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      <title>Linha do Tempo by </title>
      <link>https://padlet.com/alentoledo/ht91fvvgv8rr3l9t</link>
      <description>Trabalho de portfólio apresentado para o curso de Bacharelado em História da UNINTER.
Aluno: Alexandre Noronha Toledo
RU: 3904554</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-04-28 00:29:57 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Constituição de 1891</title>
         <author>alentoledo</author>
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         <description><![CDATA[<div>As mulheres enfrentam uma sociedade que as desconsidera como indivíduos de pleno direito. Através da Arte, principalmente da Literatura, o feminino ganha voz e manifesta suas reivindicações, que irão, aos poucos, dar forma ao Feminismo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-28 00:54:07 UTC</pubDate>
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         <title>Consituição de 1934</title>
         <author>alentoledo</author>
         <link>https://padlet.com/alentoledo/ht91fvvgv8rr3l9t/wish/2161310017</link>
         <description><![CDATA[<div>Foi a Constituição da República Nova, inspirada nas representatividades e nas questões sociais. Ainda longe de prover plenos direitos às mulheres, lhes deu abertura na participação das políticas públicas e Carlota Pereira de Queirós foi eleita a primeira deputada federal do Brasil, dando voz às mulheres no Congresso Nacional.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-28 01:08:09 UTC</pubDate>
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         <title>Constituição de 1937</title>
         <author>alentoledo</author>
         <link>https://padlet.com/alentoledo/ht91fvvgv8rr3l9t/wish/2161326997</link>
         <description><![CDATA[<div>Fruto do estabelecimento de um governo ditatorial, esta Carta Magna, denominada <em>Polaca</em>&nbsp;pelos seus elementos extraídos da Carta polonesa, culminou na supressão da autonomia dos brasileiros, o que prejudicou o avanço das pautas feministas. Em contrapartida, o governo investiu na classe trabalhadora e no incentivo ao desenvolvimento econômico nacional, afastando-se do molde oligárquico-agrícola presente desde a época colonial no país.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-28 01:20:46 UTC</pubDate>
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         <title>Constituição de 1946</title>
         <author>alentoledo</author>
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         <description><![CDATA[<div>A Constituição da República Populista resgatou as linhas libertárias da Carta de 1934, após a Ditadura Vargas. Passado o período de letargia da participação coletiva dos cidadãos, esta Lei Maior restituiu valores democráticos e devolveu o poder político à sociedade brasileira, acatando mais de 50 emendas e atos constitucionais. As mulheres, apesar de não terem obtido conquistas significativas, se reorganizaram  e voltaram a lutar por seus direitos, dando relevância para a emancipação feminina que, nos anos seguintes foi uma pauta de vitórias sucessivas para elas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-28 01:29:18 UTC</pubDate>
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         <title>Constituição de 1967</title>
         <author>alentoledo</author>
         <link>https://padlet.com/alentoledo/ht91fvvgv8rr3l9t/wish/2161343977</link>
         <description><![CDATA[<div>Foi a Constituição que institucionalizou a Ditadura Militar no Brasil, dando mais comando ao Poder Executivo sobre as demais esferas do Estado. Para as mulheres, o único alento foi a redução do tempo para aposentadoria.<br>No entanto, apesar de ter sido uma Ditadura mais rígida do que a Era Vargas, as mulheres não interromperam suas mobilizações e encontraram, no combate ao regime instaurado, uma causa comum em todas as instâncias sociais.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-28 01:33:03 UTC</pubDate>
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         <title>Constituição de 1969</title>
         <author>alentoledo</author>
         <link>https://padlet.com/alentoledo/ht91fvvgv8rr3l9t/wish/2161355418</link>
         <description><![CDATA[<div>Foi uma Emenda Constitucional ao instrumento de 1967 que, dadas as alterações implementadas, para muitos, tratou-se de uma nova Carta Magna. Seria como uma ratificação do Governo Militar, apertando ainda mais as rédeas de controle do país. Não houve qualquer acréscimo em prol das causas femininas, como também não houve supressões. Independentemente disto, avolumou-se a militância das mulheres contra o regime, não se permitindo intimidar frente à opressão violenta do Estado.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-28 01:42:13 UTC</pubDate>
