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      <title>Jornal história by Heitiba</title>
      <link>https://padlet.com/heitorulisses16/hx3k6nmatoef</link>
      <description>Feito pelo brabo</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-11-14 15:06:03 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>heitorulisses16</author>
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         <pubDate>2018-11-14 15:28:40 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>heitorulisses16</author>
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         <pubDate>2018-11-14 15:36:00 UTC</pubDate>
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         <author>heitorulisses16</author>
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         <pubDate>2018-11-14 15:46:12 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>heitorulisses16</author>
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         <pubDate>2018-11-14 16:13:21 UTC</pubDate>
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         <title>O que foi a ALN?</title>
         <author>heitorulisses16</author>
         <link>https://padlet.com/heitorulisses16/hx3k6nmatoef/wish/304378473</link>
         <description><![CDATA[<div>A <strong>Ação Libertadora Nacional</strong>, conhecida também pela sigla <strong>ALN</strong>, foi uma das facções revolucionárias de orientação comunista que atuaram no Brasil durante o período do <strong>Regime</strong> <strong>Militar</strong> (1964 a 1985). Valendo-se dos métodos da guerrilha urbana, como assaltos, sequestros e ações terroristas, a ALN, que tinha como principal comandante <strong>Carlos</strong> <strong>Marighella</strong>, foi formada em 1968 a partir de uma dissidência do <strong>Partido Comunista Brasileiro </strong>(PCB). Além de Marighella, outros dois importantes comandantes da facção foram <strong>Carlos Joaquim Câmara Ferreira</strong> e <strong>Carlos Eugênio da Paz</strong>. </div><ul><li><strong>Terrorismo segundo a ALN<br></strong><br></li></ul><div>Um dos precursores das estratégias revolucionárias do século XX, o bolchevique <strong>Vladimir</strong> <strong>Lênin</strong>, encarava a prática do <a href="https://brasilescola.uol.com.br/historia/terrorismo.htm"><strong>terrorismo</strong></a> como “a propaganda armada da Revolução”. Ações terroristas sempre estiveram relacionadas às atividades revolucionárias, fossem elas anarquistas, comunistas ou nacionalistas. A ALN, em seu programa, deixava claro que: “Todos nós somos guerrilheiros, terroristas e assaltantes e não homens que dependem de votos de outros revolucionários ou de quem quer que seja para se desempenharem do dever de fazer a revolução”.<br><br></div><div>Carlos Marighella, que escreveu o <em>Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano</em> (livreto lido por facções comunista de várias partes do mundo), desenvolveu todo um tópico advogando pela prática do terrorismo como “arma” decisiva para o revolucionário. Segue abaixo o que está escrito no tópico:<br><br></div><blockquote><sup>O terrorismo é uma ação, usualmente envolvendo a colocação de uma bomba ou uma bomba de fogo de grande poder destrutivo, o qual é capaz de influir perdas irreparáveis ao inimigo. O terrorismo requer que a guerrilha urbana tenha um conhecimento teórico e prático de como fazer explosivos.<br></sup><br><sup>O ato do terrorismo, fora a facilidade aparente na qual se pode realizar, não é diferente dos outros atos da guerrilha urbana e ações na qual o triunfo depende do plano e da determinação da organização revolucionária. É uma ação que a guerrilha urbana deve executar com muita calma, decisão e sangue frio.<br></sup><br><sup>Ainda que o terrorismo geralmente envolva uma explosão, há casos no qual pode ser realizado execução ou incêndio sistemático de instalações, propriedades e depósitos norte-americanos, fazendas etc. É essencial assinalar a importância dos incêndios e da construção de bombas incendiárias como bombas de gasolina na técnica de terrorismo revolucionário. Outra coisa importante é o material que a guerrilha urbana pode persuadir o povo a expropriar em momentos de fome e escassez, resultados dos grandes interesses comerciais.</sup></blockquote><div><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-14 16:15:48 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Bibliografia</title>
