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      <title>SAÚDE LGBTI+ - Exercicio Aula 3 by ARIANE SOUZA OLIVEIRA</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-11-23 21:54:47 UTC</pubDate>
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         <title>Dudu do Gonzaga (2019)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O documentário resgata a memória de uma das principais personalidades da história da comunidade LGBT+ de Santos. Dudu do Gonzaga foi uma travesti que conquistou grande notoriedade no bairro que morou, um dos mais elitistas e conservadores da cidade. Viveu sua liberdade de gênero durante as décadas de 1960 e 70, época em que os saberes e discursos científicos ainda consideravam como patologia as identidades de gênero e orientações sexuais dissidentes (SILVA, 2019).<br>Embora a diversidade sexual e de gênero seja uma realidade em todas as culturas e momentos históricos, no século XIX a medicina e a psiquiatria elaboraram uma série de conceitos (como transexualismo e homossexualismo) que enquadravam qualquer comportamento que fugisse ao padrão heterocisnormativo como doença. Como resultado, as pessoas LGBT+ estavam sujeitas ao encarceramento em manicômios e prisões, assim como a sofrerem torturas físicas e psicológicas institucionalizadas. A vigilância e a punição às identidades de gênero e orientações sexuais dissidentes também poderiam ser realizadas, assim como hoje, por parcelas da sociedade que agiam segundo uma moral LGBTfóbica que se apoia nos mesmos saberes e discursos médicos do passado.<br>Dudu do Gonzaga foi brutalmente assassinada em 1982, aos 35 anos de idade, momento em que começava a se afirmar os primeiros grupos em defesa das minorias sexuais e de gênero no Brasil, como o Grupo Somos e GALF. Esse também foi o momento de surgimento da Teoria Queer, responsável por contestar e desafiar normas sociossexuais e contribuir para a aquisição de direitos sociais em diversos países (CIASCA, POUGET, 2021).&nbsp;<br>Dudu do Gonzaga apresenta grande representatividade para a memória da comunidade LGBT+ de Santos exatamente por ter desafiado a cinormatividade imperante na cidade em uma época em que falar sobre direitos LGBT ainda era uma utopia.<br>O documentário foi dirigido por Nildo Ferreira e realizado com recursos do Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes (Facult) da Prefeitura Municipal de Santos.<br><br></div><div><br><strong>Referências<br><br></strong>CIASCA, Saulo Vito; POUGET, Frederic. Aspectos históricos da sexualidade humana e desafios para a despatologização. In.: CIASCA, Saulo Vito; HERCOWITZ, Andrea; LOPES JÚNIOR, Ademir. Saúde LGBTQIA+: práticas de cuidado transdisciplinar. São Paulo: Manole, 2021.<br><br>DUDU do Gonzaga. Dirigido por Nildo Ferreira. Santos: Dose Inspiração Coletivo Audiovisual. 2019. Disponível em: <a href="https://youtu.be/e8_Cg0WSC6I">https://youtu.be/e8_Cg0WSC6I<br></a><br>SILVA, Victoria. Dudu do Gonzaga foi livre e disse não à cisnormatividade nos anos 60. Juicy Santos, 24 Jun. 2019. Disponível em: <a href="https://www.juicysantos.com.br/especial/dudu-do-gonzaga/">https://www.juicysantos.com.br/especial/dudu-do-gonzaga/</a><a href="https://youtu.be/e8_Cg0WSC6I"><br></a><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-29 18:34:41 UTC</pubDate>
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         <title>Minha Vida em Cor de Rosa (1997)</title>
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         <description><![CDATA[<div>O filme lançado em 1997, aborda questões entorno da sexualidade presente na vida de Ludovic, uma criança que não se identifica com seu sexo biológico, e como sua familia e pessoas do seu convívio lida com isso. Ludovic, que é apenas uma criança e não entende porque está errado, possui comportamentos considerados afeminados e sempre opta por vestir roupas socialmente femininas e, ao longo do filme, cria-se o embate entre os pais e a criança sobre deixar ou não o Ludovic se expressar assim e como isso é enxergado pelas outras pessoas.</div><div>Conheci esse filme por meio da matéria de Psicopatologia que levantava justamente a questão da patologização e culpabilização do indivíduo que não se reconhece enquanto pessoa cis e todo o sofrimento que perpassa seu caminho.</div><div>É interessante perceber como um filme, relativamente antigo no quesito de direitos LGBTQIA+, consegue evidenciar as violências que uma criança pode enfrentar mesmo com a inocência de não entender o porquê é reprimida constantemente.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-29 21:35:24 UTC</pubDate>
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         <title>O Jogo da Imitação  (2014)</title>
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         <description><![CDATA[<div>O filme, dirigido por Morten Tyldum, é baseado na história real do cientista e matemático Alan Turing, criador da Máquina Turing, a qual serviu para decifrar mensagens criptografadas enviadas pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. A importância dessa invenção foi conseguir decodificar pontos de ataque e ações nazistas, que, de acordo com estimativas, pôde reduzir a duração da guerra em dois anos.&nbsp;</div><div>No entanto, o filme retrata a homofobia da década de 1950, pois, apesar das contribuições de Turing, elas foram invalidadas já que ele era homossexual, o que, na época, era considerado falha de caráter e indecência. Por conta disso, o personagem foi condenado como criminoso e teve que escolher entre ser preso ou sofrer castração química por meio de injeções hormonais. Turing opta pela segunda opção e é submetido a “cura gay”, ficando depressivo e evidentemente adoecido, e acaba se afastando de seus estudos.&nbsp;<br>&nbsp;</div><div>O JOGO da Imitação. Direção de Morten Tyldum. Roteiro de Graham Moore. Estados Unidos: 2014. 1 videocassete (114 min). VHS, son, color.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-29 23:18:46 UTC</pubDate>
