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      <title>Notas Dynamic by Miriã Ramos</title>
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      <description>Expressem todas suas ideias e pensamentos. </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-08-25 17:36:31 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>miriaards</author>
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         <description><![CDATA[<div>Um clipe inteiro debaixo d'água</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-25 17:41:26 UTC</pubDate>
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         <title>Sons do ambiente</title>
         <author>miriaards</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;A ideia é transportar o ouvinte para outro lugar e criar uma cena através desses sons. Por exemplo, uma música que fala sobre hospital teria sons de ambulâncias, pessoas doentes, o que geralmente escutamos quando visitamos um hospital.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-25 17:42:08 UTC</pubDate>
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         <title>Dinâmico</title>
         <author>miriaards</author>
         <link>https://padlet.com/miriaards/ie57d39376uc1zik/wish/698052732</link>
         <description><![CDATA[<div>A música "dinâmica" se expressa em três formas:<br><br>• Sonoridade - o instrumental, os sons, a intensidade ou suavidade dos instrumentos. Tudo reflete o que está sendo expressado.<br><br>• Composição - É o literal, é o que o som não pode dizer em palavras.<br><br>• Visual - Completa a cena. Um simples vislumbre de uma vista é o suficiente para transformar uma música<br><br>Nós nos comprometemos com o nosso trabalho. Todas as maiores habilidades de cada um de nós está na nossa música, não tem como ser ruim. Um tipo de música que trabalha vários os tipos de arte é mais que uma música, é uma obra prima. Imagine uma tomografia de alguém escutando uma música nossa, todas as áreas mais importantes do cérebro estão sendo trabalhadas.<br><br>Por isso o universo nós uniu... <br>Para construir pontes gigantes... <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-25 17:43:03 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>miriaards</author>
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         <description><![CDATA[<div>Finalmente entendi o nome da banda. <br>Passei a vida inteira condicionada a um ser pensante<br>Mas hoje me descobri um ser dinâmico. <br>O mundo não é sobre refletir<br>É sobre estar em movimento. <br>Movimento pela qual um corpo está sucessivamente presente em diferentes pontos do espaço.<br>Se movimentar é se ver como<br>somos uma multidão que se move em diferentes sentidos mas insistimos em seguir um mesmo caminho. <br>Eu não sou a mesma de ontem<br>E agora eu sei dessa mudança<br>É contemplar uma vista por todas as janelas. <br>Se ontem cruzar as pernas é meditar <br>Hoje é fluir. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-25 17:43:24 UTC</pubDate>
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         <title>Criar (ou não) as próprias roupas</title>
         <author>miriaards</author>
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         <description><![CDATA[<div> A ideia é ter um zelo ao figurino. Nossa intenção é transmitir o conceito do álbum/clipe/música, lançar tendências e tornar tudo mais harmonioso. Todos terão livre arbítrio para escolher seu figurino desde que esteja de acordo com a proposta e seja compatível com os outros. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-25 17:44:25 UTC</pubDate>
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         <title>Conquistar as regiões individualmente</title>
         <author>miriaards</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp; É fato que fãs engajam projetos de seus artistas favoritos, por isso teremos uma atenção especial para certas regiões com alta possibilidade de engajamento. Todos nós sabemos a proporção que o k-pop tomou, seu fandom asiático tem uma parcela nisto por serem fãs fiéis e comprometidos. Precisaremos disso para conquistar cada vez mais público.&nbsp;<br>&nbsp;&nbsp;<br>&nbsp;&gt; Regiões cogitadas:<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;• Ásia - Compram produtos, comprometidos, dedicados em dar stream¹, ativos na mídia e afetuosos.&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; • Europa -&nbsp;<br>&nbsp;<br>&nbsp;&gt; Procedimento:<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; • Para conquistarmos fãs desses lugares devemos estar presentes na mídia local. Progamas de TV, rádios, festivais, publicidades, parcerias com artistas locais, farão parte da nossa rotina. Todos os lançamentos terão uma promoção na região escolhida e projetos comerciais visando o público local.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-25 17:46:23 UTC</pubDate>