         <author>heitorulisses16</author>
         <link>https://padlet.com/heitorulisses16/hx3k6nmatoef/wish/304380735</link>
         <description><![CDATA[<div>BOULOS, Alfredo. História e sociedade, didático 9º ano. São Paulo. 2015.<br>Mestre FERNANDES, Cláudio. Info Escola-ALN.<br>NAPOLITANO, Marcos. A História do Regime Militar Brasileiro (1964). São Paulo, circa 2000</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-14 16:18:57 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Artigo sobre economia.</title>
         <author>heitorulisses16</author>
         <link>https://padlet.com/heitorulisses16/hx3k6nmatoef/wish/304385954</link>
         <description><![CDATA[<blockquote><em>No início do</em><strong><em> Regime Militar </em></strong><em>a inflação chega a 80% ao ano, o crescimento do Produto Nacional Bruto (PNB) é de apenas 1,6% ao ano e a taxa de investimentos é quase nula.<br></em><br><em>Diante desse quadro, o governo adota uma política recessiva e monetarista, consolidada no Programa de Ação Econômica do Governo (Paeg), elaborado pelos ministros da Fazenda, Roberto de Oliveira Campos e Octávio Gouvêa de Bulhões. Seus objetivos são sanear a economia e baixar a inflação para 10% ao ano, criar condições para que o PNB cresça 6% ao ano, equilibrar o balanço de pagamentos e diminuir as desigualdades regionais.<br></em><br><em>Parte desses objetivos é alcançada. No entanto, em 1983, a inflação ultrapassa os 200% e a dívida externa supera os US$ 90 bilhões.<br></em><br><strong><em>Recessão<br></em></strong><br><em>Para sanear a economia, o governo impõe uma política recessiva: diminui o ritmo das obras públicas, corta subsídios, principalmente ao petróleo e aos produtos da cesta básica, dificulta o crédito interno. Em pouco tempo aumenta o números de falências e concordatas. Paralelamente, para estimular o crescimento do PNB, oferece amplos incentivos fiscais, de crédito e cambiais aos setores exportadores. Garante ao capital estrangeiro uma flexível lei de remessas de lucro, mão-de-obra barata e sindicatos sob controle. Extingue a estabilidade no emprego e, em seu lugar, estabelece o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). No final do governo Castello Branco a inflação baixa para 23% anuais. A capacidade ociosa da indústria é grande, o custo de vida está mais alto, há grande número de desempregados, acentuada concentração de renda e da propriedade.<br></em><br><strong><em>Financiamento interno<br></em></strong><br><em>Para financiar o déficit público, o governo lança no mercado as Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional (ORTNs). Estimula a construção civil criando o Banco Nacional de Habitação (BNH) para operar com os recursos captados pelo FGTS. Estabelece também a correção monetária como estímulo à captação de poupança num momento de inflação alta. Ao fazer isso, cria um mecanismo que, na prática, indexa a economia e perpetua a inflação.<br></em><br><strong><em>Retomada do crescimento<br></em></strong><br><em>A economia volta a crescer no governo Castello Branco. Os setores mais dinâmicos são as indústrias da construção civil e de bens de consumo duráveis voltados para classes de alta renda, como automóveis e eletrodomésticos. Expandem-se também a pecuária e os produtos agrícolas de exportação. Os bens de consumo não-duráveis, como calçados, vestuário, têxteis e produtos alimentícios destinados à população de baixa renda têm crescimento reduzido ou até negativo.