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         <title>Constituição de 1988</title>
         <author>alentoledo</author>
         <link>https://padlet.com/alentoledo/ht91fvvgv8rr3l9t/wish/2161355571</link>
         <description><![CDATA[<div>A Constituição Cidadã marcou a redemocratização do Brasil, após o fim da Ditadura Militar. Foram criados vários instrumentos de participação direta dos cidadãos. Assegurada a participação popular foi elaborada e entregue a Carta das Mulheres Brasileiras aos Constituintes, que apresentava as principais reivindicações dos movimentos femininos.<br>Constituição de 1988 foi um instrumento que almejou a igualdade entre todos os brasileiros, sem exceções, e muitas emendas constitucionais, tratando temas feministas e sociais, já foram anexadas à Carta.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-28 01:42:21 UTC</pubDate>
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         <title>Século XIX (e XVIII) - Precursoras da Literatura Feminina Brasileira</title>
         <author>alentoledo</author>
         <link>https://padlet.com/alentoledo/ht91fvvgv8rr3l9t/wish/2206711982</link>
         <description><![CDATA[<div>Teresa Margarida da Silva e Orta é o nome literário em evidência do século XVIII, mesmo tendo publicado sua obra em Portugal, seu ato abriu as portas para as escritoras do século XIX em sua terra natal: Eurídice Eufrosina de Barandas e sua dramaturgia feminista; Delfina Benigna da Cunha, a pioneira do Romantismo, que em seu rastro seguiu Ana Luísa de Azevedo e Castro, a Indygena do Ypiranga; Narcisa Amália de Campos, que viria a ser a primeira mulher jornalista profissional no Brasil; Júlia Lopes de Almeida, que se tornaria a primeira escritora profissional brasileira; Francisca Clotilde Barbosa de Lima e o tema recorrente do divórcio; e, dentre tantos nomes que pode-se citar, em destaque, Maria Firmina dos Reis, a primeira mulher a publicar um livro, a primeira escritora negra e a primeira autora antiescravista do Brasil.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-31 22:45:49 UTC</pubDate>
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         <title>1987 - Lygia Fagundes Telles se torna Imortal (destaque literário da minha cidade de residência, São Paulo)</title>
         <author>alentoledo</author>
         <link>https://padlet.com/alentoledo/ht91fvvgv8rr3l9t/wish/2206714556</link>
         <description><![CDATA[<div>A escritora Lygia Fagundes Telles é o destaque escolhido da literatura feminina brasileira, por ter nascido em São Paulo e, depois de mudar para outras cidades, retornado à terra natal, onde iniciou os estudos que a guiaria para a carreira literária. Seus livros foram publicados no decorrer de 74 anos, numa vida dedicada à literatura e à cultura brasileira, até o início deste ano de 2022, quando veio a falecer às vésperas de seu aniversário de 103 anos. Ela foi a dama da literatura brasileira, a segunda mulher a ingressar na ABL, tomando posse 5 anos depois de assumir uma cadeira na Academia Paulista de Letras e no mesmo ano em que tornou-se Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal. Lygia recebeu muitos prêmios em vida pela sua obra, como o Grande Prêmio Internacional de Cannes, quatro Prêmios Jabuti e o Prêmio Camões 2005. Ainda presidiu a Cinemateca Brasileira, em 1977, instituição a qual permaneceu ligada até o fim da vida. Também, foi nomeada para o Nobel de Literatura, em 2016.<br>Lygia Fagundes Telles trouxe em sua obra diversas figuras e abordagens femininas, às vezes controversas ou polêmicas, mas sempre à frente de seu tempo. Ela também se identificou feminista, antes mesmo do termo feminismo ter tomado forma e intitular os vários movimentos e pautas de reivindicação das mulheres.<br>Por todas as suas virtudes, competências e representatividades, Lygia Fagundes Telles deve ser (e será) sempre lembrada nos campos da cultura, da arte, da literatura e da luta feminista no Brasil.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-31 22:50:05 UTC</pubDate>
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         <title>Século XXI - Novas escritoras, novos desafios</title>
         <author>alentoledo</author>
         <link>https://padlet.com/alentoledo/ht91fvvgv8rr3l9t/wish/2206714673</link>