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         <title>Mini-álbum</title>
         <author>miriaards</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp; Baseados no mercado de k-pop, formamos um plano para estabilizar nossa carreira até o primeiro álbum. A indústria coreana funciona assim:&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp;Os artistas são promovidos por mini álbuns porque praticamente todas as vendas são na primeira semana, então, custa caro promover um álbum por muito tempo. Contudo, nosso plano é fazer dois mini álbuns — o primeiro servirá como hype para o segundo (neste plano já teríamos uma música ou duas com uma certa relevância para convencer a gravadora a produzir o mini-álbum). O segundo servirá como entrada, manter a mídia e formar um público até o primeiro álbum da banda.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-25 17:47:17 UTC</pubDate>
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         <title>Narrativa visual</title>
         <author>miriaards</author>
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         <description><![CDATA[<div>  &gt; Todas as música de todos os álbuns terão clipes. O intuito é motivar visualizações (músicas com clipes são sempre as mais ouvidas dos álbuns) e criar uma narrativa visual. Queremos transcender além das músicas, produzindo clipes inovadores e expandindo a arte. <br>&gt; Os figurinos farão parte disso aprimorando os clipes e apresentações. <br>&gt; Nossos álbuns conversam diretamente com aparência. Todo conceito será minuciosamente pensado e executado. <br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-25 17:48:37 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>miriaards</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-25 17:54:30 UTC</pubDate>
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         <title>Dynamic 3D</title>
         <author>miriaards</author>
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         <pubDate>2020-08-25 17:57:36 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>miriaards</author>
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         <pubDate>2020-08-25 18:01:14 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>miriaards</author>
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         <pubDate>2020-08-26 16:01:09 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>miriaards</author>
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         <description><![CDATA[<div>Gravar um clipe no espaço (literalmente) </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-03 16:37:25 UTC</pubDate>
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         <title>Dinâmico</title>
         <author>miriaards</author>
         <link>https://padlet.com/miriaards/ie57d39376uc1zik/wish/1679257354</link>
         <description><![CDATA[<div>A música "dinâmica" se expressa em três formas:<br><br>• Sonoridade - o instrumental, os sons, a intensidade ou suavidade dos instrumentos. Tudo reflete o que está sendo expressado.<br><br>• Composição - É o literal, é o que o som não pode dizer em palavras.<br><br>• Visual - Completa a cena. Um simples vislumbre de uma vista é o suficiente para transformar uma música<br><br>Nós nos comprometemos com o nosso trabalho. Todas as maiores habilidades de cada um de nós está na nossa música, não tem como ser ruim. Um tipo de música que trabalha vários os tipos de arte é mais que uma música, é uma obra prima. Imagine uma tomografia de alguém escutando uma música nossa, todas as áreas mais importantes do cérebro estão sendo trabalhadas.<br><br>Por isso o universo nós uniu...&nbsp;<br>Para construir pontes gigantes...&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-15 03:25:10 UTC</pubDate>
