<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Nuno Júdice by s0brazzz</title>
      <link>https://padlet.com/kikosobral070707/i4n8uuopzte3irjn</link>
      <description>Antologia digital” A voz da poesia contemporânea&quot;</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-03-10 11:09:43 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-03-20 19:59:52 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url>https://padlet.net/icons/8.0/png/2712.png</url>
      </image>
      <item>
         <title>Nuno Júdice</title>
         <author>kikosobral070707</author>
         <link>https://padlet.com/kikosobral070707/i4n8uuopzte3irjn/wish/3360712427</link>
         <description><![CDATA[<p>Nuno  Manuel Gonçalves Júdice (1949–2024) é um poeta, ensaísta, professor e ficcionista português.  Formou-se em Filologia Românica na Universidade de Lisboa e lecionou Literatura na Universidade Nova de Lisboa.</p><p><br></p><p>Destacou-se como um dos grandes nomes da poesia portuguesa contemporânea, com uma obra marcada por uma linguagem lírica e filosófica, onde a reflexão sobre o tempo, a memória e a identidade se entrelaçam. Publicou dezenas de livros de poesia, ensaios e ficção, sendo a sua primeira publicação literária a obra <em>A Noção de Poema.</em></p><p><br></p><p>Foi diretor da revista <strong>Colóquio/Letras</strong> da Fundação Calouste Gulbenkian e desempenhou um papel importante na divulgação da literatura portuguesa. A sua obra é amplamente traduzida e reconhecida internacionalmente.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://antena1.rtp.pt/obituarios/nuno-judice-1949-2024/" />
         <pubDate>2025-03-11 11:43:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/kikosobral070707/i4n8uuopzte3irjn/wish/3360712427</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Prémios do autor</title>
         <author>kikosobral070707</author>
         <link>https://padlet.com/kikosobral070707/i4n8uuopzte3irjn/wish/3360769062</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p>Prémio P.E.N. Clube Português de Poesia(1987)</p></li><li><p>Prémio Bordalo de Literatura da casa da imprensa(1999)</p></li><li><p>Prémio P.E.N. Clube Português de Novelística(2000)</p></li><li><p>Prémio de Poesia Cesário Verde(2005)</p></li><li><p>Prémio Rainha Sofia de Poesia Iberoamericana(2013)</p></li><li><p>Prémio Literário António Gedeão(2016)</p></li></ul><p><br></p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3512742485/67f0b9f28aef089da16a3e9e72c00008/43453a8_a_nocao_de_poema_nuno_judice.jpg" />
         <pubDate>2025-03-11 12:21:31 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/kikosobral070707/i4n8uuopzte3irjn/wish/3360769062</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Temas e estilo literário do poeta</title>
         <author>kikosobral070707</author>
         <link>https://padlet.com/kikosobral070707/i4n8uuopzte3irjn/wish/3360827709</link>
         <description><![CDATA[<p><strong><mark>Temas principais :</mark></strong></p><ul><li><p><strong>Tempo e Memória</strong> – A reflexão sobre o passado, a passagem do tempo e a nostalgia são recorrentes na sua poesia. Ele trabalha a ideia do tempo como algo fluido e subjetivo.</p></li><li><p><strong>Amor e Desejo</strong> – O amor, muitas vezes envolto em uma atmosfera filosófica ou melancólica, é um tema central, abordado tanto na sua dimensão carnal quanto espiritual.</p></li><li><p><strong>A Escrita e a Poesia</strong> – A própria linguagem e o ato de escrever são temas frequentes, refletindo sobre o papel do poeta e a natureza da criação literária.</p></li><li><p><strong>História e Identidade</strong> – Júdice explora a cultura e a identidade portuguesas, muitas vezes com referências à história do país e à tradição literária.</p></li><li><p><strong>Sonho e Imaginação</strong> – Elementos oníricos e metafísicos aparecem na sua poesia, criando atmosferas entre o real e o imaginário.</p></li></ul><p><br></p><p><strong><mark>Estilo Literário do Poeta:</mark></strong></p><p>O poeta apresenta uma atitude "mais liberta", mais solta perante a linguagem, a uma recuperação do que se chamou a <strong>«tradição discursiva»</strong>.</p><p>A reabilitação do discursivo compreende também a utilização de um <strong>verso invulgarmente longo</strong>, apontando para uma indistinção entre a <strong>poesia e a prosa</strong>.</p><p>Por outro lado, trata-se de uma<strong> poesia muito consciente da sua ligação á tradição</strong>.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3512742485/3c12921683f31426453106927d0cd91a/DALL_E_2025_03_11_12_59_40___A_rustic_desktop_wallpaper_inspired_by_the_poetry_of_Nuno_J_dice__the_Portuguese_poet__The_design_features_an_aged_parchment_background_with_subtle_in.webp" />
