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      <title>Pai contra Mãe (Machado de Assis) by Bia Fernandes</title>
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      <description>Beatriz Fernandes de Aquino 2°ano EMM-Matutino</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-10-16 01:27:18 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Pai contra mãe&quot; (Machado de Assis)</title>
         <author>beatrizfdeaquino</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-10-16 01:32:01 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia do autor</title>
         <author>beatrizfdeaquino</author>
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         <description><![CDATA[<div>Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) é considerado o maior nome da Literatura Brasileira. Viveu entre os períodos do Romantismo e do Realismo. Ele foi um escritor completo: escreveu vários romances, além de contos, teatro, coletâneas de poemas e mais de seiscentas crônicas. Ele também foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, como também o seu primeiro presidente. &nbsp;</div><div><br></div><div>Ele nasceu numa chácara no morro do Livramento (Rio de Janeiro) em 21/06/1839 (época do Brasil Imperial). Era filho de um pintor (José Francisco Machado de Assis) e de uma lavadeira (Leopoldina Machado de Assis). Sua família era humilde e ele foi criado pela madrasta após perder a sua mãe ainda na infância.<br><br>Estudou em escola pública, trabalhou como aprendiz de tipógrafo, revisor, funcionário público e colaborou em algumas revistas da cidade (Gazeta de Notícias, Jornal do Comércio e Revista Ilustrada). Publicou seu primeiro poema em 1855 na revista Marmota Fluminense.<br><br>Casou-se com Carolina em 1869 (o casal não teve filhos). Morreu de câncer em 1908, no Rio de Janeiro, deixando-nos o legado de uma obra literária monumental.<br><br></div><div>Seu livro de estreia foi "Ressurreição" (publicado em 1872) e a sua obra se divide entre as épocas do Romantismo (primeira fase) e do Realismo (segunda fase).<br><br>Na fase romântica, seus personagens ganharam os traços do Romantismo e os relacionamentos amorosos foram a principal temática de seus livros. Foi nesse período que Machado de Assis escreveu os seguintes livros: Ressurreição (em 1872), A Mão e a Luva (em 1874), Helena (em 1876) e Iaiá Garcia (em 1878).&nbsp;</div><div><br></div><div>Na segunda fase de sua produção (Realismo), os livros de Machado de Assis passaram a abordar o aspecto psicológico dos personagens, fazendo uma análise mais realista e profunda do ser humano, revelando suas necessidades, qualidades e defeitos. Os principais livros desse período foram: Memórias Póstumas de Brás Cubas (em 1881), Quincas Borba (em 1892), Dom Casmurro (em 1900) e Memorial de Aires (em 1908).</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-16 01:38:57 UTC</pubDate>
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         <title>Caracterização do período literário</title>
         <author>beatrizfdeaquino</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Pré modernismo<br><br></strong>O Pré-modernismo surge nas duas primeiras décadas do século XX e vai até 1922, quando começa o modernismo.<br><br><br>O país está inserido na Belle Époque, ou seja, numa época de renovação, de avanços científicos e tecnológicos causados pela influência francesa nas grandes cidades brasileiras, sobretudo no Rio de Janeiro.<br><br>É o momento de consolidação da República no país, donde muitas revoltas populares despontaram: revolta da vacina (1904), revolta da chibata (1910), guerra do contestado (1912-1916), dentre outras.<br><br><strong>Principais características do pré-modernismo:</strong></div><ul><li>Rompimento com o academicismo</li><li>Inspiração naturalista</li><li>Nacionalismo e regionalismo</li><li>Sincretismo estético</li><li>Renovação artística</li><li>Linguagem coloquial</li><li>Denúncia social</li><li>Temas históricos e cotidianos</li><li>Marginalização das personagens</li><li>Contemporaneidade</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-16 01:47:06 UTC</pubDate>
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         <title>Análise da obra</title>
         <author>beatrizfdeaquino</author>
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         <description><![CDATA[<div>O conto “Pai contra mãe” apresenta duas temporalidades distintas. Uma delas é aquela em que se coloca o próprio narrador, que fala de um momento posterior à abolição da escravatura no Brasil. A outra é a que diz respeito ao tempo da ação em si, que é anterior a esse fato. A estrutura do conto demarca essas duas temporalidades de forma explícita: o texto pode ser dividido em duas partes – a primeira, contendo uma explanação de caráter histórico informativo; e a segunda, que traz a narrativa. Assim, esta última assume a condição de ilustração do ponto de vista desenvolvido na primeira. É o que se pode chamar de <em>exemplum</em>, gênero literário medieval utilizado para adornar os sermões de pregadores da época.&nbsp;</div><div><br></div><div>Na parte introdutória, o narrador trata de algumas práticas associadas ao período da escravidão, entre as quais aquela que será exercida pelo protagonista do conto – caçador de escravos. Na parte narrativa, desenvolve o tema, mostrando as angústias do protagonista no exercício de sua profissão.<br><br></div><div>Como ponto comum às duas partes, temos a prática de um recurso muito frequente em toda a obra machadiana: a ironia. Logo no início, ao tratar da escravidão, ele afirma: “Eram muitos [escravos], e nem todos gostavam da escravidão. Sucedia ocasionalmente apanharem pancada, e nem todos gostavam de apanhar pancada”. Depois, na narrativa, o mesmo procedimento aparece: “[...] não davam que comer, mas davam que rir, e o riso digeria-se sem esforço”. Como se pode notar, manifesta-se aqui o humor sombrio típico do escritor.&nbsp;<br><br></div><div>Mas a grande ironia fica por conta da situação em que é colocado o protagonista: para salvar a vida do filho, Cândido tem que entregar aos donos a mulata Arminda, que acaba por abortar. Na oposição entre eles, temos as mesmas razões de luta – a família, a prole – mas, para a satisfação de um dos lados, é preciso que o outro sofra. Na verdade, tanto Cândido quanto a mulata são vítimas do mesmo sistema: o escravismo. Assim, a crítica do conto tem seu alvo bem definido. E o acerta em cheio.<br><br></div><div>No entanto, o teor crítico da narrativa vai além da prática escravocrata, alcança um patamar superior à situação brasileira específica. De fato, pode-se vislumbrar na narrativa uma análise do comportamento humano: para salvar uma criança, Cândido permite a morte de outro. Sua fala ao final do conto é bastante significativa: “Nem todas as crianças vingam”. Dessa forma, o ser humano constrói as justificativas para os seus gestos mais baixos, suas atitudes mais reprováveis.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-16 01:49:05 UTC</pubDate>
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