<br></em><br><strong><em>Milagre econômico<br></em></strong><br><em>Baseado no binômio segurança-desenvolvimento, o modelo de crescimento econômico instaurado pela ditadura conta com recursos do capital externo, do empresariado brasileiro e com a participação do próprio Estado como agente econômico. O PNB cresce, em média, 10% ao ano entre 1968 e 1973. Antônio Delfim Netto, ministro da Fazenda nos governos Costa e Silva e Garrastazu Medici e o principal artífice do “milagre”, aposta nas exportações para obter parte das divisas necessárias às importações de máquinas, equipamentos e matérias-primas. O crescimento do mercado mundial, na época, favorece essa estratégia, mas é a política de incentivos governamentais aos exportadores que garante seu sucesso. Para estimular a indústria, Delfim Netto expande o sistema de crédito ao consumidor e garante à classe média o acesso aos bens de consumo duráveis.<br></em><br><strong><em><br>O papel das estatais<br></em></strong><br><em>Durante o Regime Militar, o Estado mantém seu papel de investidor na indústria pesada, como a siderúrgica e de bens de capital. As empresas estatais crescem com a ajuda do governo, obtêm grandes lucros, lideram empreendimentos que envolvem empresas privadas e criam condições para a expansão do setor de produção de bens duráveis.<br></em><br><em>Concentração de renda – Em 1979, apenas 4% da população economicamente ativa do Rio de Janeiro e São Paulo ganha acima de dez salários mínimos.<br></em><br><em>A maioria, 40%, recebe até três salários mínimos. Além disso, o valor real do salário mínimo cai drasticamente. Em 1959, um trabalhador que ganhasse salário mínimo precisava trabalhar 65 horas para comprar os alimentos necessários à sua família. No final da década de 70 o número de horas necessárias passa para 153. No campo, a maior parte dos trabalhadores não recebe sequer o salário mínimo.<br></em><br><strong><em>Crescimento da miséria<br></em></strong><br><em>Os indicadores de qualidade de vida da população despencam. A mortalidade infantil no Estado de São Paulo, o mais rico do país, salta de 70 por mil nascidos vivos em 1964 para 91,7 por mil em 1971. No mesmo ano, registra-se a existência de 600 mil menores abandonados na Grande São Paulo. Em 1972, de 3.950 municípios do país, apenas 2.638 têm abastecimento de água. Três anos depois um relatório do Banco Mundial mostra que 70 milhões de brasileiros são desnutridos, o equivalente a 65,4% da população, na época de 107 milhões de pessoas. O Brasil tem o 9º PNB do mundo, mas em desnutrição perde apenas para Índia, Indonésia, Bangladesh, Paquistão e Filipinas.<br></em><br><strong><em>Fim do milagre<br></em></strong><br><em>A partir de 1973 o crescimento econômico começa a declinar. No final da década de 70 a inflação chega a 94,7% ao ano. Em 1980 bate em 110% e, em 1983, em 200%. Nesse ano, a dívida externa ultrapassa os US$ 90 bilhões e 90% da receita das exportações é utilizada para o pagamento dos juros da dívida. O Brasil mergulha em nova recessão e sua principal conseqüência é o desemprego. Em agosto de 1981 há 900 mil desempregados nas regiões metropolitanas do país e a situação se agrava nos anos seguintes.<br><br>Fonte: Infoescola e Me. Cláudio Fernandes</em></blockquote><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-14 16:25:56 UTC</pubDate>
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         <title>Autores:</title>
         <author>heitorulisses16</author>
         <link>https://padlet.com/heitorulisses16/hx3k6nmatoef/wish/304389160</link>
         <description><![CDATA[<div>Heitor Ulisses, Maria Eduarda Schoffen, Isabella Guimarães, Arthur Luz, Arthur Medeiros, Caio Habibe, Rayane Silva e  Ives Monteiro.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-14 16:30:32 UTC</pubDate>
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         <title>Entrevista</title>
         <author>heitorulisses16</author>
         <link>https://padlet.com/heitorulisses16/hx3k6nmatoef/wish/306155577</link>