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         <title>Passaporte para o futuro </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A melhor forma de prever o futuro é criá-lo. Este é o princípio que deve guiar aqueles que desejam ser revolucionários. Atualmente, muitos artistas continuam a reciclar fórmulas do passado, convertendo em "novas" tendências ideias já feitas em outras décadas. No entanto, para os que querem se destacar, é preciso virar a chave da <strong>transgressão criativa</strong>. Os artistas que conseguirem se adequar e se reinventar rapidamente, dominarão o mercado pelo próximo ciclo, enquanto os que se prenderem ao passado podem acabar desaparecendo e se perdendo no mar de artistas comuns. Sendo assim, o primeiro passo é descartar as suas suposições sobre <strong>o que é possível</strong> e estar pronto para abraçar as possibilidades das ideias e reconfigurar sua visão de mundo.<br> <br>Primeiramente, precisamos definir os tipos de tendências: as macrotendências são mudanças em grande escala que afetam diferentes segmentos da sociedade e do consumo e normalmente correspondem a grandes inovações. Já as microtendências são mudanças de prazo mais curto (geralmente duram de três a cinco anos) e que atingem uma quantidade menor de consumidores. Tenha em mente que uma tendência se prolongará até o ponto em que uma nova ideia mude os paradigmas. Portanto, um artista que possui o comportamento desenvolvido para inovar (transgressão criativa) terá uma estratégia que dominará o mercado.<br> <br>A transgressão criativa começa com uma mentalidade aberta às possibilidades de criação. Às vezes, nossos sonhos permanecem no campo das ideias, e é por isso que devemos conceitualizá-las tornando algo real e palpável. Foi o que fiz com esse pensamento que chamo de "passaporte para o futuro". Recentemente, assisti a um vídeo no Instagram sobre as próximas tendências de moda. Neste vídeo, a criadora explicava o retorno da moda dos anos 2000, que até então era vista como brega e cafona. No final, a criadora refletiu sobre o que estava por vir, já que a moda repetiu exatamente os anos passados. Foi então que pensei: "a próxima tendência é o futuro". Isso me fez refletir sobre como precisamos andar junto com o futuro e projetar nossa mente para pensar adiante.<br><br>A tendência musical de resgatar a era disco foi o que impulsionou o desenvolvimento deste texto. Pesquisei sobre o assunto e percebi que a previsão mais equivocada é aquela baseada nas tendências passadas e na suposição de que elas continuarão no futuro. Isso pode ser uma suposição válida para um curto intervalo, mas eventualmente a linha de tendência mudará. Como Arthur C. Clarke afirmava, <strong>a tentativa de prever o futuro começa com as visões que criamos em nossas próprias mentes</strong>. Pensando nisso, criei o que chamo de videomusic. Ainda é uma ideia em desenvolvimento, e antes de compreendê-la, é necessário entender o movimento de inovação como um todo.<br><br> Joseph Schumpeter é um economista austríaco que desenvolveu uma teoria chamada de <strong>Destruição Criativa</strong>. A teoria ocorre quando "empreendedores criam novos produtos ou novas formas de produzir que florescem causando mudanças na economia", ou seja, quando algo novo surge e muda todo o mercado para se adequar às inovações dessa ideia. Um exemplo do fenômeno da Destruição Criativa foi a substituição do uso de velas, tochas, fogueiras e lamparinas para dar lugar às lâmpadas. <br> No cerne de sua teoria, Joseph apresenta a sua figura central: o empresário inovador. Ele é o responsável por novos produtos para o mercado, por meio de combinações mais eficientes dos fatores de produção. <br><br>Ele desenvolve, as combinações inovadoras que se configurariam nos seguintes casos: <br>i) Introdução de um novo bem; <br>ii) Introdução de um novo método de produção, baseado numa descoberta cientificamente inovadora; <br>iii) Abertura de um novo mercado; <br>iv) Conquista de uma nova fonte de matérias-primas e <br>v) Estabelecimento de um novo modo de organização de qualquer indústria (criação ou fragmentação de uma posição de monopólio, por exemplo).