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      <title>Françoise Dolto by Mônica Campos</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-05-30 23:02:18 UTC</pubDate>
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         <title>Françoise Dolto</title>
         <author>monica_campos1</author>
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         <pubDate>2025-05-30 23:02:56 UTC</pubDate>
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         <title>Françoise Dolto, uma voz na psicanálise</title>
         <author>monica_campos1</author>
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         <pubDate>2025-05-30 23:16:54 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>monica_campos1</author>
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         <pubDate>2025-05-30 23:26:36 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>monica_campos1</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>As etapas decisivas são, na trajetória da criança, os momentos de passagem intensos mas críticos que ela deve atravessar para chegar à adolescência e, depois, à idade adulta. O desmame, a motricidade, a higiene, as relações com os outros são as próprias experiências com base nas quais ela se constrói para a conquista de sua autonomia. Inspirando-se em sua experiência de terapeuta, nesta reedição da Martins Fontes Editora, Françoise Dolto nos mostra com exemplos da vida cotidiana, como as dificuldades não resolvidas na educação provocam sofrimento.</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-30 23:33:43 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>monica_campos1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Entre pais inquietos e filhos que reivindicam, a voz de Françoise Dolto se faz ouvir, em ruptura com o discurso costumeiro sobre a criança. Para centenas de milhares de leitores, este livro teve imensa repercussão. Pela primeira vez, o ponto de vista da criança era levado em conta, e isso foi o início de uma verdadeira mudança. Dizia Dolto: Todo aquele que se põe a ouvir a resposta das crianças é um espírito revolucionário. Eis uma grande contribuição para a grande causa de nossa atualidade, a causa das crianças. Impossível ler o livro e continuar a ver a criança como a víamos antes. E dificilmente leremos o livro sem nos remeter à criança – feliz ou infeliz – que fomos nós.     </p><p>Fonte: Amazon</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-30 23:34:55 UTC</pubDate>
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         <title>AINFLUÊNCIA DE FRANÇOISE DOLTO NA CLÍNICA PSICANALÍTICA COM CRIANÇAS NA ATUALIDADE</title>
         <author>monica_campos1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Autores: <strong>Francisco Lamartine Guedes Pinheiro e Letícia Maria Teixeira Matos</strong></p>]]></description>
         <enclosure url="https://seer.unirio.br/psicanalise-barroco/article/view/7295/6424" />
         <pubDate>2025-05-30 23:47:13 UTC</pubDate>
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         <title>Dolto - Crianca do Espelho</title>
         <author>monica_campos1</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=MFKBVwP0SqY&amp;ab_channel=sitetrinta" />
         <pubDate>2025-05-30 23:55:13 UTC</pubDate>
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         <title>Françoise Dolto - Les Maîtres (part 3)</title>
         <author>monica_campos1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Aprendi com meus mestres, é claro. Aprendi especialmente com aqueles que falavam sobre si mesmos ao mesmo tempo em que falavam dos outros. Aprendi muito com meus pacientes, principalmente com aqueles que me atormentavam porque eu não entendia nada. Isso era o que me fazia trabalhar mais em mim mesmo.</p><p>Então, aprendi através de meus pacientes sobre mim mesma. E os pacientes que... quero dizer, as pessoas no mundo que mais me ensinaram foram os <strong>bebês e as crianças</strong> entre si, e os bebês em suas relações com os pais. E meus colegas, são os bebês... Eu acho que é algo dos bebês que ainda não está completo, e que são os bebês que me educam.</p><p>Meus mestres, quem eu reconheço como mestres? Primeiro, <strong>Freud</strong>, é claro. E depois, também admiro o estilo. É difícil ser claro quando se é psicanalista, e Freud era claro, mesmo para pessoas que ainda não conheciam a psicanálise e que abriam pela primeira vez um livro de psicanalistas. E o que é surpreendente é que ele ainda é claro para pessoas que trabalharam com a psicanálise e que veem outras coisas no que ele disse do que haviam entendido antes de conhecer a técnica por si mesmas. É isso que considero quase mágico na escrita de Freud.