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      <title>ETNIA BOE BORORO by Denise Souza Costa Deh</title>
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      <description>Buscamos destacar aspectos de sua história, organização social, rituais, língua e tradições, evidenciando a importância da preservação da identidade e dos saberes ancestrais desse povo indígena.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-11-10 20:12:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>denisesouzacostadeh562_</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA - UESB </strong></p><p><strong>Centro de Educação Aberta e a Distância  -  CEAD</strong></p><p><strong>LICENCIATURA EM PEDAGOGIA </strong></p><p> </p><p><strong>DENISE SOUZA COSTA</strong></p><p><strong>CARLA GUEDES NASCIMENTO</strong></p><p><br></p><p><br></p><p><strong>ETNIA BOE BORORO</strong></p><p><br></p><p><strong>MACAÚBAS - BAHIA</strong></p><p><strong>2025</strong></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-10 20:40:53 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>denisesouzacostadeh562_</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>DENISE SOUZA COSTA</strong></p><p><strong>CARLA GUEDES NASCIMENTO</strong></p><p><br></p><p><strong>ETNIA BOE BORORO</strong></p><p><br></p><p>Linha do tempo apresentada na Graduação/Curso de Pedagogia na modalidade EaD pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB, sendo requisito no processo avaliativo da disciplina Relações Étnico-Raciais ministrado pela professora Alessandra Bueno de Grandi.</p><p>IV Semestre/2025. Polo EaD-Macaúbas.</p><p><br></p><p><strong>Tutoria:</strong>&nbsp;</p><p>Profa. Adenilde Souza Lopes</p><p><br></p><p><strong>Coordenador do Curso:</strong>&nbsp;</p><p>Prof. Dr. Wermerson Meira Silva</p><p><br></p><p><strong>Macaúbas - Bahia</strong></p><p><strong>2025</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-10 20:56:48 UTC</pubDate>
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         <title>Referencias bibliográficas</title>
         <author>denisesouzacostadeh562_</author>
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         <description><![CDATA[<p>SANTOS, Suzana Moura dos; SOUZA, Murilo Mendonça Oliveira de. Geoculturalidade: preservação cultural e interculturalidade – um relato de experiência junto ao povo Boe Bororo. Revista Mirante, Anápolis (GO), v. 17, n. 2, p. 210-224, dez. 2024. ISSN 1981-4089.</p><p><br/></p><p>SOUZA, Luciene Guimarães de; PAGLIARO, Heloisa; SANTOS, Ricardo Ventura. Demographic profile of Boróro Indians from Mato Grosso State, Brazil, 1993-1996. <em>Cadernos de Saúde Pública</em>, Rio de Janeiro, v. 25, n. 2, p. 328-336, Feb. 2009.</p><p><br/></p><p>WIKIPÉDIA. Bororos. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Bororos">https://pt.wikipedia.org/wiki/Bororos</a>. Acesso em: 23 set. 2025.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-10 21:10:31 UTC</pubDate>
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         <title>ORIGEM E LOCALIZAÇÃO DOS POVOS BOROROS</title>
         <author>denisesouzacostadeh562_</author>
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         <description><![CDATA[<p>Os Bororos (nome pelo qual ficaram conhecidos e cujo significado é “pátio da aldeia”) se autodenominam “Boe”, são uma tribo indígena do estado do Mato Grosso. Há registros da presença desta população, inicialmente contabilizada em 10 mil indivíduos, ocupando uma extensa região que incluía, além das margens do Rio Xingu, a Bolívia e a região centro-sul de Goiás. Atualmente, restam apenas cerca de 2000 representantes deste povo, os quais detêm seis terras indígenas demarcadas em Mato Grosso. Contudo, este território é descontínuo e descaracterizado, correspondendo a uma área 300 vezes menor do que o território inicial. Das seis terras indígenas acima citadas, apenas quatro estão registradas e homologadas nos afluentes do afluentes da mar­gem direita do rio das Mortes, no baixo curso do rio Tadarimana e no médio e baixo rio São Lourenço, permitindo o seu total usufruto. As Terras Indígenas são as seguintes: Meruri, Perigara, Sangradouro-Volta Grande (ocupada pelos Xavánte e não reconhecida como Boróro) e Tadarimana. A Terra Indígena Jarudori, reconhecida pelo Serviço de Proteção aos Índios (SPI) como Boróro na primeira metade do século XX, foi sendo continuamente invadida e nela hoje se encontra uma cidade. A Terra Indígena Teresa Cristina teve sua delimitação revogada por decreto presidencial alguns anos atrás, estando atualmente sob júdice</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-22 19:59:09 UTC</pubDate>
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         <title>ECONOMIA E SUBSISTÊNCIA </title>
         <author>denisesouzacostadeh562_</author>
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         <description><![CDATA[<p>O sistema econômico dos Bororos caracteriza-se pela combinação das atividades de coleta, caça, pesca e agricultura. O processo de contato com a sociedade envolvente acarretou novas formas de relações sociais e econômicas, tais como trabalho assalariado, recebimento de proventos de aposentadoria e venda de produtos artesanais. Com a diminuição dos territórios de caça, pesca e coleta, as atividades agrícolas se tornaram centrais na subsistência.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-22 20:13:46 UTC</pubDate>
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         <title>LÍNGUA</title>
         <author>denisesouzacostadeh562_</author>
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         <description><![CDATA[<p>Enquadrados no tronco linguístico Macro-Jê, os Bororos designam sua língua original como Boe Wadáru. Quase toda a população domina a língua bororo, sendo esta a principal forma de comunicação no cotidiano das aldeias. A língua portuguesa faz parte da grade curricular das escolas frequentadas por eles, mas, apesar do ensino bilíngue, o português é utilizado apenas nas situações de contato interétnico.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-22 20:16:22 UTC</pubDate>