<br><br>Transportando essas ideias para a indústria da música, vemos um mercado tecnológico em constante mudança transformado pela tecnologia ao longo do tempo. No passado, os discos de vinil foram substituídos pelas fitas K7, que posteriormente deram lugar aos CDs, que, por fim, deram lugar às mídias digitais. Vimos o surgimento dos downloads piratas que foram solucionados pelos recentes streamings. Todas essas mudanças dominaram o mercado nos seus respectivos ciclos. Atualmente, os streamings são a principal forma de distribuição da música. No entanto, seus problemas atingem artistas insatisfeitos com a rentabilidade desse modelo de negócios e a alta competição entre os criadores de música. Portanto, quando uma indústria caótica continua avançar, precisamos quebrar um ciclo para iniciar algo novo, como a vídeomusic. <br><br> Quero deixar claro que em breve eu explicarei melhor esta ideia. Esse texto foi puramente uma reflexão acerca da nossa abordagem. Temos que ser criativos se quisermos nos destacar, afinal, é pela ousadia que se conquista. Além disso, pensar sobre o futuro torna o presente mais cuidadoso, nos faz considerar os passos. Portanto, o seu passado não define seu futuro, mas a boa compreensão do passado serve como aprendizado. Como Peter Thiel traz no livro de Zero A Um: o que torna o futuro singular não é o fato de que ele ainda não ocorreu, e <strong>sim que ele vai ser diferente do que temos hoje, ainda que embasado no que existe no presente</strong>. Podemos estar testemunhando o momento no qual a Destruição Criativa de Schumpeter se faça presente novamente nesta indústria tão <strong>DINÂMICA</strong> (rs).<br><br><br></div><blockquote>Não há nada como o sonho para criar o futuro. Utopia hoje, carne e osso amanhã.&nbsp;<br><br>- Vitor Hugo&nbsp;</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-06 00:04:05 UTC</pubDate>
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         <title>DON&#39;T BE EVIL</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Possivelmente, estamos diante de uma nova era, onde a tecnologia transforma tudo o que toca. A cada dia, uma IA se aprimora, um trabalhador é substituído por um robô e um futuro quase apocalíptico se aproxima. A atuação dessas bigtechs é desprendida da ética e dos princípios morais; primeiro, consideram seus interesses próprios antes de pensar nas consequências que essas ações vão provocar nos outros. O problema surge quando se está no topo do mundo e, com seu poder, você pode mudar a realidade. Se você for um "vilão", isso será um problema para todos. Pode-se afirmar que em todos os cenários que assolaram o mundo, sempre houve artistas dispostos a serem a voz e o pensamento da geração. Somos os primeiros a propor uma discussão e uma reflexão perante a sociedade, trazendo luz ao tema e ampliando o debate para todos. Sendo assim, devemos pensar nos dilemas que consomem nossa geração e que, portanto, serão tema do futuro.</div><div>&nbsp; &nbsp;</div><div>Essa história começa com a criação do Google. Dois estudantes de Stanford descobriram como otimizar o sistema de busca da internet, o que até então era uma descoberta inovadora. Este é o primeiro passo do novo capitalismo que mudou para sempre nossas vidas. Conforme a empresa crescia, os estudantes enxergavam um potencial no que viria a ser uma das maiores empresas de tecnologia da história. E então, o Google deixou de ser uma empresa de tecnologia para virar uma empresa de publicidade. Se o objetivo era ser uma empresa de publicidade, o Google faria o possível para ser a melhor empresa de publicidade e mais eficiente do mundo. E para isso, ele precisava saber tudo o que podia sobre os potenciais consumidores a que tinha acesso.</div><div><br></div><div>Com o propósito de juntar informações, o Google passa a criar ferramentas para facilitar a vida das pessoas, mas também para compilar dados sobre os consumidores. Dados esses que, posteriormente, seriam vendidos para empresas que usariam outdoors virtuais para vender seus anúncios. Como resultado, a internet é um lugar para te vender uma coisa que você não precisa. A pesquisadora Shoshana Zuboff descreve o Google como o "Capitalismo de Vigilância"; ela conceitualiza: “acoplamento de vastos poderes digitais e a radical indiferença e narcisismo intrínseco do capitalismo financeiro e sua visão neoliberal que dominou o comércio pelas últimas três décadas, especialmente em economias”. Ou seja, um capitalismo que monetiza dados e informações adquiridos por vigilância.