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      <title>Relatório do livro by </title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-09-04 12:06:17 UTC</pubDate>
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         <title>Diário do chorador</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>1ª página</p><p>Hoje mais uma vez chorei por alguém que não conhecia. Não importa. Quando vejo um corpo sendo enterrado, sinto dentro de mim uma urgência: alguém precisa chorar, alguém precisa gritar contra o silêncio da morte. Se não há ninguém, eu estarei lá. Os vizinhos já sabem, me chamam de Tierri, o Chorador. Alguns riem de mim, outros me respeitam, mas a verdade é que eu não consigo evitar. As lágrimas vêm sozinhas, como se fossem minha língua, meu modo de falar com os mortos. Quando abro os olhos diante de um caixão, é como se toda a dor da cidade escorresse pelos meus olhos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 12:14:58 UTC</pubDate>
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         <title>Diário do chorador</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>2ª página</p><p>Talvez eu chore porque sei que a morte iguala a todos. O rico, o pobre, a criança, o velho: todos caem diante do mesmo destino. Minhas lágrimas não perguntam quem foi, não perguntam se merecia. Apenas caem, lavando a alma do morto e, talvez, um pouco da minha também. Há quem diga que é teatro, mas não é. Eu sinto cada morte como se fosse a minha própria. Sinto cada despedida como se fosse minha mãe, meu pai, meu filho partindo. É por isso que choro tanto, é por isso que nunca falho em um enterro.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 12:16:27 UTC</pubDate>
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         <title>Diário do chorador - Final</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>3ª página</p><p>No fundo, sei que choro também por mim. Pela vida que não tive, pelo amor que não veio, pelos sonhos que nunca pude realizar. A cada lágrima, é como se tentasse aliviar um peso que carrego sozinho. Não sei se um dia vão lembrar de mim como Tierri, o homem que chorava pelos mortos. Mas, se lembrarem, quero que saibam: minhas lágrimas nunca foram em vão. Porque chorar é meu jeito de lutar contra a indiferença. E, enquanto houver alguém sendo sepultado sem lágrimas, eu estarei lá, chorando por ele, chorando por todos nós.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 12:17:58 UTC</pubDate>
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         <title>Diário do Encantador de Cavalos</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>1ª página</p><p>Minha vida mudou quando ganhei minha primeira égua. Batizei-a de Sabonete, e ela se tornou minha companheira, minha irmã, minha liberdade. Eu era apenas um menino da periferia, condenado à pobreza, mas quando subia em Sabonete eu deixava de ser menino. Eu era cavaleiro, era centauro, era rei do meu próprio destino. Sentia o vento cortar meu rosto, o mundo desaparecer atrás de mim. Não havia fome, não havia miséria, não havia cidade: só eu e o cavalo, correndo sem fim.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 12:19:03 UTC</pubDate>
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         <title>Diário do Encantador de Cavalos</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>2ª página</p><p>Mas o destino, cruel como sempre, arrancou Sabonete de mim. Foi vendida para que minha família pudesse sobreviver. Nunca odiei tanto a vida. O dia em que vi aquela égua ser levada, foi o dia em que parte de mim morreu. Sem ela, fiquei preso. Fiquei órfão de liberdade, órfão de infância. Tentei encontrar em outros cavalos o que tinha nela, mas não consegui. E, desde então, meu coração se tornou um campo de batalha entre o sonho e a realidade. Os médicos me disseram que eu tinha hiperatividade, que meu corpo não parava, que minha mente não se aquietava. Não entenderam nada.</p><p>O que tenho não é doença: é saudade. É desejo de correr até o fim do mundo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 12:20:40 UTC</pubDate>
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         <title>Diário do Encantador de Cavalos - Final</title>
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         <description><![CDATA[<p>3ª página</p><p>Hoje, dizem que sou só mais um menino de rua, mas dentro de mim ainda cavalgo. Vejo cavalos em cada sombra, em cada sonho.</p><p>Fecho os olhos e sinto as crinas entre meus dedos, sinto o galope sob meus pés. E então percebo: nunca deixei de ser cavaleiro.</p><p>Talvez meu corpo seja pequeno, talvez o mundo me queira derrotado, mas dentro de mim existe um gigante. Sou o encantador de cavalos. Um menino condenado à morte, mas que encontrou na fantasia a força de sobreviver. E quando eu partir, que parta assim: montado em um cavalo invisível, correndo em direção ao horizonte, livre para sempre.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 12:21:33 UTC</pubDate>