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         <title>Cinema em 7 Cores (2008), dir. Rafaela Dias, Felipe Tostes.</title>
         <author>isabelaboas</author>
         <link>https://padlet.com/souzaariane/ibo9gzjzac316176/wish/2402710187</link>
         <description><![CDATA[<div>O curta-documentário <em>Cinema em 7 Cores</em> (2008), dos diretores Rafaela Dias e Felipe Tostes, traz um panorama da forma como pessoas que fogem da heterocisnormatividade foram retratadas nas obras cinematográficas brasileiras ao longo da história e do desenvolvimento do cinema no país. Apresenta desde personagens das chanchadas dos anos 30 aos anos 60 — que trazem a caricatura inicial do personagem gay cômico, ou da personagem travesti depravada (ou, até mesmo, certa mistura dos dois)&nbsp; —, até filmes pouco mais recentes que tentam trazer a temática LGBTQIA+ de forma mais naturalizada, apesar de ainda falhos em certos aspectos — materializando o personagem gay depressivo, amargurado e/ou doente, que não aceita a própria sexualidade e que sofre por causa dela na maior parte do tempo —.<br><br></div><div>Aponta, dessa forma, as formas pelas quais o meio cinematográfico e televisivo reverberou estereótipos da comunidade LGBTQIA+, reforçando tais ideias no senso comum e, até mesmo, adicionando certas características a cada retrato. Traz, por exemplo, o jeito que lésbicas passaram a ser retratadas de forma inicialmente aparentemente naturalizada, mas que, depois de certa análise, é possível perceber que não passa de um material voyeurista e sexualizado para servir ao homem hétero que assiste a obra; ou, também, filmes como <em>André, a Cara e a Coragem</em> (1971), em que o personagem homossexual é sozinho e predador, vitimizando ‘jovens inocentes’.<br><br></div><div>Levando em conta a influência do meio audiovisual na criação do inconsciente coletivo sobre o mundo, assim como seu suposto “espelhamento da realidade”, é possível entender como tais obras podem influenciar na compreensão social de pessoas que fogem da heterocisnormatividade, levando a reproduções dessas formas de pensamento e comportamento preconceituoso. Além disso, o documentário traz comentários pessoais dos convidados, mostrando também o efeito de tais obras nas próprias pessoas que fogem da norma, e o quanto cenas impactantes (como uma cena da personagem Lilica, de Pixote (2001), teve no convidado Jean Wyllys) influenciaram suas autoimagens.<br><br></div><div>Pensei em selecionar o documentário assim que a atividade foi explicada, não só pela utilidade do próprio conteúdo do filme, mas também pelo que representa: tratando-se de um filme lançado em 2008, lembrei que percebi ao assistí-lo em 2020 que, independente do quanto traz críticas úteis e construtivas, ainda falha em muitos aspectos que ele mesmo critica, contendo uma falta de análise de questões trans, por exemplo. Ao mesmo tempo que explicita narrativas que criam estereótipos e patologizam gays, lésbicas e bissexuais, exclui outras identidades e participa, ele mesmo, da criação de certa invisibilidade e patologização (levando em conta comentários pouco construtivos sobre travestis em certo momento do documentário).<br><br></div><div>CIASCA, Saulo Vito; POUGET, Frederic. Aspectos históricos da sexualidade humana e desafios para a despatologização. In.: CIASCA, Saulo Vito; HERCOWITZ, Andrea; LOPES JÚNIOR, Ademir. Saúde LGBTQIA+: práticas de cuidado transdisciplinar. São Paulo: Manole, 2021.<br><br></div><div><br></div><div>CINEMA em 7 Cores. Dirigido por Rafaela Dias e Felipe Tostes. Brasil: 2008.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-29 23:40:53 UTC</pubDate>
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         <title>Priscilla, a Rainha do Deserto (1994)</title>
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         <link>https://padlet.com/souzaariane/ibo9gzjzac316176/wish/2402876259</link>
         <description><![CDATA[<div><br>O filme é uma produção australiana do ano de 1994, dirigido por Stephan Elliott. Chegou a ganhar o Oscar e o BAFTA de melhor figurino e maquiagem no ano seguinte. O musical foi baseado no filme e se tornou uma produção da Broadway, que inclusive foi adaptada para o português e teve sua temporada no Brasil no ano de 2012.&nbsp;<br>Pensando no seu contexto histórico, ele traz um marco no cinema ao retratar a história de pessoas LGBTQIA+ para o grande público e até hoje pode ser considerado um clássico.