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      <title> Inchaço Urbano e a dinâmica da Metropolização/Desmetropolização no Brasil by João Gabriel</title>
      <link>https://padlet.com/paranhosjoaogabriel/geografia</link>
      <description>João Gabriel, Keila Faria e Laura Passos -
AUT-131</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-06-02 21:03:25 UTC</pubDate>
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         <title>Metropolização no Brasil</title>
         <author>paranhosjoaogabriel</author>
         <link>https://padlet.com/paranhosjoaogabriel/geografia/wish/1580765307</link>
         <description><![CDATA[<div>O conceito de metropolização está diretamente relacionado à conurbação e à formação de regiões metropolitanas. A metropolização é o fenômeno em que vários centros ou aglomerações populacionais crescem e se integram em torno de uma ou mais áreas urbanas. Ocorre quando uma cidade possui um elevado crescimento urbano, a ponto de integrar outras cidades e estabelecer em torno de si uma centralidade econômica, atraindo pessoas capitais e investimentos.<br><br></div><div>O Brasil é um país urbano e fortemente metropolitano. Os dados censitários apontam quase 85% dos mais de 196 milhões de brasileiros vivendo em espaços considerados urbanos. Ainda que a definição das áreas urbanas seja puramente administrativa, e por isso, bastante questionada, é indiscutível que o “urbano” é dominante na quase totalidade do território brasileiro, restando algumas áreas residuais, enclaves territoriais de populações tradicionais, as quais merecem ser preservadas e respeitadas em suas identidades étnicas, culturais e territoriais. Entretanto, mesmo nestas áreas o poder de irradiação da sociedade urbana é evidente, principalmente porque no Brasil a integração social e cultural se produziu a partir dos anos 1970 baseada nos meios de comunicação de massa, especialmente a televisão: “cada vez mais as cidades, ou o espaço político e sociocultural formado a partir delas se tornaram o centro da organização da sociedade e da economia”.<br><br></div><div>A rede urbana brasileira se constitui em uma rede complexa e hierarquizada, com distintos níveis, nos quais observamos diferentes centros e graus de polarização dos fluxos no território. O cume da rede é formado por duas grandes metrópoles nacionais fortemente conectadas à economia global: São Paulo e Rio de Janeiro. Diversos estudos inserem ambas no “privilegiado” grupo das “cidades mundiais” e alguns consideram a formação de uma “região urbana global” brasileira que engloba as duas metrópoles.<br><br></div><div>São Paulo é o centro econômico-financeiro do país, uma cidade mundial cuja influência extrapola o território nacional, com ramificações em parte da rede urbana sul-americana. O Rio de Janeiro é a imagem internacional do país, metrópole que, após um longo período de crise econômica, social e urbana, renasceu para a economia internacional por seus vínculos com a economia do petróleo, pelo turismo internacional e pelos megaeventos (especialmente os esportivos) vinculados ao planejamento estratégico urbano que reforça a imagem da cidade empresa e atrai investimentos. Em um segundo nível, vêm Brasília, a capital federal, e as metrópoles que polarizam as redes urbanas regionais. São metrópoles com mais de um milhão de habitantes que conformam regiões metropolitanas no seu entorno. Algumas regiões metropolitanas concentram uma população próxima aos quatro milhões de habitantes.<br><br></div><div>Conjuntamente a estas metrópoles nas regiões mais desenvolvidas do território nacional, temos uma diversidade de formas de concentração urbana (conurbações, aglomerações urbanas, corredores urbanos, cidades médias) que constituem nossa rede urbana nacional. Esta diversidade de formas de concentração urbana se manifesta principalmente na “região concentrada”, o centro-sul, core área da economia brasileira. É no centro-sul que se concentram as indústrias dinâmicas e a agropecuária mais modernizada e voltada para a exportação. É aqui onde o conteúdo tecnológico do território (o meio técnico-científico-informacional) é mais desenvolvido, os fluxos são mais intensos e integrados e a concentração urbana e econômica revela toda sua magnitude, diversidade e complexidade de processo.