</div><div>&nbsp;</div><div>Em 2001, o Google contratou um cara chamado Bill Campbell, um ex-técnico de futebol americano que tinha virado um executivo de empresas de tecnologia, era o melhor amigo de Steve Jobs e uma espécie de lenda no Vale do Silício. Na prática, a função dele na empresa seria de coach executivo, e como coach, ele resolveu reunir alguns dos funcionários mais proeminentes da empresa numa dinâmica de grupo. A ideia era discutir os valores da empresa. Entre esses funcionários estava Paul Buchheit, ele já tinha participado de coisas parecidas em toda a sua carreira e estava achando o que geralmente os funcionários pensam dessas dinâmicas em grupo: uma perda de tempo. Anos depois, Paul Buchheit conta a um jornalista sobre a reação dele a tal dinâmica de grupo: "eu sugeri algo que deixaria as pessoas desconfortáveis, mas que também seria interessante. Veio à minha mente que "Don't Be Evil" seria uma afirmação interessante e fácil de ser memorizada, e as pessoas riram, mas eu disse: 'não, eu estou falando sério'.</div><div><br></div><div>"Don't be evil" em português significa: não seja mau. Aquilo não caiu bem para o coach, mas para o Paul ganhou apoio de um dos principais funcionários do Google chamado Namid Patel, e sempre que eles viam um quadro branco dando sopa, eles iam até lá e escreviam a mesma frase "Don't Be Evil". E aos poucos aquela frase foi entrando na mente dos googlers e acabou virando o lema secreto da empresa. No futuro, quando o Google abre sua receita ao público, no seu código de conduta, lá estava escrita a fatídica frase. Certamente, para os caras colocarem isso no código de conduta foi para que as pessoas se lembrem e, no futuro, sejam cobrados por isso. Se não fosse assim, todos pensariam que eles eram os vilões desde o início. É uma mensagem para o futuro: não se percam no caminho.</div><div><br></div><div>Por um tempo, existia aquele medo de ignorar questões éticas dentro da empresa. Parte da história do Google é construída com o pensamento deles ainda serem os bonzinhos. Contudo, podemos apontar atualmente para esses novos nomes da tecnologia que ainda acreditam serem os bonzinhos. Hoje, "Don't be evil" é o passado que o Google quer esquecer. A empresa retirou quase todas as menções à frase do seu código de conduta. A Alphabet afirma que não adotará o termo.</div><div><br></div><div>Após essa história, a primeira coisa que veio à minha mente foi: por que "don't be evil" e não "be good"? Foi então que eu percebi: a ideia não é ser bom, não é fazer o bem. É não ser mau na medida do possível. Eles estão preocupados em ser os vilões de suas próprias histórias; veja bem, suas próprias histórias. No ponto em que se encontra a tecnologia, as bigtechs estão se posicionando contra as regulamentações das plataformas e, indiretamente, promovendo desinformação e a proliferação de grupos extremistas. O desapego moral do indivíduo faz com que, dentro de sua mente, permita reinterpretar um comportamento errado para que não se sinta mal por ele. Quando se tem o poder em suas mãos, você pode moldar a realidade conforme seus interesses. Na véspera da votação da PL da Fake News, o Google disponibilizou em sua página inicial um link para um site com informações da empresa contra o projeto de lei, com a chamada “O PL das fake news pode aumentar a confusão sobre o que é verdade ou mentira no Brasil”.</div><div><br></div><div>O Telegram enviou mensagens a todos os seus usuários contra a aprovação da proposta. A empresa divulgou um texto que afirmava que a democracia no Brasil está sob ataque com a aprovação da PL. O autor do projeto, Orlando Silva, disse que o Telegram usa prática abusiva e criminosa ao divulgar notícia falsa, depois de se recusar a debater o texto na Câmara. Para essas empresas, não existem limites, afinal, elas distorcem os valores morais e convencem a todos de que estão fazendo o bem para a humanidade. Às vezes, esquecemos que a ciência também pode ser prejudicial.</div><div><br></div><div>Com muita frequência, eles estão sempre pensando em moldar nossa realidade, transportando o mundo em que vivemos para as telas. Recentemente, a empresa Meta divulgou os planos para o Metaverso, cujo objetivo é simular a realidade e construir um mundo virtual. Se já não bastassem as redes sociais que consomem nossas mentes e nos individualizam em bolhas, ao passo que todo o sistema é pensado para que você nunca saia da internet. E, no cerne de tudo isso, temos os engravatados certos de que estão construindo um mundo melhor com a tecnologia.