&nbsp;</div><div>A história começa com o show de duas drag queens, que é seguido pelo convite da ex-esposa (ainda atual nos papéis) de Anthony "Tick" Belrose - ou Mitzi Del Bra - para realizar uma temporada de shows em um hotel cassino. Ele convida Adam Whitely - ou Felicia Jollygoodfellow - que já trabalhava fazendo shows com ele e também convidou Bernadette Bassenger ou Bernice ou ainda Ralph (nome de registro que ela abandonou e abomina) para fazer parte desse show. Bernadette é uma mulher transexual que no passado fizera parte de um famoso espetáculo chamado <em>Les Girls</em>, porém, ela tinha acabado de passar pela perda de seu companheiro e estava vivendo seu luto; mesmo assim, decide seguir nessa viagem como forma de elaborar a morte de alguém que a aceitava e amava. Eles partem a bordo de um precário, mas estiloso ônibus - a Priscilla, que dá título ao filme e musical - cruzam o deserto australiano, saindo de Sydney rumo a Alice Springs, sem muita dimensão do que encontrariam pelo caminho, deparando-se com diversos problemas mecânicos, cidadezinhas que parecem não comportar suas personalidades que destoa tanto da cisheteronormatividade, o tempo e o tédio da viagem, ensaios no meio do deserto, preconceitos, constantes embates relacionais entre os/as três, risos, desencontros, encontros-surpresa, entre outros acontecimentos atravessados por uma série de questões pessoais. (SILVA, 2011)</div><div>Alguns aspectos são bastante importantes de serem ressaltados, um deles é o período histórico que ele passa, pois retrata uma população bastante estigmatizada devido a alta taxa de infecções por HIV e a sua correlação com as pessoas LGBTI+, tanto que em um determinado momento o ônibus é pichado com a frase: <em>AIDS fuckers go home! </em>(transmissores de AIDS voltem para casa), depois de passarem uma noite na cidade. Também pudemos ver que eles sofriam diversos tipos de violências, tanto verbais quanto físicas, e um momento bastante marcante é quando Felicia “brincando” com alguns caras é perseguida, e como castigo receberia um estupro punitivo, pois o homem manda abrir as pernas dela, já que ela “queria tanto transar” e usa palavras de baixo calão; ela só é salva porque um homem, enquadrado no padrão heteronormativo manda ele parar e porque Bernadette bate no violentador.</div><div>Todos eles têm questões pessoais muito relevantes nesse processo, e isso vai surgindo com o decorrer do tempo. Adam é um rapaz gay, jovem, bastante inconsequente e um pouco irritante, foi assediado quando criança por um tio e acaba tendo uma ação representada de forma muito cômica em relação ao acontecimento, porém esse tipo de violência sempre deixa suas marcas. Somos apresentados a um flashback de Bernadette, a mais experiente porém um pouco rabugenta, explicando o que ela diz ser a resposta da pergunta de um milhão de reais, pois percebemos que desde pequena ela já tinha interesses em brincadeiras ditas “de menina” e sempre foi punida por isso, fazendo com que a sua relação familiar não fosse boa; ela odeia o seu nome de registro e deixa isso bem claro ao entrar em uma briga com Felícia quando ela a chama por esse nome, o que&nbsp; foi um ato bastante transfóbico e violento de Felicia com Bernice. Tick teve um filho, Benjamin, neste antigo casamento e a viagem seria o caminho para o encontro entre esta criança e seu pai gay e drag queen, além de se deparar com uma paternidade que nunca foi exercida.&nbsp;</div><div>Os figurinos coloridos e brilhantes, junto com a Priscilla, vão rasgando a paisagem árida do deserto e trazendo vida e arte a um ambiente bastante inóspito, além das músicas que sempre foram muito famosas por fazerem parte das pistas&nbsp; LGBTI+ e com o filme foram ainda mais fortalecidas como hinos e clássicos. Para o musical, foram adicionadas ainda mais músicas e divas do cenário pop.</div><div>Mesmo sendo uma obra bastante progressista, sobretudo pensando que se passa em 1994, o filme não mostra muita representatividade, nem racial e nem social, já que todos os protagonistas e boa parte do elenco é formado por pessoas brancas e as três protagonistas são representadas por atores cis e heterossexuais, entretanto, não podemos tirar o mérito da obra e do autor de trazer para o <em>mainstream </em>uma história com protagonismo LGBTQI+ há quase 30 anos atrás.<br><br><strong>Trilha sonora do musical: </strong><br><a href="https://open.spotify.com/playlist/28NHcdEcIPS5fcnzL6rh7D?si=SlWy_c2JSIq-gOyyV09mQw">https://open.spotify.com/playlist/28NHcdEcIPS5fcnzL6rh7D?si=SlWy_c2JSIq-gOyyV09mQw</a><br><br><strong>Trilha sonora do filme:</strong><br><a href="https://open.spotify.com/playlist/2UxdwWftQCfeWPfpwdqiNW?si=fy-8otgJRw6Y0AAvCnFPRw">https://open.spotify.com/playlist/2UxdwWftQCfeWPfpwdqiNW?si=fy-8otgJRw6Y0AAvCnFPRw</a><br><br><strong>Referências:</strong></div><div>CAMPOS; Leonardo. Crítica: Priscilla, a rainha do deserto. Plano Crítico, 2017. Disponível em: &lt;<a href="https://www.planocritico.com/critica-priscilla-a-rainha-do-deserto/">https://www.planocritico.com/critica-priscilla-a-rainha-do-deserto/</a>&gt;. Acesso em: 29 nov 2022.</div><div><br></div><div>KER; João: Como “Priscilla, a rainha do deserto” continua um clássico LGBTI+. Revista Híbrida, 2019. Disponível em: &lt;<a href="https://revistahibrida.com.br/cinema-tv/como-priscila-a-rainha-do-deserto-continua-um-classico-25-anos-depois/">https://revistahibrida.com.br/cinema-tv/como-priscila-a-rainha-do-deserto-continua-um-classico-25-anos-depois/</a>&gt;. Acesso em: 29 nov 2022.</div><div><br>SILVA; Aureliano L. da, Jr. Um passeio de ônibus: Priscilla, a rainha do deserto (1994) e alguns diálogos entre categorias sociais e ficcionais. Sexualidad, Salud y Sociedad (Rio de Janeiro) [online]. 2011, n. 7 [Acessado 29 Novembro 2022] , pp. 142-165. Disponível em: &lt;<a href="https://doi.org/10.1590/S1984-64872011000200007">https://doi.org/10.1590/S1984-64872011000200007</a>&gt;&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-30 02:24:13 UTC</pubDate>
