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      <title>Literando by Kaique Amaral De Souza</title>
      <link>https://padlet.com/kaiquesouza104/i91r0kfxe82ou5rm</link>
      <description>Criado com boas vibrações</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-07-19 14:14:48 UTC</pubDate>
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         <title>Trovadorismo (Contexto Histórico )</title>
         <author>kaiquesouza104</author>
         <link>https://padlet.com/kaiquesouza104/i91r0kfxe82ou5rm/wish/1654793052</link>
         <description><![CDATA[<div>O trovadorismo teve origem no continente europeu durante a Idade Média, um longo período da história que esteve marcado por uma sociedade religiosa. Nele, a Igreja Católica dominava inteiramente a Europa.<br><br></div><div>Nesse contexto, o teocentrismo (Deus no centro do mundo) prevalecia, cujo homem ocupava um lugar secundário e estava à mercê dos valores cristãos.<br><br></div><div>Dessa maneira, a igreja medieval era a instituição social mais importante e a maior representante da fé cristã. Ela que ditava os valores, influenciando diretamente no comportamento e no pensamento do homem. Assim, somente as pessoas da Igreja sabiam ler e tinham acesso à educação.<br><br></div><div>Nesse período, o feudalismo era o sistema econômico, político e social que vigorava. Baseado em feudos, grandes extensões de terras comandadas pelos nobres, a sociedade era rural e autossuficiente. Nele, o camponês vivia miseravelmente e a propriedade de terra dava liberdade e poder.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-07-19 14:17:39 UTC</pubDate>
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         <title>Trovadorismo(Características Gerais ) </title>
         <author>kaiquesouza104</author>
         <link>https://padlet.com/kaiquesouza104/i91r0kfxe82ou5rm/wish/1654793775</link>
         <description><![CDATA[<div>1. No trovadorismo a música e a poesia eram intimamente ligadas. Os poemas e os versos recitados eram acompanhados por música e por instrumentos musicais como viola, lira, flauta e harpa. Por esse motivo foram chamados de cantigas trovadorescas.<br><br></div><div>As coletâneas das cantigas do período do trovadorismo são chamadas de <strong>cancioneiros</strong>. Os cancioneiros mais conhecidos são: o Cancioneiro da Biblioteca de Lisboa e o Cancioneiro da Vaticana.<br><br></div><div>2. Era dividido em dois gêneros: lírico e satírico</div><div>O trovadorismo era dividido em dois gêneros bem diferentes: o lírico e o satírico.<br><br></div><div>O trovadorismo lírico tinha cantigas de amor e de amigo, que relatavam as sensações e os sentimentos envolvidos nestas relações. A produção literária e poética do período do trovadorismo era muito voltada à temática do amor e do sofrimento amoroso. Estes temas eram tratados nas <strong>cantigas de amor e cantigas de amigo</strong>.<br><br></div><div>Já o trovadorismo satírico, de humor ácido, satírico e debochado, fazia críticas ao modo de vida na sociedade feudal da época. As cantigas satíricas também são muito características das cantigas que foram produzidas neste período. Eram divididas em dois tipos: <strong>cantigas de escárnio </strong>e<strong> cantigas de maldizer</strong>.<br><br></div><div>As duas eram cantigas que faziam sátiras ou deboches, mas existia entre elas a diferença em relação à forma como a sátira era feita. A cantiga de escárnio era mais leve e a cantiga de maldizer era mais direta e ácida no seu conteúdo.<br><br></div><div>3. Tratavam de amor e de veneração ao ser amado</div><div>Nas cantigas de amor os trovadores escreviam em primeira pessoa e era comum que eles se colocassem em uma posição de inferioridade e submissão em relação à mulher que amavam.<br><br></div><div>Existia uma forte tendência de veneração e adoração à mulher amada, que era idealizada e inalcançável, assim como o próprio amor era idealizado.<br><br></div><div>O amor descrito no trovadorismo era cheio de cortesia, mas era sofrido e tinha características de um amor impossível ou não correspondido.&nbsp; &nbsp;&nbsp;<br>4. Tratavam de amizade</div><div>Nas cantigas de amigo o principal tema tratado era a amizade ou o amor-amizade. As cantigas de amigo eram protagonizadas por umanarradora mulher, não idealizada e humilde, que declarava a sua amizade a um amigo ou a um amor platônico.<br><br></div><div>Uma curiosidade sobre as cantigas de amigo é que, embora os trovadores que escreviam as cantigas fossem homens, estas eram <strong>escritas em primeira pessoa e sempre no feminino</strong>.<br><br></div><div>Estas cantigas eram caracterizadas por um forte sentimento de sofrimento, tristeza e angústia pela separação de um amigo ou do homem amado.<br><br>5. Faziam crítica ao contexto político e social da época</div><div>O trovadorismo surgiu na Idade Média, período em que a sociedade vivia o feudalismo.<br><br></div><div>Por esse motivo, um dos temas principais das cantigas satíricas eram as críticas feitas ao modo de vida na sociedade feudal da época.<br><br></div><div>6. Uso de trocadilhos e termos ambíguos</div><div>O uso destes termos era comum nas cantigas de escárnio, que eram mais leves e continham sátiras de maneira indireta. Estas cantigas eram formadas por frases com duplo sentido e com trocadilhos que, indiretamente, satirizavam o objeto da cantiga.