</div><div><br></div><div>Os dilemas tecnológicos vão além das regulamentações e partem para desafios éticos para a IA, danos ambientais, privacidade, desinformação... Ao refletirmos acerca, temos corporativistas que relativizam os princípios morais. Se eles não se importam com o que é certo ou errado, o que será daqui pra frente? Não é bom aderir a princípios inflexíveis, mas também não é saudável para a sociedade que os limites de tudo sejam tão incertos. Aliás, vemos que esses rostos da tecnologia são amplamente admirados e respeitados por uma grande parcela das pessoas. Suas atitudes são defendidas e discutidas como inovações científicas, mas a custo do que? O futuro da humanidade parece caminhar para o que muitos filmes previam: uma sociedade em que a inteligência artificial e os robôs terão um papel decisivo. Até onde chegarão essas novas possibilidades tecnológicas?</div><div><br></div><div>É importante salientar que isso também vale para nós. Qual o nosso propósito com a banda? Afinal, nós também podemos nos tornar os vilões. É preciso ter em mente, quando desenvolvermos nossos projetos, qual será o efeito no futuro. Nossa influência pode moldar o mundo de alguma forma.</div><div><br></div><div>Todos sabem que este é um tema atual e que, sem dúvida, permanecerá no futuro. Isso significa que pode nos inspirar para álbuns, músicas e afins. Este é/será o problema do século. Devemos abrir nossos olhos para a tecnologia que está tomando conta de tudo ao nosso redor e nos expressar artisticamente sobre como nos sentimos diante disso tudo. Vamos refletir sobre o desapego moral e como isso prejudica o desenvolvimento de nossa sociedade. A tecnologia desmedida não só ameaça o funcionamento do mundo, mas também a arte em si. O aprimoramento de IAs para agirem como artistas e manifestar um talento artificial coloca em risco o pensamento humano em sua pureza. Por fim, não sabemos o que pode acontecer, mas sabemos que nunca tomarão nosso lugar, não enquanto houver pessoas nobres e corajosas para seguir em frente.&nbsp;</div><div><br></div><blockquote>"Nossa ciência nos tornou cínicos; nossa inteligência, dura e carente de sentimentos".<br><br>- Sir Charles Chaplin</blockquote><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-06 00:15:12 UTC</pubDate>
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         <title>E o mundo naão se acabou. </title>
         <author>miriaards</author>
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         <description><![CDATA[<p>É um belo dia lá fora. Você acorda, vai até a janela e se depara com a paisagem: bombas caindo em uma manhã de segunda-feira. O que isso te faz sentir? O medo do fim do mundo já passou pela cabeça de todos os seres humanos. Na mídia, você encontra previsões, datas e até visões do fim do mundo. A verdade é que a humanidade está aguardando a chegada do próximo apocalipse. Isso me fez pensar o quanto as pessoas são obcecadas pelo fim, pela desgraça estratosférica que, aparentemente, está por vir algum dia. Talvez essa ideia já esteja dentro da mente de todos nós, afinal, tudo realmente um dia acaba. Mas, para alguns de nós, esse evento está em tudo. Quase todas as religiões possuem uma versão do apocalipse e, para a maioria de nós, não é um final nem um pouco agradável. A angústia existencial e o medo de deixar de existir atormenta quase todos os seres humanos.&nbsp;</p><p><br/></p><p>A escatologia do medo, nome dado pelo jornalista Danielson Roaly, trata-se de uma corrente de pensamento que associa profecias bíblicas e textos inspirados a notícias da atualidade, numa abordagem alarmista e sensacionalista. Essa ideologia se espalha entre as igrejas e fanáticos religiosos e, de repente, todos estão numa febre anunciando o fim do mundo a partir dos eventos mais singelos possíveis. Ora, esse imaginário bíblico tem criado, ao longo da história, uma sensação generalizada de medo no mundo ocidental e uma enorme curiosidade pelo que “vem depois” do fim, isto é, o “além”. Esse misterioso lugar religioso descrito pela arte, pelos intelectuais da Igreja Católica ou pela literatura, medieval ou outras, pode ser o céu, o inferno ou até mesmo o purgatório. Portanto, a questão está intimamente ligada com o que vem depois. Os pentecostais acreditam que estarão no céu enquanto os pecadores ficarão sofrendo eternamente na terra ou no inferno. Existe um sadismo nessa ideia. Enquanto todos irão sofrer, eles estarão no céu sendo recompensados pelos sacrifícios que fizeram na terra. Um lugar no céu é tudo o que eles querem. Este é o sentimento dos escolhidos: é quase um prazer ver o mundo destruído. Eles se sentem especiais e usam essa data do fim do mundo como uma punição para o resto da humanidade, as pessoas que consideram indignas do paraíso.