         <description><![CDATA[<div>Este é o momento atual da literatura feminina. Registram-se vários acontecimentos, desde a Constituição de 88, os 14 anos de governo social-democrata, as Leis promulgadas a favor da mulher, os meios virtuais que ampliaram as formas de manifestação das mulheres, até a presença feminina em praticamente todos os segmentos do mercado de trabalho. Seria um cenário adequado para atingir-se a igualdade total de gênero, sexo e etnias. Mas a realidade ainda está bem distante do ideal. No novo milênio, o movimento feminista conheceu resistências inéditas, se não em suas origens, na forma em que são manifestadas. Fica cada vez mais evidente a necessidade do feminismo se reinventar no sentido de modernizar os argumentos e de planejar as estratégias de atuação. O mundo corporativo-globalizado de hoje rouba conceitos e constrói ideologias efêmeras no intuito exclusivo de manter em movimento o mercado capitalista, em sua abrangência global. Mais grave do que qualquer ataque de grupos conservadores, ou ações machistas - individuais ou coletivas -, é a apropriação do feminismo por campanhas de massa, seja mercadológica, seja político-social.<br>Então, o grande desafio da literatura feminina na contemporaneidade vai para além da temática, da forma e do domínio da retórica. É preciso intensificar as mobilizações e manifestações, usar o poder da palavra como arma e não ceder na luta pelos direitos da mulher.<br>Muitas escritoras demonstram enorme lucidez sobre o momento atual, do Brasil e do mundo, e não se limitam aos textos para expor suas ideias e seus ideais. Ocupam espaços de debate e entrevistas, até nas áreas política e jornalística, e participam ativamente nas militâncias a favor da mulher.<br>Para demonstrar este amadurecimento e fortalecimento (necessário) da literatura feminina, pode-se mencionar:<br>- Rosiska Darcy, jornalista que sempre esteve próxima ao universo político e da educação (seu contato com Paulo Freire, no exterior, incentivou a dedicação nesta área), inicia a carreira literária em 1975, se posicionando explicitamente contra o Governo Militar. No decorrer dos anos, cresceu em representatividade, principalmente, com suas abordagens feministas e, de 2000 a 2021, publicou mais livros do que nas décadas anteriores. Com participação ativa em conferências e eventos dedicados à mulher e às responsabilidades sociais, Rosiska foi eleita para tomar posse na ABL, em 2013.<br>- Márcia Tiburi é filósofa, professora, artista plástica, política e escritora. Associada ao movimento feminista, ela atua em todas as suas frentes profissionais defendendo o direito das mulheres e combatendo oposições de grupos conservadores. Em sua obra, sempre de cunho filosófico, tenta ilustrar as forças que impedem o equilíbrio igualitário dentro da sociedade humana. Sua representatividade feminina é tão intensa que a fez ser alvo de muitas ameaças de morte. Hoje, mesmo em exílio voluntário do Brasil, continua participando de programas e entrevistas sobre ciências sociais e política trazendo o olhar feminino para estes temas.<br>- Djamila Ribeiro, filósofa e escritora, cuja obra reflete aquilo que ela coloca acima da profissão: ser uma feminista negra. Envolvida nas temáticas do antirracismo e do feminismo, Djamila representa milhões de cidadãos brasileiros em sua luta. Sua carreira literária é recente e meteórica, de 2017 até hoje, já recebeu prêmios pelo seu papel como filósofa e como escritora. Com participações em importantes programas de TV e também atuando nas redes sociais (com mais de um milhão de seguidores), sua relevância no espectro literário foi ratificada ao ser eleita para Academia Paulista de Letras, neste ano de 2022, aos 41 anos de idade.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-31 22:50:18 UTC</pubDate>
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         <title>1920-1930 - Mulheres tomam a pena!</title>
         <author>alentoledo</author>
         <link>https://padlet.com/alentoledo/ht91fvvgv8rr3l9t/wish/2206718647</link>
         <description><![CDATA[<div>Com a chegada do século XX, aumentou o número de mulheres na literatura. Diante da realidade social em que viviam, inevitavelmente, diversas obras passaram a tratar de temáticas feministas, por exemplo: sufrágio feminino, emancipação da mulher, o fim das desigualdades (sociais, raciais e sexuais), acesso à educação e ao mercado de trabalho em paridade com os homens e a necessidade de mudança dos valores morais da sociedade brasileira.<br>Em destaque, temos Gilka Machado, fundadora do Partido Republicano Feminino, Júlia Lopes de Almeida, defensora dos ideais feministas e idealizadora da Academia Brasileira de Letras, e Patrícia Galvão (Pagú), autora do primeiro romance sobre o proletariado brasileiro.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-31 22:56:15 UTC</pubDate>
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         <title>1970 - A Revolução feminista</title>
         <author>alentoledo</author>
         <link>https://padlet.com/alentoledo/ht91fvvgv8rr3l9t/wish/2206718900</link>