         <pubDate>2025-03-11 13:00:19 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/kikosobral070707/i4n8uuopzte3irjn/wish/3360827709</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Antipoética (2020)</title>
         <author>kikosobral070707</author>
         <link>https://padlet.com/kikosobral070707/i4n8uuopzte3irjn/wish/3360833776</link>
         <description><![CDATA[<p>___________________________________</p><p>Tudo terá de soar como um relatório, para que nada fique da alegada tradição lírica. Num dia de que não retive nem a hora nem a cor do céu, pelo que não posso ter de ceder à tentação de dizer que era primavera, que o céu estava azul, que se ouvia cantar os pássaros, vi-te a sair de uma esquina. Não acrescentarei outros tópicos à tua descrição para que a tua imagem se torne mais bela do que a de outros que falaram de cabelos negros cor de azeitona, de olhos de cristal, de lábios de romã; só um pormenor técnico para dizer que, além da carteira branca a tiracolo tinhas sandálias de salto alto, e parecias mais alta por causa disso. Vieste ao meu encontro, apressada, como se estivesses atrasada, mas a única certeza desse facto é que não tínhamos hora combinada, e tudo aconteceu por acaso. Assim, o que veio depois já não cabe aqui para que não digam que este é um poema de amor, ou que estou a cair no pecado romântico, num excesso de sentimento, e muito menos na tentativa de fugir à pura realidade desse dia.</p><p>___________________________________</p><p><strong>Estrutura externa da obra:</strong></p><ul><li><p>23 versos</p></li><li><p>Irregularidade métrica</p></li><li><p>Versos longos</p></li></ul><p><strong>Estrutura Interna:</strong></p><p><strong>Tema - </strong>Romantização da poesia e a mulher</p><p><br/></p><p><strong>Explicação</strong> - Este poema desconstrói a tradição lírica ao descrever um encontro casual de forma objetiva e sem romantização. O eu lírico recusa-se a embelezar o cenário ou a figura observada, evitando metáforas e sentimentos excessivos. A narrativa assemelha-se a um relatório, negando intencionalmente qualquer caráter poético ou amoroso. No entanto, essa tentativa de afastar-se da emoção acaba por tornar-se, paradoxalmente, um gesto literário, evidenciando a dificuldade de separar a experiência humana da subjetividade.</p><p><br/></p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3512742485/883ada7ccacf355d6532c6c4dfc9716d/dce2f938_7ade_466f_9cfb_f35afdd9a582.webp" />
         <pubDate>2025-03-11 13:04:24 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/kikosobral070707/i4n8uuopzte3irjn/wish/3360833776</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Epidemia (2020)</title>
         <author>kikosobral070707</author>
         <link>https://padlet.com/kikosobral070707/i4n8uuopzte3irjn/wish/3360836346</link>
         <description><![CDATA[<p>___________________________________</p><p>Passa de um para o outro através do olhar, de uma palavra,<br>de um toque de mãos; por vezes, basta um leve suspiro<br>para adivinhar a febre, e atrás dele descobre-se que<br>não é preciso cura nem tratamento. Instala-se na cabeça,<br>no corpo, na boca, nos dedos, sem dor nem cansaço,<br>apenas aquela ânsia a que se dá o nome de desejo e,<br>para que abrande, o remédio é ver quem se ama, ouvir<br>a voz que alivia a solidão, saber onde está, o que faz,<br>o que veste. E a doença está nos que a evitam, nos<br>que a não conhecem por ignorância ou por medo,<br>nos que nunca ousaram e, um dia, rejeitaram o que<br>se lhes oferecia. Assim, dizem os especialistas,<br>não evitem o olhar que vos procura, não esqueçam<br>a palavra que vos chega, tão inesperada; e recebam<br>sem receio essa mão que tereis sonhado e vos<br>procura, fazendo com que entreis, para sempre,<br>no campo dos atingidos pelo mais doce dos contágios.