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         <title>Diário do Menino do Alto</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>1ª página</p><p>Minha vida começou no lado errado da cidade. Do alto do morro, vejo Porto Alegre como um mundo distante, um sonho que nunca foi meu. Cresci em um barraco frágil, de madeira e zinco, aprendendo cedo que a fome tem dentes e que a miséria tem garras afiadas. Nos dias de chuva, a lama escorria pelas vielas e entrava em casa como um visitante indesejado. Minha infância foi curta, atravessada pelo peso da falta. Aos doze anos, ainda tinha esperança de que poderia correr, brincar, voar. Mas o destino, sempre zombando de nós, me arrancou isso em um acidente. Desde aquele dia, minhas pernas não me obedecem. Tornaram-se peso morto, e eu virei prisioneiro de um corpo que já não é meu.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 12:22:54 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia da autora</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>do Rio Grande do Sul, e desde cedo mostrou curiosidade pelas pessoas e pelas histórias que vivem à margem do olhar comum. Jornalista, escritora e documentarista, ela construiu sua carreira indo onde quase ninguém ia, conversando com quem quase nunca é ouvido. Em vez de tratar seus personagens como dados ou números, ela se aproxima, escuta, observa e transforma essas vidas em narrativas potentes. É por isso que seus livros e reportagens são tão intensos: porque partem de um lugar de empatia. Em obras como A vida que ninguém vê, O Olho da Rua e Banzeiro Òkòtó, Eliane revela o cotidiano dos invisíveis, denuncia injustiças e também mostra a beleza escondida nas pequenas resistências. Ela também se engajou profundamente com a Amazônia, vivendo lá e relatando os conflitos e as ameaças que a floresta e os povos originários enfrentam. Mais do que acumular prêmios, que são muitos, Eliane Brum se tornou uma referência de jornalismo e escrita que dão voz aos silenciados. Ler seus textos é ser convidado a enxergar um Brasil profundo, cheio de dores, mas também de força e humanidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 12:23:01 UTC</pubDate>
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         <title>Diário do Menino do Alto</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>2ª página</p><p>Meu pai tentou me salvar. Ele chorava escondido, mas eu percebia. Cortou tubos de PVC, moldou pedaços de borracha, improvisou uma cadeira de rodas porque não tínhamos dinheiro para outra. Tentou transformar o ferro em liberdade, mas o que me restava era apenas um caixote com rodas, um trono de ferro e dor. Mesmo assim, ele nunca desistiu de mim. Me levava como podia pelas vielas, me empurrava morro abaixo e morro acima, tentando me dar uma vida. O amor dele é meu maior presente, mas também meu maior peso: porque eu vejo a dor nos olhos dele, vejo a vergonha de não ter podido me dar mais. E isso me corta mais fundo do que a própria paralisia.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 12:23:29 UTC</pubDate>
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         <title>Diário do Menino do Alto - Final</title>
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         <description><![CDATA[<p>3ª página</p><p>Às vezes, fecho os olhos e sonho. Sonho que corro pelos becos, que desço a ladeira voando, que jogo futebol na rua como todos os outros meninos. Sonho que minhas pernas são asas e que meu corpo não é prisão. Mas quando abro os olhos, a cadeira de rodas ainda está ali, fria, dura, me lembrando que não há milagre. Mesmo assim, insisto em sonhar. Porque sonhar é o que me mantém vivo. Talvez a cidade nunca me veja, talvez o mundo nunca saiba meu nome. Mas eu sei quem sou: sou o menino do alto, o menino que não desiste. Ainda que preso à cadeira, ainda que aprisionado ao destino, sigo correndo. Não com as pernas, mas com a alma.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 12:24:04 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 12:24:37 UTC</pubDate>
