet.com/georgemartins1/ienb2yk3xw9idsy6/wish/1414111629</link>
         <description><![CDATA[<div>Eu canto porque o instante existe<br>e a minha vida está completa.<br>Não sou alegre nem sou triste:<br>sou poeta.<br><br></div><div>Irmão das coisas fugidias,<br>não sinto gozo nem tormento.<br>Atravesso noites e dias<br>no vento.<br><br></div><div>Se desmorono ou se edifico,<br>se permaneço ou me desfaço,<br>— não sei, não sei. Não sei se fico<br>ou passo.<br><br></div><div>Sei que canto. E a canção é tudo.<br>Tem sangue eterno a asa ritmada.<br>E um dia sei que estarei mudo:<br>— mais nada.<br><br>Cecília Meireles (Nascida no dia 7 de novembro de 1901 - faleceu em <strong>9 de novembro de 1964)</strong><br><br><br>Fonte: https://www.revistabula.com/</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-13 21:55:28 UTC</pubDate>
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         <title>Há uma rosa caída              Maria Ângela Alvim </title>
         <author>georgemartins1</author>
         <link>https://padlet.com/georgemartins1/ienb2yk3xw9idsy6/wish/1414120015</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Há uma rosa caída<br>Morta<br>Há uma rosa caída<br>Bela<br>Há uma rosa caída<br>Rosa<br><br>Maria Ãngela Alvim ( Nascida no dia 1° de janeiro de 1926 - Faleceuem 19 de outubro de 1959)<br><br>Fonte : https://www.revistabula.com/</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-13 22:00:03 UTC</pubDate>
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         <title>Com licença poética</title>
         <author>danielnerezoficial</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Adélia<strong> Prado<br></strong><br></div><div>&nbsp;nasci um anjo esbelto,<br>desses que tocam trombeta, anunciou:<br>vai carregar bandeira.<br>Cargo muito pesado pra mulher,<br>esta espécie ainda envergonhada.<br>Aceito os subterfúgios que me cabem,<br>sem precisar mentir.<br>Não sou tão feia que não possa casar,<br>acho o Rio de Janeiro uma beleza e<br>ora sim, ora não, creio em parto sem dor.<br>Mas o que sinto escrevo.&nbsp; Cumpro a sina.<br>Inauguro linhagens, fundo reinos<br>— dor não é amargura.<br>Minha tristeza não tem pedigree,<br>já a minha vontade de alegria,<br>sua raiz vai ao meu mil avô.<br>Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.<br>Mulher é desdobrável. Eu sou.<br><br><br>Adélia Luzia Prado de Freitas (Divinópolis, 13 de dezembro de 1935)<br><br></div><div><br></div><div><a href="https://youtu.be/4YOyEdWPg-k">https://youtu.be/4YOyEdWPg-k</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-13 22:52:46 UTC</pubDate>
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         <title>Sofrimento</title>
         <author>danielnerezoficial</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><br>Henriqueta Lisboa<br></strong><br></div><div>No oceano integra-se (bem pouco)<br>uma pedra de sal.<br><br></div><div>Ficou o espírito, mais livre<br>que o corpo.<br><br></div><div>A música, muito além<br>do instrumento.<br><br></div><div>Da alavanca,<br>sua razão de ser: o impulso,<br><br></div><div>Ficou o selo, o remate<br>da obra.<br><br></div><div>A luz que sobrevive à estrela<br>e é sua coroa.<br><br></div><div>O maravilhoso. O imortal.<br>O que se perdeu foi pouco.<br>Mas era o que eu mais amava.<br><br>Henriqueta Lisboa (Lambari, 15 de julho de 1901 — Belo Horizonte, 9 de outubro de 1985)<br><br>https://youtu.be/WN_YSlvwYX8</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-14 15:37:33 UTC</pubDate>
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         <title>Primavera ( de Francisca Júlia da Silva )</title>
         <author>pablodourado3</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>É primavera agora, meu Amor !<br>O campo despe a veste de estamenha<br>Não há árvore nenhuma que não tenha&nbsp;<br>O coração aberto, todo em flor !<br>Ah! Deixa-te vogar, calmo , ao sabor&nbsp;<br>Da vida... não há bem que nos não venha&nbsp;<br>Dum mal que o nosso orgulho em vão desdenha!<br>Não há bem que não possa ser melhor!<br>Também despi meu triste burel pardo,<br>E agora cheiro a rosmaninho e a nardo<br>E ando agora 🤬 , à tua espera...<br>Pus rosas cor-de-rosa em meus cabelos...<br>Parecem um rosal ! Vem desprendê-los!<br>Meu Amor, Meus Amor , é prima vera!...<br><br>Fonte : www.taglivros.com<br><br><br><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-14 23:48:41 UTC</pubDate>
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         <title>Anatomia ( de Lívia Natália )</title>
         <author>pablodourado3</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Meu corpo se dobra na curva dos dias,<br>as ondas passam prenhes de pássaros, peixes e maresias<br>o mar bebe o mundo com sua língua de onda<br>e meu útero permanece vazio.<br><br>Desconsolada,<br>engoli naufrágios inteiros<br>com pescadores e navios<br>e meus sonhos ganharam pele de peixe.<br><br>(Ando com esta barriga murcha,<br>recolhida no labirinto das entranhas.)<br><br>Meu útero bebeu a tinta das letras,<br>comeu papéis e teclas,<br>guardou-se debaixo do travesseiro, para o quando,<br>guardou-se no bolso, numa caderneta fina, para se.<br><br>Tudo vão:<br>Meu útero apenas ganhou guelras<br>e respira submerso.<br><br>Fonte: elmirdad.blogspot.com<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-17 14:34:00 UTC</pubDate>
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