</p><p>E depois, foram as pessoas que vi. Meu psicanalista era Laforgue. E na época heroica do início da psicanálise, era o Instituto de Psicanálise. Devo dizer, não aprendi enormemente, mas me familiarizei com o jargão, compreendendo que sob as mesmas palavras, cada um colocava sua experiência pessoal, que já era diferente da do outro. E vi o quão difícil era falar objetivamente sobre psicanálise. Aliás, isso certamente será visto em nossa conversa.</p><p>Para muitas pessoas, quando somos psicanalistas, falamos de uma maneira que não é compreensível para os outros. Para os outros, que outros? Talvez seja compreensível para os colegas que sabem, por trás de tal palavra, o que tal pessoa quer dizer, pelo fato do que se sabe, os estudos que ela segue. É particular, já que cada um de nós, seja por causa de sua clientela ou por suas afinidades, segue uma pesquisa particular.</p><p>Então, meus mestres ainda são os colegas no mesmo nível que eu, que se questionam quando nos questionamos sobre um caso que nos intriga. E sim, você deveria dizer, sim, você deveria dizer aquele. Entre os antigos, <strong>Ferenczi</strong> é quem mais me ensinou, junto com Freud. E entre os de agora, bem, do meu tempo de atividade, é <strong>Winnicott</strong>, muito mais do que todos os outros.</p><p>Mas esqueci de mencionar a principal mestra, aquela que me deu o pontapé inicial, se posso dizer assim, é <strong>Mana Morgensztern</strong>. Madame Morgensztern foi uma analista de Freud que estava em Paris e que foi a primeira psicanalista a se ocupar de crianças na França. Ela estava na casa do Professor Heuyer. Eu era estudante externa naquela época, e graças a ela, pude, porque ela mesma tinha muito trabalho, ela me encarregou de ouvir as crianças. Nada mais do que as ouvir regularmente, algumas crianças que apresentavam sintomas muito graves. O que se enviava naquela época... um filho tinha que estar gravemente afetado para ser enviado para a clínica do Professor Heuyer, que era a única clínica para crianças na França que se ocupava de transtornos relacionais e não de transtornos neurológicos. Ele eliminava o que era neurológico para entender que se tratava de algo psicológico que se enquadrava em uma psicoterapia, ou seja, no relacionamento com alguém.</p><p>E Madame Morgensztern me encarregou de ouvir as crianças. E para um médico – eu era psicanalista, é claro, mas não queria de forma alguma me tornar psicanalista naquela época, queria ser pediatra – para um médico que sempre tem como objetivo fazer algo diante de alguém que sofre, é algo totalmente novo ter que apenas ouvir, e apenas ouvir, e ser aceito pela criança como alguém que a escuta, e perceber que essa criança te espera de uma sessão para outra, mesmo que nunca lhe respondamos nada.</p><p>E no início é assim, principalmente quando se está aprendendo a profissão, e devo dizer que não observamos da maneira que os médicos observam. Ou seja, não estruturamos nada. Ouvimos com... se estivéssemos de bicicleta, e por que não, não sei, associações que vêm junto... mas se estivéssemos normalmente, eu diria que é preciso estar em <strong>roda livre</strong>. E é isso: chegamos, giramos bem nossa bicicleta, chegamos com o interlocutor e ouvimos, estamos em roda livre constantemente enquanto caminhamos com ele por um caminho que dura 20 minutos, 25 minutos, meia hora.</p><p>Tradução: Gemini</p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=GSMTUjo1MBg&amp;ab_channel=PauloHenriqueSantos" />
         <pubDate>2025-05-31 00:33:42 UTC</pubDate>
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         <title>Dolto, 30 anos depois</title>
         <author>monica_campos1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Autoras: <strong>Roberta Mazzilli e Fernanda Lima Fonseca</strong></p>]]></description>
         <enclosure url="https://revistas.usp.br/estic/article/view/163269" />
         <pubDate>2025-05-31 00:38:24 UTC</pubDate>
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         <title>Transcrição do Youtube</title>
         <author>monica_campos1</author>