</p><p><br/></p><p>Jesus disse: "A respeito daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas somente o Pai." (Mateus 24:36, 42). Ainda poderão haver sinais do fim do mundo, mas, mesmo assim, nunca saberemos a data exata. É claro, isso tudo é de acordo com a doutrina cristã. O que podemos tirar disso é o seguinte: o fim do mundo está sempre próximo. Feargal Dalton, um ex-tenente que serviu a bordo do submarino HMS Victorious, é uma das poucas pessoas que realmente disparou um míssil. Ele disse: "Há sempre um [submarino] em algum lugar por aí, com aviso prévio de 15 minutos para disparar. Neste momento, existe uma dissuasão nuclear. Os Vladimir Putins de todo o mundo sabem que ela existe, é real e poderíamos usá-la se necessário." Como vivemos com isso? Como lidar com a ideia da destruição iminente? A verdade é que, para quem está morrendo hoje, não interessa o fim do mundo, e para quem está vivo, do que adianta saber sobre o fim do mundo, se um dia todo homem vai morrer mesmo? De certa forma, já sabemos disso, mas o fim do mundo traz uma ideia diferente nesse aspecto. É como se o mundo fosse o piloto e nós, os passageiros de um avião prestes a cair. A impressão que fica é que o fim seria apenas para o piloto, mas as circunstâncias levariam todos nós juntos. Isso é inesperado e cedo demais. Essa insegurança pode estar relacionada ao instinto primitivo de sobrevivência. Talvez seja esse espírito de sobrevivência dentro de nós que se transmite com a angústia existencial de sobreviver e perpetuar a espécie, que se traduz em um desespero filosófico ou pessoal de aproveitar o que nos resta. O espírito de sobrevivência está ligado a toda espécie viva, nos animais, nas plantas, ou até mesmo em um vírus. Tudo que é vivo quer viver. E se deparar com a finitude humana traz esse tormento. Entretanto, o conceito de vida é a morte. Todas as coisas deste universo estão sujeitas a isso; até mesmo as estrelas deixarão de existir, imagine nós humanos e o nosso planeta insignificante. Aconteceu com os dinossauros e também poderá acontecer com outras espécies. Afinal, o sol que desponta tem que anoitecer. Heráclito diz: "Tudo é devir." Por isso o mundo sempre acaba, não se pode viver no mundo duas vezes. É o derradeiro destino do universo; estamos aqui para cumprir nossas missões e o mundo para dar lugar aos destinos.</p><p><br/></p><p>Em todo momento, estamos refletindo essa angústia existencial confrontada pela finitude humana. Sim, nós vamos acabar e talvez todo mundo ao nosso redor também. Existe a ideia de fincar raízes neste mundo, de permanecer aqui ou ser esquecido para sempre sem uma história para contar. O que eu digo é que isso é pura bobagem. A vida é mais sobre como nós existimos do que sobre os efeitos que causamos no mundo. Tudo aquilo que você viveu antes de partir é o motivo dessa viagem. Não há como se fincar neste mundo, porque ele acaba quando dormimos. Ele também é passageiro. Dentro da cabeça de cada um de nós existe um universo inteirinho, ou melhor, uma perspectiva dele. Portanto, a bagagem nunca será a mesma. E então, você percebe que tudo isso existe por sua causa. Quer dizer, não é exatamente por este motivo, mas sua percepção será essa. Cada mínimo detalhe da sua existência compõe quem você é e o que você está fazendo neste mundo. Agora, o que você precisa fazer é somente existir. Sua vida são as coisas que acontecem nela, e vai acontecer até deixar de acontecer. E essa terá sido a sua experiência neste mundo. É nisso que consiste a materialidade humana.</p><p>No final é tudo sobre o tempo. É o medo de acabar antes da hora e pensar: será que estou aproveitando tudo? Não, você não está. Porque este é o movimento que você se propôs ao vivenciar a existência. Tudo pode ainda estar começando, mas amanhã tudo pode acabar. É o derradeiro destino do universo.&nbsp;</p><p><br/></p><p><br/></p><blockquote><p><em>Esta é a maneira que o mundo acaba&nbsp;&nbsp;</em></p></blockquote><blockquote><p><em>Esta é a maneira que o mundo acaba&nbsp;</em></p></blockquote><blockquote><p><em>Esta é a maneira que o mundo acaba</em></p></blockquote><blockquote><p><em>Não com um estrondo, mas um gemido.</em></p></blockquote><p><em>&nbsp;</em></p><blockquote><p><em>- T.S. Eliot's. “The Hollow Men”</em></p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2024-07-28 00:14:03 UTC</pubDate>
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