</p><p>___________________________________</p><p><strong>Estrutura externa da obra:</strong></p><ul><li><p>17 versos</p></li><li><p>Irregularidade Métrica</p></li><li><p>Versos longos</p></li></ul><p><strong>Estrutura Interna:</strong></p><p><strong>Tema </strong>- Relação entre pessoas e a solidão</p><p><strong>Explicação </strong>- O desejo é descrito como algo que <strong>se instala no corpo e na mente</strong>, gerando uma ânsia que só se alivia com a presença da pessoa amada. O poema sugere que o verdadeiro problema não está no desejo em si, mas naqueles que o evitam – seja por medo, ignorância ou rejeição. Dessa forma, a "doença" não está nos que amam, mas nos que negam o amor e o desejo.</p><p>A meio do poema, o sujeito poético refere que doentes são as pessoas que rejeitam e não procuram esse amor, que se mantêm nessa solidão.</p><p>O final do poema assume um tom quase de recomendação, como se fosse um conselho médico ou um aviso: <strong>não evitem o olhar, a palavra ou o toque</strong>, pois esses são os meios pelos quais o desejo se manifesta e transforma quem se permite senti-lo. A última frase reforça essa ideia ao descrever o desejo como "o mais doce dos contágios", destacando o prazer e a inevitabilidade desse sentimento.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3512742485/a3c9dd880267f0b5aaeaac66e1930c4a/image.png" />
         <pubDate>2025-03-11 13:05:49 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/kikosobral070707/i4n8uuopzte3irjn/wish/3360836346</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Soneto contando-se (2000)</title>
         <author>kikosobral070707</author>
         <link>https://padlet.com/kikosobral070707/i4n8uuopzte3irjn/wish/3360838410</link>
         <description><![CDATA[<p>___________________________________</p><p>Começa o poema como sempre começa:</p><p>um verso na página ainda por encher,</p><p>de uma imagem que me surge na cabeça,</p><p>com um sentimento que se tem de dizer.</p><p><br/></p><p>Continuo em busca de ritma e ritmo,</p><p>mesmo que sem eles pudesse passar:</p><p>a poesia nasce de outro logaritmo,</p><p>e pode mesmo viver apenas do ar.</p><p><br/></p><p>Mas está no teu corpo e no seu pensamento,</p><p>com a música e o fôlego do amor.</p><p>És tu, ausente e viva, sempre, minha amada,</p><p><br/></p><p>quem sopra entre as estrofes um doce lamento:</p><p>prazer e pranto que registo com rigor,</p><p>nos catorzes versos desta forma acabada.</p><p>___________________________________</p><p><br/></p><p><strong>Estrutura externa da obra:</strong></p><ul><li><p>Soneto (Duas quadras e dois tercetos)</p></li><li><p><strong>Rima alternada</strong> nas duas quadras (ABAB) e<strong> interpolada</strong> entre os primeiros versos dos tercetos, igualmente nos segundos e terceiros versos dos mesmos (CxxC).</p></li><li><p>Irregularidade Métrica</p></li></ul><p><strong>Estrutura Interna:</strong></p><p><strong>Tema - </strong>A arte da escrita da poesia e o soneto.</p><p><br/></p><p><strong>Explicação</strong> - Este soneto fala sobre o processo de escrever poesia e a inspiração que vem dos sentimentos. No início, o eu lírico mostra a página em branco e a necessidade de transformar pensamentos e emoções em versos. Depois, reflete sobre como a poesia tem uma lógica própria e não precisa seguir sempre regras fixas.</p><p>Na segunda parte, aparece a figura amada, que é a verdadeira fonte de inspiração. Ela está tanto no corpo como no pensamento do poeta, sendo a razão do "doce lamento" que percorre o poema. No final, fica claro que essa mistura de alegria e tristeza é cuidadosamente registada dentro da forma do soneto.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3512742485/e5c0af239508a5eb8fabe8f0633ca8bf/65d5f704_e923_4181_b427_818b19ecf71e.webp" />
         <pubDate>2025-03-11 13:07:09 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/kikosobral070707/i4n8uuopzte3irjn/wish/3360838410</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Leitura do Poema &quot;Soneto Contado-se&quot;</title>
         <author>kikosobral070707</author>
         <link>https://padlet.com/kikosobral070707/i4n8uuopzte3irjn/wish/3375504112</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3512742485/c8a750187b4eadc7b82ff87a6285ac5a/IMG_5720.mp4" />
         <pubDate>2025-03-20 19:59:51 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/kikosobral070707/i4n8uuopzte3irjn/wish/3375504112</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
