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      <title>ÉBANO VIVO: A arte de ser negra (Versão Dispositivos Móveis e Slides) by </title>
      <link>https://padlet.com/nataliaoliveira704/i0br01u2ny0c2cs0</link>
      <description>Organizadores: Acaz Kauã, Cíntia, Larissa, Laura, Maria Luiza Rodrigues, Mayara Carlyanne e Natália Ribeiro.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-01-08 12:59:13 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-01-20 18:03:45 UTC</lastBuildDate>
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      <item>
         <title>&quot;Carolinas&quot;, por Marte. (2024) </title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
         <link>https://padlet.com/nataliaoliveira704/i0br01u2ny0c2cs0/wish/3283854152</link>
         <description><![CDATA[<p>"Assim como Carolina Maria de Jesus me mostrou a realidade e detalhes dessa vida que quase ninguém fala, minha mãe me ensina até hoje como viver e sobreviver no meu "quarto de despejo" (livro de Carolina) e mesmo assim ainda tem esperança e força pra os próximos dias que virão."(Marte, 2024) </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-08 13:11:14 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>&quot;Ser mulher negra é ser forte!&quot;</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p>Miriam Felinto da Silva, nascida em Serra Verde, zona rural do município de Touros/RN, desde muito cedo experimentou as vivências de uma mulher negra que precisava lutar com as ferramentas que tinha ao seu alcance para sobreviver. Miriam começou a trabalhar com 8 anos de idade juntamente à sua mãe, Maria Felinto, que compartilhava com a filha atividades domésticas como carregar cestos de lenha e de água na cabeça. Em 1995, aos 14 anos, começou a trabalhar como empregada doméstica próxima à sua casa. Lá, sofria assédios e era apelidada de Mucama pela criança da casa: <strong>"eu perguntava pra ela o porquê de ela me chamar desse nome, e ela me respondia dizendo que sua vó a tinha ensinado que mucama é uma mulher negra que trabalha para os outros". </strong></p><p>Em outra casa que trabalhou, no ano de 2003, encerra sua estrada como empregada doméstica após ser vítima de assédios por parte do seu patrão. Desde então, Miriam tem como trabalho cuidar da sua casa. Mãe de dois filhos, ela reconhece que sua força foi essencial em sua vida para superar momentos em que foi viítima de racismo. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-15 18:30:17 UTC</pubDate>
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         <title>Liberdade </title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p>"Aos 43 anos me sinto livre. Tenho minhas coisinhas, vivo confortável, tenho a consciência limpa e vivo em paz. Ver meus filhos crescendo bem também me alegra, não quero que meus filhos passem pelo que eu passei. E sempre seguir em frente e não baixar a cabeça pra nada. Já sofri muito racismo, claro que magoa mas sempre ergui a cabeça e segui em frente. Acho que isso já é da mulher negra. Ela é batalhadora, empoderada, não baixa a cabeça. É assim que tem que ser pra viver."</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-15 18:39:32 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Força ancestral </title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p>"Minha maior inspiração de vida é minha mãe. Ela já passou por muita coisa na vida, perdeu a mãe muito cedo. Teve 19 filhos, só 9 estão vivos hoje. É uma mulher muito forte!"</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-15 18:43:36 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Sempre tive orgulho de ser uma mulher negra!&quot;</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p>Jandiara Felinto da Silva, 51 anos, solteira, tem em suas experiências de vida uma série de episódios que a fizeram reafiamar para si mesma seu lugar no mundo como mulher negra. Nascida em Boa Cica, interior da cidade de Touros/RN, Jandiara também começou a trabalhar nas atividades domésticas aos 8 anos de idade. Aos 11 anos, se mudou para a cidade de Natal para trabalhar como empregada doméstica e, desde então, permanece na cidade trabalhando em uma mesma casa há 28 anos. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-16 03:13:14 UTC</pubDate>