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         <description><![CDATA[<p>j'ai appris de mes maîtres bien sûr j'ai</p><p>appris surtout de ceux qui parlaient de</p><p>en même temps qu'il parlait des autres</p><p>j'ai appris beaucoup de mes patients</p><p>surtout de ceux qui me tourmentait parce</p><p>que je ne comprenais rien c'est ce qui</p><p>me faisait le plus travaillé sur moi</p><p>même donc j'ai appris par mes patients</p><p>sur moi même et les patients qui nous</p><p>faut des patients les personnes au monde</p><p>qui m'ont le plus appris sont les bébés</p><p>et les enfants entre eux et les bébés</p><p>dans leurs relations à leurs parents et</p><p>mes collègues c'est les bébés je crois</p><p>que c'est quelque chose de bébé qui</p><p>n'est pas encore achevée et que c'est</p><p>les bébés qui met duc tes maîtres c'est</p><p>kiki reconnu comme mais d'abord frey</p><p>bien sûr et puis j'admire le style aussi</p><p>ce qu'est l'art est difficile d'être</p><p>clair quand on est psychanalyste et</p><p>frais idées claires même pour des gens</p><p>qui ne connaissent pas encore la</p><p>psychanalyse et qui ouvre pour la</p><p>première fois un livre de psychanalystes</p><p>et ce qui est étonnant c'est qu'il est</p><p>encore clair pour des gens qui ont</p><p>travaillé la psychanalyse et qui voit</p><p>d'autres choses dans ce qu'il a dit que</p><p>ce qu'ils avaient compris avant d'avoir</p><p>connu la technique par eux mêmes alors</p><p>c'est ça que je trouve presque magique</p><p>dans l'écriture de freud et puis alors</p><p>après c'était les gens que j'ai vus qui</p><p>ont mon psychanalyste était la fork</p><p>et puis à l'époque héroïque du début de</p><p>la psychanalyse</p><p>c'était l'institut de psychanalyse je</p><p>dois dire je n'ai pas énormément appris</p><p>mais je me suis suis familiarisé avec le</p><p>jargon en comprenant que sous les mêmes</p><p>mots chacun mettait son expérience</p><p>personnelle qui était déjà différente de</p><p>l'autre et j'ai vu combien c'était</p><p>difficile de parler objectivement de</p><p>psychanalyse d'ailleurs ça se verra</p><p>sûrement dans notre entretien</p><p>pour beaucoup de gens quand on est</p><p>psychanalyste on parle d'une manière qui</p><p>n'est pas compréhensible pour les autres</p><p>pour les autres quelle autre alors c'est</p><p>peut être compréhensible pour les</p><p>collègues qui savent derrière derrière</p><p>tel mot ce que telle personne mais par</p><p>le fait de ce qu'on sait les études</p><p>qu'elle poursuit particulière puisque</p><p>chacun de nous soit du fait de sa</p><p>clientèle soit du fait de ses affinités</p><p>poursuit une recherche particulière</p><p>alors mes maîtres encore ce sont les</p><p>collègues au même niveau que moi qui qui</p><p>se questionnent quant on se questionne à</p><p>propos de à propos d'un cas qui nous</p><p>questionnent et ou en effet un tu</p><p>devrais dire si tu devrais dire celui-là</p><p>parmi les anciens ferenczi est celui qui</p><p>me le plus appris avec friday</p><p>et puis parmi ceux de maintenant</p><p>enfin du temps moi j'ai été j'étais en</p><p>activité c'est winnicott beaucoup plus</p><p>que tous les autres</p><p>mais j'oublie de dire le maître</p><p>principal celle qui m'a mis le pied à</p><p>l'étrier si je peux dire c'est mana</p><p>morgensztern la marque benson était une</p><p>analyse et de freud qui était à paris et</p><p>qui s'occupait pour le premier un</p><p>psychanalyste qui s'est occupé d'enfants</p><p>en france</p><p>elle était chez le professeur hier moi</p><p>j'étais externe à ce moment là et grâce</p><p>à elle j'ai été à même parce qu'elle</p><p>même avait chargé avec beaucoup de</p><p>travail</p><p>elle m'avait chargés d'écouter les</p><p>enfants rien n'y pas d'autre chose que</p><p>de les écouter régulièrement quelques</p><p>enfants qui étaient on ne voyait monter</p><p>symptômes très graves</p><p>ce qu'on envoyait à ce moment-là fin</p><p>prêt il fallait vraiment qu'un enfant</p><p>soit gravement atteints pour qu'il soit</p><p>envoyé chez haier qui était la seule</p><p>clinique pour les enfants en france</p><p>il s'occupait des troubles relationnels</p><p>et pas des doubles neurologique qui</p><p>éliminait ce qu'ils avaient de</p><p>neurologique pour comprendre qu'il</p><p>s'agissait de quelque chose de</p><p>psychologique qui relevait d'une</p><p>psychothérapie c'est à dire de la roma</p><p>si on a quelqu'un et madame robinson</p><p>n'avait donc chargés d'écouter des</p><p>enfants et c'est pour un médecin cgt</p><p>psychanalyse et bien sûr mais je ne</p><p>voulais pas du tout devenir</p><p>psychanalyste à l'époque je voulais</p><p>devenir médecin d'enfants médias et pour</p><p>un médecin qui a toujours comme commis</p><p>des cas qu'à faire quelque chose devant</p><p>quelqu'un qui souffre c'est tout à fait</p><p>nouveau de n'avoir qu'à écouter et</p><p>seulement écouter et de se faire</p><p>admettre par l'enfant comme quelqu'un</p><p>qui l'écoutent et de s'apercevoir que</p><p>cet enfant vous attend d'une séance à</p><p>l'autre alors qu'on ne lui répond jamais</p><p>rien et au début c'est comme ça surtout</p><p>quand on apprend son métier et que je</p><p>dois dire on observe pas à la façon dont</p><p>les médecins observent c'est à dire on</p><p>ne structure rien du tout on écoute avec</p><p>si on était à bicyclette et pourquoi pas</p><p>je ne sais pas des associations qui a</p><p>avec la mais si on était</p><p>habituelle je dirais il faut être en</p><p>roue libre</p><p>et bien c'est ça on arrive on a bien</p><p>tourné son vélo on arrive avec</p><p>l'interlocuteur et on écoute on est en</p><p>roue libre constamment pendant qu'on</p><p>marche avec lui un chemin qui dure 20</p><p>minutes 25 minutes une demi heure</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-31 00:48:08 UTC</pubDate>