         <description><![CDATA[<div>Em plena Ditadura Militar, as mulheres não se intimidaram em suas reivindicações. A resistência ao governo, que privava os direitos democráticos do cidadão, se tornou um objetivo prioritário dos coletivos femininos que, por sua vez, fundiram-se na luta contra um inimigo comum: o autoritarismo.<br>Neste período, a literatura feminina crescia e ganhava espaço. Aos trabalhos das autoras que surgiram nos anos 40, 50 e 60, somou-se uma legião de novas mulheres talentosas da literatura e que muito contribuíram para a representatividade feminina na sociedade brasileira.<br>Para trazer alguns exemplos, temos:<br>- Ana Maria Machado, escritora reconhecida por seus romances e obras da literatura infanto-juvenil, sendo a primeira mulher do segmento a assumir uma cadeira na ABL (2003). Foi também uma das fundadoras da primeira livraria infantil do Brasil. Sempre fez questão de se posicionar em defesa dos direitos das mulheres e apresentou personagens femininas fortes e donas de si.<br>- Lygia Bojunga, atriz de rádio e teatro, ingressou na carreira literária para ser comparada a grandes nomes internacionais de obras infantis. Também atuou em outras linhas, como a metaliteratura e o existencialismo, venceu dois Prêmios Jabuti (1973 e 1993) e o Prêmio Memorial Astrid Lindgren (2004). Traz, espalhadas por sua obra, a desconstrução do discurso patriarcal, a defesa do feminismo, a apresentação de protagonistas "que não se ressentem e questionam" e uma visão madura, moderna, da mulher e seu lugar social. Lygia Bojunga é referência de muitos trabalhos que envolvem a literatura e suas influências na luta feminista.<br>- Adélia Prado e sua obra que trata diretamente da revalorização do feminino na literatura. Professora, filósofa e escritora, venceu, por sua poesia, o Prêmio Jabuti 1978. Longe da pena e do papel, Adélia nunca teve receio em expressar seu pensamento sobre os direitos da mulher e as pautas feministas - ainda proteladas pela resistência social conservadora. Com a pena em mãos, sua obra é o símbolo da voz feminina e do lugar social da mulher, em que a autora não poupa palavras para valorizar as conquistas feministas ao longo da história. Adélia Prado é outro exemplo de escritora que aparece em muitos trabalhos acadêmicos que relacionam o feminismo e a literatura brasileira.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-31 22:56:43 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>1950-1960 - O Recheio entre dois marcos do movimento feminista.</title>
         <author>alentoledo</author>
         <link>https://padlet.com/alentoledo/ht91fvvgv8rr3l9t/wish/2206719085</link>
         <description><![CDATA[<div>São muitas as mulheres da literatura brasileira deste período a se mencionar. Foi uma fase da luta por emancipação, liberdade e autonomia femininas.<br>Nestas duas décadas, o Brasil viveu um período democrático, prensado em seus extremos por dois governos ditatoriais. Testemunhou-se uma circulação maior de obras femininas no meio cultural, ainda dominado pelos homens. E esta elite masculina, pouco a pouco, se rendia aos talentos literários das mulheres. Para citar alguns exemplos, sem desmerecer as demais autoras em atividade na época, destacam-se:<br>- Clarice Lispector, ucraniana de nascimento, sempre se identificou como brasileira, antes mesmo de se naturalizar. É uma das maiores referências da literatura nacional, intimista e modernista, apresentava narrativas regadas de subjetividade e liberdade de forma e estilo. É muito difícil enquadrar esta autora em uma única categoria, posto que - parafraseando Clarice - ela usava suas palavras para dominar o mundo.<br>- Hilda Hilst não era associada às causas feministas, até que, na virada do século XXI, sua obra completa foi reeditada.&nbsp; Este resgate e releitura de seus trabalhos, sob o olhar contemporâneo, desvelou uma autora que desejava a liberdade da mulher, acima de tudo, tal qual a maneira que conduziu sua vida, com total independência frente ao papel conservador da mulher e ao próprio mercado literário em seu tempo. Reinterpretar o trabalho de Hilst é descobrir o tom provocador em que suas personagens femininas evocavam uma (falsa) submissão aos padrões morais.<br>- Rachel de Queiroz é uma força literária sem igual. Para além do reconhecimento de todo o conjunto de sua obra, respaldado nas diversas premiações que recebeu (incluindo o Prêmio Camões de 1993), ela foi a primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras, quebrando um tabu de 80 anos. Sua carreira perpassou 7 décadas e, por mais que declarasse não ter qualquer associação com o feminismo, suas personagens são verdadeiros símbolos deste movimento. Talvez a explicação para este paradoxo esteja no fato de que, quanto mais se afastou das lutas femininas, desde 1930, mais suas personagens representaram o ideal de liberdade plena da mulher.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-31 22:57:02 UTC</pubDate>
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