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         <title>Infância </title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p>"Na infância era normal que viessem me chamar de negrinha de forma ofensiva, e eu nunca deixava barato porque senão apanhava da minha mãe. Tínhamos que nos defender. As pessoas ficavam na calçada assistindo a gente se ofender e jogar pedra um no outro, era muito normal. Na escola, eu brigava muito porque tinha que me defender, mas nunca cheguei chorando em casa, sempre rebatia. Eu dizia: se olhe no espelho quando chegar em casa!</p><p>Eu tinha uma professora branquinha que era racista, e ela sempre cismou comigo. Uma vez um branquinho baixinho veio dar porrada em mim no intervalo e eu peguei a ponta do meu lápis e taquei nas costas dele. Ele foi chorando pra a professora e ela me colocou de castigo por 1 semana, mesmo eu falando o que ele tinha feito também. Só eu fiquei de castigo, ele não. Ela sempre teve essa cisma em mim, como se eu fosse a vilã de tudo."</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-16 17:21:05 UTC</pubDate>
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         <title>Vida como empregada doméstica </title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p>"Desde os 11 anos eu trabalho em casa de família em Natal. As primeiras casas que eu trabalhei eu não recebia salário. Era um trocadinho e umas roupas usadas que as pessoas doavam. Teve uma casa que trabalhei por 6 anos e nunca ganhei nada. Eu disse que queria dinheiro e os patrões ficaram com raiva de mim porque eles só queriam me dar roupas. Eu saí daquela casa, eu fiquei doente e com tumores de estresse. Voltei para Boqueirão, interior dos meus pais, e fiquei acamada com esses tumores de estresse. Meu patrão foi lá e disse que não iria me pagar porque já me dava comida pra comer. Ele também havia me dado um guarda-roupa mas tomou de volta porque ficou com muita raiva porque saí da casa dele.</p><p>Foram muitas casa que passei. Algumas casas tinham 8 banheiros e eu tinha que limpar sozinha, e não ganhava nenhum dinheiro por isso. Também cuidava das crianças. Uma hora eu era babá, outra hora eu era doméstica. As crianças me chamavam de mãe e eu também me apegava a elas."</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-16 17:48:14 UTC</pubDate>
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         <title>Felicidade nas pequenas coisas </title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p>"Na minha época a justiça era nós mesmas. Nós somos gente também. Eu pergunto pra os racistas: <strong>'que cor é o seu sangue? é diferente do meu?'</strong></p><p>Hoje nós temos as leis, graças a Deus. Porque maus-tratos não é só apanhar, são as palavras, as humilhações, isso tudo são maus-tratos. Hoje eu me sinto livre, tenho meu próprio cantinho depois de morar 27 anos na casa dos meus patrões. Hoje eu tenho salário, posso sair, ir e voltar quando quiser, cuidar das minhas plantinhas. Isso pra mim não tem preço."</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-16 17:52:04 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Ser uma mulher preta é um ato de resistência!&quot;</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p>Marte é uma mulher negra, lésbica, artista, de 26 anos, nascida na favela do Japão, onde viveu até os 10 anos. Atualmente, mora em Felipe Camarão, na Zona Oeste de Natal, lugar onde constrói sua identidade como fotográfa. Sua maior referência é sua mãe, Elilde, uma mulher negra e mãe solo de 8 filhos, que trabalha como catadora de papel. Até os 24 anos, Marte trabalhou ao lado de sua mãe. Para ela, ser uma mulher negra e periférica é um ato de resistência. "Resistir hoje como uma mulher e se manter de pé me faz lembrar da mãe. Ela me ensinou a ser resistente, a enfrentar as opressões, as dúvidas e os "não" da vida. Então, quando eu faço essa pergunta, "o que é ser uma mulher preta?", para mim, é resistir, dia após dia."</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-17 18:11:48 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Fotografar essa essência, mostrar pedacinhos e traços de quem eu sou&quot;</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
         <link>https://padlet.com/nataliaoliveira704/i0br01u2ny0c2cs0/wish/3295236779</link>
         <description><![CDATA[<p>Marte foi atriz por longos anos, mas por volta de 2022, recebeu um convite para trabalhar em um espetáculo da instituição onde atuava, e ali percebeu que não queria mais seguir aquele caminho. A artista sentiu vontade de registrar aquele momento. Esse foi o primeiro espetáculo fotografado por Marte e, a partir desse momento, ela se apaixonou pela fotografia, encontrando-se nessa arte. “Encontrei na fotografia uma forma de chamar a atenção para os detalhes que tem na nossa cultura [...] Essas fotos que resgatam coisas minhas, das minhas raízes, dos meus ancestrais. Fotografar minha mãe como uma mulher preta, sabe? [...] Fotografar essa essência, mostrar pedacinhos e traços de quem eu sou, como uma mulher preta, sendo outra geração da minha mãe, isso me dá força, sabe?” "Na fotografia eu consegui pegar esses detalhes. Uma das minhas características na minha fotografia é o cotidiano periférico. Minha linguagem é meu cotidiano periférico, onde vivo, onde moro, onde vou. " </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-17 18:35:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Através da minha fotografia eu consigo mostrar o que estou falando, o que quero falar, o que quero passar.&quot;</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