<br><br></div><div>Em todas as regiões encontramos formas diferenciadas de concentração urbana e de aglomeração das forças econômicas e das pessoas no território. Entretanto, podemos apontar algumas características gerais da metropolização, as quais estão mais ou menos presentes nos espaços metropolitanos ou “em metropolização”. Citamos os “espaços em metropolização”, pois na última década, com o novo ciclo de crescimento da economia brasileira, algumas regiões foram privilegiadas com investimentos públicos e privados que geraram um significativo crescimento econômico atraindo fluxos demográficos importantes, assim como investimentos imobiliários e novos serviços. Com isso, alguns centros se converteram em concentradores de fluxos e ascenderam na hierarquia urbana, embora ainda não seja o caso de considerá-los novas metrópoles. Em geral a metropolização se caracteriza pela concentração seletiva de capitais, estruturas de gestão, bens, serviços, pessoas e informações em alguns espaços privilegiados pela sua posição no território. No caso brasileiro, se observamos na escala nacional, todas as grandes regiões do país apresentam suas metrópoles, espaços polarizadores da rede urbana regional, ou seja, a metropolização já é um fenômeno presente em todo o território brasileiro. Entretanto, as metrópoles brasileiras são bastante desiguais em sua importância para o funcionamento político e econômico do país. É a partir de três grandes centros (São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília) que se realiza a gestão econômica do território nacional, embora ocorra uma certa desconcentração econômica rumo às metrópoles regionais e, mesmo, cidades médias (especialmente na região concentrada).<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-02 21:07:54 UTC</pubDate>
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         <title>Desmetropolização no Brasil</title>
         <author>paranhosjoaogabriel</author>
         <link>https://padlet.com/paranhosjoaogabriel/geografia/wish/1580766325</link>
         <description><![CDATA[<div>Atualmente, encontra-se em curso no Brasil o processo de desmetropolização, que é a diminuição do crescimento e da concentração populacional em torno das grandes metrópoles, em detrimento dos elevados crescimentos registrados nas cidades pequenas e, principalmente, nas cidades médias.<br><br>Esse fenômeno está acompanhado da desconcentração industrial, em que as grandes empresas e fábricas – antes concentradas nos grandes centros urbanos – passam a se deslocar para cidades menores. Não é interessante para as classes dominantes e os seus investimentos a vida caótica nas metrópoles, geralmente desprovidas de mobilidade, com altos impostos e com grandes problemas ambientais.<br><br>Desde a década de 1970, as cidades médias têm desempenhado um papel relevante na dinâmica econômica e espacial do país. Não há consenso sobre um conceito de cidades médias. Sua definição depende dos objetivos de especialistas e de políticas públicas específicas. Entretanto, o tamanho demográfico tem sido o critério mais aplicado para identificar as cidades médias, que podem ser consideradas aquelas cidades com tamanho populacional entre 100 mil até 500 mil habitantes.<br><br>Durante os últimos anos, as cidades médias têm apresentado maior crescimento do que as outras cidades do Brasil, tanto em termos do produto interno bruto (PIB), quanto da urbanização. Enquanto as cidades com mais de 500 mil habitantes estão perdendo participação no PIB nacional (queda de 1,64 p.p. no período de 2002 até 2005), as cidades médias estão ampliando sua participação (aumento de 1,28 p.p. no mesmo período). Do ponto de vista populacional, as cidades com mais de 500 mil habitantes estão crescendo a taxas percentuais abaixo das cidades médias (entre 100 mil e 500 mil habitantes). Isto porque, nos últimos anos, as cidades médias foram aquelas que apresentaram maior crescimento anual do PIB (cerca de 4,7% ao ano) e crescimento mais elevado da população (aproximadamente 2% ao ano).&nbsp;<br><br>Entretanto é um processo lento e gradual, de modo que é errôneo dizer que as grandes cidades não são mais industrializadas, não significa que as grandes cidades estejam diminuindo o seu tamanho populacional, mas apenas recebendo menos migrantes e crescendo demograficamente em uma velocidade muito menor. Além disso, no lugar das grandes fábricas, as principais metrópoles passam a se especializar em serviços do setor terciário e em abrigar centros administrativos e tecnológicos.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-02 21:08:31 UTC</pubDate>
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         <title>Inchaço Urbano </title>
         <author>paranhosjoaogabriel</author>
         <link>https://padlet.com/paranhosjoaogabriel/geografia/wish/1580769010</link>