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         <title>Paris is Burning </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Este documentário foca na cultura do ballroom&nbsp; na cidade de Nova York e seus diferentes aspectos como as&nbsp; "houses", que fornecem um senso de comunidade a pessoas queers&nbsp; frequentemente rejeitados em outros contextos sociaisO documentário também aborda questões de racismo, pobreza e outras interseções.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-30 02:30:34 UTC</pubDate>
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         <title>A Morte e Vida de Marsha P. Johnson (2017)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/souzaariane/ibo9gzjzac316176/wish/2402900065</link>
         <description><![CDATA[<div>O documentário, dirigido por David France e lançado pela Netflix em 2017, é ao mesmo tempo uma ode ao legado histórico da estadunidense Marsha P. Johnson, uma mulher transexual, preta e ativista pelos direitos LGBTQIA+, e uma denúncia quanto ao descaso em torno de sua morte, ocorrida em 6 de julho de 1992, em Nova York. <br>Para isso, inicialmente coloca em evidência a reabertura do caso de Marsha na justiça por Victoria Cruz, uma amiga próxima, também trans, ativista pelos direitos da população LGBTQIA+ e parte do Projeto Antiviolência de NY. A busca por respostas tem fundamento, afinal, após mais de 20 anos, a causa da morte de Marsha segue sendo colocada como suicídio, algo que o filme contesta o tempo todo, enquanto demonstra para o público as tantas violências e perseguições que atravessam o caso. <br>Conforme a investigação avança, outra narrativa vai sendo construída em tela, alternadamente, através de vídeos e fotos: a participação ativa das personalidades que protagonizaram eventos como a rebelião de <em>Stonewall, </em>em 1969 – algo que reverbera no surgimento do movimento LGBTQIA+ organizado em todo o mundo. Pessoas essas que incluem a própria Marsha Johnson, mas também outras trans/travestis, como a ativista Sylvia Rivera, essencial no cenário de militância da época e até os dias atuais. <br>Contextualizando com o que apontam Ciasca e Pouget (2021), apesar disso, tal fato histórico foi sendo difundido como enredo historiográfico pertencente à população gay, o que contribuiu diretamente na invisibilização da luta trans e travesti com o passar dos anos. Isso, consequentemente, interferiu no aumento da marginalização e estigmatização – inclusive dentro da própria comunidade –, mas também ao apagamento quanto à verdade sobre a morte de Marsha. Ainda que pudesse aprofundar mais nesse ponto, a discussão, no documentário, também leva em conta a interseccionalidade do caso, bem como o contexto sociohistórico em que ele aconteceu.<br>Portanto, essa é uma obra atual, que não se deixa cair em reducionismos, mas que conversa com a realidade brasileira, considerando o aumento anual de casos de violência contra as pessoas trans. Ademais, possui um tom pesado, real, angustiante, quando costura os motivos por trás da invisibilização histórica da população trans e travesti, sem esquecer a importância de celebrar o pioneirismo de Marsha, Sylvia e tantas outras na luta LGBTQIA+, assim como suas formas de (r)existência. <br><br><strong>Referências</strong><br><br>A Morte e vida de Marsha P. Johnson. Dirigido por David France. Netflix, 2017.<br><br>BARCELOS SOLIVA, Thiago. Stonewall, silêncios e mágoas: uma análise a partir do documentário A morte e vida de Marsha P. Johnson. Aceno - Revista de Antropologia do<br>Centro-Oeste, 8 (18): 131-144, setembro a dezembro de 2021. ISSN: 2358-5587<br><br>CIASCA, Saulo Vito; POUGET, Frederic. Aspectos históricos da sexualidade humana e desafios para a despatologização. In.: CIASCA, Saulo Vito; HERCOWITZ, Andrea; LOPES JÚNIOR, Ademir Saúde LGBTQIA+: práticas de cuidado transdisciplinar. São Paulo: Manole, 2021.<br><br>XAVIER, Pamela. Crítica | A morte e a Vida de Marsha P. Johnson. Viva Caxias, 05 Jul. 2021.<br>Disponível em: https://vivacaxias.com/cultura/artigo/orgulholgbt-critica-morte-vida-marsha-p-johnson.html. Acesso em: 29 Nov. 2022.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-30 02:45:08 UTC</pubDate>
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         <title>Banana Fish</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Banana Fish é uma série de mangá japonesa da mangaká Akimi Yoshida publicada entre Maio de 1985 – Abril de 1994 e posteriormente lançada na versão anime em 2018.&nbsp;<br><br></div><div>A obra conta com um enredo interessante, pois embora pareça um romance “shojo” comum sobre um protagonista masculino, a série acaba trazendo tons violentos e personagens complexos.