         <description><![CDATA[<div>Entrevista da semana</div><div>a) José Humberto de Sousa</div><div>b)16 / 11 / 1963</div><div>Formosa – GO</div><div>c) Você se lembra como era a ALN no período militar?</div><div>Mais ou menos, servi já no fim do período da ditadura. O que me lembro é que era um grupo radical, que sequestrou o embaixador americano e defendia ideias comunistas.</div><div>d) Você simpatizava com a ALN ?Por quê?</div><div>Não. Toda forma de radicalismo é errada. Posso não concordar com a forma de governo, mas nunca radicalizar.</div><div>e) Você acha que a ALN deixou alguma herança para a atualidade? Justifique a sua resposta.</div><div>Penso que não, o brasileiro sempre foi um povo ordeiro, o comunismo nunca daria certo aqui no Brasil.</div><div>f) Você, como militar, acreditava que a ALN poderia trazer algum perigo para a ordem nacional? Justifique a sua resposta</div><div>Sim, se o governo não tivesse tomado uma atitude no início, esse grupo e mais outros teriam se espalhado.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-19 23:49:22 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Artigo política</title>
         <author>heitorulisses16</author>
         <link>https://padlet.com/heitorulisses16/hx3k6nmatoef/wish/306155760</link>
         <description><![CDATA[<div>O golpe militar de 31 de março de 1964 tinha como objetivo evitar o avanço das organizações populares do Governo de João Goulart, acusado de comunista.</div><div><br></div><div>O ponto de partida foi a renúncia do presidente Jânio Quadros, em 25 de agosto de 1961. O Congresso Nacional empossou temporariamente o presidente da Câmara, o deputado Ranieri Mazzili, pois o vice-presidente encontrava-se em viagem à China.</div><div><br></div><div>Enquanto João Goulart iniciava sua viagem de volta, os ministros militares expediram um veto à posse de Jango, pois sustentavam que ele defendia ideias de esquerda.</div><div><br></div><div>O impedimento violava a Constituição, e não foi aceito por vários seguimentos da nação, que passou a se mobilizar. Manifestações e greves se espalharam pelo país.</div><div><br></div><div>Diante da ameaça de guerra civil, foi feita no Congresso a proposta de Emenda Constitucional nº4, estabelecendo o regime parlamentarista no Brasil.</div><div><br></div><div>Dessa forma, Goulart seria presidente, mas com poderes limitados. Jango aceitou a redução de seus poderes, esperando recuperá-lo em momento oportuno.</div><div><br></div><div>O Congresso votou a favor da medida e Goulart tomou posse no dia 7 de setembro de 1961. Para ocupar o cargo de primeiro-ministro foi indicado o deputado Tancredo Neves.</div><div><br></div><div>O parlamentarismo durou até janeiro de 1963, quando um plebiscito pôs fim ao curto período parlamentarista republicano.</div><div><br></div><div>Governo João Goulart Em 1964, Jango resolve lançar reformas de base a fim de mudar o país. Assim, o presidente anunciou:</div><div>* Desapropriações de terras;</div><div>* nacionalização das refinarias de petróleo;</div><div>* reforma eleitoral garantindo o voto para analfabetos;</div><div>* reforma universitária, entre outras.</div><div><br></div><div>A inflação chegou a atingir em 1963, o índice de 73,5%. O presidente exigia uma nova constituição que acabasse com as "estruturas arcaicas" da sociedade brasileira.</div><div><br></div><div>Os universitários atuavam por meio de suas organizações e uma das principais era a União Nacional dos Estudantes (UNE).</div><div><br></div><div>Os comunistas de várias tendências, desenvolviam intenso trabalho de organização e mobilização popular, apesar de atuarem na ilegalidade. Diante do quadro de crescente agitação, os adversários do governo aceleraram a realização do golpe.</div><div><br></div><div>No dia 31 de março de 1964, o presidente foi deposto, e as forças que tentaram resistir ao golpe sofreram dura repressão. Jango refugiou-se no Uruguai e uma junta militar assumiu o controle do país.