<br><br>7. Críticas feitas sem rodeios</div><div>Já as cantigas de maldizer, ao contrário das cantigas de escárnio, eram bem mais diretas e agressivas. Em alguns casos eram usados palavrões e até mesmo nomes eram citados pelos trovadores.<br><br></div><div>8. Refletiam o modo de vida na aristocracia feudal</div><div>Como o trovadorismo surgiu no período do apogeu do feudalismo, muito do que foi produzido na literatura e na poesia na época refletia o modo de vida e os costumes sociedade aristocrática feudal.<br><br></div><div>Os <strong>comportamentos e valores da época</strong>, as relações entre os senhores feudais e os seus vassalos e a temática das Cruzadas foram temas das cantigas trovadorescas. Muitas vezes o feudalismo e o modo de vida aristocracia eram descritos com sarcasmo nas cantigas satíricas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-07-19 14:18:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/kaiquesouza104/i91r0kfxe82ou5rm/wish/1654793775</guid>
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         <title>Trovadorismo (Cantigas Líricas e caraterísticas</title>
         <author>kaiquesouza104</author>
         <link>https://padlet.com/kaiquesouza104/i91r0kfxe82ou5rm/wish/1654794318</link>
         <description><![CDATA[<div>As <strong>cantigas</strong> poderiam ser de amor, de amigo ou satírica. Dos instrumentos utilizados, os que mais condiziam com as <strong>características</strong> do <strong>trovadorismo</strong> eram a lira, a flauta, a viola e a harpa. De uma forma geral, as <strong>características</strong> do <strong>trovadorismo</strong> têm ligação com a <strong>lírica</strong> grega, que aconteceu períodos antes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-07-19 14:19:04 UTC</pubDate>
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         <title>Trovadorismo (Cantigas Satíricas e características )</title>
         <author>kaiquesouza104</author>
         <link>https://padlet.com/kaiquesouza104/i91r0kfxe82ou5rm/wish/1654795124</link>
         <description><![CDATA[<div>As <strong>cantigas satíricas</strong> eram divididas em <strong>cantigas</strong> de escárnio e <strong>cantigas</strong> de maldizer. ... Tratavam de amizade, amor e veneração ao ser amado: dos temas que tinham retratações feitas pelos trovas, os que envolviam amizade ou amor-amizade eram publicados nas <strong>cantigas</strong> de amigo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-07-19 14:19:53 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/kaiquesouza104/i91r0kfxe82ou5rm/wish/1654795124</guid>
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         <title>Trovadorismo (Principais autores e obras)</title>
         <author>kaiquesouza104</author>
         <link>https://padlet.com/kaiquesouza104/i91r0kfxe82ou5rm/wish/1654795517</link>
         <description><![CDATA[<div>São inúmeros os <strong>autores do Trovadorismo</strong> cujas obras foram resgatadas por pesquisadores em todo o mundo. Portanto, vamos citar apenas alguns nomes mais conhecidos:<br><br></div><ul><li>Arnaut Daniel, francês, século XI;</li><li>Bernart de Ventadorn, francês, 1130-1200;</li><li>Dom Afonso X, espanhol, 1221-1284;</li><li>Dom Dinis, português, 1261-1325;</li><li>Fernão Rodrigues de Calheiros, português, século XIII;</li><li>Guilhem de Peitieu, francês, 1071-1126;</li><li>João Garcia de Guilhade, português, século XIII;</li><li>Martim Codax, galego, século XIII;</li><li>Nuno Fernandes Torneol, galego, século XIII;</li><li>Paio Gomes Charinho, galego, século XIII;</li><li>Paio Soares de Taveirós, galego, século XIII;</li><li>Pero Gonçalves Portocarreiro, português, século XIII;</li><li>Raimbaut d’Aurenga, francês, 1147-1173.</li></ul><div>As <strong>cantigas</strong> desses trovadores vêm sendo compiladas no decorrer dos anos, um resgate histórico, literário e artístico. Como exemplo, o <strong>trecho I</strong> (cantiga de Arnaut Daniel, transcriação de Augusto de Campos), o <strong>trecho II</strong> (cantiga de Bernart de Ventadorn, tradução de Cláudia Moraes, da versão em inglês) e o <strong>trecho III </strong>(cantiga de Dom Afonso X, em nossa adaptação livre do original<strong>|3|</strong>).<br><br></div><div><strong>Trecho I<br></strong><br></div><div><em>Aura amara<br>branqueia os bosques, car-<br>come a cor<br>da espessa folhagem.<br>Os<br>bicos<br>dos passarinhos<br>ficam mudos,<br>pares<br>e ímpares.<br>E eu sofro a sorte:<br>dizer louvor<br>em verso<br>só por aquela<br>que me lançou do alto<br>abaixo, em dor<br>— má dama que me doma.<br></em><br></div><div><strong>Trecho II<br></strong><br></div><div><em>Quando vejo a cotovia bater suas asas<br></em><br></div><div><em>de alegria contra o raio de sol,<br></em><br></div><div><em>até que se deixa cair, esquecida de voar,<br></em><br></div><div><em>devido à doçura que lhe vai ao coração<br></em><br></div><div><em>ai, tão grande inveja me vem<br></em><br></div><div><em>daqueles que vejo cheios de alegria<br></em><br></div><div><em>que me assombro que meu coração<br></em><br></div><div><em>não derreta imediatamente de desejo</em>.<br><br></div><div><strong>Trecho III<br></strong><br></div><div><em>Dir-vos-ei eu de um rico homem<br></em><br></div><div><em>de como aprendi que come:<br></em><br></div><div><em>mandou cozinhar o vil homem<br></em><br></div><div><em>meio rabo de carneiro<br></em><br></div><div>— <em>assim come o cavaleiro.</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-07-19 14:20:16 UTC</pubDate>
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