         <link>https://padlet.com/nataliaoliveira704/i0br01u2ny0c2cs0/wish/3295244009</link>
         <description><![CDATA[<p>"Pessoalmente, sou um pouco tímida, mas através da minha fotografia eu consigo mostrar o que estou falando, o que quero falar, o que quero passar. Se eu deixar que mais uma pessoa que me oprimiu me calasse, vou dar o que eles querem, o que eles sempre quiseram. Vou ser só mais uma que vai abaixar a cabeça e deixar de seguir seu sonho por uma opressão que sofro todos os dias, em qualquer canto, infelizmente."</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-17 18:44:39 UTC</pubDate>
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         <title>Rosana Paulino</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p>Artistas como Rosana Paulino nos faz refletir sobre o que se tornaram as questões de vivência da mulher negra, sendo ela uma mulher preta e artista que, através das suas artes, mostra o que se tornou o tempo presente marcado por um passado escravocrata, na qual as mulheres negras são silenciadas. Quando falamos do silenciamento não devemos lembrar somente do exemplo prático/físico de racismo, mas podemos pensar em inúmeras situações em que a base é o racismo. O fato de mulheres pretas possuírem pensamentos que as fazem refletir, por exemplo, se elas são autossuficientes ou se são inteligentes o suficiente, como se houvesse um limite do qual elas nunca conseguem ultrapassar, é um exemplo dessas situações.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-18 21:14:18 UTC</pubDate>
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         <title>Cida Bento</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p>Poderíamos até mesmo conectar boa parte dos relatos anteriores com a obra da Cida Bento: <strong><em>“o pacto da branquitude</em></strong>”. Cida viveu em uma família de pessoas pretas, com pais esforçados para conseguir que seus filhos se formassem. Hoje, a autora é uma grande referência para a luta feminista negra. A leitura do seu livro nos faz compreender como os brancos têm medo dos pretos ocuparem “o seu” espaço, espaço esse que em teoria seriam apenas para as pessoas brancas.&nbsp;</p><p>É essencial pensar que, com a existência de diversos feminismos, a mulher negra lidou com a data de inclusão na história: os marcos das lutas das mulheres se resume apenas nas lutas das mulheres brancas. Quando falamos de fragilidade feminina, por exemplo, vemos que mulheres pretas não fizeram parte desta pauta, já que nunca foram vistas com as mesmas demandas emocionais de uma mulher branca. Muito ao contrário disso, mulheres pretas foram historicamente desumanizadas, reflexo da escravidão.  </p><p>“Esse fenômeno tem um nome, <strong>branquitude</strong>, e sua perpetuação no tempo se deve a um pacto de cumplicidade não verbalizado entre pessoas brancas, que visa manter seus privilégios.”</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-18 21:16:45 UTC</pubDate>
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         <title>Sojourner Truth</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
         <link>https://padlet.com/nataliaoliveira704/i0br01u2ny0c2cs0/wish/3295939570</link>
         <description><![CDATA[<p>O antológico discurso que Sojourner Truth proferiu de improviso na Convenção dos Direitos da Mulher, em Akron, no ano de 1851, chegou até nós por meio de registros feitos por duas pessoas na plateia. </p><p><br/></p><p>"Aquele homem ali diz que as mulheres precisam ser ajudadas para entrar nas carruagens, e que têm que ser erguidas para passarem sobre poças e terem os melhores assentos em qualquer lugar. Ninguém nunca me ajudou a entrar em carruagens, a passar por cima de poças de lama e nem me deu o melhor lugar! E eu não sou uma mulher? Olhem para mim! Olhem para o meu braço! [E ela ergueu o punho para revelar sua tremenda força muscular Tenho arado e plantado e ceifado, e nenhum homem poderia me superar! E eu não sou uma mulher Eu posso trabalhar tanto e comer tanto quanto um homem quando consigo comida e também aguentar o chicote! E eu não sou uma mulher? Eu carreguei treze filhos, e vi a maioria ser vendida como escravo, e quando chorei minha tristeza de mãe, só tinha Jesus para me ouvir! E eu não sou uma mulher?