&nbsp;<br><br></div><div>A série se passa nos anos 80, na cidade de Nova York, onde Ash Lynx, um rapaz jovem, belo e inteligente, lidera uma das principais gangues da região. O passado de Ash é bem problemática uma vez que quando criança foi pego por um grande chefe do crime. Conforme os anos foram se passanndo, Ash passou grande parte da juventido sofrendo abuso sexual e psicológico, esses são temas recorrentes na obra. Após anos de exploração, o jovem consegue se desvincular do Papa Golzine e acaba se transformando chefe de sua própria gangue. Dentro desse cenário que a obra se desenrola, após uma série de assassinatos misteriosos, Ash investiga o “Banana Fish”, algo dito por seu irmão antes de morrer, posteriormente ele descobre que Banana Fish se refere a uma droga potente e que estava sendo produzida e testada em soldados.&nbsp;<br><br></div><div>Sobre o contexto da guerra, no mangá que foi publicado nos anos 80 e 90, o cenário é da Guerra do Vietnã, enquanto que no anime, é a Guerra do Iraque. &nbsp;<br><br></div><div>O outro fator importante da obra se dá com a chegada do jovem Eiji Okumura, um inocente assistente de fotografia japonês da mesma idade de Ash. A partir da chegada de Eiji, uma grande amizade começa a se formar. É interessante que o romance e a questão sexual entre os dois não é tão explícita, mas está presente nas entrelinhas, esse fator fez com que a obra recebesse boas críticas e representasse bem até mesmo o subgênero -Yaoi- que é um subgênero focado em relações homoeróticas e/ou homoafetivas entre homens. A valorização de uma dinâmica mais emocional, contrasta com a violência presente do cenário das gangues. São por essas linhas, que a dimensão romântica de Ash e Eiji se desenvolve.<br><br></div><div>Essa relação é citada pelo editor da tradução em inglês do mangá, Carl Gustav Horn da seguinte forma:&nbsp;<br><br></div><div><em>Não há nada de errado com os mangás que fazem erotismo e provocam seu foco, mas se você quiser fazer do personagem e da narrativa de seu foco, eu acho que você tem que mostrar um pouco de autodisciplina como um criador. Se você fizer isso, você também pode obter efeitos mais profundos do que se você fosse apenas para o serviço de fãs e emoções fáceis. Eu acho que alguns fãs do Banana Fish argumentariam que o relacionamento de Ash e Eiji acaba sendo muito mais romântico porque Yoshida coloca a ênfase nas lutas que eles enfrentam juntos, não nos aconchegos.&nbsp;<br></em><br></div><div><br>Opening 1: https://www.youtube.com/watch?v=W37W5GslZQo<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-30 03:19:02 UTC</pubDate>
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         <title>Secreto e Proibido (2020)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O documentário "Secreto e Proibido" estadunidense, dirigido por Chris Bolan e lançado em 2020 na plataforma de streaming "Netflix", conta a história de Pat Henschel e Terry Donahue, duas mulheres que se conheceram ainda jovens, com menos de 20 anos, no ano de 1947.&nbsp;<br>O documentário registra a vida e rotina das duas durante 5 anos, sendo que na época já estavam com mais de 80 anos e moravam juntas, relembrando e passando então desde o começo do relacionamento das duas até quando a obra foi lançada.&nbsp;<br>No começo elas se tratam como primas, mas ao longo do documentário elas contam que na verdade são um casal, sendo que a família achava que elas eram apenas boas amigas que moravam juntas por não terem casado e para dividir despesas, demorando por volta de 72 anos para elas assumirem o relacionamento, quando elas já estavam na velhice, demorando justamente por medo da reação dos familiares.&nbsp;<br>Quando se conheceram, em 1947, a homossexualidade não só nos Estados Unidos, mas no mundo ainda era vista como um crime, demorando anos para o cenário ser mudado e, por isso, as duas viviam seu relacionamento em segredo, sendo que durante o filme lembranças dessa época, onde elas viveram na "ilegalidade", são revisitadas.&nbsp;<br>Com isso, ao longo do filme documental, por revisitar a memória de ambas, a história da homofobia nos Estados Unidos também é relatada. Em várias cenas são contadas as histórias da segunda metade do século XX, onde leis permitiam batidas policiais em bares, sendo que havia fiscalização também das roupas usadas, principalmente por mulheres. No documentário também há depoimentos de ativistas LGBTQIA+ e recortes de jornais e revistas da época, que relatam o que ocorreu na história da comunidade.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-30 04:06:04 UTC</pubDate>
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         <title>O Jogo da Imitação (2014)</title>
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         <description><![CDATA[<div><br>O filme relata a história de Alan Turing, um matemático e cientista considerado uma das principais referências na criação e desenvolvimento da computação. Ele teve sua genialidade matemática constatada desde muito cedo e mais tarde se tornou protagonista na liderança da equipe responsável pela criação da Máquina de Turing, cuja função era decodificar mensagens criptografadas pelo exército alemão, durante a 2ª Guerra Mundial. A criação desse dispositivo permitiu interceptar as mensagens enviadas pelos nazistas e, dessa forma, tornou-se possível conhecer previamente quais seriam os futuros atos, planos e ataques dos alemães, o que certamente fez reduzir a duração da guerra e consequentemente provocar menos mortes.