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         <title>ORGANIZAÇÃO SOCIAL</title>
         <author>denisesouzacostadeh562_</author>
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         <description><![CDATA[<p>Os Bororo, ou Boe, expressão usada como auto denominação, são caracterizados por uma complexa e rígida organização social que tem na aldeia a sua unidade política. A classificação dos indivíduos e os papéis assumidos no grupo se dão pela diferenciação relacionada à divisão exogâmica da aldeia e pela constituição dos clãs e linhagens que se estabelecem a partir de uma descendência matrilinear, ou seja, a criança recebe um nome que a relaciona ao grupo de parentes de sua mãe. A aldeia apresenta uma disposição circular, sempre dividida em duas metades, Tugarege e Ecerae, cada uma dividida em clãs e sub-clãs. A distinção entre as metades, clãs e sub-clãs se reflete nas prescrições, restrições e nas posições que os indivíduos ocupam na hierarquia social. Ali são definidos privilégios, regras relativas à escolha do parceiro matrimonial, tabus relativos à técnica e ao estilo imputado nos objetos manufaturados, participações em cerimônias e ritos de passagem. Como exemplo, um indivíduo pertencente à metade Tugarege deve casar-se apenas com alguém da outra metade, Ecerae.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-22 20:17:26 UTC</pubDate>
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         <title>CÊRIMONIAS E RITUAIS</title>
         <author>denisesouzacostadeh562_</author>
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         <description><![CDATA[<p>Os Bororo são dotados de uma rica vida cerimonial, tendo os rituais uma forte presença na construção de sua identidade e cultura. Os ritos de passagem, eventos em que os indivíduos passam de uma categoria social a outra, têm especial destaque entre as cerimônias Bororo. Entre os principais estão a nominação, a iniciação e o funeral. Os rituais são intimamente ligados à natureza e aos espíritos contidos nas diversas espécies naturais, sejam elas animais ou vegetais.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-22 20:18:25 UTC</pubDate>
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         <title>SISTEMA DE EDUCAÇÃO</title>
         <author>denisesouzacostadeh562_</author>
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         <description><![CDATA[<p>As escolas dentro da aldeia educam na língua materna Bororo, com ênfase para aulas de campo, objetivando repasse de toda ancestralidade. A educação entre os Bororo é frequentemente um esforço comunitário, onde a colaboração e a participação são incentivadas pelo bem maior que é preservação dos conhecimentos ancestrais. Muitas vezes a educação envolve a transmissão oral de conhecimento, onde os mais velhos compartilham histórias, mitos, práticas culturais e habilidades com as gerações mais jovens. Aprender a língua Bororo também desempenha um papel crucial na preservação da identidade cultural.</p><p>Apesar dos desafios como a falta de professores fluentes, a escassez de recursos e as pressões da modernidade, a comunidade busca integrar práticas tradicionais às escolas das aldeias, promovendo aulas de língua materna, atividades de campo e a valorização de símbolos sagrados. Assim, a educação Bororo vai além do ensino formal: ela reafirma a identidade coletiva e prepara as novas gerações para dialogar com outras culturas sem perder suas raízes.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-22 20:19:19 UTC</pubDate>
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         <title>ETNIA BOE BORORO: CULTURA E HISTÓRIA</title>
         <author>denisesouzacostadeh562_</author>
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         <description><![CDATA[<p> Os Bororo são povos indígenas do Brasil, conhecidos por sua rica cultura e uma história de luta e resistência fascinante. Habitantes do Cerrado, da região Central do país, especificamente em Mato Grosso, esses povos desempenham papel de suma importância na preservação da identidade indígena e na luta pela abonação de seus direitos territoriais e culturais. Sua cultura é rica em mitos, rituais e práticas tradicionais transmitidas oralmente para o povo. Também são conhecidos pelas habilidades artísticas, incluindo a produção de cestaria intricada e coloridas, e a confecção de instrumentos musicais com bambus e penas de araras. Suas criações muitas vezes refletem a natureza e os mitos de suas tradições, como as pinturas dos corpos, que são uma codificação de cosmovisão</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-23 18:08:43 UTC</pubDate>
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         <title>RESSISTÊNCIA E IDENTIDADE</title>
         <author>denisesouzacostadeh562_</author>
         <link>https://padlet.com/denisesouzacostadeh562_/i28orea96ovwuc4h/wish/3600211067</link>
         <description><![CDATA[<p>A luta dos povos Boe Bororo expressa um movimento constante de resistência e afirmação de identidade. Mesmo diante de processos históricos que buscaram descaracterizar sua cultura, eles mantêm vivas suas tradições, formas de ensino e modos de viver em comunidade. Essa resistência não se limita à preservação cultural, mas também envolve a construção de novos caminhos que fortalecem sua identidade e asseguram a continuidade de sua visão de mundo. Como destacam Santos e Souza (2024), a vivência dos Bororo evidencia “a importância de práticas que valorizam a memória coletiva e reafirmam o pertencimento ao povo, mesmo em contextos de interculturalidade” (p. 215).</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-23 18:29:38 UTC</pubDate>
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