</p><p><br/></p><p>Então eles ficam falando sobre essa coisa na cabeça: como é que chamam mesmo? ["Intelecto", sussurra alguém por perto] É isso, meu bem. O que isso tem a ver com os direitos das mulheres ou dos negros? Se meu copo só comporta meio galão, e o seu comporta um galão, não seria maldade sua não deixar eu encher minha meia-medida? [Ela apontou seu indicador e lançou um olhar penetrante para o ministro que havia apresentado tal argumento. Os aplausos foram longos e ruidosos [...]  Se a primeira mulher que Deus fez foi forte o suficiente para virar sozinha o mundo de cabeça para baixo, estas mulheres juntas [e contemplou a plateia] devem ser capazes de trazê-lo de volta, e colocá-lo na posição certa novamente! E agora elas estão pedindo para fazer isso, é melhor os homens deixarem. [Um longo e celebratório aplauso foi a resposta.] Obrigada por me ouvirem. Agora a velha Sojourner não tem mais nada a dizer."</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-18 21:18:48 UTC</pubDate>
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         <title>Carolina Maria de Jesus</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p>Poderíamos também associar os escritos de Carolina Maria de Jesus com o discurso da Truth, mesmo que possua um século de diferença e contextos distintos. Em seus relatos, Carolina Maria nos traz um vislumbre de como a sociedade não a vê (ou fingi que não vê) sendo uma mãe solteira, moradora da favela que sustenta os seus 3 filhos com o trabalho de catar papel, se afirmando como uma mulher preta que escreve.</p><p>Carolina Maria narra seus desafios em que episódios, mesmo ficando doente, continua trabalhando para levar comida para seus filhos, pois precisava se tornar uma figura forte que não pode desamparar suas crianças.</p><p>O discurso mostra como os homens veem as mulheres como uma figura frágil, mas as narrativas da Carolina nos mostram como isso é inconsistente.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-18 21:20:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p>Além disso, compreendem que nunca serão excelência ou exemplo de ser humano para alguém. A comparação, na maioria das vezes, estará presente no consciente da mulher negra, que não se encontra nos padrões da sociedade. Mas existe um padrão em que a mulher negra esteja incluída? A mulher negra não é incluída nos padrões. Exemplo prático disso encontramos na indústria da moda e da beleza. Já percebeu o quanto é difícil encontrar maquiagens para pele retinta? Ou modelos pretos em destaque de capa de revista que não seja somente no mês de novembro? </p><p>Esses episódios costumeiros na vida de mulheres pretas as fazem acreditar que elas não são boas o suficiente, que seus únicos papéis na vida são atribuídas aos adjetivos de “trabalhadora”, “arrumadeira”, aquela que “cuida do lar”, enquanto a mulher branca conquista seu lugar na sociedade livre desses esteriótipos.&nbsp;</p><p>Assim sendo, a arte de Paulino nos traz a reflexões que podem ser vistas, a título de exemplo, na sua obra “Bastidores”, que consiste na representação de um bordado preto sobre a boca de mulheres, demonstrando a impossibilidade da mulher negra de falar, de se expressar e de ser ouvida. </p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-18 21:24:59 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>"O menino Enzo fazendo sua pipas no fim de tarde 🪁" (Marte, 2024) </strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-18 22:00:00 UTC</pubDate>
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         <title>1. Apresentação</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p>Olá! Somos discentes do curso de História da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Estamos promovendo essa exposição a partir da proposta de material a ser realizado para a matéria "Teoria da História", ministrada pela Profa° Dra. Fabíula Sevilha. Optamos aqui, por explorar a ideia de uma Epistemologia Feminista Negra, pensando os saberes e vivências de mulheres pretas brasileiras cotidianas. Bem-vindos!</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-18 22:21:19 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title> 2. “Ao reivindicar nossa diferença enquanto mulheres negras, enquanto amefricanas, sabemos bem o quanto trazemos em nós as marcas da exploração econômica e da subordinação racial e sexual”</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p>Lélia Gonzalez contribui para a ideia de interseccionalidade ao mostrar que as mulheres negras no Brasil enfrentam várias formas de opressão ao mesmo tempo, dentre elas o racismo, machismo e a pobreza. Para a autora, a luta das mulheres negras precisa ser reconhecida como uma intersecção dessas diferentes opressões, pois elas não são representadas por um feminismo branco, nem por um movimento negro majoritariamente masculino. Utilizamos as ideias de Lélia para nossa pesquisa. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-18 22:21:39 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>3. &quot;O imaginário brasileiro, pelo racismo, não concebe reconhecer que as mulheres negras são intelectuais.