<br>Apesar desse grande feito, Alan Turing acabou sendo desconsiderado na época e ao longo da história simplesmente porque ao final de seu projeto foi descoberto que ele era homossexual, o que naquele tempo era considerado uma “falha de caráter” e ao mesmo tempo um crime passível de punição. Desse modo, Alan acaba sendo condenado e o juiz lhe sentencia a escolher entre a pena de 2 anos na prisão ou passar por uma “terapia hormonal” (leia-se castração química) para “tratar” de seu “desvio sexual”. Turing então opta pelo “tratamento” e após um ano de sofrimento termina por suicidar-se.<br>O filme então nos permite refletir sobre a questão da patologização da homossexualidade na história, evidenciando inclusive um respaldo da medicina, por meio da sugestão do “tratamento” dessa “doença”; e um respaldo jurídico, que considerava criminosas as pessoas reconhecidas como homossexuais. Nesse contexto, nosso personagem viveu muitas angústias e passou a vida toda tentando compreender quem ele realmente era e o que sentia, escondendo sua real identidade e orientação sexual.<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-30 06:14:10 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-11-30 13:06:09 UTC</pubDate>
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         <title>3</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Mesmo com a crise instaurada no relacionamento, Gerda oferece amparo em sua busca e Lili passa, ao final, por uma das primeiras cirurgias de redesignação de sexo, o que traz alívio, durante o breve momento final do filme, ao poder reconhecer-se enquanto mulher de forma mais concreta, dado que já havia sido demonstrado grande desconforto relacionado ao corpo, mais especificamente ao órgão genital masculino.&nbsp;</div><div><br></div><div><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-30 13:16:29 UTC</pubDate>
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         <title>Filme - A Garota Dinamarquesa (2015)</title>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-11-30 13:18:08 UTC</pubDate>
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         <title>1</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Em “A Garota Dinamarquesa”, filme de 2015, o ator Eddie Redmayne interpreta Einar, um artista da Copenhague de 1926, que possui um relacionamento com Gerda, também artista. A partir de uma experiência de caracterização feminina em que Einar é transformado na personagem Lili Elbe, para que sua mulher tenha uma modelo para terminar uma pintura, o protagonista inicia um processo de identificação com essa nova identidade, no início estimulada como brincadeira, mas que logo toma uma roupagem mais séria.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-30 13:20:12 UTC</pubDate>
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         <title>2</title>
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         <description><![CDATA[<div>Com o desenrolar da trama, se mostra a dificuldade encontrada para receber apoio profissional em sua construção pessoal, ao passo que diferentes médicos a categorizam com patologias como esquizofrenia, quando busca auxílio para compreender sua transição, além de causar confusão nos mais próximos com a situação incomum.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-30 13:22:15 UTC</pubDate>
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         <title>4</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A obra retrata de maneira delicada o início do entendimento científico-cultural de uma nova forma de existir em sociedade, a partir da releitura de uma história real, e ilustra desafios antigos e atuais a serem superados.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-30 13:26:52 UTC</pubDate>
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         <title>Boy Erased: Uma Verdade Anulada</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O livro autobiográfico foi publicado em 2016 pelo autor estadunidense Garrard Conley e posteriormente, em 2018, vem a se tornar filme.&nbsp;</div><div>A trama conta a história de Jared Eamons, jovem gay, filho do pastor de uma igreja batista e morador de uma pequena cidade conservadora do Arkansas. Após se assumir homossexual para os pais é intimado a entrar em um programa de “reabilitação”, que dizia “curar” e converter homossexuais em “ex-gays” e, por medo da rejeição de seus pais e de sua comunidade, Jared aceita participar. O filme então expõe como esses “centros de reabilitação” funcionam de modo cruel, e como as pessoas ali internadas têm suas identidades completamente anuladas.</div><div>O filme aborda a vivência de pessoas homossexuais dentro dessas clínicas, mas se pararmos para pensar também nas vivências trans dentro deste contexto a situação é ainda pior. Os procedimentos adotados para travestis, transexuais e intersexuais são em sua maior parte diferentes daqueles adotados para gays, lésbicas e bissexuais. Esta diferença é marcada principalmente porque as pessoas trans e intersexuais estão mais propensas a serem submetidas a tratamentos medicamentosos e a internações de ordem médica e/ou psiquiátrica, evidenciando a lógica, que ainda persiste, da patologização das travestilidades, transexualidades e intersexualidades</div><div>Em suma, o filme explicita como essas clínicas de conversão sexual, infelizmente, são ainda muito comuns por todo o mundo, principalmente nos EUA. E no Brasil é comum encontrá-las funcionando sob o pretexto de serem clínicas de reabilitação para dependentes químicos, dificultando, ainda mais, o processo de fiscalização e criminalização dessas atividades.<br><br><strong>Referências<br></strong>BOY Erased: Uma Verdade Anulada. Direção: Joel Edgerton. [<em>S. l.</em>: <em>s. n.</em>], 2019.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-30 17:25:45 UTC</pubDate>