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         <title>Um pouco da história de Françoise Dolto</title>
         <author>monica_campos1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Françoise Dolto (Paris, 6 de novembro de 1908 - Paris, 25 de agosto de 1988) foi uma influente pediatra e psicanalista francesa. Ela é conhecida por sua abordagem inovadora e humanizada no tratamento de crianças e adolescentes, e por suas contribuições significativas para a psicanálise infantil.</p><p><strong>Principais aspectos de sua trajetória e pensamento:</strong></p><ul><li><p><strong>Pioneira na Psicanálise Infantil:</strong> Dolto dedicou grande parte de sua vida profissional à compreensão e ao tratamento psicanalítico de crianças. Ela defendia a ideia de que as crianças, incluindo os bebês, são "pessoas" capazes de comunicar questões emocionais de forma singular e que devem ser ouvidas e respeitadas.</p></li><li><p><strong>"Médica da Educação":</strong> Ela se autodenominava uma "médica da educação", enfatizando a importância de uma abordagem que considerasse o desenvolvimento emocional e psicológico das crianças em conjunto com sua saúde física.</p></li><li><p><strong>Abertura e Sinceridade:</strong> Dolto acreditava na importância de conversar com as crianças com franqueza e sinceridade, sem jamais enganá-las. Para ela, o "não dito" e a falta de verdade poderiam causar sofrimento.</p></li><li><p><strong>O "Inconsciente do Corpo":</strong> Desenvolveu o conceito da "imagem inconsciente do corpo", que se refere à forma como a criança constrói uma representação de si mesma a partir das experiências corporais e das interações com o ambiente.</p></li><li><p><strong>As "Casas Verdes" (Maisons Vertes):</strong> Em 1979, ela fundou a primeira "Casa Verde" em Paris, um espaço de acolhimento para crianças de até três anos acompanhadas pelos pais. O objetivo era oferecer um ambiente de socialização e apoio, prevenindo traumas na entrada para o pré-escolar e promovendo o desenvolvimento saudável dos vínculos familiares. Esse modelo foi replicado em diversos países.</p></li><li><p><strong>Divulgação da Psicanálise:</strong> Dolto utilizou meios como o rádio para popularizar o conhecimento psicanalítico, respondendo a dúvidas de pais e abordando temas importantes como a separação dos pais e o sofrimento infantil.</p></li><li><p><strong>Relação com Jacques Lacan:</strong> Ela foi uma figura próxima e importante na Escola Freudiana de Paris, fundada por Jacques Lacan, e ambos acompanharam-se mutuamente em suas trajetórias psicanalíticas.</p></li></ul><p>Françoise Dolto deixou um vasto legado de obras e ideias que continuam a influenciar profissionais da saúde mental e da educação em todo o mundo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-31 00:50:14 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Muitas de suas obras foram publicadas a partir de transcrições de suas falas em seminários, programas de rádio e consultas, o que as torna acessíveis e com uma linguagem muitas vezes coloquial, mas de profunda riqueza clínica e teórica.</title>
         <author>monica_campos1</author>
         <link>https://padlet.com/monica_campos1/ieavkw0nkc9o6wwb/wish/3474287872</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p><strong>Psicanálise e Pediatria</strong> (1961): Um dos seus trabalhos mais conhecidos, que aborda a intersecção entre a psicanálise e a prática pediátrica, mostrando como a dimensão psíquica é fundamental para a saúde da criança.</p></li><li><p><strong>Quando os pais se separam</strong> (1988): Um livro fundamental que oferece orientações e reflexões sobre os desafios emocionais enfrentados pelas crianças e seus pais durante o processo de separação.</p></li><li><p><strong>A Imagem Inconsciente do Corpo</strong>: Obra central em sua teoria, onde Dolto desenvolve o conceito da imagem inconsciente do corpo como a base da constituição do sujeito.</p></li><li><p><strong>A Causa das Crianças</strong>: Neste livro, Dolto discute a importância de ouvir as crianças e como seus sintomas podem ser uma forma de linguagem.