&quot;</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p>Além das ideias de Lélia, pensamos as "Escrevivências" conceito criado pela professora Conceição Evaristo, que reúne os elementos "escrever" e "viver". Além do jogo de palavras, essa proposta reflete uma visão baseada em uma epistemologia negra, que permite explorar e compreender as experiências da população negra no Brasil através da escrita. Aqui, iremos apresentar essa epistemologia através das vivências experenciadas, escritas e narradas por mulheres negras. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-18 22:22:03 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Apesar do dia a dia, do medo, das opressões, eu estou de pé fazendo minha arte.&quot;</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p>“Eu me sinto lisonjeada por conseguir resistir e mostrar quem eu sou. Muitas pessoas não conseguem, por não ter força de conseguir ser quem é. Eu me sinto lisonjeada mesmo, isso é mérito meu! Por ter coragem de dar a cara, de mostrar quem eu sou. Eu sou uma mulher "desfem", e isso envolve várias coisas: minha sexualidade, minha arte, o que eu acredito. Então, se impor hoje, em um mundo onde as ameaças vêm de todos os lados, de cada esquina, onde você não é aceito por 'n' motivos – por ser preta, por ser lésbica – é um ato de coragem. Não vou dizer que não sinto medo em algumas ocasiões, porque a gente, como mulheres pretas, sentimos medo, mas é dar a cara com coragem. Coragem que eu acredito que meus ancestrais me ensinaram e me passaram [...] apesar do dia a dia, do medo, das opressões, eu estou de pé fazendo minha arte."</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-18 22:23:36 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>"As infâncias do meu bairro. </strong></p><p><strong>Em busca das suas pipas" (Marte, 2024)</strong> </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-18 22:24:12 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>"Os pés de quem me ensinou a trilhar meu caminho (mãe)" (Marte, 2023) </strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-18 22:28:28 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>"Aonde é o seu lar?!</strong></p><p><strong>O canto que te abriga a noite" (Marte, 2024) </strong></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-18 22:28:36 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>"Paz" (Marte, 2024) </strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-18 22:28:44 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>"Até os fios das nossas comunidades tem história para contar." (Marte, 2023) </strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-18 22:28:52 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>4. Interseccionalidade e Resistência: O Saber das Mulheres Negras como Ato de Libertação</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p>A interseccionalidade e o racismo institucional moldam as experiências de opressão das mulheres negras e revelam uma problemática central na epistemologia feminista negra: a marginalização dos saberes dessas mulheres. Autoras como Sueli Carneiro e Lélia Gonzalez apontam que, além das barreiras institucionais, há uma desvalorização sistemática do conhecimento produzido por mulheres negras, refletindo-se em seu apagamento nos espaços acadêmicos e culturais. </p><p> </p><p>O feminismo negro desafia essa exclusão ao trazer à tona as vivências cotidianas dessas mulheres como fontes legítimas de conhecimento. Saber que emerge das experiências de racismo e sexismo, confronta as narrativas dominantes, propondo uma epistemologia que reconhece e valoriza a diversidade das vozes femininas negras. As instituições reforçam a opressão interseccional quando perpetuam a invisibilidade dessas experiências, evidenciando a necessidade de uma abordagem crítica que integre essas perspectivas. É perceptível como essas dinâmicas de poder excluem e limitam as mulheres negras dos espaços de conhecimento, de decisão e de reconhecimento. Essa luta pela inclusão é uma forma de resistir e sobreviver nesse sistema.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-20 00:22:41 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>1. Infância: &quot;Minha mãe não comprava vestido amarelo pra mim &#39;onde já se viu nêgo de amarelo?&#39; &quot;</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p>Severina Amável, nasceu em Santo Antônio Salto da Onça, em 1968, e cresceu num município rural da cidade, chamado de Gravatá. Sua mãe vivia da agricultura, e seu pai foi tentar a sorte no sudeste do país, em tempos de poucas chuvas, ela diz que não chegou a passar fome, mas relembra das vezes em que a comida era escassa. Severina diz que nunca se percebeu como uma criança negra, sempre se reconhecia como <em>morena. </em>E conta como mesmo de forma velada, a maior parte do racismo que sofreu em toda sua vida partiu de sua família, onde ela não podia escolher as cores da própria roupa nem usar cabelo longo, por causa sua cor e de seu cabelo crespo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-20 01:28:40 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>2. Juventude: &quot;Eu não queria ser branca, eu só queria que minha cara ficasse mais clarinha&quot;</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