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         <title>Amiel (2019)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>https://canaisglobo.globo.com/assistir/futura/curtas/v/7468453/<br><br>O documentário Amiel conta a história do sociólogo Amiel Modesto Vieira, homem trans e pessoa intersexo, e sua trajetória desde o descobrimento dos eventos que ocorreram em seu nascimento. Nascido Luiz, Amiel possuía testículos e pênis de 1cm, sendo que aos 7 meses de idade foi submetido a cirurgia de redesignação de sexo por decisão médica, em que foram retirados os testículos e construída uma neovagina, sendo adotado o nome Anamaria. Na época da puberdade, sua mãe lhe conta sobre que ele não possui útero e nem pode ter filhos, sendo que a partir dessa época começa então uma reposição hormonal não consensual, e várias cirurgias interventivas, como por exemplo a ampliação do canal vaginal, na tentativa de fazer com que Amiel tivesse corpo de "mulher". Mesmo assim, ele não sentia o corpo como seu, e no começo da fase adulta se assume como mulher lésbica e sai de casa. Aos 33 anos descobre o prontuário do Hospital das Clínicas que afirmava que Amiel possuía a "síndrome de insensibilidade a andrógenos", descobrindo mais sobre as cirurgias que foi submetido e se descobrindo ser uma pessos intersexo, pemitindo assim seu entendimentos como homem trans, e sua mudança de nome. A trajetória de Amiel mostra toda a tentativa de apagamento da diferença e a violência que o sistema binário de gênero opera nos corpos, e também mostra que até hoje a classe médica defende intervenções precoces, algo que as pessoas intersexo adultas são contra.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-30 17:43:19 UTC</pubDate>
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         <title>Stonewall: Onde o Orgulho Começou</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>“Stonewall: onde o orgulho começou” (2015), dirigido por Roland Emmerich, é um longa-metragem que mistura aspectos ficcionais com eventos reais. O filme retrata a trajetória de Danny Winters, um jovem gay que foi expulso de casa após seus pais descobrirem sua sexualidade. Danny se muda para Nova York, em Greenwich Village, faz amigos e se envolve com a cultura da área. Nesse contexto, ele passa a frequentar o bar Stonewall, local conhecido pela revolta de Stonewall.<br><br></div><div>Localizado no bairro Greenwich Village, Stonewall era um bar voltado ao público lgbtqia+. Na época, qualquer prática considerada homossexual era julgada como crime na maioria dos estados dos Estados Unidos; as pessoas lgbt+ eram classificadas como doentes mentais e era proibido que se reunissem e consumissem bebidas alcoólicas. Desse modo, havia grande repressão policial, e os bares que recebiam esse público precisavam pagar propinas para continuarem funcionando. Diante das repressões sofridas, no dia 28 de junho de 1969, frequentadores dos bares de Greenwich Village formaram resistência perante os ataques dos policiais.<br><br></div><div>Apresento este filme também com o intuito de criticá-lo, pois apesar dele ter o intuito de mostrar um acontecimento importante na luta dos direitos das populações lgbtqia+, ele cria um protagonista com padrões heteronormativos, que “rouba” o mérito de jogar o primeiro tijolo da revolta, enquanto os reais envolvidos nesse momento histórico ficam em segundo plano.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-30 17:51:38 UTC</pubDate>
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         <title>American Horror Story: Asylum </title>
         <author>andressaabreu</author>
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         <description><![CDATA[<div>A segunda temporada da série American Horror Story apresenta uma personagem lésbica chamada Lana, que é internada em um manicômio devido a sua orientação sexual. Sob uma perspectiva patologizante, é possível observar durante os episódios que a diversidade sexual expressa em sua orientação é relacionada à um transtorno mental, sendo assim tratada como doença e como um desvio moral. Dentro do manicômio, Lana passa por diversos tipos de tortura e tentativas de reorientação sexual com o objetivo de fazer com que ela se torne uma mulher heterossexual - como se sua condição pudesse ser corrigida e situada dentro de uma normalidade considerada como correta. Como exemplos, é possível citar a indução de apomorfina como uma forma de fazê-la se sentir nauseada ao observar imagens de mulheres nuas - incluindo uma de sua própria namorada - e o encorajamento da auto-masturbação ao ser colocada para acariciar um homem voluntário ao procedimento, tentativas essas de fazê-la associar sintomas ruins - como a náusea - à mulheres e o prazer aos homens. No decorrer da série, Lana passa por diversas outras experiências traumáticas e pesadas.