</div><div>No dia 9 de abril foi decretado o Ato Institucional nº 1, dando poderes ao Congresso para eleger o novo presidente. O escolhido foi o general Humberto de Alencar Castelo Branco, que havia sido chefe do estado-maior do Exército.</div><div><br></div><div>Era apenas o início da interferência militar na gestão política da sociedade brasileira.</div><div><br></div><div>A Concentração do Poder</div><div><br></div><div>Depois do golpe de 1964, o modelo político visava fortalecer o poder executivo. Dezessete atos institucionais e cerca de mil leis excepcionais foram impostas à sociedade brasileira.</div><div><br></div><div>Com o Ato Institucional nº 2, os antigos partidos políticos foram fechados e foi adotado o bipartidarismo.Desta forma surgiram:</div><div>* a Aliança Renovadora Nacional (Arena), que apoiava o governo;</div><div>* o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), representando os opositores, mas cercado por estreitos limites de atuação.</div><div><br></div><div>O governo montou um forte sistema de controle que dificultava a resistência ao regime, através da criação do Serviço Nacional de Informação (SNI). Este era chefiado pelo general Golbery do Couto e Silva.</div><div><br></div><div>Os atos institucionais foram promulgados durante os governos dos generais Castello Branco (1964-1967) e Artur da Costa e Silva (1967-1969). Na prática, acabaram com o Estado de direito e as instituições democráticas do país.</div><div><br></div><div>Em termos econômicos, os militares trataram de recuperar a credibilidade do país junto ao capital estrangeiro. Assim foram tomadas as seguintes medidas:</div><div>* contenção dos salários e dos direitos trabalhistas;</div><div>* aumento das tarifas dos serviços públicos;</div><div>* restrição ao crédito;</div><div>* corte das despesa do governo;</div><div>* diminuição da inflação, que estava em torno de 90% ao ano.</div><div><br></div><div>Entre os militares, porém, havia discordância. O grupo mais radical, conhecido como "linha dura", pressionava o grupo de Castelo Branco, para que não admitisse atitudes de insatisfação e afastasse os civis do núcleo de decisões políticas.</div><div><br></div><div>As divergências internas entre os militares influenciaram na escolha do novo general presidente.</div><div><br></div><div>No dia 15 de março de 1967, assumiu o poder o general Artur da Costa e Silva, ligado aos radicais. A nova Constituição de 1967 já havia sido aprovada pelo Congresso Nacional.</div><div>Apesar de toda repressão, o novo presidente enfrentou dificuldades. Formou-se a Frente Ampla para fazer oposição ao governo, tendo como líderes o jornalista Carlos Lacerda e o ex-presidente Juscelino Kubitschek.</div><div><br></div><div>A Resistência da Sociedade</div><div>A sociedade reagia às arbitrariedades do governo. Em 1965 foi encenada a peça "Liberdade, Liberdade", de Millôr Fernandes e Flavio Rangel, que criticava o governo militar.</div><div>Os festivais de música brasileira foram cenários importantes para atuação dos compositores, que compunham canções de protesto.</div><div>A Igreja Católica estava dividida: os grupos mais tradicionais apoiavam o governo, porém os mais progressistas criticavam a doutrina da segurança nacional.</div><div>As greves operárias reivindicavam o fim do arrocho salarial e queriam liberdade para estruturar seus sindicatos. Os estudantes realizavam passeatas reclamando da falta de liberdade política.</div><div>Com o aumento da repressão e a dificuldade de mobilizar a população, alguns líderes de esquerda organizaram grupos armados para lutar contra a ditadura.</div><div>Entre as diversas organizações de esquerda estavam a Aliança de Libertação Nacional (ALN) e o Movimento Revolucionário 8 de outubro (MR-8).</div><div>O forte clima de tensão foi agravado com o discurso do deputado Márcio Moreira Alves, que pediu ao povo que não comparecesse às comemorações do dia 7 de setembro.