         <link>https://padlet.com/nataliaoliveira704/i0br01u2ny0c2cs0/wish/3296674989</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>"Antes de casar e engravidar eu chorava, por que minha irmã tinha dois filhos brancos, eu tinha medo dos meus nascerem escuros e ninguém gostar deles"  </strong></p><p><br></p><p>Na adolescência, já morando em Natal, as condições financeiras foram melhorando e ela montou um armarinho, nessa fase o racismo se refletia para Severina como uma forma sexualização, nos anos 70', quando foi lançado o filme Xica da Silva, as mulheres negras foram vistas como um grande objeto sexual, e como Severina era uma jovem que gostava de festas, ela percebeu que recaía sobre ela esse olhar de sexualização da <em>"mulata"</em>. Vendo a jovem sempre como um passatempo, mas nunca como uma jovem <strong>"para casar". </strong></p><p>Nessa mesma época de juventude foi onde surgiu o medo da Severina de ter filhos negros, onde podemos perceber o medo dela de que o racismo que tanto a feriu viesse cair sobre seus filhos, e refletindo também um racismo que foi enraizado em sua identidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-20 01:30:22 UTC</pubDate>
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         <title>3. Faculdade</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
         <link>https://padlet.com/nataliaoliveira704/i0br01u2ny0c2cs0/wish/3296675722</link>
         <description><![CDATA[<p>Severina Amável com muito esforço ingressou na universidade, cursando pedagogia numa pequena universidade particular em Natal. Ela já ingressou como mãe, o que segundo ela foi uma luta ainda maior, devido as demais responsabilidades. Nas fotos de formatura, Severina conta como foi o processo de se arrumar<strong> "Alisei meu cabelo só pra tirar a foto, como tava todo mundo de preto, passei uma maquiagem mais clara pra meu rosto não ficar escuro". </strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-20 01:31:06 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>4. 30 anos de educação</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
         <link>https://padlet.com/nataliaoliveira704/i0br01u2ny0c2cs0/wish/3296676210</link>
         <description><![CDATA[<p>Severina Lima tem mais de 30 anos de educação, com magistério e graduação em pedagogia, sendo sua área de conhecimento a alfabetização. Severina fala sobre notar as diferentes formas das crianças brancas excluir as crianças negras na sala de aula, e ela afirma que essa questão vem dos pais, da criação, e da sociedade, e na sala de aula cria formas de não deixar o racismo entrar e afirma sempre colocar crianças negras como protagonistas, o que parece ser uma reparação histórica<strong> "Sempre quando chega uma criança de pele mais escura eu faço de tudo pra que ela se sinta bem aqui e protegida, faço questão de elogiar a beleza e a inteligencia" .</strong>  Atualmente Severina trabalha de forma autônoma com aulas de reforço em um bairro da periferia de Parnamirim, onde o déficit educacional é muito grande.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-20 01:31:50 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>5. Aceitando ser negra</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
         <link>https://padlet.com/nataliaoliveira704/i0br01u2ny0c2cs0/wish/3296679635</link>
         <description><![CDATA[<p>Severina Amável fala sobre o processo de aceitar sua ancestralidade, e afirma que apesar de se reconhecer, é difícil se aceitar. E agora aos 50 anos de idade está aceitando seus traços, usando maquiagens para seu tom de pele, e fazendo transição capilar. Além disso, ela afirma que só agora começou a procurar entender mais sobre o racismo, suas causas e consequências. A história de Severina é reflexo de grande parte da comunidade negra que apenas no último censo demográfico (assim como ela), se reconheceu enquanto uma pessoa negra, e Severina reafirma a importância das políticas de afirmação e a representação negra crescente nas mídias.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-20 01:36:23 UTC</pubDate>