</p></li><li><p><strong>A Causa dos Adolescentes</strong>: Uma continuação de suas reflexões, agora focada nos desafios e transformações da adolescência.</p></li><li><p><strong>Seminário de Psicanálise de Crianças</strong>: Publicação que reúne ensinamentos e casos clínicos apresentados por Dolto em seus seminários.</p></li><li><p><strong>Tudo é Linguagem</strong>: Enfatiza a amplitude da comunicação infantil, que vai além das palavras, incluindo o corpo, os gestos e o brincar.</p></li><li><p><strong>Quando os filhos precisam dos pais: Resposta a consultas de pais com dificuldades na educação dos filhos</strong>: Aborda questões práticas e teóricas sobre a parentalidade e a educação dos filhos, com base em suas interações com pais.</p></li><li><p><strong>As Etapas Decisivas da Infância</strong>: Explora os marcos do desenvolvimento infantil sob uma perspectiva psicanalítica.</p></li><li><p><strong>No Jogo do Desejo: Ensaios Clínicos</strong>: Compilação de ensaios e reflexões clínicas sobre o desejo e suas manifestações na infância.</p></li><li><p><strong>Solidão</strong>: Um livro que explora as diferentes dimensões da solidão ao longo da vida.</p></li><li><p><strong>A Dificuldade de Viver: O Psicanalista e a Prevenção das Neuroses</strong>: Aborda a função do psicanalista na prevenção de problemas psíquicos.</p></li><li><p><strong>A Criança do Espelho</strong>.</p></li><li><p><strong>Palavras para adolescentes ou o complexo da lagosta</strong>.</p></li><li><p><strong>O caso Dominique</strong>.</p></li><li><p><strong>Você e a criança: como agir perante a criança e os seus problemas</strong>.</p></li><li><p><strong>Quando a criança aparece...</strong>.</p></li><li><p><strong>A psicanálise dos evangelhos</strong>.</p></li><li><p><strong>O despertar do espírito</strong>.</p></li><li><p><strong>As etapas da infância: a relação entre pais e filhos, do nascimento aos 4 anos</strong>.</p></li><li><p><strong>Sexualidade feminina: libido, erotismo, frigidez</strong>.</p></li><li><p><strong>Como educar os nossos filhos: compreensão e comunicação entre pais e filhos</strong>.</p></li><li><p><strong>A criança e a família</strong>.</p></li><li><p><strong>Profissão: pais - o papel dos pais no desenvolvimento da criança e da sua identidade</strong>.</p></li><li><p><strong>Transtornos na infância: reflexões sobre os problemas psicológicos e emocionais mais comuns nas crianças</strong>.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-31 00:52:25 UTC</pubDate>
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         <title>Contribuições significativas para a psicanálise, especialmente no campo da psicanálise infantil. Inovou e expandiu a compreensão da subjetividade da criança, diferenciando-se de abordagens anteriores e deixando um legado que continua a influenciar a prática clínica e a educação. Suas principais contribuições incluem:</title>
         <author>monica_campos1</author>
         <link>https://padlet.com/monica_campos1/ieavkw0nkc9o6wwb/wish/3474288785</link>
         <description><![CDATA[<ol><li><p><strong>A Escuta e o Respeito à Criança como Sujeito:</strong></p><ul><li><p><strong>Criança como Pessoa:</strong> Dolto foi uma grande defensora da ideia de que as crianças, desde o nascimento, são "pessoas" com uma subjetividade própria, desejos e uma capacidade de comunicação que vai além das palavras. Ela enfatizava que elas devem ser vistas, ouvidas e respeitadas em sua individualidade, não como meros objetos ou extensions dos pais.</p></li><li><p><strong>Escuta do Inconsciente Infantil:</strong> Ela desenvolveu uma escuta psicanalítica peculiar para as crianças, reconhecendo que seus sintomas (comportamentais, somáticos, etc.) são formas de linguagem que expressam seu inconsciente e seus conflitos. A escuta ativa e a interpretação desses "discursos" infantis eram centrais em sua prática.</p></li><li><p><strong>Falar a Verdade à Criança:</strong> Dolto acreditava que a verdade, mesmo que dolorosa, deve ser comunicada à criança de forma compreensível para sua idade. Ela argumentava que a mentira ou o "não dito" podem ser mais prejudiciais, gerando desequilíbrio e sofrimento psíquico, pois a criança pressente o que está oculto.</p></li></ul></li><li><p><strong>A Teoria da Imagem Inconsciente do Corpo:</strong></p><ul><li><p>Este é um dos conceitos mais originais e importantes de Dolto. Ela diferenciava o <strong>esquema corporal</strong> (a organização neurofisiológica do corpo, que é universal para a espécie) da <strong>imagem inconsciente do corpo</strong>.