&nbsp;<br>É possível associar o caso fictício retratado na série com fatos ocorridos na vida real, principalmente ao considerarmos que inúmeros manicômios existiram durante a história e que muitos deles serviram de prisão à pessoas pertencentes à população LGBTQIAP+ durante um contexto histórico em que as diversidades sexuais e de gênero eram criminalizadas e/ou patologizadas. No próprio Brasil, houve a presença de diversos manicômios, como o maior deles que existiu em Barbacena - Minas Gerais e que foi retratado no livro "Holocausto brasileiro: Genocídio: 60 mil mortos no maior hospício do Brasil". Nele, milhares de pessoas consideradas como desviantes do modelo hegemônico - como a população LGBTQIAP+, prostitutas, alcoólatras, meninas que haviam engravidado antes do casamento, mulheres trancafiadas pelos próprios maridos, etc - foram internadas contra suas vontades e sem qualquer tipo de diagnóstico de transtorno psicológico, sendo torturadas, violentadas e até mesmo mortas sem que os crimes ali cometidos fossem denunciados e punidos, justamente por contar com a conivência da própria sociedade brasileira. É essencial pensarmos na importância da Luta Antimanicomial presente nos dias atuais, que se coloca em defesa dos direitos das pessoas em condição de sofrimento mental e se manifesta completamente contra a lógica manicomial nos cuidados em saúde.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-30 18:01:25 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/souzaariane/ibo9gzjzac316176/wish/2404034756</link>
         <description><![CDATA[<div><br><em>“Eles tentam nos matar desde que o mundo é mundo, é isso é o que eles fazem. E o que a gente faz é sobreviver sendo linda.”</em> - Rose, personagem interpretada por Renata Carvalho, atriz, diretora e dramaturga nascida no município de Santos e também uma das fundadoras do MONART: Movimento Nacional de Artistas Trans.<br><br></div><div>“Os Primeiros Soldados” é um longa-metragem dirigido e roteirizado por Rodrigo de Oliveira, que foi lançado no ano de 2022. A obra conta a história de Suzano (Johnny Massaro), um homem capixaba, biólogo e gay que se passa na virada do ano 1983 para o ano de 1984, ano em que um mal, ainda sem nome, o afetava e também afetava - inclusive por meio da morte - outros colegas ao seu redor. Através de uma metáfora com a guerra em seu título, o filme representa de forma delicada e ao mesmo tempo visceral a guerra invisível que os personagens portadores do HIV participaram durante o contexto do ano de 1984. Ano em que o HIV/Aids ainda era um mistério - envolto por uma construção de um estigma principalmente sobre a população LGBTQIA+ -, em que aqueles que estavam infectados não tinham direito de morrer dignamente, pois os legistas não queriam contato com os cadáveres.&nbsp;<br><br></div><div>O filme foge da proposta tradicional de narrar um ciclo pessimista a respeito daqueles que estavam infectados, e consegue construir um diálogo que ressoa num futuro em que a nova geração de pessoas LGBTQIA+ possam ter muito mais acesso à informação do que antes, uma geração que não precisará andar na escuridão.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-30 18:35:00 UTC</pubDate>
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         <title>Nunca Fui Santa (But I&#39;m a Cheerleader) (1999)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br>&nbsp;“<em>But I’m a Cheerleader</em>” apresenta um universo extremamente colorido e hiperbolizado, onde homens e mulheres têm identidades de gênero e papeis específicos e fixos. Todo esse exagero nada mais é do que uma grande sátira da sociedade cisheteronormativa em que vivemos e do poder que algumas instituições — no caso do filme, a família e a ciência — acabam tendo em relação aos padrões binários de gênero que são impostos e às expectativas sobre a sexualidade.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-30 20:02:39 UTC</pubDate>
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         <title>Marcados Pelo triângulo rosa (2013)</title>
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         <description><![CDATA[<div>O livro "<em>Marcados pelo triângulo rosa" </em>de Ken Setterington&nbsp; foi públicado em 22 de abril de 2013 e conta sobre a experiência dos homossexuais levados a campos de concentração, e tal como o título sugere, que eram marcados pelo triângulo rosa para que fossem identificados pelos soldados nazistas. O livro contém uma série de relatos dolorosos de todo o processo de revitimização daqueles homens, forçados a trabalhar nesses campos, além de trazer pesquisas que evidenciam a recorrência desses fatos. É uma leitura muito importante por conta do apagamento dessas narrativas, uma vez que se fala muito do antisemitismo na experiência do holocausto, mas pouco se discute seu impacto sobre outras comunidades. O livro evidência que os ataques a homossexuais começaram em 1933 e se relaciona com o debate da patologização da homossexualidade tanto pela reprodução do discurso de raça ariana/pura que se sustentava ideologicamente como forma de legitimar a perseguição a esses grupos, e portanto, colocar a homossexualidade como um desvio ou anormalidade aquele ideal de sociedade, como em alguns relatos também se relaciona com os prostíbulos que existiam nos campos de concentração e eram usados de forma "correcional" a homoafetividade, uma vez que forçar homens gays a terem relações sexuais com mulheres ciganas era uma prática recorrente através da qual se acreditava ser possível cura-los dessa orientação.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-19 01:03:13 UTC</pubDate>
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