         <description><![CDATA[<div>O inchaço urbano é um fenômeno que acontece em grandes cidades, sobretudo de países ou regiões subdesenvolvidas do mundo, e que pode ser descrito como a concentração espacial desigual de pessoas e de serviços dos mais variados tipos em uma determinada cidade ou aglomeração urbana. Está associada diretamente ao processo de formação das metrópoles, mas o seu acontecimento não se restringe apenas às regiões metropolitanas. <br>A distribuição não homogênea de infraestrutura, tecnologias, atividades econômicas e produtivas, serviços e, por conseguinte, da população acarreta consequências para os indivíduos que ali vivem e que constroem diariamente o espaço urbano, para o meio ambiente e, de um modo geral, para o tecido urbano. <br><br>Esse processo é observado principalmente nas grandes cidades e metrópoles e resultam em consequências sociais, econômicas e ambientais. Uma das mais flagrantes é a marginalização de uma parcela da população urbana, o que é decorrente de diversos fatores, como a falta de oportunidades no mercado de trabalho ou baixa qualificação, fazendo crescer o número de trabalhadores informais e também de desempregados. Há, com isso, o aumento de habitações precárias, por vezes em áreas irregulares, gerando o processo de favelização e a intensificação da segregação urbana.<br><br>Diante desse quadro, ficam evidentes outros problemas infra estruturais das grandes cidades, como o acesso a serviços básicos como saneamento, cujas redes não atendem a toda a população, a precariedade dos transportes públicos e a falta de uma rede de transporte mais abrangente que promova maior integração entre os diversos pontos da cidade e outras questões ligadas à mobilidade urbana. <br>Muitos desequilíbrios ambientais são provocados, ainda, pela falta de planejamento urbano e pela infraestrutura precária, como os diversos tipos de poluição, sobretudo dos rios e do solo. <br><br>Esse processo acarreta diversos problemas urbanos de ordem social e ambiental. São alguns deles:<br><strong>1.</strong> <strong>Favelização</strong>: A falta de planejamento e de políticas públicas faz com que muitas pessoas (ao dirigirem-se às cidades e não encontrar locais para abrigarem-se) ocupem áreas terrenas, muitas vezes em áreas de risco. A favelização é uma consequência do inchaço urbano e da ocupação desordenada das cidades. <br><strong>2. Excesso de lixo</strong>: Visivelmente, onde há maior concentração de pessoas, há também maior produção de lixo. O aumento do número de habitantes nas grandes cidades fez com que houvesse maior produção de lixo, que, por vezes, é descartado de maneira incorreta, provocando outros problemas urbanos e problemas ambientais. Segundo o IBGE, no Brasil, cerca de 50% do lixo gerado é depositado em locais incorretos, a céu aberto. <br><strong>3. Poluição</strong>: A questão da poluição pode ter diversas naturezas. As grandes cidades concentram, além de um elevado número de habitantes, também um grande número de indústrias e automóveis, que, diariamente, emitem diversos gases poluentes à atmosfera, causando poluição do ar. A poluição sonora e visual também é um grande problema vivido nos centros urbanos, comprometendo o bem-estar da população. <br><strong>4. Violência</strong>: Processos como a marginalização da população por meio da favelização ou da ocupação desordenada contribuem para o aumento da violência. O inchaço das cidades associado à incapacidade de abrigar toda a população, às condições insalubres de moradia e à falta de políticas públicas que atendam essa parcela da população tem como consequência direta o aumento da criminalidade. <br><strong>5.</strong> <strong>Inundações</strong>: O processo do inchaço urbano está atrelado a diversas questões, como o aumento da produção de lixo associado à impermeabilização do solo. O asfaltamento das cidades e o mau planejamento prejudicam o escoamento das águas, provocando inundações.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-02 21:10:13 UTC</pubDate>
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         <title>Dados</title>
         <author>paranhosjoaogabriel</author>
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         <pubDate>2021-06-07 12:14:05 UTC</pubDate>
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         <title>Dados</title>
         <author>paranhosjoaogabriel</author>
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         <pubDate>2021-06-07 12:15:22 UTC</pubDate>
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         <title>Fonte</title>
         <author>paranhosjoaogabriel</author>
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         <pubDate>2021-06-07 13:15:54 UTC</pubDate>
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