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         <title>Diário do Conde Decaído</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>1ª página</p><p>Hoje acordei lembrando daquilo que já fui, e a lembrança pesa mais do que qualquer medalha que um dia pendurei no peito. Já não ouço mais vivas nas ruas, nem sinto o tilintar das espadas que um dia me saudaram. Onde estão agora aqueles que gritavam meu nome? Onde estão os homens que ergueram estátuas em minha honra, que me chamaram de herói da pátria? Pois bem, sei onde estão: foram engolidos pelo mesmo tempo que agora me engole. Caminho pela praça e vejo minha própria imagem transformada em pedra, fria, abandonada, marcada por urina e descaso. O destino é cruel. A glória é traiçoeira. Ninguém se lembra de quantas vezes entreguei meu corpo ao fogo das batalhas, quantas cicatrizes carrego não só na carne, mas também na alma. A pátria me usou, me exauriu, e agora me descarta como se fosse um pano velho, rasgado pelo tempo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 12:27:48 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 13:10:41 UTC</pubDate>
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         <title>Diário do Conde Decaído</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>2ª página</p><p>Penso no Império, penso em D. Pedro, penso no quanto jurávamos que aquele regime seria eterno. Depois veio a República, arrastando tudo como enxurrada: símbolos, hinos, estátuas, memórias. E o que restou de mim? Restou apenas um título que já não ecoa, uma espada que já não corta, um nome que já não é lembrado. Sou um conde sem conde, um soldado sem farda, um homem sem pátria. Dói. Dói ver minha estátua ser removida como se fosse incômoda, como se meu sacrifício tivesse se tornado um estorvo na cidade que ajudei a defender.</p><p>E penso: talvez seja essa a maior lição da vida; não há poder que dure, não há vitória que resista ao tempo. A morte não me tirou tudo; o esquecimento sim. Esse, sim, é o golpe final.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 13:10:59 UTC</pubDate>
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         <title>Diário do Conde Decaído - Final</title>
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         <description><![CDATA[<p>3ª página</p><p>Mas ainda me resta algo: a memória.</p><p>Fecho os olhos e volto a sentir o cheiro da pólvora, o sangue escorrendo pelo rosto, o grito dos companheiros que tombaram ao meu lado. Fecho os olhos e lembro da coragem que tive, das marchas sem fim, das noites em que não sabíamos se veríamos a luz da manhã. Lembro do menino que partiu de Porto Alegre com apenas treze anos, e que encontrou na guerra seu destino. Esse menino ainda vive em mim. Não sei até quando minha estátua resistirá, não sei até quando meu nome será dito. Mas, enquanto eu me lembrar, enquanto alguém ler essas palavras, ainda estarei vivo. Porque, no fim, ser lembrado é tudo o que um soldado deseja.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 13:12:04 UTC</pubDate>
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         <title>Resumo da obra</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A Vida que Ninguém Vê é um livro que reúne reportagens marcantes escritas por Eliane Brum quando ela ainda era repórter em Porto Alegre. Não é um livro de ficção, mas também não soa como um conjunto de notícias comuns. São histórias reais, contadas com um olhar muito sensível, que transformam pessoas quase invisíveis para a sociedade, como um catador de lixo, uma criança doente, uma senhora solitária ou um funcionário esquecido, em personagens cheios de vida. O grande diferencial do livro está no modo como Eliane narra cada história: sem pressa e sem julgamentos, convidando o leitor a parar e enxergar aquilo que normalmente passa despercebido. A cada página ela mostra que por trás de cada rosto anônimo existe uma história rica, com dramas, alegrias e contradições. Por isso o livro emociona tanto, pois nos faz terminar a leitura com uma sensação de proximidade, como se aquelas pessoas também fizessem parte da nossa vida. No fim, A Vida que Ninguém Vê funciona como um convite à empatia, lembrando que o cotidiano é feito de gente com sonhos, dores e lutas e que prestar atenção a isso pode transformar a forma como enxergamos o mundo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 13:17:17 UTC</pubDate>
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         <title>Feito por…</title>
         <author></author>
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         <pubDate>2025-09-04 13:18:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>larasophiavilasboas</author>
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         <pubDate>2025-09-04 13:22:30 UTC</pubDate>
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