</p></li><li><p>A <strong>imagem inconsciente do corpo</strong> é uma construção singular e subjetiva que cada indivíduo forma de si mesmo a partir de suas experiências afetivas, relacionais e corporais. Ela é inconsciente, dinâmica e se constitui através das relações com o Outro (especialmente os cuidadores primários) e da forma como a criança é "desejada" e "nomeada" nesse intercâmbio.</p></li><li><p>Essa imagem está intrinsecamente ligada ao desejo, à castração e à constituição do sujeito, influenciando a forma como a pessoa se relaciona com seu corpo, com os outros e com o mundo.</p></li></ul></li><li><p><strong>O Papel da Família e do Desejo do Outro:</strong></p><ul><li><p>Dolto enfatizava que a criança já nasce inserida na estrutura de desejo da família, e que os sintomas da criança muitas vezes são um reflexo de conflitos e dinâmicas inconscientes presentes na família.</p></li><li><p>Ela defendia a implicação da família no processo terapêutico da criança, reconhecendo que a melhora da criança está ligada à compreensão e transformação dos padrões relacionais parentais.</p></li></ul></li><li><p><strong>Inovação na Técnica Psicanalítica com Crianças:</strong></p><ul><li><p>Dolto não se restringiu à técnica psicanalítica clássica. Ela utilizava o brincar, o desenho e outros recursos expressivos para permitir que as crianças simbolizassem e elaborassem seus conflitos.</p></li><li><p>A criação das "Casas Verdes" (Maisons Vertes) foi uma iniciativa pioneira de prevenção, oferecendo um espaço de socialização e escuta para crianças pequenas e seus pais, demonstrando a importância do ambiente e do vínculo para o desenvolvimento psíquico saudável.</p></li></ul></li><li><p><strong>Divulgação e Democratização da Psicanálise:</strong></p><ul><li><p>Dolto teve um papel fundamental na popularização da psicanálise, especialmente da psicanálise infantil, ao utilizar meios como o rádio para conversar diretamente com o público. Ela respondia a perguntas de pais, desmistificava conceitos e abordava temas relevantes de forma acessível, contribuindo para uma maior compreensão do universo psíquico infantil.</p></li></ul></li></ol><p>Em resumo, revolucionou a psicanálise ao colocar a criança como um sujeito pleno de desejo e linguagem, com uma vida psíquica complexa desde o nascimento. Sua teoria da imagem inconsciente do corpo e sua abordagem humanizada e comunicativa transformaram a prática psicanalítica com crianças e impactaram profundamente a forma como se pensa a infância.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-31 00:54:46 UTC</pubDate>
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         <title>A relevância atual de Françoise Dolto reside em sua capacidade de nos convidar a repensar a infância com seriedade e profundidade. Sua insistência na escuta, na verdade e no respeito à singularidade da criança, bem como seus conceitos inovadores, continuam a ser ferramentas poderosas para profissionais e pais que buscam promover um desenvolvimento psíquico saudável e relações familiares mais autênticas e conscientes.</title>
         <author>monica_campos1</author>
         <link>https://padlet.com/monica_campos1/ieavkw0nkc9o6wwb/wish/3474289407</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>1. Na Psicanálise e Psicologia Clínica:</strong></p><ul><li><p><strong>A Escuta da Criança como Sujeito:</strong> A premissa central de Dolto de que a criança é um sujeito de pleno direito, com um inconsciente e uma capacidade de comunicação próprios desde o nascimento, permanece fundamental. Em um mundo onde a medicalização e a padronização do desenvolvimento infantil são crescentes, sua voz ressoa como um lembrete da singularidade de cada criança e da importância de uma escuta profunda, para além dos sintomas.</p></li><li><p><strong>Reconhecimento da Dimensão Inconsciente:</strong> Sua teoria da "imagem inconsciente do corpo" continua a ser um conceito valioso para entender como a criança se constitui psiquicamente, como o corpo é investido de sentido e como as dinâmicas familiares e transgeracionais impactam essa constituição. Isso é especialmente relevante em discussões sobre identidade, imagem corporal e transtornos alimentares.</p></li><li><p><strong>Tratamento de Separações e Traumas:</strong> O trabalho de Dolto sobre o impacto das separações (como divórcios dos pais) e outros traumas na vida da criança ainda é uma referência. Seus livros, como "Quando os pais se separam", continuam a ser lidos por pais e profissionais em busca de orientação sobre como lidar com essas situações de forma a minimizar o sofrimento infantil.