</div><div>Para conter as manifestações de oposição, o general Costa e Silva decretou em dezembro de 1968, o Ato Institucional nº 5. Este suspendia as atividades do Congresso e autorizava à perseguição de opositores.</div><div>Em agosto de 1969, o presidente Costa e Silva sofreu um derrame cerebral e assumiu o vice-presidente Pedro Aleixo, político civil mineiro.</div><div>Em outubro de 1969, 240 oficiais generais indicam para presidente o general Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), ex-chefe do SNI. Em janeiro de 1970, um decreto-lei tornou mais rígida a censura prévia à imprensa.</div><div>Na luta contra os grupos de esquerda, o exército criou o Departamento de Operações Internas (DOI) e o Centro de Operações da Defesa Interna (CODI).</div><div>A atividade dos órgãos repressivos desarticularam as organizações de guerrilhas urbana e rural, que levaram à morte dezenas de militantes de esquerda. Leia mais sobre a Guerrilha do Araguaia.</div><div><br></div><div>O Crescimento Econômico</div><div>Com um forte esquema repressivo montado, Médici governou procurando passar a imagem de que o país encontrara o caminho do desenvolvimento econômico. Somado à conquista da Copa de 70, isso acabou criando um clima de euforia no país.</div><div>A perda das liberdades políticas era compensada pela modernização crescente. O petróleo, o trigo e os fertilizantes, que o Brasil importava em grandes quantidades, estavam baratos, eram incorporados à pauta das exportação, soja, minérios e frutas.</div><div><br></div><div>O setor que mais cresceu foi o de bens duráveis, eletrodomésticos, carros, caminhões e ônibus. A indústria da construção cresceu.</div><div>Mais de 1 milhão de novas moradias, financiadas pelo Banco Nacional de Habitação (BNH), foram construídas em dez anos de governo militar. Falava-se em "milagre brasileiro" ou "milagre econômico".</div><div><br></div><div>Em 1973, o "milagre" sofreu sua primeira dificuldade, pois a crise internacional elevou abruptamente o preço do petróleo, encarecendo as exportações.</div><div>O aumento do juros no sistema financeiro internacional, elevou o juros da dívida externa brasileira. Isto obrigou o governo a tomar novos empréstimos aumentando ainda mais a dívida.</div><div><br></div><div>A Redemocratização</div><div>No dia 15 de março de 1974, Médici foi substituído na Presidência pelo general Ernesto Geisel (1974-1979). Ele assumiu prometendo retomar o crescimento econômico e restabelecer a democracia.</div><div>Mesmo lenta e controlada a abertura política começava, o que permitiu o crescimento das oposições.</div><div>O governo Geisel aumentou a participação do Estado na economia. Vários projetos de infraestrutura tiveram continuidade, entre elas, a Ferrovia do Aço, em Minas Gerais, a construção da hidrelétrica de Tucuruí, no Rio Tocantins e o Projeto Carajás.</div><div>Diversificou as relações diplomáticas comerciais e diplomáticas do Brasil, procurando atrair novos investimentos.</div><div>Nas eleições de 1974, a oposição aglutinada no MDB, obteve ampla vitória. Ao mesmo tempo, Geisel procurava conter este o avanço. Em 1976, limitou a propaganda eleitoral.</div><div>No ano seguinte, diante da recusa do MDB em aprovar a reforma da Constituição, o Congresso foi fechado e o mandato do presidente foi aumentado para seis anos.</div><div>A oposição começou a pressionar o governo, junto com a sociedade civil. Com a crescente pressão, o Congresso já reaberto aprovou, em 1979, a revogação do AI-5. O Congresso não podia mais ser fechado, nem ser cassados os direitos políticos dos cidadãos.</div><div>Geisel escolheu como seu sucessor o general João Batista Figueiredo, eleito de forma indireta. Figueiredo assumiu o cargo em 15 março de 1979, com o compromisso de aprofundar o processo de abertura política.</div><div>No entanto, a crise econômica seguia adiante, e a dívida externa atingia mais de 100 bilhões de dólares, e a inflação, chegava a 200% ao ano.