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         <title>1.  &quot;Nem todo mundo aceita que o Ballet tá mudando e existe novos corpos dançando&quot;</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p>Helena Beatriz tem 20 anos, é estudante de serviço social da UFRN, professora de Ballet, e é bailarina desde os 3 anos de idade. Desde muito nova percebeu como o Ballet além de ser uma arte elitista, era também uma arte majoritariamente branca. Ao longo de sua carreira na dança, Helena conta como foi percebendo estereótipos racistas ao longo do tempo, e por ser uma arte muito antiga, esses preconceitos acabam por ser escondidos em formas de regras.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-20 10:30:19 UTC</pubDate>
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         <title>2. Entrada no Ballet </title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p>Helena entrou no Ballet com apenas 3 anos, como um esporte ainda, e ao longo do tempo ela foi percebendo que o Ballet era uma carreira que ela queria seguir. Helena conta sobre sua primeira apresentação, intitulada <em>"detalhes da cultura potiguar", </em>e a turma dela foi <em>"estrelinha"</em>, e ela conta que se sentiu muito mal com a maquiagem, pele clara, olhos amarelos, e batom claro. Além disso, ela conta como a professora a excluía das colegas e a colocava mas para trás, até que um dia, ela sofreu um assédio da professora, que bateu em sua bunda para consertar sua postura. E aos 11 anos, Helena decidiu sair dessa escola, e ingressou no Ballet estadual, no teatro Alberto maranhão, <strong>" Ai começou outra jornada, da única menina negra da turma, se adequar ao método Russo de dança".</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-20 10:38:13 UTC</pubDate>
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         <title>3. Sapatilhas Tingidas</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p>Helena foi convidada durante a pandemia para participar de um curso de verão do Theatre of Harlem, de New York, de uma companhia só de bailarinos negros ou racializados. Helena conta sobre essa semana de imersão onde ela teve aula com bailarinos negros, e fala da importância dessa representatividade que até então ela não tinha referencias em papel de destaque. E ela fala que uma dessas aulas foi a aula "Colorir Sapatilhas", onde as bailarinas negras aprendiam a tingir suas meias e sapatilhas, Helena explica que o uso da meia é da sapatilha é para dar continuidade ao corpo da bailarina. E Helena aponta essa obrigatoriedade de usar meias e sapatilhas rosa como uma forma de opressão ao corpo negro <strong>"Por que quebra nosso corpo, fica desigual, daqui pra cima você fica uma cor e daqui para baixo fica de outra". </strong>Após esse curso Helena aprendeu a tingir as sapatilhas, mas não foi fácil para ela fazer com que sua escola aceitasse que ela usasse as sapatilhas em seu tom de pele, Helena disse que a partir desse momento outras meninas negras começaram a se interessar, hoje, existe uma marca que vende no Brasil sapatilha pra pele negra, mas em apenas 1 tom. Hoje Helena está em outra academia e se sente mais acolhida para usar sapatilhas em seu tom de pele, mas ela diz que já ouviu diversas vezes de jurados que se ela utilizasse outro tom de meia e sapatilhas ficaria melhor.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-20 10:54:41 UTC</pubDate>
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         <title>4. Professora de Ballet: &quot;Eu adoro ser professora, esse é o meio que eu consegui de transmitir minha arte de alguma forma&quot;.</title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>"Uma das coisas que mais me emociona, sendo professora, foi quando minha aluna falou assim pra mim 'professora, eu cheguei em casa e falei pra minha mãe que você é igual a mim, é pretinha igual a mim' "</strong>  Helena trabalha em uma associação no município de Brejinho, dando aula para crianças em situação de vulnerabilidade, e Helena vem fazendo uma trabalho de desconstrução com as crianças, até mesmo dentro do Ballet, ela conta que na apresentação de fim de ano as alunas apresentaram de cabelos soltos, o que para o Ballet é uma grande desconstrução<strong>. </strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-20 11:05:46 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <pubDate>2025-01-20 11:08:04 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <pubDate>2025-01-20 11:14:52 UTC</pubDate>
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         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <pubDate>2025-01-20 11:15:10 UTC</pubDate>
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         <author>nataliaoliveira704</author>
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         <pubDate>2025-01-20 11:15:34 UTC</pubDate>
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