</p></li><li><p><strong>Ênfase na Linguagem e na Verdade:</strong> A insistência de Dolto em "falar a verdade" às crianças, de forma adequada à sua capacidade de compreensão, é cada vez mais valorizada. Em uma época de excesso de informações e, ao mesmo tempo, de muitas omissões, a ideia de que a sinceridade constrói e que a mentira prejudica o psiquismo infantil é um pilar importante para a comunicação familiar.</p></li></ul><p><strong>2. Na Educação e Pedagogia:</strong></p><ul><li><p><strong>Legado Pedagógico:</strong> Dolto é considerada uma "médica da educação" e suas ideias influenciaram profundamente a pedagogia infantil. Sua defesa da escuta ativa, do respeito à autonomia da criança e da criação de ambientes seguros para a expressão infantil ressoam em abordagens pedagógicas contemporâneas que valorizam o protagonismo da criança.</p></li><li><p><strong>As "Casas Verdes":</strong> O modelo das "Maisons Vertes" (Casas Verdes) é um exemplo concreto e duradouro do impacto de Dolto. Esses espaços de acolhimento para crianças pequenas e seus pais, que promovem a socialização e a prevenção de dificuldades, foram replicados em diversos países e continuam a ser um referencial para a primeira infância.</p></li><li><p><strong>Crítica ao "Homeschooling":</strong> O pensamento de Dolto, que valoriza a escola como um espaço de socialização e de encontro com a alteridade, posiciona-se contra o homeschooling. Ela defendia que o crescimento exige que a criança se afaste dos pais e que a escola oferece pontes para uma sociedade diversa, fundamental para o desenvolvimento psíquico e social.</p></li></ul><p><strong>3. No Debate Social e Cultural:</strong></p><ul><li><p><strong>Parentalidade e Relações Familiares:</strong> Dolto influenciou significativamente a forma como a sociedade francesa (e posteriormente outras culturas) passou a encarar a parentalidade. Sua abordagem mais "permissiva" (no sentido de menos autoritária e mais empática) em relação à educação infantil, embora não isenta de críticas, marcou uma transição de valores sociais.</p></li><li><p><strong>Democratização da Psicanálise:</strong> Sua capacidade de comunicar conceitos psicanalíticos complexos de forma acessível, notadamente através de programas de rádio, contribuiu para que a psicanálise saísse dos consultórios e entrasse no debate público, permitindo que muitos pais e cuidadores tivessem acesso a conhecimentos que antes eram restritos.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-31 00:56:45 UTC</pubDate>
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         <title>Apesar de sua enorme relevância, a obra de Dolto também é objeto de debate e, por vezes, de críticas. Algumas de suas posições, como a ênfase na função paterna e certas visões sobre os papéis de gênero na família, são revisadas à luz de novas perspectivas sociais e teóricas. Além disso, a popularização de suas ideias levou, em alguns casos, a uma aplicação simplista ou dogmática de seus conceitos, o que a própria Dolto teria desaprovado (&quot;doltomaniaques&quot;).</title>
         <author>monica_campos1</author>
         <link>https://padlet.com/monica_campos1/ieavkw0nkc9o6wwb/wish/3474290217</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>1. Desafios de Reconhecimento e Inovação no Campo Psicanalítico:</strong></p><ul><li><p><strong>Pioneirismo na Psicanálise Infantil:</strong> No início de sua carreira, a psicanálise infantil ainda era um campo em desenvolvimento. Dolto foi uma das primeiras a insistir que as crianças, incluindo bebês, poderiam e deveriam ser objeto de escuta psicanalítica, o que nem sempre era consensual entre os psicanalistas mais tradicionais, que viam a intervenção com crianças de forma diferente da análise com adultos.</p></li><li><p><strong>Relação com Lacan e a Escola Freudiana de Paris:</strong> Dolto foi uma figura central na Escola Freudiana de Paris, fundada por Jacques Lacan. Embora fosse uma de suas discípulas mais proeminentes e fiéis, sua proximidade com Lacan também a envolveu nas controvérsias e cismas que marcaram o movimento lacaniano. A dissolução da Escola Freudiana de Paris, por exemplo, foi um momento de grande turbulência.</p></li><li><p><strong>Originalidade Teórica:</strong> A elaboração de conceitos como a "imagem inconsciente do corpo" era original e, como toda teoria nova, precisou de tempo para ser assimilada e compreendida por seus pares, gerando discussões e debates sobre sua exata delimitação e implicações.</p></li></ul><p><strong>2. Críticas à Popularização e Simplificação de suas Ideias:</strong></p><ul><li><p><strong>"Doltomania":</strong> A grande popularidade de Dolto, impulsionada por seus programas de rádio e livros acessíveis, levou àquilo que alguns críticos chamaram de "Doltomania". Isso se refere a uma simplificação e, por vezes, distorção de suas ideias por parte do público e mesmo de alguns profissionais que, sem a devida profundidade teórica e clínica, aplicavam seus conceitos de forma inadequada ou dogmática.