</div><div>As reformas políticas continuaram sendo realizadas, mas a linha dura continuava com o terrorismo. Surgiram vários partidos, entre eles o Partido Democrático Social (PDS) e o Partido dos Trabalhadores (PT). Foi fundada a Central Única dos Trabalhadores (CUT).</div><div>Os espaços de luta pelo fim da presença dos militares no poder central foram se multiplicando.</div><div>Nos últimos meses de 1983, teve início em todo o país uma campanha pelas eleições diretas para presidente, as "Diretas Já", que uniram várias lideranças políticas como Fernando Henrique Cardoso, Lula, Ulysses Guimarães, entre outros.</div><div>O movimento que chegou ao auge em 1984, quando seria votada a Emenda Dante de Oliveira, que pretendia restabelecer as eleições diretas para presidente.</div><div>No dia 25 de abril, a emenda apesar de obter a maioria dos votos, não conseguiu os 2/3 necessários para sua aprovação.</div><div>Logo depois da derrota de 25 de abril, grande parte das forças de oposição resolveu participar das eleições indiretas para presidente. O PMDB lançou Tancredo Neves, para presidente e José Sarney, para vice-presidente.</div><div>Reunido o Colégio Eleitoral, a maioria dos votos foi para Tancredo Neves, que derrotou Paulo Maluf, candidato do PDS. Desse modo encerrava-se os dias da ditadura militar</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-19 23:50:48 UTC</pubDate>
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         <title>Curiosidades</title>
         <author>heitorulisses16</author>
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         <description><![CDATA[<div> CURIOSIDADES DA DITADURA MILITAR. <br>1- Preocupado com a autonomia energética, o governo militar está construindo usinas hidrelétricas de grande porte, como Itaipu, Tucuruí e Ilha Solteira. E, para integrar regiões distantes do país, está multiplicando as estradas asfaltadas. Já duplicou a via Dutra e construiu a ponte Rio-Niterói – mas também desperdiçou dinheiro com a Transamazônica. 2- No governo Médici (1969-1974), a seleção de futebol levou o tri da Copa do Mundo em 1970. 3- Dizia-se que a escolha dos clubes que participariam do torneio seguia um ditado: “Onde a Arena (partido do governo) vai mal, um time no nacional”. Em 1974, a CBD (antecessora da CBF) era comandada por um almirante, Heleno Nunes, que interferia na convocação de jogadores para a seleção *CULTURA/ENTRETENIMENTO NA DITADURA MILITAR. 1- A censura se especializou em perseguir artistas e produtores culturais. Chico Buarque chegou a adotar o pseudônimo Julinho da Adelaide para aprovar composições (deu certo). Na TV, a Rede Globo emplacou a novela O Bem Amado, de Dias Gomes. Mas a análise bem-humorada da política nacional teve 37 de seus 178 capítulos desfigurados. 2- Os anos 60 e 70 vivenciaram o esplendor da produção musical no Brasil. Compositores e cantores como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil elevaram o cenário da música nacional a níveis de criatividade raramente experimentados. Boa parte dessa produção foi motivada pela combativa resistência à repressão militar, que então cerceava, através dos meios mais perversos, as liberdades artísticas. 3- O Tropicalismo foi certamente um dos movimentos mais representativos desse período. Engajados no duplo propósito de se posicionar criticamente à Ditadura e de pensar a formação de uma identidade nacional, os tropicalistas se sobressaíram ao defenderem a importância do intercâmbio com as demais culturas do mundo. Deste modo, se por um lado se posicionavam criticamente ao “imperialismo econômico norte-americano”, por outro se utilizavam da “estrangeira” guitarra elétrica e de outros influências do Rock’n Roll. 4- Programa do Roberto Carlos em rede nacional. Sérvia como “máscara do regime”. </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-19 23:51:42 UTC</pubDate>
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