</p></li><li><p><strong>Má Interpretação do "Tudo é Linguagem":</strong> A famosa frase de Dolto "tudo é linguagem" foi por vezes interpretada de forma reducionista, como se significasse que todos os comportamentos infantis deveriam ser "verbalizados" ou "explicados" sem considerar outros aspectos do desenvolvimento ou a impossibilidade de verbalizar tudo.</p></li><li><p><strong>Críticas à "Ausência de Limites":</strong> Alguns críticos interpretaram erroneamente sua defesa da escuta e do respeito à criança como uma oposição à imposição de limites ou à autoridade parental. Acusações de que suas ideias poderiam levar à "criança-rei" ou à falta de disciplina foram levantadas, embora Dolto sempre tenha defendido a importância da função estruturante da lei e da castração simbólica.</p></li></ul><p><strong>3. Aspectos Teóricos e Filosóficos Alvo de Debate:</strong></p><ul><li><p><strong>Relação com a Religião/Espiritualidade:</strong> Dolto era uma católica praticante, e essa dimensão de sua vida e pensamento não era separada de sua psicanálise. Ela chegou a escrever "A Psicanálise dos Evangelhos", o que gerou críticas e debates, especialmente de setores mais ortodoxos da psicanálise que buscam manter uma separação rígida entre a psicanálise e a religião.</p></li><li><p><strong>Conceito de Castração Simbólica:</strong> Embora central em sua obra e na psicanálise, o conceito de castração (no sentido lacaniano, de inscrição na ordem simbólica e aceitação de limites) foi por vezes mal compreendido ou considerado por alguns como excessivamente rígido.</p></li><li><p><strong>Implicações da Função Paterna:</strong> A ênfase de Dolto na função paterna (simbólica) na estruturação da criança foi um ponto de discussão, especialmente em contextos de mudanças nos modelos familiares e de papéis de gênero.</p></li></ul><p><strong>4. Desafios Pessoais e Profissionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Experiências da Infância:</strong> A própria Dolto relatava experiências complexas em sua infância, incluindo uma relação difícil com a mãe e o luto pela irmã. Essas vivências, embora tenham contribuído para sua sensibilidade e compreensão do universo infantil, também representaram desafios pessoais que ela soube elaborar em sua prática clínica e teórica.</p></li><li><p><strong>Pressão e Exaustão:</strong> Dada sua enorme demanda de trabalho, tanto na clínica quanto na mídia, Dolto enfrentou o desafio da exaustão. Ajudar tantas famílias e crianças, além de divulgar o conhecimento psicanalítico, era uma tarefa imensa.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-31 00:58:37 UTC</pubDate>
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         <title>Françoise Dolto, uma voz na psicanálise</title>
         <author>monica_campos1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Autor: Miguel Ribeiro Vallim</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-11 16:59:05 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>monica_campos1</author>
         <link>https://padlet.com/monica_campos1/ieavkw0nkc9o6wwb/wish/3487062772</link>
         <description><![CDATA[<p>KUPFER, Maria Cristina Machado. Françoise Dolto: uma médica de educação.<strong>&nbsp;Rev. Mal-Estar Subj.</strong>,&nbsp;Fortaleza,&nbsp;v. 6,&nbsp;n. 2,&nbsp;p. 561-574,&nbsp;set.&nbsp; 2006. &nbsp; Disponível em &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1518-61482006000200013&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1518-61482006000200013&amp;lng=pt&amp;nrm=iso</a>&gt;. acessos em&nbsp;11&nbsp;jun.&nbsp; 2025.</p><p>&nbsp;</p><p>LAMARTINE GUEDES PINHEIRO, F.; TEIXEIRA MATOS, L. M. A INFLUÊNCIA DE FRANÇOISE DOLTO NA CLÍNICA PSICANALÍTICA COM CRIANÇAS NA ATUALIDADE.&nbsp;<strong>Psicanálise &amp;amp; Barroco em Revista</strong>,&nbsp;<em>[S. l.]</em>, v. 14, n. 2, 2018. DOI: 10.9789/1679-9887.2016.v14i2.%p. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://seer.unirio.br/psicanalise-barroco/article/view/7295">https://seer.unirio.br/psicanalise-barroco/article/view/7295</a>. Acesso em: 11 jun. 2025.</p><p>&nbsp;</p><p>RIBEIRO VALLIM, M. <strong>Françoise Dolto</strong>, uma voz na psicanálise. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://tede.pucsp.br/bitstream/handle/19507/2/Miguel%20Ribeiro%20Vallim.pdf">https://tede.pucsp.br/bitstream/handle/19507/2/Miguel%20Ribeiro%20Vallim.pdf</a>. Acesso em: 11